Estocolmo

A mais linda das três cidades que conheci na Escandinávia. Estocolmo é contemplação, é para ficar vagando e suspirando e nada mais. Só que tem muito o que ver e fazer sim! Então entre um ponto e outro do check list do caderninho a gente vai enchendo os olhos de beleza.

Estocolmo é a capital e maior cidade da Suécia, tem quase 1 milhão de habitantes, sendo também a capital da Escandinávia, região histórica e geográfica da Europa setentrional que abrande a Noruega, Dinamarca e Suécia, podendo em um sentido mais amplo incluir a Finlândia também.

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Novamente, sol e chuva, óculos de sol e sombrinha, camiseta e casaco, calor e frio, esse céu azul lindo da foto e céu encoberto, mudando a cada 5 minutos, porque o verão na Escandinávia não é moleza meus amigos.

Escolhi o Grand Hotel Stockholm para me hospedar com um pouco de receio. Não gosto desses hotéis gigantes com milhares de quartos, que a gente tem que andar quilômetros para chegar no quarto, acho impessoal, enfim, a localização era excelente, resolvi arriscar e deu certo! Em algumas fotos na internet ele parece decadente, não tem nada disso. O hotel é lindo, restaurante e bar maravilhosos, staff super gentil, ganhei um upgrade reservando pelo booking.com milagre!

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A fachada do Grand Hotel Stockholm

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O quarto era muito espaçoso, confortável, limpeza excelente, tinha um closet na entrada e um banheiro enorme, ar condicionado e wi-fi funcionando perfeitamente e não era distante do elevador e do hall.

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Almoçamos no Restaurante Veranda do próprio hotel, com uma vista linda e era um serviço de buffet maravilhoso, adorei. Tinha a opção à la carte também, mas gostamos tanto do que havia no buffet que nem pensamos duas vezes.

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Depois do almoço fomos em direção ao Palácio Real, no caminho o prédio do Parlamento Sueco

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O Palácio Real, na ilha de Gamla Stan (cidade velha), fica a poucos passos do Grand Hotel. Este palácio é para eventos oficiais, é enorme, tem vários aposentos e possui 3 museus. A residência particular da família real sueca é o Drottningholm.

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No primeiro andar estão os antigos aposentos reais, no segundo andar os aposentos de Estado e quartos dos hóspedes.

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IMG_8745Os três museus no interior do palácio são: Tre Konor sobre a história medieval dos palácios

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O Museu de Antiguidades de Gustav III

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E o tesouro, das jóias da realeza, que infelizmente não pode fotografar. 

Em seguida fomos passear pelo bairro histórico da ilha Gamla Stan (cidade velha) e foi o lugar que eu mais gostei em Estocolmo. Mesmo com a multidão de turistas que se concentra nesse local, principalmente de cruzeiros, a partir das 17 horas já fica bem tranquilo.

Estocolmo é composta de 14 ilhas, no Lago Malaren onde encontra o Mar Báltico. O bairro de Gamla Stan fica na ilha de mesmo nome. A sua praça central Stortorget (bem no meio da ilha) é o cartão postal de Estocolmo: as fachadas de casinhas coloridas que são puro charme.

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Na praça central Stortorget tem a Catedral de Estocolmo e o Museu Nobel. O museu é do tipo interativo, tem muito conteúdo digital para pesquisar.

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O Museu do Prêmio Nobel fica no edifício da Bolsa de Valores e é dedicado aos ganhadores do prêmio, cerimônia que ocorre todo dia 10 de dezembro, data da morte de Alfred Nobel que começou a fundação para premiar as mentes mais brilhantes do mundo. Todas as categorias do prêmio são entregues em Estocolmo a exceção do Prêmio Nobel da Paz que é na Noruega (Oslo).

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Tem muitas biografias interessantes dos premiados e algumas com itens pessoais como os sapatos de Selma Lagerlöf, escritura sueca, ganhadora do nobel de literatura em 1909 e primeira mulher a ser membro da Academia Sueca em 1914.

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Neste mesmo local está a Catedral de Estocolmo, dedicada a São Nicolau

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Storkyrkan – Grande Catedral – teve a sua primeira edificação no século XIII, converteu-se em igreja luterana em 1527 e o seu exterior foi remodelado para o barroco em 1740.

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No interior da igreja tem uma estátua de madeira de São Jorge e o Dragão do século XV, cuja beleza é impressionante.

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Ainda na ilha Gamla Stan o legal é percorrer as suas ruas com muitas lojas, galerias de arte e restaurantes, entre as que eu mais gostei estão a Vasterlanggatan, a Kopmangatan, a Lilla Nygatan e a Stora Nygatan.

Na rua Kopmangatan tem a praça Kopmanbrinken com uma estátua de São Jorge e o Dragão. Essa rua e o seu entorno tem lojas de bijouxs, jóias, roupas, antiquários e galerias de arte bem interessantes.

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Fiquei apaixonada por esse bairro e no outro dia voltei para andar mais por aqui, depois mostro mais um pouco.

Na primeira noite nós fomos jantar em um restaurante que eu estava louca para conhecer: Hallwylskabar, no pátio do Museu Hallwyska

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É um restaurante, bar, balada, super na moda, amei!

IMG_8912.JPGMinha mesa foi bem perto da fonte

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Fomos caminhando na volta à beira mar e foi muito lindo

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No outro dia fomos conhecer a Prefeitura de Estocolmo. Estava um dia lindo e caminhamos até lá, parando em muitos lugares para fotografar

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A Prefeitura de Estocolmo (Conselho Municipal) fica na Hantverkargatan é de 1923. Possui uma torre de 106 metros de altura. Aqui e realizado o banquete do Prêmio Nobel. Para conhecer o seu interior só através de tour guiado (tem em inglês e espanhol) sempre em hora cheia. É bom chegar um pouco antes para comprar o ingresso.

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Salão Azul

Quando eu fui comprar o ingresso a funcionária do guichê era bem simpática e após eu sair ela veio atrás de mim para dizer que tinha amado a minha blusa, que esqueceu de falar na hora, bem querida! Depois voltou para trabalhar, hahaha

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O tour levou 1 hora, achei muito longo, a guia falava sem parar, muita informação, enfim, eu queria conhecer e não tinha outro jeito. São alguns ambientes para visitar como o Salão Azul, Salão do Conselho, Salão Oval, a Galeria Príncipe, a Sala das Três Coroas e a Sala Dourada, a mais linda.

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Lembro que nessa sala (Salão do Conselho) a guia ficou meia hora falando sobre o teto de madeira, nossa foi de matar!

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Finalmente chegamos na Sala Dourada que eu queria tanto conhecer. É linda demais! O baile do prêmio Nobel acontece aqui. A sala é toda coberta de mosaicos. São 18 milhões de pastilhas de vidro e ouro, é realmente impressionante.

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Agora a gente respira fundo e enfrenta a multidão para fazer a foto dos sonhos, expectativa x realidade e felizmente consegui! Ponto para o maridão.

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No painel a representação da Rainha do Lago Mälaren, denominação antiga de Estocolmo já que a cidade é banhada por esse lago que dá acesso ao mar Báltico.

Todas as paredes são decoradas com cenas que tem ligação com a história da Suécia

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Na área externa, o jardim da Prefeitura às margens do lago Mälaren

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Mais um passeio pelas ruas de Gamla Stan

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E a rua mais estreita da cidade – Marten Trotzigs Grand. O nome é de um imigrante alemão que fez fortuna em Estocolmo e possuía muitas propriedades neste local. A entrada é pela Vasterlanggatan, ao lado do Café Jarntorget. Ao fundo possui 36 degraus e termina com menos de 1 metro de largura na Rua Prastgatan.

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Abaixo a fachada do Aifur, um restaurante temático viking, com música ao vivo, muito pitoresco, só funciona para jantar.

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Na rua Stora Nygatan tem a Polkagriskokeri a mais famosa loja de doces de Estocolmo, desde 1859, as doceiras embalam os doces na própria loja. Aqui foi criado um dos símbolos mais conhecidos do Natal, o doce em forma de bengalinha de listras branca e vermelha.

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Na Rua Svartmangatan entramos na Igreja alemã (luterana) de Estocolmo, dedicada a Santa Gertrudes

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Caminhando fui em direção ao Mercado Municipal de Estocolmo – Ostermalms Saluhall de 1888, considerado o 7° melhor salão de alimentos do mundo e para mim falou “qualquer coisa melhor do mundo” estou lá! Mesmo porque amo visitar e de quebra comer em mercado.

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E quando eu cheguei? Fechado para reforma!! Nem da fachada deu para fotografar, todo coberto de andaimes, vontade de chorar. Ao lado foi construída uma área provisória onde funcionam alguns restaurantes e bancas de produtos à venda.

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Abaixo o prédio original. Arrasada! O Mercado de Estocolmo fica no bairro Norrmalm

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Foto do site: http://www.foodnet.se

Bom, vamos em frente, quem sabe um dia eu volto a Estocolmo!

Próxima parada: Museu Vasa na Ilha Djurgarden, construído para abrigar um navio. Exatamente, o museu é todo dedicado a este navio e a sua incrível história.

O navio de guerra Vasa foi construído a mando do rei Gustav Adolf II. Em 10 de agosto de 1628 ao sair do porto disparou uma salva de canhões, só que deu uma rajada forte de vento que fez ele reclinar e entrou água pelas canhoneiras que estavam abertas fazendo o navio afundar morrendo 50 de seus 150 tripulantes. Quer dizer: o navio nem saiu do porto, já afundou, uma tragédia.

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Vasa é o nome da dinastia reinante na época. O navio possuía 3 mastros, 10 velas, 69 metros de proa à popa e 1.200 toneladas. Um dos maiores da marinha sueca, com 64 canhões. Era um palácio flutuante com 700 esculturas.

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A causa provável do seu naufrágio foi que o rei quis que instalassem mais canhões do que a estrutura do navio podia suportar, causando o desequilíbrio.

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Em 1956 Anders Franzén, sueco, técnico marinho e arqueólogo naval amador descobriu o Vasa e em 1961 ele voltou a superfície. É o único navio de guerra do século XVII existente no mundo com 98% do casco original.

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O museu Vasa é muito interessante e vale a pena a visita.

Ao lado do Vasa se encontra o Museu Nórdico e embora não estivesse nos meus planos resolvi entrar, achei o prédio tão lindo! É um bom motivo, não é mesmo?

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O museu é dedicado à história e cultura do povo sueco, desde o final da idade média até a era contemporânea.

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Rei Gustav I Vasa (reinou de 1523 a 1560)

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O museu é enorme e tem muitas peças interessantes, com cenas da vida cotidiana sueca em várias épocas, assim como trajes, jóias, mobiliário, louças, etc. Amei conhecer, se tiver tempo na cidade vale muito a pena.

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Nessa ilha Djurgarden também se encontra o museu do ABBA, grupo musical sueco que estourou nos anos 1970 e um dos mais famosos do mundo. Mas, mesmo sendo fã de suas músicas, estava tão cansada, achei que não valia a pena ir no museu da banda.

No caminho de volta, na Rua Nybroplan, a fachada do Teatro Dramático Real de 1788, em estilo Art Nouveau.

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À noite, jantamos em um restaurante asiático. O meu plano era jantar em uma brasserie dentro da Ópera de Estocolmo, mas estava fechada para férias. Confesso que não sou muito fã da culinária asiática, mas passamos na frente desse restaurante na noite anterior e achei tão lindo que resolvi experimentar. Adorei!

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O Restaurante Berns Asiatiska fica no Berzelii Park, dentro do Hotel Berns. Ambiente lindo e atendimento super simpático de Astrid uma brasileira muito querida e a comida estava excelente.

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À noite o restaurante é bem escuro e movimentado, então busquei uma foto na internet para se ter noção da beleza do lugar.

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Foto do site: http://www.glitterandmud.com

Para fechar a noite, um drinque no Cadier, o bar do Grand Hotel Stockholm

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Abaixo, foto do Cadier Bar durante o dia

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No dia seguinte, fomos conhecer uma outra ilha/bairro de Estocolmo, o Södermalm. Esse bairro é ligado ao Gamla Stan pela Ponte Katarina Vagen. A primeira parada foi no Museu Fotografiska

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Como o próprio nome já diz, o museu é dedicado a fotografia, antes um departamento do museu de arte moderna, inaugurou neste espaço em 2010 e só pelo local já vale a visita, embora eu sou suspeita para falar porque amo foto e fico babando na genialidade do olhar, da capacidade de capturar, flagrar esse instante que muitas vezes é em um segundo.

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Do fotógrafo alemão Vincent Peters – David Beckham –  London 2001
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Da fotógrafa holandesa Scarlett Hooft Graafland – Lemonade Igloo – Arctic Canada – 2007
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Da fotógrafa britânica Mandy Barker – Sea of Artifacts – Soup – Refused

O museu Fotografiska tem um rooftop com café e restaurante e uma vista incrível

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E no térreo uma loja maravilhosa, pena que não fotografei, a melhor de museu que eu fui em toda a Escandinávia.

Depois fomos bater perna pelo bairro, na saída do museu esse paredão imenso de rocha na Stadsgardsleden

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Passamos pela igreja Sofia Kyrkan, na Skanegatan. Ela fica em uma pequena colina, de 1906,  é luterana, tem esse nome em homenagem a rainha sueca Sofia de Nassau e no momento da nossa visita estava acontecendo um casamento.

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E chegamos na área principal do bairro Sodermalm o entorno da praça Nytorget

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Nytorget Urban Deli

O Sodermalm é um bairro muito bom para passear, como fomos em um sábado estava acontecendo uma feira de produtos orgânicos, a Bondens Egen Marknad e tinham alguns moradores vendendo peças vintage também.

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Percorremos a rua Gotgatan com lojas de objetos de decoração e arte muito legais

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Vitrine da Hantverket

E nessa rua almoçamos no restaurante Tiffany’s, muito bom! Então fomos descendo a Gotgatan em direção a ponte Katarina para Gamla Stan o coração de Estocolmo

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Medborgarplatsen

E a vista de Gamla Stan pelo lado de Sodermalm

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Aproveitamos para conhecer a famosa loja de departamentos de Estocolmo, a Nordiska Kompaniet, na Hamngatan e a beleza dela está no prédio, na sua fachada,  porque por dentro é uma loja de departamentos como todas as outras, sem novidade.

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Antes de chegar no nosso hotel fomos no Kungstradgarden, que significa Jardim do Rei, na Stromgatan, bairro Norrmalm, uma praça/ parque muito bonito e como era final de semana, estavam montando os estandes para uma uma série de eventos esportivos e musicais.

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Estatua do Rei Karl XII
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Monumento ao Rei Karl XIII

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No último dia voltei a esse parque, pela manhã bem cedo, porque achei tão bonito e era bem ao lado do meu hotel e fiz mais algumas fotos para depois ir embora. Sempre amanhecia ensolarado em Estocolmo e depois ia nublando.

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Igreja de St. Jacobs

No Kungstradgarden tem um espelho d’água rodeado com 60 cerejeiras que na época da floração (entre março e abril) fica fantástico

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Por fim, atravessamos a ponte que liga o bairro Norrmalm e chegamos na pequena ilha de Skeppsholm e no jardim em frente ao museu de arte moderna esculturas/instalações dos artistas Jean Tinguely (metal) e Niki de Saint Phalle (animal)

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Na última noite, por sugestão do Concierge fomos jantar em um restaurante especializado em frutos do mar, o Wedholms Fisk. Meu Deus, que comida maravilhosa!

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Cansada e feliz, que cidade linda

Para me despedir dessa cidade que é pura beleza segue as fotos feitas na charmosa ponte Skeppsholmsbron de ferro e madeira com uma coroa dourada no seu centro e uma vista de sonho

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Copenhagen

Acabei de voltar de uma viagem de 19 dias pela Escandinávia e Rússia e estava ansiosa para contar. Copenhagen foi o primeiro destino e me apaixonei de imediato e já adianto: foi o meu preferido na Escandinávia.

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Capital e maior cidade da Dinamarca com 1.200 milhão de habitantes, situa-se nas ilhas de Zelândia e Amager  e foi fundada no ano de 1.167. A Dinamarca tem 406 ilhas e Copenhagen tem essa geografia tão peculiar.

Em relação ao clima, agosto é verão, mas pela manhã é frio (16/18 graus) a tarde esquenta um pouco (não passou dos 23 graus) e o céu mudava com a maior rapidez que já vi na vida. Durante o dia fazia sol, chuva, céu claro, céu encoberto, às vezes mudava a cada 5 minutos, no começo irrita, depois a gente acostuma, fazer o que? Tinha que sair com casaco, camiseta, óculos de sol, sombrinha, o Kit completo. Graças a Santa Clara para quem eu sempre rezo pedindo para clarear os meus caminhos a quantidade de chuva foi mínima, ainda bem, porque no verão chove mais. Outro detalhe: previsão do tempo não existe. Errava sempre: dizia que ia chover e nada, dizia que ia fazer sol o dia inteiro e chovia. Muito louco. E isso se repetiu por toda a Escandinávia.

Fiquei 3 dias na cidade e foi pouco. Tem muito o que ver e fazer. Fiquei hospedada no Hotel d’Angleterre na Praça Konges Nytorv, super bem localizado, a poucos passos  do Canal Nyhavn o cartão postal da cidade.

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O Hotel d’Angleterre é lindo. Possui o restaurante Marchal com estrela Michelin (não fui) e o Balthazar Champagne Bar que eu amei. O quarto base (superior guest room) é bastante espaçoso e confortável. O Staff muito gentil e o café da manhã já incluído na tarifa é excelente, servido no mesmo ambiente do Marchal.

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Agora, vamos conhecer essa cidade incrível?

Assim que cheguei, deixei as malas no hotel (de Roma vôo de 2 horas) e fui conhecer o canal Nyhavn e aproveitei que o tempo estava bom, céu claro (algumas nuvens) com sol para fazer um passeio de barco, tour pelos canais.

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O Canal Nyhavn é a imagem que temos de Copenhagen, aquelas casinhas coloridas que parecem o brinquedo de bloquinhos de madeira de quando éramos crianças (quem tem mais de 40 anos).

Daqui partem os tours, tem duas empresas, bem simples a compra do tíquete no guichê no início do canal e lá fomos nós. No barco tem audioguide em inglês e espanhol.

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Aproveitei o passeio de barco também para ver duas atrações da cidade que não tinha vontade de conferir de perto: o bairro Christiana (comunidade livre e autônoma onde ocorre a venda de drogas, lixo, sujeira e criminalidade) e a estátua da pequena sereia (conto do escritor Hans Christian Andersen,  de 1913).

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A Estátua da Pequena Sereia – no barco vemos de costas
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Ópera de Copenhagen na iha de Holmen

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Na primeira noite fomos jantar em um dos restaurantes do canal Nyhavn e aqui acontece uma peculiaridade em decorrência dos cruzeiros. Durante o dia ferve de pessoas, quando chega à noite, os passageiros de cruzeiros vão embora, ficam poucas pessoas na rua e os restaurantes vazios. Dá uma pena porque é um local bonito, tem vários restaurantes bons, e apesar de ser um local turístico tem muito charme.

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Comemos no restaurante Heering no número 15, tem ambiente externo e interno, bem em frente ao canal, bonito e comida excelente.

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No outro dia acordamos cedo e fomos no Kastellet uma cidadela fortaleza construída em 1662. Na entrada pela Esplanaden tem o Portão do Rei.

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Nesta fortaleza que funcionou também como prisão ficou encarcerado Johan Friedrich Struense médico do Rei Christian VII por ser amante da rainha Caroline Matilde.

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Casa do Comandante

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Os prédios de tijolos vermelhos eram armazéns usados para guardar armas e mantimentos.

Ao lado da entrada da fortaleza, à direita, encontra-se a Igreja Anglicana St. Albans, em frente ao lago.

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A igreja ainda estava fechada, não entrei, ao lado se encontra a Gefion Fonte.

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O Churchil Park no caminho de ida e volta de Kastellet é lindo demais.

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Fomos caminhando pelo parque, fazendo o caminho de volta para o hotel Angleterre e passamos por ruas com galerias de arte e lojas de design incríveis, de surtar, principalmente a Rua Bredgate. Copenhagen tem um comércio maravilhoso, a gente demora muito para chegar no destino porque cada vitrine é uma parada para apreciar a beleza das peças.

E chegamos no Palácio Amalienborg, a residência oficial de inverno da família real. São quatro edifícios idênticos e na praça central a estátua do rei Frederick V.

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Como é bom chegar cedo e ter o cenário só para a gente!

É possível visitar dois prédios: o Christian VII, palácio que serve de residência para hóspedes (apenas por tour guiado às quartas feiras – não fui) e o Palácio Christian VIII que funciona como museu dos objetos da realeza.

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Em frente ao Palácio Amalienborg vemos a Igreja de Mármore, conhecida por esse nome (Marmorkirken) mas seu nome é Frederikskirke, de 1894 em estilo rococó, templo luterano que levou 150 anos para ser construída.

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A Igreja de Mármore possui o maior domo da Escandinávia e foi inspirada na Basílica de São Pedro em Roma. No pórtico está escrito: A Palavra do Senhor Permanece para Sempre.

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A poucos passos do palácio e da igreja está o Museu do Design. Foi fundado em 1890 e desde 1926 funciona neste local. O prédio é do ano de 1752 e foi o antigo Hospital Real Frederik V.

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Além do acervo permanente estava no momento acontecendo a exposição 100 anos Bauhaus – escola de arte vanguardista na Alemanha, foi uma das maiores e mais importantes expressões do modernismo no design e na arquitetura, sendo a primeira escola de design no mundo.

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Depois fomos passear pela Rua Stroget, com 1,1 Km de extensão, para pedestres, possui muitas lojas e restaurantes. A rua começa na Praça Konges Nytorv (para mim que estava no Hotel Angleterre) e termina na Prefeitura (Radhus)

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Tem muitas lojas nessa rua, mas a minha preferida foi a incrível ILLUMS BOLIGHUS e tem de tudo: roupas, acessórios, cosméticos, cama, mesa, banho, artigos de decoração, papelaria, iluminação. É como uma loja de departamentos (que eu não gosto) mas aqui é diferente, tem muito charme, a disposição das peças, os próprios artigos a venda, lindos e originais, como só a Escandinávia sabe fazer!

A ILLUMS é a maior loja de design escandinavo do mundo, precisa mais?

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Almoçamos no rooftop da loja que tem uma ótima seleção de restaurantes. Escolhemos o Skagen e o fish and chips que eu comi estava maravilhoso.

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Continuando pela Rua Stroget, ao longo do seu percurso tem 3 praças: Nytorv (onde tem o prédio do Tribunal de Justiça), Gammeltorv (fonte renascentista) e Amagertorv (ao fundo Palácio Christiansborg).

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Caminhamos até o Palácio Christiansborg e fizemos algumas fotos externas, mas deixamos para entrar no dia seguinte, estava um dia de sol tão lindo que preferimos continuar passeando e chegamos na Radhus a Prefeitura de Copenhagen.

A praça da Prefeitura (Radhuspladsen) é muito bonita, bem animada.

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Eu não disse que estava um dia lindo de sol? Pois é, observem o céu das duas fotos acima, feitas com no máximo 1 hora de diferença. A Escandinávia é assim, ou pelo menos foi assim para mim, o tempo todo. Abria e fechava o céu com uma rapidez impressionante.

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O prédio da Prefeitura foi construído entre 1892 a 1905 e possui o Grande Salão onde são realizados casamentos e festas.

No interior do prédio da prefeitura, logo na entrada à direita,  se encontra o Relógio Mundial Astronômico de Jens Olsen, o relógio mecânico mais precioso do mundo, marca as horas e a posição dos planetas, do sol, da lua e das estrelas. Fiquei muito tempo esperando para tentar fazer uma foto só do relógio, mas não consegui, sempre tinham pessoas na frente.

O relógio começou a funcionar em 1955, dez anos após a morte de seu inventor e a sua corda dura uma semana de funcionamento.

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Quando saí da Prefeitura o céu já estava assim!

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E seguimos para o Parque Tivoli, o segundo parque de diversões mais antigo do mundo (o primeiro também fica na Dinamarca). De 15 de agosto de 1843, tem 86.000 m² e dizem inspirou Walt Disney quando esteve aqui a construir o seu nos Estados Unidos.

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Sinceramente, achei uma atração que só faz sentido se você está com crianças, tem uma área verde bem bonita, vários restaurantes, mas o barulho dos brinquedos e a gritaria me deixou atordoada.

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A parte do pavilhão chinês é muito interessante.

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E como estávamos cansados dessa maratona voltamos para o hotel “pedalando”. Na praça da prefeitura tem vários tuk tuk.

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À noite fomos jantar ao lado do Hotel Angleterre, no Fishmarket, restaurante de frutos do mar muito bom, ambiente descontraído e atendimento simpático não preciso nem falar porque é “lei” em Copenhagen, todos são muito educados e a gentileza domina.

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No outro dia, acordar cedo (sempre) para conhecer o Palácio Rosenborg, um castelo construído pelo rei Christian IV no século XVII e foi residência real até 1710.

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O Palácio Rosenborg é lindo demais! Por fora e por dentro, tem inúmeras salas e quartos com um imenso acervo de objetos de toda a história da família real dinamarquesa, amei! Considero a sua visita imperdível.

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E agora vem a parte difícil, que fotos escolher para publicar, porque é tudo tão lindo, todos os ambientes são interessantes.

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No primeiro andar tem uma série de retratos, entre eles a rainha Caroline Mathilde de 1767, para quem não conhece história dela é legal assistir o filme “O Amante da Rainha” com Alicia Vikander. Caroline foi mulher do rei Christian VII, que era louco, e amante do médico Struensee. Suas ideias (ou ideais) tiveram uma importância enorme para o desenvolvimento da Dinamarca.

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E no subsolo uma exposição das jóias da realeza. E pode fotografar tudo!

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Próxima visita: Palácio Christiansborg. Inicialmente construído em 1733, foi destruído e seu prédio atual é de 1907. O palácio nunca serviu de moradia real, mas era usado para festas e recepções de líderes, os eventos reais são realizados aqui. Hoje é a sede do parlamento e o primeiro ministro também mora no local.

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O prédio abriga os 3 poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

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O Palácio Christianborg é o mais bonito de Copenhagen, com diversos ambientes como: Salões Reais, Biblioteca, Salão Jantar, Hall Grande, Salão do Trono, Capela, Museu do Teatro, Estábulo e a Cozinha Real que não é mais usada, mas ficou equipada como na época do Rei Christian X avô da atual rainha.

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A Biblioteca possui duas salas com 10.000 livros

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O ambiente mais espetacular é sem dúvida o Grande Hall onde tem uma coleção de tapeçarias lindas demais!

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Depois, logo ao lado do palácio, fomos conhecer o Museu Nacional da Dinamarca, com um acervo que conta a história e a cultura dinamarquesa.

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Estava acontecendo uma exposição temporária sobre a história de Genghis Khan e o império mongol, fascinante! O museu é muito bom, tem um acervo enorme e é um verdadeiro labirinto, dá para ficar horas lá dentro.

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Na saída o dia estava assim! O gostoso do verão é que os dias são bem longos, rendem muito, dá para ficar passeando até às 21h com a luz do sol, eu amo!

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E sabem por que eu escolhi esse dia para conhecer os palácios e museus? Porque a previsão era chuva!!! Não deu uma gota!!! Metereologia zero!!!

Saindo sem rumo acabei descobrindo uma rua que fiquei apaixonada, na realidade ela tem dois nomes na sua extensão: como saí da prefeitura ela começou com o nome de Kompagnestraed e depois Laederstraede. Um charme só! Galerias de arte, antiquários, brechós, lojas de roupas, objetos, decoração e muitos restaurantes. Ela tem um piso pedonal que ajuda muito no passeio, passam carros, mas acho que são só autorizados, porque são poucos.

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Almoçamos nessa rua no Zirup, ambiente incrível e comida muito boa, recomendo! Imagino que deve ser demais essa rua à noite.

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Na Kobmagerdade, uma rua muito boa para passear também, marido ficou louco com uma livraria gigante, deixei ele lá e fui fotografar logo em frente a Rundetarn, torre redonda com 35 metros de altura, de 1637 que faz parte do complexo da Igreja Trinitatis. A torre tem observatório astronômico e planetário. Não tive interesse de subir.

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Interior da Igreja Trinitatis

E, por fim, fui no Museu Guiness e achei bem fraco, ele é do tipo interativo, com vários jogos, bom para crianças e adolescentes.

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Na última noite, fomos jantar no restaurante The Market que eu amei! Ambiente lindo, lotado, tem dois espaços, o de cozinha asiática e o de cozinha italiana, fui neste último, comi uma massa deliciosa.

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Para fechar com chave de ouro, champagne e caviar no Balthazar Bar do Hotel Angleterre.

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Copenhagen é uma cidade pequena geograficamente, seu centro é compacto e as atrações não são distantes uma da outra, só que tem muita coisa para ver e fazer, então três dias para mim foi pouco, fiquei com uma tristeza enorme de ir embora, queria ter ficado pelo menos mais dois dias.

É uma delícia passear pelas suas ruas. Tem muitos restaurantes maravilhosos e aqui quero explicar porque não fui nos dois restaurantes mais famosos e no topo da lista dos melhores do mundo: Noma e Geranium. Pesquisei bastante, conversei com amigos que já foram para me decidir. Tudo é uma questão de perfil. Amo a alta gastronomia, conheço alguns restaurantes estrelados pelo mundo, mas o “esquema” desses restaurantes não me agradou. O menu é pré determinado, não dá para escolher o prato, sazonal (o Noma por exemplo no verão é menu vegetariano), uma sequência enorme de pratos bem “autorais” e o jantar dura 4 horas. Sou muito enjoada para comer, tem muita coisa que eu não gosto, quero pagar pelo prato que eu escolho e não que o dá na cabeça do Chef de preparar. Então não fui. Se tivesse a opção de escolha certamente teria ido. Comi super bem em todos os restaurantes que almocei e jantei. E nunca fui do estilo ir só para dizer que estive lá, então não me fez falta!

Quanto a cidade, ahhhhh fiquei apaixonada por Copenhagen.

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O Dinamarquês é considerado o povo mais feliz do mundo, felicidade essa que está no extremo grau de confiança que eles tem uns nos outros. A vida é segura, tranquila, estável. As instituições funcionam, o alto nível de educação, a gentileza e o respeito que eles tem a tudo e a todos me fizeram concluir que na Escandinávia o ser humano deu certo. A civilização que nós só conhecemos na teoria lá vivemos na prática. Que sonho um dia poder replicar essa vida aqui.

 

 

 

 

 

 

 

Córdoba – Espanha

Cidade da Província de mesmo nome, Córdoba se situa na região da Andaluzia, sul da Espanha e fica a uma distância de 395 Km de Madri e 132 Km de Sevilha.

Foi a partir de Sevilha que conheci Córdoba em um passeio de um dia (bate e volta) de trem, viagem que durou 45 minutos. Comprei o bilhete no site http://www.raileurope.com.br

Quando planejei a minha viagem para a Andaluzia pensei em ficar pelo menos 1 noite em Córdoba para ter mais tempo para conhecer a cidade, mas acabei optando por fixar base em Sevilha e achei melhor, pois foi suficiente para conhecer as atrações que me interessavam e bem mais prático fazer o bate e volta.

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Vista de Córdoba do alto da Torre de Calahorra

Córdoba já foi a cidade mais populosa do mundo, no ano 1.000 d.c.  com  500.000 habitantes. Hoje possui aproximadamente 330.000 hab. Foi também uma das primeiras a ter iluminação pública.

Ao chegar na estação de trem peguei um táxi e pedi para ficar na Puerta Sevilla início do meu roteiro. A distância de 2 km passando pela parte moderna da cidade e vista pela janela do carro foi rápida, suficiente e já ajudou a poupar as pernas e os pés para o restante do dia 😉

Puerta Sevilla é uma das portas de acesso das muralhas da cidade, a única das três que se conservou, original do século XIV.

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Ao lado da porta uma construção em forma de arcos, possivelmente um aqueduto, com o monumento em homenagem ao filósofo e historiador Ibn Hazn.

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Passando pela Puerta Sevilla e seguindo pela calle de mesmo nome chegamos no Alcazar de los Reys Cristianos, uma fortaleza que serviu de residência para os reis católicos Isabel de Castela e Fernando de Aragão por 8 anos.

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Ruas vazias no início da manhã fria de março de 2019

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O Alcazar do ano de 1328 é um dos monumentos mais importantes de Córdoba. O interior do edifício não tem muito interesse, mas os seus jardins são muito bonitos, vale a pena a visita.

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Foi neste local, em 1486, que os Reis Católicos receberam Cristóvão Colombo que foi pedir apoio para sua expedição às Índias que culminou no descobrimento das Américas. Os reis foram grandes financiadores das expedições de Colombo.

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E esse céu? Não canso de pensar, Andaluzia em março é perfeita!

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Próxima parada, a atração mais visitada de Córdoba: A Mesquita-Catedral. Para comprar o ingresso a fila é imensa, ao lado do guichê tem um caixa eletrônico para compra com cartão de crédito e a fila é bem menor. Estacionei o marido na fila normal e fui tentar a sorte no eletrônico, a compra é meio enrolada, mas fiquei de olho nos que estavam na minha frente para aprender e consegui. Poupei um bom tempo.

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Lateral da Mesquita Catedral

A Mesquita-Catedral de Córdoba já começa pelo nome que a primeira vista pode parecer incompatível, mas ela é igreja ou é mesquita? É uma igreja, mas já explico. O início da construção foi em 785 quando Córdoba estava sob o domínio dos árabes, então eles construíram uma mesquita. Porém, em 1.236 Córdoba foi reconquistada pelos cristãos que aproveitaram a construção e foi consagrada como igreja, acrescentando ao longo do tempo elementos católicos.

Como o edifício conservou os elementos árabes da religião islâmica passou a se chamar Mesquita-Catedral de la Asuncion de Nuestra Señora.

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Os detalhes do exterior da Mesquita-Catedral

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O seu interior é imenso, sendo uma das mais importantes construções islâmicas no ocidente. Possui 23.400 m² sendo a segunda maior mesquita do mundo depois de Meca até o ano de 1.588, quando então foi superada pela Mesquita Azul de Istambul.

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O espaço onde está  Mihrab – o nicho oratório em direção à Meca é o mais importante

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A parte católica também é de uma beleza impressionante.

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E ainda possui uma parte de museu com peças arqueológicas e eclesiásticas.

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A Mesquita-Catedral de Córdoba é realmente incrível e vale a visita, tanto pelo seu aspecto arquitetônico quanto pela sua história. Abaixo a Torre do Sino, o campanário onde era o antigo Minarete, visto do Pátio de los Naranjos.

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Saindo da igreja fomos passear pelas ruas no entorno, seu centro histórico, com muitas lojas e restaurantes.

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Recebemos uma dica muito boa para almoçar do porteiro do nosso Hotel Alfonso XIII em Sevilha (restaurante Caballo Rojo), mas quando chegamos lá ainda estava fechado, os espanhóis almoçam e jantam tarde e como tomamos café muito cedo para a viagem já estávamos com fome, então resolvemos tentar em um que passamos em frente e gostamos muito.

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A Taberna Deanes na calle Deanes. Pedimos algumas tapas de entrada e de prato Revuelto (ovos) de Ouriço, uma delícia!img_1694.jpg

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Pelas charmosas ruas de Córdoba visitamos também a mais famosa: Calleja de las Flores, a sua entrada é pela Calle Velazquez Bosco.

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O centrinho histórico é bem pequeno, com um emaranhado de ruelas para passear, com muitas lojinhas e restaurantes.

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O Mercado Los Patios de la Marquesa, na Calle Manriquez, também é uma boa opção para almoçar. Um espaço com vários estandes de comidas, mesas e cadeiras para refeições ligeiras, para quem não quer perder muito tempo em um restaurante.

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Passamos em frente e resolvemos entrar na Galeria de la Inquisición, uma exposição com os artefatos usados na época. A Inquisição Espanhola (Tribunal do Santo Ofício da Igreja Católica) funcionou de 1478 até 1834  e foi instalada a pedido dos reis Isabel de Castela e Fernando de Aragão, para perseguir e condenar os hereges.

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Córdoba também possui a sua juderia, o bairro onde os judeus viviam, mantendo as suas características. Na Calle Averroes, final da Calle Tomás Conde se encontra a Plaza Maimonides com uma estátua em honra ao médico, escritor, filósofo e rabino de mesmo nome que viveu de 1.135 a 1204 e codificou os 13 princípios da fé judaica.

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Logo ao lado está o ZOCO Municipal de la Artesania. Um pátio muito bonito, com um mercado com alguns artesãos trabalhando e vendendo seus produtos. Tem trabalhos em restauro também de móveis e relógios antigos.

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Não fotografei os artesões trabalhando porque não me senti à vontade, ninguém fotografava só prestavam atenção no trabalho sendo executado.

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Na Calle Judíos se encontra a Sinagoga, do ano de 1314 (século XIV), um monumento único na Andaluzia. Pouco restou da construção, mas a sua importância histórica vale a visita.

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Os pátios de Córdoba são famosos, existindo até a Asociación de Amigos de los Pátios Cordobeses, para regulamentar o seu funcionamento promovendo concursos de beleza, sempre muito floridos.

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Pátio do Museu Municipal Taurino

Contornamos a Mesquita-Catedral novamente e fomos para a última parada do roteiro: a Torre de Calahorra.

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O acesso se dá pela Avenida del Alcazar onde se encontra o monumento a San Rafael Arcangel e a Puerta del Puente, do século XVI de nome “O Triunfo de San Rafael”

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A Puente Romano que atravessa o Rio Guadalquivir

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E a Torre de Calahorra ao fundo, na outra margem do rio. Construída no século XII, já foi fortaleza, prisão, escola. Hoje funciona no seu interior o Museu Ibérico.

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O marido não quis entrar, então fui sozinha. O museu não é muito interessante, queria mesmo subir na torre para ver a cidade. A torre não é alta, o acesso pelas escadas é fácil.

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Mirante da Torre de Calahorra

Daí estou no terraço/mirante, aproveitando essa vista fantástica, quando vejo o marido deitado, dormindo em um banco lá embaixo! Affff

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O nosso passeio terminou aqui, não conseguimos um táxi para voltar à estação de trem, então chamei um Uber e deu certo, chegamos a tempo.

Gostei muito de ter conhecido Córdoba, mas não considerei uma cidade imprescindível ou imperdível para visitar na Andaluzia. Achei o esquema bate e volta muito bom, para não ficar com aquela coisa na cabeça “poxa estive tão perto e não conheci”.

A Andaluzia é uma região apaixonante, sua história e a influência árabe na sua arquitetura merecem a visita e a tornam linda e única. Não vejo a hora de voltar para conhecer as outras cidades da região.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alhambra – Granada

Qa’lat al-Hamra significa castelo vermelho em árabe, origem da palavra Alhambra. Os árabes (mouros) dominaram a península ibérica por 800 anos. Se instalaram por volta do ano 500 d.c. e foram expulsos definitivamente no ano de 1492 pelos reis católicos Isabel I de Castela e Fernando de Aragão.

E foi na Andaluzia que os árabes permaneceram por mais tempo na Espanha, já que a expulsão foi gradativamente acontecendo sentido norte/sul. Por isso, encontramos tanta influência moura nas suas cidades, em especial na arquitetura, muito mais do que nas outras regiões.

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Na fortaleza de Alcazaba – Alhambra

Alhambra foi uma fortaleza construída pelos árabes. Uma cidade fortificada dentro da cidade de Granada. Seus primeiros registros datam do século IX e teve seu apogeu no século XIII quando passou a ser a residência real de Muhammad Ibn Ahmar de 1238 a 1273.

A maior parte do complexo foi construída entre 1354 a 1391 e abandonada no século XVIII.

Para visitar Alhambra (que funciona todos os dias das 8:30 às 18:00 horas) contratei um guia particular através do Hotel Hospes Palácio de los Patos, onde fiquei hospedada. A entrada com ou sem guia deve ser comprada com muita antecedência (no meu caso 3 meses antes e já estava esgotando). É preciso informar o número do passaporte para checagem de segurança. O bilhete é nominal e intransferível.

O complexo da fortaleza de Alhambra é imenso, fácil se perder mesmo com mapa. Lotado de visitantes. O passeio com guia é altamente recomendável para poder aproveitar ao máximo todas as atrações do local. Além de pular fila, o que otimiza bastante o seu tempo por lá.

Junto a Alhambra se encontra El Generalife, que significa Jardim do Arquiteto (Alarife). Era o lugar de descanso dos sultões no século XIII. A visita pode começar ou terminar por aqui. Por uma questão de logística, o passeio guiado começou por aqui e achei realmente muito melhor.

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El Generalife ocupa as ladeiras do Cerro del Sol. Tem uma vista completa da cidade e dos vales dos rios Genil e Darro. Os jardins são lindos. Algumas plantas possuem técnica de topiaria. É dividido em Jardines Bajos, Pátio del Descabalgamiento (para os cavaleiros desmontares de seus cavalos) e Jardines Altos.

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Em março as laranjeiras estão carregadas o que deixa tudo ainda mais bonito. Abaixo no Pátio de la Sultana.

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Uma das construções do Generalife é o Pátio de la Acequia. Foi o pavilhão mais importante desse local. Era um prédio sólido e simples (para os padrões deles) que servia de descanso para os sultões. Mais fresco em razão da sua localização, um refúgio para o tórrido verão Andaluz (embora não fosse novidade para os árabes).

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Ao fundo do espelho d’água, 5 arcos sobre pilares de tijolos e um corredor com quartos. O lado esquerdo possui 18 arcos. No pavilhão superior um mirante com vista para o bairro Albaicin.

No lado esquerdo da foto acima é possível ver uma pequena cruz. Ali era o Baño de la Mezquita. A mesquita foi derrubada pelos reis católicos e construída uma igreja no local.

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A vista aqui de cima é realmente muito bonita

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Descendo para a cidade de Alhambra propriamente dita encontramos muitos jardins, sempre bem cuidados, como o Jardines de São Francisco, na foto abaixo. E esse céu?

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E aqui aconteceu uma coisa inacreditável! Planejei esse passeio a Alhambra com meses de antecedência, estava embaixo de uma árvore ouvindo as explicações do guia quando escuto um barulho de pedra caindo, levei um susto! A 30 cm da minha cabeça uma cegonha resolveu “se aliviar”. Vocês não tem ideia da quantidade de “caca” que o bicho fez! A roda que ficou no chão era muito maior que bosta de vaca. E tinha cor de açai, bem roxo! Respingou no meu casaco, nas pernas, a vontade de chorar, enquanto o marido e o guia trancavam o riso, que ódio! Então, aqui vai uma dica, nunca fique embaixo das árvores! Imagina se tivesse sido bem na minha cabeça? Tinha acabado o passeio antes de começar realmente. Consegui limpar tudo com lenço de papel que o guia tinha levado, mas as roupas ficaram um pouco manchadas. No susto não lembrei de fotografar o estrago. Agradeci a Deus por não ter sido em cima de mim e não ter me machucado. Segundo o marido foi um tijolaço e eu iria direto para o hospital!

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Ruínas do Palácio de los Abencerrajes

Mas, refeita do susto seguimos adiante. Puerta del Vino do ano de 1302 é a entrada principal da Medina de Alhambra (medina – cidade murada). Frente e atrás.

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Em Alhambra um dos principais prédios é o Palácio de Carlos V que foi Imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Rei da Espanha como Carlos I a partir de 1516, foi considerado o homem mais poderoso do mundo da sua época. Construído em 1527 só terminou em 1953.

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Carlos V usava os Palácios Nazaries como residência de verão, porém precisava de mais conforto e então foi construído para sua residência oficial. Hoje funciona como sede do Museu de Alhambra e no andar superior o Museu de Belas Artes.

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Próxima parada, a construção mais famosa de Alhambra: os Palácios Nazaries, nome da última dinastia árabe que governou a Península Ibérica. Possui 3 áreas independentes. Palácio Mexuar (Justiça e Estado), Palácio Comares (residência oficial do Sultão) e Palácio Leones (parte privada – harém).

O Palácio Mexuar era um local de reunião de Estado, com gabinetes de Ministros e o Sultão “aplicava” a Justiça, desde 1314. Hoje é um salão vazio onde podemos apreciar a beleza de suas paredes de mosaicos e o rico trabalho de entalhe e marchetaria na madeira dos tetos.

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Os pontos de interesse são o Pátio com fonte, o Cuarto Dorado e o Oratório (Mihrab)

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O Palácio Comares era a residência oficial. Na fachada o Sultão recebia seus vassalos ao pé das escadas. A Sala Barca foi destruída em um incêndio e restaurada e o Pátio de los Arrayanes  com destaque para o espelho d’água.

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E o lugar mais lindo de Alhambra: o Palácio de los Leones. Feito por Muhammed V são os aposentos privados da família real, construído entre 1362 a 1391 com o grau máximo de excelência da arte nazari.

O Pátio de Los Leones assim chamado porque a fonte central de mármore tem na sua base esculturas de leões.

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A dificuldade para fotografar é imensa porque é a atração principal de Alhambra, vive lotado, mas a gente com paciência consegue umas fotinhos mais exclusivas.

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Na Sala de Albencerrajes: nome da família que foi decapitada em um banquete no palácio. O seu incrível teto.

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Abaixo, a Sala de los Reyes, um local para recepções e celebrações.

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Mais um teto maravilhoso

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A Sala de Dos Hermanas com sua cúpula de Estalactites

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A riqueza de detalhes no trabalho das paredes e dos tetos é realmente de impressionar.

Seguindo o trajeto passamos pelo Pátio de la Reja com sua vista linda do bairro de Albaicin

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Pátio de Lindaraja

O Palácio El Partal composto de um pórtico com cinco arcos e um lago em frente.

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A Torre del Mihrab, oratório de peças encaixadas como nas mesquitas africanas.

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Nosso guia privado Pablo à direita

E a última etapa do passeio a Alhambra – Alcazaba – Uma fortaleza do século IX com três torres: Torre Quebrada, Torre del Homenaje e Torre de la Vela.

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A vista de Sierra Nevada do alto da fortaleza é incrível

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E o nosso guia Pablo fez essa foto panorâmica na fortaleza de Alcazaba

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Na saída passamos pela Puerta de la Justiça a maior e mais espetacular das 4 portas das muralhas de Alhambra. Construída por Yusuf I em 1333, com seu arco em forma de ferradura.

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Alhambra é realmente um lugar imperdível para quem vai conhecer Granada. A visita guiada ajuda muito a percorrer o trajeto, otimizar o tempo e entender a sua função na história da cidade.

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Granada

Foi a surpresa dessa viagem pela Andaluzia. Não esperava muito da cidade, achei que seria sem graça, que a única atração que valia a pena conhecer era Alhambra (que terá um post só para ela), mas não foi. Viagens sempre reservam surpresas, que bom que são assim, pois adorei Granada.

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Vista da cidade por Alhambra

Cheguei em Granada a partir de Sevilha, a distância de 250 Km fiz de ônibus pela empresa Alsa e foi muito tranquila e confortável. A rota de trem de alta velocidade – AVE ainda está em construção, então para viajar de trem tem que fazer uma baldeação e terminar o trecho de ônibus, não vale a pena, melhor fazer tudo direto de ônibus. Os veículos são muito confortáveis, tem serviço de bordo, ajuda para guardar as malas no bagageiro, cobram 3 euros por mala extra, não tem limite (não é fiscalizado, mas é bom comprar antecipado) e para quem não aluga carro é uma excelente alternativa, mesmo porque hoje a viagem tem a mesma duração do trem. Comprei pela internet no Brasil com antecedência no site http://www.alsa.es

Fiquei por 3 dias no Hotel Hospes Palácio de Los Patos. O prédio é lindo, a localização é muito boa e o restaurante do hotel o melhor da cidade, sem exagero. Mas…o quarto não era compatível com um hotel 5 estrelas. Pequeno e muito barulhento, sem qualquer isolamento acústico. Até me ofereceram outro quarto maior, uma suíte, mas o barulho era igual e o teto era muito baixo, no último andar, o que é muito comum na Europa, achei claustrofóbico, não quis, pensei: 3 diárias dá para aguentar.

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Chegamos na cidade e estava muito frio (março 2019) e nublado (único em 15 dias) e resolvemos almoçar no hotel mesmo, no restaurante Los Patos. Foi ótimo. Ambiente bonito, serviço acolhedor e a comida deliciosa, a melhor de Granada. Vale muito a pena almoçar ou jantar nesse restaurante e de quebra conhecer o Hotel, um palácio histórico lindo, com o bar Terrace que à noite é maravilhoso.

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Mimo do Chef um creme de batata
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Entrada Sopa de Pescado y Marisco (levanta até defunto)
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Paella deliciosa
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Vista da nossa mesa – Restaurante Los Patos

Então, vamos conhecer a cidade? Granada significa Romã, a fruta de um vermelho intenso que os mais antigos, inclusive no Brasil, usavam para se referir a esta cor. Possui 88 km² e 235.000 habitantes. Pequena, com muitas coisas interessantes para conhecer, 3 dias foram suficientes. Fiz quase tudo a pé, a localização do Hotel Palácio de Los Patos é excelente.

A primeira parada foi na Plaza del Carmen o centro político de Granada, na Calle Reyes Católicos onde fica a Câmara Municipal.

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Ao lado se encontra o Corral del Carbón uma porta monumental, do século XIV, que dava acesso ao Alhondiga – prédio público de 3 andares para encontro dos comerciantes e seus produtos. A porta tem formato de arco de ferradura, herança da arte muçulmana. No interior tem o pátio e uma fonte.

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Logo em seguida está a Praça Izabel La Católica com o monumento onde a rainha está recebendo o navegador italiano Cristóvão Colombo. Os reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela foram grandes financiadores das expedições de Cristóvão Colombo que culminaram com o descobrimento da América.

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A partir da Calle dos Reyes Catolicos seguimos para a Calle Oficios região mais interessante de Granada, onde concentra a maior parte dos seus monumentos históricos.

O Palácio de la Madraza, se situa no local que abrigou a primeira universidade de Granada em 1349. Madraza significa escola em árabe. O prédio que se visita hoje é do século XVIII e possui como obras de maior interesse o oratório muçulmano e o Salon de Caballeros, em arte mudejar.

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A Catedral de Granada é dedicada à Virgem de la Encarnación. Começou a ser construída em 1505 por ordem da rainha Isabel de Castela  e finalizada em 1583 em estilos barroco, rococó e renascimento espanhol.

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Altar da Virgem de las Angustias

A Catedral de Granada é um verdadeiro museu dada a quantidade de peças de valor artístico e histórico, um dos mais preciosos é o retábulo de Santiago do século XVII.

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A exposição bíblias e livros antigos também é fascinante.

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Perto da Catedral passamos pela Plaza de la Universidad com a Igreja de los Santos Justo y Pastor e à esquerda o prédio da faculdade de Direito que conhecemos depois o seu interior em outro dia.

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Estátua de Carlos V

 

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À noite fomos jantar no restaurante Meson Botafumeiro, na Calle Príncipe. O ambiente é legal, estava lotado de locais, é recomendado e possui uma nota alta em sites, mas não gostei da comida, nem do serviço.

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Calle Príncipe

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No outro dia acordamos com um céu azul lindo e sol para visitar a atração mais importante da cidade: Alhambra. É tão complicado agendar um visita com muita antecedência, não dá para prever como estará o clima, mas, enfim, deu tudo certo e deixo Alhambra para outro post porque é um local enorme, uma cidade dentro de Granada.

Após conhecer Alhambra fomos passear no bairro Albaicín, super charmoso. Para chegar lá pegamos um táxi que nos deixou na parte mais alta do bairro (ele fica em uma colina) para almoçar e depois continuar caminhando à pé belo bairro, conhecendo os seus encantos e descendo em direção ao centro, porque para baixo todo santo ajuda.

Fomos almoçar no Restaurante El Huerto de Juan Ranas que eu recomendo muito. Que lugar incrível, que vista! A nossa mesa era um camarote para Alhambra. Comida deliciosa, ótimo serviço, não dá vontade de ir embora.

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E esse terraço todo florido, um sonho.

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Ao lado do restaurante fica o Mirador de San Nicolás, o mirante mais conhecido, um lugar mágico. Tem uma vista panorâmica para Alhambra de frente e Sierra Nevada ao fundo. Na praça do mirante tem a Igreja de San Nicolás, mas não entramos. No mirador a vista é linda a qualquer hora do dia e no por do sol deve ser mágica. Há muitos restaurantes bons no seu entorno. Depois, na última noite, voltamos para jantar, porque este local é realmente imperdível em Granada.

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O bairro Albaicín é conhecido como a pequena Marrakech de Granada, em especial a Calle Teterias, com seu calçamento de pequenas pedras que lembram romãs (em espanhol Granada). Tem muitos restaurantes, lojas, casas de chá (teterias). É o local da comunidade muçulmana de Granada.

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Na Porteria Concepción se encontra a Casa de Zafra, do século XIV, é a sede do Centro de Interpretacion del Albaicín. Com a expulsão dos mouros a rainha Isabel de Castela, a católica, entregou esta casa a Hernando de Zafra, seu secretário. Posteriormente, a viúva construiu um convento ao redor da casa.

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O mais interessante de Albaicín é realmente se perder por suas ruas e encontrar a cada momento a influência árabe, povo que dominou a península Ibérica e com muita intensidade a Andaluzia por 800 anos, sendo expulsos em 1492 pelos reis católicos.

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Aos descer o bairro Albaicín em direção ao centro histórico margeamos a Carrera del Darro, a rua mais charmosa de Granada. Percorremos toda a sua extensão. Possui palácios, igrejas, casas de arquitetura mourisca e várias pontes que ligam os bairros Albaicín e La Churra, já que margeia o Rio Darro.

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No final da Carrera del Darro – sentido Albaicín/centro histórico – chegamos na Plaza Nueva. Apesar do nome é a praça mais antiga de Granada. Para quem sai do centro hsitórico a visita ao bairro Albaicín começa logo em seguida, eu fiz o circuito ao contrário, porque como comentei, achei mais fácil ir descendo a colina do que subir e descer tudo novamente.

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Plaza Nueva – prédio do Tribunal Superior de Justiça

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IMG_2995Outro lugar que vale a pena visitar em Granada é o Mercado de San Agustín.  Acho sempre muito interessante conhecer o mercado público da cidade, ver os locais fazendo compras, os seus produtos frescos, sentir a atmosfera da cidade e das pessoas no seu dia a dia é muito legal.

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Na principal via da cidade, a Gran Via de Colón, de 1874, a arquitetura de seus prédios históricos com a profusão de lojas e restaurantes torna o passeio muito agradável.

IMG_3004.JPGÀ noite, decidimos sair sem rumo e “olhar para a cara” do restaurante e arriscar (estou evoluindo). Deu certo! Jantamos no 530 Romanilla – Cocina Mediterranea de Mercado, na Calle Cárcel Baja.

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Monumento el Aguador em frente ao Restaurante Romanilla

Antes, no caminho, passamos pela Praça Bib Rambla . O nome é de origem árabe herdado da porta Bal al Rambla, da antiga muralha da cidade. A praça é muito bonita, tem vários restaurantes, mas não me agradaram, estavam vazios e com ar de “isca de turista”.

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No restaurante Romanilla o ambiente é parecido com o mercado San Agustín, cozinha mediterrânea bem feita, para quem quer dar um tempo, como eu, da cozinha espanhola, pelo menos por um dia, recomendo, foi uma noite especial.

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No terceiro dia, já tendo conhecido a Catedral e Alhambra, as duas atrações principais e imperdíveis de Granada, faltava a terceira, que eu tinha muita vontade de conhecer e não decepcionou: a Capilla Real, na Calle Ofícios.

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A Capilla Real é magnífica, a entrada não diz o que você vai encontrar no seu interior. Trata-se do monumento funerário dos reis católicos Isabel I de Castela e Fernando de Aragão. É umma capela com altar, ricamente decorada e no seu anexo um pequeno museu com objetos dos reis católicos inclusive a coroa e o cetro da rainha Isabel.

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Foto do site: http://www.turgranada.es

E advinha? NÃO PODE FOTOGRAFAR! Eu tenho vontade de matar o infeliz que determina uma coisa dessa. Não pensa nos outros, principalmente nos blogueiros de viagem, para proibir fotos. Daí eu imaginei: vai ver na loja do museu tem cartões ou posters com fotografias profissionais que mostram a beleza desse local que é realmente indescritível, de ficar de boca aberta. Mas…não tinha! Vamos ao Google (imagens bens ruins), fazer o que?

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Foto do site: http://www.achidiocesisgranada.es

A Capilla Real foi iniciada em 1504 com instruções de construção da rainha Isabel em seu testamento. Só que ela queria um local simples para seu descanso eterno, porém, faleceu antes do término da construção, sendo enterrada em Alhambra. O rei Fernando II, seu marido, não atendeu as instruções dela e deu seguimento as obras, agora fazendo o local com uma riqueza e beleza impressionantes. Fernando II de Aragão também faleceu antes da capela estar pronta e somente em 1521 seus corpos foram trasladados de Alhambra para este local.

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Fodo do site: http://www.granadaporelmundo.com

As tumbas dos reis católicos Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão, ao lado a filha Juana – a Louca e seu marido Fernando – el Hermoso. Embaixo, acesso por uma pequena escada, estão os caixões visíveis ao público.

Próximo a Capela se encontra a Alcaiceria, esquina com a Calle Oficios, um labirinto de ruas estreitas com lojas de artesanato e souvenirs. Foi fundada no século XIV.

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A Alcaiceria tem dezenas de lojas: bijuterias, bolsas, louças, jóias, objetos de decoração, roupas, sapatos, souvenirs, echarpes, tecidos, enfim, uma infinidade de artigos, o local ideal para comprar (e resolver) todas os presentes da viagem.

E andando pelos seus labirintos encontramos esse tesouro:

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Um pequeno pátio com paredes em cerâmica pintada com desenhos e poesias. Acima um pequeno quadro de Nossa Senhora de las Angustias. A Plaza fica atrás da loja Gonzalo Mariscal na Calle Alcaceria.

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Saindo do circuito turístico fomos conhecer a Universidad de Granada, pelo caminho as vitrines das lojas que vendem os trajes típicos da Andaluzia e para dançar flamenco, verdadeiras obras de arte.

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No caminho pela Calle Mesones passamos pela Plaza de la Trinidad

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E chegamos no Jardim Botânico da Universidad de Granada na Calle Málaga

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A Universidad de Granada iniciou em 1349 no Palacio Madraza e  fundada oficialmente em 1531. Visitamos um de seus campus onde funciona a Faculdade de Direito. O prédio é aberto ao público.

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Facultad de Derecho – Claustro Javier de Burgos

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E seguimos para o nosso objetivo: Monastério de San Jeronimo, o primeiro e mais antigo de Granada, do ano de 1504, na Calle Rector Lopez Argueta.

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Em março as laranjeiras estão carregadas, por toda a cidade, é tão lindo!

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Sei que eu sou chata, mas custava o marido ter visto e falado: vai mais para o lado, para cobrir os papéis ali atrás na porta. É pedir muito?

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O Monastério de San Jeronimo é composto por um mosteiro e igreja, começou a ser construído em 1504.   Nas fotos abaixo o claustro que possui várias salas, todas abertas a visitação, destinadas a reunião, oração, refeitório, etc.

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A Igreja do monastério de San Jeronimo é o templo mais antigo do mundo a ser consagrado à Imaculada Conceição. É lindo demais!

 

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A distância até o monastério de 1,5 km do hotel não é nada na vida de qualquer turista e o trajeto é muito interessante – jardim botânico, universidade, ruas e arquitetura belíssimas – vale muito a pena conhecer.

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Para almoçar fomos na rua mais típica da cidade: a Calle Navas. É uma rua estreita, extensa e com dezenas de restaurantes, um ao lado do outro. Essa rua é im-per-dí-vel! Fui com algumas indicações, só que os espanhóis tem o hábito de comer suas tapas em pé, encostados no balcão, mas a minha vida de turista não permite. Caminho tanto que na hora do almoço não vejo a hora de sentar!

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Então, depois de muito ir e vir pela rua, entramos no restaurante La Chicotá. Ambiente muito agradável, paella deliciosa (mais uma para a conta), amei. Geralmente os restaurantes na Espanha lotam depois das 14h, como almoço mais cedo, estão sempre assim, mais vazios.

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Voltamos para a região de Alcaceria, na Calle Zacatin onde o comércio é excelente e encontrei essa loja que eu não conhecia e amei : SENSU. Assim que entrei pensei que fosse um bar de champanhe! Depois vi que era uma loja de perfumes e cosméticos. Tem embalagens lindas de miniaturas de aromatizadores de ambiente, perfumes maravilhosos e os preços são muito bons! http://www.3sensu.com

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A região da Calle Zacatin é otima para compras. Ligada a Alcaceria onde se encontram souvenirs, aqui tem as lojas tradicionais e outras que só existem na Espanha ou em Granada.

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E as lojas de especiarias? São de morrer! Vontade de levar tudo.

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Escolhi para a última noite um lugar muito especial para jantar. O restaurante Carmen de Aben Humeya fica no Mirador de San Nicolás, no bairro de Albaicín,  local onde já tinha ido para almoçar (restaurante Huerto de Juan Ranas).

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Vista panorâmica do restaurante para Alhambra

O restaurante Aben Humeya está instalado em uma casa mourisca do século XV e foi considerado o melhor restaurante de Granada em 2016. Fomos às 20:30h, em março já é noite fechada. Fico imaginando esse lugar na primavera/verão para pegar o sunset, deve ser demais!

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No inverno as janelas panorâmicas são fechadas e tem aquecedores. Estava 8 graus e nem precisei ficar de casaco. O serviço é muito gentil e a comida deliciosa.

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Por fim passamos no bar Terrace do nosso hotel Hospes Palácio de Los Patos para um último drink, no outro dia partimos para Madrid.

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Dois dias são suficientes para conhecer as principais atrações de Granada, mas não me arrependi de ter ficado três dias, porque pude ir além do circuito turístico, conhecer outras atrações da cidade e ter tempo para “bater perna” no seu excelente comércio. Granada é uma cidade que “não se mostra” à primeira vista. É preciso desvendá-la, percorrer as suas muitas ruas escondidas e interessantes para ver o quanto realmente vale a pena visitá-la. Foi uma descoberta maravilhosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Restaurantes – Sevilha

A variedade e qualidade das opções gastronômicas na Andaluzia é de surtar e em Sevilha, na sua capital, não poderia ser diferente.

O marido ama paella! Eu não sou muito fã, mas mesmo assim, provei algumas e estavam muito boas. O que notei de diferente das paellas que estou habituada a experimentar no Brasil foi a cremosidade do arroz, realmente esse “detalhe” fez toda a diferença.

Como comentei no post anterior Sevilha fiquei hospedada no Hotel Alfonso XIII e na primeira noite jantei em um dos seus restaurantes: o SAN FERNANDO, que estava funcionando nesta noite no Salão de Banquetes.

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Ante sala do restaurante San Fernando

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Chegamos assim que abriu, fomos a segunda mesa, depois chegaram mais hóspedes, não lotou. A comida estava excelente e o atendimento muito simpático e gentil. Tinha um pianista, ambiente muito romântico e agradável. O cenário, tão histórico, é mesmo impressionante.

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Pedi uma massa porque depois de três dias em Marrakech, com aquele onipresente tempero agridoce, eu precisava de uma comida italiana! Fora a fome de leão, já que por causa da viagem só tinha almoçado.

Depois do jantar fomos no Bar Americano, o bar do Hotel Alfonso XIII e adorei também, acho que fomos quase todas as noites lá, antes de dormir. Ambiente bonito, ótimos drinks e o mesmo pianista (excelente por sinal) do restaurante que depois vai para o bar. Fica muito animado nas sextas e sábados.

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No outro dia, o primeiro almoço foi no El Giraldillo, na Plaza Virgen de los Reyes, em frente a Giralda (o campanário da Catedral de Sevilha).

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Sentamos na área externa e acabei não fotografando o seu interior (bem bonito). A comida estava boa, a vista é maravilhosa, mas não gostei do atendimento demorado e de má vontade.

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À tarde, passeando pelas ruas de compras mais famosas de Seviilha, a Calle Tetuán e a Calle Sierpes, em uma travessa entre elas, na Calle Almirante Bonifaz, paramos para beber uma taça de vinho no Las Tablas e adorei o lugar. Uma área muito animada com vários restaurantes e bares.

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O charme das ruas. Ao fundo a Capilla de San José.

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Um drink no final de tarde no pátio do Hotel Alfonso XIII

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E à noite fomos em um restaurante próximo do hotel, o Uno de Delicias. Só que errei o caminho, em vez de seguir em frente dei uma volta enorme pela beira do rio Guadalquivir. Sem problema! Meu primeiro contato noturno com a Torre del Oro.

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O Uno de Delicias é um bar de tapas muito bom. Tudo que pedimos estava realmente uma delícia! Fica na Paseo de las Delicias uma rua com muitos outros restaurantes, alguns lotados, outros vazios, o nosso estava quase cheio. Ótimo atendimento. Não tem carta de vinhos, a gente escolhe a garrafa nas prateleiras e se tiver dúvida pode provar antes, achei bem legal. O primeiro que tinha escolhido provei e não gostei, no segundo já acertei. Assim fica bem mais fácil. A disposição e paciência no atendimento para me ajudar a escolher o vinho também favoreceu.

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Pedimos tapas com batatas, com sardinhas, um queijo derretido que era uma coisa de tão bom, Jamon (tem que ter) e o marido no final ainda pediu uma paella só para ele.

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A rua do restaurante tendo ao final a Torre del Oro

IMG_0936.JPGNo terceiro dia, após um passeio maravilhoso pela Juderia (que indico), um dos lugares mais charmosos de Sevilha, dá para passar um dia inteiro aqui,  fomos almoçar na Casa Román, na Plaza Venerables.

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O restaurante Casa Román existe desde 1934, uma instituição na cidade. Pedimos uma fritada de frutos do mar que estava ótima e resolvi pedi sobremesa (coisa rara), um flan de laranja muito bom também.

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Os espanhóis tem o hábito de comer em pé, encostados no balcão e a praticidade das tapas que não necessitam de talheres para o consumo, ou somente um garfo, ajuda.

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À noite fomos assistir um espetáculo de flamenco. Quando fui a Espanha pela primeira vez (há 8 anos) vi em Madrid, mas foi diferente, em um restaurante onde tem menu fixo e o show acontece nos intervalos (tipo isca de turista). Gostei na época, só que queria algo mais. Desta vez escolhi o show da Casa de la Memória que apresenta também o lado cultural da dança, sua história e importância no contexto da sociedade espanhola. Tem um museu anexo e fica na Calle Cuna.

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O teatro é bem pequeno, o espetáculo tem duração de 1 hora e só pode fotografar nos últimos cinco minutos quando os dançarinos avisam e fazem uma apresentação para fotos e filmes. O show é maravilhoso. O homem era incrível, sapateava com uma rapidez e agilidade impressionante. A mulher além de dançarina conseguia expressar a dor e o lamento de algumas peças, uma atriz fantástica.

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Além de um casal de dançarinos fazem parte do espetáculo um cantor e um violonista. Como é linda a música flamenca, de arrepiar. Eu amei este espetáculo, achei bem autêntico e o indico para quem quer conhecer a dança flamenca verdadeira, feita com alma.

Após o espetáculo fomos no restaurante Baco Cuna 2 que fica ao lado. Reservei antes porque vive lotado, por ser uma excelente opção de jantar pós show.

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O Baco Cuna 2 é lindo. Todas as paredes são decoradas com cerâmicas em tons de bronze e cobre com um brilho incrível. As porções são fartas e o próprio garçom indicou pedir uma de cada (entrada e prato principal) para compartilhar. Interessante que isso se repetiu em alguns restaurantes, quando a gente ia pedir uma entrada para cada um avisavam que era muita comida (de fato era). Bem honesto da parte deles.

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De entrada camarões no sal e de prato principal um peixe com legumes muito leve e delicioso. Achei a melhor refeição da cidade.

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No quarto dia fomos conhecer Córdoba em uma bate e volta que terá um post em breve. Já neste dia o café da manhã do Hotel Alfonso XIII não estava mais sendo servido no salão histórico e sim nos corredores do pátio interno.

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Café da manhã do marido parece um almoço
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Vista da mesa

Como eu acho esses passeios de bate e volta de um dia inteiro cansativos, resolvi nessa noite jantar no hotel novamente no seu outro restaurante, famoso e badalado na cidade, que se chama ENA.

O restaurante é dividido em três ambientes e possui duas entradas diferentes. Na entrada por dentro do hotel o primeiro ambiente tem poucas mesas, uma sala com decoração mais clean e um balcão. O segundo ambiente é bem intimista, escuro, com lareira e cerâmica nas paredes, adorei, é lindo. Por fim o pátio externo com bar, o local mais animado. Tem uma entrada pelo pátio do hotel, área externa, para não hóspedes. Tomei um aperitivo na área externa e depois jantei na área interna.

A comida era OK, nada demais. Valeu pelo ambiente mesmo e pelo conforto.

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Bar do ENA – Hotel Alfonso XIII
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Terraço ENA

 

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No quinto e último dia em Sevilha, andamos muito, de um lado ao outro do Rio Guadalquivir. Primeiro passamos a manhã no bairro Triana, um sábado o que foi ótimo, depois fomos no bairro Santa Cruz para almoçar, o local com mais opções de restaurantes e bar de tapas de Sevilha e o “epicentro” fica no entorno da Calle Mateos Gago. As ruas ficam lotadas.

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Difícil escolher quando se tem tantas opções, eu ficava passando na frente dos restaurantes para ver qual gostava mais, ficava em dúvida, ia e voltava, até que decidi entrar no Casa Tomate. A foto abaixo é da fachada da frente. Entrei pela rua de trás.

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O restaurante é muito bonito, atendimento simpático e comida deliciosa. Adorei o Casa Tomate!

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Balcão do bar do restaurante Casa Tomate

E o nosso último jantar nessa cidade incrível eu queria que fosse especial  e então escolhi o restaurante Abades Triana que tem uma vista linda para a Torre del Oro, já que fica às margens do Rio Guadalquivir.

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Do outro lado do rio, ao lado do terraço do Abades Triana. Ao fundo a Torre del Oro.

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No início da primavera na Andaluzia já é possível ver a diferença de luminosidade no céu quando se vai jantar.

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Por ainda estar frio, à noite o terraço ficou vazio, uma pena, imagina no verão que lindo.

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Por que o marido não disse? Vai mais para o lado para não aparecer o extintor!
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Drink de frutas com Moet Chandon Ice bom demais

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A comida estava excelente, pedi cordeiro e veio com jamon (claro)!

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O Abades Triana é considerado um dos melhores restaurantes de Sevilha. O ambiente é moderno, com uma arquitetura arrojada, padrão gourmet de culinária e atendimento. 

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E para me despedir de Sevilha uma última foto na Ponte de San Telmo, nessa noite fria de início de primavera.

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Próxima parada: Granada, aguardem!

 

 

 

 

 

Sevilha

Tentar mostrar tudo que vi em Sevilha em apenas um post não vai ser fácil, vou tentar! De todas as cidades que estive na Andaluzia, Sevilha foi a que eu mais gostei. Além de linda, tem um astral maravilhoso, fervilha (até rimou!).

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Parque Maria Luísa

A cidade é a quarta maior da Espanha. Tem 700.000 habitantes e está sempre lotada de turistas. Não é para menos! A Espanha é um país fácil de viajar, com uma malha ferroviária e rodoviária que facilita muito o deslocamento, para quem como eu não aluga carro é perfeito. Soma-se a facilidade com  a língua (para nós brasileiros), povo simpático e acolhedor e o baixo custo, considero um país barato para viajar. Precisa mais?

Cheguei em Sevilha por Marrakech, em um voo direto pela Ryanair. Saí de ônibus pela empresa Alsa com destino a Granada e adorei, nunca tinha viajado de ônibus na Europa, aprovado!

Fiquei na cidade por 5 diárias no Hotel Alfonso XIII, no bairro de Santa Cruz, um ícone da cidade. Foi encomendado pelo Rei da Espanha para receber os dignatários da Exposição de 1929.

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A escadaria do Hotel Alfonso XIII

 

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O charme dos elevadores
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Lobby do Hotel Alfonso XIII

O Hotel foi renovado em 2012 e as suas áreas comuns são muito bonitas. Conta com um pátio interno com fonte que lota final de tarde para um happy hour.

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Recebi upgrade para uma suíte, bastante espaçosa e confortável, com vista para a praça em frente ao hotel e mesmo sendo em cima do terraço do restaurante ENA, o isolamento acústico era perfeito.

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Como chegamos no final de tarde, resolvemos jantar no hotel mesmo, no restaurante San Fernando e tivemos a sorte de estar funcionando no seu salão de banquetes, um espaço histórico lindíssimo. No outro dia o café da manhã foi servido nesse salão também. Nos outros quatro dias o restaurante foi transferido para os corredores que cercam o pátio, já que o Salão de Banquetes é frequentemente reservado para eventos.

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Restaurante San Fernando – Salão de Banquetes

No outro dia, nosso primeiro para explorar a cidade, já tinha reservado com antecedência e on line a visita ao Real Alcazar, o mais antigo conjunto de Palácios Reais da Europa. A fila com ingresso antecipado é grande, mas anda rápido, sem ingresso é na sorte para conseguir, porque esgota muito rápido, melhor se programar, pois é uma atração imperdível! Comprei com hora marcada a visita aos Aposentos Reais. Só pode entrar grupos de 20 pessoas a cada 30 minutos. Neste espaço não pode fotografar, por questão de segurança, pois ainda é utilizado pelo Rei da Espanha e seus convidados em visita a cidade.

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Início da fila às 8h da manhã (abre às 9:30h)
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Vista do pátio no primeiro andar – em frente aos Aposentos Reais

O Real Alcazar (fortaleza) começou a ser construído no ano de 713 pelos árabes (mouros) que dominaram a Península Ibérica e ocuparam a Andaluzia por 800 anos, sendo expulsos pelos reis Católicos Isabel de Castela e Fernando de Aragão em 1492, fazendo do Alcazar sua residência durante esse período.

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Em frente ao Palácio Mudejar de  D. Pedro I de Castela, conhecido como “O Cruel”, que viveu de 1334 a 1369 (não confundir com o imperador brasileiro D. Pedro I, que era D. Pedro IV em Portugal).

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Conseguir fotografar só com uma pessoa atrás, marido fez mágica!

A arquitetura mourisca está presente em quase todos os prédios

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Pátio das Doncellas
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Salão de Carlos V

O ambiente mais bonito do Alcazar: o Salão dos Embaixadores. O seu teto com cúpula de ouro é magnífico.

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Os jardins do Alcazar também valem a visita, principalmente o Estanque de Mercúrio.

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Após o Alcazar fomos conhecer a Catedral e a Torre Giralda. A principal igreja de Sevilha é a maior catedral gótica do mundo, construída entre 1401 a 1506, sendo a 3ª maior igreja do mundo, atrás apenas da São Pedro no Vaticano e St. Paul em Londres.

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Após o terremoto de 1755 foram acrescentados muitos elementos à Catedral, que é dedicada à Santa Maria.

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A principal atração da catedral é a tumba de Cristóvão Colombo, navegador italiano que viveu de 1451 a 1506 e descobriu a América em 1492, com o apoio e financiamento da rainha católica Isabel de Castela.

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Almoçamos no El Giraldillo, a primeira paella, na Plaza Virgem de los Reyes e resolvemos não subir na Giralda, o campanário da Catedral de Sevilha. Só apreciar a sua bela arquitetura já foi suficiente.

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Vista da mesa do terraço do Restaurante El Giraldillo

Resolvemos fazer um passeio de carruagem. Sou contra a utilização de animais para o trabalho, mas achei em Sevilha muito bem cuidados. Nossa amiguinha se chama Matilde.

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O passeio saiu da frente do Alcazar e passou pela Torre del Oro, Plaza de Spaña, Parque Maria Luísa e retornando ao Alcazar. Foi um passeio muito agradável, bem tranquilo, durou 40 minutos, temperatura em torno de 20 graus, sem vento e esse céu azul lindo e o sol brilhando que nos acompanhou em todos os dias da viagem.

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Perto do Real Alcazar e ao lado da Catedral de Sevilha se encontra o Arquivo Geral das Índias. De 1785 neste local foi centralizado toda a documentação referente as colônias espanholas.

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Bem ao lado do Hotel Alfonso XIII, fica o mais famoso campus da Universidade de Sevilha, instalado na Antiga Fábrica Real de Tabacos. Os Espanhóis foram os primeiros europeus a ter contato com a planta Tabaco trazida das Américas. A fábrica funcionou do século XVIII até 1950 e foi o maior prédio industrial do mundo.

Além do interesse histórico e arquitetônico tive vontade de conhecer também porque no local funciona a Faculdade de Direito de Sevilha e a entrada é livre, pode-se circular tranquilamente entre os estudantes.

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Continuando o passeio pelo bairro Santa Cruz, na Calle Gloria, Plaza de los Venerables está o Hospital de los Venerables Sacerdotes. Construído pela Irmandade del Silencio para albergar e cuidar de padres pobres, doentes ou deficientes.

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Em estilo barroco o imóvel tem uma pátio muito bonito e agradável e no segundo piso exposição de arte (pintura) com acervos permanente e temporário.

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Viajar na segunda quinzena de março para a Andaluzia foi especial, porque além do clima agradável é a época da laranja. São muitas árvores espalhadas pelas cidades e estavam carregadas, é lindo!

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No interior do Hospital se encontra uma das mais fantásticas igrejas de Sevilha, com afrescos belíssimos.

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Depois da Calle Gloria segundo pela Calle Agua até chegar na Plaza de Santa Cruz chegamos no quarteirão judeu, a Juderia de Sevilha. Em 1248 Sevilha foi conquistada pelos cristãos, mas a convivência com os judeus era pacífica até que em 1391 houve um ataque a esta comunidade, muitas pessoas morreram e as sinagogas foram destruídas dando lugar as igrejas.

Andar pelas ruas do bairro judeu é muito interessante. Seus prédios e praças ainda guardam características deste povo, sempre tão perseguido e injustiçado ao longo da história da humanidade.

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De todos os locais para passear em Sevilha a Juderia foi o que eu mais gostei. E olha que é difícil a tarefa de escolher já que a cidade é inteira linda e interessante.

Dos pontos turísticos, na categoria imperdível, realmente a Plaza de España é imbatível. Como pode ser tão bonita? Nunca vi em toda a minha vida uma praça tão linda! Construída para a Exposição Ibero Americana de 1929 (como o Hotel Alfonso XIII).

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Situada no Parque Maria Luísa a Plaza de España possui 48 bancos de azulejos que representam as províncias espanholas e 4 pontes que representam os quatro reinos: Navarra, Castela, Aragão e Leão.

Fui abençoada com esse céu azul que parecia uma pintura o que deixou tudo ainda mais lindo. Como escolher entre as centenas de fotos (não estou exagerando) apenas algumas para a publicação não é tarefa fácil. A Plaza de España é muito fotogênica e rende cenários incríveis. Não dá vontade de ir embora.

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No outro dia, fomos conhecer o Bairro Triana no outro lado do Rio Guadalquivir. Atravessamos a Ponte de San Telmo, a mais próxima do Hotel Alfonso XIII e também a melhor para a vista da Torre del Oro.

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Palácio de San Telmo

A Torre del Oro fica no Paseo de Cristobal Colon sendo o cartão postal de Sevilha. Construída no século XIII (1220-1221) com a função de vigilância pelo Califado de Almoada para evitar possíveis invasões pelo Rio Guadalquivir. Na época a Espanha era ocupada pelos mouros.

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Ponte de San Telmo

A base da Torre del Oro tem 12 lados (facetas), a parte o superior foi acrescentada no século XVIII.

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O Bairro Triana é um dos locais imperdíveis de Sevilha. Fui em um sábado e estava ainda mais animado. Feiras de artesanato, artes, antiguidades, livros e bricabraque espalhadas pelas barraquinhas à beira do Rio Guadalquivir. Passear pela Calle Betis apreciando o visual lindo da cidade pela outra margem é realmente fantástico.

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No final da Calle Betis, em frente a Ponte de Triana, na Praça del Altozano está o Mercado Triana, reconstruído em 2005 tem todo o tipo de bancas para venda de carnes, peixes, frutas, roupas, com restaurantes e bares de ostras. Tem uma atmosfera animada.

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Ponte de Triana

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A Calle San Jacinto é o calçadão principal do bairro Triana, com muitas lojas e restaurantes.

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Nesse calçadão, passei na frente e resolvi entrar em uma Igreja, a Hermandad de la Estrella. Uma capela muito pequena que tinha uma fila para beijar os pés de uma imagem de Cristo.

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A Hermandad de la Estrella foi fundada em 1560. Se trata de uma confraria que abre a procissão da Semana Santa de Sevilha. Após cada pessoa beijar os pés da imagem, a voluntária da Igreja, à esquerda da foto, passa um pano para limpar.

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Infelizmente a Igreja de San Jacinto estava fechada quando passei e não pude visitar o seu interior.

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A arquitetura do bairro Triana é muito bonita, muitos prédios tem detalhes em cerâmica pintada, levando o nome do bairro a famosa cerâmica da Andaluzia. Na foto abaixo a mais icônica loja de Sevilha, no local onde funcionava a Fábrica de Santa Ana, na Calle Callao.

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As louças são tão lindas, de enlouquecer, dentro da loja não pode fotografar, e apesar de ser difícil o transporte não resisti e trouxe algumas peças.

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Detalhe em cerâmica de um portal no bairro Triana

Ao lado da loja funciona o Museu da Cerâmica.

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O passeio pelo bairro de Triana é sem dúvida um “tem que fazer” em Sevilha.

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Apesar de ser longe, fomos caminhando e atravessamos a Ponte de Triana para retornar a outra margem em direção ao Museu de Belas Artes de Sevilha.

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Ponte de Triana

Instalado no antigo Convento de la Merced Calzada, de 1841, o Museu de Belas Artes de Sevilha é a segunda pinacoteca mais importante da Espanha, atrás apenas do Museu do Prado.

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O Edifício do século XVIII é lindo e possui um pátio interno de Aljibe  (cisterna).

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No acervo do museu entre tantos, os maiores: El Greco e Velazquez. O pintor, escultor e arquiteto Domeniko Theothokopoulos – conhecido como “El Greco” nasceu em Candia (hoje Heraklion – Creta) em 1541 e faleceu em Toledo em 1614. Emigrou para Toledo em 1577 e fez boa parte de sua carreira na Espanha.

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Retrato de su hijo Jorge Manuel (1600) – El Greco

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Cabeza de apóstol (1620) – Diego Velázquez

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Andando mais uma vez pelo entorno do nosso hotel Alfonso XIII, no bairro de Santa Cruz, seguimos pela linda Avenida de la Constitución. No início da avenida está a Fuente de Híspalis na Puerta de Jerez e seguimos apreciando a sua arquitetura.

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Sevilha tem alguns palacetes que foram transformados em museus. O Palácio de Lebrija é um deles, situado na Calle Cuna, onde fomos assistir um espetáculo de flamenco. O imóvel foi adquirido em 1901 pela Condessa de Lebrija e ainda pertence a família, que mora no local. Para visitar o segundo piso somente com visita guiada que tem de hora em hora.

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A sua construção remonta ao século XV e possui no seu acervo pinturas, esculturas e uma espetacular coleção de mosaicos romanos.

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Por fim, um lugar muito interessante para conhecer é o Metropol Parasol conhecido por LAS SETAS (significa cogumelos). Na Plaza de la Encarnacion é a maior estrutura de madeira do mundo, com 150×70 metros de diâmetro e 26 metros de altura. Projeto do arquiteto alemão Jürgen Mayer Hermann, executado com 3.500 tábuas, foi inaugurado em 2011. No andar subterrâneo tem o museu Antiquarium, com achados arqueológicos. No térreo, o antigo mercado Encarnación foi reconstruído e no piso superior uma passarela com mirante.

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Incrível não é mesmo?

Não vou consegui acrescentar nesse post os restaurantes e o show de flamenco. Deixo para o próximo e mais umas imagens dessa cidade vibrante e linda que me conquistou.