Restaurantes – Sevilha

A variedade e qualidade das opções gastronômicas na Andaluzia é de surtar e em Sevilha, na sua capital, não poderia ser diferente.

O marido ama paella! Eu não sou muito fã, mas mesmo assim, provei algumas e estavam muito boas. O que notei de diferente das paellas que estou habituada a experimentar no Brasil foi a cremosidade do arroz, realmente esse “detalhe” fez toda a diferença.

Como comentei no post anterior Sevilha fiquei hospedada no Hotel Alfonso XIII e na primeira noite jantei em um dos seus restaurantes: o SAN FERNANDO, que estava funcionando nesta noite no Salão de Banquetes.

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Ante sala do restaurante San Fernando

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Chegamos assim que abriu, fomos a segunda mesa, depois chegaram mais hóspedes, não lotou. A comida estava excelente e o atendimento muito simpático e gentil. Tinha um pianista, ambiente muito romântico e agradável. O cenário, tão histórico, é mesmo impressionante.

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Pedi uma massa porque depois de três dias em Marrakech, com aquele onipresente tempero agridoce, eu precisava de uma comida italiana! Fora a fome de leão, já que por causa da viagem só tinha almoçado.

Depois do jantar fomos no Bar Americano, o bar do Hotel Alfonso XIII e adorei também, acho que fomos quase todas as noites lá, antes de dormir. Ambiente bonito, ótimos drinks e o mesmo pianista (excelente por sinal) do restaurante que depois vai para o bar. Fica muito animado nas sextas e sábados.

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No outro dia, o primeiro almoço foi no El Giraldillo, na Plaza Virgen de los Reyes, em frente a Giralda (o campanário da Catedral de Sevilha).

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Sentamos na área externa e acabei não fotografando o seu interior (bem bonito). A comida estava boa, a vista é maravilhosa, mas não gostei do atendimento demorado e de má vontade.

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À tarde, passeando pelas ruas de compras mais famosas de Seviilha, a Calle Tetuán e a Calle Sierpes, em uma travessa entre elas, na Calle Almirante Bonifaz, paramos para beber uma taça de vinho no Las Tablas e adorei o lugar. Uma área muito animada com vários restaurantes e bares.

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O charme das ruas. Ao fundo a Capilla de San José.

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Um drink no final de tarde no pátio do Hotel Alfonso XIII

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E à noite fomos em um restaurante próximo do hotel, o Uno de Delicias. Só que errei o caminho, em vez de seguir em frente dei uma volta enorme pela beira do rio Guadalquivir. Sem problema! Meu primeiro contato noturno com a Torre del Oro.

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O Uno de Delicias é um bar de tapas muito bom. Tudo que pedimos estava realmente uma delícia! Fica na Paseo de las Delicias uma rua com muitos outros restaurantes, alguns lotados, outros vazios, o nosso estava quase cheio. Ótimo atendimento. Não tem carta de vinhos, a gente escolhe a garrafa nas prateleiras e se tiver dúvida pode provar antes, achei bem legal. O primeiro que tinha escolhido provei e não gostei, no segundo já acertei. Assim fica bem mais fácil. A disposição e paciência no atendimento para me ajudar a escolher o vinho também favoreceu.

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Pedimos tapas com batatas, com sardinhas, um queijo derretido que era uma coisa de tão bom, Jamon (tem que ter) e o marido no final ainda pediu uma paella só para ele.

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A rua do restaurante tendo ao final a Torre del Oro

IMG_0936.JPGNo terceiro dia, após um passeio maravilhoso pela Juderia (que indico), um dos lugares mais charmosos de Sevilha, dá para passar um dia inteiro aqui,  fomos almoçar na Casa Román, na Plaza Venerables.

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O restaurante Casa Román existe desde 1934, uma instituição na cidade. Pedimos uma fritada de frutos do mar que estava ótima e resolvi pedi sobremesa (coisa rara), um flan de laranja muito bom também.

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Os espanhóis tem o hábito de comer em pé, encostados no balcão e a praticidade das tapas que não necessitam de talheres para o consumo, ou somente um garfo, ajuda.

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À noite fomos assistir um espetáculo de flamenco. Quando fui a Espanha pela primeira vez (há 8 anos) vi em Madrid, mas foi diferente, em um restaurante onde tem menu fixo e o show acontece nos intervalos (tipo isca de turista). Gostei na época, só que queria algo mais. Desta vez escolhi o show da Casa de la Memória que apresenta também o lado cultural da dança, sua história e importância no contexto da sociedade espanhola. Tem um museu anexo e fica na Calle Cuna.

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O teatro é bem pequeno, o espetáculo tem duração de 1 hora e só pode fotografar nos últimos cinco minutos quando os dançarinos avisam e fazem uma apresentação para fotos e filmes. O show é maravilhoso. O homem era incrível, sapateava com uma rapidez e agilidade impressionante. A mulher além de dançarina conseguia expressar a dor e o lamento de algumas peças, uma atriz fantástica.

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Além de um casal de dançarinos fazem parte do espetáculo um cantor e um violonista. Como é linda a música flamenca, de arrepiar. Eu amei este espetáculo, achei bem autêntico e o indico para quem quer conhecer a dança flamenca verdadeira, feita com alma.

Após o espetáculo fomos no restaurante Baco Cuna 2 que fica ao lado. Reservei antes porque vive lotado, por ser uma excelente opção de jantar pós show.

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O Baco Cuna 2 é lindo. Todas as paredes são decoradas com cerâmicas em tons de bronze e cobre com um brilho incrível. As porções são fartas e o próprio garçom indicou pedir uma de cada (entrada e prato principal) para compartilhar. Interessante que isso se repetiu em alguns restaurantes, quando a gente ia pedir uma entrada para cada um avisavam que era muita comida (de fato era). Bem honesto da parte deles.

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De entrada camarões no sal e de prato principal um peixe com legumes muito leve e delicioso. Achei a melhor refeição da cidade.

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No quarto dia fomos conhecer Córdoba em uma bate e volta que terá um post em breve. Já neste dia o café da manhã do Hotel Alfonso XIII não estava mais sendo servido no salão histórico e sim nos corredores do pátio interno.

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Café da manhã do marido parece um almoço
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Vista da mesa

Como eu acho esses passeios de bate e volta de um dia inteiro cansativos, resolvi nessa noite jantar no hotel novamente no seu outro restaurante, famoso e badalado na cidade, que se chama ENA.

O restaurante é dividido em três ambientes e possui duas entradas diferentes. Na entrada por dentro do hotel o primeiro ambiente tem poucas mesas, uma sala com decoração mais clean e um balcão. O segundo ambiente é bem intimista, escuro, com lareira e cerâmica nas paredes, adorei, é lindo. Por fim o pátio externo com bar, o local mais animado. Tem uma entrada pelo pátio do hotel, área externa, para não hóspedes. Tomei um aperitivo na área externa e depois jantei na área interna.

A comida era OK, nada demais. Valeu pelo ambiente mesmo e pelo conforto.

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Bar do ENA – Hotel Alfonso XIII
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Terraço ENA

 

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No quinto e último dia em Sevilha, andamos muito, de um lado ao outro do Rio Guadalquivir. Primeiro passamos a manhã no bairro Triana, um sábado o que foi ótimo, depois fomos no bairro Santa Cruz para almoçar, o local com mais opções de restaurantes e bar de tapas de Sevilha e o “epicentro” fica no entorno da Calle Mateos Gago. As ruas ficam lotadas.

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Difícil escolher quando se tem tantas opções, eu ficava passando na frente dos restaurantes para ver qual gostava mais, ficava em dúvida, ia e voltava, até que decidi entrar no Casa Tomate. A foto abaixo é da fachada da frente. Entrei pela rua de trás.

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O restaurante é muito bonito, atendimento simpático e comida deliciosa. Adorei o Casa Tomate!

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Balcão do bar do restaurante Casa Tomate

E o nosso último jantar nessa cidade incrível eu queria que fosse especial  e então escolhi o restaurante Abades Triana que tem uma vista linda para a Torre del Oro, já que fica às margens do Rio Guadalquivir.

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Do outro lado do rio, ao lado do terraço do Abades Triana. Ao fundo a Torre del Oro.

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No início da primavera na Andaluzia já é possível ver a diferença de luminosidade no céu quando se vai jantar.

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Por ainda estar frio, à noite o terraço ficou vazio, uma pena, imagina no verão que lindo.

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Por que o marido não disse? Vai mais para o lado para não aparecer o extintor!
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Drink de frutas com Moet Chandon Ice bom demais

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A comida estava excelente, pedi cordeiro e veio com jamon (claro)!

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O Abades Triana é considerado um dos melhores restaurantes de Sevilha. O ambiente é moderno, com uma arquitetura arrojada, padrão gourmet de culinária e atendimento. 

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E para me despedir de Sevilha uma última foto na Ponte de San Telmo, nessa noite fria de início de primavera.

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Próxima parada: Granada, aguardem!

 

 

 

 

 

Restaurantes Marrakech

Encerrando a série de posts sobre Marrakech, os outros você lê aqui Marrakech e aqui Hotel La Mamounia – Marrakech uma coisa que eu logo notei nas minhas pesquisas pré viagem foi a quantidade de restaurantes incríveis na cidade.

Marrakech tem restaurantes para todos os gostos e bolsos. Mas, mesmo os restaurantes lindos, badalados, da moda, tem um  preço bem acessível, comparado a outros lugares do mundo, porque realmente não é uma cidade cara.

Chegamos à tarde e no chek in do Hotel La Mamounia foi oferecido leite de amêndoas com tâmaras. Depois de arrumar as coisas no quarto e passear para conhecer o hotel, o que levou algumas horas porque é imenso, mais as 5.876.934 fotos que fizemos, fomos para o lounge bar Tea Room para tomar um aperitivo antes de sair para jantar.

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À noite fomos jantar no restaurante Comptoir Darna, na Avenue Echouada, a região dos grandes hotéis de rede. O Comptoir tem dois ambientes, um na parte superior com DJ que dizem ser mais exclusivo. E a parte de baixo (térreo) que achei mais bonita e onde tem o show.

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Fachada do Comptoir Darna
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Entrada do Comptoir Darna

Em um primeiro momento nos levaram  para a parte superior, mas não gostei e pedi para trocar de mesa para a parte de baixo e fui prontamente atendida, porque em Marrakech o que você pede eles dão um jeito de fazer.

A mesa que fiquei na parte de baixo (térrea) era muito boa, de frente a escada onde tem músicos tocando ao vivo e depois as dançarinas descem para o show.

No Comptoir Darna todas as noites, às 22h, tem um show de dança típica.  As dançarinas usam bandejas com um candelabro de velas acesas em cima da cabeça, O show dura 30 minutos. Eu gostei muito, achei animado, bonito, não cansa. Alguns consideram over, sinceramente não achei. Foi o lugar que mais gostei de ir em Marrakech. O ambiente é lindo, o atendimento muito gentil e a comida deliciosa.

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Tagine de Codeiro

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Logo em frente ao Restaurante Comptoir Darna, na Avenue Echouada está o Le Palace, outro lugar “da moda” em Marrakech. Fui só para o bar, depois de jantar no Darna e acho que fiz a coisa certa.

O Le Palace tem dois ambientes. O térreo que se parece com uma brasserie francesa e o andar de baixo (como um subsolo) que tem o ambiente mais bonito. São boiserries de laca preta e poltronas de veludo vermelho. Tem mesas para o jantar e a parte do bar. A decoração é linda, o bar muito bom, uma cantora excelente, mas não estava cheio. Achei meio devagar para um sábado à noite. Adorei o lugar, vale muito a pena ir, mas não espere “animação”. Achei um local indicado para casais.

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Existem duas cidades: a de dentro e a de fora da Medina. Dentro da Medina e dos Riads tem locais muito charmosos. Fora da Medina, na região dos grandes hotéis de rede é a Marrakech cosmopolita, com restaurantes, bares e boates “da moda”, ambientes lindos, alguns com shows, uns considerados “isca de turista”. Tudo vai do perfil.

Gosto quando visito uma cidade conhecer um pouco de cada estilo, um pouco de cada região, para ter uma visão mais global do lugar. Não ficar setorizada.

Assim, fui em restaurantes dentro e fora da Medina, um pouco mais afastados também, onde o deslocamento de táxi é necessário.

Dentro da Medina almocei no Le Jardin, no Souk Sid Abdelaziz. Estava lotado. Tem um ambiente externo, no pátio e outro menor no interior. Fiquei na parte interna porque o pátio estava cheio, gostei muito porque estava mais fresco e tinha uma vista direta para a área externa.

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Entrada do Restaurant Le Jardin
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Cuscuz de legumes

A comida marroquina não é muito o meu paladar. É doce demais para o meu gosto. Como fiquei três dias em Marrakech deu para levar numa boa, mas se ficasse muitos dias, em uma viagem pelo Marrocos por exemplo, acho que vai enjoando.

Amo cordeiro e esse foi o meu pedido em quase todos as refeições hehehe!

Cuscuz e Tagine são os pratos típicos do Marrocos. Tagine é um ensopado de legumes servido em bowl de barro que pode vir com carne, frango ou peixe. Eu pedia sempre com carne de cordeiro. Cuscuz é um preparado de sêmola, geralmente de trigo, também servido com legumes ou alguma carne acompanhando.

Outro lugar que eu fui dentro da medina e amei foi o Restaurante Dar Yacout. Fica na Sidi Ahmed Soussi e fomos de táxi. Se consegue chegar de carro até a porta do Riad onde está instalado. O trajeto leva uns 10 minutos de carro porque as ruas são muito estreitas, motorista em Marrakech tem que ser fera, eu ali já tinha raspado as duas laterias do veículo! Não senti medo, porque como já mencionei, achei Marrakech uma cidade muito segura, mas as ruas são escuras, alguém mais sensível pode ficar assustado mesmo.

No lado de fora, na porta do Dar Yacout, fica o recepcionista super simpático.

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Se você tem problema para subir e descer escadas não vá. Os Riads de maneira geral são como town house. Tem três andares onde os ambientes se dividem. No Dar Yacout assim que a gente chega é levado para o terraço para apreciar a vista da Medina e tomar um aperitivo. Na noite que eu fui tinha muito vento, então só dei uma olhada na vista e descemos para o primeiro ambiente para tomar o aperitivo.

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Terraço do Dar Yacout

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No Dar Yacout não existe cardápio. O menu é composto por entrada, prato principal e sobremesa. A entrada é um sonho! São nove tipos entre: azeitonas e terrines de berinjela, abobrinha, cenoura, uma delícia!IMG_9595.JPG

O prato principal é a base de frango e estava muito bom também. É muito bem servido, então como sou de comer pouco sobrou bastante. O prato quente vem assim, não é um charme?

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Por fim, passei pelo ambiente da piscina que é lindo e em noites de verão tem mesas na pérgola.

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No outro dia fomos conhecer o oásis Palmeraie que não estava no roteiro, mas como sobrou tempo, resolvi ir até lá. Almoçamos no Nikki Beach e amei, recomendo!

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Para dar um tempo da comida marroquina pedimos um spaguetti com camarões que estava uma coisa de tão bom!

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E o garçom que já virou amigo!

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Na saída do Nikki Beach (fomos e voltamos de táxi) passamos por um local cheio de camelos, não resisti, pedimos para parar. Não quis passear, só chegar perto mesmo, fazer carinho, eles eram animais muito dóceis e quando meu marido fez carinho um fez um barulho bem alto e engraçado, parecido com aquele canto das árabes que movem a língua bem rápido sabe? Muito legal!

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No última noite resolvemos jantar no hotel no restaurante Le Marocain no Hotel La Mamounia que tem três restaurantes (cozinhas francesa, italiana e marroquina). Optei pelo marroquino para me despedir da cidade e foi muito bom. O restaurante é lindo, comida deliciosa e tem músicos tocando, que vem nas mesas, músicas lindas, alternava entre músicas bem calmas e outras mais animadas. Foi uma noite bem típica e muito romântica!

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Cordeiro com amêndoas e tâmaras
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Os músicos tocando para nós

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E terminamos assim, com mais um passeio pelos jardins do Hotel La Mamounia, que não dá vontade de ir embora.

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Próxima parada: Sevilha, uma cidade incrível com muitas coisas para contar, aguardem!

 

 

 

 

 

 

 

 

Restaurantes Veneza

A gastronomia de Veneza é fantástica. Cidade altamente turística, mesmo na Piazza San Marco, seu coração e consequentemente apinhado de turistas encontram-se restaurantes excelentes.

Claro que não são em todos os lugares que se come bem, “isca de turista” sempre tem, Veneza não é diferente, mas o que me chamou a atenção foi que mesmo em locais altamente turísticos, se come muito bem.

O forte da culinária veneziana são os frutos do mar, muito frescos e deliciosos.

Estive em Veneza três vezes. Em junho de 2013, junho e setembro de 2017. Para ler sobre o post acesse aqui  Veneza

Vou listar os restaurantes que estive e adorei, recomendo todos. E vamos começar com um clássico, porque amo demais beleza e história.

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1 – Ristorante Quadri: na Piazza San Marco, possui essas cadeiras na foto acima de frente para a Basílica, com um palco onde tem música clássica ao vivo no final da tarde. Na parte de baixo está o café/bistrô que fui em junho de 2013 e na parte de cima, no primeiro andar, o restaurante gastronômico com 1 estrela Michelin estive em junho de 2017.

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O Caffè Quadri existe desde 1775. É lindo demais, tanto no térreo quanto no primeiro andar. No restaurante Quadri (andar de cima) foi a refeição mais cara em Veneza, por ser padrão estrelado, mas vale a pena. É considerado um dos 50 melhores do mundo pelo The Diners Club.

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Quando chegamos estava assim vazio, depois lotou. Comida incrível. Reservei com o concierge do meu hotel,  mas é possível pelo site: http://www.alajmo.it

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2 – Antico Martini: no Campo Teatro Fenice, desde 1720, outra instituição de Veneza. O restaurante tem uma parte externa, mas vale a pena mesmo sentar na parte interna, com várias salas, uma mais linda que a outra. É o meu restaurante preferido pelo conjunto da obra: localização charmosa, ambiente lindo, comida maravilhosa e atendimento muito simpático e gentil. No Antico Martini não tem erro!

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Ponte da Calle del Sartor da Veste
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Calle del Sartor da Veste

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Detalhe dos muitos quadros lindos do restaurante.

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3 – Giudecca 10 – Hotel Cipriani: fica na ilha de Giudecca, um dos três restaurantes do Belmond Hotel Cipriani. O hotel tem uma lancha privativa que leva e traz os hóspedes e clientes da Piazza San Marco para o hotel, leva uns 5 minutos o trajeto, lindo demais.

O restaurante tem mesas ao ar livre quando o tempo está bom e em junho (2013) geralmente está. Reservei com antecedência e pedi uma mesa de frente para o canal, uma experiência incrível!

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A vista da mesa, com a diferença da luz, ao cair da noite, sempre linda.

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4 – Da Rafaelle: primeira refeição em Veneza em 2013 e repetimos em 2017, bem próximo ao Hotel Bauer. Restaurante descontraído, barato,  frutos do mar excelentes. Junto ao Rio de l’Alboro, com essa vista linda, mesas no interior também.

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5 – Terrazza Danieli – Hotel Danieli: no filme O Turista com a Angelina Jolie tem uma cena dela com o Johnny Depp jantando em um terraço em frente a Igreja Santa Maria del Salute, pensei: quando for a Veneza vou jantar nesse restaurante com essa vista incrível. Como ela estava hospedada no Hotel Danieli (no filme) reservei o restaurante terraço do hotel acreditando ser esse.

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Não era! Apesar de ser um terraço (no rooftop) e ter vista para a igreja na hora fiquei decepcionada porque era muito distante. Depois passou. A comida estava ótima, atendimento também, fomos no piano bar no térreo que estava maravilhoso, foi uma noite incrível!

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Cheguei no restaurante em junho de 2013 à noite, já estava escuro. O melhor é reservar mais cedo para pegar o anoitecer e ter esse panorama. Hotel Danieli – Riva degli Schiavoni

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Foto do Site: http://www.marriott.com.br

6 – Club del Doge – Hotel Gritti: Não me conformei e assisti novamente o (péssimo) filme O Turista e então cheguei a conclusão que o terraço maravilhoso que a Angelina Jolie estava jantando só podia ser do restaurante do Hotel Gritti, no Campo Santa Maria del Giglio

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E era! Tem coisa mais linda? Em junho de 2017 cheguei cedo e fui vendo o anoitecer, todas as cores do céu até escurecer por completo com ela, assim, de camarote na minha frente, a Santa Maria del Salute, tenho umas 5.984.368 fotos dessa igreja de tão maravilhosa que eu acho.

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O restaurante estava funcionando no terraço por causa da época, no frio tem um ambiente interno lindo demais, bem clássico, aliás esse hotel é o meu sonho de consumo em Veneza, acho fantástico.

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Feliz no Gritti

7 – Restaurante Grand Canal: em frente ao Grand Canal, em um deck do Hotel Mônaco, na região de San Marco muito próximo a Piazza San Marco. Fomos almoçar em setembro de 2017 e estava delicioso. Vista linda, para colocar na lista dos que eu tenho vontade de repetir.

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8 – Chat qui Rit: comida italiana de bistrot. Pedimos massa (eu) e carne (marido) e os pratos estavam muito bons, ambiente moderno, na calle Tron.

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9 – Osteria Enoteca San Marco: ambiente moderno também, comida maravilhosa, uma enoteca fantástica na entrada. Atendimento especial. Na calle Frezzeria.

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10 – Bauer: já comentei no outro post Veneza que me hospedei nos Hotéis Bauer e Il Palazzo Bauer. Amo demais esses hotéis pela sua beleza e localização. São anexos e compartilham os ambientes, como o restaurante De Pisis, O Bar Canale e o Roof Top Settimo Cielo. Não hóspedes também são bem vindos. A comida do restaurante De Pisis é deliciosa, linguine al vongole foi a minha pedida e estava incrível. O restaurante tem dois ambientes, interno clássico, lindo e o deck em frente ao Grand Canal, fui para o almoço, estava um dia lindo, sentei no deck.

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Com ela sempre – Santa Maria del Salute

No restaurante De Pisis também é servido o café da manhã do Hotel Bauer

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Foto panorâmica do deck do restaurante De Pisis – Hotel Il Palazzo Bauer

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Foto do site: http://www.amoma.com

O Bar Canale fica em um pátio térreo, área externa, em frente ao Grand Canal. Fui à noite para tomar um aperitivo e o ambiente é muito agradável, adorei. Só que foto noturna é tão complicado, então vou me socorrer de um profissional para dar uma ideia da beleza do local.

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Foto do site: http://www.travellermade.com

Lindo demais não é mesmo? Saudade!

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Foto site: http://www.blog.insightvacations.com

E o terceiro espaço é o rooftop Settimo Cielo. Local do café da manhã do Hotel Il Palazzo Bauer, tem área interna e externa. À tarde e à noite bar e aperitivos. Eu amo esse local, tem uma vista linda, animado, bom astral.

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A vista do rooftop Settimo Cielo do Hotel Il Palazzo Bauer é 180 graus, um sonho!

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Foto panorâmica do Settimo Cielo, terraço no último andar do Hotel Il Palazzo Bauer

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Foto do Site:: http://www.travellermade.com

11 – Harrys Bar – ao lado do Hotel Il Palazzo Bauer, um lugar imperdível para quem vai a Veneza. Bar e lanches no térreo, restaurante no andar superior,  fui nos dois e amei. E foi aqui que o célebre drink Bellini foi inventado, meu aperitivo preferido no mundo, champanhe com suco de pêssego, na Itália ele é preparado com a polpa da fruta natural, fica delicioso.

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O marido com ele – o delicioso Bellini

A Piazza San Marco é uma festa, durante o dia ou à noite, vive lotada de turistas, muitas vezes aquela multidão não é nada agradável, é verdade, mas ao cair da tarde, muitos vão embora e ela vai ganhando o seu charme, com vários bares, restaurantes ou confeitarias com mesas e cadeiras espalhadas pela Piazza e seus palcos para shows de música ao vivo, geralmente clássica, da melhor qualidade. É mágico, adoro.

12 – Caffè Florian: A confeitaria mais famosa de Veneza. É linda, imperdível. Muitos dizem “é muito cara”, “não vale o preço”. Sim é muito cara, mas discordo, vale sim o preço. Está situada na Piazza San Marco em Veneza. Conseguem imaginar o preço do metro quadrado desse local? Tem muitas pessoas para servir e músicos no palco pelo menos 8 horas por dia. Quanto custa manter? E mais uma vez sigo aquela lógica: é uma viagem, não vou todo dia (fui 3 vezes), um lugar icônico e vai ser ótimo para a minha biografia rsrsrs!

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Caffè Florian na Piazza San Marco desde (apenas) o ano de 1720, a cafeteria mais antiga em funcionamento de forma contínua no mundo, o outro é o Le Procope de Paris (que eu também conheço e amo)

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São essas as dicas de restaurantes, em vários estilos e preços, todos deixaram saudade, foram bons momentos, por isso os recomendo. E, como sempre, em viagem eu não como para viver, eu vivo para comer!

 

 

 

 

 

 

Restaurantes NYC

New York foi a minha cidade preferida no mundo quando eu tinha vinte e poucos anos. O tempo passou, conheci a Europa, me apaixonei por Paris e “esqueci” NYC. Este ano resolvi voltar, fazia 20 anos que não ia, como o tempo passa e rápido! Me hospedei por 8 dias, na segunda quinzena de março de 2018, no Hotel Península. Estava frio, dias lindos de sol e céu azul, um dia com neve para recordar o Natal de 1995, primeira viagem que fiz com o meu marido, foi muito bom!

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A NYC de hoje está diferente de 20 anos atrás, confesso que fiquei um pouco decepcionada. Bairros como Soho e Village perderam o seu charme, mas a cidade continua firme e forte e cada vez melhor no quesito gastronomia. Comi maravilhosamente bem em todos os lugares que fui e por isso os recomendo, vamos lá?

1 – Nusr-et: A Steak House  do “turco do sal”, o Chef celebridade que tem um jeito de salgar a carne, revirando a mão que é sensação! Ambiente lindo, atendimento muito simpático e, claro, carnes deliciosas, fui para almoçar e amei! 60 W, 53rd St. Site: http://www.nusr-et.com.tr

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2 – The Nomad: restaurante do The Nomad Hotel, tem vários ambientes, todos lindos, ficamos no Fireplace (lareira). Lotado, gente bonita, comida boa (crudités e pato), local imperdível. O bar também é ótimo, adorei! 1170, Broadway & 28th St. Site: http://www.thenomadhotel.com

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3 – The Oyester Bar: primeiro lugar que fomos almoçar em NYC juntos, em 1995 e adoramos, retornamos em 2018 e continua excelente, uma instituição na cidade, na Grand Central Station. Famoso pelas ostras e todos os peixes e frutos do mar são de excelente procedência/qualidade. 89 E 42nd St. Site: http://www.oyesterbarny.com

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4 – Temple Court: o restaurante do The Beekman Hotel. O lobby do Hotel se chama The Atrium e é junto com o bar (The Bar Room). O ambiente é lindo, agora a cereja do bolo está em olhar para cima, os andares do hotel tem grades de ferro forjado, estilo vitoriano, o centro é aberto com uma clarabóia piramidal que forma um visual incrível, lindo demais!!! Comida maravilhosa, ótimos drinques, badalado, imperdível! 123, Nassau Street. Site: http://www.thompsonhotels.com

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5 – The Standard Grill – Top of The Standard: restaurante e bar incríveis do Standard Hotel. O bar já se chamou Boom Boom Room, super famoso. Ambiente e vista lindos. O restaurante fica no térreo, ótima comida, depois a gente pega o elevador que é demais!!! Fica passando um filme com desenhos, um visual gráfico lindo. Tem que reservar o bar com bastante antecedência. High Line, 848 Washington St. Site: http://www.standardhotels.com

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O elevador:

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6 – Cecconi’s Dumbo: Apesar de todas as vezes que fui em NYC não conhecia o Brooklyn, então resolvi passear lá domingo e almocei no Cecconi’s no bairro chamado Dumbo (Down Under Manhattan Bridge Overpass). Fica junto ao rio Hudson entre as pontes Manhattan e Brooklyn, dentro de um centro comercial. Vista linda, ambiente aconchegante, comida excelente, outro restaurante que considero imperdível. 55, Water St, Brooklyn. Site: http://www.cecconisdumbo.com

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7 – Gramercy Tavern: um dos restaurantes mais famosos de NYC. Tem dois ambientes, um mais casual (taverna) e outro mais formal (sala de jantar). Jantei no mais formal, reserva com antecedência, porque é muito concorrido, sempre lotado. Comida e atendimento perfeitos como é de se esperar de um restaurante com 1 estrela Michelin.  42 E 20th St. Site: http://www.gramercytavern.com

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8 – PJ Clarke’s: outra instituição de NYC e acredite se quiser, nunca tinha ido. O carro chefe é o hamburger, tem outros pratos também, só que estava com vontade mesmo de comer um sanduíche com batatas fritas e estava delicioso, foi um almoço excelente! Ambiente aconchegante, atendimento muito simpático, a garçonete conhecia Florianópolis! Adorei. 915, Third Avenue at 55th St. Site: http://www.pjclarkes.com

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9- Café Carlyle: Sempre admirei o trabalho de Woody Allen e já sabia há muito tempo que ele tocava clarineta com uma banda de jazz no Hotel Carlyle. Quando resolvi ir a NYC a primeira coisa que fiz foi reservar já que é muito concorrido, necessário meses de antecedência. No site do hotel tem o local para reserva que deve ser pago antecipado. Ele toca as segundas-feiras. O local é um restaurante, o horário de chegada é 19h para jantar, o show começa às 21h. Comida, local e atendimento excelentes. O show foi incrível! Ele é uma figura, enquanto não está tocando, cochila! Só não imaginava que seria tão bom, a minha mesa era em frente a ele, quase podia tocá-lo, a melhor mesa do restaurante, muita sorte, são quatro mesas na fila de frente! Amei a experiência, para nunca esquecer. 35 E 76th St. Site: http://www.rosewoodhotels.com

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No final, o marido foi cumprimentar ele, não podia, mas ele foi muito gentil.

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10 – Balthazar: o melhor almoço de NYC foi de comida francesa. Ambiente que lembrava Paris, atendimento mais caloroso de todos e comida deliciosa, equação perfeita! Mais um imperdível da Big Apple. 80, Spring St. Site: http://www.balthazarny.com

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11 – Asiate: o restaurante do Hotel Mandarin Oriental. O Lobby do Hotel já vale a visita, que lugar lindo, o restaurante também é lindo, sentamos em frente a janela com vista para a iluminação da cidade, sempre linda. Comida ótima, depois fomos para o bar, lotado, com drinques exóticos, boa música, amei!   80 Columbus Circle, 60th St. Site: http://www.mandarinoriental.com

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11 – Afternoon Tea – Hotel Baccarat:  Adoro chá da tarde, todo hotel que possui costumo ir, no Hotel Península que estava hospedada também tem, mas quis conhecer o icônico Hotel Baccarat e foi simplesmente maravilhoso. Reservei com antecedência. O ambiente é lindo, os “quitutes” deliciosos e tem a opção com uma taça (baccarat claro) de champanhe. Um sonho! 28 W 53rd St. Site: http://www.baccarathotels.com

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Para uma noite estava reservado o Sixty-Five at Rainbow Room, mas com a neve o restaurante/bar que funciona no 65° andar do Rockfeller Plaza não abriu, por causa das condições de tempo. Não fui avisada, cheguei lá e estava fechado.  Então tentei reservar em cima da hora em outros lugares que tinha na minha lista, mas em NYC os restaurantes bons, badalados, da moda, são sempre muito concorridos, não consegui, então reservei no restaurante do Hotel St. Regis, muito próximo ao meu (Península).

12 – Astor Court: Tudo que o marido ama, clássico, boa comida, atendimento perfeito e um bar estilo inglês. O Hotel St. Regis é lindo e a comida estava fantástica. Surpresa boa.  2 E 55th St. Site: http://www.marriot.com

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13 – Cut by Wolfgang Puck: restaurante do Hotel Four Seasons Downtown. É longe para quem se hospeda junto ao Central Park, mas estava louca para conhecer. O trânsito de NYC é infernal, mesmo à noite, levamos 40 min, mas valeu a pena, foi a melhor noite! A especialidade é carne, maravilhosa! Ambiente moderno, clean, e o bar ao lado do restaurante é fantástico, lindo com neon, vale a pena ficar depois do jantar. Muita gente, animado, amei! 99, Church St. Site: http://www.wolfgangpuck.com

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Sentados ao lado da nossa mesa, advogados do Líbano e Dubai que moram em NYC, conhecem São Paulo e nos ofereceram cachaça para brindar à noite! Amigos pelo mundo!

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14 – Casa Lever: último almoço, restaurante italiano maravilhoso, com um painel enorme de retratos feitos por Andy Wahrol, originais! 390, Park Avenue. Site: http://www.casalever.com

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New York é de fato uma cidade onde se come muito bem. Cosmopolita que é oferece gastronomia do mundo inteiro. Como sou fã de carnes, frutos do mar e das cozinhas francesa e italiana, procuro restaurantes nesse universo e todos foram fantásticos, porque em viagem (assim como na vida) eu não como para viver, eu vivo para comer! Para deixar saudade!

Restaurantes em Paris

Em outubro deste ano (2018) fez 3 anos que não vou a Paris, já conheci alguns lugares no mundo, mas comida como a francesa para mim não existe, é imbatível. As melhores refeições da minha vida foram lá, o sabor, a delicadeza de se sentir cada ingrediente, a seriedade, dedicação e competência fazem dos franceses os mestres na Arte da Gastronomia. Quando vou viajar dedico muito tempo antes a pesquisar restaurantes do local, gosto do tema (um dos assuntos preferidos dos franceses é falar sobre comida e restaurantes), então no melhor estilo flashback, gostaria de compartilhar alguns dos restaurantes que fui (conheço mais de 150) e que ficaram na memória. Estes estão na categoria quando me pedem dicas para uma noite de arrasar!

  1. L’AMBROISIE – Na linda Place des Vosges, em um dos bairros que mais amo em Paris, o Marais – O restaurante fica nas Arcadas da Praça e quando a gente entra parece que se é transportado para uma outra época. O restaurante é lindo demais! As paredes tem  boiseries em gobelin com tema de frutas e legumes, super romântico e lotado de orquídeas brancas. Do Chef Bernard Pacaud tem 3 estrelas Michelin. Fui em 2011 e comi um dos melhores peixes da minha vida (o melhor fica para o número 2). Ambiente lindo, comida fantástica e serviço impecável fazem desse restaurante um dos melhores de Paris, para mim o TOP 1. Para um momento inesquecível, não tem erro!

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2. ALAIN DUCASSE AU PLAZA ATHENEE – Alain Ducasse é um ícone, um dos Chefs mais famosos, uma celebridade com restaurantes em vários lugares do mundo. O seu restaurante gastronômico em Paris fica dentro do Hotel Plaza Athénée, na Avenue Montaigne, no Triangle d’or. O ambiente foi repaginado, quando eu fui tinham cadeiras/poltronas Philippe Starck,  banco de metal prateado e lustres de cristal com cristais pendurados ao redor que tomavam conta do teto inteiro, deslumbrante, fiquei hipnotizada! E foi lá que comi o melhor peixe da minha vida, um Turbot com legumes. Turbot é considerado o rei dos linguados (meu peixe favorito) e faz jus ao título, que sabor incrível. De entrada o garçom sugeriu uma jardineira de legumes dizendo que estava especial. Ele não mentiu, nem exagerou. Na época eu não era de comer legumes e estava do outro mundo, uma delícia. Alain Ducasse neste endereço dá preferência para uma dieta mais vegetariana. Hoje o decor mudou, as mesas e cadeiras são outras, acrescentaram grandes bancos prateados, mas os elementos mais lindos foram preservados, uma experiência maravilhosa, uma noite de sonho. Quando eu fui era 3 estrelas Michelin.

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3. LA TOUR D’ARGENT – “Não gosto de pato.” E fui no mais famoso restaurante de pato do mundo, vai entender? Nem lembro se tinham outras opções no cardápio (hoje tem muitas opções diferentes) fui direto escolher que tipo de pato. Mas, antes de falar da comida propriamente, vou falar do ambiente que é maravilhoso. O restaurante fica no sexto andar de um prédio em frente ao Sena, do outro lado da catedral de Notre Dame, na rive gauche. Para chegar no restaurante tem uma sala de espera linda com a réplica da mesa de jantar do banquete dos três Imperadores da Rússia de 1867.  Pega-se um elevador minúsculo todo forrado em tecido com um ascensorista, um túnel do tempo. Sentamos em uma mesa na janela, de frente para o rio e a Notre Dame, visual de cinema. A decoração é linda, clássica e serviço extremamente gentil. Quanto ao pato tem o clássico (molho de sangue), com molho de laranja, com pimenta, etc. Pedi com molho de laranja “Caneton à l’orange”. E aqui vai mais um detalhe: não se serve Canard (pato) e sim o Caneton (patinho). Quando provei pensei meu Deus! O que era aquilo? Eu achava que não gostava de pato, porque eu nunca tinha comido um tão delicioso! Ele é servido em duas etapas, primeiro vem a coxa e sobrecoxa, depois o peito. Muita comida, não consegui terminar, mas era fantástico, o molho um espetáculo (ahhh os molhos franceses) que nunca esqueci.

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Essa maquiagem fantasmagórica está de chorar e se o marido me pega publicando foto dele grisalho vai dar rolo!

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Quanto ao pato tem o clássico (molho de sangue), com molho de laranja, com pimenta, etc. Pedi com molho de laranja “Caneton à l’orange”. E aqui vai mais um detalhe: não se serve Canard (pato) e sim o Caneton (patinho). Quando provei pensei meu Deus! O que era aquilo? Eu achava que não gostava de pato, porque eu nunca tinha comido um tão delicioso! Ele é servido em duas etapas, primeiro vem a coxa e sobrecoxa, depois o peito. Muita comida, não consegui terminar, mas era fantástico, o molho um espetáculo (ahhh os molhos franceses) que nunca esqueci. Então se você não gosta de pato vai lá e depois me conta se não vai mudar de ideia, como eu, que mordi a língua! Imperdível, um ícone na cidade, dizem que existe desde 1582 e tem duas lendas: 1) Foi nesse restaurante que o rei da França Henrique IV conheceu o garfo; 2) O Cardeal Richelieu provou “uma novidade” que acabava de ser lançado: café! Uma estrela Michelin.

E o vinho para arrematar a noite perfeita?

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4. LASSERRE – Em abril  de 2012 fui eu e o meu marido para Paris e levei o meu pai junto, foi maravilhoso, 20 dias só de risadas. Um dos restaurantes que fomos foi o Lasserre. Fica próximo ao Grand Palais. É mais um clássico parisiense, lindo, famoso pelo teto retrátil que nas noites de clima bom é aberto e tivemos o privilégio de assistir a abertura, com flores penduradas, foi demais! E foi nesse restaurante que presenciamos ostensivamente o “código de vestimenta”  que existe em Paris. Meu marido e meu pai foram de terno e gravata. Eu fui de vestido, salto alto. Quando nós chegamos um casal entrou na nossa frente. Eles estavam vestidos de maneira simples, a mulher de calça jeans inclusive. Quando a recepcionista nos viu, passou pelo casal e nos atendeu primeiro, durante todo o tempo que estive lá não vi esse casal, acho que não deixaram entrar, havia mesas livres. Não quero aqui dizer se foi certo ou errado, para mim cada cidade e local tem “as suas regras”. Em Roma como os Romanos, já diz o ditado. É um restaurante muito refinado que exige traje social, pronto. Comida maravilhosa, lembro dos objetos de prata espalhados pela mesa, lindos! É um dos lugares que vale a pena conhecer, pelo menos uma vez na vida, possui 1 estrela Michelin

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5. CAVIAR KASPIA –  Adoro caviar e esse restaurante na Place de la Madeleine é maravilhoso! Tem loja no térreo e um espaço mais simples ideal para almoço ou petiscar e no andar superior a sala de jantar, que é linda! Pedi o clássico Batata com Caviar que é de morrer de tão bom. Pedi também de entrada pãezinhos em molho de salmão e caviar, era tão bom, ficamos tão loucos pelo prato, que quando voltamos para casa o marido tentou fazer a receita de cabeça. Ficou com o gosto parecido, mas a aparência não, pelo menos deu para matar a vontade de repetir. Já fui em outros restaurantes de caviar em Paris, mas o Káspia é muito superior, imbatível! Infelizmente não consegui achar nas 3.479.752 fotos que tenho de Paris o registro desse restaurante (pior que eu sei que tenho), em novembro/2013.

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Foto: http://www.caviarkaspia.com
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Foto: http://www.caviarkaspia.com
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Foto: http://www.foodle.pro

Termino aqui meu primeiro registro de memórias com a frase que está impressa no cardápio do La Tour d’Argent: “Il n’est rien de plus sérieux que le plaisir” (Não há nada mais sério que o prazer) de Claude Terrail.