Templo de Luxor

No primeiro dia do Cruzeiro pelo Rio Nilo o barco fica ancorado na cidade de Luxor, na margem leste (oriental), para visita aos templos. Após a visita ao Templo de Karnak que você lê aqui Templo de Karnak – Luxor fomos para o Templo de Luxor distante aproximadamente 3 Km.

O Templo de Luxor é dedicado ao Deus Egípcio Amon (Deus dos Ventos). Construído entre 1400 a.c. a 1000 a.c. pelos Faraós Amenhotep III e Ramsés II em arenito, sua fachada possui 260m de largura.

Na entrada havia dois obeliscos. Porém foram doados por Muhammad Ali, vice-rei do Egito para a França em 1830. Como o tamanho e o peso dificultaram o transporte, somente um foi levado, que está atualmente na Place de la Concorde em Paris. O obelisco mede 23 metros de altura. O segundo obelisco ficou aqui.

As estátuas e esculturas representam a figura de Ramsés II, o mais importante de todos os faraós do Egito, que reinou de 1279 a 1213 a.c.

Luxor – do árabe significa “Palácio com mil portas”. As colunas possuem 15m de altura e tem a forma de papiros abertos no topo.

A antiga Tebas – Luxor foi capital do Egito por mais de 1500 anos. Situada a 750 km ao sul da cidade do Cairo, é conhecida como o maior museu a céu aberto do mundo.

O templo de Luxor foi construído para coroações, celebrações e festividades. Ficou soterrado pelas areias do deserto por séculos sendo descoberto em 1881.

É o único monumento do mundo que continha documentos das épocas faraônica, greco-romana e islâmica. Havia uma mesquita e também afrescos coptas. Pela duração de seu funcionamento serviu então para outras épocas e religiões.

A margem direita do Rio Nilo (leste/oriental) era consagrada aos vivos, com seus templos para governar ou para celebração e adoração. Já a margem esquerda (oeste/ocidental) era dedicada aos mortos, onde se encontra o Vale dos Reis.

A explicação tem a ver com o sol. No leste ele nasce, vem a luz e a vida começa. A oeste ele se põe, vem a escuridão, a vida acaba.

Assim, como na Índia, no Egito também tive algumas fãs que pediam fotos rsrsrs. Desta vez, no Templo de Luxor a menina também pediu para rodar comigo! Ok, sem problema. Foi muito legal! Os egípcios são muito carinhosos e hospitaleiros.

Para chegar até os templos e fazer o passeio é melhor ter o suporte de uma agência. Fomos pela Memphis Tours http://www.memphistours.com que cuidou de toda a logística dos deslocamentos. Tivemos um carro com motorista sempre a disposição, que nos deixava e pegava na porta dos templos ou o mais próximo possível. O acompanhamento de um guia, no nosso caso o egiptólogo Amro, com dois mestrados em hieróglifos, que falava um português perfeito, fez toda a diferença para o conhecimento do local.

Apaixonada por história, foi incrível conhecer este templo, fiquei feliz demais por estar aqui (Março/2021).

Templo de Karnak – Luxor

Em março deste ano (2021) fomos para o Egito – o primeiro post você lê aqui Egito – O Início e a partir de agora nos posts não vou seguir a sequência exata da viagem, porque gostaria de começar pela parte do roteiro que eu mais amei: os templos às margens do Rio Nilo, que visitamos durante o cruzeiro de 4 dias.

O nosso tour começou por Luxor em direção a Aswan. É possível fazer o contrário.

Luxor – Egito

Luxor – cidade que se situa a 670 Km ao sul do Cairo, era a antiga Tebas, capital do Egito no período de 1.550 a 1.069 a.c. Conhecida como o maior museu ao ar livre do mundo, hoje possui 1.300 milhões de habitantes.

Dividida ao meio pelo Rio Nilo, na margem oriental (a cidade dos vivos) ficam os Templos de Karnak e Luxor. Na margem ocidental (a cidade dos mortos) a necrópole do Vale dos Reis e Vale das Rainhas.

O Templo de Karnak foi a nossa primeira visita

O Templo de Karnak era o centro administrativo, religioso e palácio dos Faraós em Tebas. Começou a ser construído em 2.200 a.c e funcionou até 360 a.c. Estima-se que no seu apogeu, durante a XVIII dinastia que durou de 1550 a.c a 1295 a.c. trabalhavam aqui 80.000 pessoas. Os faraós mais famosos deste período foram: Aménofis, Tutemosis, Hatshepsut, Aquenaton e Tutancamon,

O templo de Karnak era dedicado ao Deus Amon-Rá (vento-sol) e o animal que o simboliza é o carneiro. Foi o maior templo já construído, possuía uma área de 1,5 km x 0,8 km.

Karnak era dividido em 3 complexos: recintos de Amon-Rá, de Mut e de Montu.

Embora não esteja completo é possível ficar admirado com a Sala Hipóstila no templo de Amon-Rá. Trata-se de um salão (o maior do mundo com 5.000 m²) sustentado por 134 colunas.

A Sala Hipóstila foi construída no século XIII a.c. pelos Faraó Seti e seu filho Faraó Ramsés II. As 134 colunas tem diferentes tamanhos, sendo que as maiores possuem 21 metros de altura e diâmetro de até 3 metros.

As colunas são gravadas com inscrições em hieróglifos e ainda existe a tinta original no teto.

Eu tenho 1,65m de altura e a minha cabeça não ultrapassa o primeiro alinhamento da coluna! É impressionante a grandiosidade deste templo e imaginar o quanto deveria ser imponente todo decorado.

No templo de Amon se encontra o maior obelisco do Egito. Com 27 metros de altura e 320 toneladas foi construído pela Rainha Faraó Hatshepsut. A sua inscrição diz: “Vós que vireis este monumento nos anos vindouros e falarem disto que fez.” O mais impressionante dos obeliscos é que eles eram construídos em um único bloco de pedra, geralmente granito, proveniente das pedreiras de Aswan há muitos quilômetros do local do destino. O transporte destes imensos monumentos naquela época é algo extraordinário.

Como em todo templo egípcio há esculturas representando os Faraós. Esta posição com os braços cruzados em cima do peito é bastante comum no Império Egípcio. Significa que o ponto de interseção dos braços sobre o peito marca o lugar do coração (Fonte: lumenagencia.com.br). Geralmente estão segurando a Cruz Ansata (Ankh) ou Chave da Vida, um símbolo da vida eterna que representa proteção, conhecimento, fertilidade e iluminação. A chave que conecta o mundo dos vivos com o mundo dos mortos. (Fonte: dicionariodesimbolos.com.br).

O Templo de Karnak funcionou por 1.500 anos e tem vestígios de vários impérios, porém o mais forte e importante neste local foi o Império Novo (Hatshepsut/Ramsés II), sendo as estruturas mais conservadas.

O templo possui uma escultura de besouro: o Escaravelho de Amor que segundo a lenda se você der 7 voltas em torno da estátua nunca mais terá problemas de relacionamento. Eu até tentei, mas depois da segunda volta já estava cansada e desisti rsrsrs.

Há também neste local um lago considerado sagrado pelos Faraós pois acreditavam que era onde os deuses faziam a sua purificação.

Por fim, a profusão de estátuas de Amon- Rá simbolizado pelo Carneiro.

Karnak foi o primeiro de uma série de templos magníficos que conhecemos no Egito através do Tour Cruzeiro pelo Nilo com a agência http://www.memphistours.com tendo início em Luxor. O acompanhamento de um guia é fundamental para este tipo de passeio, não só pela facilidade de deslocamento até os sítios arqueológicos, mas, principalmente, pelas valiosas informações deste período fascinante da história.