Vale dos Reis – Luxor

No segundo dia do Cruzeiro pelo Nilo, no mês de março de 2021, com a agência http://www.memphistours.com o navio ainda estava ancorado no porto de Luxor para a visita ao Vale dos Reis, Templo da Rainha Hatshepsut e os Colossos de Memnon.

Alguns lugares despertavam muito o meu interesse nesta viagem ao Egito e o Vale dos Reis era um deles. Estava ansiosa para conhecer e realmente foi incrível!

O Vale dos Reis visto assim na chegada não tem nada de mais. É uma pedreira de calcário e outros tipos de rochas. Toda a sua riqueza e esplendor está embaixo da terra. E, para compreender melhor o lugar é importante esclarecer que no Egito Antigo a vida se desenvolvia às margens do Rio Nilo. Na cidade de Luxor, ao sul do país, se localizava a antiga capital Tebas. No lado oriental do rio (margem direita) era consagrada aos vivos onde visitamos os templos de Karnak e Luxor que você lê aqui Templo de Karnak – Luxor e aqui Templo de Luxor E no lado ocidental (na margem esquerda) era consagrada aos mortos.

Assim, nos dirigimos para a margem esquerda do Rio Nilo, para visitar o Vale dos Reis, um desfiladeiro com 63 tumbas construídas para abrigar os restos mortais dos faraós e nobres.

O Vale dos Reis funcionou como necrópole dos séculos XVI a XI a.c. Depois, foi um local de turismo na Antiguidade e há mais de dois séculos escavações são realizadas aqui. O primeiro registro de descoberta de uma tumba (Amenofis) na era moderna foi no ano de 1799 por membros da expedição Napoleônica. Na sequência várias tumbas foram encontradas, porém, não possuíam nada no seu interior, além das suas maravilhosas pinturas, pois já haviam sido produto de saques.

Somente no ano de 1922, quando todos já haviam desistido de encontrar algo a mais, dando o Vale dos Reis como esgotado, o arqueólogo Howard Carter, financiado por Lord Carnavon encontrou a entrada da Tumba do Faraó Tutankhamon.

E a surpresa foi impressionante!

A tumba do Faraó Tutankhamon estava intacta, com todos os seus tesouros originais. Foram encontrados 5.398 itens, inclusive o seu sarcófago e múmia. As peças encontradas estão em exibição no Museu do Cairo sendo o seu item mais valioso a máscara mortuária em ouro maciço. Além disso foram encontrados seu trono (também em ouro) sandálias, comida, bebida, roupa, tudo que fosse necessário para a sua vida após a morte.

A tumba é pequena possuindo do lado direito o sarcófago e do lado esquerdo a múmia do Faraó que se encontra em uma caixa de vidro com controle de temperatura. Tutankhamon foi faraó da XVIII Dinastia. Filho de Akenaton subiu ao trono com 9 anos de idade e governou o Egito de 1.332 a 1.323 a.c. Faleceu ao 18 anos de idade.

O faraó Tutankhamon media 1,67m de altura e possuía a arcada dentária superior projetada para a frente. Tinha uma deformação no pé esquerdo que o obrigava a andar com uma bengala (foram encontradas 130 na tumba). A causa provável da morte foi malária.

A emoção de conhecer esta tumba é realmente sensacional. Mesmo Tutankamon à sua época não ter tido muita importância, se tornou com a descoberta da sua tumba intacta o mais famoso faraó do Egito. Considero visitar a sua tumba de grande importância para os aficcionados por história (como eu). E, depois, ir tão longe para visitar o Vale dos Reis, não dá para perder de entrar neste tumba, não é mesmo? O seu ingresso é comprado à parte.

Continuando o tour pelo Vale dos Reis não foi fácil escolher apenas 3 tumbas para visitar. Por indicação do nosso guia Amro Salah Tawfek da http://www.memphistours.com conhecemos então: 1) Tumba de Ramsés IX – Oitavo Faraó da XX Dinastia. Governou o Egito de 1.127 a 1109 a. c. Os desenhos nas paredes são impressionantes, tão perfeitas as cores mesmo após 3.000 anos.

2) Tumba de Meremptah – Quarto Faraó da XIX Dinastia, governou o Egito de 1.213 a 1.203 a.c. Filho de Ramsés II (o maior de todos os faraós) e pai de Seti II. Foi o 13º filho de Ramsés II e subiu ao trono com 60 anos de idade após o falecimento de seus irmãos. Foi o construtor do templo de Ptah e a sua tumba é uma das maiores do Vale dos Reis.

3) Tumba de Ramsés III – Segundo Faraó da XX Dinastia e o último do Império Novo a exercer forte poder sobre o Egito. Governou por 31 anos, de 1.194 a 1.163 a.c. Foi morto por uma tentativa de golpe por sua mulher a Rainha Tiyi que almejava levar o seu filho ao trono quando o sucessor legítimo era o filho de sua primeira esposa Isis.

A Tumba de Ramsés II foi a que eu mais gostei. É linda demais!!! Com muitos corredores e salas com pinturas perfeitas. Uma festa para os olhos. Se você leitor tem dúvidas em qual escolher para visitar esta com certeza merece entrar na sua lista.

Para chegar ao Vale dos Reis saímos do navio e fomos de carro por um percurso de aproximadamente 30 minutos. Na entrada do Vale é possível pegar um trenzinho para chegar nas tumbas. A distância não é tão longa, mas sempre que tenho a oportunidade de poupar as minhas pernas eu faço. E depois durante o trajeto do trenzinho, que é bem aberto, dá perfeitamente para fotografar e filmar a pedreira.

Li em alguns sites que é proibido fotografar nas tumbas. Eu fotografei e filmei tudo com o meu celular sem problema. Só não vi turistas usando câmeras fotográficas.

O Vale dos Reis é um dos lugares mais importantes para se conhecer no Egito e assim como os outros templos às margens do Rio Nilo fica muito mais fácil a logística da visitação através de um Cruzeiro que eu recomendo fortemente, além de toda a beleza do trajeto.

Após o Vale dos Reis nos dirigimos de trenzinho para o Templo da Rainha Hatshepsut

HATSHEPSUT era filha do Faraó Tutmose I e casou com seu meio-irmão Tutmose II. Quando seu marido morreu, seu filho era muito pequeno (outros sites de pesquisa dizem que era enteado) então ela se tornou Faraó. Governou o Egito por 22 anos de 1.470 a 1.458 a.c.

A Rainha Hatshepsut foi a 2ª Faraó do Egito (a 1ª se chamava Sobekneferu). Foi muito mais poderosa que Cleópatra e Nefertiti. Era muito inteligente e seu governo foi famoso por restabelecer a paz no Egito e ainda fortalecer as relações econômicas.

Hatshepsut foi quem encontrou a cesta com o bebê Moisés às margens do Rio Nilo sendo considerada “a mãe adotiva de Moisés”. O templo é uma necrópole e foi construído entre 1.473 a 1.458 a.c. com uma arquitetura inovadora para a época se inspirando na Grega Clássica.

O templo foi descoberto em 1891 e Hatshepsut significa: “Primeira (ou principal) das mulheres nobres”.

A Faraó Hatshepsut construiu dezenas de edifícios em todo o vale do Rio Nilo e muitas estátuas com a sua imagem. Em algumas delas ela aparece de barba, o cone comprido colocado no queixo, símbolo da divindade, masculinidade e de poder à época.

Apenas no ano de 2007 a múmia de Hatshepsut foi encontrada. Estava na tumba n° 60 no Vale dos Reis. Ela morreu aos 50 anos de idade, era diabética e usava nas unhas esmaltes preto e vermelho. A provável causa da morte foi uma infecção na gengiva.

Após o templo passamos em uma cooperativa de Alabastro com uma explicação rápida e muito interessante sobre o trabalho milenar executado pelos artesãos locais nesta pedra.

Depois fomos na loja da cooperativa para adquirir uma peça. Difícil escolher entre tantas opções lindas. Por fim, comprei um vaso pequeno para colocar vela (luminária) já que a beleza da pedra Alabastro mostra todo o seu esplendor quando iluminada.

Detalhe: Há dois tipos de peças em Alabastro, à máquina e manual. Na foto acima exposição de peças feitas à máquina. A que comprei foi de confecção manual, pois a transparência é mais evidente à luz, como na foto abaixo.

Por fim, nos dirigimos a última parte do tour, os Colossos de Memnon

Os Colossos de Memnon são duas estátuas gigantes construídas há 3.4000 anos guardiães do antigo Templo do Faraó Amenófis III, com 385.000 metros e que foi corroído pelas cheias do Rio Nilo.

As estátuas foram feitas em blocos de pedra quartzito, medem 18 metros de altura e pesam 1.300 toneladas cada. Representam o Faraó Amenófis III sentado em seu trono e em cada uma das suas pernas está a sua mãe.

Por que Memnon? Na era cristã os gregos visitaram o templo e ao ver as estátuas lembraram de Memnon um grande herói grego morto por Aquiles. A partir de então as estátuas passaram a ser denominadas Colossos de Memnon.

Após o tour, voltamos para o navio, onde após o almoço a navegação começou, deixamos Luxor em direção a Edfu.

Toda a logística dos passeios ficaram sob a coordenação da Memphis Tours agência que escolhi para visitar o Egito. O Guia Amro Salah Tawfek que nos acompanhou é egiptólogo com dois mestrados em hieróglifos. Suas informações foram imprescindíveis para compreender mais e melhor essa cultura tão fascinante. Além de toda a tranquilidade e conforto de não se preocupar em como fazer para chegar nas atrações, deslocamentos, etc. Foi tudo perfeito.

Aguardem o Próximo Post: O magnífico Templo de Hórus em Edfu

E a navegação começa – Rio Nilo em Luxor – Vista da janela da cabine

Templo de Luxor

No primeiro dia do Cruzeiro pelo Rio Nilo o barco fica ancorado na cidade de Luxor, na margem leste (oriental), para visita aos templos. Após a visita ao Templo de Karnak que você lê aqui Templo de Karnak – Luxor fomos para o Templo de Luxor distante aproximadamente 3 Km.

O Templo de Luxor é dedicado ao Deus Egípcio Amon (Deus dos Ventos). Construído entre 1400 a.c. a 1000 a.c. pelos Faraós Amenhotep III e Ramsés II em arenito, sua fachada possui 260m de largura.

Na entrada havia dois obeliscos. Porém foram doados por Muhammad Ali, vice-rei do Egito para a França em 1830. Como o tamanho e o peso dificultaram o transporte, somente um foi levado, que está atualmente na Place de la Concorde em Paris. O obelisco mede 23 metros de altura. O segundo obelisco ficou aqui.

As estátuas e esculturas representam a figura de Ramsés II, o mais importante de todos os faraós do Egito, que reinou de 1279 a 1213 a.c.

Luxor – do árabe significa “Palácio com mil portas”. As colunas possuem 15m de altura e tem a forma de papiros abertos no topo.

A antiga Tebas – Luxor foi capital do Egito por mais de 1500 anos. Situada a 750 km ao sul da cidade do Cairo, é conhecida como o maior museu a céu aberto do mundo.

O templo de Luxor foi construído para coroações, celebrações e festividades. Ficou soterrado pelas areias do deserto por séculos sendo descoberto em 1881.

É o único monumento do mundo que continha documentos das épocas faraônica, greco-romana e islâmica. Havia uma mesquita e também afrescos coptas. Pela duração de seu funcionamento serviu então para outras épocas e religiões.

A margem direita do Rio Nilo (leste/oriental) era consagrada aos vivos, com seus templos para governar ou para celebração e adoração. Já a margem esquerda (oeste/ocidental) era dedicada aos mortos, onde se encontra o Vale dos Reis.

A explicação tem a ver com o sol. No leste ele nasce, vem a luz e a vida começa. A oeste ele se põe, vem a escuridão, a vida acaba.

Assim, como na Índia, no Egito também tive algumas fãs que pediam fotos rsrsrs. Desta vez, no Templo de Luxor a menina também pediu para rodar comigo! Ok, sem problema. Foi muito legal! Os egípcios são muito carinhosos e hospitaleiros.

Para chegar até os templos e fazer o passeio é melhor ter o suporte de uma agência. Fomos pela Memphis Tours http://www.memphistours.com que cuidou de toda a logística dos deslocamentos. Tivemos um carro com motorista sempre a disposição, que nos deixava e pegava na porta dos templos ou o mais próximo possível. O acompanhamento de um guia, no nosso caso o egiptólogo Amro, com dois mestrados em hieróglifos, que falava um português perfeito, fez toda a diferença para o conhecimento do local.

Apaixonada por história, foi incrível conhecer este templo, fiquei feliz demais por estar aqui (Março/2021).

Templo de Karnak – Luxor

Em março deste ano (2021) fomos para o Egito – o primeiro post você lê aqui Egito – O Início e a partir de agora nos posts não vou seguir a sequência exata da viagem, porque gostaria de começar pela parte do roteiro que eu mais amei: os templos às margens do Rio Nilo, que visitamos durante o cruzeiro de 4 dias.

O nosso tour começou por Luxor em direção a Aswan. É possível fazer o contrário.

Luxor – Egito

Luxor – cidade que se situa a 670 Km ao sul do Cairo, era a antiga Tebas, capital do Egito no período de 1.550 a 1.069 a.c. Conhecida como o maior museu ao ar livre do mundo, hoje possui 1.300 milhões de habitantes.

Dividida ao meio pelo Rio Nilo, na margem oriental (a cidade dos vivos) ficam os Templos de Karnak e Luxor. Na margem ocidental (a cidade dos mortos) a necrópole do Vale dos Reis e Vale das Rainhas.

O Templo de Karnak foi a nossa primeira visita

O Templo de Karnak era o centro administrativo, religioso e palácio dos Faraós em Tebas. Começou a ser construído em 2.200 a.c e funcionou até 360 a.c. Estima-se que no seu apogeu, durante a XVIII dinastia que durou de 1550 a.c a 1295 a.c. trabalhavam aqui 80.000 pessoas. Os faraós mais famosos deste período foram: Aménofis, Tutemosis, Hatshepsut, Aquenaton e Tutancamon,

O templo de Karnak era dedicado ao Deus Amon-Rá (vento-sol) e o animal que o simboliza é o carneiro. Foi o maior templo já construído, possuía uma área de 1,5 km x 0,8 km.

Karnak era dividido em 3 complexos: recintos de Amon-Rá, de Mut e de Montu.

Embora não esteja completo é possível ficar admirado com a Sala Hipóstila no templo de Amon-Rá. Trata-se de um salão (o maior do mundo com 5.000 m²) sustentado por 134 colunas.

A Sala Hipóstila foi construída no século XIII a.c. pelos Faraó Seti e seu filho Faraó Ramsés II. As 134 colunas tem diferentes tamanhos, sendo que as maiores possuem 21 metros de altura e diâmetro de até 3 metros.

As colunas são gravadas com inscrições em hieróglifos e ainda existe a tinta original no teto.

Eu tenho 1,65m de altura e a minha cabeça não ultrapassa o primeiro alinhamento da coluna! É impressionante a grandiosidade deste templo e imaginar o quanto deveria ser imponente todo decorado.

No templo de Amon se encontra o maior obelisco do Egito. Com 27 metros de altura e 320 toneladas foi construído pela Rainha Faraó Hatshepsut. A sua inscrição diz: “Vós que vireis este monumento nos anos vindouros e falarem disto que fez.” O mais impressionante dos obeliscos é que eles eram construídos em um único bloco de pedra, geralmente granito, proveniente das pedreiras de Aswan há muitos quilômetros do local do destino. O transporte destes imensos monumentos naquela época é algo extraordinário.

Como em todo templo egípcio há esculturas representando os Faraós. Esta posição com os braços cruzados em cima do peito é bastante comum no Império Egípcio. Significa que o ponto de interseção dos braços sobre o peito marca o lugar do coração (Fonte: lumenagencia.com.br). Geralmente estão segurando a Cruz Ansata (Ankh) ou Chave da Vida, um símbolo da vida eterna que representa proteção, conhecimento, fertilidade e iluminação. A chave que conecta o mundo dos vivos com o mundo dos mortos. (Fonte: dicionariodesimbolos.com.br).

O Templo de Karnak funcionou por 1.500 anos e tem vestígios de vários impérios, porém o mais forte e importante neste local foi o Império Novo (Hatshepsut/Ramsés II), sendo as estruturas mais conservadas.

O templo possui uma escultura de besouro: o Escaravelho de Amor que segundo a lenda se você der 7 voltas em torno da estátua nunca mais terá problemas de relacionamento. Eu até tentei, mas depois da segunda volta já estava cansada e desisti rsrsrs.

Há também neste local um lago considerado sagrado pelos Faraós pois acreditavam que era onde os deuses faziam a sua purificação.

Por fim, a profusão de estátuas de Amon- Rá simbolizado pelo Carneiro.

Karnak foi o primeiro de uma série de templos magníficos que conhecemos no Egito através do Tour Cruzeiro pelo Nilo com a agência http://www.memphistours.com tendo início em Luxor. O acompanhamento de um guia é fundamental para este tipo de passeio, não só pela facilidade de deslocamento até os sítios arqueológicos, mas, principalmente, pelas valiosas informações deste período fascinante da história.

Egito – O Início

Finalmente aconteceu uma viagem internacional!!! Estava muito ansiosa, minha alma de viajante já não aguentava mais. E o país escolhido foi o Egito. Por dois motivos: primeiro porque é um dos poucos países que está aberto para os brasileiros sem exigências absurdas (apenas o teste do Covid). Segundo, porque fazia parte da minha lista de desejos há muito tempo, estava aguardando a abertura do novo Museu Egípcio, que parece será ainda este ano, só que não quis esperar mais.

Confesso que viajar em época de pandemia não é fácil. Existem muitos temores: adiamento ou cancelamento de vôos, pegar o Covid (ainda não fui infectada), fechamento de fronteiras. Tem também a parte burocrática que aumentou, exigência de teste negativo na ida e na volta, preenchimento de formulários de saúde. Enfim, para quem ama viajar tudo se enfrenta e acredito que sempre vale a pena. Desta vez, então, foi como um prêmio por tanta espera, porque a viagem foi MARAVILHOSA, PERFEITA, UM SONHO!!!

O Egito é um país incrível, voltei encantada e com uma vontade enorme de retornar (só penso nisso rsrsrs). É seguro tanto na parte de criminalidade quanto da pandemia. Em relação propriamente ao vírus os índices são baixos, consegui ter uma sensação de segurança e normalidade que há muito tempo não tinha. Os locais visitados, que mostrarei nos próximos posts, são deslumbrantes, de arrepiar mesmo. Para uma apaixonada por história, não conseguia acreditar que estava ali em templos e monumentos que estudei no colégio, nos livros. Poder ver pessoalmente a grandiosidade do Antigo Império Egípcio é um grande um privilégio.

Kioske de Trajano – Templo de Philae – Aswan

Quanto a agência acho imprescindível contratar uma porque a logística dos passeios é muito complicada para fazer sozinho. Sempre precisa ter o acompanhamento de um guia, então é mais fácil já chegar lá com um suporte profissional que trata do visto (feito no aeroporto na hora da chegada) do check in dos voos e dos hotéis. Já ter todos os ingressos dos monumentos, passeios, enfim, é uma tranquilidade. Como disse tenho muita vontade de voltar e mesmo já conhecendo um pouco do Egito nem penso em ir sozinha, o apoio de uma agência é fundamental.

Abu Simbel – na fronteira com o Sudão

Para isso pesquisei pela internet e resolvi contratar a Memphis Tours (Trans Travel) http://www.memphistours.com que tem uma reputação excelente (merecida) no TripAdvisor e posso recomendar sem sombra de dúvida. Desde o primeiro contato com a querida Shaimaa Hassan, por email e whatsapp, que fala e escreve um português perfeito senti uma empatia imediata. Em um mês fechamos o roteiro. Com suas dicas preciosas montamos o que chamamos do meu “Egito dos Sonhos” e foi! O serviço prestado pela Memphis foi de excelência, só tenho a agradecer a todos os envolvidos, guias Ahmed e Amro, motorista Mustafá. Os receptivos de Aswan, Luxor e Sharm el Sheik e principalmente ao seu Diretor Executivo Mahmoud Hussein que faz o receptivo do Cairo e mantém contato por todo o tour monitorando a viagem, um profissional espetacular. No final, não me despedi apenas de profissionais sérios e competentes, deixei amigos e foi muito difícil a partida. Os egípcios são muito carinhosos e hospitaleiros e amam os brasileiros.

Detalhe: todos os guias e receptivos falam português.

Já mencionei em outros posts, mas é sempre bom repetir: a gente sai de casa, do nosso país, para um outro país diferente, com outra cultura e costumes, precisa se preparar bem, ter um suporte para dar tudo certo. Viagem é investimento. Sou detalhista e hoje revisando todo o meu tour posso afirmar: não teve defeito, nenhum problema, nada. Foi tudo tão bom que faria exatamente igual. Às vezes, depois que a gente conhece um país acha algo que poderia ter feito melhor ou diferente. Não aconteceu! A Memphis foi perfeita em tudo! Valeu a pena! A expertise da Memphis que cuidou de todos os detalhes foi fundamental para que a viagem fosse assim tão incrível. Um sonho realizado!

Templo de Karnak – Luxor

O tour foi de 12 dias nesta sequência: 3 dias no Cairo, 4 dias de Cruzeiro Nilo, 3 dias no Cairo, 2 dias em Sharm el Sheikh.

O vôo chegou no Cairo às 2:30h da manhã, pela Turkish Airlines, então precisei de 3 diárias no hotel para conseguir entrar direto no quarto, o que na prática reduz para 2 dias inteiros na cidade. Isso é uma coisa que sempre devemos ter em mente. Os deslocamentos “roubam” dias da nossa viagem, então precisamos aumentar o número de dias para conseguir aproveitar bem as cidades ou atrações.

Quanto aos hotéis resolvi personalizar o meu tour e escolhi os da Rede Four Seasons que eu amo e no Egito são fantásticos com ótimas tarifas.

Na chegada ao Cairo, as primeiras 3 diárias, fiquei no Four Seasons First Residence, que é muito bonito e super bem localizado.

Ahhh as flores da Rede Four Seasons

Este hotel fica no distrito de Giza, as margens do Rio Nilo e alguns quartos tem vista para o Rio Nilo ou as pirâmides. O quarto era muito confortável, tamanho e limpeza excelentes.

Uma coisa que eu achei muito legal neste hotel é que ele possui um complexo de restaurantes e bares chamado NILE BOAT. É separado dos prédios principais, fica na parte de trás, atravessando a rua, no Rio Nilo mesmo e tem como opções a XODÓ uma churrascaria brasileira, o NAIRU comida asiática e indiana, o RIVA pizzaria e bar e o ZOE que foi o meu escolhido para a primeira noite. Culinária grega, na parte de cima, com linda vista. Foi ótimo!

Depois de passar 2 dias no Cairo fomos para Luxor de avião pela companhia Egyptair para o Cruzeiro no Rio Nilo de 4 dias. Os cruzeiros começam por Luxor e descem até Aswan ou começam em Aswan e sobem até Luxor, depende do dia da semana que você chega para o tour.

Estava um pouco apreensiva com esta parte do roteiro porque já havia feito um cruzeiro pela Grécia e achei horrível. Só que para conhecer com mais facilidade os templos no sul do Egito o cruzeiro é a maneira mais indicada. E…foi maravilhoso, amei.

O nosso barco era o MS Salacia. Pelas pesquisas vi que não era um barco de luxo, para esse perfil tem outras opções, como Oberoi por exemplo. O que eu gostei neste barco é que originalmente era para 159 pessoas e foi “transformado” para 59. Na prática o que fizeram foi que em cada duas cabines, tiraram a parede de divisão e se tornou uma. Então a nossa cabine tinha a parte do quarto com cama, penteadeira, janela, armário, banheiro e ar condicionado e a parte da sala com sofá, poltrona, mesa de centro, rack, televisão, janela, ar condicionado e outro banheiro. Achei bastante confortável, as janelas são grandes, mesmo sendo lacradas, não dá sensação de claustrofobia, mas a sua decoração é antiga e os banheiros são bem pequenos.

Em razão da pandemia o turismo não está com a sua atividade em 100% então eu calculo que havia uns 30 passageiros.

O staff do barco era sensacional, principalmente o do restaurante. Simpatia e amabilidade, nos sentimos muito bem acolhidos. A gente se sentia em casa, em família. A comida era deliciosa em todas as refeições. E à noite sempre tinha um evento, como jantar temático no deck e show de dança Núbia por exemplo.

O barco possui um deck com bar, lounge, academia, piscina. Várias espreguiçadeiras, mesas e cadeiras garantem que você tenha sempre um lugar para apreciar a vista durante a navegação que é linda demais! Ele navega bem suavemente, diferente do cruzeiro no mar, a gente não sente nada. Não existe possibilidade de enjoo. As margens estão sempre perto o que dá uma sensação agradável também. Conseguimos ver algumas casas, animais das pessoas que moram às margens do Nilo e as crianças abanam para nós.

A sensação de paz e tranquilidade ao navegar pelo Cruzeiro do Rio Nilo é indescritível. E o por do sol o mais lindo do mundo! Sorry Santorini, você perdeu esse posto!

Durante todo o cruzeiro fomos acompanhados pelo guia Amro Salah Tawfek da http://www.memphistours.com, egiptólogo com dois mestrados em hieróglifos, uma honra e privilégio ter um profissional de tão alto nível nos conduzindo nos passeios diurnos. Fim de tarde e à noite ficávamos juntos no deck conversando. Sintonia total com o marido. Outro amigo que fizemos no Egito que foi difícil a despedida.

Quando o cruzeiro terminou a gente não queria ir embora (quanta diferença do mar). Foram quatro dias que a gente não sentiu passar! Se tem algo que eu quero muito repetir pelo menos uma vez mais na vida é o cruzeiro no Rio Nilo. O marido ficou encantado só fala nisso, temos que voltar! Foi maravilhoso, considero imperdível.

Vista da janela da nossa cabine
Almoçar no restaurante do barco com esta vista

Farei posteriormente um post com todos os detalhes da navegação pelo Nilo.

Rio Nilo – Aswan

Após o cruzeiro, fomos conhecer os templos de Abu Simbel, no extremo sul do Egito, na fronteira com o Sudão, e retornamos para o Cairo à noite em um voo da Egyptair partindo de Aswan, para mais 3 diárias (dois dias inteiros) agora no outro Hotel Four Seasons da rede na cidade o NILE PLAZA.

Este hotel é sensacional, achei o melhor da viagem, a sua tarifa é mais cara que o First, mas vale a pena, é lindo e completo demais! Fiquei apaixonada, se voltar ao Egito me hospedarei nele novamente.

Four Seasons Nile Plaza

O Four Seasons Nile Plaza tem um lobby lindo com piano bar e La Gallerie, um espaço com patisserie francesa, chás Dammann e refeições leves. Inclusive aqui é possível tomar o café da manhã. Todo o hotel é decorado com quadros de arte egípcia moderna. Amei!

La Galerie – Patisserie Francesa
La Galerie – Chás Dammann
Marido que já virou Tea Lover

As opções gastronômicas do Hotel Four Seasons at Nile Plaza são excelentes. Fomos no Bullona o restaurante italiano. Lindo demais, comida deliciosa e atendimento muito gentil.

Outra opção é o restaurante chinês 8. O ambiente é lindo demais! Confesso que não sou muito fã da culinária asiática, mas o prato que escolhemos (camarão com legumes) estava muito bom!

Na parte da piscina tem o restaurante Pool Grill onde almoçamos e o Upper Deck Lounge ótimo lugar para drinks.

Restaurante Pool Grill – Hotel Four Seasons at Nile Plaza
Upper Deck Lounge – Hotel Four Seasons at Nile Plaza
Vista do Upper Deck Lounge

Para drinks outra opção é The Bar, ambiente Art Deco com pianista e linda vista do Rio Nilo.

Mais uma opção para refeições é o restaurante Zitouni de culinária egípcia. Fomos para o café da manhã que era servido só na modalidade à la Carte.

Breakfast with the view – Zitouni Restaurant – Hotel Four Seasons at Nile Plaza

Para completar o Hotel Four Seasons at Nile Plaza tem um shopping – Beymen Mall que é fantástico! Várias grifes internacionais, só que o que mais me chamou a atenção foi a curadoria de brands egípcias de alta qualidade com ótimos preços. Roupas, joias (bijouxs), artigos para cama, mesa, banho e objetos de decoração de surtar!

Café Beymen no Shopping

A estada no FS Nile Plaza foi perfeita em todos os sentidos, saudade desse hotel tão especial, com arte por todos os lados.

Depois desta segunda parada no Cairo (que incluiu o Museu Egípcio e um bate e volta a Alexandria) a última parte da nossa viagem foi em Sharm El Sheikh, balneário na Península do Monte Sinai, banhado pelo Mar Vermelho.

Antes de conversar com a agência Memphis Tours eu não conhecia esse balneário, nunca tinha ouvido falar. Foi Shaimaa Hassan que me falou que era imperdível e resolvi aceitar. Ela tinha toda razão, que lugar lindo, incrível. Foi maravilhoso terminar a viagem em um lugar de praia, com tempo para descanso e contemplação da natureza.

Também reservei o Hotel Four Seasons que tem um resort a beira mar lindo demais!

Lobby – Hotel Four Seasons Sharm El Sheikh

A arquitetura me lembrou o Marrocos, árabe/mourisca. Os jardins eram todos em bouganvílias brancas e rosas com palmeiras. Os quartos são como vilas, parecia uma “casinha”. Sensação de conforto, paz e bem estar.

Varanda do quarto – Hotel Four Seasons Sharm El Sheikh
Varanda do quarto – FS Sharm El Sheikh
Vista do quarto – FS Sharm El Sheikh

A praia é privativa do resort com toda a infraestrutura de espreguiçadeiras, toalhas e atendimento de bar para lanches e bebidas. Junto a praia tem um kiosk com inúmeras opções de esportes náuticos.

O melhor deste hotel é que não precisa ir longe para mergulhar. O mar vermelho, na Península do Monte Sinai é um dos melhores lugares do mundo para mergulho. Seus corais tem uma variedade e quantidade imensa. No final do deck já é possível encontrá-los.

A minha intenção neste hotel era relaxar e descansar e como não sou adepta de esportes aquáticos não tive interesse. Também há passeios de quadriciclo no deserto ou para conhecer o Monastério de Santa Catarina (distância de 200 km) local onde Moisés recebeu as Tábuas com os 10 Mandamentos.

Fiz dois passeios enquanto estive no resort, assim como suas opções gastronômicas e noites de pura magia, vou comentar no post sobre Sharm El Sheikh.

A área da piscina é fantástica, com água climatizada e vários lounges que garantem a privacidade.

Caminhar pelo resort é uma delícia, mas para quem não quer descer e subir do hotel para a praia e piscina tem um funicular que é puro charme.

O Hotel Four Seasons Sharm El Sheikh conta com um SPA completo, com váris terapias e tratamentos relaxantes e estéticos. No último dia, para enfrentar a maratona de vôos e aeroportos da volta até a nossa cidade, eu e o marido fizemos uma massagem divina, voltamos refeitos, bom demais! Até porque não é fácil ir embora do paraíso.

Hotel Four Seasons Sharm el Sheikh – um paraíso

O Egito me surpreendeu de várias maneiras e todas muito positivas. Antes de viajar achava que seria bom demais conhecer seus monumentos, mas não esperava muito além disso. Que impressão maravilhosa eu tive desse país incrível. Como eu poderia imaginar que ficaria tão apaixonada?

Só que o mais importante eu ouvi do marido, que me disse: “Foi a melhor viagem da minha vida!” Amei!

Com o Egito chegamos a marca de 24 países, não é muito nesse mundão de Deus que temos para conhecer. Existem lembranças fantásticas de tantos lugares que já passamos, mas alguns tocam mais a alma da gente e o Egito foi assim. Fiquei emocionada muitas vezes, com os lugares e principalmente com as pessoas que lá conheci. Eu voltei, mas o meu coração e o meu espírito ficaram lá!

A melhor viagem é sempre a última e o Egito não fugiu a regra. Foi puro encantamento. Tomara que seja um até breve!