Restaurantes Rússia

A gastronomia tem um papel fundamental nas minhas viagens. Passo muito tempo pesquisando sobre restaurantes e bares na cidade que vou visitar. Já comentei isso aqui, penso que conhecer um outro país, uma outra cultura, passa obrigatoriamente pela sua cozinha.

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Bar Percorso Hotel FS St. Petersburgo

Gosto de conhecer locais bonitos, badalados, “da moda” e também estabelecimentos típicos, com história. Não tenho preconceito com aqueles classificados como  “turístico”, afinal, sou turista mesmo! Procuro, isso sim,  fugir do “isca de turista” porque geralmente significa comida ruim e péssimo atendimento

Porém, nem sempre consigo passar todos os dias comendo só a culinária local, às vezes preciso dar uma escapada, porque o tempero típico enjoa, como aconteceu no Marrocos ou quando realmente a comida não me agrada, como a culinária alemã. Nesses casos apelo para a boa e velha “comida internacional”, que geralmente tem um toque do país em que é feita.

Peixes e frutos do mar sempre tem a minha preferência, são bons em qualquer lugar do mundo e mais adaptáveis ao paladar, com exceção da Índia que por questão de higiene e segurança alimentar não passei perto.

Na Rússia o seu prato típico mais famoso é o Stroganoff, com “a” mesmo, uma carne picada com cogumelos em molho cremoso. É bom demais!!! Comi umas 250 vezes e não enjoei. A oferta gastronômica na Rússia é surpreendente. São muitos os bons restaurantes em São Petersburgo e Moscou, difícil escolher entre tantas opções.

Vou começar com São Petersburgo.

SINTOSHO: no Hotel Four Seasons Lion Palace. Culinária asiática fusion, com produtos provenientes de diversos países da Ásia. Foi o terceiro restaurante mais bonito que fui na Rússia. Não sou muito fã da culinária asiática, gosto de ir para conhecer e sou louca pela decoração desses restaurantes, fico babando com o estilo, um ambiente mais incrível que o outro.

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O salão principal onde ficamos era incrível, com um teto de pingentes branco e vermelho

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A comida estava boa (não achei ótima), mas não sou referência em comida asiática, então não vá por mim no quesito comida e vá por mim no quesito ambiente, se você gosta de restaurante “japa” esse é “o lugar” em St. Peters.

E a vista da nossa mesa para a Catedral de St. Isaac foi especial

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STROGANOFF STEAK HOUSE o mais famoso restaurante para comer stroganoff em São Petersburgo. Nas minhas pesquisas ele não tinha me agradado muito, alguns comentários ruins, o ambiente parecia feio pelas fotos, mas a guia Nádia indicou, disse que era bom e como estávamos perto, para facilitar o passeio resolvi arriscar e foi maravilhoso! O restaurante é bem grande, turístico, mas nada disso deve ser impedimento para conhecê-lo. Os ambientes são bonitos, atendimento muito gentil e a comida deliciosa, achei o melhor stroganoff de todos que provei na viagem. Recomendo muito.

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EMPORIUM ELISEYEVE um ótimo local para fazer um pit stop. Mix de loja, restaurante e café, o food hall Eliseyeve vale a pena a visita nem que seja para conhecer o seu interior em estilo Art Nouveau lindo demais! O café serve lanches, refeições ligeiras e fica no meio da muvuca da loja que vive lotada. O restaurante para refeição completa está no segundo piso. E em todo o ambiente térreo funciona a loja com doces, chocolates e bebidas à venda. Foi inaugurado em 1903 pelos irmãos que deram nome ao estabelecimento, passou por vários proprietários, ficou um tempo fechado e reabriu em 2012, restaurado em todo o seu esplendor. Na Nevsky Prospekt, 56 – a principal avenida de São Petersburgo, um lugar imperdível na cidade.

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BELLEVUE BRASSERIE no rooftop do Hotel Kempinsky Moika. É realmente, como diz o seu nome, uma bela vista. O cardápio de inspiração francesa, só que como estamos na Rússia, entrada de caviar não pode faltar, não é mesmo?  O restaurante foi renovado no ano de 2019, ambiente clean, todo envidraçado, atendimento especial, vale a visita.

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Lobby do Hotel Kempinsky

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Mais um Stroganoff para a conta

O terraço da cobertura tem uma vista espetacular, inclusive para o Museu Hermitage, mas mesmo em agosto a noite estava muito fria e não tinha ninguém. Céu de quase 22h

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XANDER BAR no Hotel Four Seasons Lion Palace. Drinks muito bem feitos, ambiente lindo, DJ excelente e os garçons mais simpáticos de toda a viagem. Fomos todas as noites. Adoramos começar ou terminar a noite com um drink, mesmo com o cansaço da viagem ajuda a relaxar e é um momento que passamos a relembrar tudo que vimos naquele dia, bom demais, porque geralmente rende boas gargalhadas, já que a gente vê cada coisa louca nesse mundão de Deus.

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TERRASSA ao lado da Catedral de Kazan, cozinha italiana, japonesa e européia. Pertence ao Grupo Ginza Project que tem mais de 30 restaurantes em St. Peters. Ambiente interno moderno com aquário e balcão de frutos do mar e um mercado com produtos orgânicos. Mix de bar e restaurante tem uma área externa com um visual incrível para a Catedral de Nossa Senhora de Kazan, Atendimento gentil e pratos bem servidos. Vive lotado, super badalado, melhor reservar pelo site http://www.en.ginza.ru

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Acima o terraço do restaurante com essa vista de suspirar. Abaixo a entrada do restaurante que fica em uma galeria. E a cara do marido que não gosta de fotos? Já eu amo!!!

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Agora a melhor surpresa da viagem. Entre a visita aos Palácios de Catarina e Peterhof a guia Nádia (Instagram @passeio.petersburgo) nos levou no restaurante PODVORYE em Tyarlevo, São Petersburgo.

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Na categoria turístico que vale super a pena. Conhecido como “o restaurante russo mais autêntico da Rússia”. Além da sua clientela russa fiel, é frequentado por artistas, políticos, intelectuais, celebridades dos esportes e claro turistas. Foi aqui que o presidente Putin comemorou um aniversário e só por esse fato o marido já quis ir. Tem uma construção típica russa em madeira.

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O restaurante é um parque de diversões! Inclusive muito indicado para ir com crianças.

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Casa da Bruxa

Sua decoração é rica em detalhes e possui uma loja com vários produtos típicos russos à venda.

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Porta do banheiro feminino
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Porta do banheiro masculino
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Urso Recepcionista
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Lojinha

E advinha o prato que a gente pediu? Strogranooooffffffffff

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Amei tudo nesse restaurante: decoração, atendimento, comida e principalmente por ser um lugar tão original e representante da cultura russa.

E caros leitores, vamos em frente que eu viajo para comer, com exceção da Índia (assunto para o próximo post).

Última noite em St. Peters (já estou íntima) o segundo restaurante mais bonito que eu fui, o italiano PERCORSO.

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Recepção do Restaurante Percorso

Sabe aquele ambiente tipo uauuu? É esse aqui. Que restaurante lindo! Não cansava de ficar admirando os seus detalhes. Todas as suas paredes revestidas com tecido adamascado, caixas de madeira em treliça e o lustre de pingentes de cristal em tons de âmbar dava um efeito mágico. Em um ambiente assim a comida nem precisa ser boa, a gente nem liga, só que era, aliás divina!

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Cozinha
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Primeiro ambiente
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Corredor para o Salão Principal
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Salão Principal

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Cordeiro com purê de batata e aspargo
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Tiramissu

Na saída fomos no bar do restaurante Percorso, lindo demais!

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Fechamos assim com chave de ouro nossos 4 dias em St. Petersburgo. O último dia mesmo considero que foi o mais incrível e perfeito que já desfrutei em uma viagem.        E aqui vai um agradecimento especial para a querida guia Nádia que sei é leitora do blog: muito obrigada pelos dias maravilhosos que passamos na sua cidade. Pelo seu trabalho dedicado e de excelência. Pela calma e gentileza em todos os momentos. Adoramos ter lhe conhecido. Tem pessoas que passam pela vida da gente e nos marcam de uma forma muito especial, você é uma delas! Assim que nos vimos já soube, parecia que nos conhecíamos a vida toda ou de outras vidas (para quem acredita). Espero um dia retornar a sua linda cidade e que a gente possa se reencontrar. Por enquanto, vamos mantendo contato pelas redes sociais, porque fazer amigos pelo mundo é a herança mais valiosa que uma viagem pode nos deixar.

Agora, antes que eu comece a chorar, vamos para Moscou!

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Silk Lounge Bar do Hotel Four Seasons Moscou

Na primeira noite em Moscou fomos no restaurante BELUGA que fica no Hotel Nacional. Muito próximo do nosso Hotel Four Seasons, do outro lado da rua, só que nós os marinheiros de primeira viagem (russa) tentamos atravessar a rua e nada, impossível, várias pistas, nenhum sinaleiro ou faixa e agora? Voltamos ao nosso hotel e o porteiro explicou que havia uma passagem subterrânea! Lá fomos nós de novo, a charmosa aqui de salto porque era perto. Só que a passagem era imensa, uma galeria com lojas, lanchonetes, guichês de serviços e tíquetes já que dá acesso também a estação de metrô. Andamos tanto que não dava para acreditar, não chegava nunca a superfície, mas chegamos! Voilá!

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O Hotel Nacional é um ícone da cidade. Construído em 1903 é uma joia da arquitetura imperial russa.

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BELUGA é um dos restaurantes do hotel, especializado em caviar, que são as ovas do peixe esturjão não fertilizadas, sem qualquer tipo de aditivo ou conservante. Podem ser frescas ou pasteurizadas. O esturjão, maior peixe de água salgada do mundo depois do tubarão baleia, é proveniente do Mar Cáspio e como está cada vez mais raro, hoje em dia as ovas também são extraídas de outros peixes como salmão, truta ou tainha (caviar substituto). Os principais produtores de caviar são a Rússia e o Irã.

Há três tipos de esturjão no Mar Cáspio: a) Sevruga é o menor deles, com ovas pequenas e escuras, b) Ossetra é o peixe que nada em águas mais profundas e tem sabor um pouco diferente, c) Beluga o maior dos peixes e também o mais escasso, com ovas de cor acinzentada, sendo então o caviar mais caro, mais especial, por isso o nome do restaurante.

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Outro ambiente lindo, serviço impecável, mais um restaurante incrível para a lista.

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Potato Caspian

RYBY NET: São muitas as opções incríveis em Moscou, não seria lógico repetir, só que eu gostei muito deste restaurante que descobri por acaso, do outro lado da rua do Cristal Room Baccarat  que eu queria ir (tem em Paris já fui é ótimo), mas estava fechado em férias.

A Nikolskaya é a rua que passa pela lateral da Catedral de Kazan e da loja de departamentos GUM. Já mostrei essa rua nos outros posts sobre Moscou. Ela estava com um céu de lâmpadas que era a coisa mais linda à noite. Nessa rua tem muitos restaurantes e como não deu certo ir no Baccarat, fiquei olhando os outros até que me agradei do Ryby Net, uma steak house e entrei.

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Nikolskaya Street de dia
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Nikolskaya Street à noite

Fui para almoçar. Agora é que tem uma dica: o nome do restaurante está em russo. Então não adianta procurar por Ryby Net. Procure o número 12 da rua Nikolskaya e entre na porta ao lado da hamburgueria FARIII, é do mesmo proprietário, o grupo http://www.novikovgroup.ru que tem nada menos do que 91 restaurantes na Rússia.

Abaixo a fachada e porta da Steak house. Pectopah é restaurante em russo. O outro nome é Ryby Net. Alfabeto danado esse.

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Ambiente super charmoso, atendimento simpático com garçons se esforçando no inglês para lhe ajudar.

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Detalhe do Teto

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No cardápio: carnes de vários cortes, fillet mignon em duas opções: regular e prime. Fui de prime. Aí eu jamais iria imaginar que a melhor carne que já comi na vida seria na Rússia e foi!

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Acompanhamento pedi batatas (na foto não aparece) e molho à sua escolha, no meu caso bernaise. Fiquei enlouquecida! Carne saborosa, no ponto exato que eu pedi, amei. Tive que voltar. No outro dia almoçamos aqui novamente e foi maravilhoso.

Depois, à tarde, um pit stop no BOSCO CAFÉ. De frente para a Praça Vermelha tem dois espaços, um para café com lanches rápidos e confeitaria e outro interno um restaurante italiano. Fui para fazer um lanche e amei. Só pelo fato de sentar nesse lugar tão privilegiado e ficar observando o ir e vir já vale.

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Entrei para fazer fotos internas, está vazio porque não era hora de almoço ou jantar.

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A vista de uma mesa do terraço (área externa) onde fiquei

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Nosso lanche: Chá Earl Grey (marido aprendeu a tomar e agora ama). Strudel de maça para ele brownie de chocolate para mim, depois compartilhamos, uma delícia! Mais um da série tem que ir.

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Nesse dia era o aniversário do marido e queria um lugar bem especial para ir jantar. Então escolhi o restaurante WHITE RABBIT, classificado em 13° lugar na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo. Merece a colocação. O White Rabitt é lindo, situado no 16° andar de um prédio com uma vista incrível, atendimento muito especial (marido não deixou dizer que era aniversário dele) e comida excelente.

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Dentro do elevador do White Rabbit

A entrada do restaurante é pela Smolensky Passage, uma galeria comercial. Em razão do horário a galeria estava com as lojas fechadas, mas a porta fica aberta e um segurança indica o caminho do elevador. A gente sobe até o final, sai e tem mais um segurança que mostra o outro elevador (esse da foto acima) e a gente chega no 16° andar.

São dois andares. No primeiro piso tem um bar com aquário de frutos do mar e toillets.

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Depois sobe a escada para o segundo piso onde tem as mesas. O ambiente é todo envidraçado, a decoração é baseada na obra de Alice no País das Maravilhas e a vista é fantástica!

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Relógio da Alice no País das Maravilhas
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Outro bar na parte superior

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O ambiente superior também tem um mezanino e lounges com mesas e sofás (para grupos maiores) ou só mesas (onde nós ficamos).

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Palmas para o aniversariante, celebrando 60 anos

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Pedimos lagostim na grelha com manteiga de ervas, uma coisa de bom! Abaixo a vista

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Na última noite, escolhi um clássico para me despedir dessa cidade incrível: o TURANDOT: restaurante asiático cujo nome homenageia a ópera de Giacomo Puccini que estreou em 1926, baseada no drama de Carlo Gozzi, de 1762, que conta a estória de uma princesa chinesa Turandot,  que obriga seus pretendentes a resolver três enigmas ou são condenados a morte.

O prédio onde o restaurante está instalado já vale a visita. Construído como um palacete florentino em uma mansão onde só havia a fachada. Suas obras duraram 6 anos e meio. A entrada possui um lobby, um pátio interno em estilo renascentista com teto de vidro.

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Estátua de Netuno
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Escadaria com tapeçarias Aubusson século XVIII

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Salão Principal em dois pisos, escolhi o piso superior, a Rotunda, para ficar bem perto do fabuloso lustre estilo Louis XIV, feito em São Petersburgo, com cristais, quartzo e ametistas provenientes dos Urais, Brasil e Madagascar.

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O restaurante possui salão térreo e superior (Rotunda – onde fiquei). Oito salas privativas para pequenos grupos, salões de recepções e eventos. Atendimento extremamente gentil e comida deliciosa, tem opções de culinária internacional, como filé ao foie gras (prato do marido).

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Foi o restaurante mais bonito da viagem, levou o primeiro lugar, cada canto era decorado com extremo bom gosto, um palácio mesmo, jantar em local de sonho. E mesmo sendo um ambiente extremamente requintado, tinham pessoas vestidas de todos os estilos, do mais formal (como nós) ao mais casual, sem qualquer problema.

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E para fechar a noite fomos tomar um drink no CAFÉ PUSHKIN, quase ao lado do Turandot que funciona como café, restaurante e bar.

O nome do café é em homenagem a Alexander Pushkin (1799 – 1837) o maior poeta russo da época romântica.

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O café possui quatro ambientes: café e bar no piso térreo (Pharmacy Hall), sala de jantar no piso superior (The Library) e no mezanino e ainda um ambiente de terraço externo. Fomos só para tomar um aperitivo e nos instalaram no salão de jantar The Libraryn no piso superior,  para mim o mais bonito (sempre ajuda nessas horas estar vestido de maneira formal). O ambiente é em estilo barroco repleto de antiguidades e estantes com livros do chão ao teto.

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Na saída esperando o Uber

O Café Pushkin é um lugar do tipo “tem que ir” em Moscou. Pode ser a qualquer hora do dia, pois funciona das 10:00 às 23:00 como café, confeitaria e restaurante. Para se ter uma ideia da beleza do ambiente, abaixo uma foto da internet.

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Foto do site http://www.travelaway.me

Um local que nós fomos e não fotografei foi o MOSKOVSKY BAR dentro do Hotel Four Seasons porque segundo a política do hotel de preservar a intimidade de seus hóspedes fotos não são aconselhadas nas suas dependências. Assim, mesmo indignada, resolvi respeitar. O ambiente é muito bonito, ótimos drinks (Bellini divino) e lotado, se bem que de tão escuro, acho que não iria aparecer nada nas fotos mesmo. Mais uma vez a internet me socorre (foto profissional é outro nível).

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Foto do site: http://www.afisha.ru
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Foto do site: http://www.afisha.ru

Nosso tour pela Rússia durou 7 dias, foram 4 dias em São Petersburgo e 3 dias em Moscou. Em todos os restaurantes comemos muito bem e o atendimento foi muito gentil e simpático, à exceção de um. O único que fez jus à fama do mau humor dos russos, que considero injusta quero deixar bem claro.

Quando saímos do Museu Hermitage em São Petersburgo, logo em seguida seria o passeio de barco, então fomos em um restaurante bem próximo do pier para facilitar e agilizar o almoço. O restaurante “Na Abordazh“, que significa “on boarding”, fica no Enbamkment River Moika, 40.  Tem um ambiente simples, com detalhes náuticos. Atendimento super mal humorado da garçonete, comida tão demorada que tive que perguntar três vezes, parecia que ela tinha feito de propósito, outras mesas eram servidas menos a nossa. A comida estava horrível, enfim, uma péssima experiência. Em uma viagem de 19 dias pela Escandinávia e Rússia foi o único estabelecimento que não deixei gorjeta. Saí indignada, ainda bem que em seguida foi o passeio de barco que de tão lindo logo esqueci. Deixo o registro para não caírem nessa “roubada”.

Este é o último post da viagem de Agosto de 2019 pela Escandinávia e Rússia. Roteiro que super indico. As cidades são lindas, povo educado e hospitaleiro. Deu muita saudade rever fotos e informações para o blog.

No próxima sequencia de post, já em rascunho, contarei sobre a Índia, viagem que fiz em Novembro 2019 e que me marcou profundamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Palácios de Catarina e Peterhof

Nos arredores de São Petersburgo (25 km) em uma cidade que à época se chamava Tsarskoye Selo, hoje Pushkin,  foi construído em 1717 o Palácio de Verão de Catarina I, da Rússia.

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Catarina I foi a mulher do Czar Pedro, o Grande e o palácio foi um presente para ela.

Em 1756, o palácio foi todo remodelado pela filha deles a Imperatriz Elizabeth, que foi, por assim dizer, “sogra” de Catarina II, “A Grande”, já que Elizabeth era tia de Pedro, marido de Catarina II e os trouxe para viver com ela, pois como não tinha filhos, escolheu o sobrinho Pedro para ser o herdeiro do trono.

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Fui visitar o palácio na parte da manhã, de carro, com a super querida guia Nádia (@passeio.petersburgo) que contratei por 3 dias para passeios em São Petersburgo.

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Eu e Nádia em uma das salas do Palácio

Elizabeth adorava o luxo e revestiu as paredes e tetos do palácio com mais de 100 kg de ouro.

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Precisa colocar protetor nos pés para não arranhar o chão

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E a selfie no espelho do nosso “grupo”, saudade desse dia

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A maior atração do Palácio de Catarina, sem dúvida, é a Sala de Âmbar roubada pelos nazistas na 2ª Guerra Mundial, que foi totalmente reconstruída.

Âmbar é uma resina fóssil proveniente dos pinheiros da região às margens do Mar Báltico. De cor que varia do amarelo ao vermelho é muito usado em objetos ornamentais, decorativos ou jóias. Embora pareça uma pedra semi preciosa, um mineral, a sua origem é vegetal.

E advinhem? Não pode fotografar!!! A beleza da sala que foi integralmente reconstruída como a original, com âmbar verdadeiro (não são cópias) é realmente espetacular. Comprei um catálogo e fiz a foto abaixo. As paredes são inteiras cobertas com peças de âmbar das mais diversas tonalidades que vão do amarelo claro, passando pelo laranja até chegar ao vermelho bem intenso, criando um efeito incrível.

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A história da sala começa em 1716 quando o Rei da Prússia Frederico Guilherme I presenteou o Czar Pedro I com painéis de âmbar. Em 1755, sua filha, a Imperatriz Elizabeth resolveu instalar os painéis na sala do palácio acrescentando espelhos e outros ornamentos. Até que na segunda guerra mundial ela foi encoberta com panos, para protegê-la, porém os alemães descobriram, desmontaram os painéis e os roubaram, desaparecendo para sempre.

Na década de 1980 o governo de Moscou resolveu reconstituir a sala e após mais de 20 anos de trabalho, utilizando 500 mil placas num total de 6 toneladas de âmbar, foi inaugurada em 2003. Os alemães doaram 3,5 milhões de dólares para ajudar. Estima-se que a sala valeria 250 milhões de dólares o que a torna a mais valiosa obra de arte desaparecida do mundo. É de arrepiar! (Fonte: Livro “A Sala de Âmbar” de Catherine Scott-Clark e Adrian Levy – Ed. Record)

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Foto do site: http://www.jabuticaba.org

O palácio possui alguns móveis, objetos, vestuário e retratos da família imperial, não está com a totalidade de seus aposentos abertos para visitação porque ele ainda não foi completamente restaurado.

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Salão de Jantar
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Vestido da Imperatriz Elizabeth
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O último Czar: Nicolau II

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Os jardins do palácio são muito lindos e o dia de sol e céu azul limpo de verão em agosto deixou o cenário ainda mais perfeito.

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Após o Palácio de Catarina fomos almoçar em um restaurante incrível – Podvorye – dica da Guia Nádia, que comentarei no post exclusivo sobre os restaurantes que fui na Rússia.

À tarde, a outra atração que eu tinha mais vontade de conhecer em São Petersburgo, depois do Museu Hermitage: o Palácio Peterhof.

Li que o ideal seria conhecer cada palácio em um dia, por causa da distância e do tamanho. Cada viagem é muito pessoal, mas no meu caso, ter conhecido os dois no mesmo dia funcionou muito bem. Se você vai conhecer essas atrações sozinho é possível que perca muito tempo no deslocamento, na compra de ingressos e na própria visitação em si já que não conhece a “logística”. O trajeto entre eles também pode ser complicado.

Como fui com guia e motorista, saímos de St. Peters às 9h, chegamos em menos de 1 hora em Pushkin e 2 horas foi tempo suficiente para conhecer o Palácio de Catarina. O motorista nos deixou praticamente na porta do palácio, não peguei fila para comprar ingresso (a guia já tinha comprado) ou para entrar (salta fila), o tempo rende. Em Peterhof foi o mesmo esquema (fica a 38 Km de Pushkin), tanto que sobrou tempo para no final de tarde fazer um tour pelas estações de metrô – bônus que não estava no programa. Depois, no verão, anoitece às 22h o que faz o seu dia render muito mais.

O Palácio de Peterhof ou o Palácio de Pedro, que dista 30 km do centro de São Petersburgo foi inaugurado em 1723, seguindo as instruções de construção em vários esboços feitos por Pedro, o Grande que foram guardados, já que ele planejava construí-lo desde 1705.

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Entrada de Peterhof

O que são essas cúpulas? Quase surtei quando cheguei aqui. E muitas fontes lindas pelo caminho.

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Fonte Tritão

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Fonte Adão e Eva

Também tem fontes secretas. Pedro, o Grande queria “brincar” com seus convidados e inventou construir jatos de água escondidos pelo jardim, no chão ou em construções, para quando as pessoas passassem por elas seus pés acionassem o mecanismo e ficariam molhadas, de surpresa, no susto! Eu iria odiar essa brincadeira, mas as crianças amam e se divertem muito.

Abaixo um parador para descansar, que na realidade é uma fonte surpresa.

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Passeamos pelos seus jardins

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E existem outros palácios menores no complexo do Peterhof.

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Palácio Monplaisir

 

Então chegamos no Mar Báltico, com vista para o Golfo da Finlândia

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Depois subimos para conhecer o “coração” de Peterhof: a sua cascata de fontes. Abaixo, ao fundo.

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Reservei essa viagem e marquei esse dia de passeio com meses de antecedência, e pensei: tem que dar sol, faz toda a diferença! E fez!!! Que sol, que céu, que dia mais lindo, foi demais!!!

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A Grande Cascata em frente ao palácio possui 200 estátuas e esculturas de bronze dourado (cobertos com folha de ouro), 16 vasos e 29 baixo relevo em mármore. As 64 fontes não usam bombas para funcionar e sim a genialidade de cálculos de queda d’água que fazem com que a pressão dê força para impulsionar os jatos.

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O Palácio Peterhof foi por 200 anos a residência de verão da família imperial russa. Muito atingido nos bombardeios da 2ª Guerra Mundial foi reconstruído e reaberto em 1964. Sua fachada possui 260 metros e seu parque 102 hectares.

A quantidade de pessoas que visitam o Peterhof na alta temporada é enorme. Não tive interesse de conhecer o palácio por dentro (foi todo reconstruído fielmente). O interior é lindo, vi nas minhas pesquisas, vale a pena, teria tempo, mas realmente fui para curtir a sua área externa que é espetacular. A gente não consegue parar de admirar a cascata, não dá vontade de ir embora. Estava um dia tão lindo, felicidade que não cabia em mim!

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Fonte de Sansão

As estátuas de bronze roubadas pelos nazistas, também foram fielmente refeitas com camadas de folhas de ouro. Na fonte de Sansão, que está lutando e abrindo a boca de um leão, seu jato chega a altura de 20 metros.

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No alto do terreno, no platô do palácio com a vista do Mar Báltico

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As águas das fontes desaguam no Mar Báltico lá embaixo.

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As fontes ficam no verão ligadas até às 17h. No inverno não funciona, voltam no final de abril. A visita ao palácio pode ser feita o ano todo.

Foi um dia muito intenso, só que tão agradável na companhia da guia Nádia, que não foi cansativo, então ela ofereceu, de bônus, um passeio pelas estações de metrô e topamos.

O sistema de metrô de São Petersburgo iniciou suas atividades em 1955. É um dos mais profundos do mundo.

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Assim como em Moscou, que futuramente mostrarei, as estações parecem palácios. Abaixo a estação AVTOVO que possui 46 colunas, sendo 16 revestidas de vidro esculpido.

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A estação KIROVSKIY ZAVOD homenageia as indústrias de base do período socialista

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Busto de Lenin

Estação NARVSKAYA é dedicada a bravura do povo soviético e possui 48 esculturas que retratam 12 profissões.

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A profundidade das estações é impressionante, não chegava no topo nunca!

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Detalhes e beleza por todo lado

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Vale a pena acrescentar mais um dia de viagem para conhecer os palácios de Catarina e Peterhof, considero este último, em especial na primavera/verão, um dos roteiros indispensáveis para quem visita São Petersburgo. 

 

 

 

 

 

 

 

São Petersburgo

E chegamos na Rússia em agosto de 2019! Foram 4 dias em São Petersburgo (3 dias em Moscou), muita coisa para contar e mostrar, então vou dividir os posts.

A ansiedade para chegar na Rússia era imensa. Um mix de curiosidade com medo e nervosismo, sei lá, todo lugar que vou pela primeira vez me deixa bastante apreensiva, estudo muito antes e às vezes acho que é pior (hehehe) porque se lê tanta coisa ruim, relatos que acabam assustando a gente. Mas, como o meu mantra é: vou sem medo, mas se eu tiver medo, vou mesmo assim. Me joguei!

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Pela janela do carro – St. Petersburgo

Fui para São Petersburgo a partir de Helsinque de trem (Allegro), super tranquilo. A Estação da Finlândia é muito organizada e o serviço de bordo excelente.

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Trem Helsinque – St. Petersburgo

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Porém, a minha maior apreensão era fazer a imigração no trem com os temidos agentes russos. Não tem nada disso! Durante o trajeto dão um formulário para preencher bem simples, com informações básicas (motivo da viagem, duração, etc) depois passa o agente para verificar o passaporte e pronto: mais um carimbo para a conta! Os brasileiros não tem qualquer restrição de entrada na Rússia. A única pergunta que me fizeram e eu estranhei foi se eu tinha vindo da Alemanha. Imagino que deve ser pela questão dos imigrantes.

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A unica coisa chata é guardar a metade do formulário para devolver na saída. E o medo de perder? Deixei guardado no cofre dos hotéis. Tem pessoas que dizem que tem que andar com o passaporte e o formulário porque se algum policial te aborda na rua precisa mostrar. Não concordo, deixei o passaporte e o formulário sempre guardados no hotel, andava com uma cópia do passaporte por segurança, nunca ninguém me pediu.

O clima estava ótimo, temperatura agradável, dias de sol e céu limpo na maior parte do tempo e o que eu mais gosto no verão da Europa, anoitece super tarde, perto das 22:00 horas, uma delícia, o dia rende muito.

Achei São Petersburgo uma cidade muito segura. Bom, para nós brasileiros praticamente qualquer lugar do mundo é mais seguro. Andamos muito a pé, à noite, e por ser alta temporada, verão (agosto) a cidade estava lotada, mas durante a noite diminui muito o fluxo de pessoas e mesmo assim não vi qualquer problema, não me senti insegura ou com medo em nenhum momento. Só precisa cuidar da bolsa em lugares aglomerados por causa dos batedores de carteira.

Contratei uma guia por 3 dias para fazer os passeios: Nádia Khristova que indico muito, seu insta é @passeio.petersburgo. Super querida, calma, extremamente culta, fala um português perfeito, serviço muito profissional com o motorista Boris, não esperamos em nenhum lugar, nos deixava na porta ou o mais próximo possível quando carro não podia entrar, serviço de precisão que fez o nosso tempo render e aproveitar muito mais e melhor a cidade.

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Boris e Nádia serviço de excelência

Quanto ao hotel, por ser a comemoração do aniversário de 60 anos do marido, resolvi escolher um para ficar na memória, então o eleito foi o Hotel Four Seasons Lion Palace, como o próprio nome já diz: um palácio. Super bem localizado, ao lado da Catedral de St. Isaac e bem próximo ao museu Hermitage, de bons restaurantes, com um staff muito gentil, além de ser lindo demais.

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Fiz a reserva pelo http://www.grandluxuryhotels para o superior room (quarto básico) e recebi um upgrade para um quarto com cama king size e terraço

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O terraço do quarto tinha vista para a Catedral de St. Isaac

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Vista do terraço do quarto – colado na Catedral de St. Isaac

As áreas comuns do hotel são extremamente agradáveis principalmente o restaurante que serve o café da manhã e refeições rápidas – The Tea Lounge – anexo ao lobby.

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O Hotel Four Seasons Lion Palace conta com dois restaurantes e dois bares.

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Sintoho – restaurante asiático
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Percorso – restaurante italiano
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Bar do restaurante Percorso
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Xander Bar

No post sobre restaurantes na Rússia falarei melhor sobre eles.

São Petersburgo foi o sonho e a realização de Pedro I, o Grande. Pertencente a dinastia Romanov, Pedro I nasceu em 1672, se tornou Czar em 1682, mas assumiu realmente o poder em 1694 e faleceu em 1725.  A paixão por navegação fez ele encontrar uma região  às margens do Rio Neva e do mar Báltico (conquistada dos suecos na Guerra do Norte) propícia para a Marinha Russa criada por ele.

Pedro I decidiu transferir a capital da Rússia (Moscou) para essa nova cidade em 1703, que recebeu o nome de São Petersburgo até 1914. Também já se chamou Petrogrado (1914 a 1924) e Leningrado (1924 a 1991), voltando a se chamar São Petersburgo desde 1991.

Não só por sua altura, ele media 2,03 m, mas por todas as suas realizações, o homem que modernizou a Rússia passou para a História como Pedro – O Grande.

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Cavaleiro de Bronze – Monumento em honra a Pedro o Grande feito por Catarina a Grande

São Petersburgo foi construída nos moldes europeus, assim, a maioria dos seus edifícios tem essa arquitetura ocidental. Brinco que São Petersburgo não é Rússia. Segunda maior cidade do país, possui 5.323 milhões de habitantes.

Após fazer um reconhecimento pelos arredores do hotel, na primeira noite fui assistir um balé no Teatro Mariinsky que para minha felicidade, nos dias que eu estava na cidade, estava apresentando o Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky.

O balé na Rússia em uma parte do verão entra em férias, geralmente no mês de agosto. O Bolshoi, em Moscou,  já estava fechado. Uma semana depois de sair de St. Peters, o Mariinsky também entrou em férias.

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O ballet de St. Petersburgo foi fundado no século XVIII e era originalmente conhecido por Ballet Imperial Russo, sendo uma das principais companhias do mundo.  Em 1934 passou a se chamar Ballet Kirov, sendo que nos anos de 1950 e 1960 teve como dançarinos mais célebres Rudolf Nureyev e Mikhail Baryshnikov.

Após o fim do regime comunista, a companha de ballet de St. Petersburgo passou a ter o mesmo nome do teatro onde está instalado, Mariinsky, porém, no meio artístico continua a ser conhecido e chamado pelo nome de Kirov.

Comprei o bilhete para o espetáculo meses antes no site do próprio teatro o http://www.mariinsky-theatre.com Após a compra, enviaram um email pedindo algumas informações (em inglês). O ingresso é remetido por email para impressão, não é necessário trocar na bilheteria do teatro.

Fui na apresentação no prédio principal do Mariinsky (Main Stage) que é lindo! Precisa prestar atenção na hora de comprar, porque tem espetáculos em outro prédio, o Mariinsky II que é moderno, não é tão bonito.

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O prédio atual foi inaugurado em 1860 e foi uma emoção muito grande estar lá. Fiz aula de dança quando era criança e adolescente e sempre tive paixão pelo balé. Foi um sonho realizado poder assistir uma companhia dessa importância no cenário mundial e ainda mais sendo o espetáculo o Lago dos Cisnes. Durante a apresentação, por óbvio, não pode fotografar. Fiz alguns registros do teatro.

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O marido não gosta de ballet, então fui sozinha, lá conheci um casal carioca muito simpático que fez algumas fotos minhas. A gente sempre encontra anjos pelo caminho.

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No outro dia, encontramos a guia Nádia no hotel e fomos fazer o roteiro programado.

Primeira parada: Catedral Naval de São Nicolau, construída entre 1753 a 1762, às margens do canal Kriukov, seu estilo é o barroco russo. A fachada azul e branca com colunas coríntias.

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A igreja é dedicada a São Nicolau dos Milagres, padroeiro dos marinheiros.

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Campanário da Igreja de São Nicolau

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Na saída fizemos um pedido no encontro das 6 pontes do canal Kriukov, que segundo a nossa guia Nádia dá sorte.

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Canal Kriukov

Abaixo o Rio Neva, com 74 Km de comprimento é o terceiro maior rio da Europa em volume de água. Vai até o Golfo da Finlândia.

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Em frente a Academia de Belas Artes vemos duas estátuas de esfinges do Faraó Amenofis III, do século III a.c. Originais do Egito, de granito,  pesam 23 toneladas cada uma.

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A Fortaleza de São Pedro e São Paulo é o marco inicial da cidade, de 1703, fica na ilhota de Zayachy e foi construída para impedir uma nova invasão sueca. São Petersburgo começou aqui.

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O meu maior interesse na fortaleza era para conhecer a Catedral de São Pedro e São Paulo onde estão os túmulos dos czares.

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Quando entrei havia esse mar de gente! Em Agosto as atrações são superlotadas na Rússia.

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Mas, com paciência, sempre se dá um jeito de fotografar. Abaixo o altar

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Estão enterrados aqui quase todos os czares da Rússia, desde Pedro, o Grande, passando por Catarina II, a Grande (na foto abaixo) até Nicolau II, o último czar.

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Em uma sala separada, visível por uma porta, onde sempre há uma fila enorme, estão enterrados o czar Nicolau II, a czarina Alexandra e três de seus cinco filhos: as grã-duquesas Olga, Tatiana e Anastácia, assassinados em 1918 pelo regime bolchevique.

Os corpos, enterrados em uma floresta em Ecaterimburgo, foram descobertos somente no ano de 1979. Porém, naquela época, ainda sob o regime comunista os corpos ficaram escondidos. A partir da década de 1990, cientistas americanos, ingleses e russos, com o avanço da medicina genética e dos testes de DNA começaram a pesquisa científica e conseguiram comprovar que a ossada encontrada pertencia realmente a última família imperial russa.

Em 1998 aconteceu o enterro na Catedral de São Pedro e São Paulo e no ano 2000 toda a família foi canonizada pela Igreja Ortodoxa Russa como santos mártires, por terem passado grande sofrimento com abnegação, paciência e humildade.

Os restos mortais dos outros dois filhos só foram descobertos em 2007, em uma cova próxima do resto da família e apesar de estar comprovada a identidade das ossadas de Maria e Alexei, estes ainda não foram enterrados junto com a família.

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A Fortaleza possui alguns museus, mas não tinha interesse. Abaixo no portal de saída.

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De todas as igrejas de São Petersburgo com certeza a mais famosa é a Catedral do Sangue Derramado. Do ano de 1907, ortodoxa russa, seu nome oficial é Igreja da Ressurreição do Salvador.

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A Catedral é conhecida pelo nome de Sangue Derramado e foi erguida neste local porque foi aqui, em 1881 que o Czar Alexandre II foi assassinado ficando seu sangue nas pedras da rua. Foi inspirada na Catedral de São Basílico em Moscou.

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O seu interior é magnífico, uma das igrejas mais lindas que eu já vi na vida! E olha que eu conheço muitas! No interior da igreja não tem bancos, na religião ortodoxa os fiéis ficam em pé e as suas paredes são todas de mosaicos.

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O altar é uma obra de arte e o entalhe é feito em mármore

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A Catedral do Sangue Derramado é uma das únicas igrejas no mundo que tem uma representação (imagem) de Jesus adolescente (desconheço outra).

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O único pedido do marido em St. Peters foi conhecer o Palácio Yusupov, como é conhecido o Palácio Moika, residência do príncipe Félix Yusupov, pois neste local foi assassinado Rasputin.

O Palácio foi construído em 1760 e posteriormente reconstruído em 1830. A família Yusupov era a segunda mais rica da Rússia, atrás apenas da família imperial.

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Fachada do Palácio Moika – Foto: Wikipedia

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A fortuna da família Yusupov vinha de grandes extensões de terras na Sibéria, minas de carvão e comércio de peles. O sobrenome era de sua mãe, adotado pelo pai de Felix no casamento, para que o importante nome não desaparecesse.

O príncipe Félix Yusupov nasceu em 1887, era bissexual e gostava, às vezes, de se vestir de mulher, porque desde a infância foi acostumado a vestir roupas femininas por sua mãe, que queria muito ter uma menina. Casou com a princesa Irina Alexandrovna, sobrinha do Czar Nicolau II, tiveram uma filha que também se chamava Irina e o seu caso amoroso mais famoso foi com o Grão-duque Dimitri Pavlovich primo do czar.

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Felix  Yusupov e Irina Alexandrovna

A residência é espetacular, mesmo sobrando muito pouco das valiosas obras de arte, paixão dos Yusupov, pelo mobiliário é possível ter uma ideia do estilo de vida da família.

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IMG_1355.JPGA parte mais bonita do palácio para mim é o teatro. Sim, os Yusupov tinham um teatro particular e fiquei impressionada com os detalhes.

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Escada para chegar no teatro abaixo

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O palco do teatro

Mesmo com toda a beleza do palácio ele não é famoso e visitado por isso, mas sim porque foi neste local, na madrugada de 17 de dezembro de 1916, que o príncipe Felix Yusupov, o grão-duque Dimitri e outros nobres e políticos assassinaram Grigori Rasputin, indignados com o poder e influência exercidos por ele sobre a família imperial.

Rasputin era um místico siberiano, que se intitulava “padre”, porém vivia embriagado, com um comportamento devasso,  totalmente incompatível com a sua função.  Em 1906 ele se aproximou da família por causa de Alexei, filho caçula do czar Nicolau II e herdeiro do trono. O menino era hemofílico, doença herdada de sua mãe Alexandra, neta da Rainha Vitória da Inglaterra que teve vários descendentes portadores da hemofilia.

o czarevitch (filho do czar) Alexei Nikolaevich (filho de Nicolau) sofria com hemorragias que não estancavam e Rasputin tinha o poder com seu toque ou oração de fazer parar os sangramentos e dores do menino, caindo nas graças da Imperatriz que passou a adorá-lo, pois era o único que conseguia curar seu filho nos períodos de sofrimento.

Com a influência de Rasputin ultrapassando todos os limites, dominando completamente a czarina que fazia tudo que ele queria, causando revolta na aristocracia russa, alguns nobres e políticos se uniram e montaram um grupo com o objetivo de matá-lo.

Assim, Felix Yusupov convidou Rasputin para ir a sua casa, chegando no palácio foi-lhe oferecido doces e vinho, em tese, envenenados com cianeto (depois o médico que participou da trama confessou que havia trocado o veneno por uma substância benigna – informações mais recentes do caso extraídas do livro Rasputin, do escritor americano Douglas Smith).

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Nobres russos reunidos no palácio Moika – conspiração para matar Raputin

No subsolo do Palácio Moika, onde os fatos aconteceram, foi montada a cena.

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Felix Yusupov à esquerda, Rasputin à direita

Como Rasputin não morreu após ingerir os doces e a bebida, Yusupov não viu outra alternativa a não ser lhe dar um tiro, que não o matou. Rasputin conseguiu sair do palácio cambaleando porém foi perseguido pelo grupo e recebeu mais dois tiros no pátio do palácio, desferidos pelo político Purichkevitch, morrendo finalmente, sendo posteriormente seu corpo jogado no rio.

Rasputin pela sua aparência, com 1,93 de altura, barba e cabelos longos e a sua trajetória entrou para a história cercado de lendas. 

Para ter acesso a esta parte do Palácio Moika, tem que adquirir o passeio guiado na bilheteria, pois tem um número máximo de visitantes por vez.

Muitos nobres e integrantes da família imperial foram assassinados pelo regime bolchevique. Félix Yusupov, pelo assassinato de Rasputin ficou em prisão domiciliar e depois foi para a Crimeia ficar com sua mulher e filha. Com a revolução a família fugiu da Rússia em um navio britânico para Malta. Félix conseguiu pegar apenas as jóias e dois quadros de Rembrandt, que foram a sua forma de subsistência no exílio. Fixou residência em Paris, porém não deixou de manter o estilo de vida a que estava habituado o que causou a extinção completa da fortuna dos Yusupov.

O príncipe Felix Yusupov faleceu aos 80 anos, com descendência da sua filha Irina até os dias atuais, a neta Xênia (1942), a bisneta Tatiana (1968) e as trinetas Marília (2004) e Yasmine (2006).

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O final da nossa visita ao Palácio Moika, “coincidiu” com a apresentação de um coral no salão de baile. A guia Nádia planejou tudo com precisão.  São quatro cantores (tenores) que sem qualquer instrumento musical para acompanhar fazem um espetáculo de incrível qualidade. As músicas são lindas e fiquei emocionada. É gratuito, os músicos vendem seus CDs no final.

Depois, nos despedimento de Nádia e fomos sozinhos no Museu Fabergé.

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O Palácio Shuvalov abriga a maior coleção do mundo de obras de Peter Carl Fabergé, joalheiro russo que criou objetos de arte de alta joalheria, em formato de ovo, entre os séculos XIX e XX, produzidos para os czares presentearem a família na Páscoa.

Os ovos Fabergé ficaram mundialmente famosos e sua aquisição disputada até os dias atuais. O número reduzido de peças existentes incentivou a falsificação e a produção de cópias em grande escala, muitas de baixa qualidade e de gosto duvidoso.

Particularmente são poucas as peças que acho bonitas, mas o museu não tem só os célebres ovos. O seu acervo é sensacional, me surpreendeu, adorei ter conhecido e realmente vale muito a pena a visita. Além das peças da Casa Fabergé: ovos e relógios, o museu possui objetos e utensílios de alta joalheria de vários artistas russos que  foram a partir do ano de 2004 recuperados e repatriados pela proprietária do museu, a Fundação Link of Times.

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O Ovo de Páscoa Bay Tree (verde abaixo) foi encomendado pelo czar Nicolau II para presentear sua mãe Maria Feodorovna na Páscoa de 1911. Feito em esmalte com ouro, nefrita, diamantes, quartzo, rubi, ametista e pérolas.

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O Ovo de Páscoa Lírios do Vale (abaixo) foi um presente do Imperador Nicolau II para a sua esposa a Imperatriz Alexandra Feodorovna na Páscoa de 1898, em esmalte com ouro, diamantes, rubis, pérolas e marfim.

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Os serviços de mesa em ouro e prata são fantásticos.

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O café do museu onde fizemos um lanche é um charme.

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Final de tarde de verão em São Petersburgo, às margens do Rio Fontanka, lindo demais

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Logo na esquina do museu Fabergé se encontra a Ponte Anichkov na Avenida Nevsky, é a mais importante a cruzar o rio Fontanka. De 1842, reconstruída em 1908, possui 55 metros de extensão.

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A primeira ponte era de madeira e foi construída em 1715 por Pedro, o Grande. A atual possui nas suas cabeceiras 4 esculturas de cavalos de bronze e seus trilhos (guarda corpo) são de ferro ornamentado. A ponte mais famosa de São Petersburgo já foi citada nas obras de Pushkin e Dostoievsky

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A Nevsky Prospekt (Avenida) é a principal de São Petersburgo e possui 4,5 Km de extensão, com lojas, restaurantes, bares, palácios e igrejas.

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A loja mais interessante da avenida é o Magazin Kuptsov Yeliseyevykh, no número 56. Suas vitrines são lindas e o interior uma tentação com doces, chocolates e balas. Tem um café no centro que vive lotado e serve refeições ligeiras também.

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Os bonecos das vitrines se mexem deixando as crianças encantadas.

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Também na Avenida Nevsky tem um monumento à Catarina a Grande e o prédio da Livraria Casa Singer, em estilo Art Nouveau.

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Do outro lado da rua se encontra a Catedral de Nossa Senhora de Kazan, construída em 1801 e que voltou a ser igreja em 1992, após a queda do regime comunista.

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A igreja é linda, mas infelizmente dentro não podia fotografar. Dedicada a Nossa Senhora de Kazan, cujo ícone, é considerado milagroso pela religião ortodoxa russa.

Em 1579 a casa onde morava uma menina chamada Matrona, de 9 anos, sofreu um incêndio, na cidade de Kazan, Rússia. Essa menina teve um sonho onde a Virgem Maria lhe indicou que havia um ícone embaixo das cinzas. Foram realizadas buscas e de fato, foi encontrado um ícone (pedaço de madeira com imagem de Nossa Senhora) envolto em um pano muito antigo, provavelmente do século XIII.

A imagem virou objeto de devoção na Rússia, sendo adorada por milhões de fiéis. É considerada a protetora da Rússia nas guerras e responsável por suas vitórias. Também há relatos de milagres principalmente na recuperação da visão de pessoas cegas.

O ícone (imagem) foi instalado em uma igreja na cidade de Kazan, depois foi para Moscou e finalmente na Catedral de Nossa Senhora de Kazan construída para ela, em São Petersburgo. Porém, com a revolução bolchevique o ícone desapareceu sendo encontrado tempos depois na Polônia. Integrantes do “Exército Azul de Nossa Senhora” em 1970 conseguiram comprar o ícone e o levaram para a cidade de Fátima em Portugal, esperando a conversão do povo russo, um dos pedidos da Virgem Maria nas suas aparições em Fátima, conforme relato da pastorinha Lúcia.

O Papa João Paulo II em 2004 devolveu o ícone ao patriarcado de Moscou.

O ícone é um pedaço (quadrado) de madeira e foi pintado (provavelmente) em Constantinopla, no século XIII. Em estilo grego-bizantino possui a imagem de meio corpo da Virgem carregando Menino Jesus ao colo.  No século XVII recebeu uma lâmina de prata deixando visível apenas os rostos, com incrustações em diamantes, esmeraldas, pérolas e safiras.

Não é possível fotografar o ícone. Existem muitas versões, mas o original é este:

Russia: The Icon of Our Lady of Kazan (also known as
Foto do site: www. acn-canada.org

E se encontra no altar da Catedral de Kazan onde os fiéis fazem fila para rezar em frente à imagem.

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Interior da Catedral de Nossa Senhora de Kazan – Foto: http://www.fi.wikipedia.org

As igrejas da religião ortodoxa russa não possuem bancos e as mulheres devem entrar com a cabeça coberta por um véu. Em todas as igrejas que entrei não foi exigido, penso que por ser turista, diferente do que acontece nas mesquitas em Istambul por exemplo, onde cobrir a cabeça é obrigatório.

Por fim, ao lado do nosso Hotel Four Seasons e com  vista pelo terraço do quarto, fica a Catedral de St. Isaac, maior igreja ortodoxa russa da cidade. o tíquete para entrada é vendido em um guichê ao lado da catedral, à esquerda. Tem sempre muita fila, fui à tarde, um pouco antes do horário de fechar, que estava mais tranquilo.

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A primeira construção foi de madeira, em 1710, na época de Pedro, o grande, depois em 1717 foi construída em pedra e por fim, em 1858 nos moldes atuais. Possui capacidade para 14.000 pessoas.

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A igrejas russas não, possuem bancos. A cúpula da St. Isaac tem 101 metros de altura e é pintada de ouro. Durante a 2ª Guerra Mundial a cúpula foi pintada de cinza para não ficar exposta aos bombardeios, nas suas paredes externas ainda tem vestígios de balas.

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Além de igreja também é museu. As suas paredes e tetos tem trabalhos em ouro e pinturas, em estilo neoclássico com inserção de adornos bizantinos.

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A Catedral é dedicada a São Isaac da Dalmácia e voltou a ter celebrações religiosas em 1990 com a queda do comunismo. Anteriormente, serviu muito tempo somente como museu, inclusive abrigando em 1931 o Pêndulo de Foucault.

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E, assim, terminamos os dois primeiros dias em São Petersburgo. No próximo post vou mostrar a nossa visita no Museu Hermitage (sonho realizado), passeio de barco, as estações de metrô e os Palácios de Catarina e Peterhof nos arredores da cidade. Além, claro, de contar sobre os restaurantes e bares incríveis que fomos na Rússia (St. Peters e Moscou).

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Anoitecer em São Petersburgo – Vista da Brasserie Bellevue