Granada

Foi a surpresa dessa viagem pela Andaluzia. Não esperava muito da cidade, achei que seria sem graça, que a única atração que valia a pena conhecer era Alhambra (que terá um post só para ela), mas não foi. Viagens sempre reservam surpresas, que bom que são assim, pois adorei Granada.

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Vista da cidade por Alhambra

Cheguei em Granada a partir de Sevilha, a distância de 250 Km fiz de ônibus pela empresa Alsa e foi muito tranquila e confortável. A rota de trem de alta velocidade – AVE ainda está em construção, então para viajar de trem tem que fazer uma baldeação e terminar o trecho de ônibus, não vale a pena, melhor fazer tudo direto de ônibus. Os veículos são muito confortáveis, tem serviço de bordo, ajuda para guardar as malas no bagageiro, cobram 3 euros por mala extra, não tem limite (não é fiscalizado, mas é bom comprar antecipado) e para quem não aluga carro é uma excelente alternativa, mesmo porque hoje a viagem tem a mesma duração do trem. Comprei pela internet no Brasil com antecedência no site http://www.alsa.es

Fiquei por 3 dias no Hotel Hospes Palácio de Los Patos. O prédio é lindo, a localização é muito boa e o restaurante do hotel o melhor da cidade, sem exagero. Mas…o quarto não era compatível com um hotel 5 estrelas. Pequeno e muito barulhento, sem qualquer isolamento acústico. Até me ofereceram outro quarto maior, uma suíte, mas o barulho era igual e o teto era muito baixo, no último andar, o que é muito comum na Europa, achei claustrofóbico, não quis, pensei: 3 diárias dá para aguentar.

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Chegamos na cidade e estava muito frio (março 2019) e nublado (único em 15 dias) e resolvemos almoçar no hotel mesmo, no restaurante Los Patos. Foi ótimo. Ambiente bonito, serviço acolhedor e a comida deliciosa, a melhor de Granada. Vale muito a pena almoçar ou jantar nesse restaurante e de quebra conhecer o Hotel, um palácio histórico lindo, com o bar Terrace que à noite é maravilhoso.

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Mimo do Chef um creme de batata
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Entrada Sopa de Pescado y Marisco (levanta até defunto)
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Paella deliciosa
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Vista da nossa mesa – Restaurante Los Patos

Então, vamos conhecer a cidade? Granada significa Romã, a fruta de um vermelho intenso que os mais antigos, inclusive no Brasil, usavam para se referir a esta cor. Possui 88 km² e 235.000 habitantes. Pequena, com muitas coisas interessantes para conhecer, 3 dias foram suficientes. Fiz quase tudo a pé, a localização do Hotel Palácio de Los Patos é excelente.

A primeira parada foi na Plaza del Carmen o centro político de Granada, na Calle Reyes Católicos onde fica a Câmara Municipal.

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Ao lado se encontra o Corral del Carbón uma porta monumental, do século XIV, que dava acesso ao Alhondiga – prédio público de 3 andares para encontro dos comerciantes e seus produtos. A porta tem formato de arco de ferradura, herança da arte muçulmana. No interior tem o pátio e uma fonte.

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Logo em seguida está a Praça Izabel La Católica com o monumento onde a rainha está recebendo o navegador italiano Cristóvão Colombo. Os reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela foram grandes financiadores das expedições de Cristóvão Colombo que culminaram com o descobrimento da América.

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A partir da Calle dos Reyes Catolicos seguimos para a Calle Oficios região mais interessante de Granada, onde concentra a maior parte dos seus monumentos históricos.

O Palácio de la Madraza, se situa no local que abrigou a primeira universidade de Granada em 1349. Madraza significa escola em árabe. O prédio que se visita hoje é do século XVIII e possui como obras de maior interesse o oratório muçulmano e o Salon de Caballeros, em arte mudejar.

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A Catedral de Granada é dedicada à Virgem de la Encarnación. Começou a ser construída em 1505 por ordem da rainha Isabel de Castela  e finalizada em 1583 em estilos barroco, rococó e renascimento espanhol.

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Altar da Virgem de las Angustias

A Catedral de Granada é um verdadeiro museu dada a quantidade de peças de valor artístico e histórico, um dos mais preciosos é o retábulo de Santiago do século XVII.

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A exposição bíblias e livros antigos também é fascinante.

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Perto da Catedral passamos pela Plaza de la Universidad com a Igreja de los Santos Justo y Pastor e à esquerda o prédio da faculdade de Direito que conhecemos depois o seu interior em outro dia.

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Estátua de Carlos V

 

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À noite fomos jantar no restaurante Meson Botafumeiro, na Calle Príncipe. O ambiente é legal, estava lotado de locais, é recomendado e possui uma nota alta em sites, mas não gostei da comida, nem do serviço.

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Calle Príncipe

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No outro dia acordamos com um céu azul lindo e sol para visitar a atração mais importante da cidade: Alhambra. É tão complicado agendar um visita com muita antecedência, não dá para prever como estará o clima, mas, enfim, deu tudo certo e deixo Alhambra para outro post porque é um local enorme, uma cidade dentro de Granada.

Após conhecer Alhambra fomos passear no bairro Albaicín, super charmoso. Para chegar lá pegamos um táxi que nos deixou na parte mais alta do bairro (ele fica em uma colina) para almoçar e depois continuar caminhando à pé belo bairro, conhecendo os seus encantos e descendo em direção ao centro, porque para baixo todo santo ajuda.

Fomos almoçar no Restaurante El Huerto de Juan Ranas que eu recomendo muito. Que lugar incrível, que vista! A nossa mesa era um camarote para Alhambra. Comida deliciosa, ótimo serviço, não dá vontade de ir embora.

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E esse terraço todo florido, um sonho.

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Ao lado do restaurante fica o Mirador de San Nicolás, o mirante mais conhecido, um lugar mágico. Tem uma vista panorâmica para Alhambra de frente e Sierra Nevada ao fundo. Na praça do mirante tem a Igreja de San Nicolás, mas não entramos. No mirador a vista é linda a qualquer hora do dia e no por do sol deve ser mágica. Há muitos restaurantes bons no seu entorno. Depois, na última noite, voltamos para jantar, porque este local é realmente imperdível em Granada.

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O bairro Albaicín é conhecido como a pequena Marrakech de Granada, em especial a Calle Teterias, com seu calçamento de pequenas pedras que lembram romãs (em espanhol Granada). Tem muitos restaurantes, lojas, casas de chá (teterias). É o local da comunidade muçulmana de Granada.

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Na Porteria Concepción se encontra a Casa de Zafra, do século XIV, é a sede do Centro de Interpretacion del Albaicín. Com a expulsão dos mouros a rainha Isabel de Castela, a católica, entregou esta casa a Hernando de Zafra, seu secretário. Posteriormente, a viúva construiu um convento ao redor da casa.

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O mais interessante de Albaicín é realmente se perder por suas ruas e encontrar a cada momento a influência árabe, povo que dominou a península Ibérica e com muita intensidade a Andaluzia por 800 anos, sendo expulsos em 1492 pelos reis católicos.

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Aos descer o bairro Albaicín em direção ao centro histórico margeamos a Carrera del Darro, a rua mais charmosa de Granada. Percorremos toda a sua extensão. Possui palácios, igrejas, casas de arquitetura mourisca e várias pontes que ligam os bairros Albaicín e La Churra, já que margeia o Rio Darro.

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No final da Carrera del Darro – sentido Albaicín/centro histórico – chegamos na Plaza Nueva. Apesar do nome é a praça mais antiga de Granada. Para quem sai do centro hsitórico a visita ao bairro Albaicín começa logo em seguida, eu fiz o circuito ao contrário, porque como comentei, achei mais fácil ir descendo a colina do que subir e descer tudo novamente.

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Plaza Nueva – prédio do Tribunal Superior de Justiça

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IMG_2995Outro lugar que vale a pena visitar em Granada é o Mercado de San Agustín.  Acho sempre muito interessante conhecer o mercado público da cidade, ver os locais fazendo compras, os seus produtos frescos, sentir a atmosfera da cidade e das pessoas no seu dia a dia é muito legal.

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Na principal via da cidade, a Gran Via de Colón, de 1874, a arquitetura de seus prédios históricos com a profusão de lojas e restaurantes torna o passeio muito agradável.

IMG_3004.JPGÀ noite, decidimos sair sem rumo e “olhar para a cara” do restaurante e arriscar (estou evoluindo). Deu certo! Jantamos no 530 Romanilla – Cocina Mediterranea de Mercado, na Calle Cárcel Baja.

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Monumento el Aguador em frente ao Restaurante Romanilla

Antes, no caminho, passamos pela Praça Bib Rambla . O nome é de origem árabe herdado da porta Bal al Rambla, da antiga muralha da cidade. A praça é muito bonita, tem vários restaurantes, mas não me agradaram, estavam vazios e com ar de “isca de turista”.

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No restaurante Romanilla o ambiente é parecido com o mercado San Agustín, cozinha mediterrânea bem feita, para quem quer dar um tempo, como eu, da cozinha espanhola, pelo menos por um dia, recomendo, foi uma noite especial.

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No terceiro dia, já tendo conhecido a Catedral e Alhambra, as duas atrações principais e imperdíveis de Granada, faltava a terceira, que eu tinha muita vontade de conhecer e não decepcionou: a Capilla Real, na Calle Ofícios.

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A Capilla Real é magnífica, a entrada não diz o que você vai encontrar no seu interior. Trata-se do monumento funerário dos reis católicos Isabel I de Castela e Fernando de Aragão. É umma capela com altar, ricamente decorada e no seu anexo um pequeno museu com objetos dos reis católicos inclusive a coroa e o cetro da rainha Isabel.

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Foto do site: http://www.turgranada.es

E advinha? NÃO PODE FOTOGRAFAR! Eu tenho vontade de matar o infeliz que determina uma coisa dessa. Não pensa nos outros, principalmente nos blogueiros de viagem, para proibir fotos. Daí eu imaginei: vai ver na loja do museu tem cartões ou posters com fotografias profissionais que mostram a beleza desse local que é realmente indescritível, de ficar de boca aberta. Mas…não tinha! Vamos ao Google (imagens bens ruins), fazer o que?

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Foto do site: http://www.achidiocesisgranada.es

A Capilla Real foi iniciada em 1504 com instruções de construção da rainha Isabel em seu testamento. Só que ela queria um local simples para seu descanso eterno, porém, faleceu antes do término da construção, sendo enterrada em Alhambra. O rei Fernando II, seu marido, não atendeu as instruções dela e deu seguimento as obras, agora fazendo o local com uma riqueza e beleza impressionantes. Fernando II de Aragão também faleceu antes da capela estar pronta e somente em 1521 seus corpos foram trasladados de Alhambra para este local.

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Fodo do site: http://www.granadaporelmundo.com

As tumbas dos reis católicos Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão, ao lado a filha Juana – a Louca e seu marido Fernando – el Hermoso. Embaixo, acesso por uma pequena escada, estão os caixões visíveis ao público.

Próximo a Capela se encontra a Alcaiceria, esquina com a Calle Oficios, um labirinto de ruas estreitas com lojas de artesanato e souvenirs. Foi fundada no século XIV.

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A Alcaiceria tem dezenas de lojas: bijuterias, bolsas, louças, jóias, objetos de decoração, roupas, sapatos, souvenirs, echarpes, tecidos, enfim, uma infinidade de artigos, o local ideal para comprar (e resolver) todas os presentes da viagem.

E andando pelos seus labirintos encontramos esse tesouro:

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Um pequeno pátio com paredes em cerâmica pintada com desenhos e poesias. Acima um pequeno quadro de Nossa Senhora de las Angustias. A Plaza fica atrás da loja Gonzalo Mariscal na Calle Alcaceria.

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Saindo do circuito turístico fomos conhecer a Universidad de Granada, pelo caminho as vitrines das lojas que vendem os trajes típicos da Andaluzia e para dançar flamenco, verdadeiras obras de arte.

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No caminho pela Calle Mesones passamos pela Plaza de la Trinidad

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E chegamos no Jardim Botânico da Universidad de Granada na Calle Málaga

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A Universidad de Granada iniciou em 1349 no Palacio Madraza e  fundada oficialmente em 1531. Visitamos um de seus campus onde funciona a Faculdade de Direito. O prédio é aberto ao público.

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Facultad de Derecho – Claustro Javier de Burgos

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E seguimos para o nosso objetivo: Monastério de San Jeronimo, o primeiro e mais antigo de Granada, do ano de 1504, na Calle Rector Lopez Argueta.

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Em março as laranjeiras estão carregadas, por toda a cidade, é tão lindo!

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Sei que eu sou chata, mas custava o marido ter visto e falado: vai mais para o lado, para cobrir os papéis ali atrás na porta. É pedir muito?

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O Monastério de San Jeronimo é composto por um mosteiro e igreja, começou a ser construído em 1504.   Nas fotos abaixo o claustro que possui várias salas, todas abertas a visitação, destinadas a reunião, oração, refeitório, etc.

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A Igreja do monastério de San Jeronimo é o templo mais antigo do mundo a ser consagrado à Imaculada Conceição. É lindo demais!

 

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A distância até o monastério de 1,5 km do hotel não é nada na vida de qualquer turista e o trajeto é muito interessante – jardim botânico, universidade, ruas e arquitetura belíssimas – vale muito a pena conhecer.

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Para almoçar fomos na rua mais típica da cidade: a Calle Navas. É uma rua estreita, extensa e com dezenas de restaurantes, um ao lado do outro. Essa rua é im-per-dí-vel! Fui com algumas indicações, só que os espanhóis tem o hábito de comer suas tapas em pé, encostados no balcão, mas a minha vida de turista não permite. Caminho tanto que na hora do almoço não vejo a hora de sentar!

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Então, depois de muito ir e vir pela rua, entramos no restaurante La Chicotá. Ambiente muito agradável, paella deliciosa (mais uma para a conta), amei. Geralmente os restaurantes na Espanha lotam depois das 14h, como almoço mais cedo, estão sempre assim, mais vazios.

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Voltamos para a região de Alcaceria, na Calle Zacatin onde o comércio é excelente e encontrei essa loja que eu não conhecia e amei : SENSU. Assim que entrei pensei que fosse um bar de champanhe! Depois vi que era uma loja de perfumes e cosméticos. Tem embalagens lindas de miniaturas de aromatizadores de ambiente, perfumes maravilhosos e os preços são muito bons! http://www.3sensu.com

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A região da Calle Zacatin é otima para compras. Ligada a Alcaceria onde se encontram souvenirs, aqui tem as lojas tradicionais e outras que só existem na Espanha ou em Granada.

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E as lojas de especiarias? São de morrer! Vontade de levar tudo.

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Escolhi para a última noite um lugar muito especial para jantar. O restaurante Carmen de Aben Humeya fica no Mirador de San Nicolás, no bairro de Albaicín,  local onde já tinha ido para almoçar (restaurante Huerto de Juan Ranas).

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Vista panorâmica do restaurante para Alhambra

O restaurante Aben Humeya está instalado em uma casa mourisca do século XV e foi considerado o melhor restaurante de Granada em 2016. Fomos às 20:30h, em março já é noite fechada. Fico imaginando esse lugar na primavera/verão para pegar o sunset, deve ser demais!

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No inverno as janelas panorâmicas são fechadas e tem aquecedores. Estava 8 graus e nem precisei ficar de casaco. O serviço é muito gentil e a comida deliciosa.

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Por fim passamos no bar Terrace do nosso hotel Hospes Palácio de Los Patos para um último drink, no outro dia partimos para Madrid.

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Dois dias são suficientes para conhecer as principais atrações de Granada, mas não me arrependi de ter ficado três dias, porque pude ir além do circuito turístico, conhecer outras atrações da cidade e ter tempo para “bater perna” no seu excelente comércio. Granada é uma cidade que “não se mostra” à primeira vista. É preciso desvendá-la, percorrer as suas muitas ruas escondidas e interessantes para ver o quanto realmente vale a pena visitá-la. Foi uma descoberta maravilhosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Restaurantes – Sevilha

A variedade e qualidade das opções gastronômicas na Andaluzia é de surtar e em Sevilha, na sua capital, não poderia ser diferente.

O marido ama paella! Eu não sou muito fã, mas mesmo assim, provei algumas e estavam muito boas. O que notei de diferente das paellas que estou habituada a experimentar no Brasil foi a cremosidade do arroz, realmente esse “detalhe” fez toda a diferença.

Como comentei no post anterior Sevilha fiquei hospedada no Hotel Alfonso XIII e na primeira noite jantei em um dos seus restaurantes: o SAN FERNANDO, que estava funcionando nesta noite no Salão de Banquetes.

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Ante sala do restaurante San Fernando

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Chegamos assim que abriu, fomos a segunda mesa, depois chegaram mais hóspedes, não lotou. A comida estava excelente e o atendimento muito simpático e gentil. Tinha um pianista, ambiente muito romântico e agradável. O cenário, tão histórico, é mesmo impressionante.

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Pedi uma massa porque depois de três dias em Marrakech, com aquele onipresente tempero agridoce, eu precisava de uma comida italiana! Fora a fome de leão, já que por causa da viagem só tinha almoçado.

Depois do jantar fomos no Bar Americano, o bar do Hotel Alfonso XIII e adorei também, acho que fomos quase todas as noites lá, antes de dormir. Ambiente bonito, ótimos drinks e o mesmo pianista (excelente por sinal) do restaurante que depois vai para o bar. Fica muito animado nas sextas e sábados.

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No outro dia, o primeiro almoço foi no El Giraldillo, na Plaza Virgen de los Reyes, em frente a Giralda (o campanário da Catedral de Sevilha).

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Sentamos na área externa e acabei não fotografando o seu interior (bem bonito). A comida estava boa, a vista é maravilhosa, mas não gostei do atendimento demorado e de má vontade.

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À tarde, passeando pelas ruas de compras mais famosas de Seviilha, a Calle Tetuán e a Calle Sierpes, em uma travessa entre elas, na Calle Almirante Bonifaz, paramos para beber uma taça de vinho no Las Tablas e adorei o lugar. Uma área muito animada com vários restaurantes e bares.

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O charme das ruas. Ao fundo a Capilla de San José.

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Um drink no final de tarde no pátio do Hotel Alfonso XIII

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E à noite fomos em um restaurante próximo do hotel, o Uno de Delicias. Só que errei o caminho, em vez de seguir em frente dei uma volta enorme pela beira do rio Guadalquivir. Sem problema! Meu primeiro contato noturno com a Torre del Oro.

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O Uno de Delicias é um bar de tapas muito bom. Tudo que pedimos estava realmente uma delícia! Fica na Paseo de las Delicias uma rua com muitos outros restaurantes, alguns lotados, outros vazios, o nosso estava quase cheio. Ótimo atendimento. Não tem carta de vinhos, a gente escolhe a garrafa nas prateleiras e se tiver dúvida pode provar antes, achei bem legal. O primeiro que tinha escolhido provei e não gostei, no segundo já acertei. Assim fica bem mais fácil. A disposição e paciência no atendimento para me ajudar a escolher o vinho também favoreceu.

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Pedimos tapas com batatas, com sardinhas, um queijo derretido que era uma coisa de tão bom, Jamon (tem que ter) e o marido no final ainda pediu uma paella só para ele.

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A rua do restaurante tendo ao final a Torre del Oro

IMG_0936.JPGNo terceiro dia, após um passeio maravilhoso pela Juderia (que indico), um dos lugares mais charmosos de Sevilha, dá para passar um dia inteiro aqui,  fomos almoçar na Casa Román, na Plaza Venerables.

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O restaurante Casa Román existe desde 1934, uma instituição na cidade. Pedimos uma fritada de frutos do mar que estava ótima e resolvi pedi sobremesa (coisa rara), um flan de laranja muito bom também.

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Os espanhóis tem o hábito de comer em pé, encostados no balcão e a praticidade das tapas que não necessitam de talheres para o consumo, ou somente um garfo, ajuda.

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À noite fomos assistir um espetáculo de flamenco. Quando fui a Espanha pela primeira vez (há 8 anos) vi em Madrid, mas foi diferente, em um restaurante onde tem menu fixo e o show acontece nos intervalos (tipo isca de turista). Gostei na época, só que queria algo mais. Desta vez escolhi o show da Casa de la Memória que apresenta também o lado cultural da dança, sua história e importância no contexto da sociedade espanhola. Tem um museu anexo e fica na Calle Cuna.

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O teatro é bem pequeno, o espetáculo tem duração de 1 hora e só pode fotografar nos últimos cinco minutos quando os dançarinos avisam e fazem uma apresentação para fotos e filmes. O show é maravilhoso. O homem era incrível, sapateava com uma rapidez e agilidade impressionante. A mulher além de dançarina conseguia expressar a dor e o lamento de algumas peças, uma atriz fantástica.

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Além de um casal de dançarinos fazem parte do espetáculo um cantor e um violonista. Como é linda a música flamenca, de arrepiar. Eu amei este espetáculo, achei bem autêntico e o indico para quem quer conhecer a dança flamenca verdadeira, feita com alma.

Após o espetáculo fomos no restaurante Baco Cuna 2 que fica ao lado. Reservei antes porque vive lotado, por ser uma excelente opção de jantar pós show.

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O Baco Cuna 2 é lindo. Todas as paredes são decoradas com cerâmicas em tons de bronze e cobre com um brilho incrível. As porções são fartas e o próprio garçom indicou pedir uma de cada (entrada e prato principal) para compartilhar. Interessante que isso se repetiu em alguns restaurantes, quando a gente ia pedir uma entrada para cada um avisavam que era muita comida (de fato era). Bem honesto da parte deles.

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De entrada camarões no sal e de prato principal um peixe com legumes muito leve e delicioso. Achei a melhor refeição da cidade.

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No quarto dia fomos conhecer Córdoba em uma bate e volta que terá um post em breve. Já neste dia o café da manhã do Hotel Alfonso XIII não estava mais sendo servido no salão histórico e sim nos corredores do pátio interno.

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Café da manhã do marido parece um almoço
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Vista da mesa

Como eu acho esses passeios de bate e volta de um dia inteiro cansativos, resolvi nessa noite jantar no hotel novamente no seu outro restaurante, famoso e badalado na cidade, que se chama ENA.

O restaurante é dividido em três ambientes e possui duas entradas diferentes. Na entrada por dentro do hotel o primeiro ambiente tem poucas mesas, uma sala com decoração mais clean e um balcão. O segundo ambiente é bem intimista, escuro, com lareira e cerâmica nas paredes, adorei, é lindo. Por fim o pátio externo com bar, o local mais animado. Tem uma entrada pelo pátio do hotel, área externa, para não hóspedes. Tomei um aperitivo na área externa e depois jantei na área interna.

A comida era OK, nada demais. Valeu pelo ambiente mesmo e pelo conforto.

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Bar do ENA – Hotel Alfonso XIII
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Terraço ENA

 

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No quinto e último dia em Sevilha, andamos muito, de um lado ao outro do Rio Guadalquivir. Primeiro passamos a manhã no bairro Triana, um sábado o que foi ótimo, depois fomos no bairro Santa Cruz para almoçar, o local com mais opções de restaurantes e bar de tapas de Sevilha e o “epicentro” fica no entorno da Calle Mateos Gago. As ruas ficam lotadas.

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Difícil escolher quando se tem tantas opções, eu ficava passando na frente dos restaurantes para ver qual gostava mais, ficava em dúvida, ia e voltava, até que decidi entrar no Casa Tomate. A foto abaixo é da fachada da frente. Entrei pela rua de trás.

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O restaurante é muito bonito, atendimento simpático e comida deliciosa. Adorei o Casa Tomate!

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Balcão do bar do restaurante Casa Tomate

E o nosso último jantar nessa cidade incrível eu queria que fosse especial  e então escolhi o restaurante Abades Triana que tem uma vista linda para a Torre del Oro, já que fica às margens do Rio Guadalquivir.

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Do outro lado do rio, ao lado do terraço do Abades Triana. Ao fundo a Torre del Oro.

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No início da primavera na Andaluzia já é possível ver a diferença de luminosidade no céu quando se vai jantar.

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Por ainda estar frio, à noite o terraço ficou vazio, uma pena, imagina no verão que lindo.

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Por que o marido não disse? Vai mais para o lado para não aparecer o extintor!
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Drink de frutas com Moet Chandon Ice bom demais

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A comida estava excelente, pedi cordeiro e veio com jamon (claro)!

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O Abades Triana é considerado um dos melhores restaurantes de Sevilha. O ambiente é moderno, com uma arquitetura arrojada, padrão gourmet de culinária e atendimento. 

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E para me despedir de Sevilha uma última foto na Ponte de San Telmo, nessa noite fria de início de primavera.

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Próxima parada: Granada, aguardem!

 

 

 

 

 

Sevilha

Tentar mostrar tudo que vi em Sevilha em apenas um post não vai ser fácil, vou tentar! De todas as cidades que estive na Andaluzia, Sevilha foi a que eu mais gostei. Além de linda, tem um astral maravilhoso, fervilha (até rimou!).

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Parque Maria Luísa

A cidade é a quarta maior da Espanha. Tem 700.000 habitantes e está sempre lotada de turistas. Não é para menos! A Espanha é um país fácil de viajar, com uma malha ferroviária e rodoviária que facilita muito o deslocamento, para quem como eu não aluga carro é perfeito. Soma-se a facilidade com  a língua (para nós brasileiros), povo simpático e acolhedor e o baixo custo, considero um país barato para viajar. Precisa mais?

Cheguei em Sevilha por Marrakech, em um voo direto pela Ryanair. Saí de ônibus pela empresa Alsa com destino a Granada e adorei, nunca tinha viajado de ônibus na Europa, aprovado!

Fiquei na cidade por 5 diárias no Hotel Alfonso XIII, no bairro de Santa Cruz, um ícone da cidade. Foi encomendado pelo Rei da Espanha para receber os dignatários da Exposição de 1929.

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A escadaria do Hotel Alfonso XIII

 

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O charme dos elevadores
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Lobby do Hotel Alfonso XIII

O Hotel foi renovado em 2012 e as suas áreas comuns são muito bonitas. Conta com um pátio interno com fonte que lota final de tarde para um happy hour.

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Recebi upgrade para uma suíte, bastante espaçosa e confortável, com vista para a praça em frente ao hotel e mesmo sendo em cima do terraço do restaurante ENA, o isolamento acústico era perfeito.

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Como chegamos no final de tarde, resolvemos jantar no hotel mesmo, no restaurante San Fernando e tivemos a sorte de estar funcionando no seu salão de banquetes, um espaço histórico lindíssimo. No outro dia o café da manhã foi servido nesse salão também. Nos outros quatro dias o restaurante foi transferido para os corredores que cercam o pátio, já que o Salão de Banquetes é frequentemente reservado para eventos.

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Restaurante San Fernando – Salão de Banquetes

No outro dia, nosso primeiro para explorar a cidade, já tinha reservado com antecedência e on line a visita ao Real Alcazar, o mais antigo conjunto de Palácios Reais da Europa. A fila com ingresso antecipado é grande, mas anda rápido, sem ingresso é na sorte para conseguir, porque esgota muito rápido, melhor se programar, pois é uma atração imperdível! Comprei com hora marcada a visita aos Aposentos Reais. Só pode entrar grupos de 20 pessoas a cada 30 minutos. Neste espaço não pode fotografar, por questão de segurança, pois ainda é utilizado pelo Rei da Espanha e seus convidados em visita a cidade.

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Início da fila às 8h da manhã (abre às 9:30h)
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Vista do pátio no primeiro andar – em frente aos Aposentos Reais

O Real Alcazar (fortaleza) começou a ser construído no ano de 713 pelos árabes (mouros) que dominaram a Península Ibérica e ocuparam a Andaluzia por 800 anos, sendo expulsos pelos reis Católicos Isabel de Castela e Fernando de Aragão em 1492, fazendo do Alcazar sua residência durante esse período.

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Em frente ao Palácio Mudejar de  D. Pedro I de Castela, conhecido como “O Cruel”, que viveu de 1334 a 1369 (não confundir com o imperador brasileiro D. Pedro I, que era D. Pedro IV em Portugal).

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Conseguir fotografar só com uma pessoa atrás, marido fez mágica!

A arquitetura mourisca está presente em quase todos os prédios

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Pátio das Doncellas
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Salão de Carlos V

O ambiente mais bonito do Alcazar: o Salão dos Embaixadores. O seu teto com cúpula de ouro é magnífico.

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Os jardins do Alcazar também valem a visita, principalmente o Estanque de Mercúrio.

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Após o Alcazar fomos conhecer a Catedral e a Torre Giralda. A principal igreja de Sevilha é a maior catedral gótica do mundo, construída entre 1401 a 1506, sendo a 3ª maior igreja do mundo, atrás apenas da São Pedro no Vaticano e St. Paul em Londres.

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Após o terremoto de 1755 foram acrescentados muitos elementos à Catedral, que é dedicada à Santa Maria.

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A principal atração da catedral é a tumba de Cristóvão Colombo, navegador italiano que viveu de 1451 a 1506 e descobriu a América em 1492, com o apoio e financiamento da rainha católica Isabel de Castela.

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Almoçamos no El Giraldillo, a primeira paella, na Plaza Virgem de los Reyes e resolvemos não subir na Giralda, o campanário da Catedral de Sevilha. Só apreciar a sua bela arquitetura já foi suficiente.

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Vista da mesa do terraço do Restaurante El Giraldillo

Resolvemos fazer um passeio de carruagem. Sou contra a utilização de animais para o trabalho, mas achei em Sevilha muito bem cuidados. Nossa amiguinha se chama Matilde.

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O passeio saiu da frente do Alcazar e passou pela Torre del Oro, Plaza de Spaña, Parque Maria Luísa e retornando ao Alcazar. Foi um passeio muito agradável, bem tranquilo, durou 40 minutos, temperatura em torno de 20 graus, sem vento e esse céu azul lindo e o sol brilhando que nos acompanhou em todos os dias da viagem.

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Perto do Real Alcazar e ao lado da Catedral de Sevilha se encontra o Arquivo Geral das Índias. De 1785 neste local foi centralizado toda a documentação referente as colônias espanholas.

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Bem ao lado do Hotel Alfonso XIII, fica o mais famoso campus da Universidade de Sevilha, instalado na Antiga Fábrica Real de Tabacos. Os Espanhóis foram os primeiros europeus a ter contato com a planta Tabaco trazida das Américas. A fábrica funcionou do século XVIII até 1950 e foi o maior prédio industrial do mundo.

Além do interesse histórico e arquitetônico tive vontade de conhecer também porque no local funciona a Faculdade de Direito de Sevilha e a entrada é livre, pode-se circular tranquilamente entre os estudantes.

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Continuando o passeio pelo bairro Santa Cruz, na Calle Gloria, Plaza de los Venerables está o Hospital de los Venerables Sacerdotes. Construído pela Irmandade del Silencio para albergar e cuidar de padres pobres, doentes ou deficientes.

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Em estilo barroco o imóvel tem uma pátio muito bonito e agradável e no segundo piso exposição de arte (pintura) com acervos permanente e temporário.

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Viajar na segunda quinzena de março para a Andaluzia foi especial, porque além do clima agradável é a época da laranja. São muitas árvores espalhadas pelas cidades e estavam carregadas, é lindo!

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No interior do Hospital se encontra uma das mais fantásticas igrejas de Sevilha, com afrescos belíssimos.

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Depois da Calle Gloria segundo pela Calle Agua até chegar na Plaza de Santa Cruz chegamos no quarteirão judeu, a Juderia de Sevilha. Em 1248 Sevilha foi conquistada pelos cristãos, mas a convivência com os judeus era pacífica até que em 1391 houve um ataque a esta comunidade, muitas pessoas morreram e as sinagogas foram destruídas dando lugar as igrejas.

Andar pelas ruas do bairro judeu é muito interessante. Seus prédios e praças ainda guardam características deste povo, sempre tão perseguido e injustiçado ao longo da história da humanidade.

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De todos os locais para passear em Sevilha a Juderia foi o que eu mais gostei. E olha que é difícil a tarefa de escolher já que a cidade é inteira linda e interessante.

Dos pontos turísticos, na categoria imperdível, realmente a Plaza de España é imbatível. Como pode ser tão bonita? Nunca vi em toda a minha vida uma praça tão linda! Construída para a Exposição Ibero Americana de 1929 (como o Hotel Alfonso XIII).

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Situada no Parque Maria Luísa a Plaza de España possui 48 bancos de azulejos que representam as províncias espanholas e 4 pontes que representam os quatro reinos: Navarra, Castela, Aragão e Leão.

Fui abençoada com esse céu azul que parecia uma pintura o que deixou tudo ainda mais lindo. Como escolher entre as centenas de fotos (não estou exagerando) apenas algumas para a publicação não é tarefa fácil. A Plaza de España é muito fotogênica e rende cenários incríveis. Não dá vontade de ir embora.

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No outro dia, fomos conhecer o Bairro Triana no outro lado do Rio Guadalquivir. Atravessamos a Ponte de San Telmo, a mais próxima do Hotel Alfonso XIII e também a melhor para a vista da Torre del Oro.

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Palácio de San Telmo

A Torre del Oro fica no Paseo de Cristobal Colon sendo o cartão postal de Sevilha. Construída no século XIII (1220-1221) com a função de vigilância pelo Califado de Almoada para evitar possíveis invasões pelo Rio Guadalquivir. Na época a Espanha era ocupada pelos mouros.

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Ponte de San Telmo

A base da Torre del Oro tem 12 lados (facetas), a parte o superior foi acrescentada no século XVIII.

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O Bairro Triana é um dos locais imperdíveis de Sevilha. Fui em um sábado e estava ainda mais animado. Feiras de artesanato, artes, antiguidades, livros e bricabraque espalhadas pelas barraquinhas à beira do Rio Guadalquivir. Passear pela Calle Betis apreciando o visual lindo da cidade pela outra margem é realmente fantástico.

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No final da Calle Betis, em frente a Ponte de Triana, na Praça del Altozano está o Mercado Triana, reconstruído em 2005 tem todo o tipo de bancas para venda de carnes, peixes, frutas, roupas, com restaurantes e bares de ostras. Tem uma atmosfera animada.

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Ponte de Triana

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A Calle San Jacinto é o calçadão principal do bairro Triana, com muitas lojas e restaurantes.

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Nesse calçadão, passei na frente e resolvi entrar em uma Igreja, a Hermandad de la Estrella. Uma capela muito pequena que tinha uma fila para beijar os pés de uma imagem de Cristo.

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A Hermandad de la Estrella foi fundada em 1560. Se trata de uma confraria que abre a procissão da Semana Santa de Sevilha. Após cada pessoa beijar os pés da imagem, a voluntária da Igreja, à esquerda da foto, passa um pano para limpar.

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Infelizmente a Igreja de San Jacinto estava fechada quando passei e não pude visitar o seu interior.

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A arquitetura do bairro Triana é muito bonita, muitos prédios tem detalhes em cerâmica pintada, levando o nome do bairro a famosa cerâmica da Andaluzia. Na foto abaixo a mais icônica loja de Sevilha, no local onde funcionava a Fábrica de Santa Ana, na Calle Callao.

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As louças são tão lindas, de enlouquecer, dentro da loja não pode fotografar, e apesar de ser difícil o transporte não resisti e trouxe algumas peças.

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Detalhe em cerâmica de um portal no bairro Triana

Ao lado da loja funciona o Museu da Cerâmica.

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O passeio pelo bairro de Triana é sem dúvida um “tem que fazer” em Sevilha.

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Apesar de ser longe, fomos caminhando e atravessamos a Ponte de Triana para retornar a outra margem em direção ao Museu de Belas Artes de Sevilha.

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Ponte de Triana

Instalado no antigo Convento de la Merced Calzada, de 1841, o Museu de Belas Artes de Sevilha é a segunda pinacoteca mais importante da Espanha, atrás apenas do Museu do Prado.

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O Edifício do século XVIII é lindo e possui um pátio interno de Aljibe  (cisterna).

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No acervo do museu entre tantos, os maiores: El Greco e Velazquez. O pintor, escultor e arquiteto Domeniko Theothokopoulos – conhecido como “El Greco” nasceu em Candia (hoje Heraklion – Creta) em 1541 e faleceu em Toledo em 1614. Emigrou para Toledo em 1577 e fez boa parte de sua carreira na Espanha.

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Retrato de su hijo Jorge Manuel (1600) – El Greco

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Cabeza de apóstol (1620) – Diego Velázquez

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Andando mais uma vez pelo entorno do nosso hotel Alfonso XIII, no bairro de Santa Cruz, seguimos pela linda Avenida de la Constitución. No início da avenida está a Fuente de Híspalis na Puerta de Jerez e seguimos apreciando a sua arquitetura.

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Sevilha tem alguns palacetes que foram transformados em museus. O Palácio de Lebrija é um deles, situado na Calle Cuna, onde fomos assistir um espetáculo de flamenco. O imóvel foi adquirido em 1901 pela Condessa de Lebrija e ainda pertence a família, que mora no local. Para visitar o segundo piso somente com visita guiada que tem de hora em hora.

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A sua construção remonta ao século XV e possui no seu acervo pinturas, esculturas e uma espetacular coleção de mosaicos romanos.

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Por fim, um lugar muito interessante para conhecer é o Metropol Parasol conhecido por LAS SETAS (significa cogumelos). Na Plaza de la Encarnacion é a maior estrutura de madeira do mundo, com 150×70 metros de diâmetro e 26 metros de altura. Projeto do arquiteto alemão Jürgen Mayer Hermann, executado com 3.500 tábuas, foi inaugurado em 2011. No andar subterrâneo tem o museu Antiquarium, com achados arqueológicos. No térreo, o antigo mercado Encarnación foi reconstruído e no piso superior uma passarela com mirante.

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Incrível não é mesmo?

Não vou consegui acrescentar nesse post os restaurantes e o show de flamenco. Deixo para o próximo e mais umas imagens dessa cidade vibrante e linda que me conquistou.