Porto – Portugal

Visitei a cidade do Porto em setembro de 2016. Foram 4 dias na cidade (mais um dia de bate e volta a Braga e Guimarães). O clima estava perfeito, temperatura super agradável e um céu azul lindo, coisa rara por lá.

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Existe uma disputa em Portugal sobre qual é a melhor cidade: Lisboa ou Porto. Para mim não há dúvida, é Lisboa disparado!!! Mas adorei ter conhecido a cidade do Porto, é muito bonita, vale a pena visitar.

Não fui ao Vale do Douro e nem fiz degustação de vinho do Porto o meu interesse era só na cidade mesmo.

Em viagem bebo vinho no almoço e no jantar, todos os dias, adoro os vinhos portugueses, são fantásticos e com uma excelente relação custo/benefício, mas não vi necessidade de me instalar nos hotéis/caves na foz do rio Douro para desfrutá-los. Também gosto muito de vinho do Porto, mas um cálice para mim é o suficiente, acho muito forte, não conseguiria beber a quantidade oferecida na degustação. Depois, não tenho paciência para ficar ouvindo todas aquelas informações sobre tipos de uva, safra, perfume, terroir, “personalidade”, etc.

Reservei o Hotel Intercontinental Porto Palácio das Cardosas. Super bem localizado, na Praça da Liberdade, o hotel é lindo. Quarto, serviço, tudo ótimo. Jantei uma noite no restaurante do hotel e foi maravilhoso. O bar com música ao vivo também excelente. Pena que não tenho o registro, porque nessa época não tinha cabeça de blogueira e não vivia com o celular pendurado fotografando tudo!

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Fachada do Hotel Palácio das Cardosas

A linda arquitetura da praça da Liberdade em frente ao Hotel

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Lobby do Hotel Palácio das Cardosas

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O Hotel Palácio das Cardosas fica a poucos passos da Livraria Lello, uma instituição na cidade. Para o marido que ama ler, foi o primeiro lugar que nós fomos. O problema é que todo local famoso atrai muito gente e lá dentro havia milhares de pessoas, não dava nem para andar, para fotografar então, um sufoco.

A Livraria Lello & Irmão fica na Rua das Carmelitas desde 1906. O edifício é em estilo neo gótico e a sua escadaria a grande atração. Ao lado tem uma loja que vende o ingresso para entrar na livraria, o valor pode depois ser descontado na compra de livros. Não peguei fila para entrar, mas é bem comum ter que esperar.

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O seu interior é lindo, com muitos vitrais. E a sua famosa escadaria central.

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Próximo a Livraria Lello estão a Igreja e Torre dos Clérigos. O estilo arquitetônico é o barroco, do século XVIII e pertence a Irmandade dos Clérigos, uma associação de fiéis com o objetivo de prestar assistência ao clero.

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A torre é linda e é possível subir para apreciar a vista, mas não fui.

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A cidade do Porto, apesar de pequena, tem uma quantidade incrível de igrejas lindas, praticamente uma ao lado da outra, um paraíso para mim.

Próximo da Torre dos Clérigos, após a praça, tem duas igrejas maravilhosas e aqui uma característica portuguesa e muito forte no Porto: os azulejos. São lindos demais!!! Tudo tem painéis com azulejos (do árabe: pequena pedra polida) majoritariamente em tons de azul, em igrejas, estação de trem, criando um efeito maravilhoso.

A Igreja do Carmo e a Igreja das Carmelitas tem um detalhe muito interessante. Primeiro parecem uma só, depois parecem geminadas, mas não é permitido igrejas ter parede em comum. Como resolver? Fizeram um prédio de apenas 1 metro de largura entre uma e outra, problema resolvido! Carmo e Carmelitas não estão coladas, tem um prédio no meio! Conseguem ver? Duas janelas, uma em cima da outra, em um espaço estreito entre as igrejas.

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A primeira, à direita na foto, com um lindo painel lateral de azulejos é a Igreja do Carmo ou Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, de 1756, em estilo rococó. Dá para acreditar na beleza desse painel?

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O seu interior também é lindo!

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A do lado esquerdo da foto é a Igreja da Ordem Primeira dos Carmelitas Descalços, de 1628, em estilo barroco. Então, as duas igrejas tem mais de cem anos de diferença. Durante esse tempo só havia a dos Carmelitas. Ordem Primeira é para homens (monges). Ordem Segunda para mulheres (freiras) e Ordem Terceira para leigos.

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Interior da Igreja dos Carmelitas Descalços

A construção mais incrível que eu conheci no Porto foi o Palácio da Bolsa. A visita é somente guiada, precisa reservar com antecedência no site: http://www.palaciodabolsa.com e tem duração de 45 minutos.

O Palácio pertence a Associação Comercial do Porto e sua construção é de 1842, em vários estilos.

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É o prédio mais bonito da cidade, sendo utilizado para várias solenidades. O famoso salão árabe é incrível! Os detalhes do chão ao teto, em todas as suas paredes e colunas com entalhes em caracteres arábicos em ouro é lindo demais! Uma atração imperdível do Porto.

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Em frente ao Palácio da Bolsa está o Jardim do Infante Dom Henrique

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Ao lado do Palácio da Bolsa se encontra a Igreja de São Francisco, depois da Catedral da Sé, a igreja mais importante do Porto. Considero também imperdível! Do ano de 1410, em estilo gótico, além da igreja, possui um museu no andar de baixo, convento e cemitério. Estima-se que tenha de 400 a 600 Kg de ouro das Minas Gerais (Brasil) no seu interior, que foi ricamente decorado ao longo do século XVI.

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Igreja São francisco
Foto: http://www.visitporto.travel

No interior, no lado esquerdo, está o seu maior tesouro: a Árvore de Jessé, um retábulo de 1718 que trata de uma representação artística da árvore genealógica de Jesus Cristo, a partir de Jessé, pai do rei Davi. Jessé está reclinado (dormindo) e a partir dele as raízes da árvore crescem e formam galhos com 12 figuras dos reis de Judá. Em cima a Virgem Maria e o menino Jesus, logo abaixo José, no centro.

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Fomos almoçar a beira do Rio Douro, com vista para a ponte D. Luís e após fizemos o “Cruzeiro das 6 Pontes”. Um passeio de barco público, onde o bilhete se encontra facilmente por quiosques espalhados no calçadão em frente ao rio. Eu adorei esse passeio. A vista da cidade pelo rio é linda. O passeio dura 1 hora aproximadamente, mais do que isso já cansa, foi perfeito.

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O barco tem lugares no seu interior, mas o melhor é na parte externa, principalmente quando o clima ajuda, tem bancos para sentar e como não tinha vento foi maravilhoso, a cidade do Porto é linda vista pelo rio Douro.

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Atrás de mim o cartão postal do Porto, a Ponte D. Luís I, do ano de 1888, de estrutura metálica, liga o Porto a cidade de Vila Nova de Gaia na outra margem do rio Douro.

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Ponte D. Luís I
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Vista da cidade do Porto

Continuamos a passear pela cidade e fomos até a Rua de Santa Catarina, a rua comercial do Porto, excelente para compras, adorei, não esperava que a cidade tivesse um comércio tão bom. Nessa rua se encontra a Capela de Santa Catarina, conhecida como a Capela das Almas, com a fachada em painéis de azulejos lindos demais!

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A lateral da igreja de Santa Catarina

E mais um exemplo da beleza dos azulejos portugueses, a Igreja de Santo Ildefonso, no início da Rua de Santa Catarina.

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Na Rua de Santa Catarina fomos no café mais tradicional da cidade, o Majestic, lindo e imperdível, fizemos um lanche e estava ótimo.

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Na região da Rua de Santa Catarina ainda se encontram lojas tradicionais com produtos portugueses clássicos e que tanto me encantam.

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O Mercado Municipal do Porto, chamado de Bolhão, é incrível e vale a pena a visita.

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Muito próximo do hotel Palácio das Cardosas, na Praça da Liberdade, se encontra uma das estações de trem mais bonitas do mundo, a Estação de São Bento que tem no seu interior painéis de azulejos magníficos, vive lotada, não só pelos usuários, mas também por quem vai lá só para apreciar.

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Fiz um passeio no ônibus Hop on Hop Off. Aqueles ônibus coloridos que vão parando nas atrações. Não sou muito fã, não há necessidade no Porto que é pequena, mas queria conhecer a região de Matosinhos que é distante e foi muito bom.

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Forte de São Francisco Xavier
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Praia de Matosinhos
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Igreja do Bom Jesus
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Porto de Matosinhos

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Uma noite, nosso querido amigo Joel, guia em Lisboa, telefonou dizendo que estava no Porto com um casal da República Dominicana e queria jantar com a gente. E fomos jantar em Matosinhos!!! Adorei! Mayra e Pedro são muito queridos e somos amigos até hoje, vantagens das redes sociais. Amigos pelo mundo!

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No outro dia fomos a pé conhecer o outro lado da margem do Rio Douro, a cidade de Vila Nova de Gaia. Atravessamos a ponte D. Luís I caminhando e foi incrível, é um passeio maravilhoso.

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Ribeira do Porto

A ponte D. Luís I foi projetada por um discípulo de Eiffel, de 1886, tem 395 metros. No andar superior passa o metrô e tem passarela para pedestres. Na parte inferior para carros e pedestres.

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A vista da ponte é linda demais, tanto para o lado da Ribeira do Porto quanto para a Ribeira de Gaia.

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A Ribeira de Gaia vale a pena a visita. Primeiro pela vista incrível que se tem da cidade do Porto que é realmente muito linda, depois porque é um calçadão animado, com lojas, caves de degustação do vinho do Porto e restaurantes bem melhores do que os da Ribeira do Porto. Almocei aqui e foi muito bom. Tem uma feirinha também.

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Ribeira de Gaia

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Fomos caminhando pela Ribeira de Gaia até o final  onde tem o teleférico. Muito novo, organizado, as cabines são grandes e seguras, tive a sorte de ir só eu e o marido, uma vista incrível!

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Outra atração que não se pode deixar de conhecer é a Sé, a Catedral do Porto. Foi construída entre os séculos XII e XIII, em estilo gótico.

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O Claustro da Sé do Porto é incrível e o seu terraço lindo demais!

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Descendo a Rua da Sé, pela parte de trás, tem um caminho muito bonito e aproveitamos para conhecer o MASA – Museu de Arte Sacra e Arqueologia do Porto, que fica no Largo do Colégio. O MASA ocupa uma ala do Colégio São Lourenço, onde tem também a igreja de mesmo nome, conhecida como Igreja dos Grilos, de ordem jesuíta de 1577. Como os frades que a ocuparam eram provenientes do sítio do Grilo a igreja ficou com esse apelido.

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Descendo em direção ao Rio Douro e sua Ribeira, a partir da estação de São Bento, existem três ruas importantes e boas para passear: Rua da Vitória, Rua Mouzinho da Silveira e Rua das Flores, esta última a mais animada e movimentada.

Na Rua das Flores conhecemos o Museu da Misericórdia do Porto (MMIPO) que fica ao lado da Igreja da Misericórdia. O  MMIPO abriga a coleção de arte da Santa Casa.

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A descida da Rua das Flores chega na Praça da Ribeira e tem uma vista linda para o Rio Douro.

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Almoçamos no Cantinho o Avillez, maravilhoso, do Chef mais famoso de Portugal, com vários restaurantes em Lisboa, na Rua Mouzinho da Silveira.

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Na última noite fomos tomar um drinque no bar do terraço do Hotel Yeatman em Vila Nova de Gaia, que tem uma vista panorâmica linda para o Porto

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E fizemos um amigo, esse lindo pavão que queria um petisco.

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Com o por do sol os tons do céu e a iluminação da cidade foi ficando cada vez mais lindo

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Depois, bem próximo do Hotel Yeatman, fomos jantar no restaurante Barão de Fladgate, dentro da Cave Taylor’s de vinho do Porto. Como estava uma noite agradável o restaurante tem mesas no terraço com essa vista incrível da Ponte D. Luís I, fechando os quatro dias maravilhosos que passamos na cidade.

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O Porto é uma cidade linda que vale a pena conhecer

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Miradouro da Serra do Pilar
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Ribeira do Porto à noite

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Taormina – Sicília

Acho que vou mudar o nome do blog para Bertoncini pela Itália. Brincadeira! Como passei 60 dias no país em 2017 (março, junho e setembro) conheci tantos lugares incríveis que quero muito compartilhar!

A primeira vez que ouvi falar de Taormina pensei: nossa, onde é? Então fui pesquisar e me apaixonei no ato! A Sicília é uma Itália tão diferente que nem parece Itália. A sua arquitetura com influência dos muitos povos que por lá habitaram (gregos, árabes, etc) a tornaram única, singular.

Fiquei na Sicília 9 dias em setembro de 2017, dois deles em Taormina.

Me hospedei no Hotel Belmond Timeo. Eu adoro essa rede de hotéis (Orient Express), são fabulosos e o Timeo não foge a regra. Ele está situado em uma área verde enorme, com jardins lindos, colado ao Antigo Teatro Grego e a poucos passos da praça central de Taormina. O Timeo tem um hotel irmão o Belmond Villa Sant’Andrea, que fica na beira do mar da Baía de Mazzaro, em Isola Bella. Os dois hotéis tem parceria e uma van leva os hóspedes de um para o outro. O Villa Sant’ Andrea também é incrível, fui almoçar lá, mas prefiro o Timeo.

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Reservei um quarto duplo “deluxe” pelo http://www.grandluxuryhotels.com e recebi um upgrade para uma suíte. Um quarto enorme e bastante confortável com sacada com vista para a piscina, o mar e o Vulcão Etna.IMG_1192.JPG

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A vista do Vulcão Etna da sacada do quarto

Taormina se situa na província de Messina na Sicília, tem 13 Km2 e 10.000 habitantes. Foi fundada no ano de 396 a.c. pelos Gregos e é banhada pelo mar Jônico.

Saí de Catânia com um transfer  (carro com motorista) para chegar em Taormina. Não tem aeroporto na cidade, o mais próximo é em Catânia (onde fiquei 3 dias). O trajeto leva uns 50 minutos (são 55 km). Existe a possibilidade de fazer o trajeto de trem, mas pelo que eu estudei (e a única experiência que tive em Siracusa) não aconselho. Os trens são velhos, lentos e não tem lugar para malas.

Já na saída do Hotel Timeo para passear deu para sentir o charme desse lugar.

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As lojas de louças são de enlouquecer! É muito comum na Sicília usar floreiras em forma de cabeça. Se chamam Testa di Moro (cabeça de mourisco) e tem uma lenda. Uma linda jovem siciliana se apaixonou por um rapaz árabe (mouro) e viveram um caso de amor. Um dia, o rapaz disse que iria voltar para a sua terra porque tinha mulher e filhos. Inconformada, a jovem pediu então uma última noite de amor. Naquela noite, depois que o rapaz dormiu ela cortou a cabeça dele, plantou manjericão e colocou na varanda. Os temperos cresceram fortes e bonitos causando inveja nos vizinhos que passaram então a copiar e foi criada a tradição.

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As floreiras de cabeça de mouros são lindas, tem de todos os tamanhos e cores. As coloridas são realmente muito bonitas, mas acho que combinam com casa de praia, como não tenho mais, escolhi uma que combinasse mais com o meu apartamento na cidade. Comprei em Ortigia, fabricada em Caltagirone, a cidade da louça na Sicília.     Pesa 5 Kg e trouxe em uma mala de mão!

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Testa di Moro de Caltagirone – Sicília

A rua principal, a Corso Umberto, é intercalada por duas praças: a Piazza IX Aprile e a Piazza Duomo.

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Piazza IX de Aprile

A Piazza IX de Aprile é  conhecida como “a sala de estar” mais elegante de Taormina. É muito bonita, possui um belvedere (terraço) com uma vista incrível para a baía de Naxos e o Vulcão Etna. O seu piso preto e branco cria um efeito muito interessante.

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Torre do Relógio

O nome da praça se deve ao fato de terem anunciado aqui, em 09 de abril de 1860, que Garibaldi havia desembarcado em Marsala para iniciar a sua conquista da Sicília. Na realidade Garibaldi chegou na Sicília um mês depois e existe os que consideram esta data “o dia da mentira” e outros que dão o crédito à cidade porque Taormina foi a primeira a anunciar a conquista.

Polêmicas à parte, a praça ficou com o nome e é o coração da cidade.

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Igreja de San Giuseppe – séc XVII

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Vista da Piazza IX de Aprile – Taormina
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O piso preto e branco da Piazza IX de Aprile

Atravessamos o pórtico (arco) da Torre do Relógio e seguimos pela Corso Umberto, a rua principal da cidade, repleta de lojas e restaurantes.

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Mosaico lindo na Torre do Relógio

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E chegamos na Piazza Duomo, a outra praça de Taormina. A Catedral é do ano de 1400 e dedicada a San Nicola di Bari.IMG_1312

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Le Quattro Fontane – a fonte da Piazza Duomo com seus quatro cavalinhos, é o símbolo da cidade, do ano de 1635.

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Passear pelas ruas de Taormina é se deparar com encostas e vistas tão lindas que os gregos espertos sabiam mesmo o que estavam fazendo quando descobriram esse pedaço de paraíso em 396 a.c.

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Um dos lugares que eu almocei, e amei, foi no restaurante Oliviero, no Hotel Belmond Villa Sant’Andrea, em Isola Bella, a van do Hotel Timeo vai e volta várias vezes por dia.

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Vista da entrada, na estrada acima, do Belmond Villa Sant’Andrea

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Que lugar mais lindo! A Via Nazionale que costeia a Baía de Mazzaro tem vistas incríveis

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Hotel Belmond Villa Sant’Andrea
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Vista da mesa
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Adoro Club Sandwich

De volta ao centrinho, passeamos pelo Giardino Pubblico e considero um lugar imperdível para quem visita Taormina, é lindo demais!

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A vista do Jardim Público de Taormina

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E essa arquitetura? Taormina é um sonho!IMG_1534

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Ao lado do Hotel Timeo, onde fiquei hospedada, se encontra o Teatro Grego de Taormina. O Antigo Teatro é “apenas” do Século III a.c. Sim, você leu certo, do ano 300 antes de Cristo, quando o grego Andrômaco reuniu os refugiados de Naxos, que tinha sido arrasada pelo tirano Dionisio e os instalou em uma colina em Tauro, chamando-se a cidade posteriormente de Tauromenium (para Taormina é um pulinho).

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O Teatro Antigo de Taormina é palco até hoje de shows e concertos musicais no verão.

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O palco atrás e cobertura de madeira nas arquibancadas

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Uma noite jantamos no restaurante Timeo, do hotel que estava hospedada, localizado em parte do imenso terraço com vista para a baía de Naxos e o Vulcão Etna. Comida e  serviço maravilhosos, uma experiência pra nunca esquecer.

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Camarote para essa vista, lindo demais!

Nas extremidades da rua principal, a Corso Umberto, existem dois arcos, vestígios das entradas muradas e protegidas da cidade que são a Porta Catânia e a Porta Messina.

A Porta Catânia fica logo depois da Piazza Duomo, atravessando o seu arco encontramos o Palazzo Corvaja, as ruínas do teatro Odeon Romano e a Igreja de St. Caterina.

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Porta Catânia

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Palazzo Corvaja

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Teatro Odeon

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Na outra extremidade da Corso Umberto, a Porta Messina e a Igreja de San Pancrazio

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Porta Messina vista de trás
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Porta Messina

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Igreja de San Pancrazio

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A influência moura (árabe) na arquitetura de Taormina se percebe a todo momento

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E as suas lojas maravilhosas tem de tudo, roupas, bijouxs, louças, mas enlouqueci na loja de perfumes e acessórios típicos sicilianos “Narcisse Erbe e Profumi”

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Na última noite fomos jantar no restaurante Cinque Archi, na Piazza IX de Aprile e foi maravilhoso. No caminho a Corso Umberto bem mais vazia.

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Vista da janela do Restaurante Cinque Archi

Café da manhã no Hotel Timeo sempre com essa vista, nesse incrível terraço

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E muitas flores

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Taormina é um lugar mágico e sem dúvida o mais incrível  na maravilhosa Sicília.

 

 

 

 

 

Verona

Uma das coisas que eu tinha muita vontade de fazer na Itália era assistir uma ópera na Arena di Verona. A temporada abre em junho, início do verão. Então na minha viagem de 22 dias no mês de junho de 2017, ajustei as datas e cidades para estar em Verona e conseguir assistir o espetáculo.

Me hospedei por três dias no Hotel  Due Torri. A princípio não era o hotel que eu queria, mas quando eu fui reservar em janeiro (5 meses antes) já estava lotado. Os espetáculos na Arena são muito procurados e a cidade fica cheia. Gostei muito do Due Torri, tem uma ótima localização, staff muito gentil,  o recomendo. Só teve um porém, o ar condicionado não funcionava bem. Detalhe: pegamos entre 35 e 45 graus em Verona, foi de matar! Em nenhum lugar (lojas e restaurantes) o ar condicionado dava conta.

É um hotel antigo, estilo medieval, parecia do Conde Drácula!

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Pianista no lobby bar todo final de tarde

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O quarto tinha detalhe em vermelho! Não parece de vampiro?IMG_1869.JPG

Dois dias são suficientes para conhecer bem a cidade. Verona tem várias atrações, mas é pequena. Reservei três dias porque queria também fazer um passeio bate volta para o Lago di Garda, que é ao lado, mas fiquei mal humorada com o calor absurdo e não fui.

O primeiro lugar que visitei foi o Castel Vecchio e a sua famosa Ponte Scaligero

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O Castel Vecchio foi construído em 1350 por Cangrande II e era uma fortaleza. Foi danificado por Napoleão Bonaparte e depois bombardeado na 2ª Guerra Mundial. Hoje é o maior museu de Verona com acervo de arte romana, medieval e renascentista (amo). Possui estátuas, afrescos, jóias e quadros de Bellini, Veronese e Pisanelo.

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A Ponte do Castel Vecchio é a Scaligero. Construída em 1354, de tijolos vermelhos e mármore embaixo, está apoiada em duas torres. Era utilizada como rota de fuga da família governante. Foi totalmente destruída pelos bombardeios da 2ª Guerra Mundial e reconstruída na década de 1950.

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Na parte de cima do castelo tem uma vista incrível para a ponte Scaligero e o rio Ádige.

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Saímos do castelo e fomos passear pela cidade. Verona tem duas praças importantes: a Piazza Brà onde está a Arena e a Piazza Erbe.

Na Piazza Brà, no lado oeste, está o Portoni della Brà, a entrada da praça, um pórtico com uma torre pentagonal, arcos e um relógio.

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A Piazza Brà tem ainda ao sul o Palácio Barbieri, sede do município e ao norte o Liston, uma área pavimentada com mármore (calçadão) com restaurantes. Todo o entorno da Piazza tem uma arquitetura muito bonita.

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A atração principal da Piazza Brà é a Arena di Verona. Do Século I, construída entre o final do reinado do Imperador Augusto e início do Imperador Cláudio, sua fachada é de pedra calcária branca e rosa. Sua rica decoração em mármore não existe mais. Esse anfiteatro era usado para lutas de gladiadores.IMG_2047.JPG

A Arena di Verona possui 152 m de comprimento, 123 m de largura e 31 m de altura. É o terceiro maior anfiteatro da Itália (o primeiro é o Coliseu de Roma) sendo o mais bem preservado.

Assisti a ópera Nabucco de Giuseppe Verdi, que conta a história do rei Nabucodonosor da Babilônia. A ópera tem 4 atos e teve sua estreia em 1842 no teatro Scala de Milão. A música tema “O Coro dos Hebreus” (Va, pensiero…) se tornou o símbolo do nacionalismo italiano.

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Comprei o ingresso com bastante antecedência no site: http://www.arena.it oficial da arena que direciona para a empresa que vende os tíquetes. Escolhi uma poltrona próxima ao palco setor Poltronissime Gold que tem uma entrada privativa sem fila. Como a arena é muito grande, existe fila para entrar no espetáculo, então é bom chegar cedo. Eu cheguei cedo porque sou ansiosa, sempre chego bem antes do horário em qualquer espetáculo.

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Com o anoitecer a mudança de tons no céu junto com a iluminação que vai acendendo fica lindo demais!IMG_2719 (1)

Fiquei muito emocionada de estar ali, assistindo ópera em um lugar tão emblemático.

O calor de quase 45 graus que fez nesta noite infelizmente prejudicou. Muitas pessoas foram arrumadas, principalmente no setor que eu estava. Mulheres de vestido longo com penteado e maquiagem. Homens de terno ou smoking. Todos derretendo. Quem lucrou foi a vendedora de leques, que eu também comprei. Não sei como os atores com aqueles figurinos pesados conseguiram suportar o calor. Várias pessoas se retiraram antes do término do espetáculo, algumas passaram mal. Mas, é sazonal, sei que no ano anterior, na mesma época, fez frio. O Clima e suas loucuras.

A outra praça de Verona é a Piazza delle Erbe, que é a principal da cidade. Emoldurada pela Torre dei Lamberti e o Palazzo della Ragione. No centro o Chafariz com a estátua da Madonna de Verona.

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Palazzo della Ragione e ao fundo a Torre dei Lamberti

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Ao fundo o Palazzo Maffei, de 1668, no térreo funciona o Restaurante Maffei, considerado o melhor da cidade. Merece o título, gostei tanto que jantei duas noites.

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Coluna com Leão – Símbolo da República de Veneza – Palazzo Maffei

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Uma noite jantei no pátio e na outra na área interna (ar condicionado).

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O prédio mais bonito da Piazza delle Erbe é a Case dei Mazzanti, do século XIV, com lindos afrescos.

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Outra construção que circunda a Piazza delle Erbe, a Casa dei Mercanti, construída em 1301 pela família Scaligero, já foi câmara do comércio, atualmente é um banco.

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A Torre dei Lamberti foi construída em 1172 e restaurada em 1468 porque foi atingida por um raio. Tem estilo gótico e possui 84 metros de altura. É aberta a visitação todos os dias e possui uma linda vista da cidade lá de cima (tem elevador). O relógio foi adicionado somente em 1779 e seus quatro sinos tocam para funções distintas como aviso de incêndio ou chamar os cidadãos para conselhos/reuniões.

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A Piazza delle Erbe é realmente muito bonita, só acho que não deveria ter os “camelôs” no seu pátio central. São muitas barracas vendendo de tudo: roupas, chapéus, souvenirs. (produtos de baixa qualidade) e que atrapalham o visual.

A Piazza delle Erbe se conecta com a Piazza dei Signori pelo Arco della Costa (arco da costela) porque tem uma costela de baleia pendurada.

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Direção Piazza dei Signori para Piazza delle Erbe
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Direção Piazza delle Erbe para Piazza dei Signori

A Piazza dei Signori é mais tranquila e para mim a mais bonita, possui na esquina o Palazzo della Ragionne (hoje um museu de arte moderna)  e a Estátua de Dante Alighieri no centro.

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Ao lado da Piazza dei Signori está o mausoléu dos Scaligeri, a família mais poderosa e que fundou Verona, com os túmulos de Cangrande I, Martino II e Cansignorio.

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Via Mazzini, a rua mais famosa, liga a Arena di Verona a Piazza delle Erbe. Um calçadão de mármore com lojas e restaurantes. Confesso que fiquei bem decepcionada. Me disseram que era linda, maravilhosa. Não vi nada disso. O mármore com o tempo e o uso já está bem gasto e feio. As lojas são bem “pasteurizadas”  de redes que tem em todos os lugares do mundo, como Zara e não vi um restaurante que parecesse bom.

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Casa di Giulietta. A mais famosa história de amor da literatura, de Willian Shakespeare, publicada em 1597. A trama envolve o romance de Julieta Capuleto e Romeu Montecchio que se apaixonam, apesar da proibição dos pais, pois as famílias são inimigas. O palco da obra se passa na cidade de Verona, que aproveitando da sua notoriedade fez com que a residência da família Del Capello “se tornasse” a casa dos Capuleto.

Assim, a casa de Julieta fica no final da Via Mazzini, em uma entrada que não tem uma placa muito visível, então passei direto, fiquei procurando pelo número 23 e encontrei. Abre todos os dias, das 8:30 às 19:30, mas na segunda-feira só à tarde.

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Na entrada, as paredes com cartas e bilhetes de amor colados, embora não seja permitido. Logo em seguida, o pátio onde tem uma estátua de Julieta e reza a lenda que se passar a mão no seio direito terá sorte no casamento. Não custa tentar, não é mesmo?

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Só não tive sorte com a foto que ficou desfocada

A casa em si não tem nada. No térreo uma loja de souvenirs e na parte de cima alguns móveis. Eu já tinha pesquisado e sabia que era assim, só que eu, Julieta Cristina quis pagar o ingresso para entrar e poder da sacada acenar ao meu marido Romeu Rogério, que lá embaixo, bravamente, enfrentava uma multidão de turistas para fazer essa foto.

E, em nome do amor, a gente finge que tudo isso realmente aconteceu.

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O amor é lindo

Da série amo igrejas. Visitei três em Verona. Todas são lindas e imperdíveis!

Duomo di Verona, a Catedral de Santa Maria Matricolare, possui afrescos dos séculos XVI e XVII. É um edifício listrado em estilo romântico. Pertence a um complexo onde tem também a Igreja de Santa Helena, restos arqueológicos e o Claustro dos Canônicos.

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Basílica de Santa Anastasia: em frente ao Hotel Due Torri onde estava hospedada, perto da Ponte Pietra. Não estava na minha lista para visitar, mas valeu a pena, linda e muito interessante. Foi construída de 1280 até o ano de 1400, pertenceu a ordem dominicana.

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A riqueza de detalhes nessa igreja é incrível. As paredes e teto são todos decorados.

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O Corcunda de Gabriele Caliari

Basílica de San Zeno: um pouco mais afastada do centro, o que naquele calor de 40 graus não é fácil, lá fomos nós conhecer essa famosa igreja de Verona.  Uma obra prima da arquitetura romântica, dedicada ao padroeiro da cidade San Zeno Maggiore. E esse céu?

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A Basílica de San Zeno foi fundada no século V e reconstruída no século XII.

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A obra mais valiosa da igreja é o Retábulo de 1457-1459. Sob o título Majestade da Virgem de Mantegna tem uma perspectiva impressionante.

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Claustro da Basílica de San Zeno

O local que eu mais gostei de conhecer foi o Museu Arqueológico de Verona. Fica no Teatro Romano, na outra margem do rio Àdige. O trajeto para ir lá já vale o passeio. Atravessamos a Ponte Pietra que tem uma vista linda do rio e da cidade.

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Atravessando o portal para a Ponte Pietra

A Ponte Pietra foi construída em 1957 e tem 120 metros de extensão.

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O Teatro Romano do ano 1 a.c. é ainda mais antigo que a Arena di Verona (Anfiteatro). Suas arquibancadas servem hoje de local para concertos ao ar livre, onde é montado um palco. Acima fica o ex-convento de San Gerolamo, do século XV, onde é possível visitar o claustro e uma pequena igreja. Sua vista para o Rio e a cidade de Verona é linda demais! No alto, na colina mais acima, fica o Museu Arqueológico.

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Em todas atrações de Verona só tinha multidão na Casa de Julieta e fila para subir na Torre dei Lamberti. A cidade estava lotada por conta dos espetáculos da Arena e mesmo assim os museus e igrejas vazios. Por que? Não consigo compreender o que faz a “massa de turistas” só se interessar por esse tipo de atração que tem fama, mesmo sem merecer. Em várias cidades do mundo que já estive, o museu que mais tem fila é o de cera Madame Tussauds (uma porcaria). Sei que férias são para se divertir, passear, enfim, mas a falta de interesse das pessoas por cultura me entristece. No Museu do Louvre em Paris muitas pessoas entram só para ver a Monalisa e vão embora, um absurdo! E isso ficou ainda mais gritante em Verona. O Museu Arqueológico é incrível, super interessante, fica em um lugar lindo e tinha no máximo 10 pessoas lá dentro, uma pena!

Gostei muito de Verona, é uma cidade muito bonita e interessante, tem ótimos restaurantes e lojas incríveis (não imaginava), que vale a pena conhecer.

 

 

Ravello

Terminando a série de postagens sobre a Costa Amalfitana, deixei por último o lugar que eu mais gostei: Ravello! O espetacular hotel que fiquei hospedada você pode ler aqui Hotel Belmond Caruso – Ravello .

Passei o dia dos namorados, 12 de junho de 2017, nesta cidade mágica, foi um sonho!

Ravello tem 7km2 e 2.500 habitantes. Pertence a província de Salerno, na região da Campânia e embora pertença a Costa Amalfitana não é banhada pelo mar. Nem precisa, nem faz falta! É um lugar tão lindo, romântico, charmoso, que um dicionário inteiro de adjetivos não consegue expressar realmente o que é Ravello, uma perfeição da natureza!

Como viajo sozinha com o marido consegui “manobrar” um pouco o roteiro e ficamos mais tempo em Ravello do que o previsto de tanto que amamos, acabamos indo mais tarde para Amalfi, o que foi ótimo porque pudemos aproveitar ainda mais a cidade e não fez falta depois no período de Amalfi.

Como Ravello fica no alto a vista lá de cima é um espetáculo, um verdadeiro camarote para o Mar Mediterrâneo! Mas antes de chegar lá,  contratei um transfer no Hotel Sirenuse para fazer o trajeto Positano/Ravello pela famosa Costiera Amalfitana, uma estrada realmente de tirar o fôlego. Não conseguia parar de fotografar.IMG_9178

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Como pode um lugar ser tão lindo? E está só começando!

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Parada em um refúgio para fotos

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E chegamos no nosso destinoIMG_9193 (1)

Ravello é inteira florida. São jardins e vasos de flores por todos os lados, um colorido lindo que junto com o verde das plantas e o azul do céu e do mar compõe um espetáculo visual tão perfeito que parece um lugar que não existe na vida real, que a gente imagina somente em contos de fada!

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Depois de deixar as nossas malas no hotel fui na praça central para visitar o Duomo, a Catedral de Ravello porque queria conhecer (adoro igrejas) e principalmente para agradecer a Deus a oportunidade e o privilégio de estar em um lugar assim.

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A Catedral de Ravello é dedicada a San Pantaleone e o sangue do Santo é mantido em um relicário. Fica na Piazza Duomo.

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O púlpito é muito interessante, tem sua maior parte revestido em mosaicos e possui 6 colunas sobre leões. A Catedral tem 900 anos e as portas de bronze são do ano de 1179 e foram feitas em Constantinopla.

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Piazza Vescovado
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Entrada da Villa Rufolo

Ravello tem dois locais imperdíveis para se conhecer: a Villa Rufolo e a Villa Cimbrone.

A Villa Rufollo fica na Piazza Vescovado, instalada no Parco Regionale dei Monte Lattari. A sua atração principal são os belíssimos jardins. Como Ravello é a cidade da música e muitos festivais acontecem no verão, estavam montando o palco para um concerto e os jardins não estavam completos.

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Logo após a entrada tem o claustro mourisco

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A Villa Rufolo foi construída por uma rica família mercantil no século XIII e teve seu auge no século XIV quando recebia os reis de Nápoles para banquetes. Após anos de abandono e negligência foi comprada em 1851 por Sir Francis Neville Reid, um botânico escocês que a recuperou.

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A vista da Villa Rufolo é linda demaisIMG_9293 (1)

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Ravello é conhecida como a cidade da música, tem um auditório projetado por Oscar Niemayer (não tive interesse em conhecer). Richard Wagner quando visitou a Villa Rufolo em 1880 ficou tão impressionado, que o inspirou a escrever aqui o 2° Ato de Parsifal, ópera que estava trabalhando há duas décadas. Wagner morreu três anos depois.

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Vista para a Igreja Annunziata

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O jardim principal estava coberto por um palco para um concerto, essa foto do Site: http://www.ravello.com mostra a sua beleza. Não é um sonho?villa-rufolo

Após conhecer a Villa fomos almoçar no terraço do restaurante do Hotel Rufolo para continuar apreciando essa vista incrível. Foi maravilhoso!IMG_9325 (1)

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Depois do almoço, seguimos para a atração que eu estava mais ansiosa para conhecer, a Villa Cimbrone. O caminho até a Villa é lindo! São 750 metros, aproximadamente uns 10 minutos da praça principal, não tem como errar, Ravello é muito pequena e tem placas indicando o trajeto.

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Chegamos a Villa Cimbrone! As primeiras construções no local datam do século XI e pertencia a família nobre Acconciajoco. Depois de passar por muitos proprietários a área foi adquirida da família Amicci de Atrani por Ernest William Beckett (Lorde Grimthorpe) em 1904, que acrescentou vários elementos arquitetônicos. Pouco da estrutura original é visível.

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A bilheteria

Até os anos 1960 a Villa Cimbrone, de propriedade da família Beckett, recebeu várias personalidades como Greta Garbo (em 1938), Winston Churchil, Virginia Wolf, TS Eliot, entre tantos outros. Na década de 1970 a propriedade foi vendida para a família Vuilleumier que a utilizou como residência e depois a transformou em um hotel. Hoje os jardins do Hotel Villa Cimbrone são abertos ao público das 9:00 às 20:00 horas, todos os dias, mediante o pagamento de um ingresso.

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Claustro

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Il Poggio di Mercurio
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Tempieto de Baco

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E agora o lugar mais incrível – A Terraza do Infinito, segundo Gore Vidal: “A mais bela vista do  mundo”, um belvedere (mirante) com estátuas de figuras da Antiguidade e uma vista deslumbrante para o Mar Mediterrâneo.

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Templo com estátua de Ceres na entrada da Terrazza do Infinito

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Vista de sonho

É um lugar tão lindo que não dá vontade de ir embora, a gente tem necessidade de ficar ali, absorvendo toda aquela imensidão azul. A perfeição da natureza nos emociona.

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Vista do Mar Mediterrâneo

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É difícil com tantas pessoas visitando fazer fotos “exclusivas”, marido suou para fazer as minhas fotos. Também com celular, sem ter talento ou ser profissional fica difícil registrar a panorâmica do local. Então vou me socorrer da internet para que o leitor possa ter uma ideia melhor da Terrazza do Infinito.

Ravello - Villa Cimbrone - La Terrazza dell_Infinito
Foto do site: http://www.composicionsdelloc.blogspot.com

Definitivamente, a Terrazza do Infinito é um dos lugares mais lindos do mundo!

Depois de fazer um esforço enorme para sair da Terrazza, a minha vontade era montar uma barraca e dormir ali, continuamos passeando pela encantadora Ravello, suas praças e ruazinhas charmosas com lojas de cerâmica de enlouquecer.

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Fachada do restaurante do Hotel Belmond Caruso

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Outro ponto que tem uma vista fantástica e era muito próximo ao Hotel Caruso onde estava hospedada é a do jardim do Hotel Palazzo Avino, livre para visitação. Achei tão lindo que fui duas vezes.

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Ainda deu tempo para curtir a piscina do hotel, aproveitar a vista do terraço do quarto e e à noite jantamos também no Hotel Caruso, com detalhes aqui Hotel Belmond Caruso – Ravello . Só três fotos para matar a saudade (ou ficar com ainda mais!)IMG_9556

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Para finalizar, a inscrição em um muro do jardim da Villa Cimbrone: “Perdido para um mundo no qual não anseio por nada. Eu sento sozinho e comungo com meu coração satisfeito com meu cantinho de terra. Feliz por não me arrepender ao partir.”

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Ravello um lugar para nunca esquecer!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pompeia

A incrível história de Pompeia está no imaginário de todos nós e quando resolvi conhecer Nápoles claro que tinha que incluir uma visita as ruínas de Pompeia, pela facilidade e proximidade do deslocamento. Assim, em junho de 2017, contratei um passeio guiado com a empresa Viator (em espanhol). Fomos de van em um pequeno grupo.

Pompeia foi uma cidade do antigo império romano, situada a 22 km de Nápoles e destruída pela erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.c.

O que se sabe a respeito da erupção e a sua data aproximada vem dos relatos de Plínio, o jovem, que estava em Nápoles e registrou o que viu.

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A entrada

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A população de Pompéia era de 15.000 habitantes e um dado curioso é que eles não sabiam que aquela montanha tão próxima da cidade era um vulcão, pois a sua última erupção havia sido 1.800 anos antes. Como já haviam sofrido com terremotos, quando a erupção começou poucos fugiram, já que pensaram que os tremores eram de outro terremoto.

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Anfiteatro

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A erupção do Vesúvio durou dois dias e não foi comum,  pois não teve lava, mas sim um gás superaquecido que possuía cem mil vezes mais energia térmica do que a bomba de Hiroshima.

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Via dell’Abbondanza – Rua principal

As ruas de Pompéia e sua história. Caminhar por aqui é incrível. Casas, comércio, toda a vida social e administrativa da cidade. Suas ruínas preservadas para contar o que foi e como viviam os seus habitantes.IMG_8311.JPG

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A alegria do marido que já leu muito sobre Pompéia

Abaixo as ruínas do Thermopolium que se acredita ser o primeiro restaurante fast food do mundo, pois foram encontrados vestígios de comida e pela sua arquitetura parecia um “buffet”. IMG_8309

A cidade possuía as suas Termas, prática muito comum aos romanos já que inventaram o SPA _ Sanitas per AquamIMG_8332 (1)

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Um detalhe do passeio é a dificuldade para fotografar as atrações mais importantes, tem sempre “milhares” de pessoas na frente, é irritante! IMG_8334 (1)

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Outra curiosidade de Pompéia é o Lupanar (prostíbulo), como era uma cidade que recebia visitantes de todas as origens, muitas línguas eram faladas, então para facilitar a comunicação e saber o que “o cliente” gostaria de fazer havia um “cardápio”, ou seja, desenhos de várias práticas sexuais na parede para escolher. Achei genial!

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O que mais atrai as pessoas que visitam Pompeia é ver os corpos das pessoas que morreram em razão da erupção do Vulcão Vesúvio. Conforme a teoria que eu acredito, os habitantes morreram pela onda térmica que foi expelida pelo vulcão (não houve lava) e com a “chuva” de cinzas muitos corpos permaneceram no seu formato de morte.

Acontece que esse formato é oco, já que com o calor intenso os corpos “sumiram”, derreteram por completo. Ficando apenas a “casca” de cinzas. Com a descoberta oficial de Pompeia no ano de 1748 para preservar esses formatos de corpos foi introduzido gesso para eles não se desmancharem.

Então, para ficar claro, não existem corpos carbonizados ou esqueletos dos habitantes de Pompeia, só o formato destes corpos feito por cinzas com recheio de gesso.

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O cão contorcido

Os artefatos e utensílios encontrados estão expostos em um grande galpão

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Por fim, o Forum, a praça principal da cidade, o centro administrativo onde restam colunas de antigos templos. Ao fundo o Vulcão Vesúvio, ainda ativo.

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Vulcão Vesúvio ao fundo

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A emoção de visitar Pompeia é muito grande, para quem adora história é um local imperdível, para nunca esquecer!

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Uma fonte
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A beleza dos mosaicos originais
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Suas ruas
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Suas construções

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O acesso a Pompeia é bem fácil, a linha de trem para em frente a entrada das ruínas. É possível fazer um bate e volta de Roma, mas como é um passeio longo, cansativo, melhor a partir de Nápoles. O terreno é bem acidentado, pedras, areia, o calçado ideal é tênis. Tem barracas de comida e bebida, além de banheiro na entrada, depois lá dentro não tem mais nada. É bom levar uma garrafa de água e se  estiver calor, como no meu caso, chapéu. Não tive dificuldade, nem fiquei cansada. Não sou adepta de exercícios físicos, mas tenho bastante energia e resistência em viagens. O passeio não é adequado a pessoas que tem problemas de locomoção.

Acredito ser necessário pelo menos 5 horas para visitar Pompeia, um lugar incrível que eu adorei conhecer.

 

 

 

 

 

Nápoles

É preciso estar preparado para gostar de Nápoles. Estudar muito, tomar algumas precauções. Confesso que fui tensa para lá, não é o que se espera de uma viagem de férias, mas tinha tanta vontade de conhecer que superei o medo e a insegurança e arrisquei. E gostei muito!

É uma Itália diferente, não é uma cosmopolita Milão, uma mágica Veneza, uma histórica Florença ou uma maravilhosa Roma. Tem problemas, ruas sujas, paredes pichadas, imóveis mal cuidados, muitas notícias de furtos a turistas, becos escuros e que dão má impressão. Parafraseando o que li sobre Palermo, Nápoles é um mundo, mas não é para todo mundo.

Esqueça lojas de grifes, restaurantes badalados, ruas charmosas. Nápoles tem história, muita e fui atrás disso. Tem Pompéia ao lado, eram esses os meus objetivos. E foram superados por uma arquitetura bonita, lindas igrejas, povo simpático e o incrível Museu Arqueológico Nacional que só por ele, a viagem para mim já valeu.

A hospedagem foi um caso sério, fiz e cancelei várias reservas até me decidir pelo hotel. Nápoles tem poucas opções de bons hotéis e são distantes do centro histórico e como só tinha dois dias na cidade não valia a pena ficar longe. Então resolvi reservar um que é moderno, em frente ao Porto e perto das atrações. Optei pelo Hotel Romeo e foi fantástico, adorei.

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Foto do Site Eureka Reservation – Lobby
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Foto do Site Eureka Reservation
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Vista do rooftop do Hotel Romeo

Então vamos logo ao motivo da minha ida à Napoles, o Museu Arqueológico Nacional. Funciona das 9:00 às 19:30 horas. Fecha 3ª feira. Uma das maiores coleções de artefatos greco-romano do mundo.

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O prédio do museu é lindo, estava bem vazio, foi uma visita muito tranquila, dá para apreciar bem as obras e fotografar sem ter dezenas de pessoas na frente. No piso térreo se encontra a Coleção Farnese com esculturas greco-romanas.IMG_8125

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No mezanino a coleção de mosaicosIMG_8080

No Gabineto Segreto a Coleção de Arte EróticaIMG_8088.JPG

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No 1° andar, na Sala Meridiana, antiga Biblioteca Real, a Grande Sala do Relógio Solar.IMG_8123 (1).JPG

Também no primeiro andar estão as descobertas de Pompéia e Herculano. Apesar de ter ido a Pompéia a importância está no fato de que aqui as peças são mais bem preservadas, os maravilhosos afrescos que foram retirados de Pompéia para a sua conservação.IMG_8112

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Foi uma emoção muito grande ter visto tantas peças de importância histórica. O Museu Arqueológico de Nápoles é uma visita imperdível e pode ser feita em um bate e volta de Roma.

Uma das coisas pitorescas de Nápoles é a Rua dos Presépios. Durante todo o ano e não só na época de Natal, a Via de San Gregório Armeno possui dezenas de lojas que vendem presépios. De todos os tipos e tamanhos. O interessante é que não são só de motivos religiosos, mas também de caricaturas, comédias, ou seja, no lugar dos personagens originais, tem com jogadores de futebol, artistas, palhaços, enfim, infinitas opções, ficando a cargo da criatividade dos artistas.

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Na parte de fora das lojas ficam as peças mais simples, mais baratas. Já no interior das lojas ficam as peças mais elaboradas, assinadas por artistas e que são lindas, mas dessas os vendedores não gostam que façam fotografias, muitas tem os cartazes de proibido fotografar.

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Infelizmente não comprei nenhum presépio, uma pena porque amo. Estava no início da minha viagem de 22 dias e Nápoles foi o primeiro destino. Também não gostei de nenhum presépio pequeno, os que eu gostei eram grandes, pesados e caros. Despachar para o Brasil é uma prática que ainda não adotei, acho que pode ser taxado e ficar ainda mais caro o produto. Então foi só para apreciar mesmo.

Na Rua dos presépios visitamos a Basílica de San Lorenzo Maggiore, na Piazza San Gaetano, do século XIII, uma obra prima do gótico francês. Nessa igreja encontra-se o túmulo de Catarina da Áustria, Sua fachada estava em restauro.IMG_8148

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Outra atração imperdível é o Palácio Real. Do ano de 1600 serviu de residência para os reis de Nápoles. Fica na Piazza del Plebiscito e funciona das 9:00 às 19:00 horas e fecha 4ª feira.IMG_8478IMG_8473

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O Palácio é lindo e de 1806 a 1815 foi enriquecido com adornos trazidos do Palácio de Tuileries em Paris por Carolina Bonaparte, irmã de Napoleão, rainha consorte de Nápoles.

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A Sala do trono é a atração principal do palácioIMG_8459

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Junto com a Capela Real que é belíssimaIMG_8442

Cada canto do palácio é uma festa para os olhos. Considero o Palácio Real de Nápoles no seu interior muito mais bonito que Versalhes.IMG_8439.JPG

A Piazza del Plebiscito onde fica o Palácio Real, possui  25.000 m2 e tem a Basília de San Francesco di Paola, que infelizmente não pude visitar porque estava acontecendo um casamento e o Palazzo della Prefettura.

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Após conhecer a praça e o palácio, com o calor de junho napolitano, precisei de um “sorvetinho” do café Gambrinus, na Piazza Plesbiscito, um local histórico desde 1860.

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Perto do Palácio  e da Piazza del Plebiscito fica a Galleria Umberto I , um centro comercial que lembra muito a Galleria Vitorio Emanuele de Milão.IMG_8264

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Contratei um passeio guiado a Pompeia (que ficará para outro post) com a empresa Viator tendo a simpática Simone como guia, uma napolitana muito querida que primeiro fez um rápido giro por alguns locais da cidade e então conhecemos o bairro de Posillipo, que fica no alto de uma colina e tem uma vista linda da cidade.IMG_8240 (1).JPG

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E também visitamos o Duomo do Nápoles.IMG_8177.JPG

A Catedral de Nápoles é dedicada a San Gennaro, o santo padroeiro da cidade. Seu estilo arquitetônico é o gótico e foi construída no século XIII no local de uma antiga igreja do ano 570.IMG_8215.JPG

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A Capela de San Gennaro possui obras de arte e afrescos lindosIMG_8222

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Muito próximo a Piazza del Plesbiscito onde fica o palácio real se encontra o Castel Nuovo. Construído em 1279 para ser a residência dos reis de Nápoles, depois se tornou uma fortaleza e hoje é usado como escritório de governo. Não visitei o seu interior.IMG_8231

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Outro local de residência real é o Castel Dell’Ovo, do ano 1154, que hoje pertence as forças armadas, fica no Borgo Marinari e o seu interesse é realmente só arquitetônico externo. Passei por ele e pude admirar a sua beleza, mas não consegui uma foto boa.

Castelo do ovo Napoles
Foto do Site Notícias da Bota

Um lugar que fomos almoçar e adorei, então indico é o San Carlo 17. Ambiente muito agradável e comida deliciosa, pedimos frutos do mar e os camarões estavam ótimos. Na Via San Carlo, 17, próximo ao Teatro Ópera San Carlo.

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Fachada do Teatro de San Carlo

Na última noite resolvemos jantar no Hotel Romeo, onde ficamos hospedados. No rooftop tem um restaurante gourmet maravilhoso “Il Comandante” com 1 estrela Michelin, amei! A decoração tem inspiração asiática, linda e o atendimento nota 10.

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Couvert do Restaurante Il Comandante

Exemplos da belíssima arquitetura napolitanaIMG_8224

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Após o choque inicial, percebi que Nápoles é uma cidade bonita, muito mais segura que a maioria das cidades brasileiras, tem várias atrações interessantes (dois dias foi pouco) e uma história rica que vale a pena ser visitada.