Taj Mahal – Agra – Índia

O mundo está vivendo uma época triste e absurda com a pandemia de Covid-19  – Coronavírus. Viagens canceladas, adiadas, prejuízos financeiros imensos, mas que não podem ser comparados ao pior deles: a perda de vidas.

E embora possa parecer um momento inapropriado falar em viagens eu penso diferente. Tenho a esperança de que um dia isso tudo vai passar e possamos retomar as nossas vidas com normalidade. Até porque para mim viajar não se resume a quinze ou trinta dias fora de casa. É todo um envolvimento em sonho, pesquisa e planejamento no antes, a curtição no durante e as memórias maravilhosas que ficam no depois.

Também porque me solidarizo com todos os profissionais que trabalham com turismo e para a sua recuperação desses tempos difíceis, nós precisamos voltar a viajar, o tão mais breve seja possível.

Assim, vou continuar publicando as minhas viagens, porque principalmente em época de confinamento, relembrar bons momentos é o remédio da alma.

Parto agora para o último post da série da viagem para a Índia, em novembro de 2019, os outros registros você lê aqui Índia – Impressões gerais Udaipur – Rajastão – Índia Jodhpur – Rajastão – Índia

E aqui New Delhi – Índia Jaipur – Rajastão – Índia Ranakpur e Pushkar – Índia

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O emblemático símbolo do amor TAJ MAHAL, uma das 7 maravilhas do mundo moderno e Patrimônio da Humanidade pela Unesco, está localizado na cidade de Agra, a 215 Km da capital New Delhi. Cidade de 1.700 milhão de habitantes, fundada no século XI, às margens do rio Yamuna, foi a sede do Império Mongol.

Ficar na cidade de Agra foi muito difícil. A poluição estava absurda, a pior dos últimos 20 anos. A miséria e a sujeira também, a mais “agressiva” de toda a viagem. Foi o único dia que passei mal na viagem. Dores no corpo todo, ardência nos olhos e garganta, até uma dor horrível na costas na região dos rins, enfim, tomei um remédio e nem saímos para jantar, dormi super cedo. No outro dia já estava boa.

O Hotel não era bom, claro que fica difícil comparar com os palácios do Rajastão. O ITC Mughal tem áreas comuns bem bonitas, mas o quarto era feio, com ar pesado, cheiro de mofo, banheiro minúsculo, nada a ver com a classificação 5 estrelas que possui. Ainda bem que foi só por uma diária. Não recomendo esse hotel, foi o único previsto no tour que eu não gostei, deveria ter trocado pelo Oberoi.

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A cidade de Agra gira em torno do Taj Mahal, mas o Forte Vermelho é uma atração impressionante e também merece a visita.

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O Forte de Agra, conhecido como Forte Vermelho foi construído a partir do ano de 1080 em arenito vermelho e mármore branco, às margens do Rio Yamuna. O Imperador Mongol Humayun foi coroado aqui em 1530. Em Delhi conheci a sua tumba.

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Porta Amar Singh

Passando o portão de acesso – Porta Amar Singh visualizamos o primeiro pátio e o Jahangir Mahal – palácio construído para ser o harém principal onde viviam as concubinas do Imperador. Jahangir filho de Akbar o Grande e pai de Shah Jahan (do Taj Mahal) possuía 300 mulheres e 5.000 concubinas. Que disposição!

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Vou dizer que pelas fotos não gostei do meu look, parecia uma cigana. A saia tem um tom de rosa lindo que não apareceu, mas, paciência, vamos em frente.

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Os detalhes de incrustações das paredes com pedras semi preciosas como no Taj Mahal

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Palácio do Rei: Khas Mahal, um salão de mármore com pilares hindus onde o Imperador se reunia com a corte e do seu trono assistia o seu passatempo favorito: briga de elefantes (que horror). Aliás, o Imperador Jahangir (1569-1627) possuía 12.000 elefantes, 2.000 camelos, 100 leões, 4.000 cães, 3.000 veados, 500 búfalos e 10.000 pombos.

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Foi neste forte que o construtor do Taj Mahal, o Imperador Shah Jahan foi aprisionado pelo seu filho na Torre Musamann Burj. Conto essa história mais abaixo.

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Torre Musamann Burj

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Sala do Trono

Enquanto estávamos tentando ver a vista do Taj Mahal (impossível com a poluição) um macaco tentou roubar o celular de um turista. Ele chegou a pegar o celular, mas o aparelho não passou pela grade. Levamos um susto, eu estava bem do lado, foi muito rápido!

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O ladrão e seu comparsa

No caminho de volta temos uma visão panorâmica do complexo de palácios e mesquitas do Forte de Agra. O Salão Diwan-i-Am ou o Hall de Audiências Públicas era o local onde o Imperador ouvia os pedidos e recebia as petições de seus súditos

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Salão Diwan-i-Am

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Saindo do Forte fomos de carro até o jardim, do outro lado do rio Yamuna, para ter a primeira visão do Taj Mahal. Pelo caminho passamos no centro de Agra. Pensem em uma cidade feia e sem graça, é essa.

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Ainda bem que sempre tem um amigo pelo caminho. Observem a cor da foto, parece em meio a fumaça.

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Chamar esse local de jardim só pode ser piada e de mau gosto. Se trata de um terreno com terra, poeira e mato. Uma mureta impede o acesso ao rio Yamuna e aqui dizem, se tem uma “visão privilegiada” do Taj Mahal, em um dia de céu azul acredito. A minha foi essa.

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Estou de óculos escuros para proteger um pouco os meus olhos, já que a poluição, que parecia mais uma fumaça ardia os olhos. No aplicativo de previsão do tempo dizia que o dia estava ensolarado. Até pode ser. Mas a poluição não permitia ver. Parecia uma neblina muito densa. O guia explicou que se você sai de casa com uma roupa clara ela fica escura até o final do dia. É  impressionante como as pessoas conseguem viver assim, em uma condição tão adversa. A cara de animação do marido é contagiante.

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Abaixo consegui um ângulo um pouco melhor, de um pedaço do terreno que tem algumas plantas, por isso chamam de jardim. É muito mal cuidado.

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No outro dia acordamos bem cedo para a visita oficial ao Taj Mahal. O dia amanheceu assim, mas logo a poluição tomou conta novamente. Abaixo a chegada na bilheteria.

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E no caminho do complexo para chegar no Taj Mahal

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No fundo do arco da entrada, o Portão de acesso Darwasa já dá para ver um pedacinho dele. Dá para acreditar que em menos de 10 minutos o céu que estava assim…

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Virou assim? E eis que ELE surge diante de mim, impossível não ficar martelando na minha cabeça a música de Jorge Ben Jor…”Foi a mais linda história de amor, que me contaram e agora eu vou contar. Do amor do príncipe Shah Jehan pela princesa Munthaz Mahal (bis)…te te te te teterete te teterete te tereteteteeeeeee Taj Mahaaaalllllll”

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A vontade era de chorar, rir, pular e gritar: Genteeeeeeeeee eu estou no Taj Mahal!!!!   Abaixo o portão de entrada – Darwasa – visto pelo lado de dentro

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A quantidade de turista é grande, olhando da entrada assusta, mas dá para fazer umas fotos mais exclusivas com paciência e pelas laterais. Agora, vamos a história.

Shah Jahan foi um Imperador Mongol, seu nome vem do persa que significa Rei do Mundo. Ele nasceu no Paquistão (1592-1666) e mandou construir o Taj Mahal, que iniciou em 1632, em honra a sua esposa Aryumnd Ban Began que havia falecido no ano anterior no parto do 14° filho. Era a sua esposa favorita e conhecida por Mumtaz Mahal (a joia do palácio). O Imperador queria um monumento grandioso para que o mundo lembrasse para sempre da sua rainha.

Apesar de Mahal significar palácio, nunca foi a função deste local. Trata-se de um mausoléu porque aqui repousam os restos mortais de Muntaz Mahal que foram trasladados quando a obra ficou pronta (em alguns sites de pesquisa não consta essa informação).

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A emoção de estar lá foi imensa, mesmo com a decepção inicial do céu encoberto pela poluição, ter a oportunidade de conhecer é realmente única, um privilégio.

A arquitetura do Taj Mahal é islâmica, típica muçulmana. A sua cúpula branca tem 44 metros e foi “costurada” com fios de ouro. No seu entorno tem quatro cúpulas menores. O Taj é todo simétrico. Os seus quatros lados, as suas quatro fachadas são exatamente iguais. Levou 20 anos para ser construído, trabalharam 20.000 homens e custou 50 milhões de rúpias. Recebe 20 milhões de turistas por ano.

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Tinha a imagem na cabeça do banco onde a Princesa Diana em visita a Índia sentou em um banco sozinha. E aqui estou eu! Tenho várias fotos com o marido também. Contratamos um fotógrafo profissional que ofereceu seus serviços na entrada do Taj Mahal. A vantagem é que ele conhecia os melhores ângulos e como indiano pedia para as pessoas se afastarem em alguns cliques, como a maioria dos turistas é da Índia ficava tudo bem, pois não é fácil conseguir uma vaga nos bancos.

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O fotógrafo também fornece no CD fotos profissionais do Taj Malhal para se ter uma ideia da sua magnitude.

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Foto: J.R.S. Colour Lab

Quando vai se aproximando do Taj Mahal percebemos que ele não é todo branco, já que possui muitas incrustações de várias pedras semi preciosas. Os desenhos em preto, inscrições em painéis caligráficos, são versos do Corão.

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O Taj Mahal foi construído em mármore branco extraído da jazida de Makrana, decorado com jade e cristais da China, turquesas do Tibet, safiras do Sri Lanka, ágatas do Yemen, ametistas da Pérsia (Irã), lápis-lazulis do Afeganistão, corais da Arábia saudita, quartzo do Himalaia, âmbar do Oceano Índico, 500 quilos de ouro e centenas de diamantes.

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Todo esse trabalho de flores são das pedras semi preciosas que relacionei acima, que também estão no seu interior (não pode fotografar) e brilham com a luz de lanterna. A delicadeza dos desenhos da sua decoração é impressionante.

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Brasileira tem que tocar não é mesmo? Não é proibido!

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E também aqui os fãs não deram trégua, muitos pedidos para fotos 😉 Saudade!

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O interior do Taj Mahal é bem pequeno (não pode fotografar), uma sala octagonal com altura de 25 metros adornada por 8 arcos. A cúpula no seu interior é bem menor para servir de base e sustentação para a cúpula externa. Tem dois túmulos, porém foi projetado todo em simetria para ter apenas o túmulo de Muntaz Mahal no centro.

No extremo da plataforma tem 4 minaretes com 40 metros de altura cada um que foram construídos ligeiramente inclinados para fora, no caso de abalo sísmico não caírem em cima do Taj Mahal.

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O Imperador Shah Jahan também planejou construir um mausoléu para si, do outro lado do rio (existe só a fundação até hoje), todo em ônix preto com uma ponte de prata que fizesse a ligação entre os dois palácios. Conseguem imaginar se isso tivesse sido construído?

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Porém, um filho do Imperador, Aurangzeb, achando um absurdo os gastos da construção do Taj branco, mais o projeto mirabolante do Taj preto, matou seus irmãos mais velhos, prendeu o pai que estava doente na torre do Forte de Agra e assumiu o trono em 1658. Shah Jahan ficou encarcerado por 8 anos e através do reflexo de uma moeda na sua torre da prisão conseguia visualizar o Taj Mahal, seu sonho realizado. Ele faleceu em 1666, quase 18 anos após o término da obra. O filho mandou construir um túmulo para Shah Jahan dentro do Taj Mahal, ao lado do túmulo da esposa, só que maior, tirando assim a simetria interna do palácio na qual foi projetado.

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O entorno do Taj Mahal é lindo com jardins bem cuidados. O espelho d’água estava com depósito de areia de tanta poluição.

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O Taj Mahal tem duas mesquitas, uma de cada lado, construídas em arenito vermelho. De frente para o Taj, a da esquerda vale a pena entrar para fazer a famosa foto com o contorno, emoldurando o palácio.

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Visitamos o Taj Mahal pela manhã cedo de uma quinta-feira. Como já estava aberto não pegamos fila para entrar. A bilheteria estava bem tranquila. Sexta feira não abre. O tempo não estava bom, encoberto com bastante poluição. A visita é rápida, em menos de 30 minutos dá para conhecer, só que eu não tinha vontade de ir embora, queria ficar olhando para ele, de todos os lados, ângulos, absorvendo toda a sua beleza e gravando na memória cada detalhe. Também porque no fundo queria acreditar que estava ali de verdade, que não era um sonho.

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Conhecer a Índia foi romper um ciclo na minha vida, pausar um roteiro que eu sempre seguia: certo, seguro e pré-determinado, mas também sem sobressaltos, sem adrenalina. Foi o querer me aventurar, desvendar o desconhecido, ver e fazer coisas que eu não estava acostumada, o choque cultural elevado a máxima potência.

Tive medo, preocupação, quis desistir. Só que depois refleti e cheguei a conclusão que eu deveria enxergar como um privilégio ter a oportunidade de conhecer um país tão distante, que poucos se aventuraram. Através de uma viagem quis deixar uma marca profunda e inesquecível em mim e consegui. A Índia não é para todos, uns dizem que é um “chamado”. Para mim foi um impulso, passar meu aniversário de 50 anos em um lugar diferente, que com coragem ou loucura levei até o fim. E foi inesquecível! Penso que determinados destinos e a Índia é um deles, a gente não deve pensar muito, deve ir, se jogar mesmo, porque acredite o retorno é mágico. 

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Final de viagem e felizes

Paris, Roma, Lisboa, Madri são cidades que eu amo e estarão sempre nos meus roteiros. Passei momentos maravilhosos em todas elas, mas são o “nosso mundo”. Marrakech, Istambul e a Índia foram os meus destinos “exóticos” até agora e foram tão diferentes, incríveis, realmente “um outro mundo”, uma outra forma de pensar, de viver e que, a par de conhecer atrações lindas, tem o poder de nos transformar, sem a gente querer e no início sem a gente perceber. Acho que foi esse o motivo preponderante de eu ter amado a Índia. Voltar com algo a mais, algo diferente, um olhar em formato panorama, que enxerga muito além do que o universo da nossa vida cotidiana permite e que acabamos nos acostumando.

Hoje, mais do que nunca, percebo que um destino novo, inexplorado e pelos nossos olhos ainda não visto nos traz experiências ainda mais fantásticas, para sempre na memória. Nunca tive passagens tão incríveis, tantas histórias para contar, como nas viagens de Istambul, Marrakech e agora da Índia. A cabeça vem cheia, um turbilhão de emoções e eu adorei essa sensação.

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Namastê  “o divino que habita em mim saúda o divino que habita em você”

Agora que o mundo se abriu pra mim fiquei viciada. São muitos os lugares que eu quero conhecer, muitas aventuras que quero vivenciar. Israel, Egito e China (torcendo para o Coronavírus passar logo) estão na minha cabeça há algum tempo. Claro que ainda tenho muito o que explorar na Europa, principalmente a sua parte oriental como Polônia, Romênia e Ucrânia. Destinos de praia como Croácia e ainda algumas ilhas gregas como Milos, Naxos e Zakynthos, enfim, a lista de desejos é imensa. Espero conseguir, então mundo me aguarde que aí vou eu!

 

New Delhi – Índia

Capital da Índia, situada no norte de país é a 2ª cidade mais populosa do mundo com 29 milhões de habitantes, atrás apenas de Tóquio (com 37 milhões).

Delhi foi capital do Império Mongol desde 1638. Em 1803 a capital passou a ser Calcutá e somente em 1947 com a independência do domínio britânico é que voltou a ser capital. Depois foi dividida em Old Delhi (antiga sede do império mongol) e New Delhi a nova cidade construída ao sul declarada capital e sede administrativa.

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Humayun’s Tomb

Chegamos na Índia pela Alitália, via Roma, de madrugada. Tivemos apenas um dia na cidade na chegada e um na partida, e apesar de ver quase tudo o que eu queria achei pouco, uma pena, porque amei, fiquei com aquela sensação de quero mais. Era o lugar que eu tinha “mais medo” na Índia porque muitas pessoas falam mal, reclamam do caos, enfim, um misto de curiosidade e pânico tomava conta de mim.

De fato New Delhi, onde fiquei hospedada e passei a maior parte do tempo, é um lugar impactante. Mexe com todos os seus sentidos. Um choque cultural muito grande. Tem áreas organizadas, limpas e bonitas (que eu não imaginava) e outras de lixo e miséria extrema. Poluição terrível, parecia uma neblina densa, uma fumaça constante, difícil de enxergar e respirar. O aplicativo de previsão do tempo dizia que o dia estava ensolarado, só que é impossível enxergar um céu azul e sol com o ar tão poluído. Aliás, eu nunca tinha visto e sentido algo assim. O marido começou a se sentir mal assim que chegou.

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Rashtrapati Bhawan – Casa do Presidente

O trânsito é muito louco, ninguém respeita regras, um verdadeiro Krishna nos acuda! É muita buzina, atordoante. Tem milhares de tuk tuk  que facilitam o deslocamento. Não fiquei parada em congestionamentos. E além de táxis tem também o transporte pelo aplicativo OLA, o equivalente ao Uber.

O hotel que fiquei hospedada Taj Palace é fantástico, da mesma rede que administra os palácios do Rajastão. Lindo demais. Muito moderno e confortável com uma decoração de extremo bom gosto. Tem restaurantes e bares incríveis. No dia da volta fiquei em outro hotel da rede – o Taj Mahal (aquele do atentado) e foi péssimo, tinha um ar decadente, nem se compara.

O lobby do Hotel Taj Palace foi um dos mais bonitos, no segmento Hotel Urbano, que já me hospedei. A decoração indiana faz toda a diferença.

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O elevador, tem mais lindo?
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Café da manhã
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Tea Lounge no lobby – café, doces e chás

O quarto era um sonho. Uma suíte espaçosa com sala e lavabo e depois o ambiente do quarto com closet e banheiro.

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Nosso guia em Delhi era um rapaz muito gentil e simpático, seu apelido é Saci, achei o melhor guia da viagem, cada cidade era um guia diferente. Ele nos contou que é solteiro, mas seu pai insiste que ele se case, porque na Índia a família da noiva tem que pagar um dote e seu pai está precisando do dinheiro. Também contou que para agilizar o casamento sua família já lhe mostrou várias fotos de moças, mas ele acha que em pleno século 21 é difícil casar com alguém sem conhecer, então ele vai enrolando.

A Índia é assim, cheia de contrastes, moderna e altamente tecnológica de um lado, antiga com tradições ultrapassadas de outro.

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Look do marido by Saci para entrar no Templo Gurudwara

Começamos no nosso tour passando pelo Índia Gate, o Arco do Triunfo indiano.

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Fica localizado na Rajpath Road, India Gate Circle. De 1921, possui 42 metros de altura. Homenageia os soldados mortos nas guerras anglo-afegãs e posteriormente os da 2ª Guerra Mundial. Embaixo tem o túmulo do soldado desconhecido.

Depois passamos pela casa do Presidente. Rashtrapati Bhawan é uma das maiores residências presidenciais do mundo. Aqui foi um local que eu fiquei com muita vontade de conhecer, mas no meu dia em Delhi não estava aberta para visitação. As visitas são só as sextas, sábados e domingos.

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O prédio foi construído para ser a casa do vice-rei da Índia a partir de 1931 até 1950. Possui 19.000m² em um terreno de 130 hectares, 4 andares e 340 quartos. Morou aqui Lorde Mountbatten, tio do Príncipe Philipp e primo da Rainha Elizabeth, designado para “devolver” a Índia aos indianos.

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Uma das atrações mais importantes de Delhi se chama QUTAB MINAR, um minarete que faz parte de um complexo de ruínas de uma mesquita do ano de 1.193 construída pelo governante turco Qutub-Ud-Din-Aibak. Patrimônio mundial da Unesco, possui arquitetura indo-islâmica.

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Pelo caminho tem muitos esquilos que pedem comida. Eu levei do Brasil pacotes de bolacha salgada para me salvar da comida indiana e dei um pedacinho para ele. Não quis, não gostou, claro não tinha pimenta!

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Qutab Minar – conhecida como Torre da Vitória é o minarete de tijolos mais alto do mundo. Com 72,5 metros de altura, base com 14,3 metros de diâmetro e topo com um diâmetro de apenas 2,75 metros.

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Foto “artística” por insistência by Saci

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A construção foi feita com arenito vermelho e mármore branco, com esculturas e versos do Corão.

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Namastê

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Foi aqui no Qutab Minar que tive o meu primeiro contato com indianos e a receber os pedidos de fotos que eles fazem para estrangeiros, principalmente para mulheres loiras. Logo depois, o guia disse para um grupo que eu era uma “celebridade de Hollywood”. Pra que! Começou a formar fila para fazer foto comigo, hilário!

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O marido aproveitava em alguns momentos para fotografar também quando eles estavam fazendo a foto. Tenho muitas fotos com esse povo tão gentil e amável (na sua maioria). Dá uma saudade imensa.

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Saída da Qutab Minar e o povo lá atrás esperando para fotografar comigo. Adorei ser celebridade hahaha!

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Segunda parada: Templo de Lotus. Casa de adoração da fé Baha’i. Um local de encontro de todas as religiões para adorar a Deus. A religião Baha’i é monosteísta (acredita em Deus e só nele) foi fundada na Pérsia em 1844. Seu símbolo é uma estrela de 9 pontas.

A arquitetura do templo foi inspirada na flor de lótus. Possui 27 pétalas em 9 lados. Recebe 4 milhões de visitantes por ano. Tem 9 portas de entrada e comporta 2.500 pessoas no seu interior, que não pode fotografar.

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De 1986 o templo está em uma área de 105.000 m² com lagos e jardins. Baha deriva do árabe que significa Glória.

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Um dos locais que eu queria conhecer, mas não estava no programa do tour era a Humayun’s Tomb – a tumba do Imperador Mongol Humayun. Conversei com o guia e por um preço adicional ele nos levou.

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Trata-se do mais antigo mausoléu mongol em New Delhi e serviu de inspiração para o Taj Mahal. Todo construído em arenito vermelho e mármore branco, pela viúva Hamida Banu Begum, nove anos após a morte de Humayun, de 1565 a 1572.

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O sarcófago do Imperador está sob a cúpula de 42,5 metros de altura. Aqui, repousam os restos mortais de Humayun – 2° Imperador Mongol da Índia, avô de Shah Jahan (construtor do Taj Mahal).

Vários parentes da dinastia etão enterrados aqui. O túmulo mesmo do imperador encontra-se no subsolo.

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Ao redor do mausoléu, nos seus jardins, tem construções incríveis, fazendo deste local uma das atrações que considero imperdíveis em Delhi.

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Outro local imperdível, que também não estava no tour e por um valor adicional conseguimos ir foi a mais incrível construção que eu conheci em toda a viagem: o Templo Akshardham, o maior templo hindu do mundo.

Todas as fotos e informações sobre este local eu retirei do blog http://www.gigantespelomundo.blogspot.com mais as informações do meu guia, porque quando eu fui não era permitido fotografar nem o seu exterior, tive que deixar o celular no carro, no estacionamento, distante do templo. Há seguranças por todos os lados impedindo fotografias.

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Foto do site: http://www.gigantespelomundo.blogspot.com

O Templo Akshardham foi obra de Pramuk Swami Maharaj, líder espiritual que contou com 7.000 artesãos e 3.000 voluntários para a sua construção. O seu exterior é de arenito rosa  e o interior de mármore de Carrara. Possui 43 m de altura, 96 m de largura e 110 m de comprimento, com 9 cúpulas, 20.000 estátuas do hinduísmo, 234 pilares esculpidos, 148 elefantes de pedra em tamanho real que pesam 3.000 toneladas.

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Foto do site: http://www.gigantespelomundo.blogspot.com
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Foto do site: gigantespelomundo.blogspot.com

Quando a gente vai se aproximando do Templo Akshardham vai sentindo o impacto da sua magnitude. Pelas fotos é possível observar a altura dele em relação as pessoas. Todas as suas paredes externas são trabalhadas, esculpidas na pedra com detalhes da flora, fauna, dançarinos, músicos e divindades.

O seu interior foi o local mais fantástico que eu já vi na vida. Seu altar todo em ouro e pedras preciosas é surreal, a demonstração mais forte dos contrastes presentes a todo momento na Índia, a riqueza extrema de um lado com a miséria absurda do outro.

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Foto do site: http://www.gigantespelomundo.blogspot.com

Não dava para acreditar no que os meus olhos estavam vendo!

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Foto do site: http://www.gigantespelomundo.blogspot.com

O templo foi oficialmente inaugurado em 2005. A entrada é separada para homens e mulheres e depois de passar pelo detector de metais há uma revista de bolsas e física. Nem em aeroportos eu vi uma segurança tão rigorosa.

Para quem tiver interesse em mais informações e ver fotos incríveis que não consegui copiar para o blog é só acessar: http://www.akshardham.com site oficial do monumento.

No almoço fomos em um restaurante lindo, indicado pelo guia: The Imperial Spice.

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A comida foi escolhida pelo guia atendendo ao nosso pedido de que não tivesse muita pimenta. Arroz e frango. E advinha? Era tanta pimenta que fritava a boca! Também com um nome desse o que eu esperava? Em todas as cidades a gente convidava os guias para almoçarem conosco, mas nenhum aceitou, isso só havia acontecido em Marrakech. Não sei se eles tem constrangimento em razão de comerem com as mãos, pois não usam talheres. Para mim não é problema, cada um com a sua cultura, é para isso que viajamos.

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Visitamos também a Gandhi Smriti – conhecida anteriormente como Birla House, um museu em memória de Gandhi. De todas as atrações de Delhi considero essa dispensável, só se você realmente é interessado na vida e obra de Mahatma Gandhi. O espaço é bonito e tem alguns de seus pertences pessoais.

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Gandhi morou neste local em seus últimos 144 dias de vida.

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Mohandas Karamchand Gandhi nasceu em 1869, casou-se aos 13 anos com Kasturba e fez os seus estudos na faculdade de Direito em Londres. Na volta se envolveu politicamente contra o domínio inglês, sempre pregando a não violência, com protestos pacíficos, então se tornou um líder que ficou conhecido como Mahatma, que significa Grande Alma.

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Homenagem a mulher de Gandhi – Kasturba

O domínio inglês terminou em 1947 separando o país em Índia para os hindus e Paquistão para os muçulmanos, sem opção, Gandhi aceitou a divisão o que gerou novos protestos dos nacionalista, inclusive contra ele. Em 1948, Gandhi sofreu um atentado por disparos de arma de fogo e foi fatalmente atingido aos 78 anos. Seu corpo foi cremado e parte de suas cinzas jogadas no Rio Ganges. Outros locais abrigam as cinzas.

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Por fim, conhecemos o templo GURUDWARA BANGLA SAHIB, da fé Sikh. Um palácio do século XVII, que foi residência do Marajá Jai Singh e hospedou o guru Har Krishan que veio a falecer neste local.

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Antes de atravessar o portal é necessário tirar os sapatos e cobrir a cabeça.

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A religião Sikh é panteísta. E mais uma vez, não é permitido fotografias no interior do templo que é belíssimo.

Anexo ao templo tem a cozinha e refeitório onde são servidas 10.000 refeições gratuitas por dia, com a ajuda de voluntários. Funciona das 9:00 às 15:00 e das 19:00 às 22:00 horas e a comida é vegetariana, claro.

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Nosso guia Saci mostrando os pães

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Refeitório do Templo Gurudwara

O guru Har Krishan (1656 – 1664) apesar de criança à época, já que faleceu com 7 anos, quando estava hospedado no palácio, durante uma epidemia, deu água do poço para ajudar os doentes, atraindo posteriormente fama e peregrinos para o local que acreditam no poder curativo de suas águas.

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Não só as mulheres, mas também os homens devem cobrir a cabeça neste templo, podem usar lenço, boné ou chapéu. O mais comum é o turbante, usado pelos fiéis Sikhs.

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Abaixo portal pelo lado da saída. Nas laterais do templo vimos muitas pessoas deitadas no chão (homens na sua maioria) sob o efeito de drogas alucinógenas.

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Detalhe do mármore incrustado do portal

À noite resolvemos jantar em um dos restaurantes o hotel. Quando estávamos descendo um hóspede no elevador nos indicou o Orient Express. Um restaurante em forma de vagão de locomotiva em homenagem a lendária ligação pelos trilhos entre Paris e Constantinopla.

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Fica a dica deste restaurante incrível, lindo, atendimento muito gentil e comida boa. No final o Chef veio nos cumprimentar e fez questão de fazer a foto abaixo. A melhor noite na Índia foi a primeira!

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Depois fomos no bar do hotel para tomar um aperitivo, sempre pedimos taça de vinho ou champanhe, nunca esqueçam que gelo é proibido na Índia, um perigo! O Blue Bar é lindo, badalado, amei!

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Ficou faltando conhecer Old Delhi que achei daria tempo na volta, mas não consegui.

New Delhi é caótica, vibrante, colorida, louca, intensa, o espelho do seu país. E eu amei! Para conhecer a Índia tem que ir de mente e coração abertos. Abstrair suas mazelas, tentar entender que é outro mundo, outra cultura para absorver toda a história e superação de seu povo que é fantástica. A Índia é um caldeirão de experiências e a sua capital a porta de entrada dessa incrível descoberta.

Ranakpur e Pushkar – Índia

No roteiro pelo Estado do Rajastão, em novembro de 2019, durante o trajeto de carro, fizemos duas paradas para conhecer as cidades sagradas de Ranakpur e Pushkar.

A primeira Ranakpur se localiza entre as cidades de Udaipur e Jodhpur, em Desuri, distrito de Pali. Saímos de Udaipur e a distância de 92 Km levou 2 horas. O caminho é por estradas que se alternam entre boas e ruins. E aqui passamos o único perrengue de toda a nossa viagem.

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Em um lugar que o GPS marcou entre Sayra e Maga, na Rodovia RJ SH 32, uma estrada de asfalto bom, só que estreita e sem acostamento, em uma curva um outro carro veio pra cima da gente na contramão. Para desviar e evitar a colisão o nosso motorista puxou rápido a direção para esquerda, saímos da estrada e como tinha um degrau do asfalto para o chão de terra, ficamos desgovernados e paramos a centímetros de uma ribanceira. Não tinha guard rail. Fiquei tão nervosa, a gente podia ter morrido se caísse. Da minha janela vi o buraco na mata lá embaixo! Não aconteceu nada. Foi Deus! O motorista verificou os pneus, estava tudo certo e continuamos a viagem. Foi um susto enorme.

Depois, no outro dia, percebi isso no carro:

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O nosso motorista preparou um bouquet de pimentas e amarrou na placa do carro.

Durante o trajeto cenas de uma Índia bem rural.

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Este vídeo não existe

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Ranakpur possui um complexo de templos do século XV, um dos mais importantes da Índia, com 14.000 m de área total, no meio das montanhas Aravalli.

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Jainismo é uma das religiões mais antigas da Índia, contemporânea do budismo, surgiu no século VII a.c. na bacia do Rio Ganges. O seu fundador Mahavira assim como Buda, era nobre e abandonou a sua vida de conforto para se dedicar a sua fé.

Alguns preceitos do Jainismo: verdade, não violência, não roubar, castidade e desprendimento material.

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Nos templos Jain não pode usar (portar) produtos de origem animal. Assim, cintos e bolsas de couro são proibidos. Comprei bolsas de tecidos na viagem para esse fim. Calçados são proibidos também, qualquer um, de couro ou não, por respeito ao solo sagrado.

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Para entrar no templo não precisa pagar (a princípio) e tem um guichê que fornece audioguide em várias línguas inclusive em espanhol. O porém é que precisa deixar o passaporte como garantia, achei um absurdo, mas concordei. A gente deixa os sapatos na entrada. Na saída ao devolver o audioguide o funcionário pede uma gorjeta.

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Porta de entrada do templo
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Degrau de entrada do templo

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O código de vestimenta (para as mulheres) também deve ser respeitado. Ombros e pernas tem que estar cobertos. Não foi necessário lenço na cabeça.

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O templo principal – Chaumukha tem 3 andares e levou 50 anos para ser construído.  Tem 29 halls, 80 cúpulas e 1444 pilares todos diferentes um do outro, tem sempre algum detalhe que os diferencia. Foi todo construído em mármore branco, da mesma jazida que extraíram o mármore do Taj Mahal.

Dentro do templo tem uma parte no centro para oração e nós turistas não podemos entrar e nem fotografar, só os fiéis tem acesso.

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Acima das escadas local de oração

As incrustações dos pilares tem várias figuras como de dançarinas e flautistas. Posições de Ioga e Kama Sutra também.

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As cúpulas são lindas. Um trabalho tão detalhado e minucioso parece de renda.

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No Jainismo a sua tradição religiosa tem como centro os seres humanos e suas preocupações e ensina que o Universo é eterno e não possui um Deus criador.

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Mahavira fundador do Jainismo

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img_7492A arquitetura dos pátios e área externa do templo principal é incrível na riqueza de detalhes

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No interior do templo havia um homem preparando algo que não consegui identificar, parecia comida. No Jainismo eles usam máscaras para evitar engolir algum inseto voador, como preservação e proteção a qualquer ser vivo.

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A visita ao templo é muito interessante, mesmo que não pratique a religião ou não seja indiano, através da fé de um povo também conhecemos muito de sua cultura.

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A outra cidade sagrada que visitamos foi Pushkar, entre Jodhpur e Jaipur, no distrito de Ajmer, a 183 Km de Jodhpur, aproximadamente 4 horas de carro.

Nessa visita não tivemos guia. Os trajetos entre uma cidade e outra fazíamos só com o motorista. Em Pushkar ele estacionou o carro em uma grande feira de camelos, muito próxima do templo.

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A feira de Camelos de Pushkar é famosíssima, mas eu nunca tinha ouvido falar! E nem apareceu nos meus estudos pré viagem. Quando cheguei lá e vi essa maravilha, fui pesquisar a respeito.

É uma feira anual, sempre na primeira semana de novembro, onde se comercializa camelos (claro), entre outras atividades, como corrida de camelos (claro), passeios de balão e shows pirotécnicos

Eu acho esse bicho o máximo! Muito engraçado, tem um jeito de andar com um molejo completamente diferente. Só tenho medo de me aproximar muito porque eles mordem ou cospem. Mas, em Marrakech fiz várias fotos com eles, lá eles eram bem mansos.

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Os animais são todos bem decorados, com um colorido único, como tudo na Índia. Na feira são vendidos muitos apetrechos para enfeitar os camelos.

E muitos possuem uma carroça em formato de cama para passeios.

Junto com a feira, seguindo em frente, chegamos no mercado de Pushkar, com muitas lojas e barracas vendendo de tudo.

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Os lindos trajes coloridos das indianas, sou fascinada. Ombros e pernas cobertos. A barriga pode mostrar porque não é considerada uma parte sensual do corpo feminino. Cobrir a cabeça ou a face toda com o véu depende da região da Índia, se são casadas ou solteiras. Como estamos no norte e em uma área rural, essa prática é mais comum. Na feira e no templo haviam mulheres de várias regiões, assim vimos diferentes estilos.

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Aqui foi o lugar que eu consegui comprar com uma certa “tranquilidade” várias lembranças de viagem, presentes para parentes e amigas como bolsas, pulseiras, carteiras. Os vendedores não eram tão insistentes como nos outros locais e o da barraca que comprei a maior parte dos itens era bem tranquilo, deixava eu ver e escolher com calma.

Só que mais uma vez, não consegui desconto (sou péssima para negociar), só ganhei um brinde, um artigo a mais, à minha escolha, melhor que nada.

O mercado se estende por duas ruas e vende roupas, sapatos, tecidos, bolsas, bijouxs. Tem várias barracas de comida e bebida também, geralmente água, refrigerante e suco, já que é muito difícil encontrar bebidas alcoólicas fora dos hotéis (amei a Índia).

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No final do mercado chegamos na base do templo.

PUSH significa lótus e KAR mão. Os hindus acreditam que a cidade surgiu através de um lago que se formou por uma grande flor de lótus colocada naquele local pela mão do deus Brahma.

Pushkar é a terra do deus Brahma, a cidade mais sagrada da Índia para os hinduístas, que representam 70% da população. Pelo menos uma vez na vida, os fiéis devem fazer a peregrinação ao templo. O Hinduísmo é a terceira maior religião do mundo. São politeístas (acreditam em vários deuses) e em reencarnação.

No Hinduísmo há três deuses principais: 1) Brahma: deus da Criação, 2) Shiva: deus da destruição (transformação) é o deus da Ioga, 3) Vishnu: deus da Proteção. Um deus hindu bem conhecido do mundo ocidental é Ganesha (corpo de homem e cabeça de elefante) deus da prosperidade, que remove obstáculos e traz soluções.

A representação de Brahma é um homem que possui 4 cabeças, quatro braços e em uma das mãos uma flor de lótus.

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Foto do site: http://www.ocosmopolita.net

Foi o local de maior aglomeração de pessoas que visitei na Índia. Para subir as escadas do templo tinha fila, mas andava com rapidez.

Na base do templo precisa deixar os sapatos já que não é permitido entrar com eles no solo sagrado. O desespero do marido de ter que deixar os seus sapatos ali, naquele mundo de calçados espalhados e depois não encontrar na volta. Mas, na Índia sempre tem um jeitinho. Havia um comerciante oferecendo uma prateleira para deixar os sapatos, mediante pagamento claro. Beleza, problema resolvido.

E lá fomos nós, enfrentar a multidão para subir a escadaria do templo de Brahma.

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No interior do templo não pode fotografar, então só fiz essas fotos externas.

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A quantidade de gente na fila para entrar no templo era de chorar.

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No pátio do templo tem “mini templos” para orações e oferendas.

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Na saída do templo (o mesmo local da entrada) continuando pela rua em frente até o final se encontra o lago de Pushkar, onde os fiéis e turistas vão para fazer rituais de bençãos ao deus Brahma.

Como já mencionei anteriormente, fiz uma viagem turística e não tinha interesse (nem crença) nos rituais do hinduísmo. Li também que há diversos golpes neste local e muitos que se oferecem para fazer a benção, se dizendo sacerdotes (mas não são) cobram preços exorbitantes, bem no estilo pega turista.

Então não fui ao lago onde, além dos rituais de purificação e outras bençãos, realizados nos “ghats”, que são portões para colocar as oferendas e pedidos, os peregrinos vão visitar porque aqui foram jogadas as cinzas de Gandhi.

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Lago de Pushkar e seus ghats. Foto do site: http://www.civitatis.com

As paradas em Ranakpur e Pushkar foram muito interessantes pelo aspecto cultural, já que a Índia era para mim, e ainda é, um outro mundo, tão distante e diferente. Mergulhar em cidades do interior, locais de peregrinação e fé, foram episódios até então inéditos na minha vida como turista. Paisagens e memórias que ficarão para sempre.

 

 

 

Jaipur – Rajastão – Índia

A cidade de Jaipur é mais um post da série da viagem à Índia em novembro de 2019. Os outros posts da viagem você lê aqui Udaipur – Rajastão – Índia Jodhpur – Rajastão – Índia New Delhi – ÍndiaÍndia – Impressões gerais

Rajastão é um estado indiano que faz fronteira com o Paquistão. Possui área de 342 km² e fica  no deserto de Thar, a noroeste da Índia. Tem 68 milhões de habitantes e a sua capital é Jaipur.

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Patrika Gate

Jaipur foi fundada em 1728 pelo Marajá Sawai Jai Singh II, possui 3 milhões de habitantes. É uma cidade planejada, coisa rara na Índia, então possui ruas com asfalto, calçadas e canteiros com jardins (incrível). É limpa também, vi pouco lixo em Jaipur, uma cidade que tem muito o que ver e fazer, inclusive Jaipur é a cidade que a maioria dos turistas conhece porque faz parte do circuito “triângulo dourado” o tour mais popular entre os que visitam a Índia que inclui Agra e Delhi.

Também é conhecida por ser “a cidade rosa”. Em 1876 o marajá mandou pintar a cidade inteira de cor de rosa para receber a visita do Príncipe de Gales, Albert, filho da Rainha Vitória, futuro rei Eduard VII. A mulher do marajá adorou o resultado e desde então a cidade é pintada dessa cor.

Em algumas partes da cidade não acho que a cor seja rosa, mais parece cor de telha

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Fazia parte do roteiro “Os palácios do Rajastão” em Jaipur a hospedagem no Hotel Rambagh Palace, administrado pela rede TAJ. Fiquei 2 noites e recebi um upgrade.

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O Palácio Rambagh, de 1835, começou como a casa da criada favorita da rainha. Depois foi uma hospedaria real, pavilhão de caça e por fim residência do Marajá Swai Man Singh II. As treliças são feitas em mármore esculpidas à mão.

O Hotel é lindo demais, tem um estilo diferente do Lake em Udaipur (palácio de verão) e do Umaid em Jodhpur (palácio da cidade). Parece um palácio de campo. Adorei ter conhecido três estilos bem diferentes de residências dos marajás.

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Achei o quarto deste hotel o mais bonito que me hospedei. Possuía vários ambientes: quarto, saleta, closet e banheiro.

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A saleta foi o ambiente mais lindo e o que eu mais gostei no quarto, com vista para os jardins que possui aproximadamente 50 pavões.

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A localização do quarto era uma charme, parecia uma vila privativa, com terraço próprio para descansar e apreciar a vista.

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Porta e varanda do quarto

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Sempre vinha um amigo nos visitar no terraço

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O Lobby do Hotel Rambagh é lindo com fonte de mármore, balaústras (lustres) de arenito e quadros de marajás

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Aqui também o receptivo foi com música, flores, colares e a pinta na testa. Já se hospedaram no Rambagh Lorde Mountbatten, Príncipe Charles e Jacqueline Kennedy.

O Hotel possui 4 restaurantes e um bar. Na primeira noite fui jantar no Restaurante Suvarna Mahal, o mais bonito e formal, cozinha indiana, localizado no Salão de Jantar do Marajá. Neste restaurante os sousplats são de ouro.

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Foi aqui que eu comi o único prato que eu realmente gostei na Índia, uma entrada: queijo grelhado com vegetais. Não fiz a foto. Estava uma delícia. O prato (foto abaixo) arroz com vegetais e frango bom também, só que com muita pimenta. Até os pães do couvert tem pimenta, um deles inclusive não consegui comer, queimava a boca.

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Detalhe que o garçom disse que esses pratos tinham pouca pimenta! O marido queria cordeiro, mas ele avisou que era com bastante pimenta, imagina!

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Após o jantar um drink no Polo Bar. Como a Índia foi colônia inglesa o Polo sobre cavalo é um esporte muito popular. No bar tem muitas fotos de jogos de polo, onde aparecem o marajá e a família real inglesa, em especial o Príncipe Philip e o Príncipe Charles.

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O Hotel Rambagh é mágico à noite. No jardim em frente ao restaurante e bar fica um músico tocando cítara.

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No roteiro programado para a cidade não estava previsto conhecer dois pontos de Jaipur que eu queria muito. Então conversei com o motorista e ele nos levou.

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O primeiro foi o Patrika Gate (foto na abertura do post). Visitamos na chegada da cidade pois é um pouco fora do centro, a 7 km do nosso hotel e 10 km do City Palace.

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O Patrika Gate é um portal que fica no Parque Jawar Circle, no caminho para o aeroporto de Jaipur (apenas 1 km), então se você chega ou sai da cidade de avião, não pode perder a oportunidade de dar uma parada aqui, pois é um monumento lindíssimo. Fica aberto 24 horas e a visita é bem rápida. na entrada de um parque, agora se tem interesse de visitar os jardins e fontes também então a visita se torna mais demorada.

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O Maharajá Sawai Jai Singh II construiu este portão com 9 arcos que simboliza a 9ª porta de entrada da cidade, já que havia outras 8 “portas” para entrar em Jaipur. O interior do portão é de uma beleza fascinante. Todo decorado com murais que contam a história da realeza no Rajastão.

Às 19h acontece uma apresentação de fontes musicais no parque e show de luzes no portal. Fui às 15h e estava bem tranquilo. Dizem que o melhor horário para fazer fotos é pela manhã, bem cedo, porque tem menos turistas. No horário que eu fui tinham dois casais com o seus respectivos fotógrafos. Fiquei admirada, achei que ia encontrar lotado.

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O portão é cenário para muitas sessões de fotos, principalmente de revistas e casamentos. Quando nós fomos estavam acontecendo dois shootings 

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O outro local que eu queria conhecer, o Museu Albert Hall, de mobiliário, tapeçaria e arte indiana em geral, infelizmente não consegui visitar o seu interior, não tive tempo,  o motorista passou em frente e fez uma parada para fotos.

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Começando o tour visitamos a atração que considero a mais importante da cidade (e que realmente vale a pena) o Forte Amber.

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O Forte Amber é uma fortaleza com palácios, templos, pátios e jardins. De 1599 foi a residência do marajá Man Singh (1589-1614).

Há três maneiras de chegar no forte: a pé, de carro e de elefante. O nosso tour era de carro até um ponto e depois de cadeirinha no lombo do elefante até o pátio principal.

As ruas são bem estreitas e o percurso muito interessante.

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Durante o trajeto de carro o guia começou a conversar perguntando se a gente queria mesmo ir de elefante, que demorava muito, que ele não considera certo utilizar os animais para esse fim, foi uma situação um pouco constrangedora, enfim, nós também não concordamos em utilizar animais para o trabalho, então resolvemos não subir no lombo do elefante para chegar até o forte.

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Jaipur é a cidade mais turística do Rajastão e no Forte Amber sua atração mais famosa a quantidade de pessoas é enorme. A foto abaixo retrata duas cenas comuns na Índia: os modelitos “sem noção” dos turistas e a insistência dos vendedores. Na Índia não é adequado as mulheres mostrarem as pernas.

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O Forte Amber tem cor amarelo ocre e levou 25 anos para ser construído. Tem quatro patamares e fica no alto de uma colina com uma linda vista.

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O Forte Amber possui um mix das culturas muçulmana e hindu. No interior dos palácios, a riqueza de detalhes nas pinturas de seus tetos e paredes.

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Outro local que visitamos no tour foi o Mantra Yantra, um observatório astronômico construído por Jai Singh II a partir de 1724.

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Neste local existe o maior relógio de sol do Mundo (Samrat Yantra)

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No total são 17 instrumentos de astronomia arquitetônica.

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Por fim, visitamos o City Palace, complexo composto por dois palácios, construídos entre 1729 e 1732 pelo Maharajá Sawai Jai Singh II.

Chandra Mahal – onde parte é ainda residência da família real e Mubarak Mahal palácio das boas vindas, onde as pessoas eram recebidas.

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No Mubarak Mahal existem dois jarros de prata medindo 1,6 m e pesando 345 kg cada um. Os jarros foram feitos para o Maharajá Madho Singh II levar água do Rio Ganges para a Inglaterra, para poder tomar banho, na sua visita ao país para a coroação do Rei Eduard VII, filho da Rainha Vitória em 1902. Cada jarro tem capacidade para 2.000 litros.

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O City Palace é conhecido como o palácio Cor de Rosa.

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A parte mais bonita do City Palace e a Corte dos Amantes, um pátio com portas decoradas. Cada porta representa uma estação do ano.

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E, antes de voltar para o hotel, fizemos um giro de tuktuk pelo comércio de Jaipur.

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Na última noite em Jaipur escolhi para jantar em um restaurante fora do hotel. Foi a única noite na Índia que saímos para jantar. Tinha muita vontade de conhecer o restaurante Bar Palladio, famoso nas redes sociais, que as paredes são pintadas de um azul elétrico!

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A culinária é italiana, mas com “toque” indiano” ou seja, carregada na pimenta. E no cardápio do Bar Palladio a frase: “A estranheza de que você não é mais ou não possui mais, está a sua espera, em lugares estrangeiros e não possuídos.” Ítalo Calvino, um dos maiores escritores italianos do século XX.

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Um lugar incrível para nossa última noite em Jaipur. Saudade imensa desta cidade incrível.

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Jodhpur – Rajastão – Índia

Viagem é realmente algo muito pessoal. As impressões e gostos de um nem sempre servem para o outro. E exatamente isso aconteceu em Jodhpur. No planejamento informei a agência que o objetivo da viagem era comemorar o meu aniversário, então, o contato da Pioneer Journeys no Brasil, a querida Cíntia me aconselhou passar a data em Udaipur ou em Jaipur, mais bonitas e interessantes, porque Jodhpur era a mais sem graça das três cidades do Rajastão.

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Forte Mehrangarh

Só que fui para Índia a partir de Roma e a companhia Alitália não tem vôos diários para Delhi. Soma-se a isso eu não poder chegar em Delhi em uma segunda-feira porque está tudo fechado e nem estar em Agra em uma sexta-feira porque o Taj Mahal não abre. Quer dizer, tive que fazer um malabarismo danado e a data do meu aniversário, 03 de novembro, caiu  na cidade de Jodhpur. Paciência pensei, o importante é que estarei na Índia.

Em um ponto concordo com a agência, Udaipur é a mais bonita sim, mas Jodhpur está longe de ser sem graça e no meu ponto de vista foi a melhor das três, mais do que Jaipur, a capital do Rajastão. Concluindo, Jodhpur foi a cidade que eu mais gostei de toda a viagem, depois foi Delhi (que a maioria odeia). Foi maravilhoso, um sonho poder passar o meu aniversário nesse lugar.

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Forte Mehrangarh

Jodhpur é segunda maior cidade do Estado do Rajastão, possui 1 milhão de habitantes, tem 78 Km², foi fundada em 1.459 e se situa junto ao deserto de Thar a noroeste da Índia.

Fiquei hospedada no Hotel Umaid Bhawan Palace, administrado pela rede TAJ. Foi o hotel mais incrível da viagem. O hotel mais lindo que já fiquei na vida!

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O Palácio Umaid foi construído entre 1928 e 1943 em arenito amarelo e está localizado na colina Chittar o ponto mais alto de Jodhpur. Trabalharam na construção 5.000 homens durante 15 anos. O prédio não possui argamassa ou cimento, as pedras foram esculpidas e unidas por entalhe, intercalando peças positivas e negativas. Possui 347 cômodos sendo a principal residência do marajá de Jodhpur, sua alteza Gaj Singh. O nome do palácio, Umaid, é em honra ao avô do atual marajá.

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A chegada no Hotel Umaid é um acontecimento. Fomos recebidos com banda de música, pétalas de rosas, colares de flores e a marca de pigmento na testa para prosperidade.

O lobby é composto de vários ambientes um mais lindo do que outro e a cúpula do palácio possui 32 metros de diâmetro e 195 metros de altura em estilo renascentista. Foram utilizados no seu interior 1 milhão de metros quadrados de mármore. Seu jardim tem 100.000 m². O prédio foi dividido em três partes: hotel, residência do marajá e museu (aberto ao público).

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Todos os hotéis que ficamos na Índia tinham um forte esquema de segurança, mas no Umaid, por ser em parte residência do marajá, a vistoria era ainda mais rigorosa. Antes de entrar no hotel, o motorista tinha que abrir o capô e o porta malas do carro. Um segurança passava um aparelho detector de bomba embaixo do carro e as malas passavam no aparelho de Raio X.

Também neste hotel, infelizmente, não encontrei o Seu Marajá para cumprimentar, dar um oi, enfim, agradecer a hospitalidade 😉

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A reserva foi feita pra um quarto standard, só que no check in recebi um upgrade para a suíte histórica, um quarto muito confortável, com sala, closet e varanda.

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O café da manhã é servido no restaurante Pillars, onde jantamos no meu aniversário. Um espaço no terraço com vista para uma enorme área verde e que tinha sempre músicos ou eventos artísticos acontecendo.

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E sempre um amigo para fazer companhia no café

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De todos os hotéis o Umaid foi o que tinha o staff mais gentil, parecia uma grande família, todos muito simpáticos, bem falantes, sorridentes, a gente se sentia muito bem, recebidos com muito carinho e atenção. O pessoal do café, restaurantes, spa, recepção, porteiros, amei cada um por tanto afeto.

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O querido Mister Chain Singh porteiro do Hotel Umaid

No final de tarde, por volta das 18h, sempre tem um evento cultural no Hotel Umaid. No primeiro dia assistimos uma apresentação de dança folclórica. A dançarina vai encaixando os potes um a um em cima da cabeça até ficar em uma altura incrível.

E depois ela convidou as mulheres da plateia para dançarem. Só eu e mais uma moça (indiana) aceitaram o convite. Que gente desanimada credo!

A parte de gastronomia do Hotel Umaid é composta por dois restaurantes e um bar. Na primeira noite jantamos no restaurante Risala. Ambiente mais formal. Cozinha indiana e continental. Gostamos (conseguimos comer uma massa com molho de tomate) e no outro dia almoçamos aqui também.

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Sobremesa de chocolate deliciosa
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Trophy Bar – Hotel Umaid
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Drink no Trophy Bar – espumante – gelo nem pensar

O hotel tem muitos quadros dos Marajás de Jodhpur

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Encontro do marido com os marajás

No outro dia, foi meu aniversário, no final do post conto tudo desse dia tão especial. Agora vamos conhecer Jodhpur?

Primeira parada o Forte Mehrangarh do ano de 1.460, fica em uma colina 125 metros acima da cidade. Fica a 15 minutos de carro do centro. Trata-se de uma fortaleza que abriga vários palácios.

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As muralhas tem 35 metros de altura e 21 metros de largura, para acessar o interior do forte passa por 7 portões.

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A charmosa aqui foi de rasteirinha, mas o ideal é visitar o forte e a cidade toda de tênis porque tem muita areia, pedra e sujeira. Já no interior do forte, para chegar no terraço que dá acesso aos palácios, na parte superior, pegamos o elevador, como chegamos cedo (abre às 9h) não tinha fila. Dá pra ir a pé também, mas fica muito cansativo e demorado. Dica: Para quem vai sozinho o ideal é contratar um tuc tuc até o 5° Portão onde está o elevador.

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Na entrada do forte tem algumas lojas, vendedores chatos e câmbio, então resolvi trocar euros e aqui também aconteceu um fato que se repetiu por toda a viagem. Quando entrei na casa de câmbio uma família de indianos entrou comigo e ficou olhando eu trocar o dinheiro, contar, só faltaram colocar a cabeça dentro da minha bolsa! Não eram pessoas pobres, não estavam ali para pedir ou trocar dinheiro, era só por curiosidade mesmo! E eles não fazem cerimônia, grudam para observar o que você vai fazer, em várias lojas foi assim, e, como sempre, no início eu achava interessante e até engraçado, depois cansa.

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Indiana e seus lindos trajes. Elas pedem fotos comigo eu peço para tirar fotos delas

Lá em cima, pouca gente, um milagre na Índia. A época que viajei estava acontecendo o Diwalli, o festival das luzes, um feriado e festa tão importante para os hindus quanto o Natal é para os cristãos. As cidades estavam lotadas e o Rajastão é o estado mais turístico.

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Do terraço dá para ver porque Jodhpur é conhecida como a Cidade Azul. As casas são quase todas pintadas desta cor e existe duas explicações: uma porque o azul é uma cor mais refrescante, melhor para aguentar o quente e úmido verão indiano e outra porque os mosquitos não “gostam” da cor azul, então serve para espantá-los.

Pelas fotos dá para perceber o quanto subimos

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A arquitetura da fortaleza é impressionante e suas paredes externas são em tons avermelhados. Na área dos palácios tem um mix de tons terracota e ocre

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Abaixo trono e fotos da coroação do atual Marajá Gaj Singh II com 3 anos de idade.

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Oi!

O Forte Mehrangarh é um dos maiores da Índia, a família real morou aqui até se mudar para o Palácio Umaid (meu hotel). Hoje funciona como museu, no seu acervo tem antiguidades, obras de arte, armas, roupas, instrumentos musicais e mobiliário.

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Na entrada um hindu e seu cachimbo de ópio

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Assento para colocar em cima do elefante

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Phool Mahal – Hall de Audiências privadas construída pelo Marajá Abhaya Singh no século XVIII em ouro e espelhos

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O que mais me deixou extasiada nos palácios indianos foi a riqueza de detalhes nas suas paredes. Pinturas, espelhos, pedras semi ou preciosas, prata, ouro, madeira, mármore, tudo era usado para compor esse efeito fantástico.

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A sala dos berços
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Um berço real

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E a louca das portas, não posso ver que já quero fotografar, imaginando a moldura

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Saída do Forte Mehrangarh

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Próxima parada: Jaswanthada o Cenotáfio Real. Um local destinado a homenagear a memória dos que já faleceram (não se encontram aqui os restos mortais).

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Na Índia as pessoas não são enterradas e sim cremadas. O Marajá Sardar Singh construiu em 1899 este local que serve como crematório da família real e memorial, em homenagem ao seu pai Marajá Jaswant Singh II,  por isso o nome Jaswanthada,  

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Para entrar precisa tirar os sapatos

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Fazia parte do roteiro também conhecer o Bazar de Sardar, o mercado de Jodhpur. São inúmeras barracas com roupas, sapatos, bijuterias, tecidos, comida e apesar de ter muita sujeira, muito lixo, amei! Gostei muito na viagem de todas as vezes que fiquei na rua andando a pé no meio daquela loucura de carros, motos, buzinas, observando as pessoas, seus costumes. Queria ter uma cadeirinha para ficar sentada só olhando o vai e vem, achava tão incrível, me sentia sempre como em um filme.

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Amei esses sapatos comprei alguns
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Os tecidos são lindos e baratos

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No centro do mercado se encontra a Torre do Relógio (Ghanta Ghar), construída pelo Marajá Sardar Singh entre 1880 a 1911. É possível subir na torre, mas não fui.

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O Sardar Market e a sua Clock Tower é um lugar imperdível em Jodhpur, achei muito interessante e não vi turistas estrangeiros aqui.

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Saída do Sardar Market

Voltando para o hotel, cena comum nas ruas indianas, família inteira na motocicleta, só o homem de capacete, cheguei a ver com 5 pessoas.

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No Hotel Umaid Bhawan Palace uma parte funciona como museu com pinturas, retratos e objetos da família real de Jodhpur. Como era hóspede do hotel um funcionário me acompanhou no tour. E aí se os indianos já me olhavam como uma ET, calculem com o segurança do museu mostrando o acervo e me fotografando, já que fui sem o marido.  Nem nessa hora eu consegui ficar realmente sozinha, eles não deixam.

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Porta do lado esquerdo com pessoas na frente é a entrada do museu
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No pátio do museu – Marido teria feito essa foto muito melhor

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Marajá de Jodhpur Gaj Singh, sua mulher e filhos

Final do dia, como era meu aniversário eu posso tudo, então primeiro marquei uma massagem no JIVA SPA do hotel, que fica junto a piscina interna que se chama Zodiac, já que no chão tem mosaicos com os signos. Fiz uma massagem relaxante com óleos aromáticos. Deixei o celular no armário porque essa vida de blogueira registrando tudo também cansa. Reservei esse momento para desligar.

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A boa fama das massagens indianas é merecida. Que massagem! Primeiro o ambiente: escuro com uma música suave, um perfume delicioso no ar. Começou com uma imersão dos pés em uma bacia de água, flores e óleo aromático quente e uma massagem vigorosa (nada dolorida) para relaxar os pés, meus pobres pés cansados de andar de rasteirinha o dia inteiro agradeceram. Depois uma hora e meia de massagem no corpo todo com óleo e por fim no rosto e cabeça. O óleo não era grudento, passei a toalha e pronto. Saí de lá flutuando!

Depois marquei uma tatuagem de henna. O hotel agenda o horário da sua preferência, tem parceria com artistas que vão no hotel atender.

E  o resultado: achei que ficou lindo demais! Depois de 1 hora pode lavar. Bem difícil de sair. No primeiro dia fica um laranja bem clarinho, achei que não tinha dado certo! Depois com o passar dos dias vai escurecendo cada vez mais. Durou quase 10 dias. E eu passava álcool gel nas mãos 200 vezes por dia.

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Final de tarde mais um evento no hotel, desta vez na área externa, um grupo de músicos e duas dançarinas em uma apresentação incrível, amei!

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O dia do meu aniversário, jamais vou esquecer, desde a hora que acordei até a hora de dormir, todos os funcionários que passavam por mim me davam os parabéns, me desejavam coisas boas, até o segurança “sério” da portaria externa colocou a cabeça para dentro do carro e perguntou se eu estava de aniversário para me cumprimentar.

Foram tantos os gestos e palavras carinhosas, tantas felicitações, que percebi que o dia do aniversário na Índia é realmente uma data muito especial. Eles entendem que é um novo ciclo que se inicia, um livro novo que você tem a chance de escrever a vida da sua maneira. Achei tão lindo, fiquei muito emocionada.

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Quando voltei para o hotel do tour tinham feito Happy Birthday com flores no chão, a equipe de arrumadeiras me deu um tag de mala, ganhei cesta com flores, vinho, porta retrato com a nossa foto da chegada. Prepararam uma festa surpresa para mim no quarto, com bolo, espumante, os funcionários cantaram parabéns, mais um buquê de flores, recebi um lenço de marani e o marido um turbante de marajá, foi muito legal!

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Queria registrar aqui também a parceria do meu marido RB que topou na hora quando eu disse que queria passar o meu aniversário na Índia. Quem nos conhece sabe que o destino não tem nada a ver com o nosso perfil. Quando eu contava que ia para a Índia ficavam todos muito admirados, horrorizados na verdade! E durante toda a viagem ele resistiu heroicamente, participou de tudo com muita boa vontade, inclusive as 50 milhões de fotos que eu pedi, não reclamou de nada (um pouco da comida com toda a razão) e no final da viagem disse para mim que odiou, hahahaha! Parceiro de vida e agora de blog só a agradecer.

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Depois da festa no quarto fomos jantar no Restaurante Pillars um terraço com vista para os jardins.

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Presente que ganhei do marido

E como terminamos esse dia incrível? Primeiro jogando pingue pongue.

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Depois essa surpresa na banheira do quarto nos esperando! Será que eles acharam que ia ter lua de mel? Nessa altura do campeonato!!!

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Quando escolhi passar o meu aniversário na Índia sabia que seria especial, só que com todo o seu encanto se tornou realmente memorável, inesquecível. Foi o aniversário mais incrível da minha vida. Namastê!

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Udaipur – Rajastão – Índia

Capital do antigo reino de Mewar, cidade dos lagos e considerada a mais romântica do país. Foi fundada em 1559 pelo Maharajá Udai Singh II. Possui 550 mil habitantes e se localiza no Estado do Rajastão, que faz fronteira com o Paquistão, no noroeste da Índia, a 650 Km da capital Delhi.

Udaipur é conhecida como a Veneza do Oriente, sendo a cidade mais rica da Índia, embora considere mais apropriado dizer a menos pobre.

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Cheguei em Udaipur de avião, a partir de Delhi (voo 1h e 15m). Fiquei hospedada por 2 noites no Hotel Taj Lake Palace, no meio do Lago Pichola. Conhecido como o Palácio do Lago – Jag Niwas – era a residência de verão da família real. Construído pelo Maharana Jagat Singh II em 1746, todo em mármore branco, baseado em um rochedo.

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O hotel só é acessível de barco. Possui pier próprio e barquinhos que fazem o trajeto ida e volta a todo momento. É tão lindo, tão romântico, me senti em um filme. Aliás, neste hotel foram gravadas cenas do filme 007 – Octopussy. Já se hospedaram aqui a Rainha Elizabeth II e Jacqueline Kennedy.

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Pier do Hotel Taj Lake Palace

O trajeto de barquinho até o hotel foi um sonho!

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Pichola, o coração de Udaipur, é um lago artificial de água doce criado no ano de 1362. Possui 6,96 km² de área – 4 km de comprimento por 3 km de largura. Sua maior profundidade é de 8,5 m. A água tem um alto teor de sódio e bicarbonato. Como recebe dejetos de esgoto é muito poluído, embora eu não tenha sentido odor. Tem 17 espécies de peixes, mas, como comentei na introdução que fiz sobre a Índia, que você lê aqui Índia – Impressões gerais não tive coragem de comer peixe e frutos do mar durante a viagem.

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E acredite se quiser, mesmo com toda essa quantidade de água, o lago permaneceu seco de 1998 a 2005. O barqueiro me mostrou a foto abaixo no celular dele.

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O Palácio Jag Niwas era a residência de verão do Marajá de Udaipur, tem vista para o Palácio da Cidade e as colinas de Aravali. Ainda pertence ao marajá, convertido em hotel administrado pela rede TAJ. Existe mais um palácio no lago, falarei sobre ele depois. O Taj Lake é um daqueles hotéis que você não tem vontade de sair. Infelizmente nos dois dias que fiquei lá não encontrei o “Seu Marajá”.

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A chegada no Hotel foi com chuva de pétalas de rosas, música, colar de flores e a marca com pigmento natural na testa: o terceiro olho, para dar prosperidade. Ritual que se repetiu nos três hotéis do Rajastão.

Os ambientes internos: salas, restaurantes, lounges, bares e os externos: pátios, jardins, piscina, terraços são lindos demais!

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O check in foi feito neste sofá

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Piscina – foto do site: http://www.grandluxuryhotels.com
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Piscina à noite

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O quarto era confortável e possuía uma decoração indiana bem típica, achei um charme, tinha uma saleta, mesa e sofá com uma vista linda do lago.

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Vista da janela do quarto

O café da manhã é servido em uma sala linda, toda decorada com pinturas de cenas indianas. O buffet muito completo e variado, mas por medo, só comia pão com manteiga e tomava chá preto. Um dia, por gentileza do garçom, já que o café possui um chef para preparar vários pratos, comi um waffle (única vez que quebrei meu espartano café).

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A vista da sala do café da manhã é maravilhosa. Neste espaço também funciona o restaurante Jharokha, de cozinha indiana mais informal

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No primeiro dia, depois de fazer 5.872.974 fotos do hotel fomos jantar. O restaurante Neel Kamal é o mais formal do Hotel Taj Lake, de cozinha indiana. Ambiente lindo e um músico tocando cítara.

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Não pedi entrada. O “mimo” do Chef foi uma couve frita bem boa. Acompanhamento vegetais crus, não comi, porque é um perigo!

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O prato arroz frito com vegetais, só na pimenta, que dá aquela fritada na boca.

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Lounge do Restaurante Neel Kamal

No outro dia fomos conhecer a cidade. Primeira parada: City Palace considerado o maior palácio do Rajastão com mais de 2 hectares. Fica a menos de 5 minutos a pé do pier do Hotel Taj Lake.

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Fachada do City Palace vista pelo Lago Pichola

O Palácio da Cidade é um complexo formado por 4 edifícios e a sua construção começou com o Maharana Udai Singh II em 1559 e durou 400 anos. Hoje no complexo tem dois hotéis (almocei em um deles) e uma ala privada onde se encontra a residência do marajá de Udaipur e sua família. Na entrada a segurança é reforçada e quem está hospedado no Taj Lake recebe um cartão de “passe livre”, pode entrar e sair quando quiser, não precisa comprar o tíquete, porque o hotel também pertence ao marajá. Então fomos hóspedes de sua alteza! 🙂

Marajá é o título dos nobres da antiga civilização indiana. Seu feminino é marani. Deriva do sânscrito Maharaja e Maharani. Eram reis que governavam uma região da Índia, tinham imenso poder e fortuna. Quando os ingleses dominaram a Índia foram gradativamente perdendo o seu status. Hoje, oficialmente, não tem qualquer poder, o título é só honorário, mas culturalmente ainda exercem influência. Em acordo com o governo permaneceram com os seus palácios. Maharana era o “rei dos reis”, um título acima de maharaja que só alguns possuíam, na cidade de Udaipur tinha um deles.

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Depois do portão de entrada há um pátio interno muito bonito com fontes e portais. Em um dos corredores do pátio funcionam diversas lojas com produtos do artesanato local.

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Portal do Pátio com lojas

Na foto acima turistas desavisados: Na Índia não se mostra as pernas. A “cara” do policial ali atrás era de total desaprovação. Não é proibido andar assim, mas acho que os modos e costumes locais devem ser respeitados. A barriga, por exemplo, pode mostrar à vontade, pois não é considerada uma parte “sensual” do corpo feminino.

Continuando nossa visita, a diferença de estilos arquitetônicos e condição (aspecto) das paredes do palácio é em razão da construção ter se estendido por 400 anos, tendo passado por 22 marajás. Feito em granito e mármore na realidade são no total 11 pequenos palácios.

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Os detalhes das paredes do Palácio chegam no ápice da sua beleza no Pátio dos Pavões

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Palácio de Espelhos

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A história da Índia tem passagens fascinantes, dignas de roteiro de filme, uma delas é de que em vez de cavalos, nas batalhas os inimigos de Udaipur  usavam elefantes. Na iminência de um ataque o marajá ordenou que usassem fantasias com trombas nos cavalos para enganar o adversário. Pelo tamanho eles iriam parecer bebês elefantes e os animais adultos não atacam filhotes! Ideia genial, pena que não durou muito, a farsa logo foi descoberta.

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Uma outra história incrível desse palácio diz respeito a Galeria de Cristal, hoje em exposição em um dos seus hotéis, o Fateh. O marajá Sajjan Singh em 1877 encomendou de artesãos ingleses vários móveis em cristal. Eram sofá, mesa, cadeira, cama, aparador tudo em cristal! Porém, o marajá faleceu antes da encomenda chegar. Quando chegaram as caixas da Inglaterra ninguém da família sabia do que se tratava e também não tiveram o interesse/curiosidade de ver. Essa caixas ficaram esquecidas por 110 anos! Somente nos anos 1980 que resolveram abrir as caixas e a surpresa foi incrível, pois se tratam de artigos belíssimos que viraram peças de museu.

A Galeria fica no piso superior, uma galeria de arcos e infelizmente não pode fotografar. No térreo um salão para eventos no Hotel Fateh.

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Pinturas dos Marajás de Udaipur

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Uma amostra da galeria e a cabeceira da cama de cristal

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Foto do site: http://www.tripsavvy.com
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Foto do site:: http://www.connectrajhastan.com

Abaixo a vista da parte superior do Palácio da Cidade

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No final da visita saímos por este portal que dá acesso ao centro da cidade, ruas de comércio muito movimentadas, com aquele trânsito louco, um medo enorme de ser atropelada e amando cada minuto.

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Muito próximo do palácio se encontra o Templo Jagdish, de 1651. Um templo hindu dedicado ao Senhor Vishnu – o deus da proteção. No interior não pode fotografar. Uma pena, isso se repetiu por toda a viagem, os templos são lindos por dentro.

 

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Escada de acesso ao Templo Jagdish

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O exterior do templo é muito interessante, todo em mármore travertino formado por milhares de esculturas.

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Para entrar no pátio do templo precisa tirar os sapatos

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Depois do templo fomos conhecer o Sahelion – Ki – Bari, o Jardim de Honra das Empregadas de Serviço. Construído no Século XVIII pelo Maharana Sangram Singh para as damas reais.

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A rainha possuía 48 criadas pessoais (empregadas de serviço) e o Maharana resolveu criar um jardim para que as damas tivessem um local de descanso e lazer e principalmente se refrescarem no intenso calor do verão indiano.

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O Jardim é lindo, possui muitas fontes com esculturas em mármore, além de museu e piscina de flor de lótus.

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E aqui, mais uma vez, as fãs não me deram sossego! Saudade das indianas.

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Outra atração que visitamos na cidade foi o Pratap Memorial, no topo da colina de Moti Margi (Pearl Hill). Todos os nossos passeios foram feitos sempre com o guia e motorista que nos deixava na porta das atrações ou o mais próximo possível delas. Esta colina fica um pouco mais distante do centro e no topo encontramos uma estátua e uma bela vista. Não considero este local imprescindível, até porque o acesso não é tão fácil.

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O memorial se trata de uma estátua de bronze do Maharana  Pratap e seu cavalo Chetak, um animal muito fiel e protetor de seu dono que ficou ao seu lado até a sua morte.

Tem uma bela vista para o Lago Fateh Sagar, nome em honra ao guerreiro Rajput.

O Lago Fateh também é artificial, com 4 km² e fica ao norte do lago Pichola. Em 1680 foi inundado e refeito em 1889 com uma barragem para a visita do Duque de Connaught, filho da rainha Vitória.

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Para terminar o tour, começamos a perceber uma prática dos guias que não nos agradou, que era levar para uma “exibição do artesanato local”. Aconteceu em Delhi (primeira cidade da viagem, que vou deixar para comentar depois do Rajastão) e agora em Udaipur. O guia nos leva a uma cooperativa de artesãos que demonstram a sua atividade e depois “se você quiser” pode comprar os seus produtos. As explicações são em inglês, demoradas, em um ambiente fechado, quente e em Delhi ainda tinha cheiro de mofo. Te oferecem chá ou suco (não bebi). É extremamente cansativa e desagradável essa prática de empurrar os turistas para compras sendo visível que recebem comissões. Os produtos à venda são bem caros.

Li que é uma prática comum na Índia, inclusive com guias freelancers. Até os motoristas de tuc tuc se você bobear eles não te levam  ao destino diretamente, dão um jeito de passar em uma cooperativa ou loja parceira, onde recebem a comissão por levar compradores. Se você insiste dizendo que não quer ir, como no nosso caso, nas outras cidades, os guias “amarram a cara”.

No caso de Udaipur nos levaram em uma cooperativa de pintores, onde depois tinha a loja de artigos de pintura em papel, pergaminho, ou seda.

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Artista indiano e a sua aula de pintura com pigmentos naturais
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Loja para vender as pinturas da cooperativa

Compramos duas pinturas em seda muito bonitas, não adiantou pechinchar (como todos indicam) o artista/vendedor não baixou o preço, que era bem salgado.

No final do tour fomos almoçar no restaurante do complexo do Palácio da Cidade. Convidamos o guia para nos acompanhar como sempre fizemos em outras viagens (Turquia e Rússia), mas na Índia, diferente dos outros países, nenhum guia aceitou. Falamos então que não era necessário nos acompanhar, que o tour havia terminado, que a gente iria passear um pouco mais sozinhos e depois voltar para o hotel.

Quem disse que o guia aceitou? Ficou esperando a gente terminar de almoçar para nos acompanhar depois.

Almoçamos no restaurante do Hotel Fateh, com mais uma comida horrível para a conta. Pelo menos a vista era linda.

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Vista da nossa mesa no restaurante Café Fateh para o Taj Lake Palace

Depois do almoço insisti com o guia que queria passear sozinha com o meu marido, que o complexo era muito perto do nosso hotel, fácil de voltar e depois de muita conversa ele aceitou e foi embora. Ufa! Outra coisa que me deu agonia na viagem, a gente nunca ficava sozinho. Não tinha oportunidade de ir no comércio local com calma, por nossa conta. Desta vez eu consegui e fomos passear sozinhos pelas ruas loucas de Udaipur.

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A única loja que eu tinha anotado nas minhas pesquisas para conhecer era a Gothwall Art, na Rua Gangour Ghatt Marg, número 20. O casal de artistas proprietário é muito gentil e simpático, eles produzem todos os desenhos e também atendem na loja. O trabalho deles é lindo e comprei gravuras pintadas pelos dois. No final, claro, foto desse casal super querido!

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Como fiquei sem rúpias precisava trocar euros, então pedi para o proprietário de uma  loja de objetos (onde comprei estatuetas de Ganesha, encomenda da minha mãe, sim, eu tenho uma mãe que faz encomendas quando eu viajo) para me informar onde tinha uma casa de câmbio. Ele me informou? Não! Ele me levou lá! Só que estava fechada.

Daí ele disse que conhecia uma pessoa para trocar e nos levou. Era uma loja escondida dentro de um pátio, um ambiente escuro, com cheiro de mofo, nos fechou lá dentro com o proprietário e saiu. O dono depois também saiu para buscar o dinheiro. Ficamos sozinhos uns 15 minutos, morri de medo. Mas, deu tudo certo, trocou o dinheiro, um câmbio bem favorável. Quando saímos o dono da loja de estatuetas ainda estava lá fora nos esperando! Só que desta vez, como eu tinha comprado na loja dele, ele não me pediu gorjeta, disse que queria me levar na casa dele, para me “mostrar” para a família! Eu disse que não dava, estava atrasada e ele insistindo, então saímos correndo o marido e eu. Que gente doida credo!

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Loja onde comprei estatuetas de Ganesha

Ganesha é o deus hindu da fortuna e prosperidade. Tem cabeça de elefante.

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Templos por todos os lados

Outro detalhe: comprei muito pouco na Índia. Os artigos bons são caros, bem caros mesmo. Os baratos, na sua maioria, tem muita porcaria, mal feitos, roupas com bordados exagerados, nada a ver. Conseguir extrair algum item legal, com preço idem é um verdadeiro exercício de paciência. Os comerciantes são muito insistentes, não deixam a gente ver os produtos com calma (e olha que sou bem ligeira para compras) ficam empurrando tudo que tem na loja, nada tem preço, eles dão o preço que querem, daí tem que ficar negociando, achei uma chatice, um cansaço. Na Turquia já foi assim, mas na Índia é muito pior.

Depois dessa aventura, que foi um Krishna nos acuda, voltamos para o hotel sãos e salvos.

Estava no programa da agência fazer um passeio de barco pelo Lago Pichola, mas como o nosso hotel também faz esse passeio com os hóspedes resolvi agendar com o barquinho do hotel, achei mais charmoso do que o barco maior. Reservei para o final de tarde para ver o Sunset.

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O passeio pelo Lago Pichola é lindo, as paisagens são incríveis, a arquitetura dos prédios nas suas margens e outras construções dentro do lago o tornam fascinante, é um passeio imperdível na cidade.

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E em uma parte do lago as mulheres estavam lavando roupas e se banhando, mas o barco não passou muito perto, então as fotos não ficaram tão boas.

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E chegamos na Ilha Jagmandir onde tem o outro palácio do lago. Aqui o barco faz uma parada e descemos para visitar.

 

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O Palácio Jagmandir foi construído entre 1551 a 1652, iniciado pelo Maharana Amar Singh para ser o resort de verão da família real de Udaipur. A entrada é ladeada por elefantes de pedra. No local hoje funciona um pequeno museu e um hotel com bar e restaurante.

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O caminho de volta com o por do sol foi mágico, inesquecível. O sol estava um bola enorme de fogo, lindo demais!

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Resolvemos jantar novamente no hotel, no Restaurante Bhairo de cozinha européia, localizado no rooftop.

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O restaurante é a céu aberto e foi uma das experiências mais marcantes da viagem. Sua vista é realmente de sonho.

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A nossa mesa

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A vista das mesas – marido é o segundo da esquerda para direita

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Udaipur foi a cidade mais bonita que eu conheci na Índia. Seus lagos e palácios compõem um cenário fascinante. Andar pelas suas ruas é vivenciar o caos típico das metrópoles indianas com arte, cultura, história, arquitetura e fé que fazem da Índia um destino realmente singular.

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Índia – Impressões gerais

Estava ansiosa para começar a escrever sobre a viagem à Índia que fiz entre o final de outubro e início de novembro de 2019 para comemorar o meu aniversário de 50 anos.

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Museu Albert Hall – Jaipur

A viagem durou 9 dias inteiros. Comecei por New Delhi (1 dia) fui de avião para Udaipur (2 dias) e depois todos os outros deslocamentos de carro: Jodhpur (2 dias), Jaipur (2 dias), Agra (1 dia) e novamente New Delhi (1 dia). Ranakpur e Pushkar foram visitas (paradas) no meio do trajeto entre as cidades. Foram 1.000 km por terra. Contratei a agência Pioneer Journeys (www.viajarparaindia.com) e fiquei muito satisfeita com o serviço. Tour privativo com motorista e guia (em espanhol), entregaram exatamente o que foi contratado. Seriedade e profissionalismo.

Eu adorei a Índia! Mesmo com vários pontos negativos (já vou falar sobre eles) foi uma viagem espetacular, me sentia como em um filme! Não vou recomendar a Índia para você caro leitor pelo fato de que é um destino muito pessoal, tem que ter perfil, estudar muito, se preparar psicologicamente e acho necessário o suporte de uma boa agência. Guardo na memória lembranças maravilhosas dessa viagem, não sei se um dia irei voltar, acho que está visto, mas quem sabe o que a vida nos reserva? Não digo “nunca mais” para a Índia.

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Taj Mahal – Agra

Fiz uma viagem turística, não fui a procura da Índia espiritual. Sou católica e uma religião que tem milhões de deuses, um com cabeça de macaco, outro com cabeça de elefante mais um com quatro cabeças e quatro braços, não me diz nada. Respeito como espero que respeitem a minha crença. Também não pratico ioga ou meditação. A “energia” que dizem haver lá eu sinceramente não senti. Mas, friso novamente, embora tenha conhecido cidades e templos sagrados, não fiz um roteiro espiritual.

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Templos Jain – Ranakpur

Achei a comida horrível, mesmo não sendo vegetariana gosto muito de legumes e vegetais, por não ter carne de boi, comi cordeiro e frango. Também gosto de comida apimentada, só que lá é pimenta pura.  Quando se pede sem o condimento não tem gosto. Então, por exemplo, arroz temperado com vegetais, um prato muito comum, para mim foi impossível, a boca chegava a formigar, comi mal, até emagreci. Adoro peixe e frutos do mar, minha principal opção em viagens só que os rios na Índia são poluídos e os produtos importados não são armazenados corretamente, o risco de contaminação é alto, não é seguro comer esses alimentos. Fiquei muito mal humorada neste quesito, poucos foram os locais em que a comida agradou.

Abaixo prato com arroz e vegetais e frango, se não fosse a quantidade absurda de pimenta estaria bom. A entrada neste restaurante foi o único prato que eu realmente gostei, um queijo grelhado com vegetais e pimenta claro.

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Restaurante Suvarna Mahal – Hotel Rambagh – Jaipur

Tive uma preocupação neurótica com a higiene. Tinha muito medo de ficar doente e não conseguir aproveitar os passeios. Medo de pegar uma bactéria, passar mal, morrer, enfim, a gente lê tanta barbaridade que fica apavorada, não tinha coragem de comer nada dos buffets, inclusive de café da manhã nos hotéis que eram bem fartos e variados. Meu café da manhã se resumia a chá preto com pão e manteiga. O marido tomou suco de laranja e comeu ovos fritos. Não tive coragem. Frutas nem pensar. É preciso ter em mente que a água na Índia é contaminada, então precisa ter muito cuidado.

Como estava sempre com fome comprava nos paradores da estrada pacotes de bolacha, batata chips, chocolate, coca cola e suco em caixa ou lata. Nunca comi tanta “porcaria” em viagem como na Índia.

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Buffet de Café da manhã – Hotel Taj Lake Palace Udaipur

Em relação a prevenção o que eu fiz: 1) Só escovei os dentes com água mineral 2) Só tomava água mineral, principalmente com gás, coca cola e vinho 3) Gelo nem pensar      4) Carne de boi, não tem e nem pensar 5) Peixe e frutos do mar, de jeito nenhum 6) Não consumi frutas, sucos e nem ovos 7) Nada de drinks  8) Passava álcool gel nas mãos 200 vezes por dia. 9) Levei uma mala de remédios: principalmente antibiótico e probiótico (tomava um por dia). Assim, não tive nenhum problema, nenhum piriri, NADA! Também, com todas essas restrições e precauções tinha graça acontecer alguma coisa não é mesmo?

A poluição estava a pior dos últimos 20 anos, em New Delhi e Agra a níveis absurdos. Difícil respirar, enxergar e apesar de não ser época de chuva e o dia ser ensolarado, não era possível ver um céu azul porque estava sempre branco ou cinza, o que também compromete a beleza das fotos, já que não há o contraste do céu azul que deixa tudo mais bonito. No primeiro dia em New Delhi o marido já se sentiu mal, não conseguia respirar. Eu só me senti mal no penúltimo dia, em Agra, não sei o que eu tive. Era um cansaço extremo, dores nas costas, dificuldade para respirar, olhos ardendo, tudo ocasionado pelo ar que os indianos chamam propriamente de “contaminação”, eles tem razão, o ar é muito contaminado.

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Chegada em Agra – Taj Mahal ao fundo – Não é neblina é poluição

A miséria e a sujeira são realmente absurdas, como eu comentei, fiz todo um trabalho psicológico para enfrentar. É muito triste sim, principalmente quando se vê crianças em situações tão adversas. Na Índia as crianças não são obrigadas a estudar, trabalham em serviços pesados e vivem pelas ruas mendigando. O marido ficou sensibilizado. Da minha parte procurei pensar que estava conhecendo uma cultura muito diferente. Não fui para julgar. Tem que tentar abstrair. Se absorve é uma indignação que nos faz mal e infelizmente não temos o que fazer.

Em uma das situações, com o carro parado em um semáforo, crianças se aproximaram  da janela para pedir dinheiro e eu dei, o guia me orientou a nunca mais fazer isso, que as crianças são usadas, o dinheiro não fica para elas, enfim, é muito difícil de lidar.

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Abaixo um mercado de compras (comida e roupas) em Jodhpur. Lixo por todos os lados

Os indianos me passaram a impressão de que são pessoas tranquilas, pacientes e felizes. Acho que eles pensam que a vida é assim mesmo e pronto, não tem o nosso inconformismo. Possuem uma fé e resignação impressionantes. O sistema de castas que não está mais em vigor, mas culturalmente ainda existe,  “ajuda” nessa percepção de que na vida você nasce, cresce e morre na mesma situação.  Ascensão social é praticamente inexistente.

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Casal que me pediu foto em New Delhi

Outra coisa é a adoração que eles tem pelos marajás. Embora tenham sido extintos os seus poderes ainda exercem muita influência nas suas cidades. E porque “dão hospital, escola ou comida” o povo os idolatra. O que para nós é esmola, eles acham generosidade, algo realmente muito importante na Índia.

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E por falar nos Marajás, o nome do roteiro da viagem era: os Palácios do Rajastão. Fiquei hospedada em Udaipur, Jodhpur e Jaipur em palácios que foram as residências dos marajás, administrados pela rede Taj Hotels. Inclusive em Jodhpur o marajá ainda vive lá com a sua família em uma parte do palácio. A beleza e riqueza das construções impressionam e contrastam com a realidade do seu povo.

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Lobby do Hotel Rambagh – Jaipur
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Quarto do Hotel Rambagh – Jaipur
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Fachada do Hotel Umaid Bhawan Palace – Residência do Marajá de Jodhpur
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Lobby do Hotel Umaid Bhawan Palace – Jodphpur
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Hotel Taj Lake Palace no meio do lago Pichola em Udaipur
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Jardim interno – Hotel Taj Lake Palace – Residência de verão do marajá de Udaipur
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Vista do Hotel Taj Lake Palace – Udaipur

O trânsito é exatamente como se vê no cinema, completamente louco! Aliás, regras de trânsito não são lá muito seguidas na Índia. Andar na contramão, por exemplo, cansei de ver, às vezes fechava os olhos e pedia Deus me ajude e ajudava porque não aconteceu nada. Buzinar faz parte do ato de dirigir. Não existe alguém dirigir na Índia sem buzinar, algumas vezes sem a menor necessidade, mas pode aparecer algo eles devem pensar, porque vivem com a mão na buzina. No início é muito engraçado, depois vai ficando atordoante.

Mesmo assim, vemos coisas tão incríveis pelo caminho que compensa.

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Feira de camelos de Pushkar
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Um amigo que se aproxima da janela do carro
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E muitos macacos
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Os lindos elefantes pintados de Jaipur

New Delhi tem 26 milhões de habitantes e eu não fiquei parada em nenhum engarrafamento. Na minha cidade, Florianópolis, de 500.000 habitantes SÓ tem congestionamento. Daí você pode pensar que por ser uma cidade pobre tem poucos carros, mas não é isso, acredito que esse sistema de trânsito “sem regras” acaba ajudando o trânsito a fluir e os milhares de tuc tucs também ajudam a desafogar o trânsito. Nos 9 dias que passei na Índia só vi duas batidas de carro. Mais uma vez comparando, na minha cidade tem todo dia.

Nós somos verdadeiros ETs para eles. E por sermos criaturas tão diferentes os indianos pedem fotos o tempo todo, querem ter um registro para guardar, mostrar para a família ou publicar em redes sociais “sua amiga estrangeira”. Me senti uma celebridade! Em alguns momentos o “assédio dos fãs” era tão grande que chegava a incomodar hahahaha. Para quem tem baixa auto estima é o paraíso. Inclusive se você anda se sentindo feia, gorda ou velha (como eu) vá para a Índia. Lá eu me senti a última bolacha do pacote 😉      A felicidade das crianças que vinham correndo pedindo “photos please” era demais!

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Qutab Minar – New Delhi
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Sahelion – Ki – Bari – Udaipur

Só um detalhe: eu fazia fotos com crianças, jovens meninas, mulheres, famílias e casais. Com rapazes não, dizem que eles aproveitam o momento para “passarem a mão”. Não aconteceu comigo, só li a respeito, inclusive mulher estrangeira não deve andar sozinha na Índia, não é seguro, independente da idade, há um alto índice de crime de estupro.

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Taj Mahal – Agra

Quanto aos outros crimes é muito seguro, furto e roubo não existe.

Depois de relatar tantos pontos negativos se pode pensar: e ela ainda gostou, como?    SIM AMEI! Porque conheci lugares tão lindos, tão diferentes. Uma história tão rica com passagens tão fascinantes dignas de roteiro de filme.

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Patrika Gate – Jaipur
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Patrika Gate – Jaipur
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Forte Mehrangarh – Jodhpur
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Palácio dos Ventos de Jaipur
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Jaswanthada – cenotáfio real de Jodhpur
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Forte Vermelho – Agra
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Clock Tower – Jodhpur
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Templo de Brahma – o deus da criação – Pushkar
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Humayun’s Tumba – New Delhi
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Palácio da Cidade – Udaipur
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Jagmandir Palace – Udaipur

 

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City Palace – Udaipur
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Taj Mahal – Agra
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Taj Mahal – Agra
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No monumento ao amor – Taj Mahal – Agra

Os trajes das indianas – sáris – o colorido de suas roupas me deixavam completamente fascinada, realmente uma explosão de cor e luz. Laranja, Verde, Rosa, Vermelho, tudo muito aceso, muito vivo, alegre. Não vi indianas de branco, preto, bege, cinza ou marrom, cores que são tão tristes.  O efeito desses trajes tão elaborados com a arquitetura local era realmente um espetáculo para os olhos.

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City Palace – Jaipur
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Forte Amber – Jodhpur
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Pushkar – Terra do deus Brahma

Conheci um povo muito gentil na sua maioria, doce, amável, preocupado sempre em lhe agradar e se você está bem e feliz. Uns consideram um povo servil, mas a servidão tem a conotação que você quiser dar. Na Índia servir é um ato de amor.

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O gentilíssimo porteiro do deck do Hotel Taj Lake Palace – Udaipur – Boas conversas
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A recepção no Taj Lake Palace – Udaipur
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O super simpático ascensorista do Hotel Umaid de Jodhpur que quis fazer uma sessão de fotos no seu elevador

Claro que por uma questão de sobrevivência, os indianos esperam uma gorjeta pelo serviço realizado, mesmo que “criem” esse serviço, como quando você pede uma informação na rua, eles não dão a informação e sim te levam até o destino, para quando chegar lá pedir uma gorjeta. Também em relação aos vendedores ambulantes “muito chatos e insistentes”, eles precisam vender, precisam ganhar algum dinheiro para o seu sustento e quem tem dinheiro? Nós os turistas, claro. Com base nisso penso que o desprendimento material, um dos princípios do hinduísmo, soa deslocado da realidade, pois a necessidade de ter alimento, vestuário e moradia implica obrigatoriamente em conseguir dinheiro para a sua aquisição, sonho de todos.

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Guardas se oferecem para fotografar para depois pedir dinheiro – City Palace – Jaipur

Logo na chegada me chamou a atenção a forma como é feita a imigração no aeroporto Indira Gandhi em New Delhi. Turistas voando de primeira classe e executiva tinham guichês separados, com tapete vermelho e corrimão dourado. Não demorei mais do que 10 minutos na fila. A diferença “entre classes sociais” já é flagrante na entrada. Ao lado o espaço para a classe econômica, uma fila imensa que demora horas, porque além de ter muito mais passageiros é junto com quem faz o visto eletrônico pela internet, na realidade se trata de uma solicitação de visto, cuja análise dos requisitos é feita lá. 

Recomendo fazer o visto impresso no passaporte no Consulado da Índia. Necessário entrar no site do consulado para ver o local da sua região. Como moro em Santa Catarina o meu consulado foi em São Paulo. A entrada no país desta forma é muito mais rápida.

O aeroporto Indira Gandhi em New Delhi – minha porta de entrada e saída – é limpo, organizado e muito bonito, me causou uma ótima impressão. O sistema de segurança e RX é mais rígido, o mesmo que vi na Turquia.

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Foto do site: http://www.business-standard.com

A Índia possui 1 bilhão e 350 milhões de habitantes em um território que corresponde a 1/3 do Brasil. Conseguem imaginar, mesmo com a nossa extensão territorial, o nosso país com 1 bilhão e 150 milhões de habitantes a mais? E na Índia a coisa flui, apesar de tudo, de maneira ordeira e pacífica, um feito realmente extraordinário de pessoas que  são  “da paz” e “do bem”. O único problema é querer uma foto exclusiva nas atrações! O forte do turismo na Índia são os próprios indianos, o turismo interno.

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Amber Forte em Jaipur

O cumprimento ou saudação Namastê – é feito por todos na chegada e na partida, com as mãos juntas esticadas com os dedos para cima pressionadas ao peito e o corpo ligeiramente curvado em reverência que possui significados como: eu saúdo a você, meu respeito a você e o divino em mim reconhece o divino em você. Sinal de um povo que tem uma atenção e preocupação enorme com o bem estar do outro. 

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Taj Mahal – Agra

Atenção que se estende a todos os seres vivos, fundamento do veganismo. Os hindus tem um profundo respeito pelos animais em especial a vaca, considerada sagrada, que transita livremente pelas ruas e de maneira geral os indianos não consomem e não utilizam produtos de origem animal. Os mais ortodoxos usam máscaras para não correr o risco de engolir algum inseto voador e usam vassouras para varrer na frente de seus passos para não pisar em algum animal, como formigas por exemplo.

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Rua em Udaipur

Em alguns templos é proibido entrar usando qualquer produto de origem animal: cintos e bolsas de couro por exemplo. Comprei na Índia algumas bolsas de tecido para esse fim. E sempre sem sapatos por uma questão de respeito ao solo sagrado.

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Templos Jain – Ranakpur

E a maior lição que a Índia me deixou foi a BOA VONTADE. Os indianos fazem tudo com muito boa vontade e então eu me senti envergonhada por todas as vezes que tive preguiça ou má vontade para fazer algo. A disposição deles é incrível! O marido diz que é a luta pela sobrevivência, a necessidade que os faz assim. Pode ser, mas assim mesmo é uma lição. Nunca dizer NÃO, dar um jeito sempre de fazer o que o outro pede, estar sempre com um sorriso no rosto é realmente inspirador.

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A felicidade contagiante dos indianos – Hotel Umaid – Jodhpur

Retiro do livro Filosofias da Índia de Heinrich Zimmer, Editora Palas Athena, indicado pelo marido (leitor compulsivo que possui a edição de 1986), a essência do preconceito em relação ao que nos é desconhecido.

“Excluir, rejeitar algo é pecado e auto engano, é a sujeição do todo à parte, é a violência atuando contra a essência e a verdade onipresentes, o finito colocando a si próprio acima do infinito. Aquele que assim se comportar ‘isto é quem assim se comporta como ser humano civilizado’ mutila e abrevia a realidade revelada e consequentemente mutila e abrevia a si mesmo.”

Quando escolhi a Índia para celebrar o meu aniversário pensei em um destino exótico, diferente do que estou acostumada, para sair da “zona de conforto ” e fugir do “lugar comum”. Só não imaginei que seria o aniversário mais incrível da minha vida! Imagens que ficarão para sempre na memória.

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Mehrangarh Forte – Jodhpur

Até hoje todos os lugares que eu conheci foram passeios. Para a Índia foi A VIAGEM no seu sentido mais amplo e profundo. Namastê!

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Lago Pichola com City Palace ao fundo – Udaipur
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City Palace e Lago Pichola – Udaipur

 

 

 

 

 

Restaurantes Rússia

A gastronomia tem um papel fundamental nas minhas viagens. Passo muito tempo pesquisando sobre restaurantes e bares na cidade que vou visitar. Já comentei isso aqui, penso que conhecer um outro país, uma outra cultura, passa obrigatoriamente pela sua cozinha.

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Bar Percorso Hotel FS St. Petersburgo

Gosto de conhecer locais bonitos, badalados, “da moda” e também estabelecimentos típicos, com história. Não tenho preconceito com aqueles classificados como  “turístico”, afinal, sou turista mesmo! Procuro, isso sim,  fugir do “isca de turista” porque geralmente significa comida ruim e péssimo atendimento

Porém, nem sempre consigo passar todos os dias comendo só a culinária local, às vezes preciso dar uma escapada, porque o tempero típico enjoa, como aconteceu no Marrocos ou quando realmente a comida não me agrada, como a culinária alemã. Nesses casos apelo para a boa e velha “comida internacional”, que geralmente tem um toque do país em que é feita.

Peixes e frutos do mar sempre tem a minha preferência, são bons em qualquer lugar do mundo e mais adaptáveis ao paladar, com exceção da Índia que por questão de higiene e segurança alimentar não passei perto.

Na Rússia o seu prato típico mais famoso é o Stroganoff, com “a” mesmo, uma carne picada com cogumelos em molho cremoso. É bom demais!!! Comi umas 250 vezes e não enjoei. A oferta gastronômica na Rússia é surpreendente. São muitos os bons restaurantes em São Petersburgo e Moscou, difícil escolher entre tantas opções.

Vou começar com São Petersburgo.

SINTOSHO: no Hotel Four Seasons Lion Palace. Culinária asiática fusion, com produtos provenientes de diversos países da Ásia. Foi o terceiro restaurante mais bonito que fui na Rússia. Não sou muito fã da culinária asiática, gosto de ir para conhecer e sou louca pela decoração desses restaurantes, fico babando com o estilo, um ambiente mais incrível que o outro.

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O salão principal onde ficamos era incrível, com um teto de pingentes branco e vermelho

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A comida estava boa (não achei ótima), mas não sou referência em comida asiática, então não vá por mim no quesito comida e vá por mim no quesito ambiente, se você gosta de restaurante “japa” esse é “o lugar” em St. Peters.

E a vista da nossa mesa para a Catedral de St. Isaac foi especial

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STROGANOFF STEAK HOUSE o mais famoso restaurante para comer stroganoff em São Petersburgo. Nas minhas pesquisas ele não tinha me agradado muito, alguns comentários ruins, o ambiente parecia feio pelas fotos, mas a guia Nádia indicou, disse que era bom e como estávamos perto, para facilitar o passeio resolvi arriscar e foi maravilhoso! O restaurante é bem grande, turístico, mas nada disso deve ser impedimento para conhecê-lo. Os ambientes são bonitos, atendimento muito gentil e a comida deliciosa, achei o melhor stroganoff de todos que provei na viagem. Recomendo muito.

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EMPORIUM ELISEYEVE um ótimo local para fazer um pit stop. Mix de loja, restaurante e café, o food hall Eliseyeve vale a pena a visita nem que seja para conhecer o seu interior em estilo Art Nouveau lindo demais! O café serve lanches, refeições ligeiras e fica no meio da muvuca da loja que vive lotada. O restaurante para refeição completa está no segundo piso. E em todo o ambiente térreo funciona a loja com doces, chocolates e bebidas à venda. Foi inaugurado em 1903 pelos irmãos que deram nome ao estabelecimento, passou por vários proprietários, ficou um tempo fechado e reabriu em 2012, restaurado em todo o seu esplendor. Na Nevsky Prospekt, 56 – a principal avenida de São Petersburgo, um lugar imperdível na cidade.

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BELLEVUE BRASSERIE no rooftop do Hotel Kempinsky Moika. É realmente, como diz o seu nome, uma bela vista. O cardápio de inspiração francesa, só que como estamos na Rússia, entrada de caviar não pode faltar, não é mesmo?  O restaurante foi renovado no ano de 2019, ambiente clean, todo envidraçado, atendimento especial, vale a visita.

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Lobby do Hotel Kempinsky

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Mais um Stroganoff para a conta

O terraço da cobertura tem uma vista espetacular, inclusive para o Museu Hermitage, mas mesmo em agosto a noite estava muito fria e não tinha ninguém. Céu de quase 22h

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XANDER BAR no Hotel Four Seasons Lion Palace. Drinks muito bem feitos, ambiente lindo, DJ excelente e os garçons mais simpáticos de toda a viagem. Fomos todas as noites. Adoramos começar ou terminar a noite com um drink, mesmo com o cansaço da viagem ajuda a relaxar e é um momento que passamos a relembrar tudo que vimos naquele dia, bom demais, porque geralmente rende boas gargalhadas, já que a gente vê cada coisa louca nesse mundão de Deus.

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TERRASSA ao lado da Catedral de Kazan, cozinha italiana, japonesa e européia. Pertence ao Grupo Ginza Project que tem mais de 30 restaurantes em St. Peters. Ambiente interno moderno com aquário e balcão de frutos do mar e um mercado com produtos orgânicos. Mix de bar e restaurante tem uma área externa com um visual incrível para a Catedral de Nossa Senhora de Kazan, Atendimento gentil e pratos bem servidos. Vive lotado, super badalado, melhor reservar pelo site http://www.en.ginza.ru

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Acima o terraço do restaurante com essa vista de suspirar. Abaixo a entrada do restaurante que fica em uma galeria. E a cara do marido que não gosta de fotos? Já eu amo!!!

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Agora a melhor surpresa da viagem. Entre a visita aos Palácios de Catarina e Peterhof a guia Nádia (Instagram @passeio.petersburgo) nos levou no restaurante PODVORYE em Tyarlevo, São Petersburgo.

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Na categoria turístico que vale super a pena. Conhecido como “o restaurante russo mais autêntico da Rússia”. Além da sua clientela russa fiel, é frequentado por artistas, políticos, intelectuais, celebridades dos esportes e claro turistas. Foi aqui que o presidente Putin comemorou um aniversário e só por esse fato o marido já quis ir. Tem uma construção típica russa em madeira.

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O restaurante é um parque de diversões! Inclusive muito indicado para ir com crianças.

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Casa da Bruxa

Sua decoração é rica em detalhes e possui uma loja com vários produtos típicos russos à venda.

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Porta do banheiro feminino
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Porta do banheiro masculino
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Urso Recepcionista
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Lojinha

E advinha o prato que a gente pediu? Strogranooooffffffffff

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Amei tudo nesse restaurante: decoração, atendimento, comida e principalmente por ser um lugar tão original e representante da cultura russa.

E caros leitores, vamos em frente que eu viajo para comer, com exceção da Índia (assunto para o próximo post).

Última noite em St. Peters (já estou íntima) o segundo restaurante mais bonito que eu fui, o italiano PERCORSO.

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Recepção do Restaurante Percorso

Sabe aquele ambiente tipo uauuu? É esse aqui. Que restaurante lindo! Não cansava de ficar admirando os seus detalhes. Todas as suas paredes revestidas com tecido adamascado, caixas de madeira em treliça e o lustre de pingentes de cristal em tons de âmbar dava um efeito mágico. Em um ambiente assim a comida nem precisa ser boa, a gente nem liga, só que era, aliás divina!

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Cozinha
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Primeiro ambiente
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Corredor para o Salão Principal
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Salão Principal

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Cordeiro com purê de batata e aspargo
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Tiramissu

Na saída fomos no bar do restaurante Percorso, lindo demais!

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Fechamos assim com chave de ouro nossos 4 dias em St. Petersburgo. O último dia mesmo considero que foi o mais incrível e perfeito que já desfrutei em uma viagem.        E aqui vai um agradecimento especial para a querida guia Nádia que sei é leitora do blog: muito obrigada pelos dias maravilhosos que passamos na sua cidade. Pelo seu trabalho dedicado e de excelência. Pela calma e gentileza em todos os momentos. Adoramos ter lhe conhecido. Tem pessoas que passam pela vida da gente e nos marcam de uma forma muito especial, você é uma delas! Assim que nos vimos já soube, parecia que nos conhecíamos a vida toda ou de outras vidas (para quem acredita). Espero um dia retornar a sua linda cidade e que a gente possa se reencontrar. Por enquanto, vamos mantendo contato pelas redes sociais, porque fazer amigos pelo mundo é a herança mais valiosa que uma viagem pode nos deixar.

Agora, antes que eu comece a chorar, vamos para Moscou!

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Silk Lounge Bar do Hotel Four Seasons Moscou

Na primeira noite em Moscou fomos no restaurante BELUGA que fica no Hotel Nacional. Muito próximo do nosso Hotel Four Seasons, do outro lado da rua, só que nós os marinheiros de primeira viagem (russa) tentamos atravessar a rua e nada, impossível, várias pistas, nenhum sinaleiro ou faixa e agora? Voltamos ao nosso hotel e o porteiro explicou que havia uma passagem subterrânea! Lá fomos nós de novo, a charmosa aqui de salto porque era perto. Só que a passagem era imensa, uma galeria com lojas, lanchonetes, guichês de serviços e tíquetes já que dá acesso também a estação de metrô. Andamos tanto que não dava para acreditar, não chegava nunca a superfície, mas chegamos! Voilá!

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O Hotel Nacional é um ícone da cidade. Construído em 1903 é uma joia da arquitetura imperial russa.

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BELUGA é um dos restaurantes do hotel, especializado em caviar, que são as ovas do peixe esturjão não fertilizadas, sem qualquer tipo de aditivo ou conservante. Podem ser frescas ou pasteurizadas. O esturjão, maior peixe de água salgada do mundo depois do tubarão baleia, é proveniente do Mar Cáspio e como está cada vez mais raro, hoje em dia as ovas também são extraídas de outros peixes como salmão, truta ou tainha (caviar substituto). Os principais produtores de caviar são a Rússia e o Irã.

Há três tipos de esturjão no Mar Cáspio: a) Sevruga é o menor deles, com ovas pequenas e escuras, b) Ossetra é o peixe que nada em águas mais profundas e tem sabor um pouco diferente, c) Beluga o maior dos peixes e também o mais escasso, com ovas de cor acinzentada, sendo então o caviar mais caro, mais especial, por isso o nome do restaurante.

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Outro ambiente lindo, serviço impecável, mais um restaurante incrível para a lista.

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Potato Caspian

RYBY NET: São muitas as opções incríveis em Moscou, não seria lógico repetir, só que eu gostei muito deste restaurante que descobri por acaso, do outro lado da rua do Cristal Room Baccarat  que eu queria ir (tem em Paris já fui é ótimo), mas estava fechado em férias.

A Nikolskaya é a rua que passa pela lateral da Catedral de Kazan e da loja de departamentos GUM. Já mostrei essa rua nos outros posts sobre Moscou. Ela estava com um céu de lâmpadas que era a coisa mais linda à noite. Nessa rua tem muitos restaurantes e como não deu certo ir no Baccarat, fiquei olhando os outros até que me agradei do Ryby Net, uma steak house e entrei.

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Nikolskaya Street de dia
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Nikolskaya Street à noite

Fui para almoçar. Agora é que tem uma dica: o nome do restaurante está em russo. Então não adianta procurar por Ryby Net. Procure o número 12 da rua Nikolskaya e entre na porta ao lado da hamburgueria FARIII, é do mesmo proprietário, o grupo http://www.novikovgroup.ru que tem nada menos do que 91 restaurantes na Rússia.

Abaixo a fachada e porta da Steak house. Pectopah é restaurante em russo. O outro nome é Ryby Net. Alfabeto danado esse.

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Ambiente super charmoso, atendimento simpático com garçons se esforçando no inglês para lhe ajudar.

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Detalhe do Teto

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No cardápio: carnes de vários cortes, fillet mignon em duas opções: regular e prime. Fui de prime. Aí eu jamais iria imaginar que a melhor carne que já comi na vida seria na Rússia e foi!

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Acompanhamento pedi batatas (na foto não aparece) e molho à sua escolha, no meu caso bernaise. Fiquei enlouquecida! Carne saborosa, no ponto exato que eu pedi, amei. Tive que voltar. No outro dia almoçamos aqui novamente e foi maravilhoso.

Depois, à tarde, um pit stop no BOSCO CAFÉ. De frente para a Praça Vermelha tem dois espaços, um para café com lanches rápidos e confeitaria e outro interno um restaurante italiano. Fui para fazer um lanche e amei. Só pelo fato de sentar nesse lugar tão privilegiado e ficar observando o ir e vir já vale.

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Entrei para fazer fotos internas, está vazio porque não era hora de almoço ou jantar.

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A vista de uma mesa do terraço (área externa) onde fiquei

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Nosso lanche: Chá Earl Grey (marido aprendeu a tomar e agora ama). Strudel de maça para ele brownie de chocolate para mim, depois compartilhamos, uma delícia! Mais um da série tem que ir.

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Nesse dia era o aniversário do marido e queria um lugar bem especial para ir jantar. Então escolhi o restaurante WHITE RABBIT, classificado em 13° lugar na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo. Merece a colocação. O White Rabitt é lindo, situado no 16° andar de um prédio com uma vista incrível, atendimento muito especial (marido não deixou dizer que era aniversário dele) e comida excelente.

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Dentro do elevador do White Rabbit

A entrada do restaurante é pela Smolensky Passage, uma galeria comercial. Em razão do horário a galeria estava com as lojas fechadas, mas a porta fica aberta e um segurança indica o caminho do elevador. A gente sobe até o final, sai e tem mais um segurança que mostra o outro elevador (esse da foto acima) e a gente chega no 16° andar.

São dois andares. No primeiro piso tem um bar com aquário de frutos do mar e toillets.

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Depois sobe a escada para o segundo piso onde tem as mesas. O ambiente é todo envidraçado, a decoração é baseada na obra de Alice no País das Maravilhas e a vista é fantástica!

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Relógio da Alice no País das Maravilhas
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Outro bar na parte superior

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O ambiente superior também tem um mezanino e lounges com mesas e sofás (para grupos maiores) ou só mesas (onde nós ficamos).

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Palmas para o aniversariante, celebrando 60 anos

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Pedimos lagostim na grelha com manteiga de ervas, uma coisa de bom! Abaixo a vista

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Na última noite, escolhi um clássico para me despedir dessa cidade incrível: o TURANDOT: restaurante asiático cujo nome homenageia a ópera de Giacomo Puccini que estreou em 1926, baseada no drama de Carlo Gozzi, de 1762, que conta a estória de uma princesa chinesa Turandot,  que obriga seus pretendentes a resolver três enigmas ou são condenados a morte.

O prédio onde o restaurante está instalado já vale a visita. Construído como um palacete florentino em uma mansão onde só havia a fachada. Suas obras duraram 6 anos e meio. A entrada possui um lobby, um pátio interno em estilo renascentista com teto de vidro.

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Estátua de Netuno
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Escadaria com tapeçarias Aubusson século XVIII

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Salão Principal em dois pisos, escolhi o piso superior, a Rotunda, para ficar bem perto do fabuloso lustre estilo Louis XIV, feito em São Petersburgo, com cristais, quartzo e ametistas provenientes dos Urais, Brasil e Madagascar.

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O restaurante possui salão térreo e superior (Rotunda – onde fiquei). Oito salas privativas para pequenos grupos, salões de recepções e eventos. Atendimento extremamente gentil e comida deliciosa, tem opções de culinária internacional, como filé ao foie gras (prato do marido).

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Foi o restaurante mais bonito da viagem, levou o primeiro lugar, cada canto era decorado com extremo bom gosto, um palácio mesmo, jantar em local de sonho. E mesmo sendo um ambiente extremamente requintado, tinham pessoas vestidas de todos os estilos, do mais formal (como nós) ao mais casual, sem qualquer problema.

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E para fechar a noite fomos tomar um drink no CAFÉ PUSHKIN, quase ao lado do Turandot que funciona como café, restaurante e bar.

O nome do café é em homenagem a Alexander Pushkin (1799 – 1837) o maior poeta russo da época romântica.

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O café possui quatro ambientes: café e bar no piso térreo (Pharmacy Hall), sala de jantar no piso superior (The Library) e no mezanino e ainda um ambiente de terraço externo. Fomos só para tomar um aperitivo e nos instalaram no salão de jantar The Libraryn no piso superior,  para mim o mais bonito (sempre ajuda nessas horas estar vestido de maneira formal). O ambiente é em estilo barroco repleto de antiguidades e estantes com livros do chão ao teto.

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Na saída esperando o Uber

O Café Pushkin é um lugar do tipo “tem que ir” em Moscou. Pode ser a qualquer hora do dia, pois funciona das 10:00 às 23:00 como café, confeitaria e restaurante. Para se ter uma ideia da beleza do ambiente, abaixo uma foto da internet.

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Foto do site http://www.travelaway.me

Um local que nós fomos e não fotografei foi o MOSKOVSKY BAR dentro do Hotel Four Seasons porque segundo a política do hotel de preservar a intimidade de seus hóspedes fotos não são aconselhadas nas suas dependências. Assim, mesmo indignada, resolvi respeitar. O ambiente é muito bonito, ótimos drinks (Bellini divino) e lotado, se bem que de tão escuro, acho que não iria aparecer nada nas fotos mesmo. Mais uma vez a internet me socorre (foto profissional é outro nível).

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Foto do site: http://www.afisha.ru
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Foto do site: http://www.afisha.ru

Nosso tour pela Rússia durou 7 dias, foram 4 dias em São Petersburgo e 3 dias em Moscou. Em todos os restaurantes comemos muito bem e o atendimento foi muito gentil e simpático, à exceção de um. O único que fez jus à fama do mau humor dos russos, que considero injusta quero deixar bem claro.

Quando saímos do Museu Hermitage em São Petersburgo, logo em seguida seria o passeio de barco, então fomos em um restaurante bem próximo do pier para facilitar e agilizar o almoço. O restaurante “Na Abordazh“, que significa “on boarding”, fica no Enbamkment River Moika, 40.  Tem um ambiente simples, com detalhes náuticos. Atendimento super mal humorado da garçonete, comida tão demorada que tive que perguntar três vezes, parecia que ela tinha feito de propósito, outras mesas eram servidas menos a nossa. A comida estava horrível, enfim, uma péssima experiência. Em uma viagem de 19 dias pela Escandinávia e Rússia foi o único estabelecimento que não deixei gorjeta. Saí indignada, ainda bem que em seguida foi o passeio de barco que de tão lindo logo esqueci. Deixo o registro para não caírem nessa “roubada”.

Este é o último post da viagem de Agosto de 2019 pela Escandinávia e Rússia. Roteiro que super indico. As cidades são lindas, povo educado e hospitaleiro. Deu muita saudade rever fotos e informações para o blog.

No próxima sequencia de post, já em rascunho, contarei sobre a Índia, viagem que fiz em Novembro 2019 e que me marcou profundamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Moscou – Parte II

Continuando o tour pela capital da Rússia, o primeiro post você lê aqui Moscou , no terceiro e último dia na cidade bati o meu recorde de caminhada: 21,5 Km! Estava um dia lindo, temperatura perfeita, clima muito bom em agosto na Rússia.

Então, em um dia assim, vamos aproveitar para curtir a cidade a pé.

Pela manhã cruzamos a praça que fica em frente ao nosso hotel Four Seasons em direção a Catedral de Cristo Salvador e o Rio Moskva.

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Acima a World Clock Fontain é a clarabóia de um shopping e abaixo a Praça Manege com seu centro de exposições ao fundo.

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Descendo a Rua Mokhovaya chegamos na Praça Borovitskaya onde se encontra a Biblioteca Estatal Russa e uma estátua de bronze gigantesca (como tudo em Moscou) monumento em homenagem a Valdimir, o Grande. Príncipe de Kiev, faleceu no ano de 1015, considerado santo nas igrejas ortodoxa e católica pelo seu papel na evangelização na Rússia.

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Às margens do Rio Moskva, com vista para a Ponte Bolshoy e o Kremlin ao fundo.

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Abaixo, vista para o outro lado do Rio Moskva, em direção à Catedral de Cristo Salvador

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Ponte do Patriarca

A Catedral de Cristo Salvador foi originalmente construída e consagrada em 1883 em agradecimento pela vitória contra Napoleão Bonaparte na invasão do ano de 1812. Totalmente destruída por Stalin em 1933 por considerar um símbolo czarista, a igreja ortodoxa russa, através do Patriarcado de Moscou, construiu uma nova, nos anos 2000, nos moldes da original.

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A Catedral possui 104 metros de altura e comporta 15.000 pessoas.  As peças mais importantes são 3 tronos: Natividade de Cristo, São Nicolau e Sagrado Príncipe Alexandre Nevsky. Fotografias proibidas no seu interior.

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Cathedral Of The Russian Orthodox Church. Interior of the Cathedral of Christ the Savior. Moscow. 12.07.2010

Atrás da Catedral, no lado esquerdo, tem um guichê que vende os tíquetes para o passeio de barco pelo Rio Moskva. O pier fica logo abaixo da Ponte do Patriarca. Infelizmente não consegui fazer o passeio, cheguei cedo e o primeiro barco só saía às 11:45 da manhã, além de ter que esperar muito no local, como faria um tour às 14:00 horas, não dava tempo, uma pena, queria muito, mais um motivo para voltar.

Logo depois, vi no Instagram da top blogueira Lalá Rebelo que o passeio mudou o trajeto e não está passando em frente a Catedral de São Basílio, parte mais bonita, em razão de obras na ponte, previsto para normalizar em um ano, então fiquei mais conformada.

Abaixo, na foto do guichê, o horário do primeiro barco era perfeito pra mim, mas não ia sair (sem explicação). Aliás, na Rússia aconteceu isso algumas vezes, informações pela internet que havia anotado quando cheguei lá não batiam, tudo diferente e os sites não são atualizados. A programação é alterada e a gente fica bem perdido.

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Vamos adiante, seguimos por trás da Catedral de Cristo Salvador em direção a Rua Arbat.

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A Rua Arbat é um calçadão de aproximadamente 1 km. Lojas de chineses que vendem souvenirs, restaurantes de redes de fast food, percorri toda a sua extensão e só gostei de uma ou duas lojas. Apesar de ser considerada uma rua típica, a velha Rua Arbat (não confundir com a Avenida Nova Arbat), possui uma arquitetura bonita, mas não faz jus a sua fama.

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Rua Arbat – Monumento ao cantor e poeta Bulat Okudzhava

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Loja de artigos para casa que amei

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Após o almoço, fomos fazer o passeio programado com a http://www.moscowprivatetours. Nossa guia Svetlana nos levou no Parque VDNKh (Centro Panrusso de Exposições) e no Museu da Cosmonáutica, presente de aniversário para o marido, desejo dele.    Por minha escolha não teria incluído esse passeio no nosso roteiro, mas valeu muito a pena, adorei e recomendo.

O museu da Cosmonáutica tem tudo que se possa imaginar sobre o programa espacial russo bem como a corrida espacial principalmente a disputa com os americanos. Naves e estações espaciais, animais famosos e homenagem aos seus cosmonautas. Na Rússia não se diz astronauta, porque para eles a viagem é para o Cosmos.

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Monumento aos Conquistadores do Espaço

Na entrada uma estátua do Cosmonauta Yuri Gagarin, primeiro homem a viajar para o espaço, em 12 de abril de 1961, na nave Vostok 1.

Yuri tinha apenas 1,57m de altura, sendo sua compleição a ideal já que a nave possuía 4,4 m de comprimento e 2,4 m de diâmetro. Enquanto observava o nosso planeta do espaço pronunciou a famosa frase: “A Terra é azul”. Yuri Gagarin faleceu em 1968, aos 34 anos de idade, em um acidente aéreo.IMG_4075.JPG

Abaixo o módulo da nave Vostok 1 onde ficou o cosmonauta Yuri Gagarin

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Vostok 1
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Vostok 1

Também, logo na entrada, as cachorrinhas Belka e Strelka primeiros seres a viajarem para o espaço e voltarem vivos. A viagem ocorreu em 19 de agosto de 1960, aniversário de um ano do marido! Eram vira-latas e viviam na rua e foram escolhidas principalmente por causa da inteligência e esperteza desses cães já que foram treinadas para executarem pequenas tarefas na espaçonave Sputinik 5. Viraram celebridades na URSS, participando de vários programas de televisão.

Posteriormente, Strelka teve filhotes e uma cachorrinha chamada Pushinka foi dada de presente por Nikita Khrushchov à Caroline filha do Presidente dos Estados Unidos John Kennedy.  Elas tiveram vida longa e quando faleceram foram empalhadas, foto abaixo.

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Vale lembrar que o primeiro ser vivo a viajar para o espaço foi a cadelinha Laika, em 1957 na nave Sputnik 2, mas ela morreu horas depois de calor. No museu há um memorial em sua homenagem.

Abaixo a nave Sputnik 5 onde viajaram Belka e Strelka junto com um coelho, 42 camundongos e algumas plantas.

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O museu só tem informação em russo. O nosso tour foi feito com um guia do próprio museu, Aleksander, simpático e com informações muito interessantes, só falava russo, sendo traduzido pela nossa guia. 

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Uma das coisas mais interessantes do museu é poder entrar no módulo da primeira estação espacial do mundo, a MIR, que foi colocado na órbita da terra em 1986. Com o guia do museu você não espera, ele tem preferência de entrada e a gente fica sozinho com ele.

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Dentro da Estação Espacial MIR

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Comidinhas

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Meteoros que a gente pode tocar (essa mão não é minha) depois eu toquei também 😉

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Sondas de exploração espacial

Abaixo um modelo da nave Soyuz, do programa espacial soviético do mesmo nome, com início em 1967 e capacidade para três cosmonautas, sendo aperfeiçoada e utilizada até os dias de hoje.

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Coincidência fashion – Laranja é a cor dos Cosmonautas

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O que mais me impressionou foi realmente o pequeno espaço interno do módulo onde ficam os cosmonautas. O foguete é enorme, mas a nave onde eles ficam é super apertada, dá uma agonia imaginar ficar horas ou dias nesse local.

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No museu há muitas fotos e objetos contando a história não só do programa espacial como também dos Cosmonautas. Abaixo na galeria de fotos, o primeiro à esquerda é Yuri Gagarin.

Na fila de baixo, na segunda foto, a primeira mulher a viajar sozinha para o espaço: Valentina Tereshkova, nasceu em 1937 e em 1963 aos 26 anos, na Vostok 6, deu 48 voltas ao redor da órbita da terra. Sua missão durou 71 horas. Só para se ter uma ideia do seu pioneirismo, a segunda mulher a ir para o espaço só aconteceu quase 20 anos depois. Casou com um cosmonauta, teve uma filha e entrou para a carreia política e foi deputada. Valentina hoje está com 82 anos e sempre disse que gostaria de ir para Marte, nem que a viagem seja só de ida (sem volta).

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Depois do incrível Museu da Cosmonáutica fomos a pé, logo ao lado, no Centro Panrusso de Exposições – Parque VDNKh – sigla em russo para Exposição das Conquistas  da Economia Nacional,  criado para divulgar as criações soviéticas no campo industrial.

Posteriormente foi se acrescentando pavilhões acadêmicos e culturais.

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A grandiosidade do parque já se vê logo na entrada com o tamanho do portal. A altura é inacreditável. O Centro Panrusso foi inaugurado em 1939, logo em seguida fechado por causa da 2ª Guerra Mundial, reformado até 1959, em 1989 já contava com 82 pavilhões.

Os números são impressionantes. Possui área de 2.375.000 m², maior que o Principado de Mônaco. Mais de 300 exposições anuais e seus 400 pavilhões fechados possuem área de 266.000 m². Dá para passar uma vida inteira aqui, mas eu só tinha uma tarde.

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Acima ao fundo e abaixo o Pavilhão Central que conta a história soviética.

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Desde que a Prefeitura de Moscou retomou a administração do parque ele está muito bem cuidado, seus canteiros de flores são lindos e vários projetos estão em andamento para criar ainda mais opções de lazer para todas as idades. Fomos em uma terça-feira, só que como era época de férias e estava um dia lindo, com sol e calor, estava lotado de famílias e crianças brincando. Foi muito legal, pois a maioria eram locais passeando com seus filhos, sempre fico pensando como é importante ter esses espaços que unem lazer e cultura para as pessoas.

Os pavilhões dos países, 50 no total, são de representação de um país que integrava a antiga URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.  Existem também locais de exposições tecnológicas, científicas e culturais.

Geralmente eu entrava para conhecer o que eu achava mais bonito por fora e o da Armênia que já tinha uma indicação de um amigo que valia a pena. Não fotografei o interior deles (só o da Armênia). Os pavilhões dos países exibem a sua história e cultura e alguns possuem além de restaurante ou loja de comida típica, também a venda de produtos fabricados no país de origem.

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Pavilhão do Cazaquistão
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Pavilhão da Ucrânia

Abaixo fachada e interior do pavilhão da Armênia

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Pavilhão do Azerbaijão
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Pavilhão da Armênia

No parque ainda tem os pavilhões da era espacial, do cinema, da robótica, dos jovens artistas, aquário, enfim é realmente um mundo de coisas para ver e fazer.

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Pavilhão da Energia Atômica
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Pavilhão de Belarus

Na Praça Espacial o Foguete Vostok, o avião Yak 42, Helicóptero MI-8 e o Buran

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Foguete Vostok
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Ônibus Espacial Buran

Na avenida principal do parque as suas atrações mais famosas: as fontes.

A Fonte da Amizade das Nações – Fonte Durzhba Narodov, possui 16 esculturas em bronze folheadas a ouro e representa as 16 nações que faziam parte da extinta URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas

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E a Fonte da Flor de Pedra que foi restaurada e reaberta recentemente toda decorada com mosaicos.

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O Parque VDNKh fica a 10 Km do centro de Moscou (da Praça Vermelha) acessível de metro pela estação Prospekt Mira. É um local lindo com atividades interessantes e também para relaxar nos seus bancos, tomar um sorvete (fizemos isso) e apreciar o ir e vir. Eu não tinha muito tempo em Moscou, mas valeu a pena ter incluído no meu roteiro, recomendo muito a sua visita.

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De volta ao hotel, fomos jantar e depois passear por essa cidade linda à noite, que fiquei apaixonada. Abaixo um resumo das fotos noturnas de Moscou nos três dias que passamos lá

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Teatro Bolshoy
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Praça Vermelha
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Museu Estatal Russo
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Loja departamentos GUM
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Praça Manege
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Torre do Prédio “Sete Irmãs”

Não imaginei que iria gostar tanto de Moscou, seu pontos positivos superam em muito os negativos. E está ficando cada dia melhor, mais aberta ao turista, muito limpa e segura. Sua história de contrastes e superação é inspiradora. De todas as cidades que conheci nesse roteiro entre Escandinávia e Rússia, Copenhagen e Moscou foram as que mais me atraíram e não vejo a hora de voltar.

O próximo e último post desta viagem será sobre os restaurantes e bares incríveis que conheci na tradicional São Petersburgo e na cosmopolita Moscou.

 

 

 

 

 

Moscou

Capital da Rússia até 1703, quando Pedro, o Grande a transferiu para São Petersburgo e desde 1918, após a revolução bolchevique, foi fundada em 1147, teve a sua ascensão em 1462 com Ivã III e depois a partir de 1613 com a dinastia dos Romanov.

A cidade possui 12 milhões de habitantes, sendo uma das mais populosas do mundo.

Moscou é a Rússia da nossa imaginação. As construções que parecem os brinquedos de blocos de madeira da infância (quem tem mais de 40 anos conhece), os prédios pintados de vermelho, a arquitetura monumental do regime comunista. E a realidade: trânsito difícil, taxistas nada confiáveis e placas só em russo.

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Porta da Ressurreição – Praça Vermelha

E eu amei!!! Vou confessar: gostei mais de Moscou que de São Petersburgo.            Explico:  St. Peters é linda, tem muitas coisas interessantes, mas não parece uma cidade, é uma atração turística! Além de parecer muito mais Europa. Moscou é diferente, é Rússia. Então para conhecer realmente a Rússia precisa ir para Moscou.

Cheguei em Moscou de trem, vindo de São Petersburgo, são 4 horas de viagem. Reservei 3 dias para a cidade e foi muito pouco. Subestimei Moscou. Tem muita coisa para ver e fazer, é uma cidade grande, de deslocamento complicado, não consegui ver tudo o que eu queria, deu muita vontade de voltar, quem sabe um dia!

Fiquei hospedada no Hotel Four Seasons que fica na Praça Vermelha. Não existe localização melhor para visitar Moscou, principalmente se for pela primeira vez, do que a Praça Vermelha e o seu entorno.

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O Fous Seasons Moscou é o melhor hotel da cidade. É lindo, moderno, com uma decoração de extremo bom gosto.

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E como havia ficado no hotel da rede em St. Peters me deram um upgrade para uma suíte de 98 m2. Quando entrei no quarto não acreditei. Eu nunca tinha ficado em um quarto assim na minha vida! Era um apartamento, com todo o luxo, conforto e comodidade de um hotel 5 estrelas. Reserva pelo http://www.grandluxuryhotels.com

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O quarto
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Hall do quarto com armários
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Continuação do hall do quarto com lavabo
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Sala de TV
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Sala de Jantar
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Banheiro

Na foto acima uma parte do banheiro, já que do outro lado tem a ducha e o sanitário.

Havia também um closet, separado, com vários armários e gavetas que dava para colocar roupas para mais de um mês e eu fui passar apenas 3 dias!!! Ohhh vida! Já fiquei 20 dias em um hotel que tinha apenas duas minúsculas portas de armário para roupas. Como são as coisas, não é mesmo? Fora que nem tive tempo para sentar e assistir TV ou pedir comida na “minha” sala de jantar, pois queria mesmo era aproveitar as muitas opções de restaurantes maravilhosos.

Mesmo assim amei a oportunidade de ficar em um hotel e quarto tão incríveis.

Bom, vamos sair e conhecer a cidade que eu estava louca de ansiedade. Como cheguei em um domingo já agendei a visita as estações de metrô, uma atração turística da cidade. O metrô de Moscou movimenta milhares de pessoas por dia, então se tiver oportunidade de visitar em um domingo é bem melhor, muito mais tranquilo.

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Com a Guia Tatiana na estação Novokuznetskaya

Contratei pela empresa Get Your Guide, única que encontrei com o horário que eu queria, um tour privativo em espanhol, com a guia Tatiana Vyazova. Nem me passou pela cabeça tentar visitar as estações sozinha. O serviço de um guia é fundamental nesses casos em que você tem pouco tempo e precisa fazer render. Em duas horas e meia conhecemos as estações mais bonitas e importantes de Moscou.

A primeira foi a Estação Ploshchad Revolyustsii que fica embaixo da Praça Vermelha, de 1938, possui estátuas de bronze e para dar sorte precisa passar a mão em uma estátua, no nosso caso escolhemos o focinho do cão.

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Estação Arbatskaya – linha 3 – Arbatsto – Pekovskaya, de 1953.

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Estação Kievskaya – Há duas estações com o nome Kievskaya só para confundir ainda mais o  turista, por isso a importância de se contratar um passeio guiado para conseguir chegar corretamente nas estações. Abaixo fotos da estação da linha 3, em homenagem ao povo da Ucrânia.

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Estação Kievskaya, de 1954, a outra de mesmo nome, localizada na Linha Koltsevaya, número 5, com mosaicos de Lenin e Stalin.

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Estação Slavyansky Bulvar da linha Arbatsko-Pokrovskaya, inaugurada em 2008

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Estação Belorusskaya, de 1952, dedicada aos irmãos eslavos da República da Bielorússia

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Estação Novolobodskaya de 1952, com 32 vitrais e um mosaico de Pavel Korin que diz “Paz em todo mundo”.

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Estação Prospekt Mira de 1952 tem lustres lindos e detalhes em porcelana nas paredes.

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E a mais linda estação de metrô de Moscou e acho que do mundo: Komsomolskaya, é a mais luxuosa das estações. Seu teto amarelo e os lustres de bronze parecem realmente um palácio. De 1952, possui 8 painéis que representam a luta da Rússia por  liberdade  e independência.

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A estação Mayakovskaya de 1938 tem uma arquitetura futurista. Os seus arcos são de metal e se você tiver habilidade pode lançar uma moeda de um lado que ela corre perfeitamente até o outro. Nós tentamos e não conseguimos. No teto tem 34 claraboias com mosaicos que retratam as 24 horas na vida do povo russo, sendo várias atividades que vão desde a colheita até a cosmonáutica. Tem 33 metros de profundidade e na Segunda Guerra Mundial serviu de abrigo antiaéreo.

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Estação Taganskaya, de 1959 possui 48 painéis com perfis em baixo relevo de mármore e um lindo tom de azul ao fundo, homenageando soldados, pilotos e marinheiros russos.

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No primeiro dia também aproveitei para conhecer a GUM, a loja de departamentos mais famosa da Rússia. A GUM parece mais com um shopping mesmo, com lojas em espaços independentes como conhecemos no Brasil e não nos moldes da Laffayette ou Printemps em Paris por exemplo, com muitas lojas em cornes sem divisões (que particularmente não gosto).

A GUM fica na praça Vermelha e é linda demais! Foi construída entre 1889 a 1893 na época do Czar Alexandre III, na Revolução Bolchevique foi fechada e só reabriu em 1953.

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Na área externa duas coisas chamam a atenção: os canteiros de flores, imensos e lindos! Depois as luzes na fachada e no calçadão em frente a sua entrada principal que formam um verdadeiro céu iluminado. A noite é fantástico!

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No interior da GUM tem lojas, inclusive de várias grifes, restaurantes, cafés, o quiosque de sorvete mais concorrido do planeta e um mercado no térreo.

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O Bosco Café é um ótimo local para fazer uma parada, tem espaço para lanches, café e doces e outro de restaurante para refeições. Fui para tomar um chá e comer um doce.  Adorei, atendimento muito simpático (li o contrário) e consegui uma mesa na parte externa para ficar apreciando o ir e vir.

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Como era muito próxima ao meu hotel, acabei passando na GUM três vezes. O seu nome corresponde as iniciais em russo de “Loja de Departamento Estatal” pois funcionou como um mercado de distribuição de gêneros alimentícios para a população durante o regime comunista. Após a queda do comunismo, se transformou no shopping center mais caro do mundo, interessante não? O seu nome atual é outro, em russo parecido com TYM (não sei como fazer no computador o alfabeto cirílico) que significa Loja de Departamento Universal, mas continua sendo conhecida por GUM.

Não sou fã de shopping no exterior, não gosto de perder tempo em lojas de departamentos nas minhas viagens, mas considero que dar uma “passada” para conhecer a GUM vale muito a pena, o prédio é lindo (seu teto de vidro ilumina o local naturalmente) e tem ótimas opções de gastronomia.

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No entorno da GUM, a poucos passos, se encontram várias atrações imperdíveis para se visitar em Moscou e vou explicar a diferença nas fotos do céu e roupas nestas atrações.

Fui na Praça Vermelha várias vezes nos 3 dias que estive em Moscou, pois o Hotel FS é aqui. Só que durante o dia, nos horários de visitação das igrejas, lojas e museus, a quantidade de pessoas era absurda, agosto é alta temporada em Moscou e as fotos externas não ficavam boas.

Então combinei com o marido, acordar as 5:30h da manhã e sair para fotografar as fachadas (amanhecia antes das 4h), ele topou e deu certo! As fotos mais lindas da vida, com um céu azul limpo e as atrações só para mim. E pasmem: às 6h da manhã, em frente a Catedral de São Basílio, quando eu já tinha terminado as minhas fotos, chegou uma excursão de chineses!

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Catedral de São Basílio

O melhor ângulo para fotografar a Catedral de São Basílio é na diagonal direita. Só que parte da Praça Vermelha estava fechada para um evento e não dava para passar. Mesmo assim, consegui fotografar praticamente todos os ângulos dessa Igreja que é tão linda e diferente para nós, o seu colorido tão intenso, parece realmente de brinquedo.

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O seu nome é Catedral da Intercessão da Virgem do Fosso. Possui 9 cúpulas e a sua construção começou em 1561 por ordem do Czar Ivan, o Terrível, que reza a lenda, mandou cegar os arquitetos para que eles nunca mais pudessem repetir o projeto ou construir outra igreja mais bonita.

Originalmente era branca e dourada, só em 1860 que foi criada essa composição de cores que fascina o mundo.

Possui dois andares sendo a junção de 10 igrejinhas. No seu interior há placas indicando o trajeto e os nomes das igrejas por onde se está passando, como por exemplo: Igreja da Entrada do Senhor em Jerusalém, Igreja dos Três Patriarcas de Constantinopla e Igreja de São Gregório da Armênia, mas é um labirinto difícil de se localizar e fiquei dando várias voltas, passei muitas vezes pelos mesmos lugares, embora não tenha ficado incomodada com isso, porque na realidade, por mim, eu nunca mais sairia de lá de dentro 🙂

Comprei o ingresso antecipado pela internet no site http://www.tickets.shm.ru porque as filas no local são enormes. Chegando lá tem que trocar pelo tíquete no guichê que para isso não tem fila. O site abre em russo, mas com o google tradutor fica bem simples.

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Como são várias igrejas os seus estilos mudam, principalmente a decoração das paredes.

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Na Catedral de São Basílio não existe uma nave, com amplitude como vemos nas igrejas tradicionais, mas sim um emaranhado de corredores escuros com pequenas salas e altares. É realmente muito diferente e interessante.

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Ainda na Praça Vermelha, ao lado da Porta da Ressurreição se encontra o fantástico Museu Histórico Estatal, e, como sempre, me desculpem o desabafo, a ignorância dos turistas ainda me assombra. A cidade estava lotada e o museu praticamente vazio, triste! Claro que é muito melhor visitar um local mais tranquilo, sem tanta gente, só que acho um absurdo os turistas não se interessarem pela arte e cultura do país que estão conhecendo.

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Na fachada do museu tem uma estátua do Marechal Zhukov. Tem prédio mais lindo?

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O Museu Histórico do Estado foi fundado em 1883 na Coroação do Czar Alexandre III. O seu acervo é composto por pinturas, armas, utensílios, vestuário, decoração, jóias e relíquias imperiais dos Romanov.

A entrada é pela lateral esquerda, assim que ultrapassa a Porta da Ressurreição.

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Abaixo lateral e fundos do Museu Estatal um dos prédios mais lindos da Praça Vermelha

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E o seu interior é tão lindo, o que mais me impressionou na Rússia foi justamente isso, além do acervo, os prédios tem uma decoração incrível.

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Visitei o museu sozinha, sem acompanhamento de guia, assim como na Catedral de São Basílio. A compra do ingresso na bilheteria local foi bem fácil e as peças do acervo tem explicação em russo e em inglês. O museu fecha na terça-feira e o seu horário de funcionamento até às 21h facilita a visita.

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A outra igreja situada na Praça Vermelha é a Catedral de Kazan, ao lado do Museu do Estado, assim que passa a Porta da Ressurreição, à esquerda. Sobre a história do ícone de Kazan você pode ler aqui São Petersburgo

A igreja, em agosto, mês da minha visita, se encontrava em obras e só pude conhecer uma pequena parte do seu interior, onde não é permitido fotografar.

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A Porta da Ressurreição, o portão de entrada da Praça Vermelha é uma réplica do original, possui uma pequena capela (porta de madeira) e no chão em frente o marco zero de Moscou.

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Também na Praça Vermelha se encontra o Mausoléu de Lenin, junto as muralhas do Kremlin, o seu corpo está embalsamado há quase 100 anos. Não tive interesse em visitar, a fila é imensa, a maior de todas as atrações de Moscou, porque como o local é pequeno, poucas pessoas podem entrar por vez, então a fila anda bem devagar.

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Foto do site: http://www.dw.com

E para fechar os prédios da Praça Vermelha, que tem esse nome não só por causa da cor de suas construções mas também porque Vermelha em russo antigo significava bonita, a fachada da Duma, a antiga “câmara dos Deputados” no regime bolchevique.

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Agora o local mais fascinante de se conhecer é realmente o Kremlin de Moscou. Junto a Praça Vermelha é surpreendente! As suas igrejas são lindas demais, o Palácio do Arsenal, seu museu, é imperdível, em muitos tours guiados ele é excluído, fuja desse tipo de passeio! Procure fazer o tour mais completo possível ou vá sozinho e passe muitas horas lá para poder aproveitar tudo (o ideal).

Contratei o Full Kremlin Tour, pelo site da empresa http://www.moscowprivatetours.com com a guia Svetlana, uma russa muito querida, super competente, que fala português fluente e ainda conhecia a minha cidade Florianópolis! Foi um serviço muito pontual e profissional, fiz outro passeio com ela e fiquei muito satisfeita, recomendo.

Kremlin significa fortaleza, mas o da Praça Vermelha é tão famoso que incorporou o nome como significado. Como no caso da marca Gilette (para lâmina de barbear). Na realidade existem outros kremlin na Rússia (30 aproximadamente), mas o de Moscou é de fato o mais importante e emblemático.

O Kremlin de Moscou possui uma área de 30 hectares em forma de triângulo e faz fronteira com a praça Vermelha, o Parque Alexandre e o Rio Moskva. Tem mais de 1000 anos (começou com uma construção de madeira) e ganhou importância com Ivan III, o Grande, em 1462. É a sede do poder (governo) na Rússia desde 1917 com a revolução Bolchevique.

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Em frente ao memorial do Soldado Desconhecido e a Torre da Trindade ao fundo

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As suas muralhas possuem 2,5 Km de extensão e altura que varia de 5 a 19 metros e um total de 20 torres. A entrada para os turistas é pela Torre Kutafyia, conectada a Torre da Trindade nos Jardins de Alexandre.

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Torre da Trindade entrada do Kremlin – lado de fora
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Torre da Trindade – vista pelo lado de dentro do Kremlin

O primeiro prédio que avistamos no interior do complexo, da fortaleza, é o Palácio Estatal, um prédio construído na década de 1960 que hoje funciona como teatro do Ballet do Kremlin

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Em frente, o Grande Palácio do Kremlin, onde o Presidente Vladimir Putin trabalha, por questão de segurança nunca se sabe se ele está ou não,  e o marido decepcionado que não conseguiu encontrá-lo.

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É possível visitar a parte do palácio que é usada para recepções e eventos, mas precisa agendar com meses de antecedência, são poucos acessos disponíveis, alto custo do ingresso e a necessidade de se fazer uma pesquisa na documentação do interessado previamente enviada, já que o Kremlin é um dos locais mais seguros do mundo.

Abaixo, a Praça das Catedrais é o coração do Kremlin, onde está a maioria das atrações que se pode visitar.

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O Tsar Pushka, o canhão do Czar, é o maior canhão do mundo. Feito em bronze em 1586, possui 5,34 metros e 18 toneladas. O calibre é de 890 mm e nunca foi usado. Foi construído só para intimidar os inimigos e mostrar o poder bélico russo.

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Tsar Kolokol, o Sino do Czar, é o maior sino do mundo, com 6,14 m de altura e 6,6 m de diâmetro e possui 222 toneladas!!! Nunca foi pendurado, suspenso, porque não haveria torre que pudesse sustentá-lo. De 1733, feito em bronze,  está no chão junto ao Campanário.

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O sino foi danificado em um incêndio antes de ser usado e o pedaço que quebrou pesa incríveis 11 toneladas!

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O Campanário de Ivan o Grande, construído entre 1505 a 1508, possui 34 sinos, sendo o maior, o Sino da Assunção com 64 toneladas, e a sua torre mais alta com 81 metros.

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Campanário de Ivan

Na foto acima na praça das Catedrais, com as suas igrejas: a) Catedral da Assunção, b) Catedral do Arcanjo São Miguel, c) Catedral da Anunciação, d) Igreja da Deposição das Vestes, e) Igreja dos Doze Apóstolos.

O interior das igrejas é de uma beleza impressionante, como não é possível fotografar o seu interior vou postar algumas fotos que consegui na internet.

A Catedral da Assunção, também conhecida como a Catedral da Dormição, de 1489 possui cúpulas em ouro, fachada de tijolos e entrada em mosaico. No seu interior o trono de Ivan o Terrível.

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Detalhe do tamanho da fila para entrar, com guia fica mais fácil pular a fila.

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A Dormição de Maria é uma das mais importantes datas do calendário da religião ortodoxa russa. Dormição é a morte de Maria, mãe de Jesus e depois a sua ressurreição e elevação ao céu. A data é comemorada em 15 de agosto.

A Catedral da Assunção era a igreja da coroação dos czares.

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Foto do site: http://www.istockphoto.com – Autor: Vladislav Zolotov

Catedral do Arcanjo São Miguel de 1505, construída na época de Ivan, o Grande possui a fachada branca e 5 cúpulas: Jesus e os 4 Evangelistas. No seu interior os túmulos dos czares Ivan o Terrível e Ivan o Grande. Esta igreja foi o local de enterro dos czares da Rússia até o século XVII. Possui 54 túmulos e 46 lápides de czares e príncipes.

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Foto do site: http://www.pt.sodiummedia.com

A Catedral da Anunciação, de 1489 também possui fachada branca e cúpulas de ouro. Conhecida como o “puxadinho” de Ivan o Terrível. Como o czar se casou algumas vezes era impedido de entrar nas igrejas pela religião ortodoxa russa, então resolveu seu problema construindo um anexo para que pudesse assistir as missas.

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Foto do site:: http://www.nextews.com

A Igreja da Deposição das Vestes, de 1484, era a igreja particular do czar. O seu interior possui desenhos de artistas russos do século XVII. Seu exterior é simples, é uma igreja pequena que fica escondida. As 11 cúpulas do Palácio Terem se incorporam a ela criando um efeito muito bonito.

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A Deposição das Santas Vestes da Virgem Maria é uma festa que data do século V e celebra a viagem das vestes de Nossa Senhora entre a Palestina e Constantinopla. Já no ano de 860 o Patriarca colocou as vestes da Virgem no mar causando uma tempestade que destruiu os navios invasores na Guerra Rus-Bizantina em Constantinopla. A igreja é dedicada  a essa tradição.

Além das igrejas, O complexo do Kremlin de Moscou também possui o Palácio das Facetas, o seu mais antigo edifício, de 1492, decorado com pedras angulosas. No seu interior há dois salões de cerimônia, o salão principal possui 500 m2 e tem o Átrio Sagrado onde o czares recebiam a coroa.

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Foto do site: http://www.blog.universidades-rusia.com

O Palácio dos Terens ou Palácio Teremnoy foi inaugurado em 1636 e era a principal residência dos czares no século XVII. Junto ao palácio foram construídas 5 pequenas igrejas, que possuem 11 torres finas (base verde e vermelha) com cúpulas douradas, são lindas, a única parte que se consegue ver do palácio, que não é aberto ao público.

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Foto do Site: http://www.itinari.com – Crédito da foto: mamchester

Por fim, a atração que considero imperdível no Kremlin e que muitos tours não incluem, a visita ao Palácio do Arsenal (Armory Chamber), o maior museu do Kremlin, de 1508, o prédio atual é de 1851, tem no seu acervo 4.000 peças.

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A riqueza e importância histórica de seu acervo é imensa. Uma das peças mais importantes é o trono esculpido em marfim do czar Pedro, o Grande. Também possui uma coleção de ovos Fabergé.

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Foto do site: http://www.turismo.culturamix.com

E uma galeria denominada “O Fundo dos Diamantes” cujo ingresso deve ser comprado à parte, na hora. Pedi para Svetlana nossa guia comprar a entrada que é feita em grupos por vez, mas não demorou, fotos são proibidas.

No Fundo dos Diamantes está o 4° maior diamante do mundo no cetro da Imperatriz Catarina a Grande e a coroa do Czar utilizada pela última vez por Nicolau II. Foi muito emocionante poder conhecer um acervo desta magnitude.

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Foto do site: http://www.turismo.culturamix.com
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Foto do site: http://www.turismo.culturamix.com

E assim terminamos o nosso passeio pelo Kremlin de Moscou, mais um risquinho na lista de sonho realizado, na lista dos lugares incríveis para se conhecer.

Como mencionei no início, o Kremlin faz fronteira com os Jardins de Alexandre um dos primeiros parques públicos urbanos da Rússia. De 1823 seu nome é dedicado ao Czar Alexandre I. É composto por três jardins e percorre o lado ocidental da muralha do Kremlin.

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Feliz em Moscou

No próximo post mostrarei a Rua Arbat, o passeio pelas margens do Moskva e o tour incrível que fizemos com Svetlana pelo parque VDNKh e o Museu da Cosmonáutica (presente de aniversário para o marido). Até breve!