Nápoles

É preciso estar preparado para gostar de Nápoles. Estudar muito, tomar algumas precauções. Confesso que fui tensa para lá, não é o que se espera de uma viagem de férias, mas tinha tanta vontade de conhecer que superei o medo e a insegurança e arrisquei. E gostei muito!

É uma Itália diferente, não é uma cosmopolita Milão, uma mágica Veneza, uma histórica Florença ou uma maravilhosa Roma. Tem problemas, ruas sujas, paredes pichadas, imóveis mal cuidados, muitas notícias de furtos a turistas, becos escuros e que dão má impressão. Parafraseando o que li sobre Palermo, Nápoles é um mundo, mas não é para todo mundo.

Esqueça lojas de grifes, restaurantes badalados, ruas charmosas. Nápoles tem história, muita e fui atrás disso. Tem Pompéia ao lado, eram esses os meus objetivos. E foram superados por uma arquitetura bonita, lindas igrejas, povo simpático e o incrível Museu Arqueológico Nacional que só por ele, a viagem para mim já valeu.

A hospedagem foi um caso sério, fiz e cancelei várias reservas até me decidir pelo hotel. Nápoles tem poucas opções de bons hotéis e são distantes do centro histórico e como só tinha dois dias na cidade não valia a pena ficar longe. Então resolvi reservar um que é moderno, em frente ao Porto e perto das atrações. Optei pelo Hotel Romeo e foi fantástico, adorei.

Hotel Romeo Eureka Reservation
Foto do Site Eureka Reservation – Lobby
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Foto do Site Eureka Reservation
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Vista do rooftop do Hotel Romeo

Então vamos logo ao motivo da minha ida à Napoles, o Museu Arqueológico Nacional. Funciona das 9:00 às 19:30 horas. Fecha 3ª feira. Uma das maiores coleções de artefatos greco-romano do mundo.

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O prédio do museu é lindo, estava bem vazio, foi uma visita muito tranquila, dá para apreciar bem as obras e fotografar sem ter dezenas de pessoas na frente. No piso térreo se encontra a Coleção Farnese com esculturas greco-romanas.IMG_8125

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No mezanino a coleção de mosaicosIMG_8080

No Gabineto Segreto a Coleção de Arte EróticaIMG_8088.JPG

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No 1° andar, na Sala Meridiana, antiga Biblioteca Real, a Grande Sala do Relógio Solar.IMG_8123 (1).JPG

Também no primeiro andar estão as descobertas de Pompéia e Herculano. Apesar de ter ido a Pompéia a importância está no fato de que aqui as peças são mais bem preservadas, os maravilhosos afrescos que foram retirados de Pompéia para a sua conservação.IMG_8112

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Foi uma emoção muito grande ter visto tantas peças de importância histórica. O Museu Arqueológico de Nápoles é uma visita imperdível e pode ser feita em um bate e volta de Roma.

Uma das coisas pitorescas de Nápoles é a Rua dos Presépios. Durante todo o ano e não só na época de Natal, a Via de San Gregório Armeno possui dezenas de lojas que vendem presépios. De todos os tipos e tamanhos. O interessante é que não são só de motivos religiosos, mas também de caricaturas, comédias, ou seja, no lugar dos personagens originais, tem com jogadores de futebol, artistas, palhaços, enfim, infinitas opções, ficando a cargo da criatividade dos artistas.

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Na parte de fora das lojas ficam as peças mais simples, mais baratas. Já no interior das lojas ficam as peças mais elaboradas, assinadas por artistas e que são lindas, mas dessas os vendedores não gostam que façam fotografias, muitas tem os cartazes de proibido fotografar.

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Infelizmente não comprei nenhum presépio, uma pena porque amo. Estava no início da minha viagem de 22 dias e Nápoles foi o primeiro destino. Também não gostei de nenhum presépio pequeno, os que eu gostei eram grandes, pesados e caros. Despachar para o Brasil é uma prática que ainda não adotei, acho que pode ser taxado e ficar ainda mais caro o produto. Então foi só para apreciar mesmo.

Na Rua dos presépios visitamos a Basílica de San Lorenzo Maggiore, na Piazza San Gaetano, do século XIII, uma obra prima do gótico francês. Nessa igreja encontra-se o túmulo de Catarina da Áustria, Sua fachada estava em restauro.IMG_8148

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Outra atração imperdível é o Palácio Real. Do ano de 1600 serviu de residência para os reis de Nápoles. Fica na Piazza del Plebiscito e funciona das 9:00 às 19:00 horas e fecha 4ª feira.IMG_8478IMG_8473

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O Palácio é lindo e de 1806 a 1815 foi enriquecido com adornos trazidos do Palácio de Tuileries em Paris por Carolina Bonaparte, irmã de Napoleão, rainha consorte de Nápoles.

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A Sala do trono é a atração principal do palácioIMG_8459

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Junto com a Capela Real que é belíssimaIMG_8442

Cada canto do palácio é uma festa para os olhos. Considero o Palácio Real de Nápoles no seu interior muito mais bonito que Versalhes.IMG_8439.JPG

A Piazza del Plebiscito onde fica o Palácio Real, possui  25.000 m2 e tem a Basília de San Francesco di Paola, que infelizmente não pude visitar porque estava acontecendo um casamento e o Palazzo della Prefettura.

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Após conhecer a praça e o palácio, com o calor de junho napolitano, precisei de um “sorvetinho” do café Gambrinus, na Piazza Plesbiscito, um local histórico desde 1860.

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Perto do Palácio  e da Piazza del Plebiscito fica a Galleria Umberto I , um centro comercial que lembra muito a Galleria Vitorio Emanuele de Milão.IMG_8264

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Contratei um passeio guiado a Pompeia (que ficará para outro post) com a empresa Viator tendo a simpática Simone como guia, uma napolitana muito querida que primeiro fez um rápido giro por alguns locais da cidade e então conhecemos o bairro de Posillipo, que fica no alto de uma colina e tem uma vista linda da cidade.IMG_8240 (1).JPG

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E também visitamos o Duomo do Nápoles.IMG_8177.JPG

A Catedral de Nápoles é dedicada a San Gennaro, o santo padroeiro da cidade. Seu estilo arquitetônico é o gótico e foi construída no século XIII no local de uma antiga igreja do ano 570.IMG_8215.JPG

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A Capela de San Gennaro possui obras de arte e afrescos lindosIMG_8222

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Muito próximo a Piazza del Plesbiscito onde fica o palácio real se encontra o Castel Nuovo. Construído em 1279 para ser a residência dos reis de Nápoles, depois se tornou uma fortaleza e hoje é usado como escritório de governo. Não visitei o seu interior.IMG_8231

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Outro local de residência real é o Castel Dell’Ovo, do ano 1154, que hoje pertence as forças armadas, fica no Borgo Marinari e o seu interesse é realmente só arquitetônico externo. Passei por ele e pude admirar a sua beleza, mas não consegui uma foto boa.

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Foto do Site Notícias da Bota

Um lugar que fomos almoçar e adorei, então indico é o San Carlo 17. Ambiente muito agradável e comida deliciosa, pedimos frutos do mar e os camarões estavam ótimos. Na Via San Carlo, 17, próximo ao Teatro Ópera San Carlo.

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Fachada do Teatro de San Carlo

Na última noite resolvemos jantar no Hotel Romeo, onde ficamos hospedados. No rooftop tem um restaurante gourmet maravilhoso “Il Comandante” com 1 estrela Michelin, amei! A decoração tem inspiração asiática, linda e o atendimento nota 10.

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Couvert do Restaurante Il Comandante

Exemplos da belíssima arquitetura napolitanaIMG_8224

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Após o choque inicial, percebi que Nápoles é uma cidade bonita, muito mais segura que a maioria das cidades brasileiras, tem várias atrações interessantes (dois dias foi pouco) e uma história rica que vale a pena ser visitada.

 

 

 

 

 

 

Sorrento

Geograficamente Sorrento não pertence a Costa Amalfitana, já que fica na região da Campânia e faz parte da Província de Nápoles. Foi a primeira vez por essa região belíssima e não tinha certeza se deveria incluir Sorrento, mas, resolvi arriscar e não me arrependi.

Amei Sorrento, é linda demais e achei muito melhor do que Amalfi, voltaria a Sorrento com certeza, não vejo sentido voltar a Amalfi.

Saí de Nápoles (onde fiquei dois dias) com um transfer que contratei no Hotel Romeo. Apesar de haver ligação de trem entre Nápoles e Sorrento achei mais confortável viajar de carro. Só não sabia que seria tão divertido! Nosso motorista Mário Calabrese, um napolitano muito gentil é cantor, com CD gravado, então fomos conversando, rindo e cantando durante todo o percurso, foi maravilhoso! Como era 10 de junho de 2017, um sábado, havia muito engarrafamento e o super Mário conhecia alguns desvios que economizaram o tempo do nosso percurso, cuja distância é de aproximadamente 50 km.

Detalhe: Mário foi o motorista da atriz Júlia Roberts quando fez o filme Comer, Rezar e Amar e de Tom Cruise e Mel Streep quando estiveram em Nápoles, só celebridades!

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Com o querido Mário Calabrese nosso motorista cantor

Me hospedei por uma diária, tempo suficiente para conhecer Sorrento, que é bem pequena (tem 10 km2 e 15.600 habitantes), no Hotel Bellevue Syrene. Que hotel maravilhoso, amei! Fica em uma encosta e tem um elevador privativo que dá acesso a praia, incrível! Site: http://www.bellevue.it

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O hotel tem uma praia privativa com decks e serviço de espreguiçadeira, toalhas, drinks, petiscos, fui só para conhecer porque queria passear pela cidade. O mar é lindo, transparente em tons de verde e azul, a areia como sempre escura e grossa e no mar em forma de cascalho.IMG_8568

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O quarto era excelente, amplo, claro com uma sacada e um terraço enorme de frente para o mar, espreguiçadeiras, fiquei tomando sol aqui, uma vista maravilhosa.

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As áreas comuns do hotel são lindas demais! Parece um palácio, mas com a leveza que pede a Costa Amalfitana.IMG_8540

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Resolvi almoçar no hotel porque não podia perder aquela vista de jeito nenhum. O Hotel Bellevue tem um restaurante – La Pérgola, um terraço com vista total de frente para o mar, comida e serviço de excelência. Já tinha reservado para o jantar e amei almoçar aqui, só na contemplação.IMG_8562

 

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Almoçar com essa vista para o Golfo de Nápoles e o Vesúvio ao fundo, um sonho!

As cores e sabores da maravilhosa Itália.IMG_8671

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Depois fomos passear pela cidade que é uma graça, suas ruazinhas charmosas, cheias de lojas de louças, tudo com o tema de limão siciliano, fiquei louca aqui, mais lojas de sabonetes, tecidos, roupas, comidas, as balas de limão então, são de matar de boas.IMG_8614

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No entorno da praça central – Piazza Tasso na Corso ItáliaIMG_8640

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Daí, passeando, encontramos essa igreja enfeitada e vários turistas parados, olhando, pensei: vou ficar para esperar a noiva.IMG_8707

E ela apareceu, linda! Fique tão emocionada! Sempre choro em casamento, de pena da noiva, rsrsrs.IMG_8722

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Igreja de Santa Maria del Carmine na Piazza Tasso
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Fé e devoção em cada canto da cidade

 

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Uma parada para um sorvete e um aperitivo em um dos muitos restaurantes da praçaIMG_8728

E umas comprinhas, marido adorou um blazer e o dono veio todo simpático vender, já ficaram amigos, contou que ele mesmo produz as peças: blazers (que não amassam) e sapatos. A elegância do italiano é incrível.IMG_8731

Cada rua de Sorrento uma descoberta maravilhosaIMG_8616

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Piazza della Vitória

De volta para o hotel, aproveitar a Golden Hour e o jantarIMG_8738

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No outro dia, o café da manhã é servido na Sala Pompeiana, com afrescos e mosaicos com inspiração/réplica de Pompéia.IMG_8794

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O terraço do café da manhã não poderia ser mais lindo e essa vista do Golfo de Nápoles e do Vulcão Vesúvio de tirar o fôlego!IMG_8802

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Sorrento foi uma maravilhosa surpresa, é uma delícia passear pelas suas ruas alegres e coloridas, não imaginava que iria gostar tanto, lugar lindo que deixou saudade, vontade de voltar logo!

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Vista do terraço do quarto Hotel Bellevue Syrene

 

 

 

 

 

 

Positano

Continuando a viagem de junho de 2017 pela Costa Amalfitana, sobre Capri você lê aqui Capri – Itália,  e aqui Amalfi, depois de Sorrento chegamos em Positano.

Me hospedei por uma diária no Hotel Sirenuse, bem no centro de Positano. Estava em dúvida se me hospedava aqui ou no Il San Pietro di Positano um hotel um pouco afastado e que possui uma van para transporte dos hóspedes. Quando fomos embora de Positano o motorista do transfer nos levou no Il San Pietro para conhecer e fiquei apaixonada, é lindo demais, achei uma ótima opção e tenho vontade de ficar lá na próxima vez, só que neste hotel, no mês de junho (alta temporada) o mínimo é de três diárias.

Como eu e o meu marido não gostamos de alugar carro sempre viajamos de trem, mas pela Costa Amalfitana é impossível, só existe trem até Sorrento e depois para Salerno. Entre Positano, Amalfi e Ravello só de carro mesmo, então contratei transfer nos hotéis. Mesmo para ir de Nápoles a Sorrento que tem linha de trem, resolvi contratar transfer, é muito mais cômodo. Dirigir pela Costa Amalfitana na alta temporada é uma loucura, não teria condição, as estradas são muito estreitas, tem muito engarrafamento, e como a vista é linda demais, sem a preocupação de dirigir, dá para aproveitar muito, além de ser mais seguro. Com a vantagem de que o motorista conhece todos os refúgios pelo caminho da Costiera Amalfitana para fotos.

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O Hotel Sirenuse é lindo demais! Positano fica em uma encosta, a cidade é toda empoleirada e o hotel fica a poucos passos da praia, do centrinho, das suas vielas charmosas cheias de lojas e restaurantes, amei ter me hospedado aqui e recomendo.

Sirenes ou Sirenas são criaturas da mitologia grega. Metade pássaro, metade mulher, atraíam os marinheiros com o seu canto ou música (harpa/flauta) para depois os matarem. Posteriormente, na idade média é que surgiu a lenda da Sereia (metade peixe, metade mulher).

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A linda vista do Hotel Sirenuse
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Área da piscina e onde se toma o café da manhã
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O Lobby do Hotel Sirenuse

O nosso quarto era simplesmente incrível e tinha uma sacada com uma vista de sonho, foi maravilhoso.

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Saindo do hotel (que não dá vontade rsrsrs) fomos passear por Positano. A única atração da cidade que tem 8 Km2 e população de 3.862 habitantes é a Igreja de Santa Maria Assunta, com a linda cúpula que é colada ao Sirenuse.IMG_8922

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O centrinho de Positano é um pequeno labirinto de ruas charmosas, floridas, com lojas lindas e tudo com o limão siciliano de protagonista. Por onde se olha tem licor, sabonete, tecidos, louças tendo como tema o limão, tudo lindo demais, uma festa para os olhos e uma tentação para o bolso! Comprei um tecido de limão siciliano com fundo azul para fazer jogo americano, mas quando voltei para casa achei tão lindo que quero fazer um vestido (não fiz ainda, não consigo decidir o modelo).IMG_8891 (1)

São centenas de pessoas andando para cima e para baixo nas suas ruazinhas lindasIMG_8957

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Em Positano tem algumas Galerias de Arte bem interessantesIMG_8889

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Fomos almoçar na praia, que como Amalfi, tem a areia grossa e escura, perto do mar é como um cascalho. O mar é lindo! O restaurante Chez Black é em frente a praia e a comida é maravilhosa, desde 1949 faz parte da história local. Site: http://www.chezblack.itIMG_8902

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O charme da louça

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No entorno do Hotel Sirenuse a vista e as flores são incríveisIMG_8944

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Final de tarde voltamos para o hotel e fomos no Champagne & Oyester Bar para um aperitivo e depois jantamos no La Sponda, que no verão tem mesas na área da piscina, com músicos.

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Vista de cima do lounge bar para a piscina e mesas do restaurante

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O restaurante La Sponda é padrão gourmet com atendimento impecávelIMG_9021

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Música ao vivo no jantar, bom demais

Jantar com essa vista, cenário de sonho!IMG_9029

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Para terminar não pode faltar o limoncello

No outro dia, café da manhã com essa vista porque a beleza não cansaIMG_9039

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Detalhes dos mosaicos do Hotel Sirenuse

Indo embora passamos então pelo Hotel Il San Pietro de Positano, porque era caminho para Amalfi/Ravello. Foi o motorista do transfer que nos levou lá, não pedimos, disse que queria nos mostrar um lugar lindo, adorei! O hotel fica abaixo do nível da estrada com esse visual fantástico!IMG_9066

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O Lobby do Hotel Il San Pietro di Positano

A área externa do Hotel Il San Pietro é um sonho, com bancos de azulejos e vista para a cidade linda demais, fico imaginando à noite como deve ser incrível aqui.IMG_9079

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Positano é linda demais, deixou saudade, louca para voltar!

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Amalfi

Em junho de 2017 fiz uma viagem para a Itália de 22 dias e passei 7 dias na Costa Amalfitana. Comecei por Sorrento, depois fui a Positano, Ravello, Amalfi e Capri. Em Capri me hospedei por três diárias, o post você lê aqui Capri – Itália, nas outras uma diária cada.

O mais prático é escolher uma ou duas cidades para fazer de base e conhecer as outras em passeios durante o dia, mas eu queria me hospedar em cada uma delas, sentir a sua atmosfera à noite e apesar de ser cansativo ficar trocando de hotel não me arrependi, conheci bem tudo, pois são pequenas e um dia e uma noite é suficiente (menos Capri).

Hoje se fosse repetir a Costa Amalfitana (pretendo pois considero um dos lugares mais lindos do mundo), não ficaria em Amalfi, pois de todas as cidades é a menor, dá para conhecer em uma tarde, por exemplo, e a sua noite é bem parada, então não recomendo se hospedar, melhor ficar em Positano que é perto, ou Ravello que é maravilhosa e ir lá passear.

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Me hospedei no NH Collection Grand Hotel Convento di Amalfi, na Via Annunziatella. Como o nome já diz, o hotel era um antigo convento, tem uma igreja e um claustro dentro que pode ser visitado a qualquer hora pelos hóspedes, um lugar lindo, a vista de cinema, já que o hotel fica no alto.IMG_9707

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O corredor que liga o prédio do hotel à piscina era todo de bougainvilles lindo demais!

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A vista lá de cima, um sonho!

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Almoçamos no restaurante da piscina e estava excelente.

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As áreas comuns do hotel eram bem modernas, amplas e arejadas

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O nosso quarto era muito bom e confortável.

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O terraço do quarto era maravilhoso, enorme. E a vista? Não dava vontade de sair!

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A vista do quarto

O Hotel Convento di Amalfi fica a 600 m do Duomo, na praça principal da cidade. Pelo mapa o hotel parecia um pouco longe, já que fica no alto, em um morro, mas não, é muito perto e tem uma via, se chama salita, que corta o morro que sai do hotel e conecta direto na praça central, uma descida muito legal com uma vista incrível.

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Para baixo todo santo ajuda
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Chegando na praça central

A praça central de Amalfi tem muitas lojas e restaurantes lotados, uma fonte e a atração principal: o Duomo, a sua Catedral que é linda e imperdível.

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O Duomo di Amalfi é composto por um complexo que inclui a igreja (catedral), o museu diocesano, o claustro, a basílica do crucifixo e a cripta. Se chama Cattedrale di Sant’Andrea, pois dedicada a Santo André. Foi construída no século XVIII ao lado da Basílica do Crucifixo que data do ano de 987 (torre do lado esquerdo).

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Fachada da Catedral (Duomo) di Amalfi

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Interior da Catedral

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Basílica do Crucifixo
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Claustro do Paraíso

Museu Diocesano no mesmo espaço da catedral

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O lugar mais bonito é a cripta, realmente maravilhosa, com muitos afrescos e detalhes em mármore, esculturas, lustres e candelabros. Fica, por óbvio, embaixo da Catedral e é imperdível!

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Para voltar, o hotel disponibiliza uma van (navetta) que a cada hora desce e sobe levando os hóspedes, bem prático, no estacionamento de ônibus em frente ao porto.

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Porta de entrada em frente a praia
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Via em frente a praia e o porto

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A praia tem um mar lindo, mas a areia é grossa e escura. Detalhe para o cachorrinho deitado com a mulher de toalha rosa!

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Essa área do porto tem a vista frontal da cidade de Amalfi e é linda

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Fachada do Hotel Convento di Amalfi no meio da foto

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De volta ao hotel, antes de jantar, fui conhecer a igreja e o claustro do antigo Convento di Amalfi, no seu interior, muito bonito, basta pegar o elevador para ter acesso.

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Igreja dentro do hotel

À noite resolvi jantar no hotel mesmo, porque não achei bons os restaurantes da cidade e foi uma ótima escolha, comida boa, excelente atendimento e vista espetacular do entardecer e ainda de bônus, como era dia de Santo Antônio, 13 de junho, assistimos a procissão e a queima de fogos de camarote, foi lindo demais!

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Amalfi mais um lugar lindo e inesquecível da maravilhosa Itália!

 

 

 

 

Veneza

Adoro cinema e desde que assisti o filme “Morte em Veneza” de Luchino Visconti há muitos anos (e depois várias vezes) fiquei fascinada por Veneza e sonhava conhecer.

Que cidade! O charme das suas vielas à noite é fascinante, a beleza em qualquer ângulo, tão única, sou completamente apaixonada. Estive em Veneza 3 vezes, em junho de 2013, junho e setembro de 2017. Cada vez fiquei três dias. Todas as vezes me hospedei no Hotel Bauer ou no Il Palazzo Bauer. Considero uma das cidades mais lindas do mundo e imperdível para quem vai a Itália.

As fotos deste post são um mix das viagens que fiz para Veneza.

Sempre cheguei e saí de Veneza de trem, vindo de Milão (2h25m) ou Verona (1h10m). É uma viagem curta, agradável e chegar em Veneza vendo os trilhos rodeados de água é incrível! Na saída da estação de trem Santa Lúcia há duas opções para chegar ao hotel: táxi barco ou vaporetto, o “ônibus” da cidade. Duração do trajeto de 20 a 30 minutos.

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Igreja San Simeone Piccolo – Veneza Santa Lúcia

Como viajo com malas pesadas pego o táxi barco e a beleza já começa aqui. Os barcos são lindos, charmosos, tem o teto retrátil, a gente pode ficar em pé para apreciar os canais, é lindo! Os Hotéis Bauer e Il Palazzo Bauer são em frente ao Grand Canal, localizado no bairro San Marco, tem pier para a parada do táxi, então não precisei carregar as minhas malas. As ruas de Veneza são cortadas por inúmeros canais com pontes e escadas o que dificulta a vida do turista na sua chegada e partida.

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O Hotel Bauer fica a uma curta distância (200m) da Piazza San Marco, o coração de Veneza, é uma localização fantástica, principalmente quem vai pela primeira vez, dá para conhecer muitas atrações a pé e o ponto do vaporetto é muito próximo para se deslocar para os outros bairros e outras ilhas como Murano e Burano.

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Hotel Il Palazzo Bauer – Grand Canal
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Lobby Hotel Bauer – junho 2017
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Sala Il Palazzo Bauer – junho 2013
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Quarto Il Palazzo Bauer – junho 2013
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A minha paixão por escadas
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Terraço do quarto do Hotel Bauer – junho 2017

 

Veneza tem muitos museus interessantes e nas três vezes que fui estava acontecendo La Biennale di Venezia, uma exposição internacional de arte famosa mundialmente, onde além dos pavilhões de exposições, na cidade tem arte por todo o lado, é uma época imperdível. Então vamos começar pelo que eu mais gosto: museus! E um dos meus preferidos é o Collezione Peggy Guggenheim.

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Cadeira onde Peggy sentava com seus cães

O museu Peggy Guggenheim está instalado em um Palazzo, a beira do Grand Canal, do outro lado de San Marco, em Dorsoduro, onde foi a residência da mecenas americana enquanto viveu em Veneza (ela está enterrada junto com seus cachorros no jardim do museu). A sua coleção de arte moderna tem obras de Dali, Miró, Chagall, Magritte, Pollock, Mondrian, Picasso, entre outros.

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La Puie – óleo sobre tela, 1911 – Marc Chagall (1887-1985)

Museu Correr: É o museu municipal. Engloba o museu cívico que narra a história de Veneza, o Museu Arqueológico e a Biblioteca Nacional Marciana. Seu acervo contém pinturas, esculturas, livros e antigos mapas de navegação. Lindo e imperdível! Fica na Piazza San Marco.

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Biblioteca Marciana

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Scuola Grande di San Rocco: é uma confraternidade dedicada a São Roque, fundada em 1478 e tem no seu acervo pinturas de Ticiano e um grande acervo de Tintoretto. Se situa no bairro San Polo e é considerada a “Capela Sistina” de Veneza.

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Ca’ Rezzonico: um dos mais belos e famosos palácios de Veneza, fica em Dorsoduro. Acolhe o Museo del Settecento Veneziano dedicado ao Século XVIII.

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Ca’ Pesaro: outro belíssimo palácio veneziano que abriga a Galleria Internacional de Arte Moderna e o Museu de Arte Oriental. Fica em Santa Croce.

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Palazzo Cini: galleria de arte histórica do colecionador e filantropo, o industrial Vittorio Cini (1885-1977). São pinturas, esculturas, objetos de arte, mobiliário dos séculos XIII a XVI, com destaque para as pinturas renascentistas, objetos de marfim e peças de cobre esmaltadas. Conta também com exposições temporárias. Localização: Campo San Vio, Dorsoduro.

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Exposição de Vik Muniz no Palazzo Cini

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Punta della Dogana: é um museu de arte localizado no prédio da antiga alfândega de Veneza. Só o local já vale a visita porque fica bem na ponta de Dorsoduro, no encontro do Grand Canal com o canal Giudecca, ao lado da Igreja Santa Maria del Salute. O prédio foi restaurado, em troca de um contrato de concessão de seu uso, pelo bilionário francês e colecionador de arte François Henri Pinault (marido da atriz Salma Hayek), CEO da Kering, conglomerado de luxo que possui marcas como Gucci e Saint Laurent. O local abriga exposições de arte moderna. Quando fui, em junho de 2017, estava em exposição as obras de Damien Hirst.

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A exposição “Treasures from the Wreck of the Unbelievable” de Damien Hirst.

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Palazzo Grassi: o prédio pertence à François Pinault, bilionário francês, pai de François Henri e dono do grupo Kering, para abrigar a sua coleção de arte contemporânea. Em junho de 2017 estava em exposição também as obras de Damien Hirst, o britânico nascido em 1965, um dos maiores artistas pop do final do século 20. O palazzo é lindo demais e a exposição da outra parte de Treasures… foi fantástica! Campo San Samuele.

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A altura dessa escultura é impressionante! Tive que me deitar no chão para fotografar.

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Além das exposições nos pavilhões,  gallerias e museus, Veneza em época de Bienal respira arte e em vários locais tem esculturas e instalações. A mais impressionante foi com certeza a obra “Support” do artista italiano Lorenzo Quinn, um alerta sobre o risco do aquecimento global e o aumento no nível do mar, instalada no Hotel Ca’ Sagredo.

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La Bienale di Venezia é a mostra mais importante do cenário de arte contemporânea mundial. Sempre em anos ímpares possui dois locais de exposição: Girdini e Arsenale. O vaporetto tem pontos bem em frente aos locais. No Giardini ficam os pavilhões dos países, com artistas representando o Brasil, Japão, Israel, etc, são mais de 50 países na mostra. O Arsenale é um grande galpão com exposições de vários artistas. Fui nos dois e gostei mais do Arsenale.

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Giardini – Pavilhão Central

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No Arsenale a rua e a área do acesso ao pavilhão é muito bonita, ao lado de um canal.

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A igreja mais importante é a Basílica de San Marco, na piazza de mesmo nome, o coração de Veneza. Considero uma das igrejas mais lindas do mundo. Seu patrimônio artístico é fabuloso. Com muitos mosaicos bizantinos foi inaugurada no ano de 1084. As suas cúpulas são dedicadas a São Leonardo, Emanuel, São Pedro e São João. No Átrio, com entrada à direita, no andar de cima, se encontra o Museu de San Marco, onde possui no seu Tesouro peças de ouro e prata bizantinas, como “a pá de ouro” um retábulo medieval de pedras preciosas.

O patrimônio mais importante do museu, sem dúvida, é o conjunto de 4 cavalos de São Marcos, conhecidos também como Cavalos de Bronze de Constantino, esculturas de bronze banhadas a ouro que foram saqueadas pelos venezianos no ano de 1204 do Hipódromo de Constantinopla (Praça do Hipódromo em Istambul, estive lá!) durante as Cruzadas. Ficaram no terraço da Basílica de 1254 até 1797, quando foram para Paris, roubados por Napoleão Bonaparte. Em 1815, após a Batalha de Waterloo eles retornaram para Veneza, mas estão abrigados das intempéries no interior do Museu. Os cavalos do terraço são cópias.

No museu é proibido fotografar, somente no terraço com as cópias é possível fazer fotos. A fila para entrar na Basílica é de chorar, então comprei um tour guiado em italiano pelo Museu, que dá acesso à Basílica no final, pelo tempo que desejar, com a empresa Get your Guide (ingresso salta fila).

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A Torre do Relógio, a construção mais interessante da Piazza San Marco, do Século XV (ano 1.499) possui um relógio que marca a hora no formato digital, as fases da lua e os signos do zodíaco. Acima a Madonna – Virgem Maria, representa a Igreja, mais acima o Leão, representa a república de Veneza e no ponto mais alto o Sino que representa o tempo, nesta ordem de importância já que o tempo está acima de tudo! Nos lados do Sino estão dois gigantes mouros de bronze com 2,60 m de altura. O da esquerda é o velho, bate o sino 2 minutos antes, significa o tempo que já passou. O da direita, o jovem, bate o sino dois minutos depois, significa o tempo que ainda está por vir. Informações dos sites: http://www.vontadedeviajar.com e http://www.italiaperamore.com

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As duas colunas da Piazza San Marco, em frente ao Grand Canal, o Leão Alado símbolo de San Marco e San Teodoro o antigo padroeiro da cidade.

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As colunas vistas de trás com o Palazzo Ducale

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Il Campanille, a torre da Basílica de San Marco, com quase 100 metros de altura, é uma reconstrução feita em 1912, fiel a original de 1511 que desabou em 1902. Foi nessa torre que Galileu Galilei demonstrou sua invenção, um telescópio, para o Doge de Veneza em 1609.

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Do outro lado do Grand Canal, em Dorsoduro, está a Igreja Santa Maria del Salute, acho que foi a igreja que eu mais fotografei na minha vida, toda vez que passava em frente não resistia, é linda demais!

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Um lugar que eu adorei conhecer em Veneza foi a Libreria Acqua Alta.

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Marido no seu paraíso, pode trancar ele aí e jogar a chave fora

 

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O proprietário Luigi Frizzo a fundou em 2004 e tornou-se uma atração na cidade. São livros novos e usados, alguns antigos não estão a venda, muitos já destruídos servem de decoração, um mix de livraria e antiquário, uma visita imperdível! Endereço: Calle Lunga de Santa Maria Formosa, Campillo del Tintor, logo depois da igreja, perto do museu Grimani.

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A famosa escada de livros

Se tem uma coisa que eu e meu marido amamos fazer em Veneza é andar de gôndola, já fomos quatro vezes, sempre por um trajeto diferente. Para passar embaixo da Ponte dos Suspiros, passeio que eu acho o mais bonito, o melhor é contratar as que estão no pier em frente ao Hotel Danieli (o hotel de Angelina Jolie no filme o Turista). As gôndolas são lindas, adoro aquelas que parecem do Conde Drácula, cheias de frufru de veludo preto e vermelho, com metais dourados.

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Ponte dos Suspiros

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Passeio de Gôndola, lindo demais, tem que fazer!

Em um próximo post vou contar sobre os restaurantes que estive e amei.

Veneza é uma cidade romântica e mágica, um lugar incrível e um dos meus preferidos no mundo, para voltar sempre!

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Junho 2013
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Junho 2017
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Setembro 2017
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Veneza uma das cidades mais lindas do mundo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capri – Itália

Estive em Capri duas vezes. Em junho de 2013, uma diária no Hotel JK Place e em junho de 2017, três diárias no Hotel Quisisana.

Capri é linda demais! Era o lugar preferido do meu marido no mundo até ele conhecer Santorini (esse ano), agora ele não sabe qual deles gosta mais!

Prefiro Capri porque tem mais coisas para ver e fazer e como sou agitada, se adapta mais ao meu perfil. O Hotel Quisisana é maravilhoso, localização perfeita, bem no centrinho da ilha e oferece serviços para a sua comodidade que facilitam muito a vida do hóspede.

Para chegar em Capri só de ferry boat (para os mortais) ou de helicóptero. O caminho mais comum é via Nápoles (fiz isso em 2013) pelo Molo Beverello, o porto do centro da cidade, leva em torno de 40 minutos. Em 2017, como fiz um tour por outras cidades, Nápoles, Sorrento, Positano, Ravello e Amalfi, saí do porto dessa última e levou quase 1 hora. Os barcos parecem ônibus aquáticos, o mesmo tipo de poltronas, só que em filas maiores.

O porto de Amalfi é bem pequeno e a travessia Amalfi/Capri só funciona no verão.

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O barco de Amalfi é bem menor do que o usado em Nápoles e mais lento também.

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Sentei na janela e ia para a parte externa de vez em quando olhar, o trajeto é lindo. O barco fez uma parada em Positano.

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Quando chegamos em Capri, no porto já tem o pessoal do Hotel Quisisana esperando para levar as malas “lá para cima”. Tem duas formas de subir, de táxi e de funicular. Já tinha subido de carro em 2013 (o Hotel JK Place te espera com um carrinho elétrico) então quis conhecer o funicular, é bem legal. Não precisei comprar os tíquetes, o hotel me forneceu.

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A primeira visão de Capri

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O maravilhoso Hotel Quisisana

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O nosso quarto era lindo com vista para a piscina e o mar

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O primeiro lugar que fomos conhecer foi a Villa Jovis. A casa mais bem preservada do Imperador Tibério. Ele possuía outras casas na ilha e governava Roma daqui. A Villa Jovis foi a sua última casa, construída em 27 d.c. morou aqui até a sua morte em 37 d.c.

Do Hotel no centro de Capri até a Villa Jovis tem aproximadamente 2 Km. A caminhada é morro acima já que fica no 2° monte mais alto de Capri, com 334 metro de altura. Estava calor, mais de 30 graus, tem que ter preparo físico.

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O caminho é lindo

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Já dá para ver as ruínas no topo do monte, mas não chegam nunca!

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No final o caminho aperta, tem escadas, quase morri (o marido ótimo!)

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E quando a gente chega, uauuuu, que vista linda!

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A emoção de andar por esses corredores onde viveu Tibério Júlio César Augusto

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Só estava a gente lá e então chegou um rapaz e eu pedi em inglês para ele fazer uma foto nossa. Depois a clássica pergunta: Where are you from? E ele: Brasil!!!! Não é possível!

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Que lugar lindo, valeu muito a pena conhecer, amei!

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Depois, na descida, paramos para tomar uma limonada. Amigos pelo mundo!

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No outro dia fomos conhecer Anacapri, a outra parte da ilha, de mini ônibus, que faz o transporte público normal da ilha, o bilhete compra no terminal da praça central, bem fácil. Chegando em Anacapri, bem em frente ao ponto de ônibus tem o teleférico para ir ao Monte Solaro, o ponto mais alto de Capri com 589 metros.

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Marido já instalado na sua cadeirinha, elas ficam rodando sem parar e os funcionários ajudam a subir.

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Eu não tenho medo de quase nada nessa vida, mas aqui foi difícil! A vista é linda, não tinha vento, mas a cadeira é pequena, balança, é alto demais, leva 1 minuto a travessia, mas que minuto longo que não acabava nunca!

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Quase lá!

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Insira uma legenda

Chegamos! O Monto Solaro tem um promontório com vista para o mar que é a coisa mais linda desse mundo, tem que ir, vale muito a pena!

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Felizes no Monte Solaro

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E as borboletas que se aproximaram nesse momento? Só vimos depois na foto.

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Tem um café muito bom na esplanada, todo florido e com essa vista de babar.

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Estátua do Imperador Augusto César

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E agora para convencer o marido a descer? Não queria de jeito nenhum, ficou com medo

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De novo no centro de Anacapri, fomos na atração que o marido mais queria conhecer, a Villa San Michele. Rogério gosta muito de ler e tinha um tio médico. Uma vez conversando comentaram sobre um médico que tinha uma casa em Capri, por coincidência o Rogério tinha o livro e presenteou o tio. Era a história de Axel Munthe e sua casa, que se chama O Livro de San Michele. Foi um dos primeiros best sellers mundiais e por anos o livro mais lido do mundo, depois da Bíblia e do Corão.

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Axel Munthe era um jovem médico sueco que fugindo do frio de seu país conheceu Capri e se apaixonou pelo lugar e seu clima e decidiu construir uma casa em 1885, sobre os restos de uma antiga capela dedicada a San Michele, em Anacapri.

Compartilhou a sua paixão pela natureza (animais e plantas) com a Rainha Vitória da Suécia que passou temporadas aqui.  Recuperou restos arqueológicos, comprou um terreno para que aves migratórias, que estavam em risco de extinção por causa da caça, tivessem uma área de proteção. Informações do site: http://www.capri.com

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A casa é muito bonita, só que a cereja do bolo é a área externa, que jardins maravilhosos, que vista, que sonho viver em um lugar assim.

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Axel Munthe viveu 56 anos em Capri.

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Realizando um sonho – com a esfinge

A Vila San Michele funciona todos os dias das 9:00 às 18:00 horas e é a segunda atração mais visitada de Capri, só perde para a Gruta Azul.

Na primeira vez que fomos a Capri fizemos um passeio de barco privativo, contratamos no próprio hotel (JK Place) e demos o giro completo pela ilha, com o barco típico chamado Gozzo, foi maravilhoso, lindo demais, mas não conseguimos entrar na Gruta Azul porque o mar estava agitado.

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Barco Gozzo – junho 2013

Com os Faraglioni – rochas que são o cartão postal de Capri

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A cor desse mar

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Conforme o lado da ilha os tons variam de verde e azul

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Então em 2017, fomos almoçar no restaurante Il Riccio, um beach club que fica em cima da gruta. Ambiente descolado, comida maravilhosa e vista incrível, está na categoria tem que ir em Capri.

Detalhe: não costumo pedir para garçom nos fotografar e muito menos nessa “pose” segurando as taças, mas foi um que se ofereceu e ainda disse para a gente fazer assim, então obedecemos, claro, pela gentileza!

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O restaurante Il Riccio tem uma sala para sobremesas, de morrer!

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A vista lá de cima do Il Riccio

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Descemos as escadas, tinha fila, esperamos uns 40 minutos para entrar na Gruta Azul

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O nosso barqueiro era um italiano doido (pleonasmo) e muito engraçado, depois de se abaixar e ter que ficar deitado em um barquinho minúsculo para não bater a cabeça na pedra, entramos! Foi demais!!!

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Que lugar lindo, os barqueiros ficam cantando, é mágico, amei!

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O barqueiro ofereceu para a gente mergulhar, mas não quis, a água é muito gelada, então se você tem interesse em mergulhar/nadar na Gruta Azul, vá à tarde. Muitos dizem que é proibido nadar lá dentro, mas não é. Pela manhã eles não deixam por causa do alto movimento, tem que entrar e sair logo, mas após às 15 horas é bem mais tranquilo, ficamos bastante tempo lá dentro, pessoas nadavam, foi incrível!  A melhor luz é ao meio dia. Fui às 15h e a luz estava linda lá dentro. Detalhe: ajuda se você der uma gorjeta para o barqueiro.

Continuando o nosso passeio por Anacapri, da série não vivo sem igreja, conhecemos uma igreja muito interessante, a San Michele, na Piazza San Nicola

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O seu piso é todo de azulejos pintados, então a gente tem que andar por pequenas passarelas de madeira ao redor para não comprometer a pintura, é muito lindo.

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E a igreja de Santa Sofia de 1510.

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As ruas de Anacapri são muito charmosas, adorei caminhar por lá.

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De volta a Capri, outro lugar lindo é a Via Krupp. Flores pelo caminho, amo!

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Os Jardins de Augusto são terraços floridos com vista para os Faraglioni de um lado e para a Marina Picola e a Via Krupp de outro.

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O industrial alemão Friedrich Alfred Krupp costumava passar o verão em Capri, no início do século XX, mas achava complicado deixar o seu barco na Marina Pícola e subir até o Hotel Quisisana  onde ficava hospedado. Então resolveu construir uma estrada que desse acesso direto da Marina até o Hotel. O engenheiro contratado fez um corte nas rochas e superou uma diferença de 100 metros criando uma das ruas mais espetaculares do mundo! Informações do site: http://www.capri.com

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A Via Krupp é uma série de ruas estreitas que parecem se sobrepor. Hoje ela se encontra fechada por risco de desabamento, então a melhor maneira de ver é de cima, nos Jardins de Augusto, o acesso é a rua lateral ao Hotel Quisisana.

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Capri é toda florida, por todos os lados que se anda a gente encontra vasos com flores, terraços, jardins e as bougainvillea são um espetáculo. Só que tem uma que já virou atração turística e todo mundo quer tirar foto lá, Fica na fachada da loja Eres, na Via Camerelle, a rua do Hotel Quisisana.

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Tem coisa mais linda?

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As lojas de Capri são um charme e a minha preferida é a Carthusia, uma loja de perfumes, sabonetes, cremes e aromatizadores de ambiente que são muito bons!

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E como amo museu, tinha que descobrir um em Capri para visitar. E flores no caminho.

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Museo Diefenbach. Karl Wilhelm Diefenbach pintor expressionista alemão chegou em Capri em 1900 e produziu 300 obras ao longo dos 13 anos que passou na ilha. Pelos herdeiros foram doadas 30 pinturas que estão expostas no refeitório da Certosa de São Giacomo, um antigo mosteiro, desde 1974.

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Passear pelo centrinho de Capri durante o dia é muito bom.

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Só que é à noite que a ilha fica mágica. Piazza Umberto I – La Piazzeta

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Mirante
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Restaurante Ai Faraglioni

E antes do jantar um aperitivo no bar do Quisi, não pode faltar.

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A gastronomia de Capri é maravilhosa, com muitos restaurantes incríveis, forte em frutos do mar ou na sua melhor mistura à la italiana, com massa, é uma perdição, mas, se eu tivesse que escolher um único restaurante para ir ou indicar seria sem dúvida o Da Paolino.

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Na área externa do restaurante, onde ficamos, o céu é de limoeiros. O efeito é tão lindo, tão romântico, foi um jantar muito especial, a comida nem precisava ser boa, mas é. Uma noite de sonho, para guardar na memória para sempre (junho/2013)

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Capri é um lugar incrível, o ideal é ir entre junho e setembro, para dias de verdadeiro “dolce far niente”.

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As igrejas de Palermo

Em setembro de 2017 conheci um dos lugares que eu mais amei na vida, Sicília na Itália. Passei 10 dias conhecendo Palermo, Agrigento, Catânia, Cefalu, Siracusa (Ortígia) e Taormina, foi incrível.

Palermo é a capital da Sicília e era a cidade que eu tinha um pouco de preocupação porque tinha lido algumas coisas assustadoras, como muitos furtos e roubos a turistas.

Felizmente deu tudo certo, Palermo é uma cidade fantástica e li em um blog a seguinte frase “Palermo é um mundo, mas não é para todo mundo” certíssimo! É uma cidade que tem o belo e o feio, o limpo e o sujo, o seguro e o perigoso. Então a gente precisa abstrair algumas coisas para enxergar somente a beleza que é imensa da sua arquitetura, dos seus muitos monumentos e atrações imperdíveis.

Gosto muito de visitar igrejas e sem dúvida as mais lindas igrejas que já conheci foram em Palermo.

Na Piazza Bellini, muito próxima ao hotel que eu fiquei existem três igrejas ao lado da linda Fontana Pretória.

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1 – Santa Maria dell’Amiraglio (Santa Maria do Almirante) na Via Maqueda, é a mais linda igreja do centro de Palermo. Possui esse nome porque foi o Almirante Jorge de Antioquia da frota do Rei Rogério II, no ano de 1.143, que ordenou a sua construção. É  conhecida por Martorana porque no século XV existia no local um convento de monjas beneditinas sob o comando de Eloísa Martorana. Horário: 9:30 às 13:00 e das 15:30 às 17:30 horas.

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Fachada da Igreja Santa Maria d’Amiraglio

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O seu interior é rico em mosaicos bizantinos

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Além dos mosaicos a igreja possui lindos afrescos nos tetos e um incrível trabalho de mármore em baixo relevo nas paredes e colunas

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A mistura dos mosaicos bizantinos com os afrescos resultou em um espetáculo visual maravilhoso

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2 – Igreja de São Cataldo, ao lado da Martorana, tem o seu interior é austero, com uma construção simples e sem adornos que eu achei também linda demais. Do ano 1.154 em estilo árabe normando. Horário: 9:00 às 12:30 e das 15:00 às 18:00 horas.

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3 – Igreja de Santa Caterina, do outro lado da Piazza Bellini, de 1596, em estilo barroco siciliano, dedicada a Santa Catarina de Alexandria. Horário: 9:30 às 13:00 e das 17:00 às 19:00 horas.

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As paredes dessa igreja são de uma beleza indescritível, em mármore baixo relevo, um trabalho impressionante

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Perto do altar tem um medalhão de um cão com uma tocha símbolo da ordem dominicana

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4 – Catedral de Palermo que é para mim a mais linda no seu exterior. A sua fachada é maravilhosa, do ano de 1184. Horário: 9:00 às 17:30 horas.

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No seu interior além da nave central, tem para visitar: a cripta, o tesouro, as tumbas reais e o teto (único que eu não fui).

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Nave Central
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Cripta da Catedral de Palermo

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O tesouro que guarda entre outras peças de grande valor o diadema imperial de Costança de Aragão, do século XII

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As tumbas dos reis da Sicília, em uma parte separada da nave central

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O Duomo (Catedral) de Palermo é dedicada a Assunção da Virgem Maria e o seu estilo é uma mistura do normando ao neoclássico, pois sofreu várias intervenções ao longo da sua história. Abaixo a Capela de Santa Rosália com a urna que contém os restos mortais da Santa Padroeira de Palermo

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Perto do altar, no chão, vemos pequenos mosaicos com símbolos do zodíaco. O conjunto forma uma Meridiana Solar, um método muito utilizado nos séculos XVI e XVII para medição do tempo. O meu signo Escorpião e do marido Leão.

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Em outro post vou mostrar a mais espetacular de todas as Igrejas da Sicília, a Catedral de Monreale, cidade muito próxima a Palermo.

Algumas informações foram retiradas do blog http://www.descobrindoasicilia.com da querida Patrícia Kalil, muito completo e que me ajudou a montar o meu roteiro pela Sicília. Também contratei através do seu site o serviço de transfer Palermo/Catânia que foi ótimo e tive o prazer de conhecê-la pessoalmente, pois mora em Catânia e recomendo muito o seu blog e serviços de extrema competência.

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Adorei Palermo, também em outro post vou falar sobre as muitas atrações dessa linda cidade que valeu a pena conhecer.

 

 

Villa del Balbianello

Dando uma parada nas postagens sobre a Grécia e porque estou na semana de aniversário de casamento me lembrei da viagem de setembro do ano passado para a Itália, especialmente o Lago di Como, onde escolhi para passar a data.

O Lago di Como é uma região belíssima e muito romântica, em setembro já estava bem frio. Bellagio foi uma das bases que fixei para conhecer uma parte do lago que é enorme, a outra foi Cernobbio. Passei dois dias em Bellagio e foi suficiente para conhecer as cidades que eu queria.

O Lago di Como tem um eficiente sistema de transporte por ferry que liga todas as cidades e eu amei. Muito tranquilo e cada trajeto com uma paisagem tão linda, por isso cenário de tantos filmes.

Um dos locais que eu queria muito conhecer (e o marido mais ainda) era a Villa del Balbianello,  que foi residência do explorador Guido Monzino e agora é um museu e local para eventos, fica em Lenno.

De Bellagio a Lenno o ferry leva aproximadamente 30 minutos. Saindo do trapiche de parada segue a pé para esquerda em uma calçada costeando o lago, depois de uns 5 minutos tem um placa indicativa do taxi boat que faz o transporte até a Villa. Dá pra ir a pé pelo morro, em uma trilha, mas, além de não ser fã de trilha, queria chegar na Villa pelo lago onde a vista é muito mais bonita.

No ferry saindo de Bellagio

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Na parte superior externa do ferry

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As paisagens pelo caminho, um sonho

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A calçada que sai do trapiche de Lenno para pegar o taxi boat

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Chegando na Villa del Balbianello

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O local começou a ser ocupado em 1787 pelo Cardeal Ângelo Maria Durini que construiu sua casa, passou por vários períodos de abandono e proprietários até ser comprada em 1974 pelo Conde Guido Monzino, milânes, herdeiro de uma família de negociantes (supermercado).

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Os jardins da casa são espetaculares, lindos, muito bem cuidados e foram cenários de filmes como 007 Cassino Royale e Star Wars II.

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A vista do terraço para o Lago di Como também é linda demais

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Guido Monzini faleceu em 1988 aos 60 anos e quis ser enterrado aqui. Sem herdeiros diretos ele deixou a casa para o Fondo per l’Ambiente Italiano. Hoje a casa funciona como museu onde possui uma rica coleção dos artefatos de suas expedições pelo mundo e também é um local para eventos, principalmente casamentos.

Para visitar os jardins é gratuito, mas para conhecer o interior da casa é necessário comprar um bilhete para visita guiada. Comprei um tour em italiano que tenho razoável compreensão, a guia era muito simpática e forneceu informações bem interessantes, foi excelente. Horário de funcionamento das 10:00 às 18:00 horas, fecha 2ª e 4ª.

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A casa é linda e no piso superior tem a exposição das suas expedições

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A Villa del Balbianello é uma das residências mais bonitas e românticas do Lago di Como, do século XVIII, uma visita imperdível.

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Na volta, a beleza de Lenno e o charme das estações de ferry do Lago di Como

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Para mais informações http://www.fondoambiente.it/luoghi/villa-del-balbianello (Lenno – Tremezzina – Lago di Como)

Hotel Villa D’Este – Lago di Como

Em setembro de 2017 comemorei 20 anos de casada e quis passar em um lugar especial. Escolhi o Hotel Villa d’Este, em Cernobbio, um dos vilarejos do Lago di Como na Itália. Tudo que eu já tinha pesquisado na internet não me preparou para a emoção que foi “ver ao vivo” este hotel. O Villa D’Este é lindo, maravilhoso, espetacular, fantástico…posso ficar aqui digitando adjetivos por horas e não vai ser suficiente. O Hotel é perfeito, pronto! Passei uma diária e achei suficiente, embora seja mais um daqueles hotéis que não dá vontade de sair, mas foi tempo suficiente para desfrutá-lo bem e conhecer a sua villa Cernobbio e a encantadora Como que fica muito próxima, acessível de ferry ou carro. Vamos as fotos?

A fachada do Hotel de frente para o Lago di Como

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A vista do lago do seu jardim

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Reservei pelo http://www.grandluxuryhotels.com um quarto duplo clássico e quando fui fazer o check in recebi um upgrade (para o quarto duplo executivo) prática muito comum quando reservo por este site. O quarto era lindo, com vista para o jardim.

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O banheiro maravilhoso

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O que mais me impressionou neste hotel foi o atendimento. A maioria dos hotéis desse nível tem um ótimo atendimento, mas o Villa d’Este é diferente, todos os funcionários são de uma gentileza incrível, extremamente carinhosos, dá vontade de chorar quando a gente sai de lá, você se sente tão acolhido, como se todos os hóspedes fossem uma só família, adorei!

Como era nosso aniversário de casamento recebemos alguns mimos!

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O mais incrível deste hotel é o jardim todo florido com uma fonte e paredes de mosaicos, estátuas, gazebos, um sonho

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Juro que a gente não combinou as roupas, foi coincidência fashion mesmo!

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A piscina era linda, suspensa no lago, embora seja aquecida, em setembro já estava frio para entrar.

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Pedi para o concierge um passeio de barco privativo e foi uma experiência maravilhosa, além dos cenários de babar do lago, o barco era ótimo e o barqueiro Paolo gentilíssimo, simpático, culto, foi contando várias histórias sobre as casas e villas, o marido já ficou amigo e passou a ser ajudante, amamos.

 

O Hotel tem um pier próprio

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As paisagens de tirar o fôlego de um dos lugares mais lindos da Itália

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Impossível não bater 5.796.876 fotos

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E no final do passeio, Paolo acelera para dar “emoção”  e manobra o barco em frente ao Hotel para esta foto clássica

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A noite, drink no jardim do hotel e depois jantar

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Fiz essa foto assim que abriu o restaurante do hotel

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Jantar maravilhoso no restaurante Veranda com sobremesa preparada na mesa

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No final, registrar a arquitetura e decoração maravilhosas desse hotel lindo demais

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O prédio foi construído em 1568 para ser a residência de verão do Cardeal Tolomeo Gallio e foi transformado em hotel em 1873.

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O Hotel Villa d’Este é um dos hotéis mais lindos do mundo, em cenário de sonho, vale conhecer pelo menos uma vez na vida, experiência para nunca esquecer!

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