Índia – Impressões gerais

Estava ansiosa para começar a escrever sobre a viagem à Índia que fiz entre o final de outubro e início de novembro de 2019 para comemorar o meu aniversário de 50 anos.

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Museu Albert Hall – Jaipur

A viagem durou 9 dias inteiros. Comecei por New Delhi (1 dia) fui de avião para Udaipur (2 dias) e depois todos os outros deslocamentos de carro: Jodhpur (2 dias), Jaipur (2 dias), Agra (1 dia) e novamente New Delhi (1 dia). Ranakpur e Pushkar foram visitas (paradas) no meio do trajeto entre as cidades. Foram 1.000 km por terra. Contratei a agência Pioneer Journeys (www.viajarparaindia.com) e fiquei muito satisfeita com o serviço. Tour privativo com motorista e guia (em espanhol), entregaram exatamente o que foi contratado. Seriedade e profissionalismo.

Eu adorei a Índia! Mesmo com vários pontos negativos (já vou falar sobre eles) foi uma viagem espetacular, me sentia como em um filme! Não vou recomendar a Índia para você caro leitor pelo fato de que é um destino muito pessoal, tem que ter perfil, estudar muito, se preparar psicologicamente e acho necessário o suporte de uma boa agência. Guardo na memória lembranças maravilhosas dessa viagem, não sei se um dia irei voltar, acho que está visto, mas quem sabe o que a vida nos reserva? Não digo “nunca mais” para a Índia.

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Taj Mahal – Agra

Fiz uma viagem turística, não fui a procura da Índia espiritual. Sou católica e uma religião que tem milhões de deuses, um com cabeça de macaco, outro com cabeça de elefante mais um com quatro cabeças e quatro braços, não me diz nada. Respeito como espero que respeitem a minha crença. Também não pratico ioga ou meditação. A “energia” que dizem haver lá eu sinceramente não senti. Mas, friso novamente, embora tenha conhecido cidades e templos sagrados, não fiz um roteiro espiritual.

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Templos Jain – Ranakpur

Achei a comida horrível, mesmo não sendo vegetariana gosto muito de legumes e vegetais, por não ter carne de boi, comi cordeiro e frango. Também gosto de comida apimentada, só que lá é pimenta pura.  Quando se pede sem o condimento não tem gosto. Então, por exemplo, arroz temperado com vegetais, um prato muito comum, para mim foi impossível, a boca chegava a formigar, comi mal, até emagreci. Adoro peixe e frutos do mar, minha principal opção em viagens só que os rios na Índia são poluídos e os produtos importados não são armazenados corretamente, o risco de contaminação é alto, não é seguro comer esses alimentos. Fiquei muito mal humorada neste quesito, poucos foram os locais em que a comida agradou.

Abaixo prato com arroz e vegetais e frango, se não fosse a quantidade absurda de pimenta estaria bom. A entrada neste restaurante foi o único prato que eu realmente gostei, um queijo grelhado com vegetais e pimenta claro.

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Restaurante Suvarna Mahal – Hotel Rambagh – Jaipur

Tive uma preocupação neurótica com a higiene. Tinha muito medo de ficar doente e não conseguir aproveitar os passeios. Medo de pegar uma bactéria, passar mal, morrer, enfim, a gente lê tanta barbaridade que fica apavorada, não tinha coragem de comer nada dos buffets, inclusive de café da manhã nos hotéis que eram bem fartos e variados. Meu café da manhã se resumia a chá preto com pão e manteiga. O marido tomou suco de laranja e comeu ovos fritos. Não tive coragem. Frutas nem pensar. É preciso ter em mente que a água na Índia é contaminada, então precisa ter muito cuidado.

Como estava sempre com fome comprava nos paradores da estrada pacotes de bolacha, batata chips, chocolate, coca cola e suco em caixa ou lata. Nunca comi tanta “porcaria” em viagem como na Índia.

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Buffet de Café da manhã – Hotel Taj Lake Palace Udaipur

Em relação a prevenção o que eu fiz: 1) Só escovei os dentes com água mineral 2) Só tomava água mineral, principalmente com gás, coca cola e vinho 3) Gelo nem pensar      4) Carne de boi, não tem e nem pensar 5) Peixe e frutos do mar, de jeito nenhum 6) Não consumi frutas, sucos e nem ovos 7) Nada de drinks  8) Passava álcool gel nas mãos 200 vezes por dia. 9) Levei uma mala de remédios: principalmente antibiótico e probiótico (tomava um por dia). Assim, não tive nenhum problema, nenhum piriri, NADA! Também, com todas essas restrições e precauções tinha graça acontecer alguma coisa não é mesmo?

A poluição estava a pior dos últimos 20 anos, em New Delhi e Agra a níveis absurdos. Difícil respirar, enxergar e apesar de não ser época de chuva e o dia ser ensolarado, não era possível ver um céu azul porque estava sempre branco ou cinza, o que também compromete a beleza das fotos, já que não há o contraste do céu azul que deixa tudo mais bonito. No primeiro dia em New Delhi o marido já se sentiu mal, não conseguia respirar. Eu só me senti mal no penúltimo dia, em Agra, não sei o que eu tive. Era um cansaço extremo, dores nas costas, dificuldade para respirar, olhos ardendo, tudo ocasionado pelo ar que os indianos chamam propriamente de “contaminação”, eles tem razão, o ar é muito contaminado.

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Chegada em Agra – Taj Mahal ao fundo – Não é neblina é poluição

A miséria e a sujeira são realmente absurdas, como eu comentei, fiz todo um trabalho psicológico para enfrentar. É muito triste sim, principalmente quando se vê crianças em situações tão adversas. Na Índia as crianças não são obrigadas a estudar, trabalham em serviços pesados e vivem pelas ruas mendigando. O marido ficou sensibilizado. Da minha parte procurei pensar que estava conhecendo uma cultura muito diferente. Não fui para julgar. Tem que tentar abstrair. Se absorve é uma indignação que nos faz mal e infelizmente não temos o que fazer.

Em uma das situações, com o carro parado em um semáforo, crianças se aproximaram  da janela para pedir dinheiro e eu dei, o guia me orientou a nunca mais fazer isso, que as crianças são usadas, o dinheiro não fica para elas, enfim, é muito difícil de lidar.

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Abaixo um mercado de compras (comida e roupas) em Jodhpur. Lixo por todos os lados

Os indianos me passaram a impressão de que são pessoas tranquilas, pacientes e felizes. Acho que eles pensam que a vida é assim mesmo e pronto, não tem o nosso inconformismo. Possuem uma fé e resignação impressionantes. O sistema de castas que não está mais em vigor, mas culturalmente ainda existe,  “ajuda” nessa percepção de que na vida você nasce, cresce e morre na mesma situação.  Ascensão social é praticamente inexistente.

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Casal que me pediu foto em New Delhi

Outra coisa é a adoração que eles tem pelos marajás. Embora tenham sido extintos os seus poderes ainda exercem muita influência nas suas cidades. E porque “dão hospital, escola ou comida” o povo os idolatra. O que para nós é esmola, eles acham generosidade, algo realmente muito importante na Índia.

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E por falar nos Marajás, o nome do roteiro da viagem era: os Palácios do Rajastão. Fiquei hospedada em Udaipur, Jodhpur e Jaipur em palácios que foram as residências dos marajás, administrados pela rede Taj Hotels. Inclusive em Jodhpur o marajá ainda vive lá com a sua família em uma parte do palácio. A beleza e riqueza das construções impressionam e contrastam com a realidade do seu povo.

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Lobby do Hotel Rambagh – Jaipur
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Quarto do Hotel Rambagh – Jaipur
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Fachada do Hotel Umaid Bhawan Palace – Residência do Marajá de Jodhpur
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Lobby do Hotel Umaid Bhawan Palace – Jodphpur
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Hotel Taj Lake Palace no meio do lago Pichola em Udaipur
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Jardim interno – Hotel Taj Lake Palace – Residência de verão do marajá de Udaipur
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Vista do Hotel Taj Lake Palace – Udaipur

O trânsito é exatamente como se vê no cinema, completamente louco! Aliás, regras de trânsito não são lá muito seguidas na Índia. Andar na contramão, por exemplo, cansei de ver, às vezes fechava os olhos e pedia Deus me ajude e ajudava porque não aconteceu nada. Buzinar faz parte do ato de dirigir. Não existe alguém dirigir na Índia sem buzinar, algumas vezes sem a menor necessidade, mas pode aparecer algo eles devem pensar, porque vivem com a mão na buzina. No início é muito engraçado, depois vai ficando atordoante.

Mesmo assim, vemos coisas tão incríveis pelo caminho que compensa.

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Feira de camelos de Pushkar
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Um amigo que se aproxima da janela do carro
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E muitos macacos
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Os lindos elefantes pintados de Jaipur

New Delhi tem 26 milhões de habitantes e eu não fiquei parada em nenhum engarrafamento. Na minha cidade, Florianópolis, de 500.000 habitantes SÓ tem congestionamento. Daí você pode pensar que por ser uma cidade pobre tem poucos carros, mas não é isso, acredito que esse sistema de trânsito “sem regras” acaba ajudando o trânsito a fluir e os milhares de tuc tucs também ajudam a desafogar o trânsito. Nos 9 dias que passei na Índia só vi duas batidas de carro. Mais uma vez comparando, na minha cidade tem todo dia.

Nós somos verdadeiros ETs para eles. E por sermos criaturas tão diferentes os indianos pedem fotos o tempo todo, querem ter um registro para guardar, mostrar para a família ou publicar em redes sociais “sua amiga estrangeira”. Me senti uma celebridade! Em alguns momentos o “assédio dos fãs” era tão grande que chegava a incomodar hahahaha. Para quem tem baixa auto estima é o paraíso. Inclusive se você anda se sentindo feia, gorda ou velha (como eu) vá para a Índia. Lá eu me senti a última bolacha do pacote 😉      A felicidade das crianças que vinham correndo pedindo “photos please” era demais!

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Qutab Minar – New Delhi
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Sahelion – Ki – Bari – Udaipur

Só um detalhe: eu fazia fotos com crianças, jovens meninas, mulheres, famílias e casais. Com rapazes não, dizem que eles aproveitam o momento para “passarem a mão”. Não aconteceu comigo, só li a respeito, inclusive mulher estrangeira não deve andar sozinha na Índia, não é seguro, independente da idade, há um alto índice de crime de estupro.

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Taj Mahal – Agra

Quanto aos outros crimes é muito seguro, furto e roubo não existe.

Depois de relatar tantos pontos negativos se pode pensar: e ela ainda gostou, como?    SIM AMEI! Porque conheci lugares tão lindos, tão diferentes. Uma história tão rica com passagens tão fascinantes dignas de roteiro de filme.

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Patrika Gate – Jaipur
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Patrika Gate – Jaipur
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Forte Mehrangarh – Jodhpur
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Palácio dos Ventos de Jaipur
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Jaswanthada – cenotáfio real de Jodhpur
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Forte Vermelho – Agra
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Clock Tower – Jodhpur
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Templo de Brahma – o deus da criação – Pushkar
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Humayun’s Tumba – New Delhi
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Palácio da Cidade – Udaipur
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Jagmandir Palace – Udaipur

 

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City Palace – Udaipur
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Taj Mahal – Agra
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Taj Mahal – Agra
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No monumento ao amor – Taj Mahal – Agra

Os trajes das indianas – sáris – o colorido de suas roupas me deixavam completamente fascinada, realmente uma explosão de cor e luz. Laranja, Verde, Rosa, Vermelho, tudo muito aceso, muito vivo, alegre. Não vi indianas de branco, preto, bege, cinza ou marrom, cores que são tão tristes.  O efeito desses trajes tão elaborados com a arquitetura local era realmente um espetáculo para os olhos.

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City Palace – Jaipur
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Forte Amber – Jodhpur
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Pushkar – Terra do deus Brahma

Conheci um povo muito gentil na sua maioria, doce, amável, preocupado sempre em lhe agradar e se você está bem e feliz. Uns consideram um povo servil, mas a servidão tem a conotação que você quiser dar. Na Índia servir é um ato de amor.

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O gentilíssimo porteiro do deck do Hotel Taj Lake Palace – Udaipur – Boas conversas
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A recepção no Taj Lake Palace – Udaipur
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O super simpático ascensorista do Hotel Umaid de Jodhpur que quis fazer uma sessão de fotos no seu elevador

Claro que por uma questão de sobrevivência, os indianos esperam uma gorjeta pelo serviço realizado, mesmo que “criem” esse serviço, como quando você pede uma informação na rua, eles não dão a informação e sim te levam até o destino, para quando chegar lá pedir uma gorjeta. Também em relação aos vendedores ambulantes “muito chatos e insistentes”, eles precisam vender, precisam ganhar algum dinheiro para o seu sustento e quem tem dinheiro? Nós os turistas, claro. Com base nisso penso que o desprendimento material, um dos princípios do hinduísmo, soa deslocado da realidade, pois a necessidade de ter alimento, vestuário e moradia implica obrigatoriamente em conseguir dinheiro para a sua aquisição, sonho de todos.

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Guardas se oferecem para fotografar para depois pedir dinheiro – City Palace – Jaipur

Logo na chegada me chamou a atenção a forma como é feita a imigração no aeroporto Indira Gandhi em New Delhi. Turistas voando de primeira classe e executiva tinham guichês separados, com tapete vermelho e corrimão dourado. Não demorei mais do que 10 minutos na fila. A diferença “entre classes sociais” já é flagrante na entrada. Ao lado o espaço para a classe econômica, uma fila imensa que demora horas, porque além de ter muito mais passageiros é junto com quem faz o visto eletrônico pela internet, na realidade se trata de uma solicitação de visto, cuja análise dos requisitos é feita lá. 

Recomendo fazer o visto impresso no passaporte no Consulado da Índia. Necessário entrar no site do consulado para ver o local da sua região. Como moro em Santa Catarina o meu consulado foi em São Paulo. A entrada no país desta forma é muito mais rápida.

O aeroporto Indira Gandhi em New Delhi – minha porta de entrada e saída – é limpo, organizado e muito bonito, me causou uma ótima impressão. O sistema de segurança e RX é mais rígido, o mesmo que vi na Turquia.

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Foto do site: http://www.business-standard.com

A Índia possui 1 bilhão e 350 milhões de habitantes em um território que corresponde a 1/3 do Brasil. Conseguem imaginar, mesmo com a nossa extensão territorial, o nosso país com 1 bilhão e 150 milhões de habitantes a mais? E na Índia a coisa flui, apesar de tudo, de maneira ordeira e pacífica, um feito realmente extraordinário de pessoas que  são  “da paz” e “do bem”. O único problema é querer uma foto exclusiva nas atrações! O forte do turismo na Índia são os próprios indianos, o turismo interno.

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Amber Forte em Jaipur

O cumprimento ou saudação Namastê – é feito por todos na chegada e na partida, com as mãos juntas esticadas com os dedos para cima pressionadas ao peito e o corpo ligeiramente curvado em reverência que possui significados como: eu saúdo a você, meu respeito a você e o divino em mim reconhece o divino em você. Sinal de um povo que tem uma atenção e preocupação enorme com o bem estar do outro. 

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Taj Mahal – Agra

Atenção que se estende a todos os seres vivos, fundamento do veganismo. Os hindus tem um profundo respeito pelos animais em especial a vaca, considerada sagrada, que transita livremente pelas ruas e de maneira geral os indianos não consomem e não utilizam produtos de origem animal. Os mais ortodoxos usam máscaras para não correr o risco de engolir algum inseto voador e usam vassouras para varrer na frente de seus passos para não pisar em algum animal, como formigas por exemplo.

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Rua em Udaipur

Em alguns templos é proibido entrar usando qualquer produto de origem animal: cintos e bolsas de couro por exemplo. Comprei na Índia algumas bolsas de tecido para esse fim. E sempre sem sapatos por uma questão de respeito ao solo sagrado.

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Templos Jain – Ranakpur

E a maior lição que a Índia me deixou foi a BOA VONTADE. Os indianos fazem tudo com muito boa vontade e então eu me senti envergonhada por todas as vezes que tive preguiça ou má vontade para fazer algo. A disposição deles é incrível! O marido diz que é a luta pela sobrevivência, a necessidade que os faz assim. Pode ser, mas assim mesmo é uma lição. Nunca dizer NÃO, dar um jeito sempre de fazer o que o outro pede, estar sempre com um sorriso no rosto é realmente inspirador.

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A felicidade contagiante dos indianos – Hotel Umaid – Jodhpur

Retiro do livro Filosofias da Índia de Heinrich Zimmer, Editora Palas Athena, indicado pelo marido (leitor compulsivo que possui a edição de 1986), a essência do preconceito em relação ao que nos é desconhecido.

“Excluir, rejeitar algo é pecado e auto engano, é a sujeição do todo à parte, é a violência atuando contra a essência e a verdade onipresentes, o finito colocando a si próprio acima do infinito. Aquele que assim se comportar ‘isto é quem assim se comporta como ser humano civilizado’ mutila e abrevia a realidade revelada e consequentemente mutila e abrevia a si mesmo.”

Quando escolhi a Índia para celebrar o meu aniversário pensei em um destino exótico, diferente do que estou acostumada, para sair da “zona de conforto ” e fugir do “lugar comum”. Só não imaginei que seria o aniversário mais incrível da minha vida! Imagens que ficarão para sempre na memória.

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Mehrangarh Forte – Jodhpur

Até hoje todos os lugares que eu conheci foram passeios. Para a Índia foi A VIAGEM no seu sentido mais amplo e profundo. Namastê!

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Lago Pichola com City Palace ao fundo – Udaipur
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City Palace e Lago Pichola – Udaipur

 

 

 

 

 

Restaurantes Rússia

A gastronomia tem um papel fundamental nas minhas viagens. Passo muito tempo pesquisando sobre restaurantes e bares na cidade que vou visitar. Já comentei isso aqui, penso que conhecer um outro país, uma outra cultura, passa obrigatoriamente pela sua cozinha.

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Bar Percorso Hotel FS St. Petersburgo

Gosto de conhecer locais bonitos, badalados, “da moda” e também estabelecimentos típicos, com história. Não tenho preconceito com aqueles classificados como  “turístico”, afinal, sou turista mesmo! Procuro, isso sim,  fugir do “isca de turista” porque geralmente significa comida ruim e péssimo atendimento

Porém, nem sempre consigo passar todos os dias comendo só a culinária local, às vezes preciso dar uma escapada, porque o tempero típico enjoa, como aconteceu no Marrocos ou quando realmente a comida não me agrada, como a culinária alemã. Nesses casos apelo para a boa e velha “comida internacional”, que geralmente tem um toque do país em que é feita.

Peixes e frutos do mar sempre tem a minha preferência, são bons em qualquer lugar do mundo e mais adaptáveis ao paladar, com exceção da Índia que por questão de higiene e segurança alimentar não passei perto.

Na Rússia o seu prato típico mais famoso é o Stroganoff, com “a” mesmo, uma carne picada com cogumelos em molho cremoso. É bom demais!!! Comi umas 250 vezes e não enjoei. A oferta gastronômica na Rússia é surpreendente. São muitos os bons restaurantes em São Petersburgo e Moscou, difícil escolher entre tantas opções.

Vou começar com São Petersburgo.

SINTOSHO: no Hotel Four Seasons Lion Palace. Culinária asiática fusion, com produtos provenientes de diversos países da Ásia. Foi o terceiro restaurante mais bonito que fui na Rússia. Não sou muito fã da culinária asiática, gosto de ir para conhecer e sou louca pela decoração desses restaurantes, fico babando com o estilo, um ambiente mais incrível que o outro.

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O salão principal onde ficamos era incrível, com um teto de pingentes branco e vermelho

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A comida estava boa (não achei ótima), mas não sou referência em comida asiática, então não vá por mim no quesito comida e vá por mim no quesito ambiente, se você gosta de restaurante “japa” esse é “o lugar” em St. Peters.

E a vista da nossa mesa para a Catedral de St. Isaac foi especial

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STROGANOFF STEAK HOUSE o mais famoso restaurante para comer stroganoff em São Petersburgo. Nas minhas pesquisas ele não tinha me agradado muito, alguns comentários ruins, o ambiente parecia feio pelas fotos, mas a guia Nádia indicou, disse que era bom e como estávamos perto, para facilitar o passeio resolvi arriscar e foi maravilhoso! O restaurante é bem grande, turístico, mas nada disso deve ser impedimento para conhecê-lo. Os ambientes são bonitos, atendimento muito gentil e a comida deliciosa, achei o melhor stroganoff de todos que provei na viagem. Recomendo muito.

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EMPORIUM ELISEYEVE um ótimo local para fazer um pit stop. Mix de loja, restaurante e café, o food hall Eliseyeve vale a pena a visita nem que seja para conhecer o seu interior em estilo Art Nouveau lindo demais! O café serve lanches, refeições ligeiras e fica no meio da muvuca da loja que vive lotada. O restaurante para refeição completa está no segundo piso. E em todo o ambiente térreo funciona a loja com doces, chocolates e bebidas à venda. Foi inaugurado em 1903 pelos irmãos que deram nome ao estabelecimento, passou por vários proprietários, ficou um tempo fechado e reabriu em 2012, restaurado em todo o seu esplendor. Na Nevsky Prospekt, 56 – a principal avenida de São Petersburgo, um lugar imperdível na cidade.

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BELLEVUE BRASSERIE no rooftop do Hotel Kempinsky Moika. É realmente, como diz o seu nome, uma bela vista. O cardápio de inspiração francesa, só que como estamos na Rússia, entrada de caviar não pode faltar, não é mesmo?  O restaurante foi renovado no ano de 2019, ambiente clean, todo envidraçado, atendimento especial, vale a visita.

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Lobby do Hotel Kempinsky

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Mais um Stroganoff para a conta

O terraço da cobertura tem uma vista espetacular, inclusive para o Museu Hermitage, mas mesmo em agosto a noite estava muito fria e não tinha ninguém. Céu de quase 22h

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XANDER BAR no Hotel Four Seasons Lion Palace. Drinks muito bem feitos, ambiente lindo, DJ excelente e os garçons mais simpáticos de toda a viagem. Fomos todas as noites. Adoramos começar ou terminar a noite com um drink, mesmo com o cansaço da viagem ajuda a relaxar e é um momento que passamos a relembrar tudo que vimos naquele dia, bom demais, porque geralmente rende boas gargalhadas, já que a gente vê cada coisa louca nesse mundão de Deus.

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TERRASSA ao lado da Catedral de Kazan, cozinha italiana, japonesa e européia. Pertence ao Grupo Ginza Project que tem mais de 30 restaurantes em St. Peters. Ambiente interno moderno com aquário e balcão de frutos do mar e um mercado com produtos orgânicos. Mix de bar e restaurante tem uma área externa com um visual incrível para a Catedral de Nossa Senhora de Kazan, Atendimento gentil e pratos bem servidos. Vive lotado, super badalado, melhor reservar pelo site http://www.en.ginza.ru

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Acima o terraço do restaurante com essa vista de suspirar. Abaixo a entrada do restaurante que fica em uma galeria. E a cara do marido que não gosta de fotos? Já eu amo!!!

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Agora a melhor surpresa da viagem. Entre a visita aos Palácios de Catarina e Peterhof a guia Nádia (Instagram @passeio.petersburgo) nos levou no restaurante PODVORYE em Tyarlevo, São Petersburgo.

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Na categoria turístico que vale super a pena. Conhecido como “o restaurante russo mais autêntico da Rússia”. Além da sua clientela russa fiel, é frequentado por artistas, políticos, intelectuais, celebridades dos esportes e claro turistas. Foi aqui que o presidente Putin comemorou um aniversário e só por esse fato o marido já quis ir. Tem uma construção típica russa em madeira.

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O restaurante é um parque de diversões! Inclusive muito indicado para ir com crianças.

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Casa da Bruxa

Sua decoração é rica em detalhes e possui uma loja com vários produtos típicos russos à venda.

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Porta do banheiro feminino
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Porta do banheiro masculino
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Urso Recepcionista
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Lojinha

E advinha o prato que a gente pediu? Strogranooooffffffffff

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Amei tudo nesse restaurante: decoração, atendimento, comida e principalmente por ser um lugar tão original e representante da cultura russa.

E caros leitores, vamos em frente que eu viajo para comer, com exceção da Índia (assunto para o próximo post).

Última noite em St. Peters (já estou íntima) o segundo restaurante mais bonito que eu fui, o italiano PERCORSO.

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Recepção do Restaurante Percorso

Sabe aquele ambiente tipo uauuu? É esse aqui. Que restaurante lindo! Não cansava de ficar admirando os seus detalhes. Todas as suas paredes revestidas com tecido adamascado, caixas de madeira em treliça e o lustre de pingentes de cristal em tons de âmbar dava um efeito mágico. Em um ambiente assim a comida nem precisa ser boa, a gente nem liga, só que era, aliás divina!

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Cozinha
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Primeiro ambiente
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Corredor para o Salão Principal
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Salão Principal

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Cordeiro com purê de batata e aspargo
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Na saída fomos no bar do restaurante Percorso, lindo demais!

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Fechamos assim com chave de ouro nossos 4 dias em St. Petersburgo. O último dia mesmo considero que foi o mais incrível e perfeito que já desfrutei em uma viagem.        E aqui vai um agradecimento especial para a querida guia Nádia que sei é leitora do blog: muito obrigada pelos dias maravilhosos que passamos na sua cidade. Pelo seu trabalho dedicado e de excelência. Pela calma e gentileza em todos os momentos. Adoramos ter lhe conhecido. Tem pessoas que passam pela vida da gente e nos marcam de uma forma muito especial, você é uma delas! Assim que nos vimos já soube, parecia que nos conhecíamos a vida toda ou de outras vidas (para quem acredita). Espero um dia retornar a sua linda cidade e que a gente possa se reencontrar. Por enquanto, vamos mantendo contato pelas redes sociais, porque fazer amigos pelo mundo é a herança mais valiosa que uma viagem pode nos deixar.

Agora, antes que eu comece a chorar, vamos para Moscou!

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Silk Lounge Bar do Hotel Four Seasons Moscou

Na primeira noite em Moscou fomos no restaurante BELUGA que fica no Hotel Nacional. Muito próximo do nosso Hotel Four Seasons, do outro lado da rua, só que nós os marinheiros de primeira viagem (russa) tentamos atravessar a rua e nada, impossível, várias pistas, nenhum sinaleiro ou faixa e agora? Voltamos ao nosso hotel e o porteiro explicou que havia uma passagem subterrânea! Lá fomos nós de novo, a charmosa aqui de salto porque era perto. Só que a passagem era imensa, uma galeria com lojas, lanchonetes, guichês de serviços e tíquetes já que dá acesso também a estação de metrô. Andamos tanto que não dava para acreditar, não chegava nunca a superfície, mas chegamos! Voilá!

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O Hotel Nacional é um ícone da cidade. Construído em 1903 é uma joia da arquitetura imperial russa.

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BELUGA é um dos restaurantes do hotel, especializado em caviar, que são as ovas do peixe esturjão não fertilizadas, sem qualquer tipo de aditivo ou conservante. Podem ser frescas ou pasteurizadas. O esturjão, maior peixe de água salgada do mundo depois do tubarão baleia, é proveniente do Mar Cáspio e como está cada vez mais raro, hoje em dia as ovas também são extraídas de outros peixes como salmão, truta ou tainha (caviar substituto). Os principais produtores de caviar são a Rússia e o Irã.

Há três tipos de esturjão no Mar Cáspio: a) Sevruga é o menor deles, com ovas pequenas e escuras, b) Ossetra é o peixe que nada em águas mais profundas e tem sabor um pouco diferente, c) Beluga o maior dos peixes e também o mais escasso, com ovas de cor acinzentada, sendo então o caviar mais caro, mais especial, por isso o nome do restaurante.

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Outro ambiente lindo, serviço impecável, mais um restaurante incrível para a lista.

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Potato Caspian

RYBY NET: São muitas as opções incríveis em Moscou, não seria lógico repetir, só que eu gostei muito deste restaurante que descobri por acaso, do outro lado da rua do Cristal Room Baccarat  que eu queria ir (tem em Paris já fui é ótimo), mas estava fechado em férias.

A Nikolskaya é a rua que passa pela lateral da Catedral de Kazan e da loja de departamentos GUM. Já mostrei essa rua nos outros posts sobre Moscou. Ela estava com um céu de lâmpadas que era a coisa mais linda à noite. Nessa rua tem muitos restaurantes e como não deu certo ir no Baccarat, fiquei olhando os outros até que me agradei do Ryby Net, uma steak house e entrei.

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Nikolskaya Street de dia
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Nikolskaya Street à noite

Fui para almoçar. Agora é que tem uma dica: o nome do restaurante está em russo. Então não adianta procurar por Ryby Net. Procure o número 12 da rua Nikolskaya e entre na porta ao lado da hamburgueria FARIII, é do mesmo proprietário, o grupo http://www.novikovgroup.ru que tem nada menos do que 91 restaurantes na Rússia.

Abaixo a fachada e porta da Steak house. Pectopah é restaurante em russo. O outro nome é Ryby Net. Alfabeto danado esse.

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Ambiente super charmoso, atendimento simpático com garçons se esforçando no inglês para lhe ajudar.

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Detalhe do Teto

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No cardápio: carnes de vários cortes, fillet mignon em duas opções: regular e prime. Fui de prime. Aí eu jamais iria imaginar que a melhor carne que já comi na vida seria na Rússia e foi!

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Acompanhamento pedi batatas (na foto não aparece) e molho à sua escolha, no meu caso bernaise. Fiquei enlouquecida! Carne saborosa, no ponto exato que eu pedi, amei. Tive que voltar. No outro dia almoçamos aqui novamente e foi maravilhoso.

Depois, à tarde, um pit stop no BOSCO CAFÉ. De frente para a Praça Vermelha tem dois espaços, um para café com lanches rápidos e confeitaria e outro interno um restaurante italiano. Fui para fazer um lanche e amei. Só pelo fato de sentar nesse lugar tão privilegiado e ficar observando o ir e vir já vale.

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Entrei para fazer fotos internas, está vazio porque não era hora de almoço ou jantar.

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A vista de uma mesa do terraço (área externa) onde fiquei

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Nosso lanche: Chá Earl Grey (marido aprendeu a tomar e agora ama). Strudel de maça para ele brownie de chocolate para mim, depois compartilhamos, uma delícia! Mais um da série tem que ir.

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Nesse dia era o aniversário do marido e queria um lugar bem especial para ir jantar. Então escolhi o restaurante WHITE RABBIT, classificado em 13° lugar na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo. Merece a colocação. O White Rabitt é lindo, situado no 16° andar de um prédio com uma vista incrível, atendimento muito especial (marido não deixou dizer que era aniversário dele) e comida excelente.

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Dentro do elevador do White Rabbit

A entrada do restaurante é pela Smolensky Passage, uma galeria comercial. Em razão do horário a galeria estava com as lojas fechadas, mas a porta fica aberta e um segurança indica o caminho do elevador. A gente sobe até o final, sai e tem mais um segurança que mostra o outro elevador (esse da foto acima) e a gente chega no 16° andar.

São dois andares. No primeiro piso tem um bar com aquário de frutos do mar e toillets.

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Depois sobe a escada para o segundo piso onde tem as mesas. O ambiente é todo envidraçado, a decoração é baseada na obra de Alice no País das Maravilhas e a vista é fantástica!

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Relógio da Alice no País das Maravilhas
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Outro bar na parte superior

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O ambiente superior também tem um mezanino e lounges com mesas e sofás (para grupos maiores) ou só mesas (onde nós ficamos).

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Palmas para o aniversariante, celebrando 60 anos

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Pedimos lagostim na grelha com manteiga de ervas, uma coisa de bom! Abaixo a vista

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Na última noite, escolhi um clássico para me despedir dessa cidade incrível: o TURANDOT: restaurante asiático cujo nome homenageia a ópera de Giacomo Puccini que estreou em 1926, baseada no drama de Carlo Gozzi, de 1762, que conta a estória de uma princesa chinesa Turandot,  que obriga seus pretendentes a resolver três enigmas ou são condenados a morte.

O prédio onde o restaurante está instalado já vale a visita. Construído como um palacete florentino em uma mansão onde só havia a fachada. Suas obras duraram 6 anos e meio. A entrada possui um lobby, um pátio interno em estilo renascentista com teto de vidro.

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Estátua de Netuno
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Escadaria com tapeçarias Aubusson século XVIII

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Salão Principal em dois pisos, escolhi o piso superior, a Rotunda, para ficar bem perto do fabuloso lustre estilo Louis XIV, feito em São Petersburgo, com cristais, quartzo e ametistas provenientes dos Urais, Brasil e Madagascar.

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O restaurante possui salão térreo e superior (Rotunda – onde fiquei). Oito salas privativas para pequenos grupos, salões de recepções e eventos. Atendimento extremamente gentil e comida deliciosa, tem opções de culinária internacional, como filé ao foie gras (prato do marido).

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Foi o restaurante mais bonito da viagem, levou o primeiro lugar, cada canto era decorado com extremo bom gosto, um palácio mesmo, jantar em local de sonho. E mesmo sendo um ambiente extremamente requintado, tinham pessoas vestidas de todos os estilos, do mais formal (como nós) ao mais casual, sem qualquer problema.

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E para fechar a noite fomos tomar um drink no CAFÉ PUSHKIN, quase ao lado do Turandot que funciona como café, restaurante e bar.

O nome do café é em homenagem a Alexander Pushkin (1799 – 1837) o maior poeta russo da época romântica.

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O café possui quatro ambientes: café e bar no piso térreo (Pharmacy Hall), sala de jantar no piso superior (The Library) e no mezanino e ainda um ambiente de terraço externo. Fomos só para tomar um aperitivo e nos instalaram no salão de jantar The Libraryn no piso superior,  para mim o mais bonito (sempre ajuda nessas horas estar vestido de maneira formal). O ambiente é em estilo barroco repleto de antiguidades e estantes com livros do chão ao teto.

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Na saída esperando o Uber

O Café Pushkin é um lugar do tipo “tem que ir” em Moscou. Pode ser a qualquer hora do dia, pois funciona das 10:00 às 23:00 como café, confeitaria e restaurante. Para se ter uma ideia da beleza do ambiente, abaixo uma foto da internet.

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Foto do site http://www.travelaway.me

Um local que nós fomos e não fotografei foi o MOSKOVSKY BAR dentro do Hotel Four Seasons porque segundo a política do hotel de preservar a intimidade de seus hóspedes fotos não são aconselhadas nas suas dependências. Assim, mesmo indignada, resolvi respeitar. O ambiente é muito bonito, ótimos drinks (Bellini divino) e lotado, se bem que de tão escuro, acho que não iria aparecer nada nas fotos mesmo. Mais uma vez a internet me socorre (foto profissional é outro nível).

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Foto do site: http://www.afisha.ru
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Foto do site: http://www.afisha.ru

Nosso tour pela Rússia durou 7 dias, foram 4 dias em São Petersburgo e 3 dias em Moscou. Em todos os restaurantes comemos muito bem e o atendimento foi muito gentil e simpático, à exceção de um. O único que fez jus à fama do mau humor dos russos, que considero injusta quero deixar bem claro.

Quando saímos do Museu Hermitage em São Petersburgo, logo em seguida seria o passeio de barco, então fomos em um restaurante bem próximo do pier para facilitar e agilizar o almoço. O restaurante “Na Abordazh“, que significa “on boarding”, fica no Enbamkment River Moika, 40.  Tem um ambiente simples, com detalhes náuticos. Atendimento super mal humorado da garçonete, comida tão demorada que tive que perguntar três vezes, parecia que ela tinha feito de propósito, outras mesas eram servidas menos a nossa. A comida estava horrível, enfim, uma péssima experiência. Em uma viagem de 19 dias pela Escandinávia e Rússia foi o único estabelecimento que não deixei gorjeta. Saí indignada, ainda bem que em seguida foi o passeio de barco que de tão lindo logo esqueci. Deixo o registro para não caírem nessa “roubada”.

Este é o último post da viagem de Agosto de 2019 pela Escandinávia e Rússia. Roteiro que super indico. As cidades são lindas, povo educado e hospitaleiro. Deu muita saudade rever fotos e informações para o blog.

No próxima sequencia de post, já em rascunho, contarei sobre a Índia, viagem que fiz em Novembro 2019 e que me marcou profundamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Moscou – Parte II

Continuando o tour pela capital da Rússia, o primeiro post você lê aqui Moscou , no terceiro e último dia na cidade bati o meu recorde de caminhada: 21,5 Km! Estava um dia lindo, temperatura perfeita, clima muito bom em agosto na Rússia.

Então, em um dia assim, vamos aproveitar para curtir a cidade a pé.

Pela manhã cruzamos a praça que fica em frente ao nosso hotel Four Seasons em direção a Catedral de Cristo Salvador e o Rio Moskva.

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Acima a World Clock Fontain é a clarabóia de um shopping e abaixo a Praça Manege com seu centro de exposições ao fundo.

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Descendo a Rua Mokhovaya chegamos na Praça Borovitskaya onde se encontra a Biblioteca Estatal Russa e uma estátua de bronze gigantesca (como tudo em Moscou) monumento em homenagem a Valdimir, o Grande. Príncipe de Kiev, faleceu no ano de 1015, considerado santo nas igrejas ortodoxa e católica pelo seu papel na evangelização na Rússia.

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Às margens do Rio Moskva, com vista para a Ponte Bolshoy e o Kremlin ao fundo.

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Abaixo, vista para o outro lado do Rio Moskva, em direção à Catedral de Cristo Salvador

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Ponte do Patriarca

A Catedral de Cristo Salvador foi originalmente construída e consagrada em 1883 em agradecimento pela vitória contra Napoleão Bonaparte na invasão do ano de 1812. Totalmente destruída por Stalin em 1933 por considerar um símbolo czarista, a igreja ortodoxa russa, através do Patriarcado de Moscou, construiu uma nova, nos anos 2000, nos moldes da original.

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A Catedral possui 104 metros de altura e comporta 15.000 pessoas.  As peças mais importantes são 3 tronos: Natividade de Cristo, São Nicolau e Sagrado Príncipe Alexandre Nevsky. Fotografias proibidas no seu interior.

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Cathedral Of The Russian Orthodox Church. Interior of the Cathedral of Christ the Savior. Moscow. 12.07.2010

Atrás da Catedral, no lado esquerdo, tem um guichê que vende os tíquetes para o passeio de barco pelo Rio Moskva. O pier fica logo abaixo da Ponte do Patriarca. Infelizmente não consegui fazer o passeio, cheguei cedo e o primeiro barco só saía às 11:45 da manhã, além de ter que esperar muito no local, como faria um tour às 14:00 horas, não dava tempo, uma pena, queria muito, mais um motivo para voltar.

Logo depois, vi no Instagram da top blogueira Lalá Rebelo que o passeio mudou o trajeto e não está passando em frente a Catedral de São Basílio, parte mais bonita, em razão de obras na ponte, previsto para normalizar em um ano, então fiquei mais conformada.

Abaixo, na foto do guichê, o horário do primeiro barco era perfeito pra mim, mas não ia sair (sem explicação). Aliás, na Rússia aconteceu isso algumas vezes, informações pela internet que havia anotado quando cheguei lá não batiam, tudo diferente e os sites não são atualizados. A programação é alterada e a gente fica bem perdido.

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Vamos adiante, seguimos por trás da Catedral de Cristo Salvador em direção a Rua Arbat.

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A Rua Arbat é um calçadão de aproximadamente 1 km. Lojas de chineses que vendem souvenirs, restaurantes de redes de fast food, percorri toda a sua extensão e só gostei de uma ou duas lojas. Apesar de ser considerada uma rua típica, a velha Rua Arbat (não confundir com a Avenida Nova Arbat), possui uma arquitetura bonita, mas não faz jus a sua fama.

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Rua Arbat – Monumento ao cantor e poeta Bulat Okudzhava

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Loja de artigos para casa que amei

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Após o almoço, fomos fazer o passeio programado com a http://www.moscowprivatetours. Nossa guia Svetlana nos levou no Parque VDNKh (Centro Panrusso de Exposições) e no Museu da Cosmonáutica, presente de aniversário para o marido, desejo dele.    Por minha escolha não teria incluído esse passeio no nosso roteiro, mas valeu muito a pena, adorei e recomendo.

O museu da Cosmonáutica tem tudo que se possa imaginar sobre o programa espacial russo bem como a corrida espacial principalmente a disputa com os americanos. Naves e estações espaciais, animais famosos e homenagem aos seus cosmonautas. Na Rússia não se diz astronauta, porque para eles a viagem é para o Cosmos.

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Monumento aos Conquistadores do Espaço

Na entrada uma estátua do Cosmonauta Yuri Gagarin, primeiro homem a viajar para o espaço, em 12 de abril de 1961, na nave Vostok 1.

Yuri tinha apenas 1,57m de altura, sendo sua compleição a ideal já que a nave possuía 4,4 m de comprimento e 2,4 m de diâmetro. Enquanto observava o nosso planeta do espaço pronunciou a famosa frase: “A Terra é azul”. Yuri Gagarin faleceu em 1968, aos 34 anos de idade, em um acidente aéreo.IMG_4075.JPG

Abaixo o módulo da nave Vostok 1 onde ficou o cosmonauta Yuri Gagarin

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Vostok 1
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Vostok 1

Também, logo na entrada, as cachorrinhas Belka e Strelka primeiros seres a viajarem para o espaço e voltarem vivos. A viagem ocorreu em 19 de agosto de 1960, aniversário de um ano do marido! Eram vira-latas e viviam na rua e foram escolhidas principalmente por causa da inteligência e esperteza desses cães já que foram treinadas para executarem pequenas tarefas na espaçonave Sputinik 5. Viraram celebridades na URSS, participando de vários programas de televisão.

Posteriormente, Strelka teve filhotes e uma cachorrinha chamada Pushinka foi dada de presente por Nikita Khrushchov à Caroline filha do Presidente dos Estados Unidos John Kennedy.  Elas tiveram vida longa e quando faleceram foram empalhadas, foto abaixo.

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Vale lembrar que o primeiro ser vivo a viajar para o espaço foi a cadelinha Laika, em 1957 na nave Sputnik 2, mas ela morreu horas depois de calor. No museu há um memorial em sua homenagem.

Abaixo a nave Sputnik 5 onde viajaram Belka e Strelka junto com um coelho, 42 camundongos e algumas plantas.

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O museu só tem informação em russo. O nosso tour foi feito com um guia do próprio museu, Aleksander, simpático e com informações muito interessantes, só falava russo, sendo traduzido pela nossa guia. 

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Uma das coisas mais interessantes do museu é poder entrar no módulo da primeira estação espacial do mundo, a MIR, que foi colocado na órbita da terra em 1986. Com o guia do museu você não espera, ele tem preferência de entrada e a gente fica sozinho com ele.

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Dentro da Estação Espacial MIR

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Comidinhas

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Meteoros que a gente pode tocar (essa mão não é minha) depois eu toquei também 😉

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Sondas de exploração espacial

Abaixo um modelo da nave Soyuz, do programa espacial soviético do mesmo nome, com início em 1967 e capacidade para três cosmonautas, sendo aperfeiçoada e utilizada até os dias de hoje.

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Coincidência fashion – Laranja é a cor dos Cosmonautas

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O que mais me impressionou foi realmente o pequeno espaço interno do módulo onde ficam os cosmonautas. O foguete é enorme, mas a nave onde eles ficam é super apertada, dá uma agonia imaginar ficar horas ou dias nesse local.

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No museu há muitas fotos e objetos contando a história não só do programa espacial como também dos Cosmonautas. Abaixo na galeria de fotos, o primeiro à esquerda é Yuri Gagarin.

Na fila de baixo, na segunda foto, a primeira mulher a viajar sozinha para o espaço: Valentina Tereshkova, nasceu em 1937 e em 1963 aos 26 anos, na Vostok 6, deu 48 voltas ao redor da órbita da terra. Sua missão durou 71 horas. Só para se ter uma ideia do seu pioneirismo, a segunda mulher a ir para o espaço só aconteceu quase 20 anos depois. Casou com um cosmonauta, teve uma filha e entrou para a carreia política e foi deputada. Valentina hoje está com 82 anos e sempre disse que gostaria de ir para Marte, nem que a viagem seja só de ida (sem volta).

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Depois do incrível Museu da Cosmonáutica fomos a pé, logo ao lado, no Centro Panrusso de Exposições – Parque VDNKh – sigla em russo para Exposição das Conquistas  da Economia Nacional,  criado para divulgar as criações soviéticas no campo industrial.

Posteriormente foi se acrescentando pavilhões acadêmicos e culturais.

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A grandiosidade do parque já se vê logo na entrada com o tamanho do portal. A altura é inacreditável. O Centro Panrusso foi inaugurado em 1939, logo em seguida fechado por causa da 2ª Guerra Mundial, reformado até 1959, em 1989 já contava com 82 pavilhões.

Os números são impressionantes. Possui área de 2.375.000 m², maior que o Principado de Mônaco. Mais de 300 exposições anuais e seus 400 pavilhões fechados possuem área de 266.000 m². Dá para passar uma vida inteira aqui, mas eu só tinha uma tarde.

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Acima ao fundo e abaixo o Pavilhão Central que conta a história soviética.

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Desde que a Prefeitura de Moscou retomou a administração do parque ele está muito bem cuidado, seus canteiros de flores são lindos e vários projetos estão em andamento para criar ainda mais opções de lazer para todas as idades. Fomos em uma terça-feira, só que como era época de férias e estava um dia lindo, com sol e calor, estava lotado de famílias e crianças brincando. Foi muito legal, pois a maioria eram locais passeando com seus filhos, sempre fico pensando como é importante ter esses espaços que unem lazer e cultura para as pessoas.

Os pavilhões dos países, 50 no total, são de representação de um país que integrava a antiga URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.  Existem também locais de exposições tecnológicas, científicas e culturais.

Geralmente eu entrava para conhecer o que eu achava mais bonito por fora e o da Armênia que já tinha uma indicação de um amigo que valia a pena. Não fotografei o interior deles (só o da Armênia). Os pavilhões dos países exibem a sua história e cultura e alguns possuem além de restaurante ou loja de comida típica, também a venda de produtos fabricados no país de origem.

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Pavilhão do Cazaquistão
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Pavilhão da Ucrânia

Abaixo fachada e interior do pavilhão da Armênia

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Pavilhão do Azerbaijão
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Pavilhão da Armênia

No parque ainda tem os pavilhões da era espacial, do cinema, da robótica, dos jovens artistas, aquário, enfim é realmente um mundo de coisas para ver e fazer.

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Pavilhão da Energia Atômica
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Pavilhão de Belarus

Na Praça Espacial o Foguete Vostok, o avião Yak 42, Helicóptero MI-8 e o Buran

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Foguete Vostok
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Ônibus Espacial Buran

Na avenida principal do parque as suas atrações mais famosas: as fontes.

A Fonte da Amizade das Nações – Fonte Durzhba Narodov, possui 16 esculturas em bronze folheadas a ouro e representa as 16 nações que faziam parte da extinta URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas

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E a Fonte da Flor de Pedra que foi restaurada e reaberta recentemente toda decorada com mosaicos.

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O Parque VDNKh fica a 10 Km do centro de Moscou (da Praça Vermelha) acessível de metro pela estação Prospekt Mira. É um local lindo com atividades interessantes e também para relaxar nos seus bancos, tomar um sorvete (fizemos isso) e apreciar o ir e vir. Eu não tinha muito tempo em Moscou, mas valeu a pena ter incluído no meu roteiro, recomendo muito a sua visita.

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De volta ao hotel, fomos jantar e depois passear por essa cidade linda à noite, que fiquei apaixonada. Abaixo um resumo das fotos noturnas de Moscou nos três dias que passamos lá

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Teatro Bolshoy
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Praça Vermelha
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Museu Estatal Russo
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Loja departamentos GUM
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Praça Manege
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Torre do Prédio “Sete Irmãs”

Não imaginei que iria gostar tanto de Moscou, seu pontos positivos superam em muito os negativos. E está ficando cada dia melhor, mais aberta ao turista, muito limpa e segura. Sua história de contrastes e superação é inspiradora. De todas as cidades que conheci nesse roteiro entre Escandinávia e Rússia, Copenhagen e Moscou foram as que mais me atraíram e não vejo a hora de voltar.

O próximo e último post desta viagem será sobre os restaurantes e bares incríveis que conheci na tradicional São Petersburgo e na cosmopolita Moscou.

 

 

 

 

 

Moscou

Capital da Rússia até 1703, quando Pedro, o Grande a transferiu para São Petersburgo e desde 1918, após a revolução bolchevique, foi fundada em 1147, teve a sua ascensão em 1462 com Ivã III e depois a partir de 1613 com a dinastia dos Romanov.

A cidade possui 12 milhões de habitantes, sendo uma das mais populosas do mundo.

Moscou é a Rússia da nossa imaginação. As construções que parecem os brinquedos de blocos de madeira da infância (quem tem mais de 40 anos conhece), os prédios pintados de vermelho, a arquitetura monumental do regime comunista. E a realidade: trânsito difícil, taxistas nada confiáveis e placas só em russo.

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Porta da Ressurreição – Praça Vermelha

E eu amei!!! Vou confessar: gostei mais de Moscou que de São Petersburgo.            Explico:  St. Peters é linda, tem muitas coisas interessantes, mas não parece uma cidade, é uma atração turística! Além de parecer muito mais Europa. Moscou é diferente, é Rússia. Então para conhecer realmente a Rússia precisa ir para Moscou.

Cheguei em Moscou de trem, vindo de São Petersburgo, são 4 horas de viagem. Reservei 3 dias para a cidade e foi muito pouco. Subestimei Moscou. Tem muita coisa para ver e fazer, é uma cidade grande, de deslocamento complicado, não consegui ver tudo o que eu queria, deu muita vontade de voltar, quem sabe um dia!

Fiquei hospedada no Hotel Four Seasons que fica na Praça Vermelha. Não existe localização melhor para visitar Moscou, principalmente se for pela primeira vez, do que a Praça Vermelha e o seu entorno.

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O Fous Seasons Moscou é o melhor hotel da cidade. É lindo, moderno, com uma decoração de extremo bom gosto.

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E como havia ficado no hotel da rede em St. Peters me deram um upgrade para uma suíte de 98 m2. Quando entrei no quarto não acreditei. Eu nunca tinha ficado em um quarto assim na minha vida! Era um apartamento, com todo o luxo, conforto e comodidade de um hotel 5 estrelas. Reserva pelo http://www.grandluxuryhotels.com

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O quarto
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Hall do quarto com armários
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Continuação do hall do quarto com lavabo
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Sala de TV
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Sala de Jantar
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Banheiro

Na foto acima uma parte do banheiro, já que do outro lado tem a ducha e o sanitário.

Havia também um closet, separado, com vários armários e gavetas que dava para colocar roupas para mais de um mês e eu fui passar apenas 3 dias!!! Ohhh vida! Já fiquei 20 dias em um hotel que tinha apenas duas minúsculas portas de armário para roupas. Como são as coisas, não é mesmo? Fora que nem tive tempo para sentar e assistir TV ou pedir comida na “minha” sala de jantar, pois queria mesmo era aproveitar as muitas opções de restaurantes maravilhosos.

Mesmo assim amei a oportunidade de ficar em um hotel e quarto tão incríveis.

Bom, vamos sair e conhecer a cidade que eu estava louca de ansiedade. Como cheguei em um domingo já agendei a visita as estações de metrô, uma atração turística da cidade. O metrô de Moscou movimenta milhares de pessoas por dia, então se tiver oportunidade de visitar em um domingo é bem melhor, muito mais tranquilo.

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Com a Guia Tatiana na estação Novokuznetskaya

Contratei pela empresa Get Your Guide, única que encontrei com o horário que eu queria, um tour privativo em espanhol, com a guia Tatiana Vyazova. Nem me passou pela cabeça tentar visitar as estações sozinha. O serviço de um guia é fundamental nesses casos em que você tem pouco tempo e precisa fazer render. Em duas horas e meia conhecemos as estações mais bonitas e importantes de Moscou.

A primeira foi a Estação Ploshchad Revolyustsii que fica embaixo da Praça Vermelha, de 1938, possui estátuas de bronze e para dar sorte precisa passar a mão em uma estátua, no nosso caso escolhemos o focinho do cão.

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Estação Arbatskaya – linha 3 – Arbatsto – Pekovskaya, de 1953.

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Estação Kievskaya – Há duas estações com o nome Kievskaya só para confundir ainda mais o  turista, por isso a importância de se contratar um passeio guiado para conseguir chegar corretamente nas estações. Abaixo fotos da estação da linha 3, em homenagem ao povo da Ucrânia.

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Estação Kievskaya, de 1954, a outra de mesmo nome, localizada na Linha Koltsevaya, número 5, com mosaicos de Lenin e Stalin.

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Estação Slavyansky Bulvar da linha Arbatsko-Pokrovskaya, inaugurada em 2008

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Estação Belorusskaya, de 1952, dedicada aos irmãos eslavos da República da Bielorússia

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Estação Novolobodskaya de 1952, com 32 vitrais e um mosaico de Pavel Korin que diz “Paz em todo mundo”.

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Estação Prospekt Mira de 1952 tem lustres lindos e detalhes em porcelana nas paredes.

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E a mais linda estação de metrô de Moscou e acho que do mundo: Komsomolskaya, é a mais luxuosa das estações. Seu teto amarelo e os lustres de bronze parecem realmente um palácio. De 1952, possui 8 painéis que representam a luta da Rússia por  liberdade  e independência.

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A estação Mayakovskaya de 1938 tem uma arquitetura futurista. Os seus arcos são de metal e se você tiver habilidade pode lançar uma moeda de um lado que ela corre perfeitamente até o outro. Nós tentamos e não conseguimos. No teto tem 34 claraboias com mosaicos que retratam as 24 horas na vida do povo russo, sendo várias atividades que vão desde a colheita até a cosmonáutica. Tem 33 metros de profundidade e na Segunda Guerra Mundial serviu de abrigo antiaéreo.

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Estação Taganskaya, de 1959 possui 48 painéis com perfis em baixo relevo de mármore e um lindo tom de azul ao fundo, homenageando soldados, pilotos e marinheiros russos.

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No primeiro dia também aproveitei para conhecer a GUM, a loja de departamentos mais famosa da Rússia. A GUM parece mais com um shopping mesmo, com lojas em espaços independentes como conhecemos no Brasil e não nos moldes da Laffayette ou Printemps em Paris por exemplo, com muitas lojas em cornes sem divisões (que particularmente não gosto).

A GUM fica na praça Vermelha e é linda demais! Foi construída entre 1889 a 1893 na época do Czar Alexandre III, na Revolução Bolchevique foi fechada e só reabriu em 1953.

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Na área externa duas coisas chamam a atenção: os canteiros de flores, imensos e lindos! Depois as luzes na fachada e no calçadão em frente a sua entrada principal que formam um verdadeiro céu iluminado. A noite é fantástico!

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No interior da GUM tem lojas, inclusive de várias grifes, restaurantes, cafés, o quiosque de sorvete mais concorrido do planeta e um mercado no térreo.

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O Bosco Café é um ótimo local para fazer uma parada, tem espaço para lanches, café e doces e outro de restaurante para refeições. Fui para tomar um chá e comer um doce.  Adorei, atendimento muito simpático (li o contrário) e consegui uma mesa na parte externa para ficar apreciando o ir e vir.

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Como era muito próxima ao meu hotel, acabei passando na GUM três vezes. O seu nome corresponde as iniciais em russo de “Loja de Departamento Estatal” pois funcionou como um mercado de distribuição de gêneros alimentícios para a população durante o regime comunista. Após a queda do comunismo, se transformou no shopping center mais caro do mundo, interessante não? O seu nome atual é outro, em russo parecido com TYM (não sei como fazer no computador o alfabeto cirílico) que significa Loja de Departamento Universal, mas continua sendo conhecida por GUM.

Não sou fã de shopping no exterior, não gosto de perder tempo em lojas de departamentos nas minhas viagens, mas considero que dar uma “passada” para conhecer a GUM vale muito a pena, o prédio é lindo (seu teto de vidro ilumina o local naturalmente) e tem ótimas opções de gastronomia.

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No entorno da GUM, a poucos passos, se encontram várias atrações imperdíveis para se visitar em Moscou e vou explicar a diferença nas fotos do céu e roupas nestas atrações.

Fui na Praça Vermelha várias vezes nos 3 dias que estive em Moscou, pois o Hotel FS é aqui. Só que durante o dia, nos horários de visitação das igrejas, lojas e museus, a quantidade de pessoas era absurda, agosto é alta temporada em Moscou e as fotos externas não ficavam boas.

Então combinei com o marido, acordar as 5:30h da manhã e sair para fotografar as fachadas (amanhecia antes das 4h), ele topou e deu certo! As fotos mais lindas da vida, com um céu azul limpo e as atrações só para mim. E pasmem: às 6h da manhã, em frente a Catedral de São Basílio, quando eu já tinha terminado as minhas fotos, chegou uma excursão de chineses!

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Catedral de São Basílio

O melhor ângulo para fotografar a Catedral de São Basílio é na diagonal direita. Só que parte da Praça Vermelha estava fechada para um evento e não dava para passar. Mesmo assim, consegui fotografar praticamente todos os ângulos dessa Igreja que é tão linda e diferente para nós, o seu colorido tão intenso, parece realmente de brinquedo.

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O seu nome é Catedral da Intercessão da Virgem do Fosso. Possui 9 cúpulas e a sua construção começou em 1561 por ordem do Czar Ivan, o Terrível, que reza a lenda, mandou cegar os arquitetos para que eles nunca mais pudessem repetir o projeto ou construir outra igreja mais bonita.

Originalmente era branca e dourada, só em 1860 que foi criada essa composição de cores que fascina o mundo.

Possui dois andares sendo a junção de 10 igrejinhas. No seu interior há placas indicando o trajeto e os nomes das igrejas por onde se está passando, como por exemplo: Igreja da Entrada do Senhor em Jerusalém, Igreja dos Três Patriarcas de Constantinopla e Igreja de São Gregório da Armênia, mas é um labirinto difícil de se localizar e fiquei dando várias voltas, passei muitas vezes pelos mesmos lugares, embora não tenha ficado incomodada com isso, porque na realidade, por mim, eu nunca mais sairia de lá de dentro 🙂

Comprei o ingresso antecipado pela internet no site http://www.tickets.shm.ru porque as filas no local são enormes. Chegando lá tem que trocar pelo tíquete no guichê que para isso não tem fila. O site abre em russo, mas com o google tradutor fica bem simples.

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Como são várias igrejas os seus estilos mudam, principalmente a decoração das paredes.

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Na Catedral de São Basílio não existe uma nave, com amplitude como vemos nas igrejas tradicionais, mas sim um emaranhado de corredores escuros com pequenas salas e altares. É realmente muito diferente e interessante.

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Ainda na Praça Vermelha, ao lado da Porta da Ressurreição se encontra o fantástico Museu Histórico Estatal, e, como sempre, me desculpem o desabafo, a ignorância dos turistas ainda me assombra. A cidade estava lotada e o museu praticamente vazio, triste! Claro que é muito melhor visitar um local mais tranquilo, sem tanta gente, só que acho um absurdo os turistas não se interessarem pela arte e cultura do país que estão conhecendo.

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Na fachada do museu tem uma estátua do Marechal Zhukov. Tem prédio mais lindo?

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O Museu Histórico do Estado foi fundado em 1883 na Coroação do Czar Alexandre III. O seu acervo é composto por pinturas, armas, utensílios, vestuário, decoração, jóias e relíquias imperiais dos Romanov.

A entrada é pela lateral esquerda, assim que ultrapassa a Porta da Ressurreição.

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Abaixo lateral e fundos do Museu Estatal um dos prédios mais lindos da Praça Vermelha

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E o seu interior é tão lindo, o que mais me impressionou na Rússia foi justamente isso, além do acervo, os prédios tem uma decoração incrível.

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Visitei o museu sozinha, sem acompanhamento de guia, assim como na Catedral de São Basílio. A compra do ingresso na bilheteria local foi bem fácil e as peças do acervo tem explicação em russo e em inglês. O museu fecha na terça-feira e o seu horário de funcionamento até às 21h facilita a visita.

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A outra igreja situada na Praça Vermelha é a Catedral de Kazan, ao lado do Museu do Estado, assim que passa a Porta da Ressurreição, à esquerda. Sobre a história do ícone de Kazan você pode ler aqui São Petersburgo

A igreja, em agosto, mês da minha visita, se encontrava em obras e só pude conhecer uma pequena parte do seu interior, onde não é permitido fotografar.

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A Porta da Ressurreição, o portão de entrada da Praça Vermelha é uma réplica do original, possui uma pequena capela (porta de madeira) e no chão em frente o marco zero de Moscou.

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Também na Praça Vermelha se encontra o Mausoléu de Lenin, junto as muralhas do Kremlin, o seu corpo está embalsamado há quase 100 anos. Não tive interesse em visitar, a fila é imensa, a maior de todas as atrações de Moscou, porque como o local é pequeno, poucas pessoas podem entrar por vez, então a fila anda bem devagar.

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Foto do site: http://www.dw.com

E para fechar os prédios da Praça Vermelha, que tem esse nome não só por causa da cor de suas construções mas também porque Vermelha em russo antigo significava bonita, a fachada da Duma, a antiga “câmara dos Deputados” no regime bolchevique.

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Agora o local mais fascinante de se conhecer é realmente o Kremlin de Moscou. Junto a Praça Vermelha é surpreendente! As suas igrejas são lindas demais, o Palácio do Arsenal, seu museu, é imperdível, em muitos tours guiados ele é excluído, fuja desse tipo de passeio! Procure fazer o tour mais completo possível ou vá sozinho e passe muitas horas lá para poder aproveitar tudo (o ideal).

Contratei o Full Kremlin Tour, pelo site da empresa http://www.moscowprivatetours.com com a guia Svetlana, uma russa muito querida, super competente, que fala português fluente e ainda conhecia a minha cidade Florianópolis! Foi um serviço muito pontual e profissional, fiz outro passeio com ela e fiquei muito satisfeita, recomendo.

Kremlin significa fortaleza, mas o da Praça Vermelha é tão famoso que incorporou o nome como significado. Como no caso da marca Gilette (para lâmina de barbear). Na realidade existem outros kremlin na Rússia (30 aproximadamente), mas o de Moscou é de fato o mais importante e emblemático.

O Kremlin de Moscou possui uma área de 30 hectares em forma de triângulo e faz fronteira com a praça Vermelha, o Parque Alexandre e o Rio Moskva. Tem mais de 1000 anos (começou com uma construção de madeira) e ganhou importância com Ivan III, o Grande, em 1462. É a sede do poder (governo) na Rússia desde 1917 com a revolução Bolchevique.

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Em frente ao memorial do Soldado Desconhecido e a Torre da Trindade ao fundo

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As suas muralhas possuem 2,5 Km de extensão e altura que varia de 5 a 19 metros e um total de 20 torres. A entrada para os turistas é pela Torre Kutafyia, conectada a Torre da Trindade nos Jardins de Alexandre.

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Torre da Trindade entrada do Kremlin – lado de fora
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Torre da Trindade – vista pelo lado de dentro do Kremlin

O primeiro prédio que avistamos no interior do complexo, da fortaleza, é o Palácio Estatal, um prédio construído na década de 1960 que hoje funciona como teatro do Ballet do Kremlin

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Em frente, o Grande Palácio do Kremlin, onde o Presidente Vladimir Putin trabalha, por questão de segurança nunca se sabe se ele está ou não,  e o marido decepcionado que não conseguiu encontrá-lo.

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É possível visitar a parte do palácio que é usada para recepções e eventos, mas precisa agendar com meses de antecedência, são poucos acessos disponíveis, alto custo do ingresso e a necessidade de se fazer uma pesquisa na documentação do interessado previamente enviada, já que o Kremlin é um dos locais mais seguros do mundo.

Abaixo, a Praça das Catedrais é o coração do Kremlin, onde está a maioria das atrações que se pode visitar.

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O Tsar Pushka, o canhão do Czar, é o maior canhão do mundo. Feito em bronze em 1586, possui 5,34 metros e 18 toneladas. O calibre é de 890 mm e nunca foi usado. Foi construído só para intimidar os inimigos e mostrar o poder bélico russo.

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Tsar Kolokol, o Sino do Czar, é o maior sino do mundo, com 6,14 m de altura e 6,6 m de diâmetro e possui 222 toneladas!!! Nunca foi pendurado, suspenso, porque não haveria torre que pudesse sustentá-lo. De 1733, feito em bronze,  está no chão junto ao Campanário.

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O sino foi danificado em um incêndio antes de ser usado e o pedaço que quebrou pesa incríveis 11 toneladas!

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O Campanário de Ivan o Grande, construído entre 1505 a 1508, possui 34 sinos, sendo o maior, o Sino da Assunção com 64 toneladas, e a sua torre mais alta com 81 metros.

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Campanário de Ivan

Na foto acima na praça das Catedrais, com as suas igrejas: a) Catedral da Assunção, b) Catedral do Arcanjo São Miguel, c) Catedral da Anunciação, d) Igreja da Deposição das Vestes, e) Igreja dos Doze Apóstolos.

O interior das igrejas é de uma beleza impressionante, como não é possível fotografar o seu interior vou postar algumas fotos que consegui na internet.

A Catedral da Assunção, também conhecida como a Catedral da Dormição, de 1489 possui cúpulas em ouro, fachada de tijolos e entrada em mosaico. No seu interior o trono de Ivan o Terrível.

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Detalhe do tamanho da fila para entrar, com guia fica mais fácil pular a fila.

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A Dormição de Maria é uma das mais importantes datas do calendário da religião ortodoxa russa. Dormição é a morte de Maria, mãe de Jesus e depois a sua ressurreição e elevação ao céu. A data é comemorada em 15 de agosto.

A Catedral da Assunção era a igreja da coroação dos czares.

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Foto do site: http://www.istockphoto.com – Autor: Vladislav Zolotov

Catedral do Arcanjo São Miguel de 1505, construída na época de Ivan, o Grande possui a fachada branca e 5 cúpulas: Jesus e os 4 Evangelistas. No seu interior os túmulos dos czares Ivan o Terrível e Ivan o Grande. Esta igreja foi o local de enterro dos czares da Rússia até o século XVII. Possui 54 túmulos e 46 lápides de czares e príncipes.

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Foto do site: http://www.pt.sodiummedia.com

A Catedral da Anunciação, de 1489 também possui fachada branca e cúpulas de ouro. Conhecida como o “puxadinho” de Ivan o Terrível. Como o czar se casou algumas vezes era impedido de entrar nas igrejas pela religião ortodoxa russa, então resolveu seu problema construindo um anexo para que pudesse assistir as missas.

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Foto do site:: http://www.nextews.com

A Igreja da Deposição das Vestes, de 1484, era a igreja particular do czar. O seu interior possui desenhos de artistas russos do século XVII. Seu exterior é simples, é uma igreja pequena que fica escondida. As 11 cúpulas do Palácio Terem se incorporam a ela criando um efeito muito bonito.

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A Deposição das Santas Vestes da Virgem Maria é uma festa que data do século V e celebra a viagem das vestes de Nossa Senhora entre a Palestina e Constantinopla. Já no ano de 860 o Patriarca colocou as vestes da Virgem no mar causando uma tempestade que destruiu os navios invasores na Guerra Rus-Bizantina em Constantinopla. A igreja é dedicada  a essa tradição.

Além das igrejas, O complexo do Kremlin de Moscou também possui o Palácio das Facetas, o seu mais antigo edifício, de 1492, decorado com pedras angulosas. No seu interior há dois salões de cerimônia, o salão principal possui 500 m2 e tem o Átrio Sagrado onde o czares recebiam a coroa.

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Foto do site: http://www.blog.universidades-rusia.com

O Palácio dos Terens ou Palácio Teremnoy foi inaugurado em 1636 e era a principal residência dos czares no século XVII. Junto ao palácio foram construídas 5 pequenas igrejas, que possuem 11 torres finas (base verde e vermelha) com cúpulas douradas, são lindas, a única parte que se consegue ver do palácio, que não é aberto ao público.

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Foto do Site: http://www.itinari.com – Crédito da foto: mamchester

Por fim, a atração que considero imperdível no Kremlin e que muitos tours não incluem, a visita ao Palácio do Arsenal (Armory Chamber), o maior museu do Kremlin, de 1508, o prédio atual é de 1851, tem no seu acervo 4.000 peças.

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A riqueza e importância histórica de seu acervo é imensa. Uma das peças mais importantes é o trono esculpido em marfim do czar Pedro, o Grande. Também possui uma coleção de ovos Fabergé.

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Foto do site: http://www.turismo.culturamix.com

E uma galeria denominada “O Fundo dos Diamantes” cujo ingresso deve ser comprado à parte, na hora. Pedi para Svetlana nossa guia comprar a entrada que é feita em grupos por vez, mas não demorou, fotos são proibidas.

No Fundo dos Diamantes está o 4° maior diamante do mundo no cetro da Imperatriz Catarina a Grande e a coroa do Czar utilizada pela última vez por Nicolau II. Foi muito emocionante poder conhecer um acervo desta magnitude.

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Foto do site: http://www.turismo.culturamix.com
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Foto do site: http://www.turismo.culturamix.com

E assim terminamos o nosso passeio pelo Kremlin de Moscou, mais um risquinho na lista de sonho realizado, na lista dos lugares incríveis para se conhecer.

Como mencionei no início, o Kremlin faz fronteira com os Jardins de Alexandre um dos primeiros parques públicos urbanos da Rússia. De 1823 seu nome é dedicado ao Czar Alexandre I. É composto por três jardins e percorre o lado ocidental da muralha do Kremlin.

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Feliz em Moscou

No próximo post mostrarei a Rua Arbat, o passeio pelas margens do Moskva e o tour incrível que fizemos com Svetlana pelo parque VDNKh e o Museu da Cosmonáutica (presente de aniversário para o marido). Até breve!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Palácios de Catarina e Peterhof

Nos arredores de São Petersburgo (25 km) em uma cidade que à época se chamava Tsarskoye Selo, hoje Pushkin,  foi construído em 1717 o Palácio de Verão de Catarina I, da Rússia.

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Catarina I foi a mulher do Czar Pedro, o Grande e o palácio foi um presente para ela.

Em 1756, o palácio foi todo remodelado pela filha deles a Imperatriz Elizabeth, que foi, por assim dizer, “sogra” de Catarina II, “A Grande”, já que Elizabeth era tia de Pedro, marido de Catarina II e os trouxe para viver com ela, pois como não tinha filhos, escolheu o sobrinho Pedro para ser o herdeiro do trono.

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Fui visitar o palácio na parte da manhã, de carro, com a super querida guia Nádia (@passeio.petersburgo) que contratei por 3 dias para passeios em São Petersburgo.

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Eu e Nádia em uma das salas do Palácio

Elizabeth adorava o luxo e revestiu as paredes e tetos do palácio com mais de 100 kg de ouro.

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Precisa colocar protetor nos pés para não arranhar o chão

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E a selfie no espelho do nosso “grupo”, saudade desse dia

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A maior atração do Palácio de Catarina, sem dúvida, é a Sala de Âmbar roubada pelos nazistas na 2ª Guerra Mundial, que foi totalmente reconstruída.

Âmbar é uma resina fóssil proveniente dos pinheiros da região às margens do Mar Báltico. De cor que varia do amarelo ao vermelho é muito usado em objetos ornamentais, decorativos ou jóias. Embora pareça uma pedra semi preciosa, um mineral, a sua origem é vegetal.

E advinhem? Não pode fotografar!!! A beleza da sala que foi integralmente reconstruída como a original, com âmbar verdadeiro (não são cópias) é realmente espetacular. Comprei um catálogo e fiz a foto abaixo. As paredes são inteiras cobertas com peças de âmbar das mais diversas tonalidades que vão do amarelo claro, passando pelo laranja até chegar ao vermelho bem intenso, criando um efeito incrível.

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A história da sala começa em 1716 quando o Rei da Prússia Frederico Guilherme I presenteou o Czar Pedro I com painéis de âmbar. Em 1755, sua filha, a Imperatriz Elizabeth resolveu instalar os painéis na sala do palácio acrescentando espelhos e outros ornamentos. Até que na segunda guerra mundial ela foi encoberta com panos, para protegê-la, porém os alemães descobriram, desmontaram os painéis e os roubaram, desaparecendo para sempre.

Na década de 1980 o governo de Moscou resolveu reconstituir a sala e após mais de 20 anos de trabalho, utilizando 500 mil placas num total de 6 toneladas de âmbar, foi inaugurada em 2003. Os alemães doaram 3,5 milhões de dólares para ajudar. Estima-se que a sala valeria 250 milhões de dólares o que a torna a mais valiosa obra de arte desaparecida do mundo. É de arrepiar! (Fonte: Livro “A Sala de Âmbar” de Catherine Scott-Clark e Adrian Levy – Ed. Record)

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Foto do site: http://www.jabuticaba.org

O palácio possui alguns móveis, objetos, vestuário e retratos da família imperial, não está com a totalidade de seus aposentos abertos para visitação porque ele ainda não foi completamente restaurado.

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Salão de Jantar
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Vestido da Imperatriz Elizabeth
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O último Czar: Nicolau II

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Os jardins do palácio são muito lindos e o dia de sol e céu azul limpo de verão em agosto deixou o cenário ainda mais perfeito.

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Após o Palácio de Catarina fomos almoçar em um restaurante incrível – Podvorye – dica da Guia Nádia, que comentarei no post exclusivo sobre os restaurantes que fui na Rússia.

À tarde, a outra atração que eu tinha mais vontade de conhecer em São Petersburgo, depois do Museu Hermitage: o Palácio Peterhof.

Li que o ideal seria conhecer cada palácio em um dia, por causa da distância e do tamanho. Cada viagem é muito pessoal, mas no meu caso, ter conhecido os dois no mesmo dia funcionou muito bem. Se você vai conhecer essas atrações sozinho é possível que perca muito tempo no deslocamento, na compra de ingressos e na própria visitação em si já que não conhece a “logística”. O trajeto entre eles também pode ser complicado.

Como fui com guia e motorista, saímos de St. Peters às 9h, chegamos em menos de 1 hora em Pushkin e 2 horas foi tempo suficiente para conhecer o Palácio de Catarina. O motorista nos deixou praticamente na porta do palácio, não peguei fila para comprar ingresso (a guia já tinha comprado) ou para entrar (salta fila), o tempo rende. Em Peterhof foi o mesmo esquema (fica a 38 Km de Pushkin), tanto que sobrou tempo para no final de tarde fazer um tour pelas estações de metrô – bônus que não estava no programa. Depois, no verão, anoitece às 22h o que faz o seu dia render muito mais.

O Palácio de Peterhof ou o Palácio de Pedro, que dista 30 km do centro de São Petersburgo foi inaugurado em 1723, seguindo as instruções de construção em vários esboços feitos por Pedro, o Grande que foram guardados, já que ele planejava construí-lo desde 1705.

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Entrada de Peterhof

O que são essas cúpulas? Quase surtei quando cheguei aqui. E muitas fontes lindas pelo caminho.

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Fonte Tritão

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Fonte Adão e Eva

Também tem fontes secretas. Pedro, o Grande queria “brincar” com seus convidados e inventou construir jatos de água escondidos pelo jardim, no chão ou em construções, para quando as pessoas passassem por elas seus pés acionassem o mecanismo e ficariam molhadas, de surpresa, no susto! Eu iria odiar essa brincadeira, mas as crianças amam e se divertem muito.

Abaixo um parador para descansar, que na realidade é uma fonte surpresa.

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Passeamos pelos seus jardins

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E existem outros palácios menores no complexo do Peterhof.

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Palácio Monplaisir

 

Então chegamos no Mar Báltico, com vista para o Golfo da Finlândia

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Depois subimos para conhecer o “coração” de Peterhof: a sua cascata de fontes. Abaixo, ao fundo.

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Reservei essa viagem e marquei esse dia de passeio com meses de antecedência, e pensei: tem que dar sol, faz toda a diferença! E fez!!! Que sol, que céu, que dia mais lindo, foi demais!!!

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A Grande Cascata em frente ao palácio possui 200 estátuas e esculturas de bronze dourado (cobertos com folha de ouro), 16 vasos e 29 baixo relevo em mármore. As 64 fontes não usam bombas para funcionar e sim a genialidade de cálculos de queda d’água que fazem com que a pressão dê força para impulsionar os jatos.

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O Palácio Peterhof foi por 200 anos a residência de verão da família imperial russa. Muito atingido nos bombardeios da 2ª Guerra Mundial foi reconstruído e reaberto em 1964. Sua fachada possui 260 metros e seu parque 102 hectares.

A quantidade de pessoas que visitam o Peterhof na alta temporada é enorme. Não tive interesse de conhecer o palácio por dentro (foi todo reconstruído fielmente). O interior é lindo, vi nas minhas pesquisas, vale a pena, teria tempo, mas realmente fui para curtir a sua área externa que é espetacular. A gente não consegue parar de admirar a cascata, não dá vontade de ir embora. Estava um dia tão lindo, felicidade que não cabia em mim!

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Fonte de Sansão

As estátuas de bronze roubadas pelos nazistas, também foram fielmente refeitas com camadas de folhas de ouro. Na fonte de Sansão, que está lutando e abrindo a boca de um leão, seu jato chega a altura de 20 metros.

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No alto do terreno, no platô do palácio com a vista do Mar Báltico

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As águas das fontes desaguam no Mar Báltico lá embaixo.

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As fontes ficam no verão ligadas até às 17h. No inverno não funciona, voltam no final de abril. A visita ao palácio pode ser feita o ano todo.

Foi um dia muito intenso, só que tão agradável na companhia da guia Nádia, que não foi cansativo, então ela ofereceu, de bônus, um passeio pelas estações de metrô e topamos.

O sistema de metrô de São Petersburgo iniciou suas atividades em 1955. É um dos mais profundos do mundo.

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Assim como em Moscou, que futuramente mostrarei, as estações parecem palácios. Abaixo a estação AVTOVO que possui 46 colunas, sendo 16 revestidas de vidro esculpido.

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A estação KIROVSKIY ZAVOD homenageia as indústrias de base do período socialista

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Busto de Lenin

Estação NARVSKAYA é dedicada a bravura do povo soviético e possui 48 esculturas que retratam 12 profissões.

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A profundidade das estações é impressionante, não chegava no topo nunca!

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Detalhes e beleza por todo lado

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Vale a pena acrescentar mais um dia de viagem para conhecer os palácios de Catarina e Peterhof, considero este último, em especial na primavera/verão, um dos roteiros indispensáveis para quem visita São Petersburgo. 

 

 

 

 

 

 

 

Museu Hermitage

Impossível ir a São Petersburgo e não visitar o Museu Hermitage. A sua atração mais importante, ouso dizer que fui a cidade por causa dele, para mim era um sonho conhecer.

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A construção do prédio principal, o Palácio de Inverno, ocorreu entre 1754 a 1762 por ordem da Imperatriz Elizabeth, filha de Pedro, o Grande, e foi a residência oficial dos czares. Em estilo rococó, nas cores verde e branco, Catarina, a Grande foi a primeira czarina a ocupá-lo. Fica as margens do Rio Neva, possui 1786 portas, 1945 janelas e 460 aposentos.

Em 1764 a czarina Catarina II adquiriu 225 pinturas flamengas e alemãs dando início a coleção, mas o museu só foi aberto ao público em 1852.

O museu possui no total 10 edifícios, sendo que 6 deles podem ser visitados, entre eles: o Grande Hermitage, o Pequeno Hermitage, o Novo Hermitage, o Teatro Hermitage e o Palácio do Estado Maior (impressionistas e arte contemporânea). Este último eu não visitei.

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Fiz um grand tour guiado com Nádia (@passeio.petersburgo) e fiquei extasiada. Já comentei aqui São Petersburgo – Parte I que fui em agosto e a cidade estava lotada de turistas, no museu não foi diferente. Então tem que ter muita calma e paciência para conseguir ver e principalmente fotografar. A “sorte” é que a maioria dos turistas faz o tour curto, para ver só as principais obras, assim em muitas salas que visitei estava bem tranquilo.

O Museu Hermitage possui 1.000 salas e conta com 3 milhões de peças no seu acervo. Possui a maior coleção de pinturas do mundo. Em tamanho só perde para o Louvre, em Paris.

Os edifícios são interligados, só por informação da guia é que eu sabia em qual parte estava. Começamos pelo Palácio de Inverno com a visita a Capela.

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As salas e corredores são espetaculares, é o tipo de museu que a sua arquitetura concorre em importância e beleza com o próprio acervo.

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O Armorial Hall, um salão para cerimônias oficiais e concertos.

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St. George’s Hall, a Grande Sala do Trono

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E a atração mais visitada de todo o museu: Peacock clock – o Relógio de Pavão. Adquirido por Catarina, a Grande, em 1781 é uma peça incrível com pássaros de tamanho real. O relógio funciona até hoje, mas para preservá-lo só em dias específicos é colocado em funcionamento. Ao seu lado tem um telão com vídeo que mostra ele em ação. É lindo demais!

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Não me perguntem como eu consegui fazer essas fotos, porque simplesmente deveria ter uns 3.759.653 asiáticos em frente ao relógio. E um batedor de carteira também, depois avisaram.

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Sentiram o drama para chegar em uma obra famosa?

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Cheguei!!!  Obra de Leonardo da Vinci – La Madonna Benois (Virgem com o menino Jesus) de 1478-1482.

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E Madonna Litta, também de Leonardo da Vinci de 1490.

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Mais salas e corredores espetaculares pelo trajeto

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O Corredor de Rafael, cópia fiel dos afrescos de Rafael que se encontram no Palácio Papal no Vaticano. Realizado por artistas italianos por ordem de Catarina II em 1780.

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Salão das Pinturas Italiana e Espanhola, decorado com vasos e lampadários de malaquita e lapis-lazuli

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Cavalos do Czar originais

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O tamanho dos vasos, mesas, comparado com a altura das pessoas é impressionante

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Salão Dourado e Estúdio Carmesim

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Biblioteca do Czar Nicolau II

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Mais aposentos, onde o foco é o mobiliário

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E chegamos na Escadaria Jordan, a entrada do Palácio de Inverno onde os convidados para recepções e funções de estado passavam. Aqui enfrentamos mais uma da série: Expectativa X Realidade. Queria uma foto minha nessa escada maravilhosa, me sentindo a própria convidada de honra do Czar e o que eu consegui:

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Eu no meio de 5.862.692 chineses! É de chorar!

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Dica: quer uma foto sozinho na escadaria? Vá em janeiro! Você corre o risco de morrer congelado, mas pelo menos tem uma foto exclusiva, vale a pena!

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O teto da Escadaria Jordan

E por fim, para compensar, quando cheguei na sala do Vaso Kolyvan estava quase vazia, um espanto! O vaso foi encomendado pelo Czar Nicolau I em 1828. Foi feito de um bloco único de Jaspe Verde  e levou 14 anos para ser lapidado. Tem 2,5 metros de altura, eixo de 4,5 metros e pesa 19 toneladas. A sala só foi concluída depois da colocação do vaso, porque seria impossível para ele entrar. A origem de seu nome é a cidade siberiana de Kolyvan de onde a pedra foi extraída.

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Visitei o museu em aproximadamente 4,5 horas. Foi tempo suficiente para conhecer os seus aposentos e peças importantes, mais outros não tão concorridos. Como contratei serviço de guia ela comprou o ingresso antecipadamente e não peguei fila para entrar. Claro que é perfeitamente possível visitar o museu sozinho, mas o serviço de guia ajuda a entrar mais rápido e fazer o roteiro em um trajeto lógico, coisa que nem sempre conseguimos sozinhos. O tempo rende.

No dia anterior, passeando pela praça do museu fiz algumas fotos. Abaixo com a coluna de Alexandre, em homenagem ao Czar Alexandre I, que reinou de 1801 a 1825. Inaugurada em 1834, possui 48 metros de altura.

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A fachada do Pequeno Hermitage

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E o Palácio do Estado Maior, do outro lado da praça e faz parte do complexo do Hermitage.

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Depois do museu almoçamos ali perto e no final de tarde fizemos um passeio de barco. O pier da Neptun Company fica bem próximo ao Hermitage (500m da Praça do Palácio) no Moyka River, emb 26. O ingresso compra na hora, como fui no verão tem 5 horários de saída: às 13h, 15h, 17h, 19h e 21h.  O passeio dura uma hora. Por essa empresa tem áudio guide em inglês e espanhol.

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O barco tem parte interna e externa, como estava um dia lindo, sem vento, fomos na parte externa, muito melhor para fotografar.

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A Fortaleza de São Pedro e São Paulo

Fiquei uma semana na Rússia em agosto e peguei um clima maravilhoso. Choveu um pouco, em apenas um dia, quando estávamos no Hermitage em St. Peters e uma manhã de céu nublado em Moscou quando fomos ao Kremlim. Todos os dias foram de sol e céu azul, temperatura variável, mas agradável, de manhã e à noite frio (16/20 graus), à tarde esquentava (23/26 graus) foi simplesmente perfeito. A minha Rússia foi azul!

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Colunas Rostral – direcionavam os navios que entravam no Rio Neva

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Catedral de St. Isaac

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A fachada do Hermitage pelo Rio Neva
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Ponte Blagoveshchensky

Os palácios às margens do Rio Neva são lindos demais, residências da nobreza russa, herança da época dos czares.

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Dá para ver uma parte da Catedral do Sangue Derramado, que, infelizmente, estava com a sua cúpula principal em restauro. E também não precisava ter esse tapume na frente não é mesmo? Ainda mais com pichação, que tenho verdadeiro horror, acaba com uma cidade.

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E voltando para o pier no Rio Moyka.

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No próximo post, vou mostrar o passeio que fiz nos arredores de São Petersburgo para visitar os Palácios de Catarina e Peterhof, outras atrações imperdíveis para quem vai à Rússia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São Petersburgo

E chegamos na Rússia em agosto de 2019! Foram 4 dias em São Petersburgo (3 dias em Moscou), muita coisa para contar e mostrar, então vou dividir os posts.

A ansiedade para chegar na Rússia era imensa. Um mix de curiosidade com medo e nervosismo, sei lá, todo lugar que vou pela primeira vez me deixa bastante apreensiva, estudo muito antes e às vezes acho que é pior (hehehe) porque se lê tanta coisa ruim, relatos que acabam assustando a gente. Mas, como o meu mantra é: vou sem medo, mas se eu tiver medo, vou mesmo assim. Me joguei!

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Pela janela do carro – St. Petersburgo

Fui para São Petersburgo a partir de Helsinque de trem (Allegro), super tranquilo. A Estação da Finlândia é muito organizada e o serviço de bordo excelente.

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Trem Helsinque – St. Petersburgo

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Porém, a minha maior apreensão era fazer a imigração no trem com os temidos agentes russos. Não tem nada disso! Durante o trajeto dão um formulário para preencher bem simples, com informações básicas (motivo da viagem, duração, etc) depois passa o agente para verificar o passaporte e pronto: mais um carimbo para a conta! Os brasileiros não tem qualquer restrição de entrada na Rússia. A única pergunta que me fizeram e eu estranhei foi se eu tinha vindo da Alemanha. Imagino que deve ser pela questão dos imigrantes.

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A unica coisa chata é guardar a metade do formulário para devolver na saída. E o medo de perder? Deixei guardado no cofre dos hotéis. Tem pessoas que dizem que tem que andar com o passaporte e o formulário porque se algum policial te aborda na rua precisa mostrar. Não concordo, deixei o passaporte e o formulário sempre guardados no hotel, andava com uma cópia do passaporte por segurança, nunca ninguém me pediu.

O clima estava ótimo, temperatura agradável, dias de sol e céu limpo na maior parte do tempo e o que eu mais gosto no verão da Europa, anoitece super tarde, perto das 22:00 horas, uma delícia, o dia rende muito.

Achei São Petersburgo uma cidade muito segura. Bom, para nós brasileiros praticamente qualquer lugar do mundo é mais seguro. Andamos muito a pé, à noite, e por ser alta temporada, verão (agosto) a cidade estava lotada, mas durante a noite diminui muito o fluxo de pessoas e mesmo assim não vi qualquer problema, não me senti insegura ou com medo em nenhum momento. Só precisa cuidar da bolsa em lugares aglomerados por causa dos batedores de carteira.

Contratei uma guia por 3 dias para fazer os passeios: Nádia Khristova que indico muito, seu insta é @passeio.petersburgo. Super querida, calma, extremamente culta, fala um português perfeito, serviço muito profissional com o motorista Boris, não esperamos em nenhum lugar, nos deixava na porta ou o mais próximo possível quando carro não podia entrar, serviço de precisão que fez o nosso tempo render e aproveitar muito mais e melhor a cidade.

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Boris e Nádia serviço de excelência

Quanto ao hotel, por ser a comemoração do aniversário de 60 anos do marido, resolvi escolher um para ficar na memória, então o eleito foi o Hotel Four Seasons Lion Palace, como o próprio nome já diz: um palácio. Super bem localizado, ao lado da Catedral de St. Isaac e bem próximo ao museu Hermitage, de bons restaurantes, com um staff muito gentil, além de ser lindo demais.

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Fiz a reserva pelo http://www.grandluxuryhotels para o superior room (quarto básico) e recebi um upgrade para um quarto com cama king size e terraço

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O terraço do quarto tinha vista para a Catedral de St. Isaac

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Vista do terraço do quarto – colado na Catedral de St. Isaac

As áreas comuns do hotel são extremamente agradáveis principalmente o restaurante que serve o café da manhã e refeições rápidas – The Tea Lounge – anexo ao lobby.

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O Hotel Four Seasons Lion Palace conta com dois restaurantes e dois bares.

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Sintoho – restaurante asiático
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Percorso – restaurante italiano
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Bar do restaurante Percorso
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Xander Bar

No post sobre restaurantes na Rússia falarei melhor sobre eles.

São Petersburgo foi o sonho e a realização de Pedro I, o Grande. Pertencente a dinastia Romanov, Pedro I nasceu em 1672, se tornou Czar em 1682, mas assumiu realmente o poder em 1694 e faleceu em 1725.  A paixão por navegação fez ele encontrar uma região  às margens do Rio Neva e do mar Báltico (conquistada dos suecos na Guerra do Norte) propícia para a Marinha Russa criada por ele.

Pedro I decidiu transferir a capital da Rússia (Moscou) para essa nova cidade em 1703, que recebeu o nome de São Petersburgo até 1914. Também já se chamou Petrogrado (1914 a 1924) e Leningrado (1924 a 1991), voltando a se chamar São Petersburgo desde 1991.

Não só por sua altura, ele media 2,03 m, mas por todas as suas realizações, o homem que modernizou a Rússia passou para a História como Pedro – O Grande.

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Cavaleiro de Bronze – Monumento em honra a Pedro o Grande feito por Catarina a Grande

São Petersburgo foi construída nos moldes europeus, assim, a maioria dos seus edifícios tem essa arquitetura ocidental. Brinco que São Petersburgo não é Rússia. Segunda maior cidade do país, possui 5.323 milhões de habitantes.

Após fazer um reconhecimento pelos arredores do hotel, na primeira noite fui assistir um balé no Teatro Mariinsky que para minha felicidade, nos dias que eu estava na cidade, estava apresentando o Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky.

O balé na Rússia em uma parte do verão entra em férias, geralmente no mês de agosto. O Bolshoi, em Moscou,  já estava fechado. Uma semana depois de sair de St. Peters, o Mariinsky também entrou em férias.

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O ballet de St. Petersburgo foi fundado no século XVIII e era originalmente conhecido por Ballet Imperial Russo, sendo uma das principais companhias do mundo.  Em 1934 passou a se chamar Ballet Kirov, sendo que nos anos de 1950 e 1960 teve como dançarinos mais célebres Rudolf Nureyev e Mikhail Baryshnikov.

Após o fim do regime comunista, a companha de ballet de St. Petersburgo passou a ter o mesmo nome do teatro onde está instalado, Mariinsky, porém, no meio artístico continua a ser conhecido e chamado pelo nome de Kirov.

Comprei o bilhete para o espetáculo meses antes no site do próprio teatro o http://www.mariinsky-theatre.com Após a compra, enviaram um email pedindo algumas informações (em inglês). O ingresso é remetido por email para impressão, não é necessário trocar na bilheteria do teatro.

Fui na apresentação no prédio principal do Mariinsky (Main Stage) que é lindo! Precisa prestar atenção na hora de comprar, porque tem espetáculos em outro prédio, o Mariinsky II que é moderno, não é tão bonito.

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O prédio atual foi inaugurado em 1860 e foi uma emoção muito grande estar lá. Fiz aula de dança quando era criança e adolescente e sempre tive paixão pelo balé. Foi um sonho realizado poder assistir uma companhia dessa importância no cenário mundial e ainda mais sendo o espetáculo o Lago dos Cisnes. Durante a apresentação, por óbvio, não pode fotografar. Fiz alguns registros do teatro.

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O marido não gosta de ballet, então fui sozinha, lá conheci um casal carioca muito simpático que fez algumas fotos minhas. A gente sempre encontra anjos pelo caminho.

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No outro dia, encontramos a guia Nádia no hotel e fomos fazer o roteiro programado.

Primeira parada: Catedral Naval de São Nicolau, construída entre 1753 a 1762, às margens do canal Kriukov, seu estilo é o barroco russo. A fachada azul e branca com colunas coríntias.

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A igreja é dedicada a São Nicolau dos Milagres, padroeiro dos marinheiros.

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Campanário da Igreja de São Nicolau

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Na saída fizemos um pedido no encontro das 6 pontes do canal Kriukov, que segundo a nossa guia Nádia dá sorte.

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Canal Kriukov

Abaixo o Rio Neva, com 74 Km de comprimento é o terceiro maior rio da Europa em volume de água. Vai até o Golfo da Finlândia.

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Em frente a Academia de Belas Artes vemos duas estátuas de esfinges do Faraó Amenofis III, do século III a.c. Originais do Egito, de granito,  pesam 23 toneladas cada uma.

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A Fortaleza de São Pedro e São Paulo é o marco inicial da cidade, de 1703, fica na ilhota de Zayachy e foi construída para impedir uma nova invasão sueca. São Petersburgo começou aqui.

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O meu maior interesse na fortaleza era para conhecer a Catedral de São Pedro e São Paulo onde estão os túmulos dos czares.

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Quando entrei havia esse mar de gente! Em Agosto as atrações são superlotadas na Rússia.

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Mas, com paciência, sempre se dá um jeito de fotografar. Abaixo o altar

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Estão enterrados aqui quase todos os czares da Rússia, desde Pedro, o Grande, passando por Catarina II, a Grande (na foto abaixo) até Nicolau II, o último czar.

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Em uma sala separada, visível por uma porta, onde sempre há uma fila enorme, estão enterrados o czar Nicolau II, a czarina Alexandra e três de seus cinco filhos: as grã-duquesas Olga, Tatiana e Anastácia, assassinados em 1918 pelo regime bolchevique.

Os corpos, enterrados em uma floresta em Ecaterimburgo, foram descobertos somente no ano de 1979. Porém, naquela época, ainda sob o regime comunista os corpos ficaram escondidos. A partir da década de 1990, cientistas americanos, ingleses e russos, com o avanço da medicina genética e dos testes de DNA começaram a pesquisa científica e conseguiram comprovar que a ossada encontrada pertencia realmente a última família imperial russa.

Em 1998 aconteceu o enterro na Catedral de São Pedro e São Paulo e no ano 2000 toda a família foi canonizada pela Igreja Ortodoxa Russa como santos mártires, por terem passado grande sofrimento com abnegação, paciência e humildade.

Os restos mortais dos outros dois filhos só foram descobertos em 2007, em uma cova próxima do resto da família e apesar de estar comprovada a identidade das ossadas de Maria e Alexei, estes ainda não foram enterrados junto com a família.

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A Fortaleza possui alguns museus, mas não tinha interesse. Abaixo no portal de saída.

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De todas as igrejas de São Petersburgo com certeza a mais famosa é a Catedral do Sangue Derramado. Do ano de 1907, ortodoxa russa, seu nome oficial é Igreja da Ressurreição do Salvador.

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A Catedral é conhecida pelo nome de Sangue Derramado e foi erguida neste local porque foi aqui, em 1881 que o Czar Alexandre II foi assassinado ficando seu sangue nas pedras da rua. Foi inspirada na Catedral de São Basílico em Moscou.

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O seu interior é magnífico, uma das igrejas mais lindas que eu já vi na vida! E olha que eu conheço muitas! No interior da igreja não tem bancos, na religião ortodoxa os fiéis ficam em pé e as suas paredes são todas de mosaicos.

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O altar é uma obra de arte e o entalhe é feito em mármore

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A Catedral do Sangue Derramado é uma das únicas igrejas no mundo que tem uma representação (imagem) de Jesus adolescente (desconheço outra).

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O único pedido do marido em St. Peters foi conhecer o Palácio Yusupov, como é conhecido o Palácio Moika, residência do príncipe Félix Yusupov, pois neste local foi assassinado Rasputin.

O Palácio foi construído em 1760 e posteriormente reconstruído em 1830. A família Yusupov era a segunda mais rica da Rússia, atrás apenas da família imperial.

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Fachada do Palácio Moika – Foto: Wikipedia

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A fortuna da família Yusupov vinha de grandes extensões de terras na Sibéria, minas de carvão e comércio de peles. O sobrenome era de sua mãe, adotado pelo pai de Felix no casamento, para que o importante nome não desaparecesse.

O príncipe Félix Yusupov nasceu em 1887, era bissexual e gostava, às vezes, de se vestir de mulher, porque desde a infância foi acostumado a vestir roupas femininas por sua mãe, que queria muito ter uma menina. Casou com a princesa Irina Alexandrovna, sobrinha do Czar Nicolau II, tiveram uma filha que também se chamava Irina e o seu caso amoroso mais famoso foi com o Grão-duque Dimitri Pavlovich primo do czar.

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Felix  Yusupov e Irina Alexandrovna

A residência é espetacular, mesmo sobrando muito pouco das valiosas obras de arte, paixão dos Yusupov, pelo mobiliário é possível ter uma ideia do estilo de vida da família.

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IMG_1355.JPGA parte mais bonita do palácio para mim é o teatro. Sim, os Yusupov tinham um teatro particular e fiquei impressionada com os detalhes.

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Escada para chegar no teatro abaixo

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O palco do teatro

Mesmo com toda a beleza do palácio ele não é famoso e visitado por isso, mas sim porque foi neste local, na madrugada de 17 de dezembro de 1916, que o príncipe Felix Yusupov, o grão-duque Dimitri e outros nobres e políticos assassinaram Grigori Rasputin, indignados com o poder e influência exercidos por ele sobre a família imperial.

Rasputin era um místico siberiano, que se intitulava “padre”, porém vivia embriagado, com um comportamento devasso,  totalmente incompatível com a sua função.  Em 1906 ele se aproximou da família por causa de Alexei, filho caçula do czar Nicolau II e herdeiro do trono. O menino era hemofílico, doença herdada de sua mãe Alexandra, neta da Rainha Vitória da Inglaterra que teve vários descendentes portadores da hemofilia.

o czarevitch (filho do czar) Alexei Nikolaevich (filho de Nicolau) sofria com hemorragias que não estancavam e Rasputin tinha o poder com seu toque ou oração de fazer parar os sangramentos e dores do menino, caindo nas graças da Imperatriz que passou a adorá-lo, pois era o único que conseguia curar seu filho nos períodos de sofrimento.

Com a influência de Rasputin ultrapassando todos os limites, dominando completamente a czarina que fazia tudo que ele queria, causando revolta na aristocracia russa, alguns nobres e políticos se uniram e montaram um grupo com o objetivo de matá-lo.

Assim, Felix Yusupov convidou Rasputin para ir a sua casa, chegando no palácio foi-lhe oferecido doces e vinho, em tese, envenenados com cianeto (depois o médico que participou da trama confessou que havia trocado o veneno por uma substância benigna – informações mais recentes do caso extraídas do livro Rasputin, do escritor americano Douglas Smith).

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Nobres russos reunidos no palácio Moika – conspiração para matar Raputin

No subsolo do Palácio Moika, onde os fatos aconteceram, foi montada a cena.

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Felix Yusupov à esquerda, Rasputin à direita

Como Rasputin não morreu após ingerir os doces e a bebida, Yusupov não viu outra alternativa a não ser lhe dar um tiro, que não o matou. Rasputin conseguiu sair do palácio cambaleando porém foi perseguido pelo grupo e recebeu mais dois tiros no pátio do palácio, desferidos pelo político Purichkevitch, morrendo finalmente, sendo posteriormente seu corpo jogado no rio.

Rasputin pela sua aparência, com 1,93 de altura, barba e cabelos longos e a sua trajetória entrou para a história cercado de lendas. 

Para ter acesso a esta parte do Palácio Moika, tem que adquirir o passeio guiado na bilheteria, pois tem um número máximo de visitantes por vez.

Muitos nobres e integrantes da família imperial foram assassinados pelo regime bolchevique. Félix Yusupov, pelo assassinato de Rasputin ficou em prisão domiciliar e depois foi para a Crimeia ficar com sua mulher e filha. Com a revolução a família fugiu da Rússia em um navio britânico para Malta. Félix conseguiu pegar apenas as jóias e dois quadros de Rembrandt, que foram a sua forma de subsistência no exílio. Fixou residência em Paris, porém não deixou de manter o estilo de vida a que estava habituado o que causou a extinção completa da fortuna dos Yusupov.

O príncipe Felix Yusupov faleceu aos 80 anos, com descendência da sua filha Irina até os dias atuais, a neta Xênia (1942), a bisneta Tatiana (1968) e as trinetas Marília (2004) e Yasmine (2006).

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O final da nossa visita ao Palácio Moika, “coincidiu” com a apresentação de um coral no salão de baile. A guia Nádia planejou tudo com precisão.  São quatro cantores (tenores) que sem qualquer instrumento musical para acompanhar fazem um espetáculo de incrível qualidade. As músicas são lindas e fiquei emocionada. É gratuito, os músicos vendem seus CDs no final.

Depois, nos despedimento de Nádia e fomos sozinhos no Museu Fabergé.

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O Palácio Shuvalov abriga a maior coleção do mundo de obras de Peter Carl Fabergé, joalheiro russo que criou objetos de arte de alta joalheria, em formato de ovo, entre os séculos XIX e XX, produzidos para os czares presentearem a família na Páscoa.

Os ovos Fabergé ficaram mundialmente famosos e sua aquisição disputada até os dias atuais. O número reduzido de peças existentes incentivou a falsificação e a produção de cópias em grande escala, muitas de baixa qualidade e de gosto duvidoso.

Particularmente são poucas as peças que acho bonitas, mas o museu não tem só os célebres ovos. O seu acervo é sensacional, me surpreendeu, adorei ter conhecido e realmente vale muito a pena a visita. Além das peças da Casa Fabergé: ovos e relógios, o museu possui objetos e utensílios de alta joalheria de vários artistas russos que  foram a partir do ano de 2004 recuperados e repatriados pela proprietária do museu, a Fundação Link of Times.

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O Ovo de Páscoa Bay Tree (verde abaixo) foi encomendado pelo czar Nicolau II para presentear sua mãe Maria Feodorovna na Páscoa de 1911. Feito em esmalte com ouro, nefrita, diamantes, quartzo, rubi, ametista e pérolas.

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O Ovo de Páscoa Lírios do Vale (abaixo) foi um presente do Imperador Nicolau II para a sua esposa a Imperatriz Alexandra Feodorovna na Páscoa de 1898, em esmalte com ouro, diamantes, rubis, pérolas e marfim.

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Os serviços de mesa em ouro e prata são fantásticos.

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O café do museu onde fizemos um lanche é um charme.

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Final de tarde de verão em São Petersburgo, às margens do Rio Fontanka, lindo demais

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Logo na esquina do museu Fabergé se encontra a Ponte Anichkov na Avenida Nevsky, é a mais importante a cruzar o rio Fontanka. De 1842, reconstruída em 1908, possui 55 metros de extensão.

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A primeira ponte era de madeira e foi construída em 1715 por Pedro, o Grande. A atual possui nas suas cabeceiras 4 esculturas de cavalos de bronze e seus trilhos (guarda corpo) são de ferro ornamentado. A ponte mais famosa de São Petersburgo já foi citada nas obras de Pushkin e Dostoievsky

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A Nevsky Prospekt (Avenida) é a principal de São Petersburgo e possui 4,5 Km de extensão, com lojas, restaurantes, bares, palácios e igrejas.

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A loja mais interessante da avenida é o Magazin Kuptsov Yeliseyevykh, no número 56. Suas vitrines são lindas e o interior uma tentação com doces, chocolates e balas. Tem um café no centro que vive lotado e serve refeições ligeiras também.

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Os bonecos das vitrines se mexem deixando as crianças encantadas.

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Também na Avenida Nevsky tem um monumento à Catarina a Grande e o prédio da Livraria Casa Singer, em estilo Art Nouveau.

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Do outro lado da rua se encontra a Catedral de Nossa Senhora de Kazan, construída em 1801 e que voltou a ser igreja em 1992, após a queda do regime comunista.

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A igreja é linda, mas infelizmente dentro não podia fotografar. Dedicada a Nossa Senhora de Kazan, cujo ícone, é considerado milagroso pela religião ortodoxa russa.

Em 1579 a casa onde morava uma menina chamada Matrona, de 9 anos, sofreu um incêndio, na cidade de Kazan, Rússia. Essa menina teve um sonho onde a Virgem Maria lhe indicou que havia um ícone embaixo das cinzas. Foram realizadas buscas e de fato, foi encontrado um ícone (pedaço de madeira com imagem de Nossa Senhora) envolto em um pano muito antigo, provavelmente do século XIII.

A imagem virou objeto de devoção na Rússia, sendo adorada por milhões de fiéis. É considerada a protetora da Rússia nas guerras e responsável por suas vitórias. Também há relatos de milagres principalmente na recuperação da visão de pessoas cegas.

O ícone (imagem) foi instalado em uma igreja na cidade de Kazan, depois foi para Moscou e finalmente na Catedral de Nossa Senhora de Kazan construída para ela, em São Petersburgo. Porém, com a revolução bolchevique o ícone desapareceu sendo encontrado tempos depois na Polônia. Integrantes do “Exército Azul de Nossa Senhora” em 1970 conseguiram comprar o ícone e o levaram para a cidade de Fátima em Portugal, esperando a conversão do povo russo, um dos pedidos da Virgem Maria nas suas aparições em Fátima, conforme relato da pastorinha Lúcia.

O Papa João Paulo II em 2004 devolveu o ícone ao patriarcado de Moscou.

O ícone é um pedaço (quadrado) de madeira e foi pintado (provavelmente) em Constantinopla, no século XIII. Em estilo grego-bizantino possui a imagem de meio corpo da Virgem carregando Menino Jesus ao colo.  No século XVII recebeu uma lâmina de prata deixando visível apenas os rostos, com incrustações em diamantes, esmeraldas, pérolas e safiras.

Não é possível fotografar o ícone. Existem muitas versões, mas o original é este:

Russia: The Icon of Our Lady of Kazan (also known as
Foto do site: www. acn-canada.org

E se encontra no altar da Catedral de Kazan onde os fiéis fazem fila para rezar em frente à imagem.

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Interior da Catedral de Nossa Senhora de Kazan – Foto: http://www.fi.wikipedia.org

As igrejas da religião ortodoxa russa não possuem bancos e as mulheres devem entrar com a cabeça coberta por um véu. Em todas as igrejas que entrei não foi exigido, penso que por ser turista, diferente do que acontece nas mesquitas em Istambul por exemplo, onde cobrir a cabeça é obrigatório.

Por fim, ao lado do nosso Hotel Four Seasons e com  vista pelo terraço do quarto, fica a Catedral de St. Isaac, maior igreja ortodoxa russa da cidade. o tíquete para entrada é vendido em um guichê ao lado da catedral, à esquerda. Tem sempre muita fila, fui à tarde, um pouco antes do horário de fechar, que estava mais tranquilo.

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A primeira construção foi de madeira, em 1710, na época de Pedro, o grande, depois em 1717 foi construída em pedra e por fim, em 1858 nos moldes atuais. Possui capacidade para 14.000 pessoas.

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A igrejas russas não, possuem bancos. A cúpula da St. Isaac tem 101 metros de altura e é pintada de ouro. Durante a 2ª Guerra Mundial a cúpula foi pintada de cinza para não ficar exposta aos bombardeios, nas suas paredes externas ainda tem vestígios de balas.

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Além de igreja também é museu. As suas paredes e tetos tem trabalhos em ouro e pinturas, em estilo neoclássico com inserção de adornos bizantinos.

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A Catedral é dedicada a São Isaac da Dalmácia e voltou a ter celebrações religiosas em 1990 com a queda do comunismo. Anteriormente, serviu muito tempo somente como museu, inclusive abrigando em 1931 o Pêndulo de Foucault.

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E, assim, terminamos os dois primeiros dias em São Petersburgo. No próximo post vou mostrar a nossa visita no Museu Hermitage (sonho realizado), passeio de barco, as estações de metrô e os Palácios de Catarina e Peterhof nos arredores da cidade. Além, claro, de contar sobre os restaurantes e bares incríveis que fomos na Rússia (St. Peters e Moscou).

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Anoitecer em São Petersburgo – Vista da Brasserie Bellevue