Palermo

Capital da Sicília, lugar incrível e imperdível. O “problema” é que são tantos os lugares incríveis e imperdíveis na Itália que a gente fica louco, não é mesmo? Enfim, a Sicília é linda demais, tão única e especial que merece a visita, e Palermo, a sua cidade mais importante, não pode ficar de fora.

Como já havia mencionado no post  As igrejas de Palermo , nas minhas pesquisas pré-viagem li no blog http://www.turistaimperfeito.com a seguinte frase de Adelaide Pereira: “Palermo é um mundo, mas não é para todo mundo” Exato! Tem lixo, pichação, desordem, caos, violência (bem menos do que em qualquer capital brasileira). Para mim foi tudo lindo, maravilhoso, com segurança e amei os quatro dias que passei lá, em setembro de 2017.

Por ser a “Itália pobre” realmente a oferta hoteleira em Palermo não é lá essas coisas. O único hotel que eu gostei era muito longe do centro – Grand Hotel Villa Igiea (me arrependi de não ter ficado lá), então escolhi um hotel, a meu ver, na melhor localização para explorar a cidade pela primeira vez e pensei: seja o que Deus quiser.

Fiquei hospedada no Eurostars Central Palace Hotel e gostei (mas não recomendo). A localização é realmente excepcional, muito perto de todas as atrações, conheci tudo a pé. É um hotel 4 estrelas situado no Palazzo Tarallo, do século XVIII. As áreas comuns são lindas, mesmo estando decadente, precisando de uma reforma (como quase tudo em Palermo), não perdeu a sua beleza. O quarto era enorme, ótimo café da manhã. Dois poréns: não tem uma boa vista e o banheiro muito pequeno, não era bom.

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Fachada – Foto do site: http://www.expedia.com
café da manhã
Salão do café da manhã – Foto do site: http://www.booking.com
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Hall

O Hotel Eurostars fica na Via Vittorio Emanuele e tem um restaurante no rooftop “Ai Tetti Dinning”que é excelente, melhor comida que provei em Palermo.

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Foto do site: http://www.hotels.com

E o bar em um terraço muito agradável para ficar no final de tarde tomando um aperitivo, muito bom também.

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Foto do site: http://www.topsicilyhotels.com

Sobre as igrejas, que são incríveis, as mais lindas da vida, você lê aqui As igrejas de Palermo

A melhor atração de Palermo, que eu adorei conhecer, foi o Palazzo Reale. Tem que ir! Só tem um detalhe, como é o local onde funciona o Parlamento da Sicília (Assembleia Regionale) o seu horário de funcionamento é de sexta à segunda, quando os deputados não trabalham. Assim, como cheguei em Palermo em uma segunda-feira, fui direto visitar.

O Palazzo Reale ou Palazzo dei Normanni abriga além dos aposentos reais a Capela Palatina. A primeira construção data do século IX. Depois os soberanos normandos o ampliaram e por fim o Rei Ruggero II construiu a Capela Palatina em 1132.

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O Salão de Hércules (Sala d’Ercole): local onde se reúnem os representantes da Assembléia Regional. As pinturas das paredes de Velasquez representam as cenas desse herói mitológico grego. Foi o primeiro parlamento italiano e um dos mais antigos da Europa.

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Os apartamentos reais, decorados pelos Bourbon: Sala Azul e Sala Amarela.

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Retrato de Maria Carolina Habsburgo e Lorena, da Áustria, irmã de Maria Antonieta, que casou com o rei de Nápoles e duas Sicílias.

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A Sala do Rei Ruggero, no interior da Torre Pisana, com mosaicos do século XII, com cenas de caça, animais como leões, leopardos, pavões e também árvores e palmeiras.

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É uma sala pequena e os visitantes não podem entrar. É vista apenas por uma porta, então a dificuldade de fotografar é grande. No mosaico abaixo a cena que virou símbolo de uma marca que eu amo, a perfumaria Ortígia: dois leopardos e as palmeiras. A sala é deslumbrante.

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Por fim, a atração mais importante do Palazzo dei Normanni: A Capela Palatina, executada sob a ordem do Rei Ruggero II, foi consagrada no ano de 1140 como igreja da família real. Com mosaicos bizantinos, lembra muito a Catedral de Monreale. Ao fundo, no altar, a imagem do Cristo Pantocratore.

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Cristo Pantocratore ao fundo

Os mosaicos são fabulosos e brilham em tons de dourado.IMG_9020 (1)

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Em frente ao Palazzo Reale está o Parque Villa BonannoIMG_8993 (1)

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Voltamos pela Via Vittorio Emanuele (rua do hotel), atravessamos a Porta Nuova, passamos em frente a Catedral de Palermo. Uma rua comercial bem movimentada em direção ao Quattro Canti.

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Via Vittorio Emanuele

Descendo a Via Vittorio Emanuele encontramos muitos palácios com pátios abertos

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Almoçamos nessa rua, no restaurante Locanda del Gusto, em um pátio lindo!

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E chegamos no cruzamento da Via Vittorio Emanuele com a Via Maqueda, outra rua comercial, com muitas lojas, chamado de Quattro Canti ou Piazza Vigliena. São quatro fachadas, uma em cada esquina, em estilo barroco, dos anos de 1608 a 1620, com fontes e alegorias das quatro estações, estátuas dos reis Carlos V, Felipe II, Felipe III e Felipe IV, e na parte superior consagradas a Agata, Ninfa, Olive e Cristina, a santa padroeira de Palermo.

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Detalhes da FontesIMG_9199

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A arquitetura de Palermo é linda. Quase ao lado do Quattro Canti, na Via Maqueda, está a praça mais famosa da cidade, A Piazza Pretória. Composta por três palácios: Palazzo Bordonaro (Prefeitura de Palermo), Pretório ou delle Aquile (Câmara Municipal) e o Palazzo Bonocore.

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A Piazza Pretória é conhecida como a “Praça da Vergonha” em razão da nudez das estátuas da Fonte de mármore de carrara, do ano de 1554.

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Ao fundo da Praça está a Igreja de Santa Catarina de Alexandria

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Outro local muito famoso em Palermo é o Teatro Massimo, na Piazza Verdi. Foi na sua escadaria que o cineasta Francis Ford Coppola rodou a última cena do filme o Poderoso Chefão, parte III.

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Dom Bertoncini feliz, está em casa!

O Teatro Massimo, construído entre 1874 e 1897 é o maior teatro da Itália e o terceiro maior da Europa. Tem visita guiada com duração de 45 minutos, todos os dias, várias opções de horários, fiz o tour em italiano, que tenho razoável compreensão.

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A visita engloba o Grande Hall, a Sala de Pompeia, o Hall de Emblemas, o Foyer e o palco que no momento da nossa visita estava aberto em teste de cenário.

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O Teatro Politeama fica próximo, na Piazza Ruggero Setimo, mas só vimos por fora e o primeiro hall, não estava aberto para visitação.

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Perto do Teatro Politeama encontramos uma rua que eu amei, a Via Principe di Belmonte, muito arborizada, com restaurantes com terraços que ocupam parte da via, almoçamos aqui no Ristorante Giada, quase esquina com a Via Roma, foi maravilhoso.

 

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Perto da Via Cavour, esquina com a Via Rugiero Settimo (ótima rua de compras), também encontrei uma rua muito interessante a Via Bara All’Olivella. Bem estreita, cheia de restaurantes, ferve dia e noite, uma rua muito animada com alguns pequenos teatros de marionetes.

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Depois andamos muito pela cidade e seguimos em direção ao mar e ao porto, descendo a Via Vittorio Emanuele, onde encontramos prédios e construções decadentes, muito comuns na cidade.

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Quase chegando no porto está a Porta Felice, um portão monumental, de entrada da cidade, na Via Cassaro, na zona do Foro Itálico, uma região linda para passear.

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Porta Felice – sentido Centro/Porto

A Porta Felice foi inaugurada em 1637, em estilo barroco e renascentista, sua torre direita foi quase que totalmente destruída em um bombardeio na segunda Guerra Mundial e depois recuperada.

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Porta Felice- sentido Porto/Centro
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Marina di Palermo

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Depois da Piazza Capitaneria do Porto de Palermo tem um calçadão que costeia o mar, mas nesse ponto não tem uma visão direta, tem várias quadras para esportes e os seus muros impedem a visão do mar.

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À noite jantamos no Ristorante Carlo V,  que eu também amei, na Via Vittorio Emanuele, na Piazza Bologni, que é linda e a noite fica mágica com a iluminação

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Também visitei o Mercado de Balaró, o mercado municipal que acontece em dois locais, fui no da Via Balaró, mas não fotografei, como li que aqui tinham muitos trombadinhas, resolvi guardar o celular, mas não achei um lugar perigoso, um mercado de frutas, legumes, carnes e peixes, como de tantas cidades, o típico aqui é que os feirantes ficam gritando para “atrair” os clientes, então a barulheira é grande.

Ballarò-market
Foto do site: http://www.palermoviva.it

Considero três dias ideal para conhecer Palermo. Fiquei quatro dias porque fiz um bate e volta a Agrigento que você lê aqui Vale dos Templos – Agrigento – Sicília e em outro dia um passeio de meio período a Cefalu e a Catedral de Monreale que ficará para outro post.

Se você é uma pessoa sensível recomendo parar de ler o post aqui. O essencial da minha visita a Palermo terminou.

Porém, como amo visitar cemitérios, tinha lido que em Palermo existe as famosas Catacumbas,  como sobrou tempo, resolvi conhecer. O marido não queria ir, eu ia sozinha, mas na última hora resolveu me acompanhar. Ele não gostou, achou horrível.

As Catacumbas dos Capuchinos é muito interessante, com múmias expostas em corredores, por alas, de acordo com o gênero ou profissão. Então tem corredores só de homens, mulheres, crianças, frades, bispos, médicos, soldados. As mulheres virgens tem uma coroa na cabeça. No total são 1.252 múmias.

No início, em 1.534 só os frades capuchinos ficavam aqui, que criaram a sua própria técnica de mumificação. Os corpos eram esvaziados, colocado palha e essência vegetal dentro, e depois ficavam em uma sala que pelas condições de temperatura e umidade estavam mumificados em 1 ano.

Com o tempo passaram a aceitar quem pudesse pagar para ser mumificado. Deixou de receber corpos em 1880. Duas exceções: O vice cônsul do Estados Unidos em 1911 e a menina Rosália (a múmia mais linda do mundo) que em 1920 morreu aos 2 anos de idade de pneumonia.

Tem uns “personagens” folclóricos também como o Antônio Prestigiacomo que como era muito mulherengo pediu para quando morresse fossem colocados olhos de vidro para poder continuar “vendo” as belas mulheres por toda a eternidade. Tem cada um!

Todas as informações são do blog http://www.descobrindoasicilia.com

É proibido fotografar e eu costumo respeitar, mas tinham tantas pessoas fotografando que eu achei um absurdo e fiz algumas fotografias também. Em uma pesquisa no Google encontram-se muitas fotos das Catacumbas, inclusive da menina Rosália que eu não fotografei.

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Palermo é uma cidade incrível, foi uma maravilhosa surpresa, não imaginei que iria gostar tanto, andei muito pela cidade, durante o dia e à noite, não senti medo, com os cuidados que devemos ter em qualquer grande cidade. Uma experiência fantástica!

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Piazza Pretoria

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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