É preciso estar preparado para gostar de Nápoles. Estudar muito, tomar algumas precauções. Confesso que fui tensa para lá, não é o que se espera de uma viagem de férias, mas tinha tanta vontade de conhecer que superei o medo e a insegurança e arrisquei. E gostei muito!
É uma Itália diferente, não é uma cosmopolita Milão, uma mágica Veneza, uma histórica Florença ou uma maravilhosa Roma. Tem problemas, ruas sujas, paredes pichadas, imóveis mal cuidados, muitas notícias de furtos a turistas, becos escuros e que dão má impressão. Parafraseando o que li sobre Palermo, Nápoles é um mundo, mas não é para todo mundo.
Esqueça lojas de grifes, restaurantes badalados, ruas charmosas. Nápoles tem história, muita e fui atrás disso. Tem Pompéia ao lado, eram esses os meus objetivos. E foram superados por uma arquitetura bonita, lindas igrejas, povo simpático e o incrível Museu Arqueológico Nacional que só por ele, a viagem para mim já valeu.
A hospedagem foi um caso sério, fiz e cancelei várias reservas até me decidir pelo hotel. Nápoles tem poucas opções de bons hotéis e são distantes do centro histórico e como só tinha dois dias na cidade não valia a pena ficar longe. Então resolvi reservar um que é moderno, em frente ao Porto e perto das atrações. Optei pelo Hotel Romeo e foi fantástico, adorei.
Foto do Site Eureka Reservation – LobbyFoto do Site Eureka ReservationVista do rooftop do Hotel Romeo
Então vamos logo ao motivo da minha ida à Napoles, o Museu Arqueológico Nacional. Funciona das 9:00 às 19:30 horas. Fecha 3ª feira. Uma das maiores coleções de artefatos greco-romano do mundo.
O prédio do museu é lindo, estava bem vazio, foi uma visita muito tranquila, dá para apreciar bem as obras e fotografar sem ter dezenas de pessoas na frente. No piso térreo se encontra a Coleção Farnese com esculturas greco-romanas.
No mezanino a coleção de mosaicos
No Gabineto Segreto a Coleção de Arte Erótica
No 1° andar, na Sala Meridiana, antiga Biblioteca Real, a Grande Sala do Relógio Solar.
Também no primeiro andar estão as descobertas de Pompéia e Herculano. Apesar de ter ido a Pompéia a importância está no fato de que aqui as peças são mais bem preservadas, os maravilhosos afrescos que foram retirados de Pompéia para a sua conservação.
Foi uma emoção muito grande ter visto tantas peças de importância histórica. O Museu Arqueológico de Nápoles é uma visita imperdível e pode ser feita em um bate e volta de Roma.
Uma das coisas pitorescas de Nápoles é a Rua dos Presépios. Durante todo o ano e não só na época de Natal, a Via de San Gregório Armeno possui dezenas de lojas que vendem presépios. De todos os tipos e tamanhos. O interessante é que não são só de motivos religiosos, mas também de caricaturas, comédias, ou seja, no lugar dos personagens originais, tem com jogadores de futebol, artistas, palhaços, enfim, infinitas opções, ficando a cargo da criatividade dos artistas.
Na parte de fora das lojas ficam as peças mais simples, mais baratas. Já no interior das lojas ficam as peças mais elaboradas, assinadas por artistas e que são lindas, mas dessas os vendedores não gostam que façam fotografias, muitas tem os cartazes de proibido fotografar.
Infelizmente não comprei nenhum presépio, uma pena porque amo. Estava no início da minha viagem de 22 dias e Nápoles foi o primeiro destino. Também não gostei de nenhum presépio pequeno, os que eu gostei eram grandes, pesados e caros. Despachar para o Brasil é uma prática que ainda não adotei, acho que pode ser taxado e ficar ainda mais caro o produto. Então foi só para apreciar mesmo.
Na Rua dos presépios visitamos a Basílica de San Lorenzo Maggiore, na Piazza San Gaetano, do século XIII, uma obra prima do gótico francês. Nessa igreja encontra-se o túmulo de Catarina da Áustria, Sua fachada estava em restauro.
Outra atração imperdível é o Palácio Real. Do ano de 1600 serviu de residência para os reis de Nápoles. Fica na Piazza del Plebiscito e funciona das 9:00 às 19:00 horas e fecha 4ª feira.
O Palácio é lindo e de 1806 a 1815 foi enriquecido com adornos trazidos do Palácio de Tuileries em Paris por Carolina Bonaparte, irmã de Napoleão, rainha consorte de Nápoles.
A Sala do trono é a atração principal do palácio
Junto com a Capela Real que é belíssima
Cada canto do palácio é uma festa para os olhos. Considero o Palácio Real de Nápoles no seu interior muito mais bonito que Versalhes.
A Piazza del Plebiscito onde fica o Palácio Real, possui 25.000 m2 e tem a Basília de San Francesco di Paola, que infelizmente não pude visitar porque estava acontecendo um casamento e o Palazzo della Prefettura.
Após conhecer a praça e o palácio, com o calor de junho napolitano, precisei de um “sorvetinho” do café Gambrinus, na Piazza Plesbiscito, um local histórico desde 1860.
Perto do Palácio e da Piazza del Plebiscito fica a Galleria Umberto I , um centro comercial que lembra muito a Galleria Vitorio Emanuele de Milão.
Contratei um passeio guiado a Pompeia (que ficará para outro post) com a empresa Viator tendo a simpática Simone como guia, uma napolitana muito querida que primeiro fez um rápido giro por alguns locais da cidade e então conhecemos o bairro de Posillipo, que fica no alto de uma colina e tem uma vista linda da cidade.
E também visitamos o Duomo do Nápoles.
A Catedral de Nápoles é dedicada a San Gennaro, o santo padroeiro da cidade. Seu estilo arquitetônico é o gótico e foi construída no século XIII no local de uma antiga igreja do ano 570.
A Capela de San Gennaro possui obras de arte e afrescos lindos
Muito próximo a Piazza del Plesbiscito onde fica o palácio real se encontra o Castel Nuovo. Construído em 1279 para ser a residência dos reis de Nápoles, depois se tornou uma fortaleza e hoje é usado como escritório de governo. Não visitei o seu interior.
Outro local de residência real é o Castel Dell’Ovo, do ano 1154, que hoje pertence as forças armadas, fica no Borgo Marinari e o seu interesse é realmente só arquitetônico externo. Passei por ele e pude admirar a sua beleza, mas não consegui uma foto boa.
Foto do Site Notícias da Bota
Um lugar que fomos almoçar e adorei, então indico é o San Carlo 17. Ambiente muito agradável e comida deliciosa, pedimos frutos do mar e os camarões estavam ótimos. Na Via San Carlo, 17, próximo ao Teatro Ópera San Carlo.
Fachada do Teatro de San Carlo
Na última noite resolvemos jantar no Hotel Romeo, onde ficamos hospedados. No rooftop tem um restaurante gourmet maravilhoso “Il Comandante” com 1 estrela Michelin, amei! A decoração tem inspiração asiática, linda e o atendimento nota 10.
Couvert do Restaurante Il Comandante
Exemplos da belíssima arquitetura napolitana
Após o choque inicial, percebi que Nápoles é uma cidade bonita, muito mais segura que a maioria das cidades brasileiras, tem várias atrações interessantes (dois dias foi pouco) e uma história rica que vale a pena ser visitada.
Geograficamente Sorrento não pertence a Costa Amalfitana, já que fica na região da Campânia e faz parte da Província de Nápoles. Foi a primeira vez por essa região belíssima e não tinha certeza se deveria incluir Sorrento, mas, resolvi arriscar e não me arrependi.
Amei Sorrento, é linda demais e achei muito melhor do que Amalfi, voltaria a Sorrento com certeza, não vejo sentido voltar a Amalfi.
Saí de Nápoles (onde fiquei dois dias) com um transfer que contratei no Hotel Romeo. Apesar de haver ligação de trem entre Nápoles e Sorrento achei mais confortável viajar de carro. Só não sabia que seria tão divertido! Nosso motorista Mário Calabrese, um napolitano muito gentil é cantor, com CD gravado, então fomos conversando, rindo e cantando durante todo o percurso, foi maravilhoso! Como era 10 de junho de 2017, um sábado, havia muito engarrafamento e o super Mário conhecia alguns desvios que economizaram o tempo do nosso percurso, cuja distância é de aproximadamente 50 km.
Detalhe: Mário foi o motorista da atriz Júlia Roberts quando fez o filme Comer, Rezar e Amar e de Tom Cruise e Mel Streep quando estiveram em Nápoles, só celebridades!
Com o querido Mário Calabrese nosso motorista cantor
Me hospedei por uma diária, tempo suficiente para conhecer Sorrento, que é bem pequena (tem 10 km2 e 15.600 habitantes), no Hotel Bellevue Syrene. Que hotel maravilhoso, amei! Fica em uma encosta e tem um elevador privativo que dá acesso a praia, incrível! Site: http://www.bellevue.it
O hotel tem uma praia privativa com decks e serviço de espreguiçadeira, toalhas, drinks, petiscos, fui só para conhecer porque queria passear pela cidade. O mar é lindo, transparente em tons de verde e azul, a areia como sempre escura e grossa e no mar em forma de cascalho.
O quarto era excelente, amplo, claro com uma sacada e um terraço enorme de frente para o mar, espreguiçadeiras, fiquei tomando sol aqui, uma vista maravilhosa.
As áreas comuns do hotel são lindas demais! Parece um palácio, mas com a leveza que pede a Costa Amalfitana.
Resolvi almoçar no hotel porque não podia perder aquela vista de jeito nenhum. O Hotel Bellevue tem um restaurante – La Pérgola, um terraço com vista total de frente para o mar, comida e serviço de excelência. Já tinha reservado para o jantar e amei almoçar aqui, só na contemplação.
Almoçar com essa vista para o Golfo de Nápoles e o Vesúvio ao fundo, um sonho!
As cores e sabores da maravilhosa Itália.
Depois fomos passear pela cidade que é uma graça, suas ruazinhas charmosas, cheias de lojas de louças, tudo com o tema de limão siciliano, fiquei louca aqui, mais lojas de sabonetes, tecidos, roupas, comidas, as balas de limão então, são de matar de boas.
No entorno da praça central – Piazza Tasso na Corso Itália
Daí, passeando, encontramos essa igreja enfeitada e vários turistas parados, olhando, pensei: vou ficar para esperar a noiva.
E ela apareceu, linda! Fique tão emocionada! Sempre choro em casamento, de pena da noiva, rsrsrs.
Igreja de Santa Maria del Carmine na Piazza TassoFé e devoção em cada canto da cidade
Uma parada para um sorvete e um aperitivo em um dos muitos restaurantes da praça
E umas comprinhas, marido adorou um blazer e o dono veio todo simpático vender, já ficaram amigos, contou que ele mesmo produz as peças: blazers (que não amassam) e sapatos. A elegância do italiano é incrível.
Cada rua de Sorrento uma descoberta maravilhosa
Piazza della Vitória
De volta para o hotel, aproveitar a Golden Hour e o jantar
No outro dia, o café da manhã é servido na Sala Pompeiana, com afrescos e mosaicos com inspiração/réplica de Pompéia.
O terraço do café da manhã não poderia ser mais lindo e essa vista do Golfo de Nápoles e do Vulcão Vesúvio de tirar o fôlego!
Sorrento foi uma maravilhosa surpresa, é uma delícia passear pelas suas ruas alegres e coloridas, não imaginava que iria gostar tanto, lugar lindo que deixou saudade, vontade de voltar logo!
Continuando a viagem de junho de 2017 pela Costa Amalfitana, sobre Capri você lê aqui Capri – Itália, e aqui Amalfi, depois de Sorrento chegamos em Positano.
Me hospedei por uma diária no Hotel Sirenuse, bem no centro de Positano. Estava em dúvida se me hospedava aqui ou no Il San Pietro di Positano um hotel um pouco afastado e que possui uma van para transporte dos hóspedes. Quando fomos embora de Positano o motorista do transfer nos levou no Il San Pietro para conhecer e fiquei apaixonada, é lindo demais, achei uma ótima opção e tenho vontade de ficar lá na próxima vez, só que neste hotel, no mês de junho (alta temporada) o mínimo é de três diárias.
Como eu e o meu marido não gostamos de alugar carro sempre viajamos de trem, mas pela Costa Amalfitana é impossível, só existe trem até Sorrento e depois para Salerno. Entre Positano, Amalfi e Ravello só de carro mesmo, então contratei transfer nos hotéis. Mesmo para ir de Nápoles a Sorrento que tem linha de trem, resolvi contratar transfer, é muito mais cômodo. Dirigir pela Costa Amalfitana na alta temporada é uma loucura, não teria condição, as estradas são muito estreitas, tem muito engarrafamento, e como a vista é linda demais, sem a preocupação de dirigir, dá para aproveitar muito, além de ser mais seguro. Com a vantagem de que o motorista conhece todos os refúgios pelo caminho da Costiera Amalfitana para fotos.
O Hotel Sirenuse é lindo demais! Positano fica em uma encosta, a cidade é toda empoleirada e o hotel fica a poucos passos da praia, do centrinho, das suas vielas charmosas cheias de lojas e restaurantes, amei ter me hospedado aqui e recomendo.
Sirenes ou Sirenas são criaturas da mitologia grega. Metade pássaro, metade mulher, atraíam os marinheiros com o seu canto ou música (harpa/flauta) para depois os matarem. Posteriormente, na idade média é que surgiu a lenda da Sereia (metade peixe, metade mulher).
A linda vista do Hotel SirenuseÁrea da piscina e onde se toma o café da manhãO Lobby do Hotel Sirenuse
O nosso quarto era simplesmente incrível e tinha uma sacada com uma vista de sonho, foi maravilhoso.
Saindo do hotel (que não dá vontade rsrsrs) fomos passear por Positano. A única atração da cidade que tem 8 Km2 e população de 3.862 habitantes é a Igreja de Santa Maria Assunta, com a linda cúpula que é colada ao Sirenuse.
O centrinho de Positano é um pequeno labirinto de ruas charmosas, floridas, com lojas lindas e tudo com o limão siciliano de protagonista. Por onde se olha tem licor, sabonete, tecidos, louças tendo como tema o limão, tudo lindo demais, uma festa para os olhos e uma tentação para o bolso! Comprei um tecido de limão siciliano com fundo azul para fazer jogo americano, mas quando voltei para casa achei tão lindo que quero fazer um vestido (não fiz ainda, não consigo decidir o modelo).
São centenas de pessoas andando para cima e para baixo nas suas ruazinhas lindas
Em Positano tem algumas Galerias de Arte bem interessantes
Fomos almoçar na praia, que como Amalfi, tem a areia grossa e escura, perto do mar é como um cascalho. O mar é lindo! O restaurante Chez Black é em frente a praia e a comida é maravilhosa, desde 1949 faz parte da história local. Site: http://www.chezblack.it
O charme da louça
No entorno do Hotel Sirenuse a vista e as flores são incríveis
Final de tarde voltamos para o hotel e fomos no Champagne & Oyester Bar para um aperitivo e depois jantamos no La Sponda, que no verão tem mesas na área da piscina, com músicos.
Vista de cima do lounge bar para a piscina e mesas do restaurante
O restaurante La Sponda é padrão gourmet com atendimento impecável
Música ao vivo no jantar, bom demais
Jantar com essa vista, cenário de sonho!
Para terminar não pode faltar o limoncello
No outro dia, café da manhã com essa vista porque a beleza não cansa
Detalhes dos mosaicos do Hotel Sirenuse
Indo embora passamos então pelo Hotel Il San Pietro de Positano, porque era caminho para Amalfi/Ravello. Foi o motorista do transfer que nos levou lá, não pedimos, disse que queria nos mostrar um lugar lindo, adorei! O hotel fica abaixo do nível da estrada com esse visual fantástico!
O Lobby do Hotel Il San Pietro di Positano
A área externa do Hotel Il San Pietro é um sonho, com bancos de azulejos e vista para a cidade linda demais, fico imaginando à noite como deve ser incrível aqui.
Positano é linda demais, deixou saudade, louca para voltar!
Em junho de 2017 fiz uma viagem para a Itália de 22 dias e passei 7 dias na Costa Amalfitana. Comecei por Sorrento, depois fui a Positano, Ravello, Amalfi e Capri. Em Capri me hospedei por três diárias, o post você lê aqui Capri – Itália, nas outras uma diária cada.
O mais prático é escolher uma ou duas cidades para fazer de base e conhecer as outras em passeios durante o dia, mas eu queria me hospedar em cada uma delas, sentir a sua atmosfera à noite e apesar de ser cansativo ficar trocando de hotel não me arrependi, conheci bem tudo, pois são pequenas e um dia e uma noite é suficiente (menos Capri).
Hoje se fosse repetir a Costa Amalfitana (pretendo pois considero um dos lugares mais lindos do mundo), não ficaria em Amalfi, pois de todas as cidades é a menor, dá para conhecer em uma tarde, por exemplo, e a sua noite é bem parada, então não recomendo se hospedar, melhor ficar em Positano que é perto, ou Ravello que é maravilhosa e ir lá passear.
Me hospedei no NH Collection Grand Hotel Convento di Amalfi, na Via Annunziatella. Como o nome já diz, o hotel era um antigo convento, tem uma igreja e um claustro dentro que pode ser visitado a qualquer hora pelos hóspedes, um lugar lindo, a vista de cinema, já que o hotel fica no alto.
O corredor que liga o prédio do hotel à piscina era todo de bougainvilles lindo demais!
A vista lá de cima, um sonho!
Almoçamos no restaurante da piscina e estava excelente.
As áreas comuns do hotel eram bem modernas, amplas e arejadas
O nosso quarto era muito bom e confortável.
O terraço do quarto era maravilhoso, enorme. E a vista? Não dava vontade de sair!
A vista do quarto
O Hotel Convento di Amalfi fica a 600 m do Duomo, na praça principal da cidade. Pelo mapa o hotel parecia um pouco longe, já que fica no alto, em um morro, mas não, é muito perto e tem uma via, se chama salita, que corta o morro que sai do hotel e conecta direto na praça central, uma descida muito legal com uma vista incrível.
Para baixo todo santo ajudaChegando na praça central
A praça central de Amalfi tem muitas lojas e restaurantes lotados, uma fonte e a atração principal: o Duomo, a sua Catedral que é linda e imperdível.
O Duomo di Amalfi é composto por um complexo que inclui a igreja (catedral), o museu diocesano, o claustro, a basílica do crucifixo e a cripta. Se chama Cattedrale di Sant’Andrea, pois dedicada a Santo André. Foi construída no século XVIII ao lado da Basílica do Crucifixo que data do ano de 987 (torre do lado esquerdo).
Fachada da Catedral (Duomo) di Amalfi
Interior da Catedral
Basílica do CrucifixoClaustro do Paraíso
Museu Diocesano no mesmo espaço da catedral
O lugar mais bonito é a cripta, realmente maravilhosa, com muitos afrescos e detalhes em mármore, esculturas, lustres e candelabros. Fica, por óbvio, embaixo da Catedral e é imperdível!
Para voltar, o hotel disponibiliza uma van (navetta) que a cada hora desce e sobe levando os hóspedes, bem prático, no estacionamento de ônibus em frente ao porto.
Porta de entrada em frente a praiaVia em frente a praia e o porto
A praia tem um mar lindo, mas a areia é grossa e escura. Detalhe para o cachorrinho deitado com a mulher de toalha rosa!
Essa área do porto tem a vista frontal da cidade de Amalfi e é linda
Fachada do Hotel Convento di Amalfi no meio da foto
De volta ao hotel, antes de jantar, fui conhecer a igreja e o claustro do antigo Convento di Amalfi, no seu interior, muito bonito, basta pegar o elevador para ter acesso.
Igreja dentro do hotel
À noite resolvi jantar no hotel mesmo, porque não achei bons os restaurantes da cidade e foi uma ótima escolha, comida boa, excelente atendimento e vista espetacular do entardecer e ainda de bônus, como era dia de Santo Antônio, 13 de junho, assistimos a procissão e a queima de fogos de camarote, foi lindo demais!
Amalfi mais um lugar lindo e inesquecível da maravilhosa Itália!
Adoro cinema e desde que assisti o filme “Morte em Veneza” de Luchino Visconti há muitos anos (e depois várias vezes) fiquei fascinada por Veneza e sonhava conhecer.
Que cidade! O charme das suas vielas à noite é fascinante, a beleza em qualquer ângulo, tão única, sou completamente apaixonada. Estive em Veneza 3 vezes, em junho de 2013, junho e setembro de 2017. Cada vez fiquei três dias. Todas as vezes me hospedei no Hotel Bauer ou no Il Palazzo Bauer. Considero uma das cidades mais lindas do mundo e imperdível para quem vai a Itália.
As fotos deste post são um mix das viagens que fiz para Veneza.
Sempre cheguei e saí de Veneza de trem, vindo de Milão (2h25m) ou Verona (1h10m). É uma viagem curta, agradável e chegar em Veneza vendo os trilhos rodeados de água é incrível! Na saída da estação de trem Santa Lúcia há duas opções para chegar ao hotel: táxi barco ou vaporetto, o “ônibus” da cidade. Duração do trajeto de 20 a 30 minutos.
Igreja San Simeone Piccolo – Veneza Santa Lúcia
Como viajo com malas pesadas pego o táxi barco e a beleza já começa aqui. Os barcos são lindos, charmosos, tem o teto retrátil, a gente pode ficar em pé para apreciar os canais, é lindo! Os Hotéis Bauer e Il Palazzo Bauer são em frente ao Grand Canal, localizado no bairro San Marco, tem pier para a parada do táxi, então não precisei carregar as minhas malas. As ruas de Veneza são cortadas por inúmeros canais com pontes e escadas o que dificulta a vida do turista na sua chegada e partida.
O Hotel Bauer fica a uma curta distância (200m) da Piazza San Marco, o coração de Veneza, é uma localização fantástica, principalmente quem vai pela primeira vez, dá para conhecer muitas atrações a pé e o ponto do vaporetto é muito próximo para se deslocar para os outros bairros e outras ilhas como Murano e Burano.
Hotel Il Palazzo Bauer – Grand CanalLobby Hotel Bauer – junho 2017Sala Il Palazzo Bauer – junho 2013Quarto Il Palazzo Bauer – junho 2013A minha paixão por escadasTerraço do quarto do Hotel Bauer – junho 2017
Veneza tem muitos museus interessantes e nas três vezes que fui estava acontecendo La Biennale di Venezia, uma exposição internacional de arte famosa mundialmente, onde além dos pavilhões de exposições, na cidade tem arte por todo o lado, é uma época imperdível. Então vamos começar pelo que eu mais gosto: museus! E um dos meus preferidos é o Collezione Peggy Guggenheim.
Cadeira onde Peggy sentava com seus cães
O museu Peggy Guggenheim está instalado em um Palazzo, a beira do Grand Canal, do outro lado de San Marco, em Dorsoduro, onde foi a residência da mecenas americana enquanto viveu em Veneza (ela está enterrada junto com seus cachorros no jardim do museu). A sua coleção de arte moderna tem obras de Dali, Miró, Chagall, Magritte, Pollock, Mondrian, Picasso, entre outros.
La Puie – óleo sobre tela, 1911 – Marc Chagall (1887-1985)
Museu Correr: É o museu municipal. Engloba o museu cívico que narra a história de Veneza, o Museu Arqueológico e a Biblioteca Nacional Marciana. Seu acervo contém pinturas, esculturas, livros e antigos mapas de navegação. Lindo e imperdível! Fica na Piazza San Marco.
Biblioteca Marciana
Scuola Grande di San Rocco: é uma confraternidade dedicada a São Roque, fundada em 1478 e tem no seu acervo pinturas de Ticiano e um grande acervo de Tintoretto. Se situa no bairro San Polo e é considerada a “Capela Sistina” de Veneza.
Ca’ Rezzonico: um dos mais belos e famosos palácios de Veneza, fica em Dorsoduro. Acolhe o Museo del Settecento Veneziano dedicado ao Século XVIII.
Ca’ Pesaro: outro belíssimo palácio veneziano que abriga a Galleria Internacional de Arte Moderna e o Museu de Arte Oriental. Fica em Santa Croce.
Palazzo Cini: galleria de arte histórica do colecionador e filantropo, o industrial Vittorio Cini (1885-1977). São pinturas, esculturas, objetos de arte, mobiliário dos séculos XIII a XVI, com destaque para as pinturas renascentistas, objetos de marfim e peças de cobre esmaltadas. Conta também com exposições temporárias. Localização: Campo San Vio, Dorsoduro.
Exposição de Vik Muniz no Palazzo Cini
Punta della Dogana: é um museu de arte localizado no prédio da antiga alfândega de Veneza. Só o local já vale a visita porque fica bem na ponta de Dorsoduro, no encontro do Grand Canal com o canal Giudecca, ao lado da Igreja Santa Maria del Salute. O prédio foi restaurado, em troca de um contrato de concessão de seu uso, pelo bilionário francês e colecionador de arte François Henri Pinault (marido da atriz Salma Hayek), CEO da Kering, conglomerado de luxo que possui marcas como Gucci e Saint Laurent. O local abriga exposições de arte moderna. Quando fui, em junho de 2017, estava em exposição as obras de Damien Hirst.
A exposição “Treasures from the Wreck of the Unbelievable” de Damien Hirst.
Palazzo Grassi: o prédio pertence à François Pinault, bilionário francês, pai de François Henri e dono do grupo Kering, para abrigar a sua coleção de arte contemporânea. Em junho de 2017 estava em exposição também as obras de Damien Hirst, o britânico nascido em 1965, um dos maiores artistas pop do final do século 20. O palazzo é lindo demais e a exposição da outra parte de Treasures… foi fantástica! Campo San Samuele.
A altura dessa escultura é impressionante! Tive que me deitar no chão para fotografar.
Além das exposições nos pavilhões, gallerias e museus, Veneza em época de Bienal respira arte e em vários locais tem esculturas e instalações. A mais impressionante foi com certeza a obra “Support” do artista italiano Lorenzo Quinn, um alerta sobre o risco do aquecimento global e o aumento no nível do mar, instalada no Hotel Ca’ Sagredo.
La Bienale di Venezia é a mostra mais importante do cenário de arte contemporânea mundial. Sempre em anos ímpares possui dois locais de exposição: Girdini e Arsenale. O vaporetto tem pontos bem em frente aos locais. No Giardini ficam os pavilhões dos países, com artistas representando o Brasil, Japão, Israel, etc, são mais de 50 países na mostra. O Arsenale é um grande galpão com exposições de vários artistas. Fui nos dois e gostei mais do Arsenale.
Giardini – Pavilhão Central
No Arsenale a rua e a área do acesso ao pavilhão é muito bonita, ao lado de um canal.
A igreja mais importante é a Basílica de San Marco, na piazza de mesmo nome, o coração de Veneza. Considero uma das igrejas mais lindas do mundo. Seu patrimônio artístico é fabuloso. Com muitos mosaicos bizantinos foi inaugurada no ano de 1084. As suas cúpulas são dedicadas a São Leonardo, Emanuel, São Pedro e São João. No Átrio, com entrada à direita, no andar de cima, se encontra o Museu de San Marco, onde possui no seu Tesouro peças de ouro e prata bizantinas, como “a pá de ouro” um retábulo medieval de pedras preciosas.
O patrimônio mais importante do museu, sem dúvida, é o conjunto de 4 cavalos de São Marcos, conhecidos também como Cavalos de Bronze de Constantino, esculturas de bronze banhadas a ouro que foram saqueadas pelos venezianos no ano de 1204 do Hipódromo de Constantinopla (Praça do Hipódromo em Istambul, estive lá!) durante as Cruzadas. Ficaram no terraço da Basílica de 1254 até 1797, quando foram para Paris, roubados por Napoleão Bonaparte. Em 1815, após a Batalha de Waterloo eles retornaram para Veneza, mas estão abrigados das intempéries no interior do Museu. Os cavalos do terraço são cópias.
No museu é proibido fotografar, somente no terraço com as cópias é possível fazer fotos. A fila para entrar na Basílica é de chorar, então comprei um tour guiado em italiano pelo Museu, que dá acesso à Basílica no final, pelo tempo que desejar, com a empresa Get your Guide (ingresso salta fila).
A Torre do Relógio, a construção mais interessante da Piazza San Marco, do Século XV (ano 1.499) possui um relógio que marca a hora no formato digital, as fases da lua e os signos do zodíaco. Acima a Madonna – Virgem Maria, representa a Igreja, mais acima o Leão, representa a república de Veneza e no ponto mais alto o Sino que representa o tempo, nesta ordem de importância já que o tempo está acima de tudo! Nos lados do Sino estão dois gigantes mouros de bronze com 2,60 m de altura. O da esquerda é o velho, bate o sino 2 minutos antes, significa o tempo que já passou. O da direita, o jovem, bate o sino dois minutos depois, significa o tempo que ainda está por vir. Informações dos sites: http://www.vontadedeviajar.com e http://www.italiaperamore.com
As duas colunas da Piazza San Marco, em frente ao Grand Canal, o Leão Alado símbolo de San Marco e San Teodoro o antigo padroeiro da cidade.
As colunas vistas de trás com o Palazzo Ducale
Il Campanille, a torre da Basílica de San Marco, com quase 100 metros de altura, é uma reconstrução feita em 1912, fiel a original de 1511 que desabou em 1902. Foi nessa torre que Galileu Galilei demonstrou sua invenção, um telescópio, para o Doge de Veneza em 1609.
Do outro lado do Grand Canal, em Dorsoduro, está a Igreja Santa Maria del Salute, acho que foi a igreja que eu mais fotografei na minha vida, toda vez que passava em frente não resistia, é linda demais!
Um lugar que eu adorei conhecer em Veneza foi a Libreria Acqua Alta.
Marido no seu paraíso, pode trancar ele aí e jogar a chave fora
O proprietário Luigi Frizzo a fundou em 2004 e tornou-se uma atração na cidade. São livros novos e usados, alguns antigos não estão a venda, muitos já destruídos servem de decoração, um mix de livraria e antiquário, uma visita imperdível! Endereço: Calle Lunga de Santa Maria Formosa, Campillo del Tintor, logo depois da igreja, perto do museu Grimani.
A famosa escada de livros
Se tem uma coisa que eu e meu marido amamos fazer em Veneza é andar de gôndola, já fomos quatro vezes, sempre por um trajeto diferente. Para passar embaixo da Ponte dos Suspiros, passeio que eu acho o mais bonito, o melhor é contratar as que estão no pier em frente ao Hotel Danieli (o hotel de Angelina Jolie no filme o Turista). As gôndolas são lindas, adoro aquelas que parecem do Conde Drácula, cheias de frufru de veludo preto e vermelho, com metais dourados.
Ponte dos Suspiros
Passeio de Gôndola, lindo demais, tem que fazer!
Em um próximo post vou contar sobre os restaurantes que estive e amei.
Veneza é uma cidade romântica e mágica, um lugar incrível e um dos meus preferidos no mundo, para voltar sempre!
Junho 2013Junho 2017Setembro 2017Veneza uma das cidades mais lindas do mundo
New York foi a minha cidade preferida no mundo quando eu tinha vinte e poucos anos. O tempo passou, conheci a Europa, me apaixonei por Paris e “esqueci” NYC. Este ano resolvi voltar, fazia 20 anos que não ia, como o tempo passa e rápido! Me hospedei por 8 dias, na segunda quinzena de março de 2018, no Hotel Península. Estava frio, dias lindos de sol e céu azul, um dia com neve para recordar o Natal de 1995, primeira viagem que fiz com o meu marido, foi muito bom!
A NYC de hoje está diferente de 20 anos atrás, confesso que fiquei um pouco decepcionada. Bairros como Soho e Village perderam o seu charme, mas a cidade continua firme e forte e cada vez melhor no quesito gastronomia. Comi maravilhosamente bem em todos os lugares que fui e por isso os recomendo, vamos lá?
1 – Nusr-et: A Steak House do “turco do sal”, o Chef celebridade que tem um jeito de salgar a carne, revirando a mão que é sensação! Ambiente lindo, atendimento muito simpático e, claro, carnes deliciosas, fui para almoçar e amei! 60 W, 53rd St. Site: http://www.nusr-et.com.tr
2 – The Nomad: restaurante do The Nomad Hotel, tem vários ambientes, todos lindos, ficamos no Fireplace (lareira). Lotado, gente bonita, comida boa (crudités e pato), local imperdível. O bar também é ótimo, adorei! 1170, Broadway & 28th St. Site: http://www.thenomadhotel.com
3 – The Oyester Bar: primeiro lugar que fomos almoçar em NYC juntos, em 1995 e adoramos, retornamos em 2018 e continua excelente, uma instituição na cidade, na Grand Central Station. Famoso pelas ostras e todos os peixes e frutos do mar são de excelente procedência/qualidade. 89 E 42nd St. Site: http://www.oyesterbarny.com
4 – Temple Court: o restaurante do The Beekman Hotel. O lobby do Hotel se chama The Atrium e é junto com o bar (The Bar Room). O ambiente é lindo, agora a cereja do bolo está em olhar para cima, os andares do hotel tem grades de ferro forjado, estilo vitoriano, o centro é aberto com uma clarabóia piramidal que forma um visual incrível, lindo demais!!! Comida maravilhosa, ótimos drinques, badalado, imperdível! 123, Nassau Street. Site: http://www.thompsonhotels.com
5 – The Standard Grill – Top of The Standard: restaurante e bar incríveis do Standard Hotel. O bar já se chamou Boom Boom Room, super famoso. Ambiente e vista lindos. O restaurante fica no térreo, ótima comida, depois a gente pega o elevador que é demais!!! Fica passando um filme com desenhos, um visual gráfico lindo. Tem que reservar o bar com bastante antecedência. High Line, 848 Washington St. Site: http://www.standardhotels.com
O elevador:
6 – Cecconi’s Dumbo: Apesar de todas as vezes que fui em NYC não conhecia o Brooklyn, então resolvi passear lá domingo e almocei no Cecconi’s no bairro chamado Dumbo (Down Under Manhattan Bridge Overpass). Fica junto ao rio Hudson entre as pontes Manhattan e Brooklyn, dentro de um centro comercial. Vista linda, ambiente aconchegante, comida excelente, outro restaurante que considero imperdível. 55, Water St, Brooklyn. Site: http://www.cecconisdumbo.com
7 – Gramercy Tavern: um dos restaurantes mais famosos de NYC. Tem dois ambientes, um mais casual (taverna) e outro mais formal (sala de jantar). Jantei no mais formal, reserva com antecedência, porque é muito concorrido, sempre lotado. Comida e atendimento perfeitos como é de se esperar de um restaurante com 1 estrela Michelin. 42 E 20th St. Site: http://www.gramercytavern.com
8 – PJ Clarke’s: outra instituição de NYC e acredite se quiser, nunca tinha ido. O carro chefe é o hamburger, tem outros pratos também, só que estava com vontade mesmo de comer um sanduíche com batatas fritas e estava delicioso, foi um almoço excelente! Ambiente aconchegante, atendimento muito simpático, a garçonete conhecia Florianópolis! Adorei. 915, Third Avenue at 55th St. Site: http://www.pjclarkes.com
9- Café Carlyle: Sempre admirei o trabalho de Woody Allen e já sabia há muito tempo que ele tocava clarineta com uma banda de jazz no Hotel Carlyle. Quando resolvi ir a NYC a primeira coisa que fiz foi reservar já que é muito concorrido, necessário meses de antecedência. No site do hotel tem o local para reserva que deve ser pago antecipado. Ele toca as segundas-feiras. O local é um restaurante, o horário de chegada é 19h para jantar, o show começa às 21h. Comida, local e atendimento excelentes. O show foi incrível! Ele é uma figura, enquanto não está tocando, cochila! Só não imaginava que seria tão bom, a minha mesa era em frente a ele, quase podia tocá-lo, a melhor mesa do restaurante, muita sorte, são quatro mesas na fila de frente! Amei a experiência, para nunca esquecer. 35 E 76th St. Site: http://www.rosewoodhotels.com
No final, o marido foi cumprimentar ele, não podia, mas ele foi muito gentil.
10 – Balthazar: o melhor almoço de NYC foi de comida francesa. Ambiente que lembrava Paris, atendimento mais caloroso de todos e comida deliciosa, equação perfeita! Mais um imperdível da Big Apple. 80, Spring St. Site: http://www.balthazarny.com
11 – Asiate: o restaurante do Hotel Mandarin Oriental. O Lobby do Hotel já vale a visita, que lugar lindo, o restaurante também é lindo, sentamos em frente a janela com vista para a iluminação da cidade, sempre linda. Comida ótima, depois fomos para o bar, lotado, com drinques exóticos, boa música, amei! 80 Columbus Circle, 60th St. Site: http://www.mandarinoriental.com
11 – Afternoon Tea – Hotel Baccarat: Adoro chá da tarde, todo hotel que possui costumo ir, no Hotel Península que estava hospedada também tem, mas quis conhecer o icônico Hotel Baccarat e foi simplesmente maravilhoso. Reservei com antecedência. O ambiente é lindo, os “quitutes” deliciosos e tem a opção com uma taça (baccarat claro) de champanhe. Um sonho! 28 W 53rd St. Site: http://www.baccarathotels.com
Para uma noite estava reservado o Sixty-Five at Rainbow Room, mas com a neve o restaurante/bar que funciona no 65° andar do Rockfeller Plaza não abriu, por causa das condições de tempo. Não fui avisada, cheguei lá e estava fechado. Então tentei reservar em cima da hora em outros lugares que tinha na minha lista, mas em NYC os restaurantes bons, badalados, da moda, são sempre muito concorridos, não consegui, então reservei no restaurante do Hotel St. Regis, muito próximo ao meu (Península).
12 – Astor Court: Tudo que o marido ama, clássico, boa comida, atendimento perfeito e um bar estilo inglês. O Hotel St. Regis é lindo e a comida estava fantástica. Surpresa boa. 2 E 55th St. Site: http://www.marriot.com
13 – Cut by Wolfgang Puck: restaurante do Hotel Four Seasons Downtown. É longe para quem se hospeda junto ao Central Park, mas estava louca para conhecer. O trânsito de NYC é infernal, mesmo à noite, levamos 40 min, mas valeu a pena, foi a melhor noite! A especialidade é carne, maravilhosa! Ambiente moderno, clean, e o bar ao lado do restaurante é fantástico, lindo com neon, vale a pena ficar depois do jantar. Muita gente, animado, amei! 99, Church St. Site: http://www.wolfgangpuck.com
Sentados ao lado da nossa mesa, advogados do Líbano e Dubai que moram em NYC, conhecem São Paulo e nos ofereceram cachaça para brindar à noite! Amigos pelo mundo!
14 – Casa Lever: último almoço, restaurante italiano maravilhoso, com um painel enorme de retratos feitos por Andy Wahrol, originais! 390, Park Avenue. Site: http://www.casalever.com
New York é de fato uma cidade onde se come muito bem. Cosmopolita que é oferece gastronomia do mundo inteiro. Como sou fã de carnes, frutos do mar e das cozinhas francesa e italiana, procuro restaurantes nesse universo e todos foram fantásticos, porque em viagem (assim como na vida) eu não como para viver, eu vivo para comer! Para deixar saudade!
Estive em Budapeste em maio de 2018, junto com Viena e Berlim. Passei 3 dias na cidade e me hospedei no Hotel Four Seasons Gresham Palace. Eu gostei da cidade (não muito), meu marido detestou. Na realidade foi a maior surpresa dessa viagem, porque eu só tinha lido coisas boas a respeito de Budapeste, só elogios e chegando lá não achei isso tudo.
É uma cidade com monumentos bonitos e cortada por um rio, que eu amo, acho que fica tão romântico! Comi super bem, mas…não sei, não me tocou, não me cativou. Paciência, vou mostrar o que vi.
Primeiro o Hotel, um sonho! Um palácio construído em 1900 em estilo art nouveau. O Four Seasons fica em frente a Ponte das Correntes, o cartão postal de Budapeste e o meu quarto era de frente para a ponte, pena que era no primeiro andar e tinha uma árvore na frente, rsrsrs. A fachada:
O Lobby lindo demais!
Parte do Lobby onde é servido o Afternoon Tea, com louças Herend, um sonho!
O restaurante do hotel Kollázs Brasserie e Bar, almoçamos um dia e jantamos em outro, comida francesa excelente, onde também é servido o café da manhã.
Tem uma boulangerie (padaria) dentro do hotel, achei maravilhoso, nunca tinha visto.
O primeiro passeio foi pela avenida principal da cidade, a Andrássy útca. Tem 2,5 km de extensão, muitas lojas, restaurantes, cafés. A arquitetura é bonita, é onde se encontra a Ópera de Budapeste, que estava fechada para restauração e também a Casa do Terror, um museu que contém exposições sobre os regimes fascistas e comunistas na Hungria, não visitei, não tenho interesse.
No final da avenida Andrássy está a Praça dos Heróis, no centro o Memorial do Milênio, com estátuas dos líderes das 7 tribos Magiares que fundaram a Hungria no século IX.
Museu de Belas Artes (fechado para restauração) de um lado da Praça dos Heróis
Palácio das Artes de Budapeste, do outro lado da Praça dos Heróis
Atravessando a praça tem o parque Varosigled, que é muito bonito e o Castelo Vajdahunyad. Esse castelo foi construído em 1897 para comemorar os 1.000 anos da Hungria, mas era de papelão! Só que fez tanto sucesso que o construíram, nos mesmos moldes, em pedra. Possui diversos estilos arquitetônicos e dizem que foi inspirado no Castelo do Drácula, na Romênia. Hoje é o Museu da Agricultura.
Após passar o portão do palácio tem uma área muito agradável para passear
Na volta, na rua lateral do hotel FS Gresham, fomos na Basílica de Santo Estevão, uma igreja católica de estilo neoclássico dedicada ao Rei Estevão I da Hungria, que viveu de 975 a 1038, e foi canonizado. No interior da igreja tem a sua mais importante relíqua sagrada, a mão direita do santo.
À noite fomos jantar em um restaurante incrível! Prime Steakhouse.
Budapeste foi fundada em 1873 com a fusão de duas cidades, Buda e Peste, cortadas pelo Rio Danúbio. A mais famosa ligação das duas margens é a Ponte das Correntes, de 1849. Como já havia comentado no início do post, o Hotel Four Seasons fica em frente a Ponte das Correntes, no lado de Peste, então bastou a gente atravessar a ponte, que tem 375 metros, para chegar no lado de Buda. Fachada do Hotel, vista da Ponte das Correntes.
Ponte das Correntes
As estátuas dos Leões nas cabeceiras da Ponte das Correntes. No lado Buda eles tem uma “cara” amigável, no lado Peste uma “cara” fechada
Atravessando a Ponte das Correntes com vista para o Castelo de Buda
Vista do Parlamento de Budapeste (no lado Peste) a partir da Ponte das Correntes.
Assim que se atravessa a ponte tem uma rotatória e depois o ponto do funicular para subir, já que o Castelo de Buda fica no alto. Comprei o tíquete na hora, com facilidade, não peguei fila. As pessoas que trabalham nas atrações turísticas falam inglês.
A vista é linda! Ponte das Correntes, Hotel FS Gresham Palace e Basílica de Santo Estevão
O funicular pára em frente ao castelo de Buda, mas como cheguei cedo, não estava aberto ainda, então fui caminhando (é perto) para o Bastião dos Pescadores.
O Bastião dos Pescadores é um mirante, ao lado da Igreja Mathias e possui 7 torres, em homenagem as Sete Tribos Magiares fundadoras da Hungria. Foi construído entre 1895 a 1902. O nome é em razão dos pescadores medievais que defendiam a região.
Para chegar no mirante se passa em frente a Igreja de Mathias, construída pelo rei Béla IV entre 1250 e 1270 e reconstruída pelo rei Mathias em 1460, em estilo gótico. É uma igreja católica de Nossa Senhora e museu de arte. É linda demais e considero uma visita imperdível em Budapeste. Estátua do Rei Estevão I e os fundos da Igreja Mathias
A fachada frontal da Igreja Mathias
A lateral da Igreja Mathias (onde tem a entrada para visitantes)
O interior da igreja é lindo demais!
Foi nessa igreja que Sissi e Francisco José da Áustria foram coroados reis da Hungria
Tumba do Rei Béla II e sua mulher Ana
A Igreja Mathias tem lindos vitrais e obras de arte do século XIV
O pátio no entorno da Igreja Mathias é compartilhado com o Bastião dos Pescadores
Fazendo o caminho de volta para o Castelo de Buda
A Entrada do Castelo de Buda ou Palácio Real, um castelo histórico dos Reis Húngaros em Budapeste, inaugurado em 1780.
O complexo do castelo de Buda abriga hoje a Galeria Nacional Húngara e o Museu de História de Budapeste.
A Galeria Nacional Húngara foi o local que eu mais gostei de conhecer em Budapeste
Para sair do Castelo de Buda utilizamos novamente o funicular, agora para descer e voltamos para Peste, almoçamos em um restaurante italiano tão bom que repetimos no dia seguinte, Trattoria Pomo d’oro na Arany Janos útca.
Depois fomos passear pela Váci út, uma rua cheia de lojas, restaurantes e bares até chegar no Mercado Central de Budapeste.
Fachada do Mercado Central
O seu interior é de enlouquecer, uma variedade e qualidade muito grande de produtos
De volta ao Hotel FS Gresham sendo que a minha vida de turista é: “eu vivo para comer” fui provar o Afternoon Tea, que é servido com louças da Herend, marca húngara que sou apaixonada. No lobby do hotel, com pianista, bom demais!
À noite, após jantar no Hotel, na Brasserie Kollazs, passeamos pela cidade, margeando o Rio Danúbio, fomos caminhando até o Parlamento de Budapeste, iluminado, lindo!
Os vinhos húngaros são de matar de bons!
A noite o Rio Danúbio e seus monumentos iluminados
O Parlamento o prédio mais bonito de Budapeste
No último dia, fomos pela manhã para um banho termal. Não tinha muita certeza se eu queria ir, mas como sobrou tempo, resolvi experimentar. Tinha levado maiô e o marido calção de banho caso a gente resolvesse ir, mas esquecemos de levar chinelos, então compramos lá, mais a toalha de banho, os itens não são caros e ficaram de recordação.
Em pesquisas na internet escolhi as Termas de Gellert, de 1918 em estilo art nouveau e fica no lado de Buda. São vários tipos de piscinas e suas águas tem na composição: sódio, cálcio, magnésio, hidrogênio e flúor e tem poderes medicinais, curativos. Foi a única coisa que o marido gostou em Budapeste! E eu achei que ele iria odiar!
Na piscina de 40° não dá para ficar muito tempo, mas é uma delícia!
Na piscina de 36° dá para ficar o tempo que quiser, o corpo não fica mole, nem baixa a pressão, por isso tem mais gente.
Adorei a experiência. As Termas de Gellert é um local muito limpo, organizado, tem cabines para troca de roupas, local para massagem (não fiz), os funcionários são muito atenciosos. Tem pessoas de todas as idades, achei que só iria encontrar idosos, por causa das propriedades terapêuticas das águas, mas não, no dia que eu fui tinham muitos jovens. Recomendo! Site: http://www.gellertbath.com
A atração mais importante: o Parlamento de Budapeste, para visitar comprei o tíquete com antecedência pela internet para a visita guiada, única forma de conhecer, reservei o guia em espanhol. A quantidade de pessoas visitando é impressionante, são grupos que saem a cada trinta minutos eu acho, em várias línguas. O marido estava mal humorado não quis ir, fui sozinha, pedi para pessoas na rua fazerem essas fotos:
O Parlamento de Budapeste é onde se encontra a Assembleia Nacional da Hungria, um dos edifícios legislativos mais antigos da Europa, de 1904. É maior que o de Londres, tem 199 membros e também abriga o gabinete do Primeiro Ministro.
O seu interior é lindo, parece um palácio.
Depois fui conhecer o Café Gerbeaud, de 1858, o café mais famoso de Budapeste. Curiosidade: o chocolate língua de gato foi inventado na Hungria.
Como não gosto de café, tomei um chá.
E na última noite fomos em um barco/restaurante, ancorado nas margens do Rio Danúbio, muito próximo ao nosso hotel, com uma vista linda para o Castelo de Buda
Estive em Capri duas vezes. Em junho de 2013, uma diária no Hotel JK Place e em junho de 2017, três diárias no Hotel Quisisana.
Capri é linda demais! Era o lugar preferido do meu marido no mundo até ele conhecer Santorini (esse ano), agora ele não sabe qual deles gosta mais!
Prefiro Capri porque tem mais coisas para ver e fazer e como sou agitada, se adapta mais ao meu perfil. O Hotel Quisisana é maravilhoso, localização perfeita, bem no centrinho da ilha e oferece serviços para a sua comodidade que facilitam muito a vida do hóspede.
Para chegar em Capri só de ferry boat (para os mortais) ou de helicóptero. O caminho mais comum é via Nápoles (fiz isso em 2013) pelo Molo Beverello, o porto do centro da cidade, leva em torno de 40 minutos. Em 2017, como fiz um tour por outras cidades, Nápoles, Sorrento, Positano, Ravello e Amalfi, saí do porto dessa última e levou quase 1 hora. Os barcos parecem ônibus aquáticos, o mesmo tipo de poltronas, só que em filas maiores.
O porto de Amalfi é bem pequeno e a travessia Amalfi/Capri só funciona no verão.
O barco de Amalfi é bem menor do que o usado em Nápoles e mais lento também.
Sentei na janela e ia para a parte externa de vez em quando olhar, o trajeto é lindo. O barco fez uma parada em Positano.
Quando chegamos em Capri, no porto já tem o pessoal do Hotel Quisisana esperando para levar as malas “lá para cima”. Tem duas formas de subir, de táxi e de funicular. Já tinha subido de carro em 2013 (o Hotel JK Place te espera com um carrinho elétrico) então quis conhecer o funicular, é bem legal. Não precisei comprar os tíquetes, o hotel me forneceu.
A primeira visão de Capri
O maravilhoso Hotel Quisisana
O nosso quarto era lindo com vista para a piscina e o mar
O primeiro lugar que fomos conhecer foi a Villa Jovis. A casa mais bem preservada do Imperador Tibério. Ele possuía outras casas na ilha e governava Roma daqui. A Villa Jovis foi a sua última casa, construída em 27 d.c. morou aqui até a sua morte em 37 d.c.
Do Hotel no centro de Capri até a Villa Jovis tem aproximadamente 2 Km. A caminhada é morro acima já que fica no 2° monte mais alto de Capri, com 334 metro de altura. Estava calor, mais de 30 graus, tem que ter preparo físico.
O caminho é lindo
Já dá para ver as ruínas no topo do monte, mas não chegam nunca!
No final o caminho aperta, tem escadas, quase morri (o marido ótimo!)
E quando a gente chega, uauuuu, que vista linda!
A emoção de andar por esses corredores onde viveu Tibério Júlio César Augusto
Só estava a gente lá e então chegou um rapaz e eu pedi em inglês para ele fazer uma foto nossa. Depois a clássica pergunta: Where are you from? E ele: Brasil!!!! Não é possível!
Que lugar lindo, valeu muito a pena conhecer, amei!
Depois, na descida, paramos para tomar uma limonada. Amigos pelo mundo!
No outro dia fomos conhecer Anacapri, a outra parte da ilha, de mini ônibus, que faz o transporte público normal da ilha, o bilhete compra no terminal da praça central, bem fácil. Chegando em Anacapri, bem em frente ao ponto de ônibus tem o teleférico para ir ao Monte Solaro, o ponto mais alto de Capri com 589 metros.
Marido já instalado na sua cadeirinha, elas ficam rodando sem parar e os funcionários ajudam a subir.
Eu não tenho medo de quase nada nessa vida, mas aqui foi difícil! A vista é linda, não tinha vento, mas a cadeira é pequena, balança, é alto demais, leva 1 minuto a travessia, mas que minuto longo que não acabava nunca!
Quase lá!
Insira uma legenda
Chegamos! O Monto Solaro tem um promontório com vista para o mar que é a coisa mais linda desse mundo, tem que ir, vale muito a pena!
Felizes no Monte Solaro
E as borboletas que se aproximaram nesse momento? Só vimos depois na foto.
Tem um café muito bom na esplanada, todo florido e com essa vista de babar.
Estátua do Imperador Augusto César
E agora para convencer o marido a descer? Não queria de jeito nenhum, ficou com medo
De novo no centro de Anacapri, fomos na atração que o marido mais queria conhecer, a Villa San Michele. Rogério gosta muito de ler e tinha um tio médico. Uma vez conversando comentaram sobre um médico que tinha uma casa em Capri, por coincidência o Rogério tinha o livro e presenteou o tio. Era a história de Axel Munthe e sua casa, que se chama O Livro de San Michele. Foi um dos primeiros best sellers mundiais e por anos o livro mais lido do mundo, depois da Bíblia e do Corão.
Axel Munthe era um jovem médico sueco que fugindo do frio de seu país conheceu Capri e se apaixonou pelo lugar e seu clima e decidiu construir uma casa em 1885, sobre os restos de uma antiga capela dedicada a San Michele, em Anacapri.
Compartilhou a sua paixão pela natureza (animais e plantas) com a Rainha Vitória da Suécia que passou temporadas aqui. Recuperou restos arqueológicos, comprou um terreno para que aves migratórias, que estavam em risco de extinção por causa da caça, tivessem uma área de proteção. Informações do site: http://www.capri.com
A casa é muito bonita, só que a cereja do bolo é a área externa, que jardins maravilhosos, que vista, que sonho viver em um lugar assim.
Axel Munthe viveu 56 anos em Capri.
Realizando um sonho – com a esfinge
A Vila San Michele funciona todos os dias das 9:00 às 18:00 horas e é a segunda atração mais visitada de Capri, só perde para a Gruta Azul.
Na primeira vez que fomos a Capri fizemos um passeio de barco privativo, contratamos no próprio hotel (JK Place) e demos o giro completo pela ilha, com o barco típico chamado Gozzo, foi maravilhoso, lindo demais, mas não conseguimos entrar na Gruta Azul porque o mar estava agitado.
Barco Gozzo – junho 2013
Com os Faraglioni – rochas que são o cartão postal de Capri
A cor desse mar
Conforme o lado da ilha os tons variam de verde e azul
Então em 2017, fomos almoçar no restaurante Il Riccio, um beach club que fica em cima da gruta. Ambiente descolado, comida maravilhosa e vista incrível, está na categoria tem que ir em Capri.
Detalhe: não costumo pedir para garçom nos fotografar e muito menos nessa “pose” segurando as taças, mas foi um que se ofereceu e ainda disse para a gente fazer assim, então obedecemos, claro, pela gentileza!
O restaurante Il Riccio tem uma sala para sobremesas, de morrer!
A vista lá de cima do Il Riccio
Descemos as escadas, tinha fila, esperamos uns 40 minutos para entrar na Gruta Azul
O nosso barqueiro era um italiano doido (pleonasmo) e muito engraçado, depois de se abaixar e ter que ficar deitado em um barquinho minúsculo para não bater a cabeça na pedra, entramos! Foi demais!!!
Que lugar lindo, os barqueiros ficam cantando, é mágico, amei!
O barqueiro ofereceu para a gente mergulhar, mas não quis, a água é muito gelada, então se você tem interesse em mergulhar/nadar na Gruta Azul, vá à tarde. Muitos dizem que é proibido nadar lá dentro, mas não é. Pela manhã eles não deixam por causa do alto movimento, tem que entrar e sair logo, mas após às 15 horas é bem mais tranquilo, ficamos bastante tempo lá dentro, pessoas nadavam, foi incrível! A melhor luz é ao meio dia. Fui às 15h e a luz estava linda lá dentro. Detalhe: ajuda se você der uma gorjeta para o barqueiro.
Continuando o nosso passeio por Anacapri, da série não vivo sem igreja, conhecemos uma igreja muito interessante, a San Michele, na Piazza San Nicola
O seu piso é todo de azulejos pintados, então a gente tem que andar por pequenas passarelas de madeira ao redor para não comprometer a pintura, é muito lindo.
E a igreja de Santa Sofia de 1510.
As ruas de Anacapri são muito charmosas, adorei caminhar por lá.
De volta a Capri, outro lugar lindo é a Via Krupp. Flores pelo caminho, amo!
Os Jardins de Augusto são terraços floridos com vista para os Faraglioni de um lado e para a Marina Picola e a Via Krupp de outro.
O industrial alemão Friedrich Alfred Krupp costumava passar o verão em Capri, no início do século XX, mas achava complicado deixar o seu barco na Marina Pícola e subir até o Hotel Quisisana onde ficava hospedado. Então resolveu construir uma estrada que desse acesso direto da Marina até o Hotel. O engenheiro contratado fez um corte nas rochas e superou uma diferença de 100 metros criando uma das ruas mais espetaculares do mundo! Informações do site: http://www.capri.com
A Via Krupp é uma série de ruas estreitas que parecem se sobrepor. Hoje ela se encontra fechada por risco de desabamento, então a melhor maneira de ver é de cima, nos Jardins de Augusto, o acesso é a rua lateral ao Hotel Quisisana.
Capri é toda florida, por todos os lados que se anda a gente encontra vasos com flores, terraços, jardins e as bougainvillea são um espetáculo. Só que tem uma que já virou atração turística e todo mundo quer tirar foto lá, Fica na fachada da loja Eres, na Via Camerelle, a rua do Hotel Quisisana.
Tem coisa mais linda?
As lojas de Capri são um charme e a minha preferida é a Carthusia, uma loja de perfumes, sabonetes, cremes e aromatizadores de ambiente que são muito bons!
E como amo museu, tinha que descobrir um em Capri para visitar. E flores no caminho.
Museo Diefenbach. Karl Wilhelm Diefenbach pintor expressionista alemão chegou em Capri em 1900 e produziu 300 obras ao longo dos 13 anos que passou na ilha. Pelos herdeiros foram doadas 30 pinturas que estão expostas no refeitório da Certosa de São Giacomo, um antigo mosteiro, desde 1974.
Passear pelo centrinho de Capri durante o dia é muito bom.
Só que é à noite que a ilha fica mágica. Piazza Umberto I – La Piazzeta
MiranteRestaurante Ai Faraglioni
E antes do jantar um aperitivo no bar do Quisi, não pode faltar.
A gastronomia de Capri é maravilhosa, com muitos restaurantes incríveis, forte em frutos do mar ou na sua melhor mistura à la italiana, com massa, é uma perdição, mas, se eu tivesse que escolher um único restaurante para ir ou indicar seria sem dúvida o Da Paolino.
Na área externa do restaurante, onde ficamos, o céu é de limoeiros. O efeito é tão lindo, tão romântico, foi um jantar muito especial, a comida nem precisava ser boa, mas é. Uma noite de sonho, para guardar na memória para sempre (junho/2013)
Capri é um lugar incrível, o ideal é ir entre junho e setembro, para dias de verdadeiro “dolce far niente”.
Ahhhh como eu amei Sintra. Tinha muita vontade de conhecer e não me decepcionou. Interessante que é um lugar com ar bucólico, geralmente não gosto de lugares bucólicos, mas Sintra é diferente, tem história e charme. Além de seus palácios, que considero visita obrigatória, passear pelas ruazinhas do centro é bom demais.
Como eu e o marido não alugamos carro em viagem, (até agora – penso seriamente em mudar), na realidade uma vez na Flórida com amigos e outra vez na Califórnia com o namorado (hoje marido), mas achei tão estressante que não aluguei mais.
Para ir a Sintra contratei o motorista português Joel Noivo (com página no facebook JCN Freelancer Tours), que de tanto nos atender virou amigo, mantemos contato até hoje. Só que o dia agendado para irmos a Sintra choveu e como ir lá com chuva não é legal, o querido Joel se dispôs a nos levar no domingo, dia de sua folga, porque estava marcando tempo bom. Só tinha um detalhe: ele tinha que levar a mulher: problema nenhum, a Susete é um amor de portuguesa, rimos o dia inteiro, foi ótimo!
E realmente, nem pensar dirigir em Sintra. As ruas são muito estreitas, eu chegava a fechar olhos e dizer: não vai passar! Mas passava, às vezes recolhendo os retrovisores, uma loucura. Joel que conhece tudo, deixava a gente na porta dos palácios e depois nos buscava, maior conforto.
Só que antes de chegar em Sintra passamos por Queluz, que é caminho, para conhecer o seu palácio.
O Palácio Nacional de Queluz tem a sua história interligada com a do Brasil já que foi aqui que nasceu e morreu Dom Pedro I. A construção do palácio começou em 1747, em estilo rococó, para ser a residência de verão de Dom Pedro de Bragança, consorte de D. Maria I “a louca”, tendo sido terminado primeiro os jardins.
O dia alternava entre céu limpo e nuvens escuras, mas pelo menos não choveu!
Com essas nuvens eu pensei: pronto, agora vai desabar o mundo, mas não, depois foram embora, foi só para “estragar” as minhas fotos mesmo. Abaixo no Canal dos Azulejos.
Em 1794 o Palácio se tornou a residência oficial da Família Real Portuguesa.
Sala dos Embaixadores
Sala dos Azulejos
Quarto D. Quixote. Foi aqui que nasceram todos os filhos de D. João VI e d. Carlota Joaquina. Dom Pedro I nasceu em 1798 e morreu nessa cama em 1834.
Saímos de Queluz e fomos para Sintra, chegamos no centrinho e fomos passear.
Na Pastelaria Periquita, famosa por suas queijadas e travesseiros (doce de massa folhada com recheio de creme de amêndoas). Desde 1862, parada obrigatória em Sintra.
Depois, comecei o tour pelo Castelo dos Mouros. Tinha a imagem da Minissérie os Maias, da Rede Globo, baseada na obra de Eça de Queirós, em que uma cena foi filmada aqui. É um castelo em ruínas, mas o visual é incrível, não me decepcionou, é muito legal!
O Castelo de Sintra, conhecido por Castelo dos Mouros é uma construção medieval, feita pelos Mouros no século IX, quando dominavam Portugal com o objetivo de guardar e proteger a cidade de Sintra. Porém, depois perdeu a sua característica estratégica e foi abandonado, mais um terremoto e um incêndio acabaram por deixá-lo em ruínas.
Fui até o topo do castelo, nas duas extremidades, são escadarias bem estreitas e íngremes e é difícil para duas pessoas passarem ao mesmo tempo, então quando tem alguém na contramão, aconteceu comigo, a gente tem que se agarrar para passar com cuidado e não cair, porque dá medo, já que não tem guarda corpo!
Só me lembrava da Tia Gina (única irmã da minha mãe, que não sobe e desce escadas, nunca). Para ir no Castelo dos Mouros e aproveitar o seu visual lá de cima tem que ter preparo físico ou como dizem os portugueses: força nas canetas (pernas)!
Vista do Castelo dos Mouros
Seguimos então para o Palácio da Pena, atração mais famosa e visitada, a única que peguei fila. A sua edificação é polêmica, do tipo ame ou odeie. Confesso que isoladamente achei brega, mas no contexto da cidade, no alto, pela história, chama a atenção, fica bem interessante. É o cartão postal de Sintra.
O Palácio da Pena foi construído por Dom Fernando, marido de D. Maria II (filha mais velha de Dom Pedro I e D. Maria Leopoldina) que se encantou pelo lugar. Terminado em 1850, tem estilo romântico e elementos neo-árabes, se constituindo de uma “harmonia única”. A ala do antigo convento é pintada de vermelho e a ala nova de amarelo. Foi o último palácio a ser construído pela dinastia Bragança e era destinado a residência de verão.
É muito difícil fotografar no Palácio da Pena. A visita é feita em fila. São centenas de pessoas andando uma atrás da outra. no centro, enquanto os cômodos e objetos ficam dos lados direito e esquerdo.
A parte que eu achei mais interessante foi a cozinha, com todos os seus apetrechos usados pela família real na época.
Para se ter uma ideia do tamanho do Palácio da Pena e de seu contexto na cidade só é possível em uma vista aérea
A próxima atração que eu visitei em Sintra foi a que eu mais gostei. A Quinta da Regaleira. O local que pertencia a Viscondessa da Regaleira e foi adquirido e ampliado pelo Dr. Antônio Augusto de Carvalho Monteiro, conhecido por “Monteiro dos Milhões”, em razão da sua fortuna. O palácio foi inaugurado em 1912. Homem culto, de espírito científico, bibliófilo notável, colecionador e filantropo. Por ser místico construiu nos jardins diversos elementos interessantes sendo o mais incrível o Poço Iniciático (para rituais de iniciação na Maçonaria).
O palácio está vazio, só uns poucos objetos, mas a sua arquitetura é tão linda e o misticismo que envolve a sua história tão interessante que considero o lugar imperdível para se visitar em Sintra.
Demos uma passada para conhecer o Hotel Tivoli Palácio de Seteais, é lindo, tenho vontade de dormir uma noite em Sintra da próxima vez, para sentir a magia dessa cidade à noite que deve ser incrível e quero me hospedar aqui. No seu exterior tem um jardim com colunas que de um lado tem uma vista linda do vale de Sintra e do outro cria uma moldura com o Palácio da Pena, fazendo um porta retrato da natureza que é maravilhoso!
Feliz em Sintra
O último local que visitamos foi o Palácio de Monserrate, o mais bonito palácio de Sintra. Na área, que pertencia ao Hospital de Todos os Santos de Lisboa, em 1540, existia uma capela dedicada a Nossa Senhora de Monserrate. Passou por vários proprietários até ser adquirida por Francis Cook, milionário inglês do ramo têxtil, em 1856. Construiu o palácio para ser sua residência de verão, em estilo romântico (ecletismo) com influência do gótico, indiano e mourisco.
O seu interior é lindo, as paredes todas trabalhadas
Em razão do enorme investimento que o proprietário do Palácio fez na região, o rei D. Luís I lhe concedeu o título de Visconde de Monserrate. Em 1947 o palácio foi vendido pela família e posteriormente adquirido (1949) pelo Estado Português. Declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1995.
Os jardins exóticos são lindos.
Entre as visitas aos palácios, para almoçar, escolhi o Lawrences, restaurante do hotel de mesmo nome, citado na obra Os Maias, de Eça de Queiroz, onde é imperdível o Bacalhau (claro) acompanhado de um Colares, o maravilhoso vinho português dessa região de Sintra. Com Susete e Joel, amigos pelo mundo.
Para encerrar esse domingo especial, fomos no Preto, comprar suas famosas queijadas, doce enformado feito com queijo ou requeijão, ovos, leite e açúcar. Mais uma instituição de Sintra.
Sintra é um lugar maravilhoso, imperdível para quem vai a Portugal. Ao lado de Lisboa, um delicioso passeio bate e volta.
Em abril de 2016 fui a Lisboa pela primeira vez e me apaixonei pela cidade. Fiquei tão encantada que na volta já comprei uma passagem para o mesmo ano, para retornar em setembro. Me senti muito bem em Portugal, especialmente Lisboa. Os portugueses gostam muito dos brasileiros e nos recebem com muito carinho.
A culinária portuguesa é fantástica, amo bacalhau, o seu prato mais famoso e lá o experimentei de diversas formas. Também os peixes e frutos do mar são muito frescos e saborosos em Lisboa, cidade que tem uma oferta incrível de bons restaurantes.
Como era a primeira vez na cidade, quis conhecer alguns de seus restaurantes famosos, badalados e típicos, um pouco de cada, como faço em cada cidade que vou. Conhecer os diversos tipos de ambientes em diferentes bairros para ter uma ideia geral da cidade, para não ficar restrita a um só bairro ou região. Me hospedei no Hotel Sofitel na Avenida da Liberdade. Lisboa não é uma cidade grande, a partir do hotel me desloquei de táxi algumas noites, sempre a uma curta distância de carro. Não escrevi sobre todos os restaurantes e bares que fui, completarei em um próximo post.
E, como Bacalhau é a estrela da culinária local, vou contar onde comi o melhor bacalhau da minha vida!
Laurentina – “O Rei do Bacalhau”: Merece o nome, porque eu nunca tinha comido um bacalhau tão delicioso. O marido prepara bem um bacalhau, assado de forno com batatas, que nós chamamos de “Bacalhau à Gomes de Sá” – descobri lá que esse prato é de panela, nada a ver com o nosso. O ambiente do restaurante é comum, nem feio, nem bonito. Seu atendimento é muito simpático e para comer pedi Bacalhau à Brás, desfiado com batata ralada, gratinado, que eu não conhecia e viciei, comi depois uns 87 pratos desse, hahaha! O marido pediu Bacalhau à Laurentina, posta de bacalhau alta com batatas ao murro, assado no azeite. Compartilhamos e os dois estavam divinos! Sério, comi bacalhau em muitos outros restaurantes de Lisboa (e Portugal) todos muito bons, mas o do Laurentina é superior, inesquecível.
Com o nosso querido guia privativo, o português Joel Noivo, que virou amigo.
O Laurentina vive lotado, almoço e jantar. A sobremesa mais famosa é a Baba de Camelo! Um creme de caramelo de matar de bom, tem que provar!
Tavares: Foi o restaurante mais bonito que conheci em Lisboa. É um dos restaurantes mais antigos da Europa, desde 1784 e dos irmãos Tavares desde 1823. Parece um palácio. Era frequentado por Eça de Queiroz e por ser fã de sua obra que resolvi conhecer Lisboa. Atendimento impecável, pratos muito bem feitos. Li algumas críticas de que a comida não era boa, estava decadente, não foi isso que senti, pedi um peixe que estava delicioso, ambiente muito lindo, só não estava lotado. É um restaurante refinado e caro, imagino que seja o motivo.
Fomos os primeiros a chegar, depois algumas mesas foram ocupadas.
Cervejaria Ramiro: Essa dica quem me deu foi o Chef Allyson Muller (Restaurantes Artusi e Rosso) de Florianópolis e me disse: “vai, é imperdível.” Tinha toda a razão. Já fui nesse restaurante três vezes. MELHOR FRUTOS DO MAR DE LISBOA. Não tem igual, conheci outros, nenhum bate o Ramiro. Vive lotado. Fui todas as vezes para almoçar, não aceita reservas, um pouco antes das 12h já ficava esperando na porta e a fila começou a se formar, uma loucura! É uma instituição em Lisboa, faz parte da história da cidade.
O ambiente
O Ramiro tem um aquário com lagostas, caranguejos, ouriços, todo o tipo de peixe e frutos do mar, super frescos e muito bem preparados. Comi de entrada caranguejo (a carne das patas e a pinça) e na sua carapaça vem um molho para passar no pão que é de morrer. De prato pedimos sempre lagosta, preparada de várias formas, uma perdição!
A minha cara de feliz quando vejo comidaO aquáriocaranguejo de entradaA lagosta viva tadinha
E depois no prato, não morreu em vão, estava divina!
Cervejaria Ramiro: Av. Almirante Reis, 1 – Mouraria. Horário: 12:00 às 0:30 horas, fecha segunda-feira. Site: http://www.cervejariaramiro.pt
Amo o Chiado e Bairro Alto, são meus bairros preferidos em Lisboa e a oferta de restaurantes e bares é incrível. Praticamente um ao lado do outro. A noite lisboeta ferve, muita gente nas ruas, adorei. Fui em alguns (Tavares é um deles) e quero compartilhar.
Largo: Cozinha mediterrânea, ambiente moderno, cool, um corredor com aquários de medusas e no final do salão uma foto/plotagem de uma boca aberta como se fosse te engolir, muito legal. Pedi de entrada um ovo com espuma de batata e crocante de pato. Vocês não tem ideia de como era bom! Tenho vontade de voltar lá só comer essa entrada, umas três: de entrada, prato principal e sobremesa! Era uma coisa de boa, inesquecível.
A boca ao fundo
Com o aquário, do lado da nossa mesa, que vai mudando de cor (azul, verde) e cheio de água-viva (medusa).
Largo: Rua Serpa Pinto, 10, Chiado. Horário: 12:30 às 15:00 e das 19:00 à 0:00 horas. Fecha Domingo. Site: http://www.largo.pt
Palácio do Chiado: É um palacete lindo que foi restaurado e tinha inaugurado naquele mês (abril de 2016), super novidade que eu fui conhecer. É como um mini shopping gourmet. No térreo umas cinco opções de comida (hamburgers, vegan, japonesa, carnes), que você pede no balcão, quando está pronto chamam por uma senha e você come nas mesas no pátio central do palácio. No andar de cima tem três restaurantes (japonês, steak house, embutidos) e no meio um bar de champanhe lindo – Espumantaria do Mar. Fomos um dia almoçar (no pátio central) e em outro no final de tarde para um champanhe.
Palácio Quintela de 1801 totalmente restauradoEspumantaria do Mar
No pátio central, no térreo, onde fomos almoçar
Foto: wwwpalaciochiado.pt
Pavilhão Chinês: Um lugar incrível, totalmente inusitado, diferente, que eu amei conhecer. Fica no Príncipe Real na divisa com o Bairro Alto. O colecionador Luis Pinto Coelho resolveu abrir o bar para ter um local onde colocar e expor as suas coleções de objetos dos séculos XVIII ao XX. São esculturas, miniaturas, brinquedos, porcelanas, quadros, distribuídos em cinco salas, um espetáculo visual incrível. Serve bebidas, coquetéis, chás, petiscos, sanduíches.
São tantas as peças pelas paredes, do chão ao teto e pelas estantes, que a gente não consegue parar de olhar!
Pavilhão Chinês: Rua Dom Pedro V, 89, Príncipe Real. Horário: 18:00 às 02:00 horas, todos os dias.
Pensão Amor: o bar mais legal que conheci em Lisboa, fica a poucos passos da Pink Street. Um antigo bordel que hoje é muito mais que um bar. Tem espaço para shows, apresentações burlescas, cartomante, sex shop. O ambiente é lindo demais! Várias salas, na que eu fiquei tinha um teto pintado, sofás e cadeiras de veludo, ótimos drinques. Está sempre lotado. Imperdível!
Fachada do Bar Pensão Amor
Pensão Amor: Rua do Alecrim, 19. Horário: 14:00 às 3:00 horas, todos os dias. Site: http://www.pensaoamor.pt
Lisboa à Noite: No Bairro Alto, restaurante que parece uma adega, com lindos painéis de azulejo e comida deliciosa, bacalhau (olha ele aí de novo) muito bem feito, excelente opção para jantar.
Lisboa à noite: Rua das Gáveas, 69, Bairro Alto. Horário: 19:30 à 1:00h, fecha Domingo.
Eleven: Restaurante gourmet, com 1 estrela Michelin, localizado no Parque Eduardo VII, acima da rotatória do Marquês de Pombal. Do Chef Joachim Koerper. Ambiente clean, atendimento perfeito, comida boa, vale se você é fã da alta gastronomia.
Eleven: Rua Marquês da Fronteira, Jardim Anália Rodrigues. Horário 12:30 às 15:00 e das 19:30 às 23:00 horas. Site: http://www.restauranteleven.com
Gambrinus: Restaurante que considero imperdível, uma verdadeira instituição lisboeta. Palco dos importantes acontecimentos sociais, políticos e econômicos da cidade. É um clássico, com lindos vitrais, peças de antiguidade e porcelanas Companhia das Índias. Localizado na Baixa, junto ao Rossio e ao Teatro D. Maria II. Comemos uma das especialidades da casa, a sopa rica de peixe, é uma caldeirada de peixe e frutos do mar, uma maravilha!
Gambrinus: Rua das Portas de Santo Antão, 23. Horário: 12:00 às 1:30 horas, todos os dias. Site: http://www.gambrinuslisboa.com
Olivier Avenida: Dentro do Hotel Tivoli Jardim, não confundir com o Tivoli da Avenida da Liberdade, fica ao lado. Esse restaurante é fantástico, bem o tipo de lugar que eu gosto, ambiente moderno, escuro, música alta, lotado de gente bonita, comida boa, badalado. Do Chef Olivier famoso em Lisboa com outros restaurantes também.
Olivier Avenida: Rua Júlio Cesar Machado, 7, Hotel Tivoli Jardim. Horário: 12:30 às 15:00 e das 19:00 à 01:00h. Fecha Domingo. Site: http://www.restaurantesolivier.com
Sky Bar: no rooftop do Hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade, é maravilhoso. Vista linda, boa música, amei! Peguei o sunset e estava um dia bem frio, mas o bar, a céu aberto, tem matinhas e aquecedores para espantar o frio, foi bom demais!
Sky Bar: Hotel Tivoli, Avenida da Liberdade, 185. Fecha de Outubro a Março.
Bica do Sapato: No cais de Santa Apolônia, linda vista, ambiente moderno, depois lotou (tinha uma festa), gente bonita, comida boa. O ator John Malkovich é um dos sócios. De entrada pedi Ameijoas a Bulhão Pato, outro prato que viciei em Lisboa. Ameijoas é o vôngole (em Florianópolis berbigão), só que bem maior e de gosto mais suave. É servido ao bafo com temperos (à moda Bulhão Pato) ou com massa, geralmente espaguete. Muito bom!
Bica do Sapato: Av. Infante Dom Henrique, Armazém B, Cais de Pedra, Santa Apolônia. Horário: 12:00 à meia noite, segunda só jantar, domingo só almoço. Site: http://www.bicadosapato.com
Museu da Cerveja: Primeiro restaurante que fui em Lisboa. Chegamos final de tarde na cidade, arrumamos as coisas no hotel e saímos para jantar. O que eu fiz? Esqueci o celular! Fazer o que? Ainda bem que tem a internet para me salvar. Adorei o ambiente, é lindo demais!!! A comida e o atendimento ótimos. É um lugar muito legal, diferente, que vale a pena conhecer. Público de todas as idades, mas prevalece o jovem. Fica na Praça do Comércio, fui a pé.
Museu da Cerveja: Praça do Comércio (Terreiro do Paço), Ala Nascente, 62. Horário: 12:00 às 0:00 horas, todos os dias. Site: http://www.museudacerveja.pt
Chapitô à Mesa: Quando estava em Lisboa, em abril, liga a amiga Ana, portuguesa que mora em Miami, dizendo que ia visitar os pais (desculpa hehehe) o motivo mesmo era para me encontrar na terrinha, adorei! Combinamos no Chapitô, um mix de bar, restaurante, projeto cultural, muito legal. Ao lado do Castelo de São Jorge, com uma vista linda.
Eu, Henriqueta (mãe da Ana), Ana no centro e a prima dela na ponta. Noite animada.
Chapitô à Mesa: Costa do castelo, 7, Alfama. Horário: 12:00 às 24:00 todos os dias. Site: http://www.chapito.org
Bistro 100 Maneiras: do Chef iugoslavo Ljubomir Stanisic, ambiente descolado, várias premiações em revistas especializadas, preferência pelos ingredientes da estação, vale a pena, pratos muito saborosos.
Bistro 100 Maneiras: Largo da Trindade, 9. Horário: 12:00 às 2:00 horas, todos os dias. Site: http://www.100maneiras.com
The Decadente: Em frente ao Miradouro de São Pedro de Alcântara, no bairro Alto, quase no Príncipe Real, região que eu amo em Lisboa, um mix de bar, restaurante, terraço para happy hour, ambiente bonito e descontraído. Comi um filé de entrecote que estava ótimo. Um palacete antigo, várias salas para drinques, público majoritariamente jovem, muito bom!
The Decadente: Rua São Pedro de Alcântara. Horário: 12:00 às 15:00 e das 18:00 às 0:00 todos os dias. Site: http://www.the decadente.pt
Tágide: O melhor restaurante que eu conheci em Lisboa. Fomos na última noite (abril) para fechar com chave de ouro nessa cidade que eu amei conhecer. Ele leva o título de melhor pelo conjunto da obra: ambiente lindo, comida excelente, atendimento perfeito e uma vista de cinema. Reservei para às 19:30 horas, horário de abertura, porque queria ver o anoitecer. Frisei que queria uma mesa no terraço, de frente para o Tejo e consegui (são poucas). Que sonho, que vista mais linda! O céu vai mudando de cor, de emocionar.
Aqui, comi novamente Ameijoas à Bulhão Pato, que delícia.
Tágides são as ninfas do Tejo a quem Camões na sua obra os Lusíadas pediu inspiração: “…e vós, Tágides minhas, pois criado, Tendes em mim um novo engenho ardente…”
Tágide: Largo da Academia de Belas Artes, 18, Chiado. Horário: 12:30 às 15:00 e das 19:30 à meia noite. Site: http://www.restaurantetagide.com
Martinho da Arcada: na Praça do Comércio, que os portugueses chamam de Terreiro do Paço, onde tem o Arco da Augusta e quase ao lado do Museu da Cerveja. Queria muito conhecer porque é o café mais antigo de Lisboa em atividade. Dizem que foi inaugurado pelo Marquês de Pombal, em 1782 e era o café que Fernando Pessoa frequentava, tendo até hoje a sua mesa. Fomos para almoçar.
Deixei o Martinho por último para contar porque não podia imaginar que seria a experiência mais maravilhosa que tive até hoje em um restaurante. Foi emocionante! Quando chegamos o proprietário veio pessoalmente nos atender e a empatia foi imediata. Antônio é um português muito simpático que adora os brasileiros, já morou no Brasil e ficou na “nossa mesa” e não saiu mais! Boa conversa regada a muito vinho do Porto, branco para abrir o apetite, tinto para fechar, ele que nos ensinou.
A mesa de Fernando Pessoa, ninguém mais usa, está sempre assim, pronta para ele
Comida maravilhosa (Bacalhau ao Brás – de novo), foi aqui que viciei no patê de sardinha com pão, coisa boa.
No final, Antônio nos mostrou o Livro de Ouro do Martinho e pediu para o marido escrever. Ficamos muito emocionados. Só os frequentadores “ilustres” ou “habitués” tem essa honra!
Antônio fez questão de nos levar à porta para se despedir! Um dia para guardar no coração, memórias afetivas que vamos colecionando pelo mundo.
Martinho da Arcada: Praça do Comércio, 3. Horário: 12:00 às 15:00 e as 19:00 às 22:00 horas, fecha domingo. Site: http://www.martinhodaarcada.pt
Poucas cidades no mundo realmente me emocionaram, Lisboa é uma delas (Paris a outra). Por ser portuguesa a maior parte da minha ascendência, me identifiquei muito com a cidade e o seu povo. Me senti acolhida, me senti em casa, como que retornando ao meu lugar. E parte da cultura de um povo é a sua gastronomia. Prová-la nas suas mais variadas formas é também conhecer a sua alma. Cozinhar é um ato de amor. E o que se leva da vida, é o que se come e o que se bebe. E os amigos que fazemos pelo caminho.