Restaurantes Veneza

A gastronomia de Veneza é fantástica. Cidade altamente turística, mesmo na Piazza San Marco, seu coração e consequentemente apinhado de turistas encontram-se restaurantes excelentes.

Claro que não são em todos os lugares que se come bem, “isca de turista” sempre tem, Veneza não é diferente, mas o que me chamou a atenção foi que mesmo em locais altamente turísticos, se come muito bem.

O forte da culinária veneziana são os frutos do mar, muito frescos e deliciosos.

Estive em Veneza três vezes. Em junho de 2013, junho e setembro de 2017. Para ler sobre o post acesse aqui  Veneza

Vou listar os restaurantes que estive e adorei, recomendo todos. E vamos começar com um clássico, porque amo demais beleza e história.

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1 – Ristorante Quadri: na Piazza San Marco, possui essas cadeiras na foto acima de frente para a Basílica, com um palco onde tem música clássica ao vivo no final da tarde. Na parte de baixo está o café/bistrô que fui em junho de 2013 e na parte de cima, no primeiro andar, o restaurante gastronômico com 1 estrela Michelin estive em junho de 2017.

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O Caffè Quadri existe desde 1775. É lindo demais, tanto no térreo quanto no primeiro andar. No restaurante Quadri (andar de cima) foi a refeição mais cara em Veneza, por ser padrão estrelado, mas vale a pena. É considerado um dos 50 melhores do mundo pelo The Diners Club.

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Quando chegamos estava assim vazio, depois lotou. Comida incrível. Reservei com o concierge do meu hotel,  mas é possível pelo site: http://www.alajmo.it

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2 – Antico Martini: no Campo Teatro Fenice, desde 1720, outra instituição de Veneza. O restaurante tem uma parte externa, mas vale a pena mesmo sentar na parte interna, com várias salas, uma mais linda que a outra. É o meu restaurante preferido pelo conjunto da obra: localização charmosa, ambiente lindo, comida maravilhosa e atendimento muito simpático e gentil. No Antico Martini não tem erro!

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Ponte da Calle del Sartor da Veste
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Calle del Sartor da Veste

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Detalhe dos muitos quadros lindos do restaurante.

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3 – Giudecca 10 – Hotel Cipriani: fica na ilha de Giudecca, um dos três restaurantes do Belmond Hotel Cipriani. O hotel tem uma lancha privativa que leva e traz os hóspedes e clientes da Piazza San Marco para o hotel, leva uns 5 minutos o trajeto, lindo demais.

O restaurante tem mesas ao ar livre quando o tempo está bom e em junho (2013) geralmente está. Reservei com antecedência e pedi uma mesa de frente para o canal, uma experiência incrível!

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A vista da mesa, com a diferença da luz, ao cair da noite, sempre linda.

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4 – Da Rafaelle: primeira refeição em Veneza em 2013 e repetimos em 2017, bem próximo ao Hotel Bauer. Restaurante descontraído, barato,  frutos do mar excelentes. Junto ao Rio de l’Alboro, com essa vista linda, mesas no interior também.

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5 – Terrazza Danieli – Hotel Danieli: no filme O Turista com a Angelina Jolie tem uma cena dela com o Johnny Depp jantando em um terraço em frente a Igreja Santa Maria del Salute, pensei: quando for a Veneza vou jantar nesse restaurante com essa vista incrível. Como ela estava hospedada no Hotel Danieli (no filme) reservei o restaurante terraço do hotel acreditando ser esse.

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Não era! Apesar de ser um terraço (no rooftop) e ter vista para a igreja na hora fiquei decepcionada porque era muito distante. Depois passou. A comida estava ótima, atendimento também, fomos no piano bar no térreo que estava maravilhoso, foi uma noite incrível!

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Cheguei no restaurante em junho de 2013 à noite, já estava escuro. O melhor é reservar mais cedo para pegar o anoitecer e ter esse panorama. Hotel Danieli – Riva degli Schiavoni

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Foto do Site: http://www.marriott.com.br

6 – Club del Doge – Hotel Gritti: Não me conformei e assisti novamente o (péssimo) filme O Turista e então cheguei a conclusão que o terraço maravilhoso que a Angelina Jolie estava jantando só podia ser do restaurante do Hotel Gritti, no Campo Santa Maria del Giglio

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E era! Tem coisa mais linda? Em junho de 2017 cheguei cedo e fui vendo o anoitecer, todas as cores do céu até escurecer por completo com ela, assim, de camarote na minha frente, a Santa Maria del Salute, tenho umas 5.984.368 fotos dessa igreja de tão maravilhosa que eu acho.

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O restaurante estava funcionando no terraço por causa da época, no frio tem um ambiente interno lindo demais, bem clássico, aliás esse hotel é o meu sonho de consumo em Veneza, acho fantástico.

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Feliz no Gritti

7 – Restaurante Grand Canal: em frente ao Grand Canal, em um deck do Hotel Mônaco, na região de San Marco muito próximo a Piazza San Marco. Fomos almoçar em setembro de 2017 e estava delicioso. Vista linda, para colocar na lista dos que eu tenho vontade de repetir.

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8 – Chat qui Rit: comida italiana de bistrot. Pedimos massa (eu) e carne (marido) e os pratos estavam muito bons, ambiente moderno, na calle Tron.

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9 – Osteria Enoteca San Marco: ambiente moderno também, comida maravilhosa, uma enoteca fantástica na entrada. Atendimento especial. Na calle Frezzeria.

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10 – Bauer: já comentei no outro post Veneza que me hospedei nos Hotéis Bauer e Il Palazzo Bauer. Amo demais esses hotéis pela sua beleza e localização. São anexos e compartilham os ambientes, como o restaurante De Pisis, O Bar Canale e o Roof Top Settimo Cielo. Não hóspedes também são bem vindos. A comida do restaurante De Pisis é deliciosa, linguine al vongole foi a minha pedida e estava incrível. O restaurante tem dois ambientes, interno clássico, lindo e o deck em frente ao Grand Canal, fui para o almoço, estava um dia lindo, sentei no deck.

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Com ela sempre – Santa Maria del Salute

No restaurante De Pisis também é servido o café da manhã do Hotel Bauer

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Foto panorâmica do deck do restaurante De Pisis – Hotel Il Palazzo Bauer

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Foto do site: http://www.amoma.com

O Bar Canale fica em um pátio térreo, área externa, em frente ao Grand Canal. Fui à noite para tomar um aperitivo e o ambiente é muito agradável, adorei. Só que foto noturna é tão complicado, então vou me socorrer de um profissional para dar uma ideia da beleza do local.

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Foto do site: http://www.travellermade.com

Lindo demais não é mesmo? Saudade!

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Foto site: http://www.blog.insightvacations.com

E o terceiro espaço é o rooftop Settimo Cielo. Local do café da manhã do Hotel Il Palazzo Bauer, tem área interna e externa. À tarde e à noite bar e aperitivos. Eu amo esse local, tem uma vista linda, animado, bom astral.

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A vista do rooftop Settimo Cielo do Hotel Il Palazzo Bauer é 180 graus, um sonho!

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Foto panorâmica do Settimo Cielo, terraço no último andar do Hotel Il Palazzo Bauer

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Foto do Site:: http://www.travellermade.com

11 – Harrys Bar – ao lado do Hotel Il Palazzo Bauer, um lugar imperdível para quem vai a Veneza. Bar e lanches no térreo, restaurante no andar superior,  fui nos dois e amei. E foi aqui que o célebre drink Bellini foi inventado, meu aperitivo preferido no mundo, champanhe com suco de pêssego, na Itália ele é preparado com a polpa da fruta natural, fica delicioso.

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O marido com ele – o delicioso Bellini

A Piazza San Marco é uma festa, durante o dia ou à noite, vive lotada de turistas, muitas vezes aquela multidão não é nada agradável, é verdade, mas ao cair da tarde, muitos vão embora e ela vai ganhando o seu charme, com vários bares, restaurantes ou confeitarias com mesas e cadeiras espalhadas pela Piazza e seus palcos para shows de música ao vivo, geralmente clássica, da melhor qualidade. É mágico, adoro.

12 – Caffè Florian: A confeitaria mais famosa de Veneza. É linda, imperdível. Muitos dizem “é muito cara”, “não vale o preço”. Sim é muito cara, mas discordo, vale sim o preço. Está situada na Piazza San Marco em Veneza. Conseguem imaginar o preço do metro quadrado desse local? Tem muitas pessoas para servir e músicos no palco pelo menos 8 horas por dia. Quanto custa manter? E mais uma vez sigo aquela lógica: é uma viagem, não vou todo dia (fui 3 vezes), um lugar icônico e vai ser ótimo para a minha biografia rsrsrs!

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Caffè Florian na Piazza San Marco desde (apenas) o ano de 1720, a cafeteria mais antiga em funcionamento de forma contínua no mundo, o outro é o Le Procope de Paris (que eu também conheço e amo)

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São essas as dicas de restaurantes, em vários estilos e preços, todos deixaram saudade, foram bons momentos, por isso os recomendo. E, como sempre, em viagem eu não como para viver, eu vivo para comer!

 

 

 

 

 

 

Bolonha – Itália

Foi uma das cidades que conheci no bate e volta a partir de Florença, em março de 2017.

Para Bolonha considero ideal dormir 2 noites para ver com calma suas atrações, tem muita coisa interessante. Consegui ver “quase” tudo que queria (já explico), não fiquei com aquela sensação de quero mais ou preciso voltar.

Gostei muito de Bolonha, o marido não. Achei a arquitetura em tons de vermelho muito bonita, a famosa gastronomia e o legado acadêmico ótimos motivos para visitá-la. Bem por isso, é chamada de “la rossa” (a vermelha), la grassa (a gorda) e la dotta (a culta).

Para conseguir visitar todas as atrações de Bolonha é melhor não ir em um domingo ou segunda, pois algumas delas fecham nesses dias. Fui em um sábado e estava “quase” tudo aberto (por culpa minha, já conto).

Chegamos de trem, a viagem dura apenas 35 minutos, uma beleza. Dá para ir e voltar tranquilamente a partir de Florença.

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Instalação na saída da estação de trem Bologna Centrale

Passamos pela Via dell’Indipendenza que aos finais de semana é pedonal e aqui já podemos sentir porque Bolonha é chamada de “A Rossa”IMG_4364

Bolonha tem 40 Km de pórticos, amei! Cidade que facilita a sua vida quando está chovendo.

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Chegamos na Piazza Maggiore e infelizmente (eu já sabia) a sua linda Fontana del Netuno, de 1566 com uma estátua de bronze de Netuno estava coberta para restauro. Nessa praça está a Catedral de Bolonha, a Basílica de San Petrônio.

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Sua construção começou em 1390 para ser a maior igreja do mundo, maior inclusive que a Basílica de São Pedro no Vaticano. Sua conclusão só aconteceu em 1659 e não respeitou o projeto original. A sua fachada é muito interessante, pois ficou inacabada. Metade para baixo é de pedra d’Istria e mármore Rosso Verona, metade para cima de tijolos. Dedicada a San Petronio padroeiro de Bolonha.

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A Basílica possui capacidade para 28.000 pessoas. Tem 132 metros de comprimento e 60 metros de largura, mesmo assim, com essas dimensões é a  15ª maior igreja católica do mundo.

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Cabeça de San Petronio em um relicário de prata na parte de baixo
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Meridiana Solar

A Piazza Maggiore é a praça mais famosa, um ponto de encontro da cidade e possui alguns prédios bem interessantes. O primeiro é o Palazzo d’Accursio, conhecido como Palazzo Comunale, sede do município de Bolonha, abriga também um museu de arte.

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Outra atração da Piazza Maggiore é a Biblioteca Salaborsa, muito linda e no seu subsolo tem achados arqueológicos.

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O Palazzo Re Enzo, na Piazza del Netuno, uma extensão do Palazzo del Podestà, de 1245, forma um conjunto de edifícios com função pública da Piazza Maggiore. Hoje abriga eventos e congressos.

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No andar térreo do Palazzo del Podestà está o Voltone, uma abóbada sob a Torre dell’Arengo, apoiada em 4 pilares. Cada pilar fica em uma canto oposto ao outro. E tem uma acústica tão impressionante que se alguém sussurrar em um dos cantos, quem está no canto do outro lado escuta perfeitamente!

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Pórtico para a entrada do Voltone no Palazzo del Podestà

Muito próximo a Piazza Maggiore se encontra o Archiginnasio, atravessando um pórtico para  Piazza Galvani. Trata-se de um Palazzo, do ano de 1563, que abriga uma fantástica biblioteca, o Teatro Anatômico e no andar de cima o salão do Stabat Mater.

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Piazza Galvani
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Pátio do Archiginnasio

O Archiginnasio foi criado em 1562 para reunir todas as escolas da Universidade de Bolonha que estavam espalhadas pela cidade, para ficarem em um único lugar. Depois, em 1803, a sede da Universidade se mudou para o Palazzo Poggi. Desde 1838 o Archiginnasio é a sede da mais importante biblioteca municipal da Itália com 800 mil volumes.

É também o maior museu Heráldico do mundo, pois possui 6.000 brasões de professores, reitores e alunos que passaram por aqui e quiseram deixar registrados os brasões de suas famílias. Estão espalhados pelas paredes e tetos criando um visual incrível, lindo!

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O que é esse teto da escada que dá acesso ao piso superior? A quantidade de brasões e o efeito? Lindo demais!

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O espaço mais importante é a Stabat Mater (do latim Estava a Mãe), era a sala onde os estudantes de direito tinham aulas. Hoje funciona para eventos.

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Daqui, para não perder a sequencia histórica, fomos para o Palazzo Poggi, sede do campus da Universidade de Bolonha, a mais antiga da Europa, desde o ano de 1088.

Visitamos dentro do Campus o Museu do Palazzo Poggi e o Museu de Anatomia de Cera Luigi Cattaneo.

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Entrada do campus da Universidade de Bolonha

O Museu Poggi da Universidade de Bolonha engloba coleções de História Natural, Física, Química, Arte Oriental, Náutica e Biblioteca.

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O mais fascinante para mim foi conhecer o Museu de Anatomia Luigi Cattaneo, com trabalhos perfeitos de anatomia e obstetrícia feitos em cera para estudo dos alunos.

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Concordamos totalmente porque Bolonha é chamada de “La Dotta” (a douta, a culta).

Como no meu roteiro não pode faltar igrejas, queria muito conhecer a Basílica de Nossa Senhora  de San Luca – Madonna de San Luca. Ela fica no alto de uma colina, longe do centro. Tem um trenzinho que sai da Piazza Maggiore, mas resolvi ir de táxi para ganhar tempo, passeio bate e volta o tempo é curto. Pedi para o motorista me esperar para depois retornar, o marido não queria conhecer e ficou esperando dentro do táxi.

Aqui é que entra o “quase tudo” que eu conheci em Bolonha e falei no início do post.

Eu tinha a informação que a igreja fechava das 12:30 às 14:30. Mas, nunca é garantido, muitas outras igrejas na Itália não bateram com a informação prévia. Fui para lá às 14h, realmente estava fechada e só reabria às 14:30! Eu podia ter esperado em outro lugar, ter feito outra coisa, mas ansiosa, me dei mal. Esperar com o táxi por 30 minutos estava fora de questão. Então só conheci a área externa, pedi para uma pessoa que também “bateu com a cara na porta” fazer essa foto minha e fui embora desolada. Uma pena!

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Fomos então conhecer a fama de “la grassa” (a gorda) de Bolonha, a sua culinária. Passeamos pela Via Pescherie Vecchi e suas transversais onde a quantidade de restaurantes e lojas de produtos alimentícios é incrível.

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Almoçamos nesse restaurante na Via Pescherie e foi maravilhoso!

O Mercato di Mezzo, na Via Clavature, também é uma ótima opção para almoço, com várias opções de comida, com mesas e bancos no centro do pátio para sentar.

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O charme do calçadão da Via degli Orefici

E para não ficar só com uma igreja, eu tinha outra carta na manga, então fui conhecer (sozinha) a Basílica de Santo Stefano. Um conjunto de quatro igrejas medievais (de um original de sete igrejas) reunidas em um mesmo teto (telhado). Fica na Via de Santo Stefano, uma rua muito legal, animada, cheia de bares.

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O Complexo da Basílica de Santo Stefano engloba a Igreja do Crocifisso (século XI), Igreja do San Sepolcro (séc XI), Igreja de Santi Vitale e Agricola e Igreja de Santa Trinita. Há um Claustro Superior que segundo a tradição Dante Alighieri gostava de ficar aqui fazendo os seus estudos e reflexões enquanto frequentava a Universidade de Bolonha em 1287.

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Na parte final do complexo tem uma loja para vender produtos feitos pelos monges muito boa, tem sabonetes, cosméticos, doces, artigos religiosos também. Quem me atendeu foi um monge brasileiro de Salvador e me disse que o creme para psoríase deles é muito famoso, gente do mundo inteiro vem comprar.

Por fim, passamos em frente para conhecer a Torre degli Asinelli. São duas torres gêmeas medievais inclinadas, de 1488.

A Torre Asinelli é a mais alta de Bolonha (97 m) e aberta para visitação (a fila é enorme), são 498 degraus em uma escada de madeira íngreme. A inclinação dela é de 2,23 metros e quase não se percebe em razão da sua altura.

A Torre Garisenda possuía 60 metros, mas teve 12 metros cortados por risco de desabamento. Está fechada ao público, é a mais inclinada, com 3,22m e foi citada por Dante na sua obra Divina Comédia.

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Bolonha tem muito mais atrações, foi o que deu para ver em um dia de passeio, achei uma cidade muito animada, me passou um bom astral, imagino que a noite deve ser ainda melhor. Adorei conhecer!

 

 

 

 

 

 

Pisa – Itália

Quando fixei base em Florença, em março de 2017, por cinco dias, a minha intenção era fazer três passeios bate e volta, pois já conhecia a cidade e dois dias seriam suficientes para ver o que faltou e nos outros iria conhecer Pisa, Bolonha e Siena.

Embora seja muito disciplinada em viagens e procure seguir o roteiro planejado, me permito fazer alterações por algum motivo que claro, só surge lá.

Pode ser o clima, o cansaço, o mau humor (sim, às vezes ele aparece mesmo em viagem de férias) ou um lugar muito bom que quero ficar mais tempo, dá para fazer uns ajustes aqui e ali para adaptar a viagem a realidade que os muitos estudos não preveem.

Conheci então Pisa e Bolonha. Só que em Florença estava tão bom, dias tão lindos, tinha tanta coisa para ver e fazer que resolvi tirar Siena, justamente a cidade que eu mais queria conhecer, porque refleti e achei que era uma cidade que merecia mais que um bate e volta e fica melhor ainda se juntar com San Giminiano e Lucca. Um dia ainda irei!

Vamos a Pisa. Claro que o motivo para conhecer a cidade é a sua icônica Torre inclinada que por mais batida que seja, acho o esforço para mantê-la em pé fascinante. Mas Pisa não é só isso e já aviso que os passeios bate e volta que os grupos costumam fazer em uma manhã ou em uma tarde acho difícil para conhecer, tem que correr.

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Rio Arno – Pisa – o sol e o céu azul de Florença não me acompanharam em Pisa

Fomos sozinhos, eu e o marido de trem. E a “aventura” já começou aqui. Comprei o bilhete com duração da viagem em 1h, direto, pelo Regionale Veloce. Chegamos cedo na estação e o trem já estava parado para embarque, estranhei, nunca tinha acontecido, sempre é rápido o tempo de embarque. Ali me dei conta de que não tinha lugar marcado e podia sentar em qualquer banco. E foi entrando gente, entrando gente, não parava de entrar gente, cada figura, uns com malas enormes que não tinha onde colocar, ficavam no colo mesmo, atrapalhando o passageiro do lado, ninguém reclamava, me sentia em um filme de comédia.

Não tinha mais lugar para sentar e continuou entrando gente. Agora ficavam em pé, sentados no chão, pendurados no corrimão, não acreditava no que estava vendo. Jovens, velhos, crianças, até um cego levaram para “ver” Pisa, adorei! Eu e o marido ríamos tanto que uma senhora italiana olhava para a gente e ria também, sem saber do que era (óbvio), porque o riso realmente contagia.

Bom, o trem finalmente partiu e de “veloce” não tinha nada! Muito menos “direto”. É considerado direto o trajeto (linha) que não tem necessidade de trocar de trem para alcançar o seu destino final, ou seja, sem baldeação, mas não significa que ele não para. E esse parou, meu Deus, o desgraçado não andava, só parava, foram 7 estações!

Enfim chegamos, estava exausta hehehe!

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E o primeiro lugar que eu estava ansiosa para conhecer era? Quem disse a torre errou! Queria muito conhecer a Igreja de Santa Chiara. Por que? Porque aqui está guardado um dos espinhos da Coroa de Cristo! O marido não acredita, eu sim e uma vez ouvi a seguinte frase, mas desconheço o seu autor “Tão tolo quanto aquele que acredita em tudo é aquele que não acredita em nada”.

Essa igreja foi edificada em 1277, fica em rua lateral (Via Roma,  67) que termina na praça onde está a Torre Inclinada, o Duomo e o Batistério. Só que tem uma construção tão simples, sem nenhuma indicação, que passei por ela algumas vezes e não vi, já estava desesperada quando resolvi perguntar no restaurante em frente e me indicaram a porta. Pertence ao Complexo do Ospedale de Santa Chiara ( porta ao lado).

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O altar em frente

Ficando de frente para o altar, o espinho está em uma vitrine do lado esquerdo, com uma grossa grade de ferro.

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Espinho da Coroa de Cristo – muita emoção

Depois seguimos pela Via Roma, viramos a esquerda e fomos conhecer o Museu delle Sinopie, na Piazza Duomo, achei interessante, mas não é imperdível, então se você tiver pouco tempo, não se preocupe, pode tirar do roteiro. Embora seja um museu pequeno que não demora para ser visitado.

Sinópia é o pigmento vermelho misturado com água e aplicado por escova para fazer os desenhos em papel ou pergaminho, traçados na primeira camada de gesso, preparatórios para o afresco. Seria o esboço do afresco e são raros.

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E chegamos: a famosa Torre Inclinada ou a Torre de Pisa. São Pedro não me ajudou e o céu estava carregado de nuvens o que tira muito da beleza da foto, sem o contraste do azul. De todo modo, achei linda, foi restaurada há pouco tempo, está sem andaimes e o seu mármore bem branquinho que dá para ver toda a riqueza de detalhes.

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Não tive interesse em subir, vi que a fila de espera era imensa, mas não foi por isso, podia ter comprado o ingresso antecipado, não quis mesmo, bastava apreciar por fora.

A Torre Inclinada fica na Piazza dei Miracoli ou Piazza Duomo e foi construída entre os anos de 1173 a 1350. É o campanário do Duomo, ou seja, a torre que abriga os sinos da igreja. São 7 sinos. Tem 58,36 metros de altura, 15 metros de diâmetro e possui uma inclinação de 5,5°. Para subir são 273 degraus distribuídos em 8 andares. A visita tem duração de 30 minutos, pois tem um número limite de visitantes por vez.

Os experimentos de Galileu Galilei (1564 – 1642) aconteceram aqui, pois nasceu e viveu em Pisa.

Agora, eu fiz questão de ter a manjada foto “segurando” a Torre para ela não cair. Acontece que os “dotes” de fotógrafo do marido não permitiram a execução do plano com perfeição (que foi treinado em casa) e ficou assim:

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Da série: Por que eu não casei com um japonês?

Paciência, vamos para a próxima atração, que eu amei: o Campo Santo, o cemitério de Pisa, também na Piazza dei Miracoli. Eu sou apaixonada por cemitério. Acho lindo e os meus preferidos são o Père Lachaise em Paris e o Monumentale de Milão. No Brasil o da Consolação em São Paulo é imperdível (vou fazer um post sobre SP que inclui a visita guiada que fiz lá).

O cemitério da Piazza dei Miracoli é diferente dos “tradicionais”.  Foi construído em 1277 e possui poucos túmulos. A maioria está em placas no chão, como as pessoas que são enterradas em igrejas. Tem sarcófagos romanos e terra trazida do Monte Calvário pelas Cruzadas. O seu acervo de relíquias religiosas é riquíssimo com pedaços da Santa Cruz e restos mortais dos Apóstolos. Foi o primeiro museu de Pisa.

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Os túmulos são de personalidades, pessoas que fazem parte da história da cidade, como os da família Médici e do matemático Fibonacci.

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Os sarcófagos romanos são lindos (são 84 no total)
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Relíquias religiosas

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Os afrescos são incríveis! O cemitério foi seriamente atingido na 2ª Guerra Mundial e muitos sarcófagos e afrescos totalmente destruídos. Há um intenso trabalho de restauração para recuperar o que sobrou.

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O chão é coberto de placas mortuárias, algumas bem interessantes.IMG_4745

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A próxima atração é o Batistério, na Piazza dei Miracoli. Do ano de 1152, em estilo romântico/gótico fica em frente ao Duomo (a Catedral de Pisa). Todo mundo sabe, mas não custa registrar, que os batistérios eram construídos do lado de fora porque não era permitido que pagãos (não batizados) entrassem nas igrejas.

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O seu púlpito hexagonal em mármore data de 1260. Galileu Galilei foi batizado aqui.

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Em frente ao Batistério, na mesma Piazza dei Miracoli, está o Duomo de Pisa, cidade difícil de visitar, não?

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Dedicada a Santa Maria Assunta, a Catedral de Pisa, construída de 1064 a 1118, tem a fachada em mármore, no estilo arquitetônico romântico. Possui 3 pares de portas de bronze do século XVI colocadas para substituir as originais de madeira que foram destruídas no incêndio de 1596.

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A porta central retrata a história da Imaculada Conceição e o nascimento de Cristo. A porta da direita o Calvário e a Crucificação e a porta da esquerda o Ministério de Cristo.

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O seu interior é impressionante.

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O teto de madeira decorado com ouro 24 K é herança dos Médici e o seu púlpito octogonal do artista Giovanni Pisano,de 1301, espetacular.

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Então, todas essas atrações estão concentradas na Piazza dei Miracoli, também conhecida como Piazza Duomo a poucos metros uma da outra.

Passando novamente pela Torre de Pisa aproveitei para me despedir com uma selfie (porque o marido ficou mau humorado das 3.548.973 fotos que teve que fazer) e seguimos em frente.

 

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As ruas de Pisa são bem agradáveis para passear, como muitas cidades italianas e européias, tem muitos restaurantes e lojas, várias praças entre elas.

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Fazendo o trajeto em direção à estação de trem Pisa Centrale chegamos na Piazza dei Cavalieri onde tem o Palazzo dell’ Orologio, de 1357, com visita guiada sob reserva.

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Na construção do Palazzo foram incorporados os restos da Torre Medieval conhecida como Torre da Muda ou da Fome. Da Muda porque as águias da Comuna de Pisa ficavam aqui na época da muda das penas.

Torre da Fome por causa de um caso terrível que ficou famoso na cidade, quando em 1289 o Conde Ugolino Gherardesca foi preso por suspeita de traição juntamente com seus filhos e netos e a chave jogada fora no rio Arno. Toda a família morreu de fome. A história é contada por Dante Alighieri no livro A Divina Comedia (Inferno XXXIII).

Na mesma Piazza Cavalieri se encontra a Igreja de Santo Stefano, de 1567

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E o Palazzo della Carovana, de 1562, com sua fachada decorada com figuras alegóricas e zodiacais, onde funciona a Escola Normal de Pisa, uma instituição de ensino superior criada por ordem de Napoleão Bonaparte em 1810.

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Estátua de Cosme de Medici

Seguimos por mais algumas ruas, primeiro pela Borgo Streto, Piazza Garibaldi e depois  de atravessar o Rio Arno pela Corso Itália.

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Lungarno Galileu Galilei

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Detalhes arquitetônicos que eu amo

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Gostei de Pisa, o marido achou sem graça, não é uma cidade que eu gostaria de ficar, passar mais tempo, mas em um passeio bate e volta a partir de Florença valeu a pena.

 

 

 

 

 

 

 

Vale dos Templos – Agrigento – Sicília

Em setembro de 2017 fui para a Sicília pela primeira vez e me apaixonei. Um dos lugares que visitei foi o Vale dos Templos em Agrigento. Fiz um passeio bate e volta partindo de Palermo com a empresa Get Your Guide, de van, em um pequeno grupo.

Acho esses passeios de um dia inteiro muito cansativos, mas não tinha outro jeito, não queria dormir em Agrigento, meu objetivo era só conhecer o Vale dos Templos mesmo.   E ainda teve um bônus! (já vou contar).

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Foto site: http://www.siculotrip.it

 

Palermo, onde montei base por 4 dias, fica ao norte da Sicília e Agrigento ao sul. Na ida fomos por Sciacca A distância é de 132 Km.  A duração é de aproximadamente 2h. Quer dizer, são 4 horas de deslocamento ida e volta!

Chegamos em Agrigento e fomos conhecer o Museu Arqueológico Regional Pietro Griffo, com um acervo maravilhoso de achados arqueológicos gregos e romanos da região.

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O nosso motorista era um italiano muito engraçado e simpático, gostou muito da gente e disse que não estava no roteiro, mas queria nos levar para conhecer a Scala dei Turchi em Sciacca, onde depois paramos para o almoço.

Foi esse o bônus! Um lugar incrível, que eu nunca tinha ouvido falar, nem vi em todos os meus estudos sobre a Sicília. A “Escada dos Turcos” é um penhasco de pedra calcária no Mar Mediterrêneo em formato de degraus. O branco é tão branco que chega a doer os olhos. Fica a 13 Km de Agrigento.

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O nome Scala dei Turchi é por causa dos árabes que invadiram a região e que genericamente são chamados de “turcos”. Parece uma escada mesmo.

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E essa vista para o almoço do restaurante Lido Scala dei Turchi.

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Depois seguimos para o Vale dos Templos de Agrigento, um parque arqueológico super interessante com exemplares da arquitetura grega.

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Templo de Juno – 450 a.c.

O Vale dos Templos foi um centro religioso quando Agrigento era a colônia grega de Akragas, há mais de 2.500 anos.

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Templo de Hércules

Como se não bastasse todo o patrimônio histórico do lugar ainda tem uma vista linda para o mar Mediterrâneo

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Templo de Zeus

A construção mais impressionante é o Templo da Concórdia, do século V a.c. em excelente estado de conservação.

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Templo da Concórdia

Em estilo dórico, o Templo da Concórdia foi transformado em igreja no século VI o que foi a causa da sua conservação.

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Junto ao templo da Concórdia, uma Oliveira com aproximadamente 500 anos!

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O Vale dos Templos em Agrigento é um lugar incrível que vale a pena colocar no seu roteiro pela Sicília.

 

 

 

 

 

Ortígia – Siracusa – Sicília

Quando planejei a minha viagem para a Sicília (fui em setembro de 2017) não foi fácil escolher as cidades  para visitar em 10 dias, porque são muitas as que eu tinha e ainda tenho vontade de conhecer. Siracusa (Ortígia) era uma delas.

Como uma das bases foi Catânia, por três dias, e dois dias são suficientes para conhecê-la, resolvi incluir Siracusa em um bate e volta de um dia.

Ortígia é uma pequena ilha de apenas 1 km² onde se encontra o centro histórico de Siracusa e se liga a parte continental por uma ponte.

Fui de trem e digo que foi a primeira e última vez que andei de trem na Sicília. Eu amo viajar de trem, mas lá é impossível. Os trens são horríveis, mesmo! Muito velhos, muito sujos, não tem lugar para malas (ainda bem que não tinha) e principalmente muito lentos. Não dá! Nem usei a passagem de retorno, contratei um táxi para voltar. Não foi caro.

Com o trem chegamos na parte continental de Siracusa, pela manhã, pegamos um táxi e fomos direito para o Parque Arqueológico Neapolis que é perto da estação.

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Anfiteatro Romano do sec I a.c.
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Teatro Greco sec V a.c.

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A atração mais importante do parque arqueológico é o Orecchio de Dionisio, uma caverna cuja entrada é uma enorme fenda.

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Entrada do Orecchio di Dionisio

A caverna é artificial, ou seja, foi construída. Tem 23 metros de altura e 65m de profundidade. Era utilizada pelo tirano Dionísio (432 a.c. – 367 a.c.) que governou Siracusa, para trancar os prisioneiros e os espiava de uma cavidade mais alta onde era possível escutá-los, já que tem uma característica acústica que permite amplificar o som em até 16 vezes.

Dizem que o nome da caverna: Orecchio di Dionisio foi dado por Michelangelo, por ter a forma semelhante ao ouvido humano e pela sua função (escutar o que falavam os prisioneiros) na época de Dionísio.

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Dentro do Orecchio di Dionisio
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Na saída do Orecchio di Dionisio

Sinceramente não curti esse passeio. Gosto de ruínas arqueológicas, visitei algumas na Grécia que amei, mas o Parque Neapolis não tem muito o que ver, ao mesmo tempo é grande, gastei quase uma manhã inteira aqui, para mim não valeu a pena.

Então partimos para Ortígia a ilha de Siracusa. Pegamos um táxi e pedi para nos deixar direto na Catedral, na praça central, a Piazza Duomo, porque ao meio dia fecha e só reabre às 16h.

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Como é lindo o Duomo de Siracusa, Catedral dedicada a Natividade de Nossa Senhora. Foi construída aproveitando um templo grego de 2.500 anos com reformas e intervenções em vários séculos IX, XIII e XVIII.

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No seu interior tem três capelas: Santa Luzia, Sacramento e Crucifixo

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A praça central onde se encontra a Catedral também é linda (Piazza Duomo)IMG_0594.JPG

Passear por Ortígia é uma delícia, são muitas ruas charmosas com cafés, confeitarias, restaurantes (comemos muito bem), lojinhas (comprei uma túnica linda e uma testa di moro), ateliers, etc. A partir do Duomo seguimos pelas ruas no seu entorno até chegar na Piazza Archimede, na Rua Cavour, ontem tem  a Fontana de Diana.

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A fonte  de 1906 , em estilo clássico/art nouveau, tem Diana, deusa da caça, protetora de Ortígia em tempos gregos e quatro tritons que empurram dois cavalos do mar.

Uma das lojas que eu mais gostei foi a Cool de Sac. Elizabeth sua estilista cria túnicas e caftans lindos e na hora preparou a embalagem de tecido para a guardar a túnica que eu comprei. A loja tem acessórios lindos também.

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As ruas de Ortigia são bem estreitas e de repente se abrem em uma praça ou pátio com restaurantes e lojas

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Caminhamos até o mar, onde tem a Porta Marina , do século XV e a arquitetura dos prédios a beira mar é linda demais!

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Paramos para almoçar e sempre fazemos amigosIMG_0618

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Uma vista linda do mar Mediterrâneo é no Belvedere do Largo da Fontana Aretusa

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A Fontana Aretusa é separada do mar apenas por uma parede de pedra. Tem muitos peixes (tainha) e é praticamente coberta por papiros que crescem aqui espontaneamente.

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Caminhando pelo Lungomare Alfeo, a calçada a beiramar fomos em direção ao Castelo Maniace na extremidade da ilha de Ortígia.

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O Castelo Maniace era uma fortaleza e foi construído pelo Imperador Frederico II em 1232. Hoje é aberto ao público, mas não tem muito o que ver além da sua estrutura e a sua vista a beira mar.

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Foto site: http://www.viaggiosudest.it
Castelo maniace
Foto do site: ww.goto.cloverandrose.com

Uma loja italiana que eu amo é a Ortígia, perfumaria com sabonete líquido, em barra, cremes hidratantes, uma linha de lenços de seda e bermudas masculinas para a praia, linha home com difusores e velas aromáticas. As fragrâncias são maravilhosas e as embalagens então, muito lindas. Adoro! Conheci a marca em Florença, mas tem lojas em várias cidades como Veneza, Roma, Palermo. E então quando cheguei em Ortígia quis conhecer a loja matriz, que dá nome a marca.

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O logo da Ortígia são dois leopardos com palmeiras. Essa imagem é de um mosaico que está no teto do palácio real de Palermo o Palazzo dei Normanni, que também conheci. Site: http://www.ortigiasicilia.com

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Depois paramos para fazer um lanche no Caffe Minerva, na Piazza de mesmo nome, rua lateral do Duomo.

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Dá para conhecer a ilha inteira em uma tarde, mas fiquei com pena de não ter passado uma noite aqui, imagino como deve ser mágico. De todos os lugares que conheci na Sicília, Siracusa e sua ilha Ortígia foi o único que me deu vontade de voltar, porque achei que um passeio bate e volta não foi suficiente.

E de Siracusa dá para montar base para conhecer conhecer algumas cidades próximas que são incríveis como Noto e Ragusa. Fica para uma próxima! Fotos abaixo dos vários ângulos da Piazza Duomo.

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Porto – Portugal

Visitei a cidade do Porto em setembro de 2016. Foram 4 dias na cidade (mais um dia de bate e volta a Braga e Guimarães). O clima estava perfeito, temperatura super agradável e um céu azul lindo, coisa rara por lá.

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Existe uma disputa em Portugal sobre qual é a melhor cidade: Lisboa ou Porto. Para mim não há dúvida, é Lisboa disparado!!! Mas adorei ter conhecido a cidade do Porto, é muito bonita, vale a pena visitar.

Não fui ao Vale do Douro e nem fiz degustação de vinho do Porto o meu interesse era só na cidade mesmo.

Em viagem bebo vinho no almoço e no jantar, todos os dias, adoro os vinhos portugueses, são fantásticos e com uma excelente relação custo/benefício, mas não vi necessidade de me instalar nos hotéis/caves na foz do rio Douro para desfrutá-los. Também gosto muito de vinho do Porto, mas um cálice para mim é o suficiente, acho muito forte, não conseguiria beber a quantidade oferecida na degustação. Depois, não tenho paciência para ficar ouvindo todas aquelas informações sobre tipos de uva, safra, perfume, terroir, “personalidade”, etc.

Reservei o Hotel Intercontinental Porto Palácio das Cardosas. Super bem localizado, na Praça da Liberdade, o hotel é lindo. Quarto, serviço, tudo ótimo. Jantei uma noite no restaurante do hotel e foi maravilhoso. O bar com música ao vivo também excelente. Pena que não tenho o registro, porque nessa época não tinha cabeça de blogueira e não vivia com o celular pendurado fotografando tudo!

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Fachada do Hotel Palácio das Cardosas

A linda arquitetura da praça da Liberdade em frente ao Hotel

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Lobby do Hotel Palácio das Cardosas

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O Hotel Palácio das Cardosas fica a poucos passos da Livraria Lello, uma instituição na cidade. Para o marido que ama ler, foi o primeiro lugar que nós fomos. O problema é que todo local famoso atrai muito gente e lá dentro havia milhares de pessoas, não dava nem para andar, para fotografar então, um sufoco.

A Livraria Lello & Irmão fica na Rua das Carmelitas desde 1906. O edifício é em estilo neo gótico e a sua escadaria a grande atração. Ao lado tem uma loja que vende o ingresso para entrar na livraria, o valor pode depois ser descontado na compra de livros. Não peguei fila para entrar, mas é bem comum ter que esperar.

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O seu interior é lindo, com muitos vitrais. E a sua famosa escadaria central.

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Próximo a Livraria Lello estão a Igreja e Torre dos Clérigos. O estilo arquitetônico é o barroco, do século XVIII e pertence a Irmandade dos Clérigos, uma associação de fiéis com o objetivo de prestar assistência ao clero.

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A torre é linda e é possível subir para apreciar a vista, mas não fui.

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A cidade do Porto, apesar de pequena, tem uma quantidade incrível de igrejas lindas, praticamente uma ao lado da outra, um paraíso para mim.

Próximo da Torre dos Clérigos, após a praça, tem duas igrejas maravilhosas e aqui uma característica portuguesa e muito forte no Porto: os azulejos. São lindos demais!!! Tudo tem painéis com azulejos (do árabe: pequena pedra polida) majoritariamente em tons de azul, em igrejas, estação de trem, criando um efeito maravilhoso.

A Igreja do Carmo e a Igreja das Carmelitas tem um detalhe muito interessante. Primeiro parecem uma só, depois parecem geminadas, mas não é permitido igrejas ter parede em comum. Como resolver? Fizeram um prédio de apenas 1 metro de largura entre uma e outra, problema resolvido! Carmo e Carmelitas não estão coladas, tem um prédio no meio! Conseguem ver? Duas janelas, uma em cima da outra, em um espaço estreito entre as igrejas.

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A primeira, à direita na foto, com um lindo painel lateral de azulejos é a Igreja do Carmo ou Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, de 1756, em estilo rococó. Dá para acreditar na beleza desse painel?

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O seu interior também é lindo!

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A do lado esquerdo da foto é a Igreja da Ordem Primeira dos Carmelitas Descalços, de 1628, em estilo barroco. Então, as duas igrejas tem mais de cem anos de diferença. Durante esse tempo só havia a dos Carmelitas. Ordem Primeira é para homens (monges). Ordem Segunda para mulheres (freiras) e Ordem Terceira para leigos.

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Interior da Igreja dos Carmelitas Descalços

A construção mais incrível que eu conheci no Porto foi o Palácio da Bolsa. A visita é somente guiada, precisa reservar com antecedência no site: http://www.palaciodabolsa.com e tem duração de 45 minutos.

O Palácio pertence a Associação Comercial do Porto e sua construção é de 1842, em vários estilos.

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É o prédio mais bonito da cidade, sendo utilizado para várias solenidades. O famoso salão árabe é incrível! Os detalhes do chão ao teto, em todas as suas paredes e colunas com entalhes em caracteres arábicos em ouro é lindo demais! Uma atração imperdível do Porto.

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Em frente ao Palácio da Bolsa está o Jardim do Infante Dom Henrique

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Ao lado do Palácio da Bolsa se encontra a Igreja de São Francisco, depois da Catedral da Sé, a igreja mais importante do Porto. Considero também imperdível! Do ano de 1410, em estilo gótico, além da igreja, possui um museu no andar de baixo, convento e cemitério. Estima-se que tenha de 400 a 600 Kg de ouro das Minas Gerais (Brasil) no seu interior, que foi ricamente decorado ao longo do século XVI.

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Igreja São francisco
Foto: http://www.visitporto.travel

No interior, no lado esquerdo, está o seu maior tesouro: a Árvore de Jessé, um retábulo de 1718 que trata de uma representação artística da árvore genealógica de Jesus Cristo, a partir de Jessé, pai do rei Davi. Jessé está reclinado (dormindo) e a partir dele as raízes da árvore crescem e formam galhos com 12 figuras dos reis de Judá. Em cima a Virgem Maria e o menino Jesus, logo abaixo José, no centro.

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Fomos almoçar a beira do Rio Douro, com vista para a ponte D. Luís e após fizemos o “Cruzeiro das 6 Pontes”. Um passeio de barco público, onde o bilhete se encontra facilmente por quiosques espalhados no calçadão em frente ao rio. Eu adorei esse passeio. A vista da cidade pelo rio é linda. O passeio dura 1 hora aproximadamente, mais do que isso já cansa, foi perfeito.

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O barco tem lugares no seu interior, mas o melhor é na parte externa, principalmente quando o clima ajuda, tem bancos para sentar e como não tinha vento foi maravilhoso, a cidade do Porto é linda vista pelo rio Douro.

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Atrás de mim o cartão postal do Porto, a Ponte D. Luís I, do ano de 1888, de estrutura metálica, liga o Porto a cidade de Vila Nova de Gaia na outra margem do rio Douro.

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Ponte D. Luís I
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Vista da cidade do Porto

Continuamos a passear pela cidade e fomos até a Rua de Santa Catarina, a rua comercial do Porto, excelente para compras, adorei, não esperava que a cidade tivesse um comércio tão bom. Nessa rua se encontra a Capela de Santa Catarina, conhecida como a Capela das Almas, com a fachada em painéis de azulejos lindos demais!

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A lateral da igreja de Santa Catarina

E mais um exemplo da beleza dos azulejos portugueses, a Igreja de Santo Ildefonso, no início da Rua de Santa Catarina.

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Na Rua de Santa Catarina fomos no café mais tradicional da cidade, o Majestic, lindo e imperdível, fizemos um lanche e estava ótimo.

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Na região da Rua de Santa Catarina ainda se encontram lojas tradicionais com produtos portugueses clássicos e que tanto me encantam.

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O Mercado Municipal do Porto, chamado de Bolhão, é incrível e vale a pena a visita.

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Muito próximo do hotel Palácio das Cardosas, na Praça da Liberdade, se encontra uma das estações de trem mais bonitas do mundo, a Estação de São Bento que tem no seu interior painéis de azulejos magníficos, vive lotada, não só pelos usuários, mas também por quem vai lá só para apreciar.

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Fiz um passeio no ônibus Hop on Hop Off. Aqueles ônibus coloridos que vão parando nas atrações. Não sou muito fã, não há necessidade no Porto que é pequena, mas queria conhecer a região de Matosinhos que é distante e foi muito bom.

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Forte de São Francisco Xavier
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Praia de Matosinhos
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Igreja do Bom Jesus
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Porto de Matosinhos

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Uma noite, nosso querido amigo Joel, guia em Lisboa, telefonou dizendo que estava no Porto com um casal da República Dominicana e queria jantar com a gente. E fomos jantar em Matosinhos!!! Adorei! Mayra e Pedro são muito queridos e somos amigos até hoje, vantagens das redes sociais. Amigos pelo mundo!

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No outro dia fomos a pé conhecer o outro lado da margem do Rio Douro, a cidade de Vila Nova de Gaia. Atravessamos a ponte D. Luís I caminhando e foi incrível, é um passeio maravilhoso.

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Ribeira do Porto

A ponte D. Luís I foi projetada por um discípulo de Eiffel, de 1886, tem 395 metros. No andar superior passa o metrô e tem passarela para pedestres. Na parte inferior para carros e pedestres.

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A vista da ponte é linda demais, tanto para o lado da Ribeira do Porto quanto para a Ribeira de Gaia.

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A Ribeira de Gaia vale a pena a visita. Primeiro pela vista incrível que se tem da cidade do Porto que é realmente muito linda, depois porque é um calçadão animado, com lojas, caves de degustação do vinho do Porto e restaurantes bem melhores do que os da Ribeira do Porto. Almocei aqui e foi muito bom. Tem uma feirinha também.

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Ribeira de Gaia

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Fomos caminhando pela Ribeira de Gaia até o final  onde tem o teleférico. Muito novo, organizado, as cabines são grandes e seguras, tive a sorte de ir só eu e o marido, uma vista incrível!

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Outra atração que não se pode deixar de conhecer é a Sé, a Catedral do Porto. Foi construída entre os séculos XII e XIII, em estilo gótico.

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O Claustro da Sé do Porto é incrível e o seu terraço lindo demais!

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Descendo a Rua da Sé, pela parte de trás, tem um caminho muito bonito e aproveitamos para conhecer o MASA – Museu de Arte Sacra e Arqueologia do Porto, que fica no Largo do Colégio. O MASA ocupa uma ala do Colégio São Lourenço, onde tem também a igreja de mesmo nome, conhecida como Igreja dos Grilos, de ordem jesuíta de 1577. Como os frades que a ocuparam eram provenientes do sítio do Grilo a igreja ficou com esse apelido.

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Descendo em direção ao Rio Douro e sua Ribeira, a partir da estação de São Bento, existem três ruas importantes e boas para passear: Rua da Vitória, Rua Mouzinho da Silveira e Rua das Flores, esta última a mais animada e movimentada.

Na Rua das Flores conhecemos o Museu da Misericórdia do Porto (MMIPO) que fica ao lado da Igreja da Misericórdia. O  MMIPO abriga a coleção de arte da Santa Casa.

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A descida da Rua das Flores chega na Praça da Ribeira e tem uma vista linda para o Rio Douro.

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Almoçamos no Cantinho o Avillez, maravilhoso, do Chef mais famoso de Portugal, com vários restaurantes em Lisboa, na Rua Mouzinho da Silveira.

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Na última noite fomos tomar um drinque no bar do terraço do Hotel Yeatman em Vila Nova de Gaia, que tem uma vista panorâmica linda para o Porto

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E fizemos um amigo, esse lindo pavão que queria um petisco.

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Com o por do sol os tons do céu e a iluminação da cidade foi ficando cada vez mais lindo

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Depois, bem próximo do Hotel Yeatman, fomos jantar no restaurante Barão de Fladgate, dentro da Cave Taylor’s de vinho do Porto. Como estava uma noite agradável o restaurante tem mesas no terraço com essa vista incrível da Ponte D. Luís I, fechando os quatro dias maravilhosos que passamos na cidade.

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O Porto é uma cidade linda que vale a pena conhecer

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Miradouro da Serra do Pilar
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Ribeira do Porto à noite

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Taormina – Sicília

Acho que vou mudar o nome do blog para Bertoncini pela Itália. Brincadeira! Como passei 60 dias no país em 2017 (março, junho e setembro) conheci tantos lugares incríveis que quero muito compartilhar!

A primeira vez que ouvi falar de Taormina pensei: nossa, onde é? Então fui pesquisar e me apaixonei no ato! A Sicília é uma Itália tão diferente que nem parece Itália. A sua arquitetura com influência dos muitos povos que por lá habitaram (gregos, árabes, etc) a tornaram única, singular.

Fiquei na Sicília 9 dias em setembro de 2017, dois deles em Taormina.

Me hospedei no Hotel Belmond Timeo. Eu adoro essa rede de hotéis (Orient Express), são fabulosos e o Timeo não foge a regra. Ele está situado em uma área verde enorme, com jardins lindos, colado ao Antigo Teatro Grego e a poucos passos da praça central de Taormina. O Timeo tem um hotel irmão o Belmond Villa Sant’Andrea, que fica na beira do mar da Baía de Mazzaro, em Isola Bella. Os dois hotéis tem parceria e uma van leva os hóspedes de um para o outro. O Villa Sant’ Andrea também é incrível, fui almoçar lá, mas prefiro o Timeo.

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Reservei um quarto duplo “deluxe” pelo http://www.grandluxuryhotels.com e recebi um upgrade para uma suíte. Um quarto enorme e bastante confortável com sacada com vista para a piscina, o mar e o Vulcão Etna.IMG_1192.JPG

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A vista do Vulcão Etna da sacada do quarto

Taormina se situa na província de Messina na Sicília, tem 13 Km2 e 10.000 habitantes. Foi fundada no ano de 396 a.c. pelos Gregos e é banhada pelo mar Jônico.

Saí de Catânia com um transfer  (carro com motorista) para chegar em Taormina. Não tem aeroporto na cidade, o mais próximo é em Catânia (onde fiquei 3 dias). O trajeto leva uns 50 minutos (são 55 km). Existe a possibilidade de fazer o trajeto de trem, mas pelo que eu estudei (e a única experiência que tive em Siracusa) não aconselho. Os trens são velhos, lentos e não tem lugar para malas.

Já na saída do Hotel Timeo para passear deu para sentir o charme desse lugar.

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As lojas de louças são de enlouquecer! É muito comum na Sicília usar floreiras em forma de cabeça. Se chamam Testa di Moro (cabeça de mourisco) e tem uma lenda. Uma linda jovem siciliana se apaixonou por um rapaz árabe (mouro) e viveram um caso de amor. Um dia, o rapaz disse que iria voltar para a sua terra porque tinha mulher e filhos. Inconformada, a jovem pediu então uma última noite de amor. Naquela noite, depois que o rapaz dormiu ela cortou a cabeça dele, plantou manjericão e colocou na varanda. Os temperos cresceram fortes e bonitos causando inveja nos vizinhos que passaram então a copiar e foi criada a tradição.

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As floreiras de cabeça de mouros são lindas, tem de todos os tamanhos e cores. As coloridas são realmente muito bonitas, mas acho que combinam com casa de praia, como não tenho mais, escolhi uma que combinasse mais com o meu apartamento na cidade. Comprei em Ortigia, fabricada em Caltagirone, a cidade da louça na Sicília.     Pesa 5 Kg e trouxe em uma mala de mão!

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Testa di Moro de Caltagirone – Sicília

A rua principal, a Corso Umberto, é intercalada por duas praças: a Piazza IX Aprile e a Piazza Duomo.

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Piazza IX de Aprile

A Piazza IX de Aprile é  conhecida como “a sala de estar” mais elegante de Taormina. É muito bonita, possui um belvedere (terraço) com uma vista incrível para a baía de Naxos e o Vulcão Etna. O seu piso preto e branco cria um efeito muito interessante.

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Torre do Relógio

O nome da praça se deve ao fato de terem anunciado aqui, em 09 de abril de 1860, que Garibaldi havia desembarcado em Marsala para iniciar a sua conquista da Sicília. Na realidade Garibaldi chegou na Sicília um mês depois e existe os que consideram esta data “o dia da mentira” e outros que dão o crédito à cidade porque Taormina foi a primeira a anunciar a conquista.

Polêmicas à parte, a praça ficou com o nome e é o coração da cidade.

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Igreja de San Giuseppe – séc XVII

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Vista da Piazza IX de Aprile – Taormina
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O piso preto e branco da Piazza IX de Aprile

Atravessamos o pórtico (arco) da Torre do Relógio e seguimos pela Corso Umberto, a rua principal da cidade, repleta de lojas e restaurantes.

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Mosaico lindo na Torre do Relógio

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E chegamos na Piazza Duomo, a outra praça de Taormina. A Catedral é do ano de 1400 e dedicada a San Nicola di Bari.IMG_1312

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Le Quattro Fontane – a fonte da Piazza Duomo com seus quatro cavalinhos, é o símbolo da cidade, do ano de 1635.

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Passear pelas ruas de Taormina é se deparar com encostas e vistas tão lindas que os gregos espertos sabiam mesmo o que estavam fazendo quando descobriram esse pedaço de paraíso em 396 a.c.

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Um dos lugares que eu almocei, e amei, foi no restaurante Oliviero, no Hotel Belmond Villa Sant’Andrea, em Isola Bella, a van do Hotel Timeo vai e volta várias vezes por dia.

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Vista da entrada, na estrada acima, do Belmond Villa Sant’Andrea

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Que lugar mais lindo! A Via Nazionale que costeia a Baía de Mazzaro tem vistas incríveis

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Hotel Belmond Villa Sant’Andrea
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Vista da mesa
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Adoro Club Sandwich

De volta ao centrinho, passeamos pelo Giardino Pubblico e considero um lugar imperdível para quem visita Taormina, é lindo demais!

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A vista do Jardim Público de Taormina

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E essa arquitetura? Taormina é um sonho!IMG_1534

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Ao lado do Hotel Timeo, onde fiquei hospedada, se encontra o Teatro Grego de Taormina. O Antigo Teatro é “apenas” do Século III a.c. Sim, você leu certo, do ano 300 antes de Cristo, quando o grego Andrômaco reuniu os refugiados de Naxos, que tinha sido arrasada pelo tirano Dionisio e os instalou em uma colina em Tauro, chamando-se a cidade posteriormente de Tauromenium (para Taormina é um pulinho).

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O Teatro Antigo de Taormina é palco até hoje de shows e concertos musicais no verão.

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O palco atrás e cobertura de madeira nas arquibancadas

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Uma noite jantamos no restaurante Timeo, do hotel que estava hospedada, localizado em parte do imenso terraço com vista para a baía de Naxos e o Vulcão Etna. Comida e  serviço maravilhosos, uma experiência pra nunca esquecer.

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Camarote para essa vista, lindo demais!

Nas extremidades da rua principal, a Corso Umberto, existem dois arcos, vestígios das entradas muradas e protegidas da cidade que são a Porta Catânia e a Porta Messina.

A Porta Catânia fica logo depois da Piazza Duomo, atravessando o seu arco encontramos o Palazzo Corvaja, as ruínas do teatro Odeon Romano e a Igreja de St. Caterina.

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Porta Catânia

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Palazzo Corvaja

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Teatro Odeon

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Na outra extremidade da Corso Umberto, a Porta Messina e a Igreja de San Pancrazio

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Porta Messina vista de trás
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Porta Messina

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Igreja de San Pancrazio

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A influência moura (árabe) na arquitetura de Taormina se percebe a todo momento

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E as suas lojas maravilhosas tem de tudo, roupas, bijouxs, louças, mas enlouqueci na loja de perfumes e acessórios típicos sicilianos “Narcisse Erbe e Profumi”

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Na última noite fomos jantar no restaurante Cinque Archi, na Piazza IX de Aprile e foi maravilhoso. No caminho a Corso Umberto bem mais vazia.

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Vista da janela do Restaurante Cinque Archi

Café da manhã no Hotel Timeo sempre com essa vista, nesse incrível terraço

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E muitas flores

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Taormina é um lugar mágico e sem dúvida o mais incrível  na maravilhosa Sicília.

 

 

 

 

 

Verona

Uma das coisas que eu tinha muita vontade de fazer na Itália era assistir uma ópera na Arena di Verona. A temporada abre em junho, início do verão. Então na minha viagem de 22 dias no mês de junho de 2017, ajustei as datas e cidades para estar em Verona e conseguir assistir o espetáculo.

Me hospedei por três dias no Hotel  Due Torri. A princípio não era o hotel que eu queria, mas quando eu fui reservar em janeiro (5 meses antes) já estava lotado. Os espetáculos na Arena são muito procurados e a cidade fica cheia. Gostei muito do Due Torri, tem uma ótima localização, staff muito gentil,  o recomendo. Só teve um porém, o ar condicionado não funcionava bem. Detalhe: pegamos entre 35 e 45 graus em Verona, foi de matar! Em nenhum lugar (lojas e restaurantes) o ar condicionado dava conta.

É um hotel antigo, estilo medieval, parecia do Conde Drácula!

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Pianista no lobby bar todo final de tarde

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O quarto tinha detalhe em vermelho! Não parece de vampiro?IMG_1869.JPG

Dois dias são suficientes para conhecer bem a cidade. Verona tem várias atrações, mas é pequena. Reservei três dias porque queria também fazer um passeio bate volta para o Lago di Garda, que é ao lado, mas fiquei mal humorada com o calor absurdo e não fui.

O primeiro lugar que visitei foi o Castel Vecchio e a sua famosa Ponte Scaligero

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O Castel Vecchio foi construído em 1350 por Cangrande II e era uma fortaleza. Foi danificado por Napoleão Bonaparte e depois bombardeado na 2ª Guerra Mundial. Hoje é o maior museu de Verona com acervo de arte romana, medieval e renascentista (amo). Possui estátuas, afrescos, jóias e quadros de Bellini, Veronese e Pisanelo.

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A Ponte do Castel Vecchio é a Scaligero. Construída em 1354, de tijolos vermelhos e mármore embaixo, está apoiada em duas torres. Era utilizada como rota de fuga da família governante. Foi totalmente destruída pelos bombardeios da 2ª Guerra Mundial e reconstruída na década de 1950.

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Na parte de cima do castelo tem uma vista incrível para a ponte Scaligero e o rio Ádige.

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Saímos do castelo e fomos passear pela cidade. Verona tem duas praças importantes: a Piazza Brà onde está a Arena e a Piazza Erbe.

Na Piazza Brà, no lado oeste, está o Portoni della Brà, a entrada da praça, um pórtico com uma torre pentagonal, arcos e um relógio.

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A Piazza Brà tem ainda ao sul o Palácio Barbieri, sede do município e ao norte o Liston, uma área pavimentada com mármore (calçadão) com restaurantes. Todo o entorno da Piazza tem uma arquitetura muito bonita.

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A atração principal da Piazza Brà é a Arena di Verona. Do Século I, construída entre o final do reinado do Imperador Augusto e início do Imperador Cláudio, sua fachada é de pedra calcária branca e rosa. Sua rica decoração em mármore não existe mais. Esse anfiteatro era usado para lutas de gladiadores.IMG_2047.JPG

A Arena di Verona possui 152 m de comprimento, 123 m de largura e 31 m de altura. É o terceiro maior anfiteatro da Itália (o primeiro é o Coliseu de Roma) sendo o mais bem preservado.

Assisti a ópera Nabucco de Giuseppe Verdi, que conta a história do rei Nabucodonosor da Babilônia. A ópera tem 4 atos e teve sua estreia em 1842 no teatro Scala de Milão. A música tema “O Coro dos Hebreus” (Va, pensiero…) se tornou o símbolo do nacionalismo italiano.

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Comprei o ingresso com bastante antecedência no site: http://www.arena.it oficial da arena que direciona para a empresa que vende os tíquetes. Escolhi uma poltrona próxima ao palco setor Poltronissime Gold que tem uma entrada privativa sem fila. Como a arena é muito grande, existe fila para entrar no espetáculo, então é bom chegar cedo. Eu cheguei cedo porque sou ansiosa, sempre chego bem antes do horário em qualquer espetáculo.

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Com o anoitecer a mudança de tons no céu junto com a iluminação que vai acendendo fica lindo demais!IMG_2719 (1)

Fiquei muito emocionada de estar ali, assistindo ópera em um lugar tão emblemático.

O calor de quase 45 graus que fez nesta noite infelizmente prejudicou. Muitas pessoas foram arrumadas, principalmente no setor que eu estava. Mulheres de vestido longo com penteado e maquiagem. Homens de terno ou smoking. Todos derretendo. Quem lucrou foi a vendedora de leques, que eu também comprei. Não sei como os atores com aqueles figurinos pesados conseguiram suportar o calor. Várias pessoas se retiraram antes do término do espetáculo, algumas passaram mal. Mas, é sazonal, sei que no ano anterior, na mesma época, fez frio. O Clima e suas loucuras.

A outra praça de Verona é a Piazza delle Erbe, que é a principal da cidade. Emoldurada pela Torre dei Lamberti e o Palazzo della Ragione. No centro o Chafariz com a estátua da Madonna de Verona.

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Palazzo della Ragione e ao fundo a Torre dei Lamberti

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Ao fundo o Palazzo Maffei, de 1668, no térreo funciona o Restaurante Maffei, considerado o melhor da cidade. Merece o título, gostei tanto que jantei duas noites.

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Coluna com Leão – Símbolo da República de Veneza – Palazzo Maffei

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Uma noite jantei no pátio e na outra na área interna (ar condicionado).

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O prédio mais bonito da Piazza delle Erbe é a Case dei Mazzanti, do século XIV, com lindos afrescos.

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Outra construção que circunda a Piazza delle Erbe, a Casa dei Mercanti, construída em 1301 pela família Scaligero, já foi câmara do comércio, atualmente é um banco.

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A Torre dei Lamberti foi construída em 1172 e restaurada em 1468 porque foi atingida por um raio. Tem estilo gótico e possui 84 metros de altura. É aberta a visitação todos os dias e possui uma linda vista da cidade lá de cima (tem elevador). O relógio foi adicionado somente em 1779 e seus quatro sinos tocam para funções distintas como aviso de incêndio ou chamar os cidadãos para conselhos/reuniões.

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A Piazza delle Erbe é realmente muito bonita, só acho que não deveria ter os “camelôs” no seu pátio central. São muitas barracas vendendo de tudo: roupas, chapéus, souvenirs. (produtos de baixa qualidade) e que atrapalham o visual.

A Piazza delle Erbe se conecta com a Piazza dei Signori pelo Arco della Costa (arco da costela) porque tem uma costela de baleia pendurada.

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Direção Piazza dei Signori para Piazza delle Erbe
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Direção Piazza delle Erbe para Piazza dei Signori

A Piazza dei Signori é mais tranquila e para mim a mais bonita, possui na esquina o Palazzo della Ragionne (hoje um museu de arte moderna)  e a Estátua de Dante Alighieri no centro.

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Ao lado da Piazza dei Signori está o mausoléu dos Scaligeri, a família mais poderosa e que fundou Verona, com os túmulos de Cangrande I, Martino II e Cansignorio.

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Via Mazzini, a rua mais famosa, liga a Arena di Verona a Piazza delle Erbe. Um calçadão de mármore com lojas e restaurantes. Confesso que fiquei bem decepcionada. Me disseram que era linda, maravilhosa. Não vi nada disso. O mármore com o tempo e o uso já está bem gasto e feio. As lojas são bem “pasteurizadas”  de redes que tem em todos os lugares do mundo, como Zara e não vi um restaurante que parecesse bom.

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Casa di Giulietta. A mais famosa história de amor da literatura, de Willian Shakespeare, publicada em 1597. A trama envolve o romance de Julieta Capuleto e Romeu Montecchio que se apaixonam, apesar da proibição dos pais, pois as famílias são inimigas. O palco da obra se passa na cidade de Verona, que aproveitando da sua notoriedade fez com que a residência da família Del Capello “se tornasse” a casa dos Capuleto.

Assim, a casa de Julieta fica no final da Via Mazzini, em uma entrada que não tem uma placa muito visível, então passei direto, fiquei procurando pelo número 23 e encontrei. Abre todos os dias, das 8:30 às 19:30, mas na segunda-feira só à tarde.

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Na entrada, as paredes com cartas e bilhetes de amor colados, embora não seja permitido. Logo em seguida, o pátio onde tem uma estátua de Julieta e reza a lenda que se passar a mão no seio direito terá sorte no casamento. Não custa tentar, não é mesmo?

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Só não tive sorte com a foto que ficou desfocada

A casa em si não tem nada. No térreo uma loja de souvenirs e na parte de cima alguns móveis. Eu já tinha pesquisado e sabia que era assim, só que eu, Julieta Cristina quis pagar o ingresso para entrar e poder da sacada acenar ao meu marido Romeu Rogério, que lá embaixo, bravamente, enfrentava uma multidão de turistas para fazer essa foto.

E, em nome do amor, a gente finge que tudo isso realmente aconteceu.

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O amor é lindo

Da série amo igrejas. Visitei três em Verona. Todas são lindas e imperdíveis!

Duomo di Verona, a Catedral de Santa Maria Matricolare, possui afrescos dos séculos XVI e XVII. É um edifício listrado em estilo romântico. Pertence a um complexo onde tem também a Igreja de Santa Helena, restos arqueológicos e o Claustro dos Canônicos.

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Basílica de Santa Anastasia: em frente ao Hotel Due Torri onde estava hospedada, perto da Ponte Pietra. Não estava na minha lista para visitar, mas valeu a pena, linda e muito interessante. Foi construída de 1280 até o ano de 1400, pertenceu a ordem dominicana.

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A riqueza de detalhes nessa igreja é incrível. As paredes e teto são todos decorados.

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O Corcunda de Gabriele Caliari

Basílica de San Zeno: um pouco mais afastada do centro, o que naquele calor de 40 graus não é fácil, lá fomos nós conhecer essa famosa igreja de Verona.  Uma obra prima da arquitetura romântica, dedicada ao padroeiro da cidade San Zeno Maggiore. E esse céu?

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A Basílica de San Zeno foi fundada no século V e reconstruída no século XII.

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A obra mais valiosa da igreja é o Retábulo de 1457-1459. Sob o título Majestade da Virgem de Mantegna tem uma perspectiva impressionante.

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Claustro da Basílica de San Zeno

O local que eu mais gostei de conhecer foi o Museu Arqueológico de Verona. Fica no Teatro Romano, na outra margem do rio Àdige. O trajeto para ir lá já vale o passeio. Atravessamos a Ponte Pietra que tem uma vista linda do rio e da cidade.

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Atravessando o portal para a Ponte Pietra

A Ponte Pietra foi construída em 1957 e tem 120 metros de extensão.

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O Teatro Romano do ano 1 a.c. é ainda mais antigo que a Arena di Verona (Anfiteatro). Suas arquibancadas servem hoje de local para concertos ao ar livre, onde é montado um palco. Acima fica o ex-convento de San Gerolamo, do século XV, onde é possível visitar o claustro e uma pequena igreja. Sua vista para o Rio e a cidade de Verona é linda demais! No alto, na colina mais acima, fica o Museu Arqueológico.

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Em todas atrações de Verona só tinha multidão na Casa de Julieta e fila para subir na Torre dei Lamberti. A cidade estava lotada por conta dos espetáculos da Arena e mesmo assim os museus e igrejas vazios. Por que? Não consigo compreender o que faz a “massa de turistas” só se interessar por esse tipo de atração que tem fama, mesmo sem merecer. Em várias cidades do mundo que já estive, o museu que mais tem fila é o de cera Madame Tussauds (uma porcaria). Sei que férias são para se divertir, passear, enfim, mas a falta de interesse das pessoas por cultura me entristece. No Museu do Louvre em Paris muitas pessoas entram só para ver a Monalisa e vão embora, um absurdo! E isso ficou ainda mais gritante em Verona. O Museu Arqueológico é incrível, super interessante, fica em um lugar lindo e tinha no máximo 10 pessoas lá dentro, uma pena!

Gostei muito de Verona, é uma cidade muito bonita e interessante, tem ótimos restaurantes e lojas incríveis (não imaginava), que vale a pena conhecer.

 

 

Ravello

Terminando a série de postagens sobre a Costa Amalfitana, deixei por último o lugar que eu mais gostei: Ravello! O espetacular hotel que fiquei hospedada você pode ler aqui Hotel Belmond Caruso – Ravello .

Passei o dia dos namorados, 12 de junho de 2017, nesta cidade mágica, foi um sonho!

Ravello tem 7km2 e 2.500 habitantes. Pertence a província de Salerno, na região da Campânia e embora pertença a Costa Amalfitana não é banhada pelo mar. Nem precisa, nem faz falta! É um lugar tão lindo, romântico, charmoso, que um dicionário inteiro de adjetivos não consegue expressar realmente o que é Ravello, uma perfeição da natureza!

Como viajo sozinha com o marido consegui “manobrar” um pouco o roteiro e ficamos mais tempo em Ravello do que o previsto de tanto que amamos, acabamos indo mais tarde para Amalfi, o que foi ótimo porque pudemos aproveitar ainda mais a cidade e não fez falta depois no período de Amalfi.

Como Ravello fica no alto a vista lá de cima é um espetáculo, um verdadeiro camarote para o Mar Mediterrâneo! Mas antes de chegar lá,  contratei um transfer no Hotel Sirenuse para fazer o trajeto Positano/Ravello pela famosa Costiera Amalfitana, uma estrada realmente de tirar o fôlego. Não conseguia parar de fotografar.IMG_9178

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Como pode um lugar ser tão lindo? E está só começando!

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Parada em um refúgio para fotos

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E chegamos no nosso destinoIMG_9193 (1)

Ravello é inteira florida. São jardins e vasos de flores por todos os lados, um colorido lindo que junto com o verde das plantas e o azul do céu e do mar compõe um espetáculo visual tão perfeito que parece um lugar que não existe na vida real, que a gente imagina somente em contos de fada!

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Depois de deixar as nossas malas no hotel fui na praça central para visitar o Duomo, a Catedral de Ravello porque queria conhecer (adoro igrejas) e principalmente para agradecer a Deus a oportunidade e o privilégio de estar em um lugar assim.

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A Catedral de Ravello é dedicada a San Pantaleone e o sangue do Santo é mantido em um relicário. Fica na Piazza Duomo.

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O púlpito é muito interessante, tem sua maior parte revestido em mosaicos e possui 6 colunas sobre leões. A Catedral tem 900 anos e as portas de bronze são do ano de 1179 e foram feitas em Constantinopla.

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Piazza Vescovado
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Entrada da Villa Rufolo

Ravello tem dois locais imperdíveis para se conhecer: a Villa Rufolo e a Villa Cimbrone.

A Villa Rufollo fica na Piazza Vescovado, instalada no Parco Regionale dei Monte Lattari. A sua atração principal são os belíssimos jardins. Como Ravello é a cidade da música e muitos festivais acontecem no verão, estavam montando o palco para um concerto e os jardins não estavam completos.

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Logo após a entrada tem o claustro mourisco

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A Villa Rufolo foi construída por uma rica família mercantil no século XIII e teve seu auge no século XIV quando recebia os reis de Nápoles para banquetes. Após anos de abandono e negligência foi comprada em 1851 por Sir Francis Neville Reid, um botânico escocês que a recuperou.

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A vista da Villa Rufolo é linda demaisIMG_9293 (1)

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Ravello é conhecida como a cidade da música, tem um auditório projetado por Oscar Niemayer (não tive interesse em conhecer). Richard Wagner quando visitou a Villa Rufolo em 1880 ficou tão impressionado, que o inspirou a escrever aqui o 2° Ato de Parsifal, ópera que estava trabalhando há duas décadas. Wagner morreu três anos depois.

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Vista para a Igreja Annunziata

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O jardim principal estava coberto por um palco para um concerto, essa foto do Site: http://www.ravello.com mostra a sua beleza. Não é um sonho?villa-rufolo

Após conhecer a Villa fomos almoçar no terraço do restaurante do Hotel Rufolo para continuar apreciando essa vista incrível. Foi maravilhoso!IMG_9325 (1)

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Depois do almoço, seguimos para a atração que eu estava mais ansiosa para conhecer, a Villa Cimbrone. O caminho até a Villa é lindo! São 750 metros, aproximadamente uns 10 minutos da praça principal, não tem como errar, Ravello é muito pequena e tem placas indicando o trajeto.

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Chegamos a Villa Cimbrone! As primeiras construções no local datam do século XI e pertencia a família nobre Acconciajoco. Depois de passar por muitos proprietários a área foi adquirida da família Amicci de Atrani por Ernest William Beckett (Lorde Grimthorpe) em 1904, que acrescentou vários elementos arquitetônicos. Pouco da estrutura original é visível.

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A bilheteria

Até os anos 1960 a Villa Cimbrone, de propriedade da família Beckett, recebeu várias personalidades como Greta Garbo (em 1938), Winston Churchil, Virginia Wolf, TS Eliot, entre tantos outros. Na década de 1970 a propriedade foi vendida para a família Vuilleumier que a utilizou como residência e depois a transformou em um hotel. Hoje os jardins do Hotel Villa Cimbrone são abertos ao público das 9:00 às 20:00 horas, todos os dias, mediante o pagamento de um ingresso.

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Claustro

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Il Poggio di Mercurio
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Tempieto de Baco

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E agora o lugar mais incrível – A Terraza do Infinito, segundo Gore Vidal: “A mais bela vista do  mundo”, um belvedere (mirante) com estátuas de figuras da Antiguidade e uma vista deslumbrante para o Mar Mediterrâneo.

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Templo com estátua de Ceres na entrada da Terrazza do Infinito

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Vista de sonho

É um lugar tão lindo que não dá vontade de ir embora, a gente tem necessidade de ficar ali, absorvendo toda aquela imensidão azul. A perfeição da natureza nos emociona.

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Vista do Mar Mediterrâneo

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É difícil com tantas pessoas visitando fazer fotos “exclusivas”, marido suou para fazer as minhas fotos. Também com celular, sem ter talento ou ser profissional fica difícil registrar a panorâmica do local. Então vou me socorrer da internet para que o leitor possa ter uma ideia melhor da Terrazza do Infinito.

Ravello - Villa Cimbrone - La Terrazza dell_Infinito
Foto do site: http://www.composicionsdelloc.blogspot.com

Definitivamente, a Terrazza do Infinito é um dos lugares mais lindos do mundo!

Depois de fazer um esforço enorme para sair da Terrazza, a minha vontade era montar uma barraca e dormir ali, continuamos passeando pela encantadora Ravello, suas praças e ruazinhas charmosas com lojas de cerâmica de enlouquecer.

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Fachada do restaurante do Hotel Belmond Caruso

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Outro ponto que tem uma vista fantástica e era muito próximo ao Hotel Caruso onde estava hospedada é a do jardim do Hotel Palazzo Avino, livre para visitação. Achei tão lindo que fui duas vezes.

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Ainda deu tempo para curtir a piscina do hotel, aproveitar a vista do terraço do quarto e e à noite jantamos também no Hotel Caruso, com detalhes aqui Hotel Belmond Caruso – Ravello . Só três fotos para matar a saudade (ou ficar com ainda mais!)IMG_9556

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Para finalizar, a inscrição em um muro do jardim da Villa Cimbrone: “Perdido para um mundo no qual não anseio por nada. Eu sento sozinho e comungo com meu coração satisfeito com meu cantinho de terra. Feliz por não me arrepender ao partir.”

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Ravello um lugar para nunca esquecer!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pompeia

A incrível história de Pompeia está no imaginário de todos nós e quando resolvi conhecer Nápoles claro que tinha que incluir uma visita as ruínas de Pompeia, pela facilidade e proximidade do deslocamento. Assim, em junho de 2017, contratei um passeio guiado com a empresa Viator (em espanhol). Fomos de van em um pequeno grupo.

Pompeia foi uma cidade do antigo império romano, situada a 22 km de Nápoles e destruída pela erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.c.

O que se sabe a respeito da erupção e a sua data aproximada vem dos relatos de Plínio, o jovem, que estava em Nápoles e registrou o que viu.

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A entrada

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A população de Pompéia era de 15.000 habitantes e um dado curioso é que eles não sabiam que aquela montanha tão próxima da cidade era um vulcão, pois a sua última erupção havia sido 1.800 anos antes. Como já haviam sofrido com terremotos, quando a erupção começou poucos fugiram, já que pensaram que os tremores eram de outro terremoto.

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Anfiteatro

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A erupção do Vesúvio durou dois dias e não foi comum,  pois não teve lava, mas sim um gás superaquecido que possuía cem mil vezes mais energia térmica do que a bomba de Hiroshima.

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Via dell’Abbondanza – Rua principal

As ruas de Pompéia e sua história. Caminhar por aqui é incrível. Casas, comércio, toda a vida social e administrativa da cidade. Suas ruínas preservadas para contar o que foi e como viviam os seus habitantes.IMG_8311.JPG

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A alegria do marido que já leu muito sobre Pompéia

Abaixo as ruínas do Thermopolium que se acredita ser o primeiro restaurante fast food do mundo, pois foram encontrados vestígios de comida e pela sua arquitetura parecia um “buffet”. IMG_8309

A cidade possuía as suas Termas, prática muito comum aos romanos já que inventaram o SPA _ Sanitas per AquamIMG_8332 (1)

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Um detalhe do passeio é a dificuldade para fotografar as atrações mais importantes, tem sempre “milhares” de pessoas na frente, é irritante! IMG_8334 (1)

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Outra curiosidade de Pompéia é o Lupanar (prostíbulo), como era uma cidade que recebia visitantes de todas as origens, muitas línguas eram faladas, então para facilitar a comunicação e saber o que “o cliente” gostaria de fazer havia um “cardápio”, ou seja, desenhos de várias práticas sexuais na parede para escolher. Achei genial!

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O que mais atrai as pessoas que visitam Pompeia é ver os corpos das pessoas que morreram em razão da erupção do Vulcão Vesúvio. Conforme a teoria que eu acredito, os habitantes morreram pela onda térmica que foi expelida pelo vulcão (não houve lava) e com a “chuva” de cinzas muitos corpos permaneceram no seu formato de morte.

Acontece que esse formato é oco, já que com o calor intenso os corpos “sumiram”, derreteram por completo. Ficando apenas a “casca” de cinzas. Com a descoberta oficial de Pompeia no ano de 1748 para preservar esses formatos de corpos foi introduzido gesso para eles não se desmancharem.

Então, para ficar claro, não existem corpos carbonizados ou esqueletos dos habitantes de Pompeia, só o formato destes corpos feito por cinzas com recheio de gesso.

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O cão contorcido

Os artefatos e utensílios encontrados estão expostos em um grande galpão

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Por fim, o Forum, a praça principal da cidade, o centro administrativo onde restam colunas de antigos templos. Ao fundo o Vulcão Vesúvio, ainda ativo.

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Vulcão Vesúvio ao fundo

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A emoção de visitar Pompeia é muito grande, para quem adora história é um local imperdível, para nunca esquecer!

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Uma fonte
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A beleza dos mosaicos originais
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Suas ruas
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Suas construções

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O acesso a Pompeia é bem fácil, a linha de trem para em frente a entrada das ruínas. É possível fazer um bate e volta de Roma, mas como é um passeio longo, cansativo, melhor a partir de Nápoles. O terreno é bem acidentado, pedras, areia, o calçado ideal é tênis. Tem barracas de comida e bebida, além de banheiro na entrada, depois lá dentro não tem mais nada. É bom levar uma garrafa de água e se  estiver calor, como no meu caso, chapéu. Não tive dificuldade, nem fiquei cansada. Não sou adepta de exercícios físicos, mas tenho bastante energia e resistência em viagens. O passeio não é adequado a pessoas que tem problemas de locomoção.

Acredito ser necessário pelo menos 5 horas para visitar Pompeia, um lugar incrível que eu adorei conhecer.