Restaurantes – Sevilha

A variedade e qualidade das opções gastronômicas na Andaluzia é de surtar e em Sevilha, na sua capital, não poderia ser diferente.

O marido ama paella! Eu não sou muito fã, mas mesmo assim, provei algumas e estavam muito boas. O que notei de diferente das paellas que estou habituada a experimentar no Brasil foi a cremosidade do arroz, realmente esse “detalhe” fez toda a diferença.

Como comentei no post anterior Sevilha fiquei hospedada no Hotel Alfonso XIII e na primeira noite jantei em um dos seus restaurantes: o SAN FERNANDO, que estava funcionando nesta noite no Salão de Banquetes.

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Ante sala do restaurante San Fernando

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Chegamos assim que abriu, fomos a segunda mesa, depois chegaram mais hóspedes, não lotou. A comida estava excelente e o atendimento muito simpático e gentil. Tinha um pianista, ambiente muito romântico e agradável. O cenário, tão histórico, é mesmo impressionante.

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Pedi uma massa porque depois de três dias em Marrakech, com aquele onipresente tempero agridoce, eu precisava de uma comida italiana! Fora a fome de leão, já que por causa da viagem só tinha almoçado.

Depois do jantar fomos no Bar Americano, o bar do Hotel Alfonso XIII e adorei também, acho que fomos quase todas as noites lá, antes de dormir. Ambiente bonito, ótimos drinks e o mesmo pianista (excelente por sinal) do restaurante que depois vai para o bar. Fica muito animado nas sextas e sábados.

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No outro dia, o primeiro almoço foi no El Giraldillo, na Plaza Virgen de los Reyes, em frente a Giralda (o campanário da Catedral de Sevilha).

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Sentamos na área externa e acabei não fotografando o seu interior (bem bonito). A comida estava boa, a vista é maravilhosa, mas não gostei do atendimento demorado e de má vontade.

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À tarde, passeando pelas ruas de compras mais famosas de Seviilha, a Calle Tetuán e a Calle Sierpes, em uma travessa entre elas, na Calle Almirante Bonifaz, paramos para beber uma taça de vinho no Las Tablas e adorei o lugar. Uma área muito animada com vários restaurantes e bares.

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O charme das ruas. Ao fundo a Capilla de San José.

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Um drink no final de tarde no pátio do Hotel Alfonso XIII

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E à noite fomos em um restaurante próximo do hotel, o Uno de Delicias. Só que errei o caminho, em vez de seguir em frente dei uma volta enorme pela beira do rio Guadalquivir. Sem problema! Meu primeiro contato noturno com a Torre del Oro.

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O Uno de Delicias é um bar de tapas muito bom. Tudo que pedimos estava realmente uma delícia! Fica na Paseo de las Delicias uma rua com muitos outros restaurantes, alguns lotados, outros vazios, o nosso estava quase cheio. Ótimo atendimento. Não tem carta de vinhos, a gente escolhe a garrafa nas prateleiras e se tiver dúvida pode provar antes, achei bem legal. O primeiro que tinha escolhido provei e não gostei, no segundo já acertei. Assim fica bem mais fácil. A disposição e paciência no atendimento para me ajudar a escolher o vinho também favoreceu.

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Pedimos tapas com batatas, com sardinhas, um queijo derretido que era uma coisa de tão bom, Jamon (tem que ter) e o marido no final ainda pediu uma paella só para ele.

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A rua do restaurante tendo ao final a Torre del Oro

IMG_0936.JPGNo terceiro dia, após um passeio maravilhoso pela Juderia (que indico), um dos lugares mais charmosos de Sevilha, dá para passar um dia inteiro aqui,  fomos almoçar na Casa Román, na Plaza Venerables.

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O restaurante Casa Román existe desde 1934, uma instituição na cidade. Pedimos uma fritada de frutos do mar que estava ótima e resolvi pedi sobremesa (coisa rara), um flan de laranja muito bom também.

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Os espanhóis tem o hábito de comer em pé, encostados no balcão e a praticidade das tapas que não necessitam de talheres para o consumo, ou somente um garfo, ajuda.

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À noite fomos assistir um espetáculo de flamenco. Quando fui a Espanha pela primeira vez (há 8 anos) vi em Madrid, mas foi diferente, em um restaurante onde tem menu fixo e o show acontece nos intervalos (tipo isca de turista). Gostei na época, só que queria algo mais. Desta vez escolhi o show da Casa de la Memória que apresenta também o lado cultural da dança, sua história e importância no contexto da sociedade espanhola. Tem um museu anexo e fica na Calle Cuna.

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O teatro é bem pequeno, o espetáculo tem duração de 1 hora e só pode fotografar nos últimos cinco minutos quando os dançarinos avisam e fazem uma apresentação para fotos e filmes. O show é maravilhoso. O homem era incrível, sapateava com uma rapidez e agilidade impressionante. A mulher além de dançarina conseguia expressar a dor e o lamento de algumas peças, uma atriz fantástica.

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Além de um casal de dançarinos fazem parte do espetáculo um cantor e um violonista. Como é linda a música flamenca, de arrepiar. Eu amei este espetáculo, achei bem autêntico e o indico para quem quer conhecer a dança flamenca verdadeira, feita com alma.

Após o espetáculo fomos no restaurante Baco Cuna 2 que fica ao lado. Reservei antes porque vive lotado, por ser uma excelente opção de jantar pós show.

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O Baco Cuna 2 é lindo. Todas as paredes são decoradas com cerâmicas em tons de bronze e cobre com um brilho incrível. As porções são fartas e o próprio garçom indicou pedir uma de cada (entrada e prato principal) para compartilhar. Interessante que isso se repetiu em alguns restaurantes, quando a gente ia pedir uma entrada para cada um avisavam que era muita comida (de fato era). Bem honesto da parte deles.

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De entrada camarões no sal e de prato principal um peixe com legumes muito leve e delicioso. Achei a melhor refeição da cidade.

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No quarto dia fomos conhecer Córdoba em uma bate e volta que terá um post em breve. Já neste dia o café da manhã do Hotel Alfonso XIII não estava mais sendo servido no salão histórico e sim nos corredores do pátio interno.

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Café da manhã do marido parece um almoço
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Vista da mesa

Como eu acho esses passeios de bate e volta de um dia inteiro cansativos, resolvi nessa noite jantar no hotel novamente no seu outro restaurante, famoso e badalado na cidade, que se chama ENA.

O restaurante é dividido em três ambientes e possui duas entradas diferentes. Na entrada por dentro do hotel o primeiro ambiente tem poucas mesas, uma sala com decoração mais clean e um balcão. O segundo ambiente é bem intimista, escuro, com lareira e cerâmica nas paredes, adorei, é lindo. Por fim o pátio externo com bar, o local mais animado. Tem uma entrada pelo pátio do hotel, área externa, para não hóspedes. Tomei um aperitivo na área externa e depois jantei na área interna.

A comida era OK, nada demais. Valeu pelo ambiente mesmo e pelo conforto.

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Bar do ENA – Hotel Alfonso XIII
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Terraço ENA

 

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No quinto e último dia em Sevilha, andamos muito, de um lado ao outro do Rio Guadalquivir. Primeiro passamos a manhã no bairro Triana, um sábado o que foi ótimo, depois fomos no bairro Santa Cruz para almoçar, o local com mais opções de restaurantes e bar de tapas de Sevilha e o “epicentro” fica no entorno da Calle Mateos Gago. As ruas ficam lotadas.

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Difícil escolher quando se tem tantas opções, eu ficava passando na frente dos restaurantes para ver qual gostava mais, ficava em dúvida, ia e voltava, até que decidi entrar no Casa Tomate. A foto abaixo é da fachada da frente. Entrei pela rua de trás.

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O restaurante é muito bonito, atendimento simpático e comida deliciosa. Adorei o Casa Tomate!

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Balcão do bar do restaurante Casa Tomate

E o nosso último jantar nessa cidade incrível eu queria que fosse especial  e então escolhi o restaurante Abades Triana que tem uma vista linda para a Torre del Oro, já que fica às margens do Rio Guadalquivir.

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Do outro lado do rio, ao lado do terraço do Abades Triana. Ao fundo a Torre del Oro.

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No início da primavera na Andaluzia já é possível ver a diferença de luminosidade no céu quando se vai jantar.

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Por ainda estar frio, à noite o terraço ficou vazio, uma pena, imagina no verão que lindo.

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Por que o marido não disse? Vai mais para o lado para não aparecer o extintor!
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Drink de frutas com Moet Chandon Ice bom demais

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A comida estava excelente, pedi cordeiro e veio com jamon (claro)!

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O Abades Triana é considerado um dos melhores restaurantes de Sevilha. O ambiente é moderno, com uma arquitetura arrojada, padrão gourmet de culinária e atendimento. 

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E para me despedir de Sevilha uma última foto na Ponte de San Telmo, nessa noite fria de início de primavera.

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Próxima parada: Granada, aguardem!

 

 

 

 

 

Sevilha

Tentar mostrar tudo que vi em Sevilha em apenas um post não vai ser fácil, vou tentar! De todas as cidades que estive na Andaluzia, Sevilha foi a que eu mais gostei. Além de linda, tem um astral maravilhoso, fervilha (até rimou!).

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Parque Maria Luísa

A cidade é a quarta maior da Espanha. Tem 700.000 habitantes e está sempre lotada de turistas. Não é para menos! A Espanha é um país fácil de viajar, com uma malha ferroviária e rodoviária que facilita muito o deslocamento, para quem como eu não aluga carro é perfeito. Soma-se a facilidade com  a língua (para nós brasileiros), povo simpático e acolhedor e o baixo custo, considero um país barato para viajar. Precisa mais?

Cheguei em Sevilha por Marrakech, em um voo direto pela Ryanair. Saí de ônibus pela empresa Alsa com destino a Granada e adorei, nunca tinha viajado de ônibus na Europa, aprovado!

Fiquei na cidade por 5 diárias no Hotel Alfonso XIII, no bairro de Santa Cruz, um ícone da cidade. Foi encomendado pelo Rei da Espanha para receber os dignatários da Exposição de 1929.

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A escadaria do Hotel Alfonso XIII

 

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O charme dos elevadores
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Lobby do Hotel Alfonso XIII

O Hotel foi renovado em 2012 e as suas áreas comuns são muito bonitas. Conta com um pátio interno com fonte que lota final de tarde para um happy hour.

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Recebi upgrade para uma suíte, bastante espaçosa e confortável, com vista para a praça em frente ao hotel e mesmo sendo em cima do terraço do restaurante ENA, o isolamento acústico era perfeito.

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Como chegamos no final de tarde, resolvemos jantar no hotel mesmo, no restaurante San Fernando e tivemos a sorte de estar funcionando no seu salão de banquetes, um espaço histórico lindíssimo. No outro dia o café da manhã foi servido nesse salão também. Nos outros quatro dias o restaurante foi transferido para os corredores que cercam o pátio, já que o Salão de Banquetes é frequentemente reservado para eventos.

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Restaurante San Fernando – Salão de Banquetes

No outro dia, nosso primeiro para explorar a cidade, já tinha reservado com antecedência e on line a visita ao Real Alcazar, o mais antigo conjunto de Palácios Reais da Europa. A fila com ingresso antecipado é grande, mas anda rápido, sem ingresso é na sorte para conseguir, porque esgota muito rápido, melhor se programar, pois é uma atração imperdível! Comprei com hora marcada a visita aos Aposentos Reais. Só pode entrar grupos de 20 pessoas a cada 30 minutos. Neste espaço não pode fotografar, por questão de segurança, pois ainda é utilizado pelo Rei da Espanha e seus convidados em visita a cidade.

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Início da fila às 8h da manhã (abre às 9:30h)
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Vista do pátio no primeiro andar – em frente aos Aposentos Reais

O Real Alcazar (fortaleza) começou a ser construído no ano de 713 pelos árabes (mouros) que dominaram a Península Ibérica e ocuparam a Andaluzia por 800 anos, sendo expulsos pelos reis Católicos Isabel de Castela e Fernando de Aragão em 1492, fazendo do Alcazar sua residência durante esse período.

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Em frente ao Palácio Mudejar de  D. Pedro I de Castela, conhecido como “O Cruel”, que viveu de 1334 a 1369 (não confundir com o imperador brasileiro D. Pedro I, que era D. Pedro IV em Portugal).

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Conseguir fotografar só com uma pessoa atrás, marido fez mágica!

A arquitetura mourisca está presente em quase todos os prédios

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Pátio das Doncellas
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Salão de Carlos V

O ambiente mais bonito do Alcazar: o Salão dos Embaixadores. O seu teto com cúpula de ouro é magnífico.

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Os jardins do Alcazar também valem a visita, principalmente o Estanque de Mercúrio.

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Após o Alcazar fomos conhecer a Catedral e a Torre Giralda. A principal igreja de Sevilha é a maior catedral gótica do mundo, construída entre 1401 a 1506, sendo a 3ª maior igreja do mundo, atrás apenas da São Pedro no Vaticano e St. Paul em Londres.

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Após o terremoto de 1755 foram acrescentados muitos elementos à Catedral, que é dedicada à Santa Maria.

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A principal atração da catedral é a tumba de Cristóvão Colombo, navegador italiano que viveu de 1451 a 1506 e descobriu a América em 1492, com o apoio e financiamento da rainha católica Isabel de Castela.

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Almoçamos no El Giraldillo, a primeira paella, na Plaza Virgem de los Reyes e resolvemos não subir na Giralda, o campanário da Catedral de Sevilha. Só apreciar a sua bela arquitetura já foi suficiente.

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Vista da mesa do terraço do Restaurante El Giraldillo

Resolvemos fazer um passeio de carruagem. Sou contra a utilização de animais para o trabalho, mas achei em Sevilha muito bem cuidados. Nossa amiguinha se chama Matilde.

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O passeio saiu da frente do Alcazar e passou pela Torre del Oro, Plaza de Spaña, Parque Maria Luísa e retornando ao Alcazar. Foi um passeio muito agradável, bem tranquilo, durou 40 minutos, temperatura em torno de 20 graus, sem vento e esse céu azul lindo e o sol brilhando que nos acompanhou em todos os dias da viagem.

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Perto do Real Alcazar e ao lado da Catedral de Sevilha se encontra o Arquivo Geral das Índias. De 1785 neste local foi centralizado toda a documentação referente as colônias espanholas.

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Bem ao lado do Hotel Alfonso XIII, fica o mais famoso campus da Universidade de Sevilha, instalado na Antiga Fábrica Real de Tabacos. Os Espanhóis foram os primeiros europeus a ter contato com a planta Tabaco trazida das Américas. A fábrica funcionou do século XVIII até 1950 e foi o maior prédio industrial do mundo.

Além do interesse histórico e arquitetônico tive vontade de conhecer também porque no local funciona a Faculdade de Direito de Sevilha e a entrada é livre, pode-se circular tranquilamente entre os estudantes.

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Continuando o passeio pelo bairro Santa Cruz, na Calle Gloria, Plaza de los Venerables está o Hospital de los Venerables Sacerdotes. Construído pela Irmandade del Silencio para albergar e cuidar de padres pobres, doentes ou deficientes.

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Em estilo barroco o imóvel tem uma pátio muito bonito e agradável e no segundo piso exposição de arte (pintura) com acervos permanente e temporário.

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Viajar na segunda quinzena de março para a Andaluzia foi especial, porque além do clima agradável é a época da laranja. São muitas árvores espalhadas pelas cidades e estavam carregadas, é lindo!

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No interior do Hospital se encontra uma das mais fantásticas igrejas de Sevilha, com afrescos belíssimos.

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Depois da Calle Gloria segundo pela Calle Agua até chegar na Plaza de Santa Cruz chegamos no quarteirão judeu, a Juderia de Sevilha. Em 1248 Sevilha foi conquistada pelos cristãos, mas a convivência com os judeus era pacífica até que em 1391 houve um ataque a esta comunidade, muitas pessoas morreram e as sinagogas foram destruídas dando lugar as igrejas.

Andar pelas ruas do bairro judeu é muito interessante. Seus prédios e praças ainda guardam características deste povo, sempre tão perseguido e injustiçado ao longo da história da humanidade.

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De todos os locais para passear em Sevilha a Juderia foi o que eu mais gostei. E olha que é difícil a tarefa de escolher já que a cidade é inteira linda e interessante.

Dos pontos turísticos, na categoria imperdível, realmente a Plaza de España é imbatível. Como pode ser tão bonita? Nunca vi em toda a minha vida uma praça tão linda! Construída para a Exposição Ibero Americana de 1929 (como o Hotel Alfonso XIII).

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Situada no Parque Maria Luísa a Plaza de España possui 48 bancos de azulejos que representam as províncias espanholas e 4 pontes que representam os quatro reinos: Navarra, Castela, Aragão e Leão.

Fui abençoada com esse céu azul que parecia uma pintura o que deixou tudo ainda mais lindo. Como escolher entre as centenas de fotos (não estou exagerando) apenas algumas para a publicação não é tarefa fácil. A Plaza de España é muito fotogênica e rende cenários incríveis. Não dá vontade de ir embora.

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No outro dia, fomos conhecer o Bairro Triana no outro lado do Rio Guadalquivir. Atravessamos a Ponte de San Telmo, a mais próxima do Hotel Alfonso XIII e também a melhor para a vista da Torre del Oro.

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Palácio de San Telmo

A Torre del Oro fica no Paseo de Cristobal Colon sendo o cartão postal de Sevilha. Construída no século XIII (1220-1221) com a função de vigilância pelo Califado de Almoada para evitar possíveis invasões pelo Rio Guadalquivir. Na época a Espanha era ocupada pelos mouros.

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Ponte de San Telmo

A base da Torre del Oro tem 12 lados (facetas), a parte o superior foi acrescentada no século XVIII.

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O Bairro Triana é um dos locais imperdíveis de Sevilha. Fui em um sábado e estava ainda mais animado. Feiras de artesanato, artes, antiguidades, livros e bricabraque espalhadas pelas barraquinhas à beira do Rio Guadalquivir. Passear pela Calle Betis apreciando o visual lindo da cidade pela outra margem é realmente fantástico.

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No final da Calle Betis, em frente a Ponte de Triana, na Praça del Altozano está o Mercado Triana, reconstruído em 2005 tem todo o tipo de bancas para venda de carnes, peixes, frutas, roupas, com restaurantes e bares de ostras. Tem uma atmosfera animada.

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Ponte de Triana

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A Calle San Jacinto é o calçadão principal do bairro Triana, com muitas lojas e restaurantes.

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Nesse calçadão, passei na frente e resolvi entrar em uma Igreja, a Hermandad de la Estrella. Uma capela muito pequena que tinha uma fila para beijar os pés de uma imagem de Cristo.

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A Hermandad de la Estrella foi fundada em 1560. Se trata de uma confraria que abre a procissão da Semana Santa de Sevilha. Após cada pessoa beijar os pés da imagem, a voluntária da Igreja, à esquerda da foto, passa um pano para limpar.

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Infelizmente a Igreja de San Jacinto estava fechada quando passei e não pude visitar o seu interior.

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A arquitetura do bairro Triana é muito bonita, muitos prédios tem detalhes em cerâmica pintada, levando o nome do bairro a famosa cerâmica da Andaluzia. Na foto abaixo a mais icônica loja de Sevilha, no local onde funcionava a Fábrica de Santa Ana, na Calle Callao.

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As louças são tão lindas, de enlouquecer, dentro da loja não pode fotografar, e apesar de ser difícil o transporte não resisti e trouxe algumas peças.

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Detalhe em cerâmica de um portal no bairro Triana

Ao lado da loja funciona o Museu da Cerâmica.

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O passeio pelo bairro de Triana é sem dúvida um “tem que fazer” em Sevilha.

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Apesar de ser longe, fomos caminhando e atravessamos a Ponte de Triana para retornar a outra margem em direção ao Museu de Belas Artes de Sevilha.

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Ponte de Triana

Instalado no antigo Convento de la Merced Calzada, de 1841, o Museu de Belas Artes de Sevilha é a segunda pinacoteca mais importante da Espanha, atrás apenas do Museu do Prado.

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O Edifício do século XVIII é lindo e possui um pátio interno de Aljibe  (cisterna).

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No acervo do museu entre tantos, os maiores: El Greco e Velazquez. O pintor, escultor e arquiteto Domeniko Theothokopoulos – conhecido como “El Greco” nasceu em Candia (hoje Heraklion – Creta) em 1541 e faleceu em Toledo em 1614. Emigrou para Toledo em 1577 e fez boa parte de sua carreira na Espanha.

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Retrato de su hijo Jorge Manuel (1600) – El Greco

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Cabeza de apóstol (1620) – Diego Velázquez

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Andando mais uma vez pelo entorno do nosso hotel Alfonso XIII, no bairro de Santa Cruz, seguimos pela linda Avenida de la Constitución. No início da avenida está a Fuente de Híspalis na Puerta de Jerez e seguimos apreciando a sua arquitetura.

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Sevilha tem alguns palacetes que foram transformados em museus. O Palácio de Lebrija é um deles, situado na Calle Cuna, onde fomos assistir um espetáculo de flamenco. O imóvel foi adquirido em 1901 pela Condessa de Lebrija e ainda pertence a família, que mora no local. Para visitar o segundo piso somente com visita guiada que tem de hora em hora.

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A sua construção remonta ao século XV e possui no seu acervo pinturas, esculturas e uma espetacular coleção de mosaicos romanos.

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Por fim, um lugar muito interessante para conhecer é o Metropol Parasol conhecido por LAS SETAS (significa cogumelos). Na Plaza de la Encarnacion é a maior estrutura de madeira do mundo, com 150×70 metros de diâmetro e 26 metros de altura. Projeto do arquiteto alemão Jürgen Mayer Hermann, executado com 3.500 tábuas, foi inaugurado em 2011. No andar subterrâneo tem o museu Antiquarium, com achados arqueológicos. No térreo, o antigo mercado Encarnación foi reconstruído e no piso superior uma passarela com mirante.

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Incrível não é mesmo?

Não vou consegui acrescentar nesse post os restaurantes e o show de flamenco. Deixo para o próximo e mais umas imagens dessa cidade vibrante e linda que me conquistou.

 

 

 

 

 

 

Restaurantes Marrakech

Encerrando a série de posts sobre Marrakech, os outros você lê aqui Marrakech e aqui Hotel La Mamounia – Marrakech uma coisa que eu logo notei nas minhas pesquisas pré viagem foi a quantidade de restaurantes incríveis na cidade.

Marrakech tem restaurantes para todos os gostos e bolsos. Mas, mesmo os restaurantes lindos, badalados, da moda, tem um  preço bem acessível, comparado a outros lugares do mundo, porque realmente não é uma cidade cara.

Chegamos à tarde e no chek in do Hotel La Mamounia foi oferecido leite de amêndoas com tâmaras. Depois de arrumar as coisas no quarto e passear para conhecer o hotel, o que levou algumas horas porque é imenso, mais as 5.876.934 fotos que fizemos, fomos para o lounge bar Tea Room para tomar um aperitivo antes de sair para jantar.

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À noite fomos jantar no restaurante Comptoir Darna, na Avenue Echouada, a região dos grandes hotéis de rede. O Comptoir tem dois ambientes, um na parte superior com DJ que dizem ser mais exclusivo. E a parte de baixo (térreo) que achei mais bonita e onde tem o show.

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Fachada do Comptoir Darna
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Entrada do Comptoir Darna

Em um primeiro momento nos levaram  para a parte superior, mas não gostei e pedi para trocar de mesa para a parte de baixo e fui prontamente atendida, porque em Marrakech o que você pede eles dão um jeito de fazer.

A mesa que fiquei na parte de baixo (térrea) era muito boa, de frente a escada onde tem músicos tocando ao vivo e depois as dançarinas descem para o show.

No Comptoir Darna todas as noites, às 22h, tem um show de dança típica.  As dançarinas usam bandejas com um candelabro de velas acesas em cima da cabeça, O show dura 30 minutos. Eu gostei muito, achei animado, bonito, não cansa. Alguns consideram over, sinceramente não achei. Foi o lugar que mais gostei de ir em Marrakech. O ambiente é lindo, o atendimento muito gentil e a comida deliciosa.

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Tagine de Codeiro

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Logo em frente ao Restaurante Comptoir Darna, na Avenue Echouada está o Le Palace, outro lugar “da moda” em Marrakech. Fui só para o bar, depois de jantar no Darna e acho que fiz a coisa certa.

O Le Palace tem dois ambientes. O térreo que se parece com uma brasserie francesa e o andar de baixo (como um subsolo) que tem o ambiente mais bonito. São boiserries de laca preta e poltronas de veludo vermelho. Tem mesas para o jantar e a parte do bar. A decoração é linda, o bar muito bom, uma cantora excelente, mas não estava cheio. Achei meio devagar para um sábado à noite. Adorei o lugar, vale muito a pena ir, mas não espere “animação”. Achei um local indicado para casais.

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Existem duas cidades: a de dentro e a de fora da Medina. Dentro da Medina e dos Riads tem locais muito charmosos. Fora da Medina, na região dos grandes hotéis de rede é a Marrakech cosmopolita, com restaurantes, bares e boates “da moda”, ambientes lindos, alguns com shows, uns considerados “isca de turista”. Tudo vai do perfil.

Gosto quando visito uma cidade conhecer um pouco de cada estilo, um pouco de cada região, para ter uma visão mais global do lugar. Não ficar setorizada.

Assim, fui em restaurantes dentro e fora da Medina, um pouco mais afastados também, onde o deslocamento de táxi é necessário.

Dentro da Medina almocei no Le Jardin, no Souk Sid Abdelaziz. Estava lotado. Tem um ambiente externo, no pátio e outro menor no interior. Fiquei na parte interna porque o pátio estava cheio, gostei muito porque estava mais fresco e tinha uma vista direta para a área externa.

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Entrada do Restaurant Le Jardin
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Cuscuz de legumes

A comida marroquina não é muito o meu paladar. É doce demais para o meu gosto. Como fiquei três dias em Marrakech deu para levar numa boa, mas se ficasse muitos dias, em uma viagem pelo Marrocos por exemplo, acho que vai enjoando.

Amo cordeiro e esse foi o meu pedido em quase todos as refeições hehehe!

Cuscuz e Tagine são os pratos típicos do Marrocos. Tagine é um ensopado de legumes servido em bowl de barro que pode vir com carne, frango ou peixe. Eu pedia sempre com carne de cordeiro. Cuscuz é um preparado de sêmola, geralmente de trigo, também servido com legumes ou alguma carne acompanhando.

Outro lugar que eu fui dentro da medina e amei foi o Restaurante Dar Yacout. Fica na Sidi Ahmed Soussi e fomos de táxi. Se consegue chegar de carro até a porta do Riad onde está instalado. O trajeto leva uns 10 minutos de carro porque as ruas são muito estreitas, motorista em Marrakech tem que ser fera, eu ali já tinha raspado as duas laterias do veículo! Não senti medo, porque como já mencionei, achei Marrakech uma cidade muito segura, mas as ruas são escuras, alguém mais sensível pode ficar assustado mesmo.

No lado de fora, na porta do Dar Yacout, fica o recepcionista super simpático.

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Se você tem problema para subir e descer escadas não vá. Os Riads de maneira geral são como town house. Tem três andares onde os ambientes se dividem. No Dar Yacout assim que a gente chega é levado para o terraço para apreciar a vista da Medina e tomar um aperitivo. Na noite que eu fui tinha muito vento, então só dei uma olhada na vista e descemos para o primeiro ambiente para tomar o aperitivo.

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Terraço do Dar Yacout

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No Dar Yacout não existe cardápio. O menu é composto por entrada, prato principal e sobremesa. A entrada é um sonho! São nove tipos entre: azeitonas e terrines de berinjela, abobrinha, cenoura, uma delícia!IMG_9595.JPG

O prato principal é a base de frango e estava muito bom também. É muito bem servido, então como sou de comer pouco sobrou bastante. O prato quente vem assim, não é um charme?

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Por fim, passei pelo ambiente da piscina que é lindo e em noites de verão tem mesas na pérgola.

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No outro dia fomos conhecer o oásis Palmeraie que não estava no roteiro, mas como sobrou tempo, resolvi ir até lá. Almoçamos no Nikki Beach e amei, recomendo!

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Para dar um tempo da comida marroquina pedimos um spaguetti com camarões que estava uma coisa de tão bom!

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E o garçom que já virou amigo!

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Na saída do Nikki Beach (fomos e voltamos de táxi) passamos por um local cheio de camelos, não resisti, pedimos para parar. Não quis passear, só chegar perto mesmo, fazer carinho, eles eram animais muito dóceis e quando meu marido fez carinho um fez um barulho bem alto e engraçado, parecido com aquele canto das árabes que movem a língua bem rápido sabe? Muito legal!

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No última noite resolvemos jantar no hotel no restaurante Le Marocain no Hotel La Mamounia que tem três restaurantes (cozinhas francesa, italiana e marroquina). Optei pelo marroquino para me despedir da cidade e foi muito bom. O restaurante é lindo, comida deliciosa e tem músicos tocando, que vem nas mesas, músicas lindas, alternava entre músicas bem calmas e outras mais animadas. Foi uma noite bem típica e muito romântica!

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Cordeiro com amêndoas e tâmaras
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Os músicos tocando para nós

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E terminamos assim, com mais um passeio pelos jardins do Hotel La Mamounia, que não dá vontade de ir embora.

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Próxima parada: Sevilha, uma cidade incrível com muitas coisas para contar, aguardem!

 

 

 

 

 

 

 

 

Hotel La Mamounia – Marrakech

Continuando o post sobre a minha última viagem, em março de 2019, que você lê aqui Marrakech  comentei que fiquei hospedada por 3 diárias no Hotel La Mamounia, considerado o melhor hotel do mundo no ano de 2018 pela revista Condé Nast Taveler.

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Um pouco da sua história: No século XII  a área pertencia ao Califa Abd-Mamoun. Já no século XVIII o Sultão Sid Mohammed Ben Abdellah deu de presente de casamento para o seu filho o local que representava 15 hectares de jardins, o príncipe o batizou com o nome de Arsal el Mamoun que se transformou em Arsat Mamounia.  Dois séculos depois, já de propriedade do escritório nacional de ferrovias e da cidade de Marrakech (sim o La Mamounia é propriedade pública) foi construído um hotel inaugurado em 1929 que recebeu o nome de La Mamounia com uma arquitetura de fusão dos estilos marroquino e art déco.

O Hotel La Mamounia é um ícone de Marrakech e do Marrocos. Muitas personalidades já se hospedaram como: Winston Churchil que convidou Roosevelt para descansar no hotel depois das negociações da 2ª Guerra Mundial, general De Gaulle, Charles Chaplin, Edith Piaf, Ronaldo Reagan, Jacques Chirac e Sara Jéssica Parker durante as filmagens de Sex and the City.

Cenas do filme O Homem Que Sabia Demais de Hitchcock foram gravadas no seu vestíbulo.

O Hotel passou por sua última renovação em 2009 conduzida pelo decorador Jacques Garcia. A intenção, a partir de 2018, é privatizá-lo.

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Fiz a reserva pelo site http://www.grandluxuryhotels.com no qual sou inscrita (membro) que oferece uma série de benefícios. Para mim o melhor é o upgrade de quarto quando disponível. E, de fato, recebi um upgrade já que tinha reservado o quarto clássico (hivernage) e fiquei em um com terraço térreo e acesso direto para os jardins.

O quarto era de bom tamanho, banheiro excelente dividido em dois espaços. Ducha estilo chuva separada da banheira. Decoração em estilo marroquino de muito bom gosto. O terraço realmente era a cereja do bolo. Um espaço muito agradável para apreciar os jardins do hotel, que são lindos, ainda mais nessa época (março) que as laranjeiras estavam carregadas.

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Mas, quando chegamos no quarto, o funcionário que nos levou para mostrar o funcionamento do ar condicionado, cofre, etc, a certa altura apontou e disse em voz bem solene: Aqui o Minibaaarrrr! Depois quando o marido abriu estava vazio, completamente vazio! Nem uma garrafa de água! A cara dele de decepção foi impagável. Ri muito e falei: já estou amando o Marrocos!

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Minibar do quarto

O terraço do quarto e a vista dos jardins.

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Eu acho que nunca fotografei tanto um hotel na minha vida! Além da beleza do lugar a área onde está instalado é enorme, tem muitos espaços diferentes. Piscina, gazebos, restaurantes, jardins, fontes, bares, lojas, sorveteria, Spa e ainda todo o espaço do lobby dividido em vários ambientes.

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A localização do La Mamounia é ótima. Quando se vê no mapa parece longe da Medina, a cidade murada onde se localiza a praça principal, os mercados (souks) e alguns museus). Mas, não! É muito perto caminhando, além de ser próximo de várias outras atrações fora da Medina. O único lugar que precisa de táxi é para o Jardin Majorelle, que fica longe (2 km) também da medina, ou para o oásis Palmeraie.

O atendimento é excelente como se espera de um hotel desse padrão, só que aqui entra o diferencial marroquino. É um povo muito amável, atencioso, então no hotel isso fica ainda mais evidente. No segundo dia andei tanto que cheguei no hotel mancando (a charmosa aqui andou 10 Km de babouches), estava com dor no pé .  Pra que? Só faltaram me carregar no colo! No outro dia eu já estava bem (na mesma noite já montada no salto claro!) e ficavam perguntando se eu estava melhor, se estava tudo certo, impressionante. Não era algo incomodativo, mas de gentileza mesmo.

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O Hotel conta com 3 restaurantes: um francês (Le Français), um italiano (L’Italien) com estrela Michelin e um marroquino (Le Marrocain). De início tinha reservado uma noite para jantar no italiano, porque era muito elogiado, mas depois pensei: “em Roma como os Romanos”. Poxa, estou no Marrocos! Vou passar a minha estada experimentando a sua gastronomia. Comida italiana eu como na Itália, no Brasil, enfim em qualquer lugar do mundo. E assim eu fiz, cancelei a reserva e fui jantar no restaurante Le Marrocain.

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O Spa é um verdadeiro complexo. Tem uma piscina interna linda demais! Oferece serviço de hamann (o banho turco), massagens, cabeleireiro, etc. Pena que as luzes não permitiram que as fotos em que eu estou ficassem com boa resolução. 

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No espaço interno do Hotel, junto ao lobby, tem várias lojas de grife como Dior, Yves Saint Laurent e até uma filial da patisserie francesa Pierre Hermé. Nos pátios anexos diversas lojas marroquinas como Akbar Deligths de caftans, galeria de arte, antiquário e a loja própria do la Mamounia com produtos da marca do hotel. E, no espaço do portão de entrada, mais uma galeria com lojas de roupas e acessórios.

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Há alguns bares, porque dentro do La Mamounia é permitido consumir bebida alcoólica. O bar principal Le Churchil, de jazz, possui um lounge (tea room) com música ao vivo final de tarde que fica lotado, muito bom.

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A decoração de interiores do La Mamounia é toda tons de vermelho, amarelo, preto, com baixa luminosidade criando uma atmosfera bem aconchegante. Entre os lounges do lobby tem pátios com fontes onde a luz é abundante. Esses espaços foram os meus preferidos.

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Pátio das Colunatas

Os jardins são imensos, dá para passar o dia inteiro passeando, inclusive é permitido que não hóspedes tenham acesso aos jardins para visitar.

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A piscina externa do La Mamounia é térmica nos meses de inverno, em março estava a 28°. Neste local, que se chama Le Pavilion de la Piscine é servido o café da manhã tipo buffet e refeições ligeiras.

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O chá de menta (hortelã) é uma instituição no Marrocos e eles tem um jeito muito special de servir, levantando o bule. É delicioso, viciei!

 

Uma coleção de adjetivos é pouco para descrever este hotel tão lindo e perfeito. Marrakech é um lugar de sonho e ficou ainda mais especial, com certeza, porque me hospedei no La Mamounia. Memórias para a vida inteira.

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Marrakech

Conheci Marrakech pela primeira vez na segunda quinzena do mês de março deste ano (2019) e me apaixonei! Foram três dias incríveis. Fiquei hospedada no Hotel La Mamounia que ganhará um post só para ele, merece!

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Lobby do Hotel La Mamounia

Marrakech é a principal cidade do Marrocos. Tem 1 milhão de habitantes, se situa no centro sudoeste do país, no sopé da Cordilheira do Alto Atlas. Foi fundada no ano de 1062 e é chamada de cidade vermelha por causa da cor de seus prédios. A moeda é o Dirham cuja cotação é de aproximadamente 1 MAD para 0,40 centavos de Real.

Cheguei em Marrakech a partir de Madrid, pela Ibéria e saí em um voo direto pela Ryanair para Sevilha. O seu aeroporto Menara é bonito, organizado, moderno e passei pela imigração muito rápido, não fizeram qualquer pergunta. No avião preenchemos um formulário com perguntas sobre objetivo da viagem, duração, profissão, local de hospedagem, que é entregue ao agente de imigração.

O clima foi simplesmente perfeito. Um céu azul lindo, sol, temperatura de 25 a 30 graus durante o dia e entre 15 a 18 graus à noite. Foi maravilhoso.

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Cidade ocre ou vermelha

A primeira dúvida que eu tinha em relação a Marrakech é se ficava hospedada dentro ou fora da Medina.

A Medina é o interior da cidade murada, onde está a praça principal Jamaa El Fna e os mercados (Souks). Para se hospedar tem Riads (pequenos palácios que foram transformados em hotéis). A circulação de veículos é limitada. É necessário puxar as malas a pé até o Riad, sendo que alguns tem serviço de maleteiro.

Como queria muito conhecer o Hotel La Mamounia, que recebeu o título de melhor hotel do mundo em 2018, que fica fora da Medina (mas perto para chegar a pé) resolvi então me hospedar nele e para mim foi perfeito. Lindo, clássico, histórico, padrão 5 estrelas e perto da Medina e ao mesmo tempo fora da sua “confusão”. Então para o meu perfil ter ficado em um hotel grande com bastante infraestrutura foi melhor. Conheci dois riads dentro da Medina e eram muito bonitos, com charme. Ótimas opções também, depende realmente do perfil.

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No Riad Jemaa El Fna para um chá

A Praça principal da Medina se chama Jemaa El Fna, fica na Place de Marchè Animée (amei o nome). No século XI na fundação de Marrakech se executavam aqui os condenados à morte. Hoje ela é mais animada (rsrsrs) tem artistas de rua, encantadores de serpentes, adestradores de macacos (odeio), tatuadores de henna, dançarinos, músicos e os tradicionais vendedores de água com seus trajes típicos. No final do dia fica ainda mais movimentada com carrinhos de comida.

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Pode fotografar tudo, mas…tem que pagar! Vá com moedas de 5 ou 10 Dirham e faça fotos com músicos, encantadores de serpentes, vendedores de água e dentista (sim, existe!). A sua câmera/celular são muito bem vindos, eles serão muito solícitos, porque você vai pagar e eles vivem disso. Não recomendo fotografar sem pagar, porque o humor vira, não presenciei, mas o nosso guia comentou. Inclusive não era eu que pagava, deixei as moedas com o guia e ele efetuava o pagamento.

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A outra dúvida: se realmente é necessário contratar um guia. Vi que sim. Marrakech não é grande, tem muitos táxis, usei sem qualquer problema, mas os mercados (souks) são um labirinto de ruas com muitos quilômetros. É enorme, pensei: nunca mais vou conseguir sair daqui! O meu guia Hakim disse que tem muitos produtos falsificados. Tinha interesse em comprar Caftans (túnicas) legítimas, de boa qualidade. Babouches (os sapatinhos deles), bijoux e óleo de argan. As louças e luminárias são lindas, mas estava no início da minha viagem e o transporte é muito difícil, então não comprei nada para a casa.

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Na foto abaixo dá para se ter uma ideia da quantidade de gente nas ruelas dos souks.

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Para comprar óleo de Argan legítimo e puro (sem mistura como encontramos no Brasil) o guia me levou em uma cooperativa. Assim que entrei pensei: vai ser roubada! Nos levaram para uma sala para explicar como se fabrica o óleo e mostrar os tipos de produtos. Como eu estava enganada! O responsável pela cooperativa Rosa Huile falava português, foi muito rápido e com informações super interessantes e os produtos são fantásticos, virei fã. Tem site na internet em várias línguas, inclusive português, com venda on line. Foi uma experiência maravilhosa. Comprei um creme anti-idade a base de baba de carocol que promete rejuvenescer 20 anos, estou acreditando! Para mais informações: http://www.rosahuile.ma

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Para comprar caftans, nas minhas pesquisas pré viagem, senti bastante dificuldade, porque a maioria era muito “over”, com bordados e cores que não me agradavam, até que vi a marca Akbar Deligths com loja inclusive dentro do Hotel La Mamounia. Mas, chegando lá, só encontrei um casaco que gostei e o preço era muito alto. Então entrou novamente em ação o guia Hakim e foi “super”. Me levou na loja L’Ourika Caftan que fiquei apaixonada. O dono, um querido, me disse que o jornalista Bruno Astuto compra seus caftans com ele. Comprei 3 peças: um caftan preto com brilho para a noite, um caftan de algodão claro bem clean para o dia e um caftan casaco (Armani de Dubai) todo bordado com fio de seda que valeu a viagem! http://www.lourikacaftan.com

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Com Tazi o proprietário da L’Ourika Caftan

O serviço de um guia me ajudou muito a conhecer as principais atrações de Marrakech na medina e no seu entorno e ainda a encontrar os produtos e lojas que eu queria no emaranhado dos souks. O meu guia falava espanhol, mas tem muitos guias que falam português. Achei o serviço de um dia inteiro pelo preço de 60 euros muito justo.

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Hakim carregando as minhas sacolas

Uma coisa que me chamou a atenção era que Hakim de vez em quando perguntava: “você está contente?” Os marroquinos tem uma preocupação enorme em agradar e que você fique satisfeito com o serviço prestado. É um povo muito acolhedor, me senti muito bem lá. E o “assédio” para comprar os seus produtos é bem menor do que em Istambul e muito mais tranquilo para negociar também.

Marrakech tem muitos monumentos e museus interessantes para conhecer.

O primeiro é a Mesquita Koutoubia, a maior de Marrakech. Diferente da Turquia, no Marrocos não muçulmanos não podem entrar nas mesquitas, então só visitamos por fora. O seu minarete é uma torre de 77 metros de altura. É uma construção linda e rende fotos incríveis.

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Palais de la Bahia fica dentro da Medina. Bahia significa brilho. O palácio é do Século XIX e foi construído pelo Visir Si-Moussa. Em 1911, quando o Marrocos se tornou um protetorado francês morou aqui o seu representante.

O palácio é lindo e a visita engloba o grande e pequeno riad, o salão do conselho (teto com afrescos) e o apartamento da mulher do Visir.

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Tumbas Saadianas são os túmulos de 60 membros da dinastia. Começaram a ser construídos em 1557. O Sultão Ahmad Al Mansour Saadi (1578-1603) e sua família estão enterrados aqui. Os túmulos integravam o Palácio Badi que foi destruído (não visitei suas ruínas). Os dois mausoléus com 24 tumbas são os mais bonitos feitos em mármore italiano.

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Ao lado das Tumbas fica a Porta BAB AGNAOU  a mais linda e famosa da cidade, construída em 1150. Significa Porta das Pessoas Negras, porque era a entrada dos plebeus. Na parte superior está escrito: “entre abençoado pessoa serena”. E também na parte de cima da porta tem ninhos de cegonha, nunca tinha visto, emocionante!

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Museu de Marrakech na Place Ben Youssef está instalado no Palácio Mnebbi do século XIX e pertencia ao Ministro da defesa do Sultão Abdelaziz. Posteriormente com a independência do Marrocos em 1956 foi escola feminina e desde 1997 funciona como museu. Fica junto a Madraça Ben Youssef (escola religiosa) que não pude visitar pois estava fechada para reforma, uma pena, porque é linda demais.

O museu tem em seu acervo quadros, jóias, roupas e cerâmicas. No seu pátio central um lustre em forma de candelabro, com piso de azulejos e três bacias de mármore que é um sonho!

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O teto é transparente então a incidência da luz do sol é bem forte, dependendo do lado que se fotografa, faz este efeito amarelo. Pelo outro lado, a luz já é outra.

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Concluindo: possuindo guia por um dia para a Medina (o lugar mais complicado de se localizar) nos outros dias dá para passear sozinho tranquilamente, é uma cidade segura e vi muitas mulheres viajando sozinhas. E assim a gente fez, nos outros dias passeamos sozinhos, usando táxi para os deslocamentos mais longos.

O lugar mais bonito para visitar em Marrakech sem dúvida é o Jardim Majorelle. Criado em 1931 pelo pintos francês Jacques Majorelle que cuidou e o ampliou por 40 anos. Tem 4 hectares. Foi comprado por Yves Saint Laurent e Pierre Berger em 1980. Na época o jardim estava abandonado e foi restaurado pelo estilista e suas cinzas estão aqui desde a sua morte em 2008.

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Fonte da entrada

O jardim possui uma coleção incrível de plantas exóticas, fontes e lagoas de lótus.

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Memorial com as cinzas de Yves Saint Laurent e Pierre Berger

A edificação em tons de azul e amarelo forma um contraste lindo com o azul do céu e o verde das plantas. No imóvel se encontra o Museu Berber, com uma coleção de ornamentos e jóias desse povo nômade. No local tem também loja e café.

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Dentro do Museu Berber é proibido fotografar. Achei que vale a pena comprar o ingresso combinado para visitar o museu também, é muito interessante.

Depois de visitar o Jardim Majorelle, ao lado, fomos no Museu Yves Saint Laurent. A sua construção é impressionante, uma arquitetura arrojada, mas na cor ocre característica da cidade para não destoar. Achei lindo. No seu interior, que também não pode fotografar, uma mostra de vários modelos (vestidos na sua maioria) criados por YSL. Li muitos comentários negativos em relação a esse museu. Apesar do acervo ser pequeno para mim valeu a pena, amo moda, acho que Saint Laurent foi um gênio, adoro todas as suas criações, inclusive um exemplar do vestido Mondrian está lá e poder ver ao vivo parte de sua obra foi maravilhoso.

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Comprei alguns cartões de vestidos da exposição para se ter uma ideia do acervo.

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A Rue Yves Saint Laurent onde estão o museu e o Jardim Majorelle tem várias lojas e também muito linda para fotos. A loja mais famosa é a 33 Majorelle, uma espécie de Colette de Marrakech. Tem uma curadoria de produtos bem interessantes, amei as bijoux. http://www.33ruemajorelle.com

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Rue Yves Saint Laurent

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Outra loja bem legal  que nós fomos foi a Soir de Marrakech, uma loja de perfumes e acessórios que é puro charme. http://www.benchaabane.com

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Depois de visitar o Jardim Majorelle fica difícil achar outro jardim bonito, então o Jardim Secreto que fica dentro da Medina, na Rue Mouassine me decepcionou.

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Outro museu que visitamos foi o Dar El Bacha ou Musee des Confluences. Dentro da Medina é um dos mais belos palácios de Marrakech. Foi a residência de Thami El Glaoui, nomeado Pasha (alta autoridade, governador) de Marrakech por um decreto do Sultão Moulay Youssef em 1912. Foi apelidado de “Senhor do Atlas” e conhecido como um dos mais importantes Pasha do Marrocos. Com o seu trabalho ajudou na pacificação do Marrocos em nome do protetorado francês. No seu palácio eram oferecidas várias recepções tendo participado inclusive o Primeiro-Ministro Winston Churchil.

O museu foi inaugurado em 2017 e por enquanto é possível apreciar a beleza de sua construção. No acervo arte do islã como escritos e cerâmicas. As suas paredes de mosaicos e as portas e tetos decorados com madeira de cedro são belíssimos.

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O teto

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Por fim, a louca dos museus foi conhecer o Dar Si Said, o Museu Nacional da Tecelagem e Tapetes, na Rue de la Bahia, que possui no seu acervo, além de tapetes fabulosos, uma rica coleção de artesanato marroquino.

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A área externa do museu tem um jardim com fonte e gazebo lindos.

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Teto do Gazebo – área externa – Museu Dar Si Said

De enlouquecer em Marrakech são suas portas. Uma mais linda que a outra. A cada dez minutos tem que parar para fotografar, não dá para resistir!

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Até a porta do banheiro do quarto era linda!

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Um detalhe interessante que o guia me explicou é que as portas são partidas e abrem de diversas maneiras, conforme a época do ano. No calor do verão abrem totalmente, no inverno apenas uma pequena parte para proteção contra o frio.

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Nosso guia Abdelhakim Bougrine

Deixo para outro post o registro dos restaurantes que fomos e um passeio no oásis Palmeraie, como também o hotel de sonho La Mamounia.

Não imaginava que iria gostar tanto de Marrakech. Três dias são suficientes para conhecer a cidade, mas queria ter ficado mais. Curtir mais seus bares e restaurantes lindos que pesquisei e não deu tempo de ir em todos. Flanar pelos seus souks, me aventurando sozinha sem medo de me perder, porque senti o quanto é seguro. E, principalmente, pelo seu povo que me cativou e ainda com o plus de poder treinar o meu francês enferrujado de 3 anos sem uso.

Agora entendo porque Yves Saint Laurent amava tanto Marrakech e quis que suas cinzas repousassem lá. É um lugar especial, mágico, que ficará para sempre na minha memória.

 

 

 

 

 

 

 

Évora – Portugal

Portugal é um país incrível, tão pequeno e ao mesmo tempo com tantos lugares fantásticos para explorar. A facilidade de deslocamento ajuda muito, tudo é perto.

Em uma das minhas idas a Lisboa combinei com Joel (guia, motorista, amigo e anjo da guarda) com página no Facebook para contato JCN Freelancer Tours, uma visita à Évora. Passei o dia, a distância de 134 Km foi feita em 1 h e 30 min de carro, no esquema bate e volta, em setembro de 2016.

Setembro é um mês maravilhoso para visitar Portugal, dias lindos, céu azul e sol brilhando, durante o dia faz calor (não é insuportável) a noite refresca (não fica frio), muito fácil para fazer a mala, só roupas leves, fiquei 14 dias e levei 11 Kg de bagagem.

Évora, capital do Alentejo, é conhecida como “cidade museu” e o seu centro histórico foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

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Templo de Diana

No Largo do Conde de Vila Flor se encontra o Templo Romano, em estilo coríntio do século I, em cujas ruínas permaneceram 14 colunas (originais). Foi construído para venerar o Imperador Augusto. É conhecido como Templo de Diana.

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Templo de Diana e Igreja dos Loios

Ao lado do templo Romano vemos a Igreja de São João Evangelista conhecida como Igreja e Convento dos Loios. Na realidade o convento pertencia a Ordem de Santo Eloi e por deturpação da língua portuguesa ficou Lóios. A Igreja construída no século XV com painéis de azulejos do século XVIII, pertence ao Palácio Cadaval e foi restaurada pela família em 1958, sendo um dos templos privados mais bonitos de Portugal. No convento desde 1963 funciona uma pousada.

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Entrada da Igreja dos Loios

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Os painéis de azulejos cobrem praticamente todas as paredes da igreja, seu efeito é impressionante.IMG_8958.JPG

Junto a Igreja dos Lóios é possível visitar o Palácio dos Duques de Cadaval, aberto todos os dias. O título de Duque de Cadaval foi criado por D. João IV em 1648. A família possui o mesmo ramo da Casa Real de Bragança com descendentes até hoje.

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Terraço do palácio com vista para o pátio do convento/pousada

A família Cadaval mora no Palácio sendo possível visitar boa parte da sua edificação.

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Foto do site: http://www.palaciocadaval.com

A Praça principal da cidade se chama Giraldo onde se encontram muitos restaurantes e lojas, final de tarde tem muito movimento e animação. Ao fundo a Igreja de Santo Antão.

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As ruas no entorno da Praça do Giraldo tem lojas e são ótimas para passear e compras.

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A Igreja mais importante, a Sé (Catedral) de Évora, do ano de 1186, consagrada em 1204 e concluída em 1250 é a maior catedral medieval de Portugal. Em estilo romântico e gótico, é um complexo que tem além de um terraço incrível um museu de arte sacra muito interessante.

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O interior da igreja é impressionante. A Sé fica na Rua 5 de Outubro, no Largo do Marques de Marialva e é dedicada a Nossa Senhora da Assunção.

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O Museu de Arte Sacra da Catedral de Évora possui um acervo de obras importantes. Anexo a igreja, no antigo Colégio dos Moços do Coro da Sé, encontram-se pinturas, esculturas e ourivesaria dos séculos XIII e XIV

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Por fim, um passeio pelo claustro.

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Para almoçar fomos no Restaurante Guião, na Rua da República, 81, dica do nosso amigo Joel que diz que só tem dois “sítios” que ele vai em Évora: o Fialho ou Guião. Comida Alentejana maravilhosa, ótimo atendimento, mas, como já comentei em outras postagens, nessa época não tinha cabeça de blogueira e não fotografava tudo, então o doutor Google me socorre.

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Foto do site: http://www.thefork.com

Na Praça 1º de Maio está a Igreja de São Francisco onde no seu interior se encontra a atração que eu tinha mais vontade de conhecer em Évora. Sinceramente, fui a cidade só para isso, o resto foi bônus!

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Com o querido amigo Joel Noivo

A Igreja de São Francisco é linda, com muitas capelas cuja riqueza de detalhes realmente me impressionaram.

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Sala da Ordem Terceira de São Francisco

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A igreja é visitada seguindo um percurso onde tem também salas de exposição de artigos religiosos.

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E no final o que eu tanto esperava conhecer: a Capela dos Ossos! Do século XVII a capela tem suas paredes e colunas revestidas com ossos de aproximadamente 5.000 monges.

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Um aviso na entrada da capela,  alertando para a transitoriedade da vida: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos.”

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Dá para acreditar nessas paredes? Os ossos bem arrumadinhos!

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Évora era cercada de muralhas para a sua defesa, as primeiras foram construídas no século III pelos romanos, as que ainda sobrevivem hoje, em grande parte intactas, são da época medieval, construídas por ordem de D. Afonso IV, rei de Portugal.

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Muralhas da Avenida Lisboa

Com áreas verdes, como o Jardim de Diana, junto ao templo Romano, o miradouro ao fundo para contemplar a magnífica paisagem do Alentejo, Évora é uma cidade muito agradável para passear que merece a visita.

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Hotel Palácio Tangará – SP

Há algum tempo tinha vontade de me hospedar no Tangará, só que costumo ficar na região dos Jardins e achava o Morumbi fora de mão, mas, no último final de semana, aproveitando que ia no show do Ed Sheeran, resolvi reservar um quarto deluxe por 2 noites.

Que hotel! Que perfeição! Que sonho! O Tangará foi uma experiência maravilhosa que só tinha experimentado fora do Brasil. Que alegria descobrir que no meu país tem um hotel com este nível de excelência.

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E aproveito este post para explicar que quando resolvi criar o blog li algumas dicas de “como ser um blogueiro de viagem” e uma delas foi de que não se deve elogiar muito, enchendo a postagem de adjetivos, que a função de um blog é informar e não recomendar. Hahaha! Não consigo, realmente. O perfil do meu blog é justamente contar o que vi e senti. Como vou passar o que senti sem elogiar? Como não vou recomendar o que amei? Então, a linha do blog vai continuar assim, mesmo não sendo a mais “indicada”.

Voltando ao Palácio Tangará, a sua história é muito interessante.

Francisco Matarazzo Pignatari, conhecido como Baby Pignatari, famoso playboy paulista comprou a área conhecida como “Chácara Tangará” com 482.200 m². Contratou Oscar Niemeyer para o projeto da casa e o paisagista Roberto Burle Marx para os jardins, nos anos 1950. Na época ele vivia um romance com a princesa austríaca Ira von Furstenberg, porém o amor terminou antes da casa ficar pronta e a área foi abandonada.

Muitas disputas judiciais, alguns proprietários se seguiram, a casa original foi demolida e construído um SPA que não foi adiante até ser finalmente comprado e reformado pelo grupo americano GTIS que com a administração do grupo hoteleiro alemão Oetker inaugurou o Hotel Palácio Tangará em abril de 2017.

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Foto do site: http://www.metropoles.com

O hotel fica junto ao parque Burle Marx, uma área verde imensa no bairro Morumbi, que cria uma atmosfera de paz e tranquilidade inacreditável quando se trata de São Paulo. A beleza da arquitetura, integrada a natureza, se tornou um verdadeiro oásis urbano.

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Em tempos de redes sociais, com a necessidade de postar onde e o que se está fazendo o Palácio Tangará é perfeito! Cada canto de sua propriedade é “instagramável”. O lobby conta com um trabalho de folhas de ouro no teto, da artista Laura Vinci chamado “Lux Capela”.

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O quarto deluxe em que fiquei (o básico do hotel) possui 46 m². Muito espaçoso, confortável, decoração elegante em tons de azul, varanda com vista para a mata. O banheiro é ótimo, ducha e banheira separados, bancada com duas pias, em tons de mármores carrara e nero marquina. O quarto ainda conta com hall de entrada e closet.

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Na área externa, os jardins com fontes e esculturas vermelhas fazem um contraste lindo com o branco da arquitetura e o verde da mata.

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O Park Lounge, espaço do lobby com mesas, cadeiras, sofás, lareira e um piano bar é um local delicioso a qualquer hora do dia, principalmente no final de tarde para um drink e boa música. Às sextas e sábados é servido em um buffet maravilhoso o chá da tarde.

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À noite, fomos jantar no restaurante Tangará Jean-Georges, com uma estrela Michelin. No mesmo espaço onde é servido o café da manhã, um ambiente em tons fendi, elegante e clean.

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O atendimento no Tangará é excepcional. Simpatia, educação e gentileza são uma constante em todo o staff e no restaurante não é diferente. A comida estava deliciosa, pedi um filé com batata roti surreal de tão bom. O marido pediu gnocchi com camarões que também estava fantástico.

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Não costumo pedir sobremesa, mas por indicação do garçom resolvi experimentar a Alaska de Maracujá. Meu Deus, uma coisa! Leve, com três camadas: maracujá doce, sorbet e merengue, dentro da própria fruta, adorei!

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Após o jantar, ao lado do restaurante, está o Burle Bar. Em frente a adega, ótimos drinks e coquetéis, no happy hour de sexta estava lotado, fomos nas duas noites, imperdível.

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Os arranjos florais do Tangará são lindos demais!

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O café da manhã, servido no espaço do restaurante, também tem um terraço externo. A mesa de buffet é bem completa e tem um chef para os pratos quentes como omeletes e panquecas.

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A piscina é incrível, pena que o tempo não estava muito bom (para mim) para aproveitá-la. Foi só um momento de sol que aproveitei para fazer as fotos.

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Localizado no bairro Morumbi, com um ponto de táxi executivo (tarifa normal) no seu pátio interno, não tive dificuldade nos deslocamentos.

O Hotel Tangará conta ainda com piscina interna e Spa que não visitei, fica para a próxima, pois não vejo a hora de voltar!

Ao atravessar os portões do Hotel Tangará se é transportado para outra dimensão, onde só se encontra tranquilidade e paz, tão raro nos dias de hoje. Poucos hotéis no mundo conseguem oferecer essa sensação de acolhimento e bem estar, o que realmente procuramos fora do nosso lar, o verdadeiro sentido das férias.