Jaipur – Rajastão – Índia

Rajastão é um estado indiano que faz fronteira com o Paquistão. Possui área de 342 km² e fica no deserto de Thar, a noroeste da Índia. Tem 68 milhões de habitantes e a sua capital é Jaipur.

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Patrika Gate

Jaipur foi fundada em 1728 pelo Marajá Sawai Jai Singh II, possui 3 milhões de habitantes. É uma cidade planejada, coisa rara na Índia, possui ruas com asfalto, calçadas e canteiros com jardins (incrível). É limpa também, vi pouco lixo.

É a cidade que a maioria dos turistas conhece porque faz parte do circuito “triângulo dourado” que inclui Agra e Delhi, o tour mais popular entre os que visitam a Índia. 

Também é conhecida por ser “a cidade rosa”  porque em 1876 o marajá mandou pintar a cidade inteira de cor de rosa para receber a visita do Príncipe de Gales, Albert, filho da Rainha Vitória, futuro rei Eduard VII. A mulher do marajá adorou o resultado e desde então a cidade é pintada dessa cor.

Em algumas partes da cidade não acho que seja cor de rosa rosa, mais parece cor de telha, agora dá um efeito bem interessante, gostei!

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Palácio dos Ventos

Fazia parte do roteiro “Os palácios do Rajastão” em Jaipur a hospedagem no Hotel Rambagh Palace, administrado pela rede TAJ. Fiquei 2 noites e recebi um upgrade.

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O Palácio Rambagh, de 1835, começou como a casa da criada favorita da rainha. Depois foi uma hospedaria real, pavilhão de caça e por fim residência do Marajá Swai Man Singh II. As treliças são feitas em mármore esculpidas à mão.

O Hotel é lindo demais, tem um estilo diferente do Lake em Udaipur (palácio de verão) e do Umaid em Jodhpur (palácio da cidade). Parece um palácio de campo. Adorei ter conhecido três estilos bem diferentes de residências dos marajás.

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Achei o quarto deste hotel o mais bonito que me hospedei. Possuía vários ambientes: quarto, saleta, closet e banheiro.

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A saleta era o ambiente mais lindo do quarto, com vista para os jardins que possui aproximadamente 50 pavões.

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A localização do quarto era uma charme, parecia uma vila privativa, com terraço próprio para descansar e apreciar a vista.

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Porta e varanda do quarto

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Sempre vinha um amigo nos visitar no terraço. Impressionada como fiquei magra na foto acima (dieta indiana).

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O Lobby do Hotel Rambagh é lindo com fonte de mármore, balaústras (lustres) de arenito e quadros de marajás

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Aqui também o receptivo foi com música, flores, colares e a marca na testa. Já se hospedaram no Rambagh: Lorde Mountbatten, Príncipe Charles e Jacqueline Kennedy.

O Hotel possui 4 restaurantes e um bar. Na primeira noite fui jantar no Restaurante Suvarna Mahal, o mais bonito e formal, cozinha indiana, localizado no Salão de Jantar do Marajá. Neste restaurante para ocasiões especiais os sousplats são de ouro.

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Foi no Suvarna que eu comi o único prato que eu realmente gostei na Índia, uma entrada: queijo grelhado com vegetais. Não fiz a foto. Estava uma delícia. O prato (foto abaixo) arroz com vegetais e frango estava bom também, só que com muita pimenta. Até os pães do couvert tem pimenta, um deles inclusive não consegui comer, queimava a boca.

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Detalhe que o garçom disse que esses pratos tinham pouca pimenta! O marido queria cordeiro, mas ele avisou que era com bastante pimenta, imagina!

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Após o jantar um drink no Polo Bar. Como a Índia foi colônia inglesa o Polo sobre cavalo é um esporte muito popular. No bar tem muitas fotos de jogadores de polo, onde aparecem o marajá e a família real inglesa, em especial os Príncipes Philip e Charles.

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O Hotel Rambagh é mágico à noite. No jardim em frente ao restaurante e bar fica um músico tocando cítara.

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No outro dia, o café da manhã é servido em uma sala lindíssima, onde funciona o Rajput Room, um restaurante all day. Como sempre aquele buffet espetacular e eu no chá preto com pão e manteiga.

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No roteiro programado para a cidade não estava previsto conhecer dois pontos de Jaipur que eu queria muito. Então conversei com o motorista e ele nos levou. Abaixo, pelas ruas

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O primeiro foi o Patrika Gate (foto na abertura do post). Visitamos na chegada da cidade pois é um pouco fora do centro, a 7 km do nosso hotel e 10 km do City Palace.

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O Patrika Gate é um portal que fica no Parque Jawar Circle, no caminho para o aeroporto de Jaipur (apenas 1 km), então se você chega ou sai da cidade de avião, não pode perder a oportunidade de dar uma parada aqui, pois é um monumento lindíssimo. Fica aberto 24 horas e a visita é bem rápida. Se situa na entrada de um parque, agora se você tem interesse de visitar os jardins e fontes também então a visita se torna mais demorada.

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O Maharajá Sawai Jai Singh II construiu este portão com 9 arcos que simboliza a 9ª porta de entrada da cidade, já que havia outras 8 “portas” para entrar em Jaipur. O interior do portão é de uma beleza fascinante. Todo decorado com murais que contam a história da realeza no Rajastão.

Às 19h acontece uma apresentação de fontes musicais no parque e show de luzes no portal. Fui às 15h e estava bem tranquilo. Dizem que o melhor horário para fazer fotos é pela manhã, bem cedo, porque tem menos turistas. No horário que eu fui tinham apenas dois casais com o seus respectivos fotógrafos. Fiquei admirada, achei que ia encontrar lotado.

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O portão é cenário para muitas sessões de fotos, principalmente de revistas e casamentos. Quando nós fomos estavam acontecendo dois shootings 

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O outro local que eu queria conhecer, o Museu Albert Hall, cujo acervo se compõem de mobiliário, tapeçaria e arte indiana em geral, infelizmente não consegui visitar o seu interior, não tive tempo, o motorista passou em frente e fez uma parada para fotos.

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Começando o tour visitamos o Hawa Mahal – Palácio dos Ventos construído pelo Maharajá Sawai Pratap Singh, de 1799.  Possui de fachada 15 metros de largura e 5 andares de altura. Em vários sites de pesquisas as informações são diferentes quanto ao números de janelas. Uns dizem 365, outros 933 e até 953 janelas. Enfim, não parei para contar. E depende muito também do que se considera janela, se cada abertura da “colméia” ou o seu conjunto.

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A dificuldade para fotografar é imensa. O guia colocava o celular no chão para conseguir o ângulo. Abaixo um filme dessa construção que eu achei a mais incrível da viagem.

O Palácio dos Ventos foi construído em arenito vermelho e rosa. Hoje é só uma fachada. É possível entrar e visitar o seu interior, mas não tem nada, só para ver por dentro a vista que se tinha das janelas. A quantidade e formato das janelas serviam para que as mulheres da realeza pudessem olhar a cidade, observar o movimento da rua sem ser vistas, garantindo a sua privacidade.

O nome Palácio dos Ventos era porque pelas suas treliças o vento poderia entrar e refrescar o ambiente. Porém, atualmente, isso não é mais possível, já que foram instaladas janelas de madeira que ficam fechadas para a sua preservação.

Em seguida partimos para visitar o local que considero a mais importante da cidade o Forte Amber, a aproximadamente 8 Km do centro.

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O Forte Amber é uma fortaleza com palácios, templos, pátios e jardins. De 1599 foi a residência do marajá Man Singh (1589-1614).

Há três maneiras de chegar no forte: a pé, de carro e de elefante. O nosso tour era de carro até um ponto e depois de cadeirinha no lombo do elefante até o pátio principal.

As ruas são bem estreitas e o percurso muito interessante.

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Durante o trajeto de carro o guia começou a conversar perguntando se a gente queria mesmo ir de elefante, que demorava muito, que ele não considerava certo utilizar os animais para esse fim, foi uma situação um pouco constrangedora, enfim, nós também não concordamos em utilizar animais para o trabalho, então resolvemos não subir no lombo do elefante para chegar até o forte, subimos a rampa de acesso a pé mesmo.

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Abaixo turistas subindo e chegando no palácio no lombo dos elefantes. Atualmente há algumas regras de proteção para esses animais, um número fixo de “viagens” por dia. O guia nos ofereceu para ir conhecer depois “a casa dos elefantes”, onde se pode ter contato com os animais, acariciar, mas também não me interessei. Sei que os elefantes são animais selvagens e não gosto de imaginar o que eles passaram para chegar ao ponto de aceitar essa aproximação humana.

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Jaipur é a cidade mais turística do Rajastão e no Forte Amber sua atração mais famosa a quantidade de pessoas é enorme. A foto abaixo retrata uma cena muito comum na Índia: a insistência dos vendedores.

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O Forte Amber tem cor amarelo ocre e levou 25 anos para ser construído. Tem quatro patamares e fica no alto de uma colina com uma linda vista.

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O Forte Amber possui um mix das culturas muçulmana e hindu

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Pintura no Portal de entrada

No interior do palácio vimos no Haman a “banheira de hidromassagem” do marajá.

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O Hall de Espelhos é o ambiente mais fascinante do complexo, faz parte do Sheesh Mahal

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Foto feita pelo guia – eu estava do outro lado da sala

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Considero importante ter o acompanhamento de um guia no forte. O percurso é extenso e um verdadeiro labirinto. Dá para se perder lá dentro e não conseguir seguir em um percurso lógico e também corre o risco de ficar sem ver alguns ambientes. Tem vários guias autônomos que oferecem o seu serviço na porta do forte ou no pátio central.

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Na saída do forte encontramos muitos elefantes pelo caminho

Depois do Forte, nossa próxima parada foi o City Palace. Em todos os locais de visitação em Jaipur as bilheterias estavam bem tranquilas para comprar os tíquetes, sem fila.

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O Palácio da Cidade na realidade são dois Chandra Mahal – onde parte é residência da família real e o Mubarak Mahal – “Mahal” significa palácio em hindi, como “Pur” significa cidade.

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O complexo foi construído entre 1729 a 1732 pelo Maharajá Sawai Jai Singh II. A pedra do exterior foi esculpida em formato de renda e possui 2 elefantes de mármore adornando a entrada.

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Os guardas do palácio se oferecem para fazer fotografia para depois pedir gorjeta, não tenho problema em relação a isso, penso que é mais uma fonte de renda para eles.

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Passando o portal para chegar no Palácio de Boas Vindas – Mubarak Mahal

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Dentro dos palácios funcionam museus com exposições de arte, armamentos, trajes reais, um acervo bem completo, mas não é permitido fotografar no seu interior

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No Mubarak, o palácio de boas vindas se encontram 2 grandes vasos (ou urnas) de prata, com capacidade para 4.000 litros cada, que foram feitos para o marajá Madho Singh II. Reza a lenda que o marajá em 1902, para a coroação do Rei Eduard VII (filho da Rainha Vitória), levou água do Rio Ganges nesses vasos para se banhar na Inglaterra.

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Mubarak Mahal – Palácio das Boas Vindas onde o marajá recebia as autoridades

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Abaixo o Chandra Mahal –  a família real de Jaipur mora em parte deste palácio.

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No seu pátio Pitam Niwas, conhecido como Corte dos Amantes, existem 4 portas que representam as estações do ano

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Sou fã das roupas e poses das asiáticas

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A mais linda – a Porta dos Pavões

O atual Marajá de Jaipur, Swai Padmanabh Singh, conhecido por Pacho, é muito jovem, tem 22 anos, e ficou famoso por dançar a valsa com Ava Phillippe, filha da atriz Reese Whiterspoon, em seu baile de debutantes em Paris. O marajá já esteve no Brasil, pois é jogador de polo e veio participar de uma competição. Também inovou ao fazer uma suíte do palácio para hóspedes e colocar para locação no Airbnb.

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Foto do site: http://www.elperiodico.com

Um lugar muito interessante para se conhecer em Jaipur é o observatório astronômico Jantar Mantar, que fica ao lado do Palácio da Cidade.

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Construído pelo Marajá Jai Singh II, a partir de 1724 possui 22 instrumentos de astronomia arquitetônica.

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E aqui também a fila de fãs para fotos 😉

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O observatório foi criado para além de medir o movimento do sol, da lua e dos planetas também fazer previsões e os signos do zodíaco, o que hoje se conhece por astrologia.

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Meu signo – Escorpião

No texto acima: “Signo do Zodíaco – Convenção de Reencarnação 1856. Gekral Chand Bhavan. Existem 22 instrumentos dos quais os planetas se conhecem. A partir daqui o trabalho é feito quando esse valor é visível ao sul. Face do círculo”. Pelo Google Tradutor. Não entendi nada, mas tudo bem.

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No observatório se encontra o Samrat Yantra o maior relógio de sol do mundo (abaixo). Infelizmente só consegui fotografar uma parte dele (metade) já que é gigantesco. O guia nos mostrou como ver as horas nele. Foi incrível, ele erra por dois minutos!

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Neste observatório, vendo toda essa engenhosidade construída há quase 300 anos, cheguei a conclusão que o indiano é muito inteligente, considero neste quesito um povo muito acima da média. Se destacam principalmente em arquitetura, física e matemática. Quem já assistiu o filme o homem que viu o infinito? Enfim, tudo que exige cálculo, eles dominam. Não sei se por conta da adversidade, já que a sobreviver na Índia é um grande desafio.

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Pausa no tour para almoçar e em Jaipur este restaurante levou o troféu de pior comida da viagem e olha que a concorrência era grande! Tinha um buffet (horrível) e à la carte. Pedimos uma massa com molho de tomate sem pimenta e acreditem veio temperada com açúcar! Acho que fizeram de propósito. Não conseguimos comer.

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Durante a tarde estava previsto passear pelo comércio de Jaipur. Primeiro fizemos um tour de tuk tuk e depois a pé.

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O “estado” do nosso tuk tuk caindo aos pedaços

Um detalhe sobre os tuk tuks: é maravilhoso transitar com eles. Dá para ver bem tudo, porque são abertos, a gente fica muito próximo das pessoas, dão um jeito de passar em qualquer lugar, mas…lembrem que na Índia sempre tem muitos “mas”, são sujos, barulhentos, cobram o que dá na telha e nem sempre te levam direto para o destino. Ahhhhh a Índia, tem que ter paciência!

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Percorremos a Ramganj Bazar Road e as imediações do Badi Chaupar Market, um verdadeiro labirinto de vielas com milhares de lojas, uma ao lado da outra.

Pegamos um pequeno congestionamento, uma carroça que não tinha espaço para passar

Os tecidos e sáris são de enlouquecer, lindos demais! Mas, já comentei, tive muita dificuldade de fazer compras na Índia. Os produtos não tem preço, os vendedores olham para a gente e colocam o valor que querem, eu fazia a conversão das rúpias no aplicativo do celular e o preço em euros era absurdo, daí tem que ficar negociando (odeio) e muitos não baixavam, queriam apenas oferecer um brinde.

A gente se sente enganado, explorado o tempo todo, porque sabe que os produtos são baratos, mas não para nós, achei irritante. E depois pensei, onde vou andar vestida de sári no Brasil? Só em uma festa a fantasia. Mesmo assim resolvi comprar um, está guardado no armário esperando uma oportunidade de entrar em cena.

Terminado o tour, voltamos para o nosso hotel (oásis), para descansar da loucura que é passear pelas ruas indianas (amo hehehe). E como estava morrendo de fome tentar comer algo. Fiz um lanche, comi um club sandwich muito bom no Verandah Café que serve pratos leves e afternoon tea ao ar livre ou nas espaçosas varandas do palácio.

Não tive coragem de comer nenhuma comida “de rua” na Índia, em feiras, barraquinhas, calçadas, o guia às vezes oferecia eu dizia que não estava com fome por medo, uma pena, em outros lugares do mundo adoro!

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No hotel, sempre vinha um amigo fazer companhia

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E à noite fomos jantar no único restaurante que eu tive vontade de conhecer em toda a viagem fora dos hotéis em que fiquei hospedada: o Bar Palladio

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O Restaurante Bar Palladio fica no interior do Hotel Narain Niwas Palace. Anexo a este hotel tem um mini shopping com lojas incríveis de roupas e decoração. São lojas de designers.

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O Bar Palladio tem dois ambientes, um café que funciona durante o dia, em tons de rosa e o restaurante e bar à partir das 18h em tom de azul “elétrico”. Abaixo o pátio externo.

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Eu estava enlouquecida para conhecer esse lugar, já tinha visto muitas fotos dele no Instagram e não me decepcionou no quesito ambiente, que restaurante mais lindo!  O tom de azul, as luminárias, tecidos, tudo fazia uma composição fantástica, amei!

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Já no quesito comida, deixou a desejar. Comida sem gosto porque pedimos sem pimenta. Aqui conhecemos um casal de São Paulo muito legal e ficamos conversando, sentaram ao lado da nossa mesa. Eles fizeram o mesmo roteiro que o nosso só que ao contrário. Foi ela quem fez as minhas fotos e eu fiz as dela, enquanto os “rapazes” deram uma pausa na função fotógrafos. E não lembramos de fazer fotos todos juntos, uma pena. O papo estava tão bom, enfim, ficou a recordação de uma noite muito especial.

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Recomendo muito ir no Bar Palladio, pelo ambiente lindo, animado (depois lotou) e quem sabe você tem mais sorte do que eu na comida. Melhor reservar.

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No cardápio do Bar Palladio a seguinte frase: “A estranheza de que você não é mais ou não possui mais, está a sua espera, em lugares estrangeiros e não possuídos.”  de Ítalo Calvino,  um dos maiores escritores italianos do século XX.

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Despedida de Jaipur – Jal Mahal – Lago Man Sagar

O Rajastão foi realmente incrível, em suas três cidades: Udaipur, Jodhpur e Jaipur vi coisas surpreendentes, até então inéditas para mim. Construções, templos, paisagens, um outro mundo. E ainda não terminou, no próximo post mostrarei Ranakpur e Pushkar dois lugares que visitei no trajeto, durante os 1.000 km que fizemos de carro pela Índia.

 

 

 

 

 

 

Jodhpur – Rajastão – Índia

Viagem é realmente algo muito pessoal. As impressões e gostos de um nem sempre servem para o outro. E exatamente isso aconteceu em Jodhpur. No planejamento informei a agência que o objetivo da viagem era comemorar o meu aniversário, então, o contato da Pioneer Journeys no Brasil, a querida Cíntia me aconselhou passar a data em Udaipur ou em Jaipur, mais bonitas e interessantes, porque Jodhpur era a mais sem graça das três cidades do Rajastão.

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Forte Mehrangarh

Só que fui para Índia a partir de Roma e a companhia Alitália não tem vôos diários para Delhi. Soma-se a isso eu não poder chegar em Delhi em uma segunda-feira porque está tudo fechado e nem estar em Agra em uma sexta-feira porque o Taj Mahal não abre. Quer dizer, tive que fazer um malabarismo danado e a data do meu aniversário, 03 de novembro, caiu  na cidade de Jodhpur. Paciência pensei, o importante é que estarei na Índia.

Em um ponto concordo com a agência, Udaipur é a mais bonita sim, mas Jodhpur está longe de ser sem graça e no meu ponto de vista foi a melhor das três, mais do que Jaipur, a capital do Rajastão. Concluindo, Jodhpur foi a cidade que eu mais gostei de toda a viagem, depois foi Delhi (que a maioria odeia). Foi maravilhoso, um sonho poder passar o meu aniversário nesse lugar.

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Forte Mehrangarh

Jodhpur é segunda maior cidade do Estado do Rajastão, possui 1 milhão de habitantes, tem 78 Km², foi fundada em 1.459 e se situa junto ao deserto de Thar a noroeste da Índia.

Fiquei hospedada no Hotel Umaid Bhawan Palace, administrado pela rede TAJ. Foi o hotel mais incrível da viagem. O hotel mais lindo que já fiquei na vida!

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O Palácio Umaid foi construído entre 1928 e 1943 em arenito amarelo e está localizado na colina Chittar o ponto mais alto de Jodhpur. Trabalharam na construção 5.000 homens durante 15 anos. O prédio não possui argamassa ou cimento, as pedras foram esculpidas e unidas por entalhe, intercalando peças positivas e negativas. Possui 347 cômodos sendo a principal residência do marajá de Jodhpur, sua alteza Gaj Singh. O nome do palácio, Umaid, é em honra ao avô do atual marajá.

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A chegada no Hotel Umaid é um acontecimento. Fomos recebidos com banda de música, pétalas de rosas, colares de flores e a marca de pigmento na testa para prosperidade.

O lobby é composto de vários ambientes um mais lindo do que outro e a cúpula do palácio possui 32 metros de diâmetro e 195 metros de altura em estilo renascentista. Foram utilizados no seu interior 1 milhão de metros quadrados de mármore. Seu jardim tem 100.000 m². O prédio foi dividido em três partes: hotel, residência do marajá e museu (aberto ao público).

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Todos os hotéis que ficamos na Índia tinham um forte esquema de segurança, mas no Umaid, por ser em parte residência do marajá, a vistoria era ainda mais rigorosa. Antes de entrar no hotel, o motorista tinha que abrir o capô e o porta malas do carro. Um segurança passava um aparelho detector de bomba embaixo do carro e as malas passavam no aparelho de Raio X.

Também neste hotel, infelizmente, não encontrei o Seu Marajá para cumprimentar, dar um oi, enfim, agradecer a hospitalidade 😉

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A reserva foi feita pra um quarto standard, só que no check in recebi um upgrade para a suíte histórica, um quarto muito confortável, com sala, closet e varanda.

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O café da manhã é servido no restaurante Pillars, onde jantamos no meu aniversário. Um espaço no terraço com vista para uma enorme área verde e que tinha sempre músicos ou eventos artísticos acontecendo.

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E sempre um amigo para fazer companhia no café

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De todos os hotéis o Umaid foi o que tinha o staff mais gentil, parecia uma grande família, todos muito simpáticos, bem falantes, sorridentes, a gente se sentia muito bem, recebidos com muito carinho e atenção. O pessoal do café, restaurantes, spa, recepção, porteiros, amei cada um por tanto afeto.

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O querido Mister Chain Singh porteiro do Hotel Umaid

No final de tarde, por volta das 18h, sempre tem um evento cultural no Hotel Umaid. No primeiro dia assistimos uma apresentação de dança folclórica. A dançarina vai encaixando os potes um a um em cima da cabeça até ficar em uma altura incrível.

E depois ela convidou as mulheres da plateia para dançarem. Só eu e mais uma moça (indiana) aceitaram o convite. Que gente desanimada credo!

A parte de gastronomia do Hotel Umaid é composta por dois restaurantes e um bar. Na primeira noite jantamos no restaurante Risala. Ambiente mais formal. Cozinha indiana e continental. Gostamos (conseguimos comer uma massa com molho de tomate) e no outro dia almoçamos aqui também.

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Sobremesa de chocolate deliciosa
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Trophy Bar – Hotel Umaid
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Drink no Trophy Bar – espumante – gelo nem pensar

O hotel tem muitos quadros dos Marajás de Jodhpur

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Encontro do marido com os marajás

No outro dia, foi meu aniversário, no final do post conto tudo desse dia tão especial. Agora vamos conhecer Jodhpur?

Primeira parada o Forte Mehrangarh do ano de 1.460, fica em uma colina 125 metros acima da cidade. Fica a 15 minutos de carro do centro. Trata-se de uma fortaleza que abriga vários palácios.

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As muralhas tem 35 metros de altura e 21 metros de largura, para acessar o interior do forte passa por 7 portões.

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A charmosa aqui foi de rasteirinha, mas o ideal é visitar o forte e a cidade toda de tênis porque tem muita areia, pedra e sujeira. Já no interior do forte, para chegar no terraço que dá acesso aos palácios, na parte superior, pegamos o elevador, como chegamos cedo (abre às 9h) não tinha fila. Dá pra ir a pé também, mas fica muito cansativo e demorado. Dica: Para quem vai sozinho o ideal é contratar um tuc tuc até o 5° Portão onde está o elevador.

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Na entrada do forte tem algumas lojas, vendedores chatos e câmbio, então resolvi trocar euros e aqui também aconteceu um fato que se repetiu por toda a viagem. Quando entrei na casa de câmbio uma família de indianos entrou comigo e ficou olhando eu trocar o dinheiro, contar, só faltaram colocar a cabeça dentro da minha bolsa! Não eram pessoas pobres, não estavam ali para pedir ou trocar dinheiro, era só por curiosidade mesmo! E eles não fazem cerimônia, grudam para observar o que você vai fazer, em várias lojas foi assim, e, como sempre, no início eu achava interessante e até engraçado, depois cansa.

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Indiana e seus lindos trajes. Elas pedem fotos comigo eu peço para tirar fotos delas

Lá em cima, pouca gente, um milagre na Índia. A época que viajei estava acontecendo o Diwalli, o festival das luzes, um feriado e festa tão importante para os hindus quanto o Natal é para os cristãos. As cidades estavam lotadas e o Rajastão é o estado mais turístico.

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Do terraço dá para ver porque Jodhpur é conhecida como a Cidade Azul. As casas são quase todas pintadas desta cor e existe duas explicações: uma porque o azul é uma cor mais refrescante, melhor para aguentar o quente e úmido verão indiano e outra porque os mosquitos não “gostam” da cor azul, então serve para espantá-los.

Pelas fotos dá para perceber o quanto subimos

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A arquitetura da fortaleza é impressionante e suas paredes externas são em tons avermelhados. Na área dos palácios tem um mix de tons terracota e ocre

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Abaixo trono e fotos da coroação do atual Marajá Gaj Singh II com 3 anos de idade.

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Oi!

O Forte Mehrangarh é um dos maiores da Índia, a família real morou aqui até se mudar para o Palácio Umaid (meu hotel). Hoje funciona como museu, no seu acervo tem antiguidades, obras de arte, armas, roupas, instrumentos musicais e mobiliário.

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Na entrada um hindu e seu cachimbo de ópio

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Assento para colocar em cima do elefante

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Phool Mahal – Hall de Audiências privadas construída pelo Marajá Abhaya Singh no século XVIII em ouro e espelhos

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O que mais me deixou extasiada nos palácios indianos foi a riqueza de detalhes nas suas paredes. Pinturas, espelhos, pedras semi ou preciosas, prata, ouro, madeira, mármore, tudo era usado para compor esse efeito fantástico.

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A sala dos berços
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Um berço real

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E a louca das portas, não posso ver que já quero fotografar, imaginando a moldura

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Saída do Forte Mehrangarh

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Próxima parada: Jaswanthada o Cenotáfio Real. Um local destinado a homenagear a memória dos que já faleceram (não se encontram aqui os restos mortais).

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Na Índia as pessoas não são enterradas e sim cremadas. O Marajá Sardar Singh construiu em 1899 este local que serve como crematório da família real e memorial, em homenagem ao seu pai Marajá Jaswant Singh II,  por isso o nome Jaswanthada,  

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Para entrar precisa tirar os sapatos

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Fazia parte do roteiro também conhecer o Bazar de Sardar, o mercado de Jodhpur. São inúmeras barracas com roupas, sapatos, bijuterias, tecidos, comida e apesar de ter muita sujeira, muito lixo, amei! Gostei muito na viagem de todas as vezes que fiquei na rua andando a pé no meio daquela loucura de carros, motos, buzinas, observando as pessoas, seus costumes. Queria ter uma cadeirinha para ficar sentada só olhando o vai e vem, achava tão incrível, me sentia sempre como em um filme.

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Amei esses sapatos comprei alguns
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Os tecidos são lindos e baratos

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No centro do mercado se encontra a Torre do Relógio (Ghanta Ghar), construída pelo Marajá Sardar Singh entre 1880 a 1911. É possível subir na torre, mas não fui.

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O Sardar Market e a sua Clock Tower é um lugar imperdível em Jodhpur, achei muito interessante e não vi turistas estrangeiros aqui.

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Saída do Sardar Market

Voltando para o hotel, cena comum nas ruas indianas, família inteira na motocicleta, só o homem de capacete, cheguei a ver com 5 pessoas.

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No Hotel Umaid Bhawan Palace uma parte funciona como museu com pinturas, retratos e objetos da família real de Jodhpur. Como era hóspede do hotel um funcionário me acompanhou no tour. E aí se os indianos já me olhavam como uma ET, calculem com o segurança do museu mostrando o acervo e me fotografando, já que fui sem o marido.  Nem nessa hora eu consegui ficar realmente sozinha, eles não deixam.

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Porta do lado esquerdo com pessoas na frente é a entrada do museu
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No pátio do museu – Marido teria feito essa foto muito melhor

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Marajá de Jodhpur Gaj Singh, sua mulher e filhos

Final do dia, como era meu aniversário eu posso tudo, então primeiro marquei uma massagem no JIVA SPA do hotel, que fica junto a piscina interna que se chama Zodiac, já que no chão tem mosaicos com os signos. Fiz uma massagem relaxante com óleos aromáticos. Deixei o celular no armário porque essa vida de blogueira registrando tudo também cansa. Reservei esse momento para desligar.

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A boa fama das massagens indianas é merecida. Que massagem! Primeiro o ambiente: escuro com uma música suave, um perfume delicioso no ar. Começou com uma imersão dos pés em uma bacia de água, flores e óleo aromático quente e uma massagem vigorosa (nada dolorida) para relaxar os pés, meus pobres pés cansados de andar de rasteirinha o dia inteiro agradeceram. Depois uma hora e meia de massagem no corpo todo com óleo e por fim no rosto e cabeça. O óleo não era grudento, passei a toalha e pronto. Saí de lá flutuando!

Depois marquei uma tatuagem de henna. O hotel agenda o horário da sua preferência, tem parceria com artistas que vão no hotel atender.

E  o resultado: achei que ficou lindo demais! Depois de 1 hora pode lavar. Bem difícil de sair. No primeiro dia fica um laranja bem clarinho, achei que não tinha dado certo! Depois com o passar dos dias vai escurecendo cada vez mais. Durou quase 10 dias. E eu passava álcool gel nas mãos 200 vezes por dia.

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Final de tarde mais um evento no hotel, desta vez na área externa, um grupo de músicos e duas dançarinas em uma apresentação incrível, amei!

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O dia do meu aniversário, jamais vou esquecer, desde a hora que acordei até a hora de dormir, todos os funcionários que passavam por mim me davam os parabéns, me desejavam coisas boas, até o segurança “sério” da portaria externa colocou a cabeça para dentro do carro e perguntou se eu estava de aniversário para me cumprimentar.

Foram tantos os gestos e palavras carinhosas, tantas felicitações, que percebi que o dia do aniversário na Índia é realmente uma data muito especial. Eles entendem que é um novo ciclo que se inicia, um livro novo que você tem a chance de escrever a vida da sua maneira. Achei tão lindo, fiquei muito emocionada.

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Quando voltei para o hotel do tour tinham feito Happy Birthday com flores no chão, a equipe de arrumadeiras me deu um tag de mala, ganhei cesta com flores, vinho, porta retrato com a nossa foto da chegada. Prepararam uma festa surpresa para mim no quarto, com bolo, espumante, os funcionários cantaram parabéns, mais um buquê de flores, recebi um lenço de marani e o marido um turbante de marajá, foi muito legal!

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Queria registrar aqui também a parceria do meu marido RB que topou na hora quando eu disse que queria passar o meu aniversário na Índia. Quem nos conhece sabe que o destino não tem nada a ver com o nosso perfil. Quando eu contava que ia para a Índia ficavam todos muito admirados, horrorizados na verdade! E durante toda a viagem ele resistiu heroicamente, participou de tudo com muita boa vontade, inclusive as 50 milhões de fotos que eu pedi, não reclamou de nada (um pouco da comida com toda a razão) e no final da viagem disse para mim que odiou, hahahaha! Parceiro de vida e agora de blog só a agradecer.

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Depois da festa no quarto fomos jantar no Restaurante Pillars um terraço com vista para os jardins.

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Presente que ganhei do marido

E como terminamos esse dia incrível? Primeiro jogando pingue pongue.

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Depois essa surpresa na banheira do quarto nos esperando! Será que eles acharam que ia ter lua de mel? Nessa altura do campeonato!!!

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Quando escolhi passar o meu aniversário na Índia sabia que seria especial, só que com todo o seu encanto se tornou realmente memorável, inesquecível. Foi o aniversário mais incrível da minha vida. Namastê!

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Udaipur – Rajastão – Índia

Capital do antigo reino de Mewar, cidade dos lagos e considerada a mais romântica do país. Foi fundada em 1559 pelo Maharajá Udai Singh II. Possui 550 mil habitantes e se localiza no Estado do Rajastão, que faz fronteira com o Paquistão, no noroeste da Índia, a 650 Km da capital Delhi.

Udaipur é conhecida como a Veneza do Oriente, sendo a cidade mais rica da Índia, embora considere mais apropriado dizer a menos pobre.

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Cheguei em Udaipur de avião, a partir de Delhi (voo 1h e 15m). Fiquei hospedada por 2 noites no Hotel Taj Lake Palace, no meio do Lago Pichola. Conhecido como o Palácio do Lago – Jag Niwas – era a residência de verão da família real. Construído pelo Maharana Jagat Singh II em 1746, todo em mármore branco, baseado em um rochedo.

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O hotel só é acessível de barco. Possui pier próprio e barquinhos que fazem o trajeto ida e volta a todo momento. É tão lindo, tão romântico, me senti em um filme. Aliás, neste hotel foram gravadas cenas do filme 007 – Octopussy. Já se hospedaram aqui a Rainha Elizabeth II e Jacqueline Kennedy.

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Pier do Hotel Taj Lake Palace

O trajeto de barquinho até o hotel foi um sonho!

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Pichola, o coração de Udaipur, é um lago artificial de água doce criado no ano de 1362. Possui 6,96 km² de área – 4 km de comprimento por 3 km de largura. Sua maior profundidade é de 8,5 m. A água tem um alto teor de sódio e bicarbonato. Como recebe dejetos de esgoto é muito poluído, embora eu não tenha sentido odor. Tem 17 espécies de peixes, mas, como comentei na introdução que fiz sobre a Índia, que você lê aqui Índia – Impressões gerais não tive coragem de comer peixe e frutos do mar durante a viagem.

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E acredite se quiser, mesmo com toda essa quantidade de água, o lago permaneceu seco de 1998 a 2005. O barqueiro me mostrou a foto abaixo no celular dele.

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O Palácio Jag Niwas era a residência de verão do Marajá de Udaipur, tem vista para o Palácio da Cidade e as colinas de Aravali. Ainda pertence ao marajá, convertido em hotel administrado pela rede TAJ. Existe mais um palácio no lago, falarei sobre ele depois. O Taj Lake é um daqueles hotéis que você não tem vontade de sair. Infelizmente nos dois dias que fiquei lá não encontrei o “Seu Marajá”.

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A chegada no Hotel foi com chuva de pétalas de rosas, música, colar de flores e a marca com pigmento natural na testa: o terceiro olho, para dar prosperidade. Ritual que se repetiu nos três hotéis do Rajastão.

Os ambientes internos: salas, restaurantes, lounges, bares e os externos: pátios, jardins, piscina, terraços são lindos demais!

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O check in foi feito neste sofá

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Piscina – foto do site: http://www.grandluxuryhotels.com
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Piscina à noite

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O quarto era confortável e possuía uma decoração indiana bem típica, achei um charme, tinha uma saleta, mesa e sofá com uma vista linda do lago.

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Vista da janela do quarto

O café da manhã é servido em uma sala linda, toda decorada com pinturas de cenas indianas. O buffet muito completo e variado, mas por medo, só comia pão com manteiga e tomava chá preto. Um dia, por gentileza do garçom, já que o café possui um chef para preparar vários pratos, comi um waffle (única vez que quebrei meu espartano café).

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A vista da sala do café da manhã é maravilhosa. Neste espaço também funciona o restaurante Jharokha, de cozinha indiana mais informal

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No primeiro dia, depois de fazer 5.872.974 fotos do hotel fomos jantar. O restaurante Neel Kamal é o mais formal do Hotel Taj Lake, de cozinha indiana. Ambiente lindo e um músico tocando cítara.

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Não pedi entrada. O “mimo” do Chef foi uma couve frita bem boa. Acompanhamento vegetais crus, não comi, porque é um perigo!

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O prato arroz frito com vegetais, só na pimenta, que dá aquela fritada na boca.

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Lounge do Restaurante Neel Kamal

No outro dia fomos conhecer a cidade. Primeira parada: City Palace considerado o maior palácio do Rajastão com mais de 2 hectares. Fica a menos de 5 minutos a pé do pier do Hotel Taj Lake.

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Fachada do City Palace vista pelo Lago Pichola

O Palácio da Cidade é um complexo formado por 4 edifícios e a sua construção começou com o Maharana Udai Singh II em 1559 e durou 400 anos. Hoje no complexo tem dois hotéis (almocei em um deles) e uma ala privada onde se encontra a residência do marajá de Udaipur e sua família. Na entrada a segurança é reforçada e quem está hospedado no Taj Lake recebe um cartão de “passe livre”, pode entrar e sair quando quiser, não precisa comprar o tíquete, porque o hotel também pertence ao marajá. Então fomos hóspedes de sua alteza! 🙂

Marajá é o título dos nobres da antiga civilização indiana. Seu feminino é marani. Deriva do sânscrito Maharaja e Maharani. Eram reis que governavam uma região da Índia, tinham imenso poder e fortuna. Quando os ingleses dominaram a Índia foram gradativamente perdendo o seu status. Hoje, oficialmente, não tem qualquer poder, o título é só honorário, mas culturalmente ainda exercem influência. Em acordo com o governo permaneceram com os seus palácios. Maharana era o “rei dos reis”, um título acima de maharaja que só alguns possuíam, na cidade de Udaipur tinha um deles.

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Depois do portão de entrada há um pátio interno muito bonito com fontes e portais. Em um dos corredores do pátio funcionam diversas lojas com produtos do artesanato local.

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Portal do Pátio com lojas

Na foto acima turistas desavisados: Na Índia não se mostra as pernas. A “cara” do policial ali atrás era de total desaprovação. Não é proibido andar assim, mas acho que os modos e costumes locais devem ser respeitados. A barriga, por exemplo, pode mostrar à vontade, pois não é considerada uma parte “sensual” do corpo feminino.

Continuando nossa visita, a diferença de estilos arquitetônicos e condição (aspecto) das paredes do palácio é em razão da construção ter se estendido por 400 anos, tendo passado por 22 marajás. Feito em granito e mármore na realidade são no total 11 pequenos palácios.

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Os detalhes das paredes do Palácio chegam no ápice da sua beleza no Pátio dos Pavões

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Palácio de Espelhos

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A história da Índia tem passagens fascinantes, dignas de roteiro de filme, uma delas é de que em vez de cavalos, nas batalhas os inimigos de Udaipur  usavam elefantes. Na iminência de um ataque o marajá ordenou que usassem fantasias com trombas nos cavalos para enganar o adversário. Pelo tamanho eles iriam parecer bebês elefantes e os animais adultos não atacam filhotes! Ideia genial, pena que não durou muito, a farsa logo foi descoberta.

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Uma outra história incrível desse palácio diz respeito a Galeria de Cristal, hoje em exposição em um dos seus hotéis, o Fateh. O marajá Sajjan Singh em 1877 encomendou de artesãos ingleses vários móveis em cristal. Eram sofá, mesa, cadeira, cama, aparador tudo em cristal! Porém, o marajá faleceu antes da encomenda chegar. Quando chegaram as caixas da Inglaterra ninguém da família sabia do que se tratava e também não tiveram o interesse/curiosidade de ver. Essa caixas ficaram esquecidas por 110 anos! Somente nos anos 1980 que resolveram abrir as caixas e a surpresa foi incrível, pois se tratam de artigos belíssimos que viraram peças de museu.

A Galeria fica no piso superior, uma galeria de arcos e infelizmente não pode fotografar. No térreo um salão para eventos no Hotel Fateh.

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Pinturas dos Marajás de Udaipur

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Uma amostra da galeria e a cabeceira da cama de cristal

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Foto do site: http://www.tripsavvy.com
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Foto do site:: http://www.connectrajhastan.com

Abaixo a vista da parte superior do Palácio da Cidade

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No final da visita saímos por este portal que dá acesso ao centro da cidade, ruas de comércio muito movimentadas, com aquele trânsito louco, um medo enorme de ser atropelada e amando cada minuto.

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Muito próximo do palácio se encontra o Templo Jagdish, de 1651. Um templo hindu dedicado ao Senhor Vishnu – o deus da proteção. No interior não pode fotografar. Uma pena, isso se repetiu por toda a viagem, os templos são lindos por dentro.

 

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Escada de acesso ao Templo Jagdish

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O exterior do templo é muito interessante, todo em mármore travertino formado por milhares de esculturas.

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Para entrar no pátio do templo precisa tirar os sapatos

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Depois do templo fomos conhecer o Sahelion – Ki – Bari, o Jardim de Honra das Empregadas de Serviço. Construído no Século XVIII pelo Maharana Sangram Singh para as damas reais.

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A rainha possuía 48 criadas pessoais (empregadas de serviço) e o Maharana resolveu criar um jardim para que as damas tivessem um local de descanso e lazer e principalmente se refrescarem no intenso calor do verão indiano.

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O Jardim é lindo, possui muitas fontes com esculturas em mármore, além de museu e piscina de flor de lótus.

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E aqui, mais uma vez, as fãs não me deram sossego! Saudade das indianas.

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Outra atração que visitamos na cidade foi o Pratap Memorial, no topo da colina de Moti Margi (Pearl Hill). Todos os nossos passeios foram feitos sempre com o guia e motorista que nos deixava na porta das atrações ou o mais próximo possível delas. Esta colina fica um pouco mais distante do centro e no topo encontramos uma estátua e uma bela vista. Não considero este local imprescindível, até porque o acesso não é tão fácil.

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O memorial se trata de uma estátua de bronze do Maharana  Pratap e seu cavalo Chetak, um animal muito fiel e protetor de seu dono que ficou ao seu lado até a sua morte.

Tem uma bela vista para o Lago Fateh Sagar, nome em honra ao guerreiro Rajput.

O Lago Fateh também é artificial, com 4 km² e fica ao norte do lago Pichola. Em 1680 foi inundado e refeito em 1889 com uma barragem para a visita do Duque de Connaught, filho da rainha Vitória.

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Para terminar o tour, começamos a perceber uma prática dos guias que não nos agradou, que era levar para uma “exibição do artesanato local”. Aconteceu em Delhi (primeira cidade da viagem, que vou deixar para comentar depois do Rajastão) e agora em Udaipur. O guia nos leva a uma cooperativa de artesãos que demonstram a sua atividade e depois “se você quiser” pode comprar os seus produtos. As explicações são em inglês, demoradas, em um ambiente fechado, quente e em Delhi ainda tinha cheiro de mofo. Te oferecem chá ou suco (não bebi). É extremamente cansativa e desagradável essa prática de empurrar os turistas para compras sendo visível que recebem comissões. Os produtos à venda são bem caros.

Li que é uma prática comum na Índia, inclusive com guias freelancers. Até os motoristas de tuc tuc se você bobear eles não te levam  ao destino diretamente, dão um jeito de passar em uma cooperativa ou loja parceira, onde recebem a comissão por levar compradores. Se você insiste dizendo que não quer ir, como no nosso caso, nas outras cidades, os guias “amarram a cara”.

No caso de Udaipur nos levaram em uma cooperativa de pintores, onde depois tinha a loja de artigos de pintura em papel, pergaminho, ou seda.

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Artista indiano e a sua aula de pintura com pigmentos naturais
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Loja para vender as pinturas da cooperativa

Compramos duas pinturas em seda muito bonitas, não adiantou pechinchar (como todos indicam) o artista/vendedor não baixou o preço, que era bem salgado.

No final do tour fomos almoçar no restaurante do complexo do Palácio da Cidade. Convidamos o guia para nos acompanhar como sempre fizemos em outras viagens (Turquia e Rússia), mas na Índia, diferente dos outros países, nenhum guia aceitou. Falamos então que não era necessário nos acompanhar, que o tour havia terminado, que a gente iria passear um pouco mais sozinhos e depois voltar para o hotel.

Quem disse que o guia aceitou? Ficou esperando a gente terminar de almoçar para nos acompanhar depois.

Almoçamos no restaurante do Hotel Fateh, com mais uma comida horrível para a conta. Pelo menos a vista era linda.

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Vista da nossa mesa no restaurante Café Fateh para o Taj Lake Palace

Depois do almoço insisti com o guia que queria passear sozinha com o meu marido, que o complexo era muito perto do nosso hotel, fácil de voltar e depois de muita conversa ele aceitou e foi embora. Ufa! Outra coisa que me deu agonia na viagem, a gente nunca ficava sozinho. Não tinha oportunidade de ir no comércio local com calma, por nossa conta. Desta vez eu consegui e fomos passear sozinhos pelas ruas loucas de Udaipur.

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A única loja que eu tinha anotado nas minhas pesquisas para conhecer era a Gothwall Art, na Rua Gangour Ghatt Marg, número 20. O casal de artistas proprietário é muito gentil e simpático, eles produzem todos os desenhos e também atendem na loja. O trabalho deles é lindo e comprei gravuras pintadas pelos dois. No final, claro, foto desse casal super querido!

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Como fiquei sem rúpias precisava trocar euros, então pedi para o proprietário de uma  loja de objetos (onde comprei estatuetas de Ganesha, encomenda da minha mãe, sim, eu tenho uma mãe que faz encomendas quando eu viajo) para me informar onde tinha uma casa de câmbio. Ele me informou? Não! Ele me levou lá! Só que estava fechada.

Daí ele disse que conhecia uma pessoa para trocar e nos levou. Era uma loja escondida dentro de um pátio, um ambiente escuro, com cheiro de mofo, nos fechou lá dentro com o proprietário e saiu. O dono depois também saiu para buscar o dinheiro. Ficamos sozinhos uns 15 minutos, morri de medo. Mas, deu tudo certo, trocou o dinheiro, um câmbio bem favorável. Quando saímos o dono da loja de estatuetas ainda estava lá fora nos esperando! Só que desta vez, como eu tinha comprado na loja dele, ele não me pediu gorjeta, disse que queria me levar na casa dele, para me “mostrar” para a família! Eu disse que não dava, estava atrasada e ele insistindo, então saímos correndo o marido e eu. Que gente doida credo!

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Loja onde comprei estatuetas de Ganesha

Ganesha é o deus hindu da fortuna e prosperidade. Tem cabeça de elefante.

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Templos por todos os lados

Outro detalhe: comprei muito pouco na Índia. Os artigos bons são caros, bem caros mesmo. Os baratos, na sua maioria, tem muita porcaria, mal feitos, roupas com bordados exagerados, nada a ver. Conseguir extrair algum item legal, com preço idem é um verdadeiro exercício de paciência. Os comerciantes são muito insistentes, não deixam a gente ver os produtos com calma (e olha que sou bem ligeira para compras) ficam empurrando tudo que tem na loja, nada tem preço, eles dão o preço que querem, daí tem que ficar negociando, achei uma chatice, um cansaço. Na Turquia já foi assim, mas na Índia é muito pior.

Depois dessa aventura, que foi um Krishna nos acuda, voltamos para o hotel sãos e salvos.

Estava no programa da agência fazer um passeio de barco pelo Lago Pichola, mas como o nosso hotel também faz esse passeio com os hóspedes resolvi agendar com o barquinho do hotel, achei mais charmoso do que o barco maior. Reservei para o final de tarde para ver o Sunset.

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O passeio pelo Lago Pichola é lindo, as paisagens são incríveis, a arquitetura dos prédios nas suas margens e outras construções dentro do lago o tornam fascinante, é um passeio imperdível na cidade.

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E em uma parte do lago as mulheres estavam lavando roupas e se banhando, mas o barco não passou muito perto, então as fotos não ficaram tão boas.

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E chegamos na Ilha Jagmandir onde tem o outro palácio do lago. Aqui o barco faz uma parada e descemos para visitar.

 

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O Palácio Jagmandir foi construído entre 1551 a 1652, iniciado pelo Maharana Amar Singh para ser o resort de verão da família real de Udaipur. A entrada é ladeada por elefantes de pedra. No local hoje funciona um pequeno museu e um hotel com bar e restaurante.

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O caminho de volta com o por do sol foi mágico, inesquecível. O sol estava um bola enorme de fogo, lindo demais!

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Resolvemos jantar novamente no hotel, no Restaurante Bhairo de cozinha européia, localizado no rooftop.

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O restaurante é a céu aberto e foi uma das experiências mais marcantes da viagem. Sua vista é realmente de sonho.

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A nossa mesa

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A vista das mesas – marido é o segundo da esquerda para direita

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Udaipur foi a cidade mais bonita que eu conheci na Índia. Seus lagos e palácios compõem um cenário fascinante. Andar pelas suas ruas é vivenciar o caos típico das metrópoles indianas com arte, cultura, história, arquitetura e fé que fazem da Índia um destino realmente singular.

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Índia – Impressões gerais

Estava ansiosa para começar a escrever sobre a viagem à Índia que fiz entre o final de outubro e início de novembro de 2019 para comemorar o meu aniversário de 50 anos.

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Museu Albert Hall – Jaipur

A viagem durou 9 dias inteiros. Comecei por New Delhi (1 dia) fui de avião para Udaipur (2 dias) e depois todos os outros deslocamentos de carro: Jodhpur (2 dias), Jaipur (2 dias), Agra (1 dia) e novamente New Delhi (1 dia). Ranakpur e Pushkar foram visitas (paradas) no meio do trajeto entre as cidades. Foram 1.000 km por terra. Contratei a agência Pioneer Journeys (www.viajarparaindia.com) e fiquei muito satisfeita com o serviço. Tour privativo com motorista e guia (em espanhol), entregaram exatamente o que foi contratado. Seriedade e profissionalismo.

Eu adorei a Índia! Mesmo com vários pontos negativos (já vou falar sobre eles) foi uma viagem espetacular, me sentia como em um filme! Não vou recomendar a Índia para você caro leitor pelo fato de que é um destino muito pessoal, tem que ter perfil, estudar muito, se preparar psicologicamente e acho necessário o suporte de uma boa agência. Guardo na memória lembranças maravilhosas dessa viagem, não sei se um dia irei voltar, acho que está visto, mas quem sabe o que a vida nos reserva? Não digo “nunca mais” para a Índia.

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Taj Mahal – Agra

Fiz uma viagem turística, não fui a procura da Índia espiritual. Sou católica e uma religião que tem milhões de deuses, um com cabeça de macaco, outro com cabeça de elefante mais um com quatro cabeças e quatro braços, não me diz nada. Respeito como espero que respeitem a minha crença. Também não pratico ioga ou meditação. A “energia” que dizem haver lá eu sinceramente não senti. Mas, friso novamente, embora tenha conhecido cidades e templos sagrados, não fiz um roteiro espiritual.

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Templos Jain – Ranakpur

Achei a comida horrível, mesmo não sendo vegetariana gosto muito de legumes e vegetais, por não ter carne de boi, comi cordeiro e frango. Também gosto de comida apimentada, só que lá é pimenta pura.  Quando se pede sem o condimento não tem gosto. Então, por exemplo, arroz temperado com vegetais, um prato muito comum, para mim foi impossível, a boca chegava a formigar, comi mal, até emagreci. Adoro peixe e frutos do mar, minha principal opção em viagens só que os rios na Índia são poluídos e os produtos importados não são armazenados corretamente, o risco de contaminação é alto, não é seguro comer esses alimentos. Fiquei muito mal humorada neste quesito, poucos foram os locais em que a comida agradou.

Abaixo prato com arroz e vegetais e frango, se não fosse a quantidade absurda de pimenta estaria bom. A entrada neste restaurante foi o único prato que eu realmente gostei, um queijo grelhado com vegetais e pimenta claro.

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Restaurante Suvarna Mahal – Hotel Rambagh – Jaipur

Tive uma preocupação neurótica com a higiene. Tinha muito medo de ficar doente e não conseguir aproveitar os passeios. Medo de pegar uma bactéria, passar mal, morrer, enfim, a gente lê tanta barbaridade que fica apavorada, não tinha coragem de comer nada dos buffets, inclusive de café da manhã nos hotéis que eram bem fartos e variados. Meu café da manhã se resumia a chá preto com pão e manteiga. O marido tomou suco de laranja e comeu ovos fritos. Não tive coragem. Frutas nem pensar. É preciso ter em mente que a água na Índia é contaminada, então precisa ter muito cuidado.

Como estava sempre com fome comprava nos paradores da estrada pacotes de bolacha, batata chips, chocolate, coca cola e suco em caixa ou lata. Nunca comi tanta “porcaria” em viagem como na Índia.

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Buffet de Café da manhã – Hotel Taj Lake Palace Udaipur

Em relação a prevenção o que eu fiz: 1) Só escovei os dentes com água mineral 2) Só tomava água mineral, principalmente com gás, coca cola e vinho 3) Gelo nem pensar      4) Carne de boi, não tem e nem pensar 5) Peixe e frutos do mar, de jeito nenhum 6) Não consumi frutas, sucos e nem ovos 7) Nada de drinks  8) Passava álcool gel nas mãos 200 vezes por dia. 9) Levei uma mala de remédios: principalmente antibiótico e probiótico (tomava um por dia). Assim, não tive nenhum problema, nenhum piriri, NADA! Também, com todas essas restrições e precauções tinha graça acontecer alguma coisa não é mesmo?

A poluição estava a pior dos últimos 20 anos, em New Delhi e Agra a níveis absurdos. Difícil respirar, enxergar e apesar de não ser época de chuva e o dia ser ensolarado, não era possível ver um céu azul porque estava sempre branco ou cinza, o que também compromete a beleza das fotos, já que não há o contraste do céu azul que deixa tudo mais bonito. No primeiro dia em New Delhi o marido já se sentiu mal, não conseguia respirar. Eu só me senti mal no penúltimo dia, em Agra, não sei o que eu tive. Era um cansaço extremo, dores nas costas, dificuldade para respirar, olhos ardendo, tudo ocasionado pelo ar que os indianos chamam propriamente de “contaminação”, eles tem razão, o ar é muito contaminado.

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Chegada em Agra – Taj Mahal ao fundo – Não é neblina é poluição

A miséria e a sujeira são realmente absurdas, como eu comentei, fiz todo um trabalho psicológico para enfrentar. É muito triste sim, principalmente quando se vê crianças em situações tão adversas. Na Índia as crianças não são obrigadas a estudar, trabalham em serviços pesados e vivem pelas ruas mendigando. O marido ficou sensibilizado. Da minha parte procurei pensar que estava conhecendo uma cultura muito diferente. Não fui para julgar. Tem que tentar abstrair. Se absorve é uma indignação que nos faz mal e infelizmente não temos o que fazer.

Em uma das situações, com o carro parado em um semáforo, crianças se aproximaram  da janela para pedir dinheiro e eu dei, o guia me orientou a nunca mais fazer isso, que as crianças são usadas, o dinheiro não fica para elas, enfim, é muito difícil de lidar.

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Abaixo um mercado de compras (comida e roupas) em Jodhpur. Lixo por todos os lados

Os indianos me passaram a impressão de que são pessoas tranquilas, pacientes e felizes. Acho que eles pensam que a vida é assim mesmo e pronto, não tem o nosso inconformismo. Possuem uma fé e resignação impressionantes. O sistema de castas que não está mais em vigor, mas culturalmente ainda existe,  “ajuda” nessa percepção de que na vida você nasce, cresce e morre na mesma situação.  Ascensão social é praticamente inexistente.

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Casal que me pediu foto em New Delhi

Outra coisa é a adoração que eles tem pelos marajás. Embora tenham sido extintos os seus poderes ainda exercem muita influência nas suas cidades. E porque “dão hospital, escola ou comida” o povo os idolatra. O que para nós é esmola, eles acham generosidade, algo realmente muito importante na Índia.

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E por falar nos Marajás, o nome do roteiro da viagem era: os Palácios do Rajastão. Fiquei hospedada em Udaipur, Jodhpur e Jaipur em palácios que foram as residências dos marajás, administrados pela rede Taj Hotels. Inclusive em Jodhpur o marajá ainda vive lá com a sua família em uma parte do palácio. A beleza e riqueza das construções impressionam e contrastam com a realidade do seu povo.

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Lobby do Hotel Rambagh – Jaipur
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Quarto do Hotel Rambagh – Jaipur
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Fachada do Hotel Umaid Bhawan Palace – Residência do Marajá de Jodhpur
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Lobby do Hotel Umaid Bhawan Palace – Jodphpur
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Hotel Taj Lake Palace no meio do lago Pichola em Udaipur
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Jardim interno – Hotel Taj Lake Palace – Residência de verão do marajá de Udaipur
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Vista do Hotel Taj Lake Palace – Udaipur

O trânsito é exatamente como se vê no cinema, completamente louco! Aliás, regras de trânsito não são lá muito seguidas na Índia. Andar na contramão, por exemplo, cansei de ver, às vezes fechava os olhos e pedia Deus me ajude e ajudava porque não aconteceu nada. Buzinar faz parte do ato de dirigir. Não existe alguém dirigir na Índia sem buzinar, algumas vezes sem a menor necessidade, mas pode aparecer algo eles devem pensar, porque vivem com a mão na buzina. No início é muito engraçado, depois vai ficando atordoante.

Mesmo assim, vemos coisas tão incríveis pelo caminho que compensa.

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Feira de camelos de Pushkar
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Um amigo que se aproxima da janela do carro
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E muitos macacos
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Os lindos elefantes pintados de Jaipur

New Delhi tem 26 milhões de habitantes e eu não fiquei parada em nenhum engarrafamento. Na minha cidade, Florianópolis, de 500.000 habitantes SÓ tem congestionamento. Daí você pode pensar que por ser uma cidade pobre tem poucos carros, mas não é isso, acredito que esse sistema de trânsito “sem regras” acaba ajudando o trânsito a fluir e os milhares de tuc tucs também ajudam a desafogar o trânsito. Nos 9 dias que passei na Índia só vi duas batidas de carro. Mais uma vez comparando, na minha cidade tem todo dia.

Nós somos verdadeiros ETs para eles. E por sermos criaturas tão diferentes os indianos pedem fotos o tempo todo, querem ter um registro para guardar, mostrar para a família ou publicar em redes sociais “sua amiga estrangeira”. Me senti uma celebridade! Em alguns momentos o “assédio dos fãs” era tão grande que chegava a incomodar hahahaha. Para quem tem baixa auto estima é o paraíso. Inclusive se você anda se sentindo feia, gorda ou velha (como eu) vá para a Índia. Lá eu me senti a última bolacha do pacote 😉      A felicidade das crianças que vinham correndo pedindo “photos please” era demais!

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Qutab Minar – New Delhi
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Sahelion – Ki – Bari – Udaipur

Só um detalhe: eu fazia fotos com crianças, jovens meninas, mulheres, famílias e casais. Com rapazes não, dizem que eles aproveitam o momento para “passarem a mão”. Não aconteceu comigo, só li a respeito, inclusive mulher estrangeira não deve andar sozinha na Índia, não é seguro, independente da idade, há um alto índice de crime de estupro.

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Taj Mahal – Agra

Quanto aos outros crimes é muito seguro, furto e roubo não existe.

Depois de relatar tantos pontos negativos se pode pensar: e ela ainda gostou, como?    SIM AMEI! Porque conheci lugares tão lindos, tão diferentes. Uma história tão rica com passagens tão fascinantes dignas de roteiro de filme.

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Patrika Gate – Jaipur
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Patrika Gate – Jaipur
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Forte Mehrangarh – Jodhpur
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Palácio dos Ventos de Jaipur
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Jaswanthada – cenotáfio real de Jodhpur
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Forte Vermelho – Agra
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Clock Tower – Jodhpur
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Templo de Brahma – o deus da criação – Pushkar
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Humayun’s Tumba – New Delhi
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Palácio da Cidade – Udaipur
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Jagmandir Palace – Udaipur

 

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City Palace – Udaipur
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Taj Mahal – Agra
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Taj Mahal – Agra
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No monumento ao amor – Taj Mahal – Agra

Os trajes das indianas – sáris – o colorido de suas roupas me deixavam completamente fascinada, realmente uma explosão de cor e luz. Laranja, Verde, Rosa, Vermelho, tudo muito aceso, muito vivo, alegre. Não vi indianas de branco, preto, bege, cinza ou marrom, cores que são tão tristes.  O efeito desses trajes tão elaborados com a arquitetura local era realmente um espetáculo para os olhos.

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City Palace – Jaipur
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Forte Amber – Jodhpur
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Pushkar – Terra do deus Brahma

Conheci um povo muito gentil na sua maioria, doce, amável, preocupado sempre em lhe agradar e se você está bem e feliz. Uns consideram um povo servil, mas a servidão tem a conotação que você quiser dar. Na Índia servir é um ato de amor.

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O gentilíssimo porteiro do deck do Hotel Taj Lake Palace – Udaipur – Boas conversas
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A recepção no Taj Lake Palace – Udaipur
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O super simpático ascensorista do Hotel Umaid de Jodhpur que quis fazer uma sessão de fotos no seu elevador

Claro que por uma questão de sobrevivência, os indianos esperam uma gorjeta pelo serviço realizado, mesmo que “criem” esse serviço, como quando você pede uma informação na rua, eles não dão a informação e sim te levam até o destino, para quando chegar lá pedir uma gorjeta. Também em relação aos vendedores ambulantes “muito chatos e insistentes”, eles precisam vender, precisam ganhar algum dinheiro para o seu sustento e quem tem dinheiro? Nós os turistas, claro. Com base nisso penso que o desprendimento material, um dos princípios do hinduísmo, soa deslocado da realidade, pois a necessidade de ter alimento, vestuário e moradia implica obrigatoriamente em conseguir dinheiro para a sua aquisição, sonho de todos.

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Guardas se oferecem para fotografar para depois pedir dinheiro – City Palace – Jaipur

Logo na chegada me chamou a atenção a forma como é feita a imigração no aeroporto Indira Gandhi em New Delhi. Turistas voando de primeira classe e executiva tinham guichês separados, com tapete vermelho e corrimão dourado. Não demorei mais do que 10 minutos na fila. A diferença “entre classes sociais” já é flagrante na entrada. Ao lado o espaço para a classe econômica, uma fila imensa que demora horas, porque além de ter muito mais passageiros é junto com quem faz o visto eletrônico pela internet, na realidade se trata de uma solicitação de visto, cuja análise dos requisitos é feita lá. 

Recomendo fazer o visto impresso no passaporte no Consulado da Índia. Necessário entrar no site do consulado para ver o local da sua região. Como moro em Santa Catarina o meu consulado foi em São Paulo. A entrada no país desta forma é muito mais rápida.

O aeroporto Indira Gandhi em New Delhi – minha porta de entrada e saída – é limpo, organizado e muito bonito, me causou uma ótima impressão. O sistema de segurança e RX é mais rígido, o mesmo que vi na Turquia.

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Foto do site: http://www.business-standard.com

A Índia possui 1 bilhão e 350 milhões de habitantes em um território que corresponde a 1/3 do Brasil. Conseguem imaginar, mesmo com a nossa extensão territorial, o nosso país com 1 bilhão e 150 milhões de habitantes a mais? E na Índia a coisa flui, apesar de tudo, de maneira ordeira e pacífica, um feito realmente extraordinário de pessoas que  são  “da paz” e “do bem”. O único problema é querer uma foto exclusiva nas atrações! O forte do turismo na Índia são os próprios indianos, o turismo interno.

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Amber Forte em Jaipur

O cumprimento ou saudação Namastê – é feito por todos na chegada e na partida, com as mãos juntas esticadas com os dedos para cima pressionadas ao peito e o corpo ligeiramente curvado em reverência que possui significados como: eu saúdo a você, meu respeito a você e o divino em mim reconhece o divino em você. Sinal de um povo que tem uma atenção e preocupação enorme com o bem estar do outro. 

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Taj Mahal – Agra

Atenção que se estende a todos os seres vivos, fundamento do veganismo. Os hindus tem um profundo respeito pelos animais em especial a vaca, considerada sagrada, que transita livremente pelas ruas e de maneira geral os indianos não consomem e não utilizam produtos de origem animal. Os mais ortodoxos usam máscaras para não correr o risco de engolir algum inseto voador e usam vassouras para varrer na frente de seus passos para não pisar em algum animal, como formigas por exemplo.

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Rua em Udaipur

Em alguns templos é proibido entrar usando qualquer produto de origem animal: cintos e bolsas de couro por exemplo. Comprei na Índia algumas bolsas de tecido para esse fim. E sempre sem sapatos por uma questão de respeito ao solo sagrado.

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Templos Jain – Ranakpur

E a maior lição que a Índia me deixou foi a BOA VONTADE. Os indianos fazem tudo com muito boa vontade e então eu me senti envergonhada por todas as vezes que tive preguiça ou má vontade para fazer algo. A disposição deles é incrível! O marido diz que é a luta pela sobrevivência, a necessidade que os faz assim. Pode ser, mas assim mesmo é uma lição. Nunca dizer NÃO, dar um jeito sempre de fazer o que o outro pede, estar sempre com um sorriso no rosto é realmente inspirador.

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A felicidade contagiante dos indianos – Hotel Umaid – Jodhpur

Retiro do livro Filosofias da Índia de Heinrich Zimmer, Editora Palas Athena, indicado pelo marido (leitor compulsivo que possui a edição de 1986), a essência do preconceito em relação ao que nos é desconhecido.

“Excluir, rejeitar algo é pecado e auto engano, é a sujeição do todo à parte, é a violência atuando contra a essência e a verdade onipresentes, o finito colocando a si próprio acima do infinito. Aquele que assim se comportar ‘isto é quem assim se comporta como ser humano civilizado’ mutila e abrevia a realidade revelada e consequentemente mutila e abrevia a si mesmo.”

Quando escolhi a Índia para celebrar o meu aniversário pensei em um destino exótico, diferente do que estou acostumada, para sair da “zona de conforto ” e fugir do “lugar comum”. Só não imaginei que seria o aniversário mais incrível da minha vida! Imagens que ficarão para sempre na memória.

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Mehrangarh Forte – Jodhpur

Até hoje todos os lugares que eu conheci foram passeios. Para a Índia foi A VIAGEM no seu sentido mais amplo e profundo. Namastê!

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Lago Pichola com City Palace ao fundo – Udaipur
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City Palace e Lago Pichola – Udaipur

 

 

 

 

 

Restaurantes Rússia

A gastronomia tem um papel fundamental nas minhas viagens. Passo muito tempo pesquisando sobre restaurantes e bares na cidade que vou visitar. Já comentei isso aqui, penso que conhecer um outro país, uma outra cultura, passa obrigatoriamente pela sua cozinha.

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Bar Percorso Hotel FS St. Petersburgo

Gosto de conhecer locais bonitos, badalados, “da moda” e também estabelecimentos típicos, com história. Não tenho preconceito com aqueles classificados como  “turístico”, afinal, sou turista mesmo! Procuro, isso sim,  fugir do “isca de turista” porque geralmente significa comida ruim e péssimo atendimento

Porém, nem sempre consigo passar todos os dias comendo só a culinária local, às vezes preciso dar uma escapada, porque o tempero típico enjoa, como aconteceu no Marrocos ou quando realmente a comida não me agrada, como a culinária alemã. Nesses casos apelo para a boa e velha “comida internacional”, que geralmente tem um toque do país em que é feita.

Peixes e frutos do mar sempre tem a minha preferência, são bons em qualquer lugar do mundo e mais adaptáveis ao paladar, com exceção da Índia que por questão de higiene e segurança alimentar não passei perto.

Na Rússia o seu prato típico mais famoso é o Stroganoff, com “a” mesmo, uma carne picada com cogumelos em molho cremoso. É bom demais!!! Comi umas 250 vezes e não enjoei. A oferta gastronômica na Rússia é surpreendente. São muitos os bons restaurantes em São Petersburgo e Moscou, difícil escolher entre tantas opções.

Vou começar com São Petersburgo.

SINTOSHO: no Hotel Four Seasons Lion Palace. Culinária asiática fusion, com produtos provenientes de diversos países da Ásia. Foi o terceiro restaurante mais bonito que fui na Rússia. Não sou muito fã da culinária asiática, gosto de ir para conhecer e sou louca pela decoração desses restaurantes, fico babando com o estilo, um ambiente mais incrível que o outro.

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O salão principal onde ficamos era incrível, com um teto de pingentes branco e vermelho

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A comida estava boa (não achei ótima), mas não sou referência em comida asiática, então não vá por mim no quesito comida e vá por mim no quesito ambiente, se você gosta de restaurante “japa” esse é “o lugar” em St. Peters.

E a vista da nossa mesa para a Catedral de St. Isaac foi especial

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STROGANOFF STEAK HOUSE o mais famoso restaurante para comer stroganoff em São Petersburgo. Nas minhas pesquisas ele não tinha me agradado muito, alguns comentários ruins, o ambiente parecia feio pelas fotos, mas a guia Nádia indicou, disse que era bom e como estávamos perto, para facilitar o passeio resolvi arriscar e foi maravilhoso! O restaurante é bem grande, turístico, mas nada disso deve ser impedimento para conhecê-lo. Os ambientes são bonitos, atendimento muito gentil e a comida deliciosa, achei o melhor stroganoff de todos que provei na viagem. Recomendo muito.

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EMPORIUM ELISEYEVE um ótimo local para fazer um pit stop. Mix de loja, restaurante e café, o food hall Eliseyeve vale a pena a visita nem que seja para conhecer o seu interior em estilo Art Nouveau lindo demais! O café serve lanches, refeições ligeiras e fica no meio da muvuca da loja que vive lotada. O restaurante para refeição completa está no segundo piso. E em todo o ambiente térreo funciona a loja com doces, chocolates e bebidas à venda. Foi inaugurado em 1903 pelos irmãos que deram nome ao estabelecimento, passou por vários proprietários, ficou um tempo fechado e reabriu em 2012, restaurado em todo o seu esplendor. Na Nevsky Prospekt, 56 – a principal avenida de São Petersburgo, um lugar imperdível na cidade.

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BELLEVUE BRASSERIE no rooftop do Hotel Kempinsky Moika. É realmente, como diz o seu nome, uma bela vista. O cardápio de inspiração francesa, só que como estamos na Rússia, entrada de caviar não pode faltar, não é mesmo?  O restaurante foi renovado no ano de 2019, ambiente clean, todo envidraçado, atendimento especial, vale a visita.

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Lobby do Hotel Kempinsky

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Mais um Stroganoff para a conta

O terraço da cobertura tem uma vista espetacular, inclusive para o Museu Hermitage, mas mesmo em agosto a noite estava muito fria e não tinha ninguém. Céu de quase 22h

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XANDER BAR no Hotel Four Seasons Lion Palace. Drinks muito bem feitos, ambiente lindo, DJ excelente e os garçons mais simpáticos de toda a viagem. Fomos todas as noites. Adoramos começar ou terminar a noite com um drink, mesmo com o cansaço da viagem ajuda a relaxar e é um momento que passamos a relembrar tudo que vimos naquele dia, bom demais, porque geralmente rende boas gargalhadas, já que a gente vê cada coisa louca nesse mundão de Deus.

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TERRASSA ao lado da Catedral de Kazan, cozinha italiana, japonesa e européia. Pertence ao Grupo Ginza Project que tem mais de 30 restaurantes em St. Peters. Ambiente interno moderno com aquário e balcão de frutos do mar e um mercado com produtos orgânicos. Mix de bar e restaurante tem uma área externa com um visual incrível para a Catedral de Nossa Senhora de Kazan, Atendimento gentil e pratos bem servidos. Vive lotado, super badalado, melhor reservar pelo site http://www.en.ginza.ru

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Acima o terraço do restaurante com essa vista de suspirar. Abaixo a entrada do restaurante que fica em uma galeria. E a cara do marido que não gosta de fotos? Já eu amo!!!

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Agora a melhor surpresa da viagem. Entre a visita aos Palácios de Catarina e Peterhof a guia Nádia (Instagram @passeio.petersburgo) nos levou no restaurante PODVORYE em Tyarlevo, São Petersburgo.

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Na categoria turístico que vale super a pena. Conhecido como “o restaurante russo mais autêntico da Rússia”. Além da sua clientela russa fiel, é frequentado por artistas, políticos, intelectuais, celebridades dos esportes e claro turistas. Foi aqui que o presidente Putin comemorou um aniversário e só por esse fato o marido já quis ir. Tem uma construção típica russa em madeira.

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O restaurante é um parque de diversões! Inclusive muito indicado para ir com crianças.

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Casa da Bruxa

Sua decoração é rica em detalhes e possui uma loja com vários produtos típicos russos à venda.

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Porta do banheiro feminino
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Porta do banheiro masculino
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Urso Recepcionista
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Lojinha

E advinha o prato que a gente pediu? Strogranooooffffffffff

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Amei tudo nesse restaurante: decoração, atendimento, comida e principalmente por ser um lugar tão original e representante da cultura russa.

E caros leitores, vamos em frente que eu viajo para comer, com exceção da Índia (assunto para o próximo post).

Última noite em St. Peters (já estou íntima) o segundo restaurante mais bonito que eu fui, o italiano PERCORSO.

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Recepção do Restaurante Percorso

Sabe aquele ambiente tipo uauuu? É esse aqui. Que restaurante lindo! Não cansava de ficar admirando os seus detalhes. Todas as suas paredes revestidas com tecido adamascado, caixas de madeira em treliça e o lustre de pingentes de cristal em tons de âmbar dava um efeito mágico. Em um ambiente assim a comida nem precisa ser boa, a gente nem liga, só que era, aliás divina!

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Cozinha
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Primeiro ambiente
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Corredor para o Salão Principal
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Salão Principal

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Cordeiro com purê de batata e aspargo
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Na saída fomos no bar do restaurante Percorso, lindo demais!

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Fechamos assim com chave de ouro nossos 4 dias em St. Petersburgo. O último dia mesmo considero que foi o mais incrível e perfeito que já desfrutei em uma viagem.        E aqui vai um agradecimento especial para a querida guia Nádia que sei é leitora do blog: muito obrigada pelos dias maravilhosos que passamos na sua cidade. Pelo seu trabalho dedicado e de excelência. Pela calma e gentileza em todos os momentos. Adoramos ter lhe conhecido. Tem pessoas que passam pela vida da gente e nos marcam de uma forma muito especial, você é uma delas! Assim que nos vimos já soube, parecia que nos conhecíamos a vida toda ou de outras vidas (para quem acredita). Espero um dia retornar a sua linda cidade e que a gente possa se reencontrar. Por enquanto, vamos mantendo contato pelas redes sociais, porque fazer amigos pelo mundo é a herança mais valiosa que uma viagem pode nos deixar.

Agora, antes que eu comece a chorar, vamos para Moscou!

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Silk Lounge Bar do Hotel Four Seasons Moscou

Na primeira noite em Moscou fomos no restaurante BELUGA que fica no Hotel Nacional. Muito próximo do nosso Hotel Four Seasons, do outro lado da rua, só que nós os marinheiros de primeira viagem (russa) tentamos atravessar a rua e nada, impossível, várias pistas, nenhum sinaleiro ou faixa e agora? Voltamos ao nosso hotel e o porteiro explicou que havia uma passagem subterrânea! Lá fomos nós de novo, a charmosa aqui de salto porque era perto. Só que a passagem era imensa, uma galeria com lojas, lanchonetes, guichês de serviços e tíquetes já que dá acesso também a estação de metrô. Andamos tanto que não dava para acreditar, não chegava nunca a superfície, mas chegamos! Voilá!

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O Hotel Nacional é um ícone da cidade. Construído em 1903 é uma joia da arquitetura imperial russa.

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BELUGA é um dos restaurantes do hotel, especializado em caviar, que são as ovas do peixe esturjão não fertilizadas, sem qualquer tipo de aditivo ou conservante. Podem ser frescas ou pasteurizadas. O esturjão, maior peixe de água salgada do mundo depois do tubarão baleia, é proveniente do Mar Cáspio e como está cada vez mais raro, hoje em dia as ovas também são extraídas de outros peixes como salmão, truta ou tainha (caviar substituto). Os principais produtores de caviar são a Rússia e o Irã.

Há três tipos de esturjão no Mar Cáspio: a) Sevruga é o menor deles, com ovas pequenas e escuras, b) Ossetra é o peixe que nada em águas mais profundas e tem sabor um pouco diferente, c) Beluga o maior dos peixes e também o mais escasso, com ovas de cor acinzentada, sendo então o caviar mais caro, mais especial, por isso o nome do restaurante.

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Outro ambiente lindo, serviço impecável, mais um restaurante incrível para a lista.

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Potato Caspian

RYBY NET: São muitas as opções incríveis em Moscou, não seria lógico repetir, só que eu gostei muito deste restaurante que descobri por acaso, do outro lado da rua do Cristal Room Baccarat  que eu queria ir (tem em Paris já fui é ótimo), mas estava fechado em férias.

A Nikolskaya é a rua que passa pela lateral da Catedral de Kazan e da loja de departamentos GUM. Já mostrei essa rua nos outros posts sobre Moscou. Ela estava com um céu de lâmpadas que era a coisa mais linda à noite. Nessa rua tem muitos restaurantes e como não deu certo ir no Baccarat, fiquei olhando os outros até que me agradei do Ryby Net, uma steak house e entrei.

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Nikolskaya Street de dia
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Nikolskaya Street à noite

Fui para almoçar. Agora é que tem uma dica: o nome do restaurante está em russo. Então não adianta procurar por Ryby Net. Procure o número 12 da rua Nikolskaya e entre na porta ao lado da hamburgueria FARIII, é do mesmo proprietário, o grupo http://www.novikovgroup.ru que tem nada menos do que 91 restaurantes na Rússia.

Abaixo a fachada e porta da Steak house. Pectopah é restaurante em russo. O outro nome é Ryby Net. Alfabeto danado esse.

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Ambiente super charmoso, atendimento simpático com garçons se esforçando no inglês para lhe ajudar.

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Detalhe do Teto

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No cardápio: carnes de vários cortes, fillet mignon em duas opções: regular e prime. Fui de prime. Aí eu jamais iria imaginar que a melhor carne que já comi na vida seria na Rússia e foi!

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Acompanhamento pedi batatas (na foto não aparece) e molho à sua escolha, no meu caso bernaise. Fiquei enlouquecida! Carne saborosa, no ponto exato que eu pedi, amei. Tive que voltar. No outro dia almoçamos aqui novamente e foi maravilhoso.

Depois, à tarde, um pit stop no BOSCO CAFÉ. De frente para a Praça Vermelha tem dois espaços, um para café com lanches rápidos e confeitaria e outro interno um restaurante italiano. Fui para fazer um lanche e amei. Só pelo fato de sentar nesse lugar tão privilegiado e ficar observando o ir e vir já vale.

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Entrei para fazer fotos internas, está vazio porque não era hora de almoço ou jantar.

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A vista de uma mesa do terraço (área externa) onde fiquei

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Nosso lanche: Chá Earl Grey (marido aprendeu a tomar e agora ama). Strudel de maça para ele brownie de chocolate para mim, depois compartilhamos, uma delícia! Mais um da série tem que ir.

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Nesse dia era o aniversário do marido e queria um lugar bem especial para ir jantar. Então escolhi o restaurante WHITE RABBIT, classificado em 13° lugar na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo. Merece a colocação. O White Rabitt é lindo, situado no 16° andar de um prédio com uma vista incrível, atendimento muito especial (marido não deixou dizer que era aniversário dele) e comida excelente.

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Dentro do elevador do White Rabbit

A entrada do restaurante é pela Smolensky Passage, uma galeria comercial. Em razão do horário a galeria estava com as lojas fechadas, mas a porta fica aberta e um segurança indica o caminho do elevador. A gente sobe até o final, sai e tem mais um segurança que mostra o outro elevador (esse da foto acima) e a gente chega no 16° andar.

São dois andares. No primeiro piso tem um bar com aquário de frutos do mar e toillets.

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Depois sobe a escada para o segundo piso onde tem as mesas. O ambiente é todo envidraçado, a decoração é baseada na obra de Alice no País das Maravilhas e a vista é fantástica!

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Relógio da Alice no País das Maravilhas
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Outro bar na parte superior

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O ambiente superior também tem um mezanino e lounges com mesas e sofás (para grupos maiores) ou só mesas (onde nós ficamos).

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Palmas para o aniversariante, celebrando 60 anos

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Pedimos lagostim na grelha com manteiga de ervas, uma coisa de bom! Abaixo a vista

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Na última noite, escolhi um clássico para me despedir dessa cidade incrível: o TURANDOT: restaurante asiático cujo nome homenageia a ópera de Giacomo Puccini que estreou em 1926, baseada no drama de Carlo Gozzi, de 1762, que conta a estória de uma princesa chinesa Turandot,  que obriga seus pretendentes a resolver três enigmas ou são condenados a morte.

O prédio onde o restaurante está instalado já vale a visita. Construído como um palacete florentino em uma mansão onde só havia a fachada. Suas obras duraram 6 anos e meio. A entrada possui um lobby, um pátio interno em estilo renascentista com teto de vidro.

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Estátua de Netuno
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Escadaria com tapeçarias Aubusson século XVIII

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Salão Principal em dois pisos, escolhi o piso superior, a Rotunda, para ficar bem perto do fabuloso lustre estilo Louis XIV, feito em São Petersburgo, com cristais, quartzo e ametistas provenientes dos Urais, Brasil e Madagascar.

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O restaurante possui salão térreo e superior (Rotunda – onde fiquei). Oito salas privativas para pequenos grupos, salões de recepções e eventos. Atendimento extremamente gentil e comida deliciosa, tem opções de culinária internacional, como filé ao foie gras (prato do marido).

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Foi o restaurante mais bonito da viagem, levou o primeiro lugar, cada canto era decorado com extremo bom gosto, um palácio mesmo, jantar em local de sonho. E mesmo sendo um ambiente extremamente requintado, tinham pessoas vestidas de todos os estilos, do mais formal (como nós) ao mais casual, sem qualquer problema.

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E para fechar a noite fomos tomar um drink no CAFÉ PUSHKIN, quase ao lado do Turandot que funciona como café, restaurante e bar.

O nome do café é em homenagem a Alexander Pushkin (1799 – 1837) o maior poeta russo da época romântica.

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O café possui quatro ambientes: café e bar no piso térreo (Pharmacy Hall), sala de jantar no piso superior (The Library) e no mezanino e ainda um ambiente de terraço externo. Fomos só para tomar um aperitivo e nos instalaram no salão de jantar The Libraryn no piso superior,  para mim o mais bonito (sempre ajuda nessas horas estar vestido de maneira formal). O ambiente é em estilo barroco repleto de antiguidades e estantes com livros do chão ao teto.

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Na saída esperando o Uber

O Café Pushkin é um lugar do tipo “tem que ir” em Moscou. Pode ser a qualquer hora do dia, pois funciona das 10:00 às 23:00 como café, confeitaria e restaurante. Para se ter uma ideia da beleza do ambiente, abaixo uma foto da internet.

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Foto do site http://www.travelaway.me

Um local que nós fomos e não fotografei foi o MOSKOVSKY BAR dentro do Hotel Four Seasons porque segundo a política do hotel de preservar a intimidade de seus hóspedes fotos não são aconselhadas nas suas dependências. Assim, mesmo indignada, resolvi respeitar. O ambiente é muito bonito, ótimos drinks (Bellini divino) e lotado, se bem que de tão escuro, acho que não iria aparecer nada nas fotos mesmo. Mais uma vez a internet me socorre (foto profissional é outro nível).

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Foto do site: http://www.afisha.ru
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Foto do site: http://www.afisha.ru

Nosso tour pela Rússia durou 7 dias, foram 4 dias em São Petersburgo e 3 dias em Moscou. Em todos os restaurantes comemos muito bem e o atendimento foi muito gentil e simpático, à exceção de um. O único que fez jus à fama do mau humor dos russos, que considero injusta quero deixar bem claro.

Quando saímos do Museu Hermitage em São Petersburgo, logo em seguida seria o passeio de barco, então fomos em um restaurante bem próximo do pier para facilitar e agilizar o almoço. O restaurante “Na Abordazh“, que significa “on boarding”, fica no Enbamkment River Moika, 40.  Tem um ambiente simples, com detalhes náuticos. Atendimento super mal humorado da garçonete, comida tão demorada que tive que perguntar três vezes, parecia que ela tinha feito de propósito, outras mesas eram servidas menos a nossa. A comida estava horrível, enfim, uma péssima experiência. Em uma viagem de 19 dias pela Escandinávia e Rússia foi o único estabelecimento que não deixei gorjeta. Saí indignada, ainda bem que em seguida foi o passeio de barco que de tão lindo logo esqueci. Deixo o registro para não caírem nessa “roubada”.

Este é o último post da viagem de Agosto de 2019 pela Escandinávia e Rússia. Roteiro que super indico. As cidades são lindas, povo educado e hospitaleiro. Deu muita saudade rever fotos e informações para o blog.

No próxima sequencia de post, já em rascunho, contarei sobre a Índia, viagem que fiz em Novembro 2019 e que me marcou profundamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Moscou – Parte II

Continuando o tour pela capital da Rússia, o primeiro post você lê aqui Moscou , no terceiro e último dia na cidade bati o meu recorde de caminhada: 21,5 Km! Estava um dia lindo, temperatura perfeita, clima muito bom em agosto na Rússia.

Então, em um dia assim, vamos aproveitar para curtir a cidade a pé.

Pela manhã cruzamos a praça que fica em frente ao nosso hotel Four Seasons em direção a Catedral de Cristo Salvador e o Rio Moskva.

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Acima a World Clock Fontain é a clarabóia de um shopping e abaixo a Praça Manege com seu centro de exposições ao fundo.

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Descendo a Rua Mokhovaya chegamos na Praça Borovitskaya onde se encontra a Biblioteca Estatal Russa e uma estátua de bronze gigantesca (como tudo em Moscou) monumento em homenagem a Valdimir, o Grande. Príncipe de Kiev, faleceu no ano de 1015, considerado santo nas igrejas ortodoxa e católica pelo seu papel na evangelização na Rússia.

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Às margens do Rio Moskva, com vista para a Ponte Bolshoy e o Kremlin ao fundo.

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Abaixo, vista para o outro lado do Rio Moskva, em direção à Catedral de Cristo Salvador

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Ponte do Patriarca

A Catedral de Cristo Salvador foi originalmente construída e consagrada em 1883 em agradecimento pela vitória contra Napoleão Bonaparte na invasão do ano de 1812. Totalmente destruída por Stalin em 1933 por considerar um símbolo czarista, a igreja ortodoxa russa, através do Patriarcado de Moscou, construiu uma nova, nos anos 2000, nos moldes da original.

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A Catedral possui 104 metros de altura e comporta 15.000 pessoas.  As peças mais importantes são 3 tronos: Natividade de Cristo, São Nicolau e Sagrado Príncipe Alexandre Nevsky. Fotografias proibidas no seu interior.

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Cathedral Of The Russian Orthodox Church. Interior of the Cathedral of Christ the Savior. Moscow. 12.07.2010

Atrás da Catedral, no lado esquerdo, tem um guichê que vende os tíquetes para o passeio de barco pelo Rio Moskva. O pier fica logo abaixo da Ponte do Patriarca. Infelizmente não consegui fazer o passeio, cheguei cedo e o primeiro barco só saía às 11:45 da manhã, além de ter que esperar muito no local, como faria um tour às 14:00 horas, não dava tempo, uma pena, queria muito, mais um motivo para voltar.

Logo depois, vi no Instagram da top blogueira Lalá Rebelo que o passeio mudou o trajeto e não está passando em frente a Catedral de São Basílio, parte mais bonita, em razão de obras na ponte, previsto para normalizar em um ano, então fiquei mais conformada.

Abaixo, na foto do guichê, o horário do primeiro barco era perfeito pra mim, mas não ia sair (sem explicação). Aliás, na Rússia aconteceu isso algumas vezes, informações pela internet que havia anotado quando cheguei lá não batiam, tudo diferente e os sites não são atualizados. A programação é alterada e a gente fica bem perdido.

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Vamos adiante, seguimos por trás da Catedral de Cristo Salvador em direção a Rua Arbat.

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A Rua Arbat é um calçadão de aproximadamente 1 km. Lojas de chineses que vendem souvenirs, restaurantes de redes de fast food, percorri toda a sua extensão e só gostei de uma ou duas lojas. Apesar de ser considerada uma rua típica, a velha Rua Arbat (não confundir com a Avenida Nova Arbat), possui uma arquitetura bonita, mas não faz jus a sua fama.

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Rua Arbat – Monumento ao cantor e poeta Bulat Okudzhava

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Loja de artigos para casa que amei

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Após o almoço, fomos fazer o passeio programado com a http://www.moscowprivatetours. Nossa guia Svetlana nos levou no Parque VDNKh (Centro Panrusso de Exposições) e no Museu da Cosmonáutica, presente de aniversário para o marido, desejo dele.    Por minha escolha não teria incluído esse passeio no nosso roteiro, mas valeu muito a pena, adorei e recomendo.

O museu da Cosmonáutica tem tudo que se possa imaginar sobre o programa espacial russo bem como a corrida espacial principalmente a disputa com os americanos. Naves e estações espaciais, animais famosos e homenagem aos seus cosmonautas. Na Rússia não se diz astronauta, porque para eles a viagem é para o Cosmos.

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Monumento aos Conquistadores do Espaço

Na entrada uma estátua do Cosmonauta Yuri Gagarin, primeiro homem a viajar para o espaço, em 12 de abril de 1961, na nave Vostok 1.

Yuri tinha apenas 1,57m de altura, sendo sua compleição a ideal já que a nave possuía 4,4 m de comprimento e 2,4 m de diâmetro. Enquanto observava o nosso planeta do espaço pronunciou a famosa frase: “A Terra é azul”. Yuri Gagarin faleceu em 1968, aos 34 anos de idade, em um acidente aéreo.IMG_4075.JPG

Abaixo o módulo da nave Vostok 1 onde ficou o cosmonauta Yuri Gagarin

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Vostok 1
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Vostok 1

Também, logo na entrada, as cachorrinhas Belka e Strelka primeiros seres a viajarem para o espaço e voltarem vivos. A viagem ocorreu em 19 de agosto de 1960, aniversário de um ano do marido! Eram vira-latas e viviam na rua e foram escolhidas principalmente por causa da inteligência e esperteza desses cães já que foram treinadas para executarem pequenas tarefas na espaçonave Sputinik 5. Viraram celebridades na URSS, participando de vários programas de televisão.

Posteriormente, Strelka teve filhotes e uma cachorrinha chamada Pushinka foi dada de presente por Nikita Khrushchov à Caroline filha do Presidente dos Estados Unidos John Kennedy.  Elas tiveram vida longa e quando faleceram foram empalhadas, foto abaixo.

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Vale lembrar que o primeiro ser vivo a viajar para o espaço foi a cadelinha Laika, em 1957 na nave Sputnik 2, mas ela morreu horas depois de calor. No museu há um memorial em sua homenagem.

Abaixo a nave Sputnik 5 onde viajaram Belka e Strelka junto com um coelho, 42 camundongos e algumas plantas.

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O museu só tem informação em russo. O nosso tour foi feito com um guia do próprio museu, Aleksander, simpático e com informações muito interessantes, só falava russo, sendo traduzido pela nossa guia. 

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Uma das coisas mais interessantes do museu é poder entrar no módulo da primeira estação espacial do mundo, a MIR, que foi colocado na órbita da terra em 1986. Com o guia do museu você não espera, ele tem preferência de entrada e a gente fica sozinho com ele.

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Dentro da Estação Espacial MIR

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Comidinhas