Berlim – parte II

Continuando a minha viagem por Berlim, os outros post você lê aqui Hotel Adlon Kempinski – Berlim, aqui A Ilha dos Museus – Berlim, e aqui Berlim – parte I, fui conhecer o que sobrou do Muro de Berlim.

Após a 2ª Guerra Mundial,  Berlim foi ocupada por americanos, ingleses e franceses (aliados) e soviéticos, porém a convivência se tornou insustentável, pois os soviéticos (socialistas) eram muito diferentes dos americanos (capitalistas).

Então, em 1961 foi construída uma barreira física (primeiro alambrado, depois muro de tijolos, por fim muro de concreto), com 155 km de extensão, entre 3,5 e 4 metros de altura, dividindo assim a cidade de Berlim em duas partes, criando o lado ocidental (capitalista) a República Federal Alemã (RFA) e o lado oriental (socialista) a República Democrática Alemã, que de democrática não tinha nada, as pessoas queriam fugir para o lado capitalista, já que possuía melhores condições de vida, mas era proibido, muitos morreram tentando pular o muro fugindo do socialismo. Interessante que nunca ninguém quis pular do lado ocidental (capitalista) para o lado oriental (socialista), mas ainda tem gente que defende ou gosta do comunismo.

Finalmente, em 1989, após 28 anos, com a abertura da fronteira entre Áustria e Hungria, surgiram inúmeras manifestações e a restrição de passagem acabou, o muro começou a ser demolido. Me lembro de ter assistindo pela televisão, as pessoas em volta do muro pulando, dançando, com marretas, picaretas destruindo o muro, felizes com a queda de mais um absurdo da história da humanidade.

A ideia inicial era destruir o muro todo, depois se chegou a conclusão de que algumas partes deveriam ficar como lembrança desse horror, como exemplo para as futuras gerações. Então,  em alguns locais da cidade encontramos partes do muro. A parte mais extensa e famosa do Muro de Berlim fica ao longo do Rio Spree e tem 1.316 metros.

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Assim que essa parte foi mantida, artistas do mundo todo começaram a pintar o muro, dividindo-o em pedaços, como se fossem telas e se criou a East Side Gallery, uma verdadeira galeria de arte a céu aberto, situada entre a ponte Oberbaumbrücke e a estação de trem Ostbahnhof.

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A pintura mais famosa é a conhecida por “O Beijo“, de 1990, onde o líder soviético Leonid Brezhnev e o líder da Alemanha Oriental Erich Honecker estão se beijando. O grafite feito pelo artista russo Dmitri Vrubel boi baseado em uma foto de 1979, já que é comum na cultura russa os homens se cumprimentarem dando um “selinho”. A partir desse fato o artista fez uma ironia intitulando a obra de “Meu Deus, ajude-me a sobreviver a este amor mortal”, escrito na obra em russo e em alemão.

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Ao lado do muro está a ponte mais linda de Berlim, a Oberbaumbrucke, cuja tradução é “Ponte de Árvore da Correnteza”, já que a sua primeira versão, de 1770 era de madeira. Ela fazia a ligação entre o lado oriental e ocidental. A ponte atual é de 1896, tem dois pavimentos, duas torres e o seu estilo é o gótico.

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Atravessando a ponte para o lado ocidental, encontramos o lindo canal do bairro Kreuzberg

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Próximo a Ilha dos Museus e ao bairro Nikolaiviertel está a Alexanderplatz. Fomos para conhecer, já que é uma praça famosa de Berlim e para jantar. A Alexanderplatz era uma das minhas opções de hospedagem quando estava planejando a viagem, ainda bem que não fiquei lá. Não tem charme e a noite é “esquisito”, não é um lugar que eu me sentiria segura para voltar para o hotel toda noite.

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Na praça, só a fonte é bonita

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Tem um chafariz com jatos de “águas dançantes”, onde as crianças adoram brincar.

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A Prefeitura de Berlim, a Rote Rathaus

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Mas o entorno não é legal, lojas de eletrônicos, restaurantes sem bossa, enfim não gostei. Só que fomos para jantar em uma das atrações da cidade, a Berliner Fernsehturn, a Torre de TV, que tem um restaurante giratório no topo.

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A Torre de TV foi inaugurada em 1969 pela RDA como um símbolo da cidade oriental, representava o “triunfo do socialismo”. É a construção mais alta da Alemanha, tem 368 metros de altura até a ponta da antena e o seu observatório está a 203 metros. Foi construída em formato de esfera para lembrar o satélite soviético Sputnik e com a cor vermelha do socialismo. Porém, as suas placas refletem o formato de uma cruz, em qualquer ângulo que se olhe (ótimo castigo). Por esse fato, os arquitetos não foram convidados para a inauguração, porém não foi de propósito. A torre recebe 1 milhão de visitantes por ano e funciona das 9:00 à meia noite.

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Comprei o ticket antecipado no próprio site da torre para jantar no restaurante Sphere, que fica a 207 metros de altura, pelo site http://www.tv-turm.de Escolhi a mesa ao lado da janela ao preço de 23,50 euros por pessoa. Esse ticket dá direito a entrar sem fila e acesso ao observatório que fica embaixo do restaurante (no mezanino). O consumo do restaurante é à parte.

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Reservei para s 19h para ver o por do sol, o dia estava lindo, limpo, a visibilidade excelente. A vista lá de cima é realmente muito bonita. Como o restaurante é giratório a vista da cidade é 360°. Quando eu sentei me senti um pouco tonta, depois acostumei. A comida era boa, mas não achei uma experiência imperdível. Eu achei o restaurante feio e sem charme, mas também não é aquele clássico “pega turista”, muitos berlinenses vão quando querem comemorar uma data especial. Para quem quer ter uma visão da cidade completa, acho suficiente ir só no observatório.

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Uma das coisas que mais gosto de fazer em cidade que tem rio é um passeio de barco. Toda vez que fui a Paris fui no Bateaux Mouche (adoro). Em Berlim tem vários tipos de passeio, o mais popular é o que sai do pier atrás da Catedral, na Iha dos Museus. O ingresso se compra na hora, tem passeios de 1 hora até 4 horas de duração. Escolhi o de 1 horas para ver os principais pontos da cidade pelo rio Spree.

O nosso barco era muito legal, pequeno, as cadeiras pareciam dos cafés de Paris. Não tinha audioguide e sim uma guia que falava no microfone sobre os monumentos, primeiro em alemão, depois em inglês. Tinha também um pequeno bar que vendia água, suco e cerveja.

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O passeio é lindo, eu amei! Abaixo, no início, passando encostado a catedral de Berlim.

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Alte National Galerie
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Bode Museum

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Reichstag – Parlamento Alemão

A parte moderna dos prédios governamentais como a Chancelaria.

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Na parte moderna de Berlim (ocidental), fomos na Potsdamerplatz, onde tem o Sony Center, um complexo com cinemas, lojas e restaurantes.

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Como já havia comentado, a parte moderna de Berlim não me agradou, quem sabe em uma próxima vez, explorando outros pontos eu mude de opinião.

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Outro ponto que também me surpreendeu em Berlim foi a comida. Comi muito bem em todos os lugares que estive, verdade seja dita, só comi culinária alemã em um dia, porque não tinha outra opção! Berlim é uma cidade cosmopolita e isso se reflete na sua oferta gastronômica. Tem restaurantes para todos os gostos e bolsos, mesmo porque Berlim é uma capital barata, comparada a outras que já estive (Paris, Londres, Roma).

Então, basicamente, fui a restaurantes italianos e de frutos do mar, meus preferidos e comi muito bem. Pratos saborosos, bem feitos, ambientes bonitos e atendimento muito simpático.

O top da lista é o Bocca di Bacco, na Friedristrasse, a 900m do Portão de Brandemburgo e do meu hotel. Essa rua e o seu entorno é fantástico para comer, tem muitas opções de restaurantes bons.

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Gostei tanto do Bocca di Bacco que fui duas vezes, almoço e jantar.

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Nessa mesma rua, Friedrichstrasse, tem o Crackers, mix de restaurante, bar, balada. Amei! O portão de ferro na calçada quase não dá para ver, tem que tocar a campainha e a entrada é pela cozinha.

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Lá dentro é lindo e a comida ótima.

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Outro que gostei muito foi o restaurante Austernbank, na Behrenstrasse, especializado em frutos do mar, delicioso.

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E o restaurante mais lindo que nós fomos, o Charlotte & Fritz, no Regent Hotel, que fica na Charlottenstrasse, comida, ambiente e atendimento fantásticos.

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Nessa mesma área, voltando a Friedrichstrasse, tem outro ponto de interesse, o Check Point Charlie. Era o posto militar da fronteira ocidental/oriental durante a Guerra Fria. Era o terceiro dos 3 postos utilizados pelo aliados. Charlie – é o nome da letra C no alfabeto fonético internacional. Hoje há uma reprodução da cabine original que tinha a placa: “você está deixando o setor americano”. Ao lado tem um museu com história e fotos da época do muro e da guerra fria. Mas, como é preciso viver do turismo, hoje tem “dois soldados” lá que por 2 euros você pode bater uma foto, com direito a quepe e continência.

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Perto do Portão de Brandemburgo, atrás do Hotel Adlon, tem o Memorial do Holocausto, um espaço ao ar livre com 2.711 blocos de concreto para lembrar os judeus mortos pelo nazismo, foi inaugurado em 2005.

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Por fim, o último lugar que visitei em Berlim, o Reichstag, a sede do parlamento Alemão. Eu não tinha certeza se queria ir, então fui deixando, só que na véspera de ir embora resolvi que queria conhecer. Não dava mais tempo para agendar a visita, tem que ser com no mínimo 3 dias de antecedência já que tem que informar o número do passaporte para conferência por questão de segurança. Mas, como o Concierge do Hotel Adlon consegue qualquer coisa, ele reservou para almoçar no restaurante Käfer, que fica dentro do Parlamento e tem acesso a sua famosa Cúpula com terraço e linda vista.

Foto do ensaio panorâmico com @fotografobrasileiroemberlim

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Berlim certamente não é uma cidade que se esgota em 6 dias, faltou muita coisa para conhecer: palácios, museus, galerias, outros bairros, mas, fico feliz, porque assim tenho bons motivos para voltar.

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Berlim – parte I

Em maio de 2018 passei 6 dias em Berlim, sobre o hotel você lê aqui Hotel Adlon Kempinski – Berlim , e os museus aqui A Ilha dos Museus – Berlim.

Como foi a primeira vez na cidade uma coisa chamou a minha atenção, que eu não esperava, achei a parte da antiga Berlim Oriental muito mais bonita que a Berlim Ocidental. Suas ruas, monumentos, praças e museus são lindos. Claro que desde a queda do muro em 1990, há todo um trabalho de recuperação dos monumentos, até hoje a parte oriental tem andaimes em alguns prédios, mas boa parte já foi restaurada e recuperado o seu esplendor. Já a parte ocidental tem arquitetura moderna, muita coisa pichada. Assim, o muro caiu, mas a diferença continua lá, de alguma maneira a gente percebe.

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Berlim é uma cidade alto astral. As pessoas são alegres, simpáticas, amam o Brasil (não tem ideia rsrsrs)! É um povo de hábitos simples, os alemães são descolados, a vida noturna é incrível, cheia de restaurantes e bares, sempre lotados, não tem dia, nem hora, muitos turistas. É uma cidade animada porque o seu povo a faz assim, gostam de curtir a vida, falam alto, gritam, dançam na rua! Dia de jogo de futebol então, a cidade vem abaixo, hahaha, adorei! Foi um lugar que eu me senti bem e tenho uma imensa vontade de voltar.

As cidades para mim se dividem em: 1) odiei, Deus me livre, nunca mais! (não tem nenhuma) 2) não gostei (Buenos Aires) 3) gostei, mas não voltaria (Pisa e Bolonha, p. ex); 4) gostei, se der um dia volto (algumas); 5) amei e quero voltar urgente, sempre (muitas! Atenas, Veneza, Florença, Roma, Viena, p. ex.). Berlim está na categoria “5” e isso também me surpreendeu, não imaginava que seria assim, que bom que foi!

São tantos os lugares para mostrar, o distrito de Mitte onde me hospedei, bem junto ao Portão de Brandemburgo é monumental. Grandes avenidas, palácios, igrejas, sua arquitetura é fantástica. Dentro desse bairro estava em dúvida sobre três áreas para me hospedar que são: a) o entorno do Portão (amei e recomendo com certeza), b) o entorno da Bebelplatz (gostei e recomendo),  c) Alexanderplatz (não gostei, não recomendo).

Bem ao lado do meu Hotel está ele! O Portão de Brandemburgo, o cartão postal de Berlim. Na Pariser Platz, entre a Avenida Unter den Linden e o Parque Tiergarten. Fotos de Felipe Minnicelli @fotografobrasileiroemberlim

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Para pegar o portão assim, praticamente “só para mim”, fomos às 8:30 da manhã. A praça onde ele se encontra é a Pariser Platz, em razão da vitória prussiana sobre a França.

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Foi construído entre 1788 e 1791 pelo rei da Prússia Friedrich Wilhelm II e a inspiração foi a Acrópole de Atenas. Com seis colunas dóricas de cada lado (frente e verso), a quadriga no topo é conduzida pela Deusa da Vitória

Em 1806 Napoleão Bonaparte leva a quadriga para Paris, oito anos depois ela é recuperada, recolocada no topo do Portão e recebe a cruz de ferro com a águia prussiana.

O Portão de Brandemburgo foi bastante danificado na 2ª Guerra Mundial, mesmo porque ficava ao lado da Chancelaria do Reich, mas felizmente não foi destruído. Foi recuperado e está desde 2002 fechado para o tráfego. É o símbolo da unificação da cidade e do país. Palco de todo tipo de atividade, manifestações, festas e o reveillon aqui dizem que é mágico.

Atrás do Portão de Brandemburgo está o Tiergarten, um parque imenso, lindo, o pulmão de Berlim. Bonito em qualquer estação do ano, a neve no inverno, as folhas douradas no outono, o conheci com as flores da primavera e foi maravilhoso.

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São muitas ruas, pontes, lagos, um recanto mais lindo que o outro. Como é enorme fiz um passeio com um tuc tuc e foi ótimo! Nosso “motorista” Olaf muito gentil, parava em vários lugares lindos que só os locais conhecem, fazia fotos, amei. Contratei o tuc tuc em frente ao Portão de Brandemburgo.

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Com Olaf, nosso tuc tuc, passeamos pela Berlim Ocidental. Paramos só em alguns pontos para fotografar, mesmo porque seria impossível parar em todas  as atrações em um passeio que durou 2 horas. O que eu mais gostei foi a Gedächtniskirche, uma igreja parcialmente destruída na 2ª Guerra Mundial.

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A Igreja não foi recuperada para ficar como símbolo dos horrores da guerra

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Com a Siegessäule, a Coluna da Vitória, construída em 1873 para comemorar as vitórias militares do Reino da Prússia sobre o Império Austríaco.

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Na frente do Palácio Bellevue, a residência oficial do Presidente da Alemanha.

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Voltando a Berlim Oriental, Gendarmenmarkt é a praça mais bonita de Berlim, com acesso pela Avenida Unter den Linden, no bairro Mitte é composta por 3 edifícios: a Konzerthaus, casa de concertos, no centro; de frente para a a Konzerthaus, a Franzosischer, a Catedral Francesa está à direita e a Deutscher Dom, a Catedral Alemã, à esquerda.

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Estátua do poeta Friedrich Schiller
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Konzerthaus
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Catedral Francesa
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Deutscher Dom

Caminhando pela Unter den Linden, um pouco mais a frente, em direção ao rio Spree, em duas quadras está a Bebelplatz,  a Ópera de Berlim (que fui assistir o Barbeiro de Sevilha), a Universidade Humbolt e a Catedral de Santa Edwiges, a igreja católica mais antiga da cidade.

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Ópera de Berlim
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Universidade Humbolt
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Catedral de Santa Edwiges

Essa praça é famosa porque em 10 de maio de 1933 houve a grande queima de livros censurados pelos nazistas (como Freud, Karl Marx, entre outros). Um dos livros queimados na grande fogueira era do poeta alemão Heinrich Hein que já tinha escrito: “Onde livros são queimados, seres humanos estão destinados a serem queimados também” Profético! No local da fogueira há um memorial, uma janela de vidro no centro do chão da praça que dá para uma estante vazia.

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Continuando pela Unter chegamos na Berliner Dom, a Catedral de Berlim, na Ilha dos Museus, em frente a fonte do seu parque central  (Lustgarten), às margens do Rio Spree.  É linda demais, por dentro e por fora. A Igreja é protestante Luterana e foi construída de 1894 a 1905 por ordem do Rei Friedrich Wilhelm IV

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@fotografobrasileiroemberlim

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A Catedral de Berlim tem o maior órgão de tubos da Alemanha

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Na cripta dos Hohenzollern estão o Rei Friedrich e a rainha Sophie Charlotte

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Os fundos da catedral que dá para o Rio Spree

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Seguindo pela rua dos fundos da Catedral chegamos em um bairro muito legal, charmoso, parece uma Berlim de outro tempo, o Nikolaiviertel, é pequeno, poucas ruas, mas tem muitas lojas e restaurantes, estive duas vezes aqui, amei!

 

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Estátua de São Jorge e o Dragão

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A Nikolaikirche, Igreja de São Nicolau, é o mais antigo edifício histórico sagrado de Berlim, a base de pedra das torres é do ano de 1.300, foi destruída na 2ª Guerra Mundial e reconstruída em 1987

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Berlim tem muito o que ver e fazer, deixo para o próximo post os outros lugares que eu conheci nessa cidade incrível!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Ilha dos Museus – Berlim

Já falei várias vezes, mas não custa repetir, eu amo museu. Amoooooo! E sou bem eclética, como não sou expert em arte, gosto de apreciar todo o tipo de acervo. Pinturas, esculturas, tapeçarias, mobiliário, decorativas, vestuário, achados e objetos arqueológicos, artes sacra, antiga, moderna e contemporânea. Também pode ser de qualquer parte do mundo ou período, tudo me interessa. Só em Paris conheci 41 museus (não galerias, museus mesmo) e alguns fui diversas vezes. Sou apaixonada por arte e história e adquirir conhecimento para mim é obrigação e prazer.

Assim, em Berlim, queria muito conhecer a tão famosa Ilha dos Museus com 5 prédios e distintos acervos. É possível comprar um ingresso combinado para visitar os cinco museus em um dia a um preço mais barato, mas não tenho condição, acho muito cansativo, muita informação para um dia só. Outra opção é o cartão Museum Pass Berlim que dá direito a entrar em 60 atrações na cidade em 3 dias, mas também não tinha intenção de visitar os museus em 3 dias consecutivos, já que possuía seis dias na cidade. Então fiz assim: fui em dois museus em um dia, dois em outro dia e por último mais um. Não visitei em dias seguidos.

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Chegando na Ilha dos Museus com a catedral ao fundo

Comprei os ingressos diretamente na bilheteria central localizada no meio da ilha, perto do Pérgamom e foi este o único museu que peguei fila para entrar, os outros estavam bem tranquilos.

A Ilha dos Museus fica no Rio Spree, na altura do distrito (bairro) Mitte, o mesmo que me hospedei, que você lê aqui Hotel Adlon Kempinski – Berlim, e foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1999. Só o local já vale a visita, é lindo e no parque central está a Catedral de Berlim que é belíssima.

a) Altes Museum (Museu Antigo): é o mais antigo museu de Berlim e o mais importante museu do mundo em Arte Antiga. Expõe parte da coleção de Antiguidades Clássicas Grega, Romana e Etrusca. No andar de cima tem as esculturas de César e Cleópatra, mosaicos, sarcófagos e afrescos. Funciona das 10:00 às 18:00 horas e fecha 2ª feira.

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Seu prédio é uma ótima locação para fotos e faz parte do Ensaio Panorâmico, que contratei e fiz em outro dia, do fotógrafo Felipe Miniccelli @fotografobrasileiroemberlim

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O prédio tem uma Rotunda com estátuas gregas e egípcias e no teto símbolos do zodíaco

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Achei lindo esse retrato (de múmia em um sarcófago), Egípcio do ano 150 d.c.

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Estátua de Antínoo, o jovem e belo namorado do Imperador Romano Adriano (130 d.c.)

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b) Neues Museum (Museu Novo): Foi construído entre 1850 a 1859 e muito danificado durante a 2ª Guerra Mundial. Só foi reaberto em 2009. Possui coleções da pré-história, Egito Antigo, História Antiga e uma coleção de papiros. Tem duas peças valiosas,  a primeira é “O Chapéu de Ouro de Berlim” do ano 1.000 a.c. encontrado no sul da Alemanha e possui desenhos do calendário lunar.  A segunda peça e a mais importante é o Busto de Nefertiti, rainha do Egito “a mulher mais linda do mundo”.

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Chapéu de Ouro de Berlim

Nefertiti, a Rainha do Nilo, mulher do Faraó Akhenaton viveu de 1.380 a 1.345 a.c. Seu busto foi descoberto por arqueólogos alemães em 1912, em Amarna, no Egito. O Busto de Nefertiti é feito de calcário e tem 3.400 anos! Infelizmente não é permitido fotografar, ele está em uma redoma de vidro blindada com dois seguranças. Foi uma emoção muito grande poder ver, é lindo, suas cores ainda tão vivas, somente um pequeno pedaço da orelha está quebrado, é impressionante.

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Foto do site: http://www.arqueologiaegipcia.com.br (Magnus Manske)

O acervo do Neues é maravilhosoIMG_2021

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c) Bode Museum: o seu nome é em razão do seu idealizador e primeiro curador Wilhelm von Bode, fica às margens do Rio Spree e seu prédio tem uma arquitetura linda. O seu acervo possui esculturas europeias da Idade Média até o Século XVIII, Arte Bizantina e uma Coleção de Numismática. Funciona das 10:00 às 18:00 horas, fecha 2ª feira.

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A sua fachada vista do Rio Spree durante o passeio de barco

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Retrato de Jovem Mulher, provavelmente Jacqueline de Rohan, de Den Haag, Lyon 1535

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São Sebastião do ano de 1638

d) Alte National Galerie (Galeria Nacional Antiga): O seu prédio é lindo e o acervo é composto pela Arte do Século XIX. Neoclassicismo, Romantismo, Impressionismo, Simbolismo, Art Noveau e Bidermeier. Pintores alemães como Schinkel, Menzel e Liebermann. Os franceses Monet, Renoir e Cezanne e esculturas de Rodin. Funciona das 10:00 às 18:00 horas e fecha 2ª feira.

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O marido não podia ter dito: um pouco mais para o lado? Mas, não posso reclamar, nessa viagem ele arrasou como fotógrafo!

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Não gosta de ser fotografado

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Tilla Durieux als Circe de Franz von Stuck – 1913
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O privilégio de uma infância assim

e) Pergamon: o museu mais visitado de Berlim. Quando fui a sua atração principal e que lhe dá o nome, o Altar de Pergamon, estava fechado para restauração, com previsão de conclusão em 2020, uma ótima desculpa para voltar. Mesmo assim, o seu acervo composto por Antiguidades Clássicas, Museu do Oriente Médio e Museu de Arte Islâmica é impressionante. Funciona das 10:00 às 18:00 horas todos os dias.

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O Portão do Mercado de Mileto, construção romana do século II, tem 17 metros de altura e 29 metros de largura, dava acesso a antiga cidade (atual Turquia), é monumental, não se tem ideia pelas fotos do tamanho dessa construção.

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Touro Alado (Lamassu), Guardião do Templo, Assíria (2.500 a.c. – 600 a.c.)

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No acervo de Arte Islâmica, a fachada de Mshatta, um palácio na Jordânia do ano 743 d.c.

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Mihrab – nicho de oração que indica a direção de Meca

Por fim, a peça mais importante do acervo a mostra, a Porta de Ishtar. Era um dos oito portões da muralha que cercava a antiga cidade da Babilônia, foi construída pelo Rei Nabucodonosor II em 575 a.c. Tem 14 metros de altura e 30 metros de largura. É decorada em alto relevo com animais sagrados, como o leão.

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Visão total da Porta de Ishtar. Como alguém consegue fotografar nesse ângulo?

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Foto: http://www.hav120151.wordpress.com

Os animais em alto relevo, suas cores, a perfeição em que se encontram, incrível!

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A Babilônia, cidade da região da Mesopotâmia, conhecida por ter uma das sete maravilhas do mundo antigo, os “Jardins Suspensos da Babilônia”, teve seu auge no reinado de Hamurabi, em 1.850 a.c.

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A Via Processional que leva até a Porta de Ishtar

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A Ilha dos Museus em Berlim tem beleza, história, arte, cultura e lazer em um só lugar, é um lugar imperdível para conhecer na cidade. O Jardim do Pátio das Colunatas.

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O Pátio das Colunatas entre a Alte National Galerie e o Neues Museum.

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Lustgarden o “parque do prazer” na Ilha dos Museus, com sua fonte no centro, em frente ao Altes Museum e esse céu azul  lindo de Primavera em Berlim, saudade!

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O número de museus em Berlim é imenso, a sua oferta artística e cultural vastíssima, o que não faltam são opções para uma próxima viagem que espero seja em breve!

 

 

 

 

 

 

 

 

Hotel Adlon Kempinski – Berlim

Estive em Berlim pela primeira vez em maio de 2018, por 6 noites e escolhi me hospedar no Hotel Adlon, considerado uma verdadeira instituição na cidade. É um hotel histórico, localizado na Avenida Unter den Linden, ao lado do Portão de Brandemburgo, na Parisier Platz.

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Foi construído em 1907 pelo empresário Lorenz Adlon, inaugurado pelo Kaiser Guilherme II e foi um dos mais famosos hotéis da Europa, cenário do filme Grande Hotel, de 1932, com Greta Garbo. Recebeu inúmeras personalidades como Charles Chaplin, Marlene Dietrich, Albert Einsten e o Czar da Rússia, assim como governantes e diplomatas.

Por ser ao lado da Chancelaria e Ministério do Exterior, durante o período nazista, era utilizado para festas e recepções, dada a beleza de seus salões. O preferido de Goebbles e Goering. Durante a 2ª Guerra Mundial continuou funcionando como hotel e também hospital, porém, na noite de 02 de maio de 1945, faltando apenas seis dias para terminar a 2ª Guerra sofreu um incêndio e foi parcialmente destruído. Seu diretor Louis Adlon, filho do proprietário, morto a tiros em 07 de maio de 1945. Dizem que foram os russos.

Foi então fechado. Na década de 1970 serviu como pousada para estudantes e em 1984 foi demolido. Comprado pela cadeia hoteleira Kempinski foi reconstruído e reinaugurado pelo Presidente da Alemanha em 1997.

Reservei pelo site http://www.grandluxuryhotels.com um quarto executivo e no momento do check in recebi um upgrade para uma suíte executiva com 62m2 e vista para o Portão de Brandemburgo.

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O Lobby do Hotel Adlon é lindo e final de tarde lota para um aperitivo. Sua Fonte de Elefantes é uma réplica da original.

 

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A cúpula de vitrais em cima da Fonte de Elefantes no Lobby

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O hotel é enorme, tem lojas, salões para recepções e casamento, spa e piscina coberta

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Foto do site: http://www.kempinski.com
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Foto do site: http://www.kempinski.com

O quarto, uma suíte executiva com hall, sala, sofá, poltronas, duas TVs!!! (nem foram ligadas, não assisto televisão em viagem) área do quarto separada, mini bar com produtos gratuitos (inclusive alcoólicos), cafeteira para café expresso (também nunca foi ligada, não tomo café) e todos os dias eram colocados docinhos de presente. O atendimento do Adlon é espetacular.

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Foto profissional da nossa suíte (é outra vida)

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Foto do site: http://www.kempinski.com

Vista da janela do quarto, toda noite ficava admirando, lindo

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O banheiro tinha duas partes, um lavabo na entrada (separado) e área de banho e lavatórios (pias) em outra parte. As duas pias eram separadas, uma do lado esquerdo com produtos femininos e outra do lado direito com produtos masculinos, muito legal

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Fui em um dos restaurantes do Hotel e no bar que é junto ao lobby, ambos fantásticos.IMG_1545.JPG

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Agora o café da manhã do Hotel Adlon foi a coisa mais maravilhosa da minha vida! Já me hospedei em alguns hotéis 5 estrelas, sempre com um café excelente, mas o do Adlon não existe! Eram diversas salas com todos os produtos que se possa imaginar, vários tipos de champanhe, vários tipos de caviar, um Chef para preparar os ovos, panquecas, wafles, etc, uma loucura, e daí eu que ainda não tinha cabeça de blogueira o que fiz? Não fotografei o café!!! Não me conformo! Fica para a próxima rsrsrs. Achava um mico levar o celular e ficar fotografando o café da manhã, mas agora que sou blogueira é diferente, faz parte. Mais uma vez vou me socorrer do site do hotel:

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Foto do site: http://www.kempinski.com

Na área do café, que fica no mezanino do Hotel (área em cima do Lobby) com vista para a Fonte dos Elefantes e próximo a linda cúpula, à tarde, tem o Afternoon Tea, fomos uma tarde e estava ótimo.

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O restaurante que fomos jantar uma noite, Quarré, especializado em culinária francesa (comida deliciosa), também não fotografei, só a vista da nossa mesa, o majestoso Portão de Brandemburgo. O restaurante tem também mesas externas, em um terraço na calçada. O Hotel tem mais dois restaurantes, um asiático e um gastronômico.

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Foto do site: http://www.kempinski.com
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Foto do site: http://www.kempinski.com

O Hotel Adlon Kempinski tem um atendimento espetacular e a sua equipe de Concierge resolvem tudo. Bobeei e esqueci de reservar antecipado a visita ao Parlamento Alemão, conversei com o Concierge na véspera e ele conseguiu pra mim uma reserva no restaurante do Parlamento que permite a entrada na Cúpula do Parlamento para a visita, foi o máximo!

O lobby do elevador e suas flores lindas, saudade.

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Amei ter me hospedado nesse hotel, a sua localização é perfeita, principalmente para o turista de primeira viagem à Berlim, pois fica muito próximo as principais atrações da cidade. É lindo, bem movimentado, staff super gentil, foram dias maravilhosos na incrível Berlim.

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Viena – parte II

Continuando sobre a cidade de Viena, que eu adorei conhecer e quero muito voltar, você lê os outros dois posts aqui Hotel Sacher – Viena e aqui Viena – parte I, um lugar maravilhoso que eu visitei foi a Belvedere.

O museu Galeria Belvedere é um dos edifícios barrocos mais lindos do mundo, construído pelo Príncipe Eugênio de Sabóia. Ele é composto por dois edifícios o Superior (principal) e Inferior (atrás do prédio principal) divididos por um lindo jardim.

Só conheci o Upper (Superior). Com obras distribuídas em dois andares, é uma galeria especializada em Arte Austríaca dos séculos XIX e XX. Era aqui que se encontrava o quadro retrato  de Adele Bloch Bauer, de Gustav Klimt, cuja história serviu de inspiração para o filme A Dama Dourada, com Helen Mirren.

A Belvedere possui um bom acervo de obras de Gustav Klimt (1862 – 1918) e Egon Schiele (1890 – 1918), os dois mais famosos pintores da Áustria.

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Francisco José e Sissi

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O Beijo de Gustav Klimt, sua obra mais famosa.

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Egon Schiele

O jardim atrás da Upper Belvedere e o outro prédio ao fundo

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À tarde visitei o museu que eu mais gostei, o Kunsthistorisches. É o museu de História da Arte e Belas Artes de Viena. Um dos mais antigos do mundos, de 1891. Fica na Maria Theresien Platz uma praça linda, com o Museu de História Natural na frente. Tem sempre muita gente nos jardins, estudantes principalmente, um ótimo lugar para passear.

O Kunsthistorisches (que nome danado) é enorme! O seu acervo é imenso, desde coleções egípcias e greco-romana até pinturas de Rafael e Vermeer. Esse museu está na categoria me tranca lá dentro e joga a chave fora! Arruma tempo para ir conhecer, não dá para perder. A fachada do Kuns (sou obrigada a abreviar).

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E do outro lado da praça, bem em frente, o Museu de História Natural (não fui, fica para a próxima), pra mim os prédios são idênticos, os cartazes das entradas identificam as exposições que estão acontecendo em cada um

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No centro da praça o Memorial da Imperatriz Maria Tereza (atrás por causa do sol)

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O prédio do museu é tão lindo e o café Heavenly no térreo maravilhoso!

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Peter Doig

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Como sou rata de museu, também fui no Leopold Museum que fica na Museumsplatz, o quartier dos museus em Viena. Um local moderno que abriga obras de Klimt e Schiele e está sempre com muitas exposições.

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Egon Schiele

Passear por Viena é sempre uma festa para os olhos – Rathaus – a Prefeitura

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O Parlamento Austríaco, parcialmente destruído na 2ª Guerra, reconstruído em 1956

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Mais uma igreja, a St. Peter, do Século XVIII, foi inspirada na Basílica de São Pedro, no final da Habsburgegasse (uma área de pedestres muito legal, com lojas e restaurantes)

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À noite, outro restaurante que eu gostei muito foi o Palmenhaus, ao lado da Galeria Albertina. Ambiente bonito, ótima comida e atendimento super simpático (a garçonete disse que gostava muito do Brasil porque já tinha namorado um paulista). Aliás, todo lugar que a gente ia, alguém dizia que já tinha namorado um de São Paulo, impressionante. Taxista, vendedora, funcionário do hotel, garçom, etc. E daí “arranhavam” um pouco de português. Então se você não fala alemão e nem inglês, em Viena não se preocupe! Hahaha exagero!

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Viena é famosa por seus cafés e um dos mais famosos é o Café Demel, de 1786, fica na Kohlmarkt, perto do Museu da Sissi. Considerado também a melhor confeitaria de Viena, mas fomos para almoçar e a comida não estava boa. Outro famoso é o Café Central, na Herrengasse, Freud e Hitler o frequentavam

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Por fim, fomos no Mercado Municipal, gosto sempre de visitar e como sobrou tempo resolvemos ir, não é imperdível, mas é bem legal, gostei. No caminho tem a “calçada da fama”.

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Última dica de restaurante em Viena, o DO & CO que fica no prédio do Museu Albertina, a entrada é pelos fundos do museu, na Albertinaplatz, como estava quente (para eles), só estava funcionando a área externa, a interna é bonita, mas não pude ficar lá. Do mesmo grupo da Stephansplatz, aqui o ambiente e a comida são mais casuais.

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Foto: http://www.doco.com
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Foto: http://www.doco.com

No início das minhas postagens sobre Viena comentei que tinha uma alta expectativa em relação a cidade, na realidade tinha em relação ao que eu queria conhecer: seus palácios, museus e atrações, mas não fazia ideia de que iria gostar tanto da cidade em si: suas ruas, restaurantes, mas principalmente o astral, a energia do lugar que é algo que não se explica, a gente sente. Fui em maio, o clima estava ótimo e acho que isso contribuiu para encontrar as pessoas mais alegres, o inverno já tinha ido embora. A simpatia do vienense é cativante, vai muito além da “só” boa educação. Demonstram prazer em atender e ajudar o turista. É um povo nitidamente feliz, como achei também em Berlim e não achei em Budapeste, mas como tudo na vida, é muito pessoal.

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Viena me deixou uma ótima impressão e aquela certeza de que como deve ser maravilhoso morar na que foi eleita “a melhor cidade do mundo para se viver”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Viena – parte I

Como falei no post anterior, fui para Viena no mês de maio de 2018 e me hospedei 5 dias no Hotel Sacher – Viena, viajei pela Lufthansa (esperava mais da sua classe executiva), o avião era enorme, com dois andares. A ida foi Florianópolis/Guarulhos/Frankfurt/Viena e a volta Berlim/Zurique/Guarulhos/Florianópolis, não precisei voltar a Viena, que era o meu destino na ida, assim pude fazer a viagem em uma sequência, o que dá mais conforto.

Consegui ver tudo o que eu queria em Viena em 4 dias, apertando dá para fazer em três, mas tem que ser dias inteiros, descontando a chegada, que geralmente é de meio dia, em razão do deslocamento.

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Coluna da Praga – Graben 

Cinco dias foram ótimos porque deu para ver tudo com calma, sem correria e ainda curtir esse cidade linda, com gente bonita, elegante e muito simpática. Deu tempo também para dar uma “olhada” nas lojas, pois o comércio de Viena é maravilhoso, tem algumas ruas só para pedestres o que torna o passeio ainda mais agradável.

O Hotel Sacher fica em frente a Ópera Estatal de Viena, infelizmente não tinha nenhuma ópera que eu gostasse na época, então fiz um passeio guiado para conhecer essa que é uma das casas de ópera mais famosas da Europa e do mundo (junto com o Scala de Milão que eu também conheço).

A Ópera de Viena foi inaugurada em 25 de maio de 1869, com a ópera Don Giovanni de Mozart e possui 1.709 lugares. Abaixo a fachada, já anoitecendo.

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Na entrada, esperando o guia com tour em espanhol. As datas e horários dos tours que são em alemão, inglês e espanhol estão no site http://www.wiener-staatsoper.at comprei o ingresso no local, na parte de trás do prédio, um pouco antes do início. São grupos de aproximadamente 20 pessoas e tem duração de 40 minutos.

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Na platéia

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Tivemos a sorte de ver o palco aberto para um ensaio

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Agora vamos para a atração mais famosa de Viena, o Palácio de Schonbrunn,  para ir até lá me desloquei de táxi, pois fica uns 20 minutos de carro do centro. Também conhecido como o Versalhes de Viena, era a residência de verão dos Habsburgo. O prédio que se visita hoje é de 1743, sob o reinado da Imperatriz Maria Teresa da Áustria, mãe de Maria Antonieta da França. D. Leopoldina, mulher de D. Pedro I, Imperador do Brasil, morou aqui até 1.817. Morreu nesse palácio, o filho de Napoleão Bonaparte, aos 21 anos, durante a sua ocupação em Viena, em 1832.

A sua habitante mais célebre, com certeza, foi Sissi. Elizabeth da Baviera que se tornou Imperatriz da Áustria e Hungria pelo casamento com o Imperador Francisco José I, em 1.854. Uma mulher cuja história trágica nada tem a ver com os filmes protagonizados por Romy Schneider.

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Para conhecer o interior do Palácio de Schonbrunn comprei um tíquete, antecipadamente, no seu próprio site http://www.schoenbrunn.at que incluiu o Grand Tour (visita aos 40 aposentos), mais o Gloriette e o Jardim Privado. Há várias composições de tíquetes, conforme o interesse da visita. Para visitar os jardins é gratuito.

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Feliz de estar aqui, andando por esse mesmo chão onde pisaram Maria Antonieta, Sissi, Maria Teresa da Áustria, Napoleão Bonaparte e tantos outros.

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Não é permitido fotografar no interior do palácio. Na parte de trás está o Gloriette, um jardim com café na colina e a Fonte de Netuno, lindo!

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Foi no Palácio de Schonbrunn que Mozart tocou para o público pela primeira vez, aos seis anos de idade. O palácio é lindo demais e seus jardins de sonho, é uma atração imperdível em Viena.

Outra atração, agora no centro de Viena, é o Palácio Hofburg, a 5 minutos a pé do Hotel Sacher, foi o palácio que eu mais gostei. Do ano de 1.279, foi por 500 anos a residência dos Habsburgo, família imperial da Áustria de 1.278 a 1918 (deposta com o término da 1ª Guerra Mundial). Maria Antonieta nasceu aqui em 02/11/1755 (sou de 03/11). Hoje se encontra no prédio o escritório do presidente da Áustria.

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O Hofburg é um grande complexo que compõe: os apartamentos reais, museu Sissi, prataria, biblioteca, escola de equitação e igreja. Também comprei o ingresso antecipado pela internet (no mesmo site do Schonbrunn) e não peguei fila na bilheteria.

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A linda e infeliz Sissi

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Sissi era uma mulher inteligente, culta, adorava ler e viajar, só que também era obcecada pela beleza e magreza, narcisista, tinha 1,73 altura e pesava 45 Kg, fazia regimes malucos e possuía equipamentos de musculação, uma raridade para as mulheres da época. Não se deixou retratar após os 32 anos de idade e quando começaram a aparecer os primeiros sinais do envelhecimento se cobria com véu para ninguém ver.

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Ao lado do Hofburg se encontra a Biblioteca Nacional, uma das bibliotecas históricas mais bonitas do mundo. Possui a Coleção do Príncipe Eugênio de Saboia com 15.000 livros. No total tem 8 milhões de livros expostos. A Sala Imperial (State Hall), sua sala principal, tem 200.000 livros dos anos de 1.500 a 1.850.

 

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No caminho de volta, Ao lado do Hotel Sacher, fomos conhecer o museu Galeria Albertina, coleção de Alberto (por isso o nome) marido da Arquiduquesa Maria Cristina, irmã de Maria Antonieta. No primeiro andar tem as 22 salas Habsburgo, com os seus objetos de arte, decoração e mobiliário. No segundo andar quadros de Monet, Renoir, Miró, Cezanne e Picasso, entre outros e no térreo e subsolo exposições temporárias.

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Marido com Matisse que ele ama demais e eu na Exposição Temporária de Keith Haring

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Passeando pela cidade de Viena, arte e beleza por todo o lado.

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Da série amo igrejas, a Karlskirche igreja barroca localizada na Karlsplatz, de 1737, foi construída por ordem do Imperador Carlos VI em honra a São Carlos Borromeu que livrou Viena da peste. Fui nessa igreja à noite para assistir um concerto de “Quatro Estações” de Vivaldi. Comprei o ingresso on line, no Brasil, pelo site http://www.viennaticketoffice.com mas vi pessoas comprando ingresso no local, na hora, sem problema. O concerto começou às 20:15h e não pode fotografar durante a apresentação.

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Foi lindo! Amo as Quatro Estações de Vivaldi e a apresentação em uma Igreja fica ainda mais mágica, já tinha assistido em Roma só que em Viena superou, pela qualidade e duração do concerto.

 

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Outro concerto que eu fui, mas não gostei muito, foi no Musikvrein. A Casa de Música de Viena foi inaugurada pelo Imperador Francisco José em 1870. Tem uma acústica prodigiosa, é o palco permanente da Orquestra Mozart de Viena. O repertório era bom, afinal amo Mozart, os músicos também, o problema mesmo é o local, muito desconfortável, cadeiras apertadas e ruins, gente demais, vários assentos sem qualquer visibilidade, achei um absurdo. A sala é bonita, mas já está decadente. Comprei o ingresso no site vienna ticket também, mas tem que prestar atenção porque nem todos os dias a apresentação é no salão principal, O GOLDEN HALL que é o mais bonito. Achei, sinceramente, o espetáculo o estilo do Lido ou Molin Rouge de Paris (pega turista).

A fachada, na chegada, a cúpula da Karlskirche ao fundo

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No Salão Golden Hall, sentei na sétima fileira, ótima visibilidade. Os músicos tocam vestidos de Mozart.

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Nos dois concertos eu fui e voltei sozinha, a pé, porque ficavam a uma distância de 600 metros do Hotel Sacher. Viena é uma cidade muito segura e a gente pode andar à noite, a pé, sozinho, sem qualquer problema, tem sempre muita gente nas ruas, é bem tranquilo.

Já que eu estava realizando o meu sonho de conhecer todos os lugares onde Maria Antonieta passou a sua infância, “atendendo a pedido” levei o marido para conhecer o Museu Sigmund Freud. Ahhh se Dr. Freud fosse vivo, hahahaha! Na realidade a maior parte dos objetos do “Pai da Psicanálise” se encontra no seu museu em Londres (que já conhecemos), mas a importância desse local está no fato de que foi o apartamento que Freud morou em Viena. Só para os fãs como o meu marido, porque como museu é bem fraco.

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Alguns objetos da coleção de Freud (sonho do marido realizado)

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A igreja mais mais importante de Viena é a Catedral de Santo Estevão, em estilo Gótico e Barroco, de 1.137 (porta e torre) e onde se encontram também as tumbas dos Habsburgos (além da Cripta Imperial que eu fui e já mostro). Foi aqui que se realizou o casamento e o funeral de Mozart. Na sua torre tem o maior sino da Áustria. Ao lado da sua Capela interna tem o túmulo do Príncipe Eugênio de Saboia.

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A Catedral de Santo Estevão fica em no calçadão da Kärntnerstrasse que começa exatamente ao lado do Hotel Sacher. É uma área ótima para passear, muito animada, cheia de gente, lojas, restaurantes, almocei aqui um dia, no DO & CO, na Stephansplatz, bem em frente e com uma linda vista da catedral. O restaurante é excelente, recomendo.

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Outro ovo à milanesa maravilhoso, viciei!

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Um lindo carrossel bem ao lado da catedral e bancas de flores, amo!

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Depois fui na Cripta Imperial, que fica na Igreja dos Capuchinos. Aqui se encontram as tumbas dos Habsburgos, a da Imperatriz Maria Teresa da Áustria fica em uma sala exclusiva.

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As tumbas de Sissi e Francisco José

À noite fui em um lugar que adorei. Albertina Passage, fica ao lado da Ópera de Viena, quase atrás. É um mix de restaurante, bar, balada, casa de show. Fica no subsolo e é lindo! Comida boa, atendimento excelente, fiz reserva pelo site http://www.albertinapassage.at (tem versão em inglês), as melhores noites são sexta e sábado, mas funciona de terça à sábado a partir das 18h.

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Viena tem realmente muitos lugares para conhecer, deixo para outro post outras atrações que visitei nessa cidade incrível. Para a continuação clique aqui Viena – parte II.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hotel Sacher – Viena

Há muito tempo tinha vontade de conhecer Viena, mas não sei explicar porque demorei tanto para ir. Poderia ter juntado com Paris, como fiz com Praga, só que fui deixando. Sabia no fundo que Viena merecia uma dedicação maior, mais dias, pois eram muitos os locais que eu queria visitar, enfim, em maio deste ano (2018) finalmente chegou a oportunidade. Fiz uma viagem de 15 dias onde a sequência foi Viena, Budapeste e Berlim.

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Galeria Belvedere

Passei 5 dias na cidade e me hospedei no Hotel Sacher. Só por ter ficado nesse hotel já seria impossível não gostar de Viena. Verdade que eu tinha uma alta expectativa em relação a cidade, sou apaixonada por tudo que diz respeito a Maria Antonieta e faltava conhecer essa parte da vida dela, a sua infância feliz. Só que Viena superou em muito a minha expectativa. Eu Ameeeiiiii! A cidade é linda, linda, linda. É toda perfeita. Seus prédios, monumentos, jardins, museus, carruagens e a música por toda parte fazem de Viena um dos lugares que eu mais gostei na vida.

E o Hotel Sacher contribuiu muito para ter sido a viagem dos sonhos! Ele é lindo, super bem localizado, meu tempo rendeu ficando aqui, só usei táxi para ir no Palácio de Schonbrunn, toda a cidade conheci a pé. O Sacher (se pronuncia Zarrah) é uma instituição na cidade, de 1876, totalmente reformado, tem anexo o Café Sacher onde a famosa Sachertorte foi inventada, uma torta de chocolate com damasco deliciosa.

A fachada do Hotel Sacher, ele fica em frente a Ópera Estatal de Viena

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Recepção

O lobby é um sonho, de cinema, literalmente!!! O filme A Dama Dourada com Helen Mirren tem uma cena aqui, exatamente onde estou sentada na foto abaixo.

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As flores são lindas e como fiquei 5 dias pegamos a troca da decoração

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O quarto era maravilhoso, enorme, reservei o quarto deluxe, mas recebi um upgrade para uma suíte (Mazeppa), prática comum quando reservo pelo site http://www.grandluxuryhotels.com

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O closet era maravilhoso, separado, na entrada do quarto, na foto só dá para ver metade do espaço, tinha armários dos dois lados

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O banheiro, era enorme também, tudo separado, sanitário, ducha, banheira. As amenities tem perfume de chocolate, maravilhoso!

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As áreas comuns do Hotel Sacher são lindas, possui dois restaurantes, bar e o salão do café da manhã, só não estive no Spa.

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Salão do café da manhã

O café da manhã é muito completo. Tem os produtos no buffet e um balcão com um chef para preparar na hora vários pratos como ovos, omelete.

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Parte do buffet do café da manhã

Um carrinho para o café da manhã das crianças, tem mais fofo?

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Almocei um dia no Restaurante Roten (vermelho em alemão), decoração bem clássica

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Chegamos cedo, ainda bem, deu para fotografar tranquilo, o restaurante depois lotou

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A comida estava maravilhosa

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Melhor entrada da vida! Ovo à milanesa com caviar e mini panquecas, delicioso!

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Uma noite jantei no Restaurant Grüne (verde em alemão). É o restaurante gastronômico do hotel, ambiente lindo, comida maravilhosa, atendimento impecável

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O aperitivo foi champanhe com suco de limão (doce) maravilhoso, não conhecia.

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Couvert e amouse bouche
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Peixe delicioso

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Não costumo pedir sobremesa, álcool com doce não me faz bem, mas eu não sei o que pensam nesse tipo de restaurante que não adianta, mesmo sem pedir, eles trazem um doce para finalizar e eu fico sem graça de dizer que não, me obrigo a comer.

Mas era uma fofura, mini picolés!

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Como não fazer 5.769.653 fotos nesse restaurante? Andei tanto nesse dia que não consegui disfarçar a cara de cansada

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O Bar Blaue (azul em alemão) fica junto ao lobby, é pequeno e muito lindo, pode tomar um drinque aqui ou nos sofás do lobby, os drinques eram ótimos, barman nota 10. Os melhores coquetéis que tomei em Viena.

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Anexo ao Hotel tem o Café Sacher. A fila para entrar é enorme, o dia inteiro, mas para hóspedes a entrada é direta, sem fila, porque o café sempre deixa de duas a três mesas livres (pelo que eu percebi) para a chegada de algum hóspede. Fui duas vezes, o Café Sacher é lindo, ótimo atendimento, realmente imperdível.

Com ela! A famosa Sacher Torte, uma torta de chocolate com recheio de damasco, servida com chantilly, deliciosa!!!! Marido pediu um strudel de maçã ótimo também.

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Recém tinha inaugurado a Sacher Eck, uma loja com produtos da marca Sacher, ao lado do hotel. No piso térreo os produtos para comprar: chocolates, biscoitos, chás, café, balas, tudo delicioso. No primeiro piso um café, mas não subi.

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O Hotel é tão tradicional que montou uma galeria de hóspedes ilustres que já passaram pelo Sacher. São várias paredes com fotografias de todos os personagens famosos da cena mundial nos últimos 200 anos, como a Rainha da Inglaterra, por exemplo, mais políticos, artistas, atletas. Uma viagem no tempo, incrível.

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Viena é uma cidade linda, apaixonante e ficou ainda mais perfeita me hospedando no Hotel Sacher, uma estada inesquecível.

 

 

 

 

 

 

Istambul – parte II

Continuando o relato sobre a minha viagem para Istambul, o primeiro você lê aqui Istambul – parte I , fiz um passeio/cruzeiro pelo  Estreito de Bósforo. Como falei fiquei hospedada no Hotel Four Seasons Sultanahmet e perguntei para o concierge sobre o cruzeiro e ele me explicou que tem duas maneiras. Cruzeiro privativo: um barco lindo e maravilhoso só para você com duração de duas horas e o Barco Público que sai de um pier várias vezes por dia com duração de uma hora e meia.

Não sei o custo do privativo pelo hotel, não perguntei. Escolhi o barco público. Fui a pé em direção ao pier Eminölü, levou uns 30 minutos, costeando o Bósforo passei pela Ponte Galata e entrei em uma passagem subterrânea (uma galeria cheia de lojas) na saída tem uma cabine escrita TURYOL, comprei os tíquetes (custou 6 euros) e fomos para o barco. É tipo um ferry boat, na parte de baixo, fechada, tem uma lanchonete, bancos acolchoados e mesas e é mais confortável, mas a vista não é tão boa e na parte de cima mais aberta com bancos de madeira, sem mesas, com vista mais livre.

Fui para a parte de cima, o barco saiu às 17h, lotado. Tem vendedores de sucos, lanches e chás. Na ida, me sentei com vista para o lado europeu.

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Saindo do pier
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Mesquita Ahi Çelebi
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Palácio Dolmahbaçe
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Hotel Çiragan Palace

Hotel Four Seasons Bosforus onde jantei na última noite

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Hotel Four Seasons Bosforus onde jantei na última noite
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Mesquita Atik Mustafa Pasa
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Castelo de Rumeli

Cabeceira da Ponte Golden Horn do lado europeu. Aqui o barco começa a fazer a volta

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Cabeceira da Ponte Golden Horn – Lado Asiático

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No final de tarde a luz vai ficando dourada, lindo demais! Agora sentei no fundo do barco para ter uma visão completa do Estreito de Bósforo

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O cruzeiro pelo Estreito de Bósforo, que liga o Mar Negro ao Mar de Mármara foi o passeio que eu mais gostei em Istambul, a vista dele é linda demais, considero imperdível!

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Saindo do Pier de Eminolu, atravessando a rua, bem ao lado do restaurante Hamdi, se encontra o Bazar das Especiarias. Também conhecido como Bazar Egípcio é simplesmente incrível e outro lugar que considero imperdível em Istambul, porque é o retrato da cultura turca, por onde quer que se ande na cidade as especiarias estão presentes.

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E dentro, lindo!

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Marido que também é cozinheiro aqui pirou

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Todos os tipos de Especiarias, temperos para todos os tipos de comida

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Todos os tipos de chás, comprei pra mim, amo!

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Aqui é mais tranquilo para fazer compras, do lado de fora tem lojas de todos os tipos. Os vendedores são muito simpáticos e não tem tanta insistência em negociar.

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Tem até sanguessuga para vender!

Outra tradição turca é o banho “Hamam” e existem vários locais em Istambul para ir. Escolhi o AYASOYA HURREM SULTAN que fica na esquina do Hotel Four Seasons, em Sultanahmet.

Conhecido como Banhos de Roxelana, porque foi construído para a mulher do Sultão Suleiman o Magnífico, em 1556, onde ficavam os banhos públicos de Zeus, em 532 d.c. Faz parte do complexo da Hagia Sofia e tem um restaurante no seu pátio em frente.

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Dá para reservar pelo site http://www.ayasofyahamami.com mas agendei no local para o mesmo dia. Tem diversos pacotes, banhos com massagens ou só massagens. Escolhi o pacote de banho com massagem na cabeça e pescoço ao custo de 80 euros e duração de 45 minutos. O local do banho das mulheres é separado dos homens, então deixei o marido na parte da frente e fui para os fundos, na ala feminina.

A sala de recepção e onde depois se toma o chá é bem bonita. Nessa sala também estão as cabines para troca de roupa e para massagem sem banho.

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A gente troca de roupa, se enrola em uma toalha, coloca chinelos descartáveis e fica sentada esperando e logo em seguida vem uma funcionária que te pega pela mão e leva para a sala de banho. Todo o tempo que precisa se deslocar de uma sala para a outra tem que ser de mãos dadas com ela. A sala de banho é maravilhosa, linda, toda de mármore branco, com torneiras douradas (ou de ouro não sei), no centro uma parte mais alta de mármore em mosaico preto e caramelo, o teto é uma cúpula com furos onde passa a luz do sol, é mágico, parece um palácio. Fiquei encantada.

Não levei o celular para o banho,  pois é um momento para relaxar e acho que nem pode fotografar lá dentro, as áreas são bem molhadas também, então as fotos abaixo são da internet.

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Foto 1 do site http://www.zanahs.com
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Foto 2 do site: http://www.zanahs.com
Ayasofya-Hurrem-Hamami-Main-Bathing-Area (1)
Foto 3 do site http://www.zanahs.com
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Foto 4 do site http://www.zanahs.com

A primeira sala de banho é quente (Foto 1), parece uma sauna, Ayse (quem me atendeu) me colocou sentada, deu uma tigela dourada e disse em inglês que eu tinha 15 minutos para ficar me molhando, era muito bom. Depois me levou para outra sala (Foto 2) e começou a esfoliação com uma luva, eu fiquei um pouco sentada, um pouco em pé. Não gostei, quase arrancou o meu couro/pele fora, hahaha! Em seguida fomos para a sala principal de mármore em mosaico (Foto 3), fiquei deitada (o mármore é quente) e ela pegou uma toalha bem fininha mergulhou em um balde e depois ficou balançando de uma lado para o outro. A toalha inflou e então ela espremeu a toalha em cima de mim e saiu uma quantidade enorme de espuma, a espuma mais macia e cheirosa que eu já vi na vida, muito legal. Com essa espuma ela massageou o meu corpo inteiro e no final a cabeça e o pescoço. Olhando para o teto lindo (Foto 4), relaxante, foi um sonho! Depois de quase 15 dias de viagem, morta de cansada, toda dolorida, eu nasci de novo! Por fim, Ayse me levou para outra sala, mais fria, me deu um banho para tirar a espuma e ficou alternando água quente e fria. Daí abriu a minha calcinha (descartável) jogou uma tigela de água gelada “lá” e disse: “Good Morning!” e caiu na gargalhada, dá para acreditar? Quase morri! O kit de banho entregue no final.

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O ritual durou 45 minutos. O marido fechou o mesmo pacote e o dele durou uma hora e meia! Bem mais caprichado, em homem lá tudo é diferente! Eu amei a experiência, muito diferente, o local é lindo, o banho é relaxante, vale muito a pena.

Istambul é uma cidade única, parte na Europa, parte na Ásia, sua arquitetura linda, a presença imponente da suas mesquitas com seus minaretes, o chamado para a oração é mágico e à noite a cidade se torna ainda mais linda. Fui a vários restaurantes lá e no primeiro dia estranhei bastante, a comida é muito condimentada, com muita pimenta, depois fui acostumando. Comi de tudo, carne de boi, camarão, peixe, mas o que eu mais gostei foi o cordeiro, era maravilhoso, preparado em uma tigela de barro, de forno, em pedaços macios, com cebola, tomate, queijo e batata em palito em cima, uma delícia!

Primeira noite Restaurante Seven Hills, em frente ao Hotel Four Seasons Sultanahmet, comi camarão e estava muito apimentado, não gostei. Um terraço no quarto andar. Vista da minha mesa para a Mesquita Azul

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Do outro lado do terraço, vista para a Hagia Sofia

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O almoço com a guia Gonga Kaya foi no restaurante Nusr-et no Grand Bazar. O turco do sal como é conhecido o dono, celebridade das redes sociais, com restaurantes em várias partes do mundo (fui em NY), especializado em carnes, é maravilhoso.

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Panoramic Restaurant, um terraço no rooftop do Hotel Adamar em Sultanahmet. Na foto abaixo rua próxima ao restaurante.

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Jantamos uma noite no nosso Hotel Four Seasons Sultanahmet, uma mesa ao ar livre no jardim do pátio interno, lindo, e foi a melhor comida de Istambul. A burrata de entrada era ótima e o steak maravilhoso.

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Depois fomos para o bar no rooftop com DJ e vista para a Hagia Sofia, drinques ótimos

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Lua cheia em Istambul, um sonho!

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Almoço no Palatium Restaurant, em Sultanahmet, ambiente bem cool

Amei e o cordeiro era maravilhoso! O garçom fez uma flor com o guardanapo de papel e me deu, bem bonitinha!

No calçadão Istikal Caddesi, em Beyoglu, tem algumas galerias bem bonitas e almoçamos lá um dia, um cordeiro maravilhoso também, foi ótimo.

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Ganhamos frutas de sobremesa (minha vó dizia que melancia com vinho tinto mata!)

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Na última noite jantamos no restaurante Aqua, no Hotel Four Seasons Bosforus. O Hotel é lindo, um antigo palácio otomano de frente para o Bósforo, comida boa, ambiente fantástico, foi incrível!

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Tem piras de fogo entre as mesas, à noite é muito lindo!

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Comemos peixe, estava muito bom, a sobremesa tiramisu, à moda do chef, lindo e delicioso

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Nos despedimos com chave de ouro em Istambul aqui, no outro dia fomos para Roma.

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O nosso hotel era muito próximo da Mesquita Azul, cinco vezes por dia, pelo alto falante, acontece o chamado para a oração. Um dia acordei cedo e fui para a sacada do quarto filmar o primeiro chamado do dia. Eram 5 horas da manhã. É lindo, parece um canto.

Por fim, uma coisa que eu gostei em Istambul é a maneira como eles tratam os animais, tem muitos pelas ruas, mas todos são castrados, chipados, as pessoas alimentam eles, estão sempre pelas lojas, entram em qualquer lugar, são muito bem cuidados. As pessoas passam fazem carinho, brincam, são muito mansos.

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Admiração por um povo que trata tão bem os animais.

Férias em Agosto

Quando estava planejando a viagem Grécia e Turquia, o projeto inicial era ir em setembro, mês que faço aniversário de casamento, mas os preços das passagens estavam absurdos (viajo em classe executiva que tem muita diferença de tarifa) e encontrei uma boa oferta pela TAM de um voo direto para Roma. Como para ir à Grécia geralmente se faz escala/conexão em alguma capital da Europa achei perfeito, porque depois ficaria duas noites em Roma, no final da viagem, para matar a saudade da cidade que hoje é a número 1 no mundo para mim. Outro ponto a favor era que Agosto é o mês de aniversário do marido e comemorar na Grécia não seria nada mal, não é mesmo?

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Oia – Santorini – Grécia

Mas (tem sempre um mas), depois de fechar a passagem fiquei apreensiva porque tinham alguns pontos desfavoráveis, segundo as minhas pesquisas. Gente demais, caro demais, calor demais. Então vamos por partes.

Gente demais: Cada um tem o seu perfil, eu prefiro conhecer uma cidade com gente, local vazio me deprime, acho no mínimo esquisito. Claro que ninguém gosta de filas quilométricas nas atrações, restaurantes lotados e sem lugar, só que para tudo isso tem jeito. Guias pula fila e compra de ingresso antecipado (quando é possível) você não passa por isso. Fiz e não passei.

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Fila quilométrica na Hagia Sofia – com a guia Gonca entrei direto

 

Sempre faço reserva para ir a restaurantes (pelo hotel, internet ou aplicativos do celular) então querer comer em algum lugar e não conseguir não faz parte da minha vida de turista. E nas ilhas Gregas, primeiro Santorini onde me hospedei, não achei lotada. O meu hotel estava completo e a piscina estava sempre vazia, quer dizer, não precisei “disputar” lugar nas espreguiçadeiras ou na água com ninguém. Pelas ruas bastante gente passeando, o que é normal, alta temporada, nada que atrapalhasse. Só no final do passeio de barco no sunset que deu um “congestionamento” e levamos 45 minutos para voltar para o hotel, também não é nenhum fim do mundo.

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Hotel Andronis Luxury Suítes – Oia – Santorini – Grécia

E em Myconos embora tenha ficado pouco tempo, percebi que bom mesmo é na alta temporada. Li o relato de quem foi em Myconos em setembro e disse que as baladas já estavam bem “caídas”, quer dizer, quem vai para lá não é para fazer “retiro”, tem outras ilhas para isso.

Nas outras ilhas, principalmente nos sítios arqueológicos, não tinha muita gente, aliás, bem menos do que muitas fotos que vi na internet de pessoas que foram fora da alta temporada.

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Biblioteca de Celso – Éfeso – Turquia

Mesmo com tanta gente, milhares de turistas, a Grécia é um país muito seguro, de baixíssima criminalidade, a gente não precisa se preocupar com isso. Andei em Atenas em ruas que só tinham a iluminação das casas, sem problema algum.

Por fim, no quesito Gente Demais só vi problema em Istambul para se locomover de carro/táxi por causa dos engarrafamentos, mas segundo a guia Gonca, Istambul é sempre assim, não importa o mês, então não fez diferença ter ido em AGOSTO. Concluindo não fez diferença para pior a relação alta temporada/gente demais. E a sensação de cidade cheia, animada, vibrante, alto astral, com festa e vida me agrada muito!!

Muita gente? Sozinhos nos monumentos!

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Partenon – Acrópole – Atenas

Caro demais: Realmente esse quesito pode ser impeditivo para muita gente, mas eu faço a seguinte relação. Vou sair da minha cidade, do meu país,  é distante, cansativo, outra cultura, não é habitual, não viajo todo mês (infelizmente). Então é algo que tem que ser planejado, sonhado, é a realização de um desejo para um lugar especial e várias coisas tem que ser conjugadas para que uma viagem seja boa, que deixe boas memórias. Ir para um cidade na baixa temporada muitas vezes significa clima ruim (época de chuvas por exemplo), locais fechados,  baixo astral, e a Grécia, especificamente, vive da sazonalidade.

Com exceção de Atenas que a meu ver pode ser visitada o ano todo, as ilhas morrem no inverno, então ir para Santorini ou Mykonos entre outubro e abril é roubada, jogar dinheiro fora e o barato sai caro. A alternativa é ir entre maio, junho ou setembro. Mas esse ano, por exemplo, só o mês de setembro teve com clima bom, garantia de tempo ensolarado e sem chuvas e ainda com todo o astral e vida que as ilhas tem, de certeza, só em julho e agosto, então tem que pagar a mais por isso. As ilhas estão cheias, todo mundo quer ir para lá, lei da oferta e da procura, os preços sobem. E não é só de europeus em férias que as ilhas estão cheias. Muitos americanos e asiáticos também vão, por que? Porque é a melhor época mesmo. Quer conhecer a Grécia com todo o seu esplendor, no auge, vá em julho ou agosto, o resto é conversa fiada, pague por isso e realmente vai curtir tudo o que tem de melhor!

Caprice bar em Mykonos, bar/balada que eu ameiIMG_7270

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Calor demais: O clima em Agosto na Grécia estava maravilhoso, perfeito, calor durante o dia, peguei na faixa dos 30 graus (nenhum absurdo para quem vive no Brasil) e fresco à noite (em torno de 23 graus). Peguei um dia de calor forte em Atenas, quando cheguei, daquele que parece uma estufa, uma panela de pressão. Nos outros dias tinha vento, andava o dia inteiro sem problema, pode ser que tive sorte, mas foi o que eu passei. Na viagem inteira dormi apenas três noites com ar condicionado, nas outras não precisou. A pessoa pode até dizer, ah Cristina você é friorenta, mas e o marido? Ele é encalorado, podia dizer, tem que ligar esse ar!!!! Não precisou, de verdade!   Nas ilhas, especialmente, tem vento, a sensação térmica é diferente, durante o dia é calor e a noite refresca.

O céu estava a coisa mais linda desse mundo, todos os dias um azul de cinema, só um dia em Istambul ficou algumas horas nublado, depois limpou, não deu uma gota de chuva em 15 dias, uma benção. As fotos ficaram lindas com esse céu azul lindo, limpo, sem nuvens, parecem uma pintura.

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Atenas – Grécia
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Oia – Santorini – Grécia

No quesito clima/temperatura para quem vai para a Grécia a época é perfeita. Tem outro detalhe importante. Agosto é o mês que o mar está mais quente, é o auge da sua temperatura, depois começa a baixar. Quem vai para a Grécia quer entrar no mar, aproveitar suas praias, mergulhar no passeio de barco. Eu já achei a água do mar fria em Santorini em agosto, calcula em outra época?

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Já em Istambul durante o dia estava muito quente, como é passeio em cidade recomendo ir em outro mês. Mas, novamente, não foi nenhum absurdo, calor na faixa dos 30 graus também, menos do que eu esperava. Já peguei 45 graus em Verona em junho de 2017, quase morri. Depois não sou feita de manteiga, calor de 30 graus é bem suportável. Roupas leves, um chapéu e água está tudo bem!

Roupa que usei uma noite em Santorini, caftan longo, de mangas compridas, de algodão, marido de calça comprida e camisa de manga comprida de linho, não passamos calor.

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Primeiro dia em Atenas, o dia mais quente, passei calor porque estava de calça

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Marido com o garçom super simpático do restaurante Adrianou em Atenas (Plaka) bermuda e camisa leve, disse que não passou calor.

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Roupas que usei à noite em Istambul, vestidos de crepe e seda longos. Não passei calor.

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Delícia passear à noite, a pé, em Atenas, só com um vestido sem precisar de casaco, echarpe, etc.

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Ruínas de Éfeso, vestido leve, chapéu e tênis por causa da areia e pedras, calor sem sacrifício.

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Túnica longa de crepe em Mykonos, tinha tanto vento que à noite senti frio, dá pra acreditar?

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Conclusão: AMEI ter ido em Agosto para a Grécia, conjugando todos os fatores achei um mês perfeito, pretendo voltar e com certeza será em AGOSTO, pois quero me hospedar em Mykonos e aproveitar a ilha no seu auge, matar a saudade de Atenas e Santorini que fiquei apaixonada e incluir uma nova ilha no roteiro, tomara que de certo!

Istambul – parte I

De início já vou dar a dica mais valiosa para conhecer Istambul: contrate a Gonca Kaya!!!! Conheci pelo seu instagram @guiaturca e foi maravilhoso. Gonca (se pronuncia Gondja) é turca, fala perfeitamente o português, conhece Istambul na palma da mão, tem informações valiosas, é super querida e você não pega fila com ela, salta todas (as filas nos palácios e nas mesquitas são quilométricas) o nosso tempo rendeu muito, conheci tudo que eu queria em dois dias na cidade, fiquei no total 4 noites.

Me hospedei no Hotel Four Seasons, no bairro de Sultanahmet, bem no centro histórico, colado as mesquitas e outras atrações. O hotel é lindo, acomodações super confortáveis, staff muito gentil, amei tudo nesse hotel. Para uma primeira vez em Istambul recomendo ficar em Sultanahmet porque facilita muito o tour pela cidade.

Istambul é uma cidade de 18 milhões de habitantes, mesmo conhecendo e gostando de São Paulo, a maior cidade do Brasil, não estava preparada para uma cidade com tantas pessoas. Acrescente os milhares de turistas, então é bem difícil andar de táxi, tem congestionamento o tempo todo, ficamos 1 hora parados do aeroporto para o hotel na chegada, fiquei apavorada rsrsrs.

Outra dica: contratei o serviço de transfer VIP do Hotel Four Seasons na chegada. O funcionário nos pegou com um carrinho elétrico na área de desembarque, nos deixou em uma fila separada da imigração (tinham 3 pessoas na minha frente) na fila comum tinham centenas (não estou exagerando), levou menos de 5 minutos para passar e o agente da imigração não fez nenhuma pergunta! Depois com o carrinho novamente fomos para a esteira de bagagens, tinha outro funcionário esperando para pegar as malas e por fim fomos para o carro, um Mercedes, que nos levou para o hotel. Serviço nota 1.000.

O pátio interno e os jardins do hotel são lindos!

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Varanda do quarto

O hotel tem áreas comuns lindas também, restaurante, bar interno e dois bares ao ar livre no rooftop, um menor com uma vista maravilhosa do Mar de Mármara e outro maior, estilo lounge de frente para a Hagia Sofia, com DJ, esse foi o meu preferido.

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Fachada do Hotel Four Seasons Sultanahmet à noite

No outro dia começamos o nosso tour com a Gonca Kaya. A primeira parada foi na praça do Hipódromo, muito perto do nosso hotel em Sultanahmet. Era o centro esportivo e social de Constantinopla, capital do Império Bizantino. Ocorriam aqui corridas de bigas e quadrigas (como no filme Ben-Hur). O Hipódromo não existe mais, manteve apenas o formato oval.

Aqui o Obelisco do Templo de Kar em Luxor, no Egito, do ano de 1.490 a.c. O Imperador Teodósio trouxe para Istambul em 390 d.c. Teve que ser dividido em 3 partes para o transporte, hoje só existe a parte mais alta. Na frente do Obelisco a Coluna Serpentina do Templo de Apolo, em Delfos, na Grécia, de 479 a.c. que mede hoje 5 metros, pois a ponta com as cabeças de serpente se encontram em museus (originalmente tinha 6,5m)

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A linda Fonte Alemã, um presente do Imperador alemão Guilherme II para o Imperador otomano Abdülhamed II, inaugurada em 1901, de mármore  e domo de bronze, em estilo bizantino.

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Próxima parada a Mesquita Sultanahmet, ou a Mesquita do Sultão Ahmet, que foi quem ordenou a sua construção. É conhecida como a Mesquita Azul. Para entrar as mulheres tem que estar com as pernas, ombros e cabelos cobertos. Homens podem entrar de bermuda desde que os joelhos e ombros estejam cobertos. Estava muito calor em Agosto, então muitas pessoas com trajes não adequados recebem um pano (horroroso, vai estragar as suas fotos!) para a cabeça e outro para enrolar na cintura como uma saia.

A Mesquita Azul é linda, por fora e por dentro. Por fora mesmo é impactante. É uma mesquita otomana, única com 6 minaretes. Reza a lenda que foi um erro do arquiteto que não compreendeu o pedido do Sultão Ahmet por minaretes de ouro. Como em turco as palavras “ouro” (altin) e “seis” (alti) tem pronúncia parecida, ele fez a Mesquita com seis minaretes o que causou problema porque a única que tinha permissão para ter seis era a de Meca. Como solucionar? Construíram mais um minarete na Mesquita de Meca, problema resolvido e que salvou a vida do arquiteto.

A Mesquita Azul é do ano de 1.609/1.616, tem 40 metros de altura, possui 20.000 azulejos azuis e com a entrada da luz ela fica em tons de azul, por isso é assim chamada. Nas paredes pinturas e escritos do Corão. Funciona das 9:00 às 21:00 horas todos os dias e fecha para não muçulmanos 5 vezes por dia na hora da oração. O chamado para a oração é feito por alto falantes e é muito lindo, para ouvir tem um vídeo no post  Istambul – parte II

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No pátio interno da Mesquita Azul

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Em frente a porta de entrada da Mesquita Azul. Passei muito calor coberta assim em Agosto

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Parte da Mesquita está em reforma, mas isso não impediu de ver a sua beleza. O local destinado para oração dos muçulmanos é separado, assim como para a oração das mulheres.

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Em seguida fomos para o Palácio Topkapi, do ano de 1.453 do Sultão Mehmet II. Possui dois locais para visitação, o Palácio e o Harém, recomendo visitar os dois porque são lindos e bem diferentes um do outro.

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O Harém era onde viviam a mãe, a mulher e as concubinas do Sultão. Os seus azulejos pintados foi uma das coisas mais lindas que já vi na vida, seus desenhos são reproduzidos por tudo em Istambul, quadros, vasos, louças, são realmente magníficos.

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O Palácio tem um terraço com uma vista linda para o Mar de Mármara e ao fundo o Estreito de Bóforo.

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Fonte Ahmet II em frente ao Palácio Topkapi, linda demais (foto de outro dia)

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Depois seguimos para Hagia Sofia, a atração que eu estava mais ansiosa para conhecer em Istambul e superou a minha expectativa, porque é linda demais!!!!! Foi construída nos anos de 532 a 537 para ser a Catedral de Constantinopla. Foi a principal Igreja do Império Bizantino, depois Igreja Católica Romana, Mesquita e hoje é um museu.

Hagia Sofia significa a Igreja da Santa (Sagrada) Sabedoria de Deus.

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Ao lado da Hagia Sofia se encontra a Cisterna da Basílica, do Século VI, construída pelo Imperador Justiniano, se trata de um grande tanque com 143 metros de comprimento e 65 metros de largura. Com 336 colunas de mármore possuía capacidade para 80.000 m3 de água. O centro de distribuição ficava a 19 km de distância e a água chegava até aqui por aquedutos.

O filme O Inferno, baseado no livro de Dan Brown, com Tom Hanks tem uma cena filmada aqui, embora na ficção mostre com água, atualmente é só um local para visitação, não possui mais a função de cisterna.

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A cisterna foi construída com materiais provenientes de vários lugares, como palácios e em duas colunas as bases são cabeças de Medusas e uma inclusive está ao contrário. Como eram blocos de mármore muito pesados e tudo iria ficar embaixo d’água os operários não se preocuparam em desvirar a cabeça.

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Por fim, fomos com a Gonca conhecer o Grand Bazar de Istambul, de 1461, construído pelo Sultão Mehmet II, tem aproximadamente 4.000 lojas. Não abre aos domingos.

Para entrar no Grand Bazar passamos pela porta junto a Mesquita Nuruosmaniye

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As lojas são incríveis! O Grand Bazar é um labirinto composto de 60 ruas, é de enlouquecer, além de lojas tem restaurantes e casas de chá

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Amei essa loja, se chama Cashmere House, comprei dois caftans lindos aqui

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O tour com a Gonca Kaya terminou aqui e eu só tenho a agradecer a sua simpatia, competência e profissionalismo, um passeio guiado privativo de excelente qualidade e que nos deixou seguros para depois explorarmos sozinhos Istambul.

Aliás, é bom comentar porque recebi perguntas pelo Instagram sobre isso, achei Istambul uma cidade muito segura, andei por alguns bairros, a pé e de táxi, de dia e à noite e não vi qualquer problema e não senti medo ou fiquei preocupada. Os seus problemas políticos passam longe do turista. Só no aeroporto que a segurança é mais reforçada do que em qualquer outro país que já estive.

Saudade da querida Gonca Kaya @guiaturca com a linda Hagia Sofia ao fundo

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No outro dia, domingo, fui visitar o Palácio Dolmabahçe e como tinha ficado apavorada com as filas enormes que vi nas outras atrações (como falei não peguei fila nenhuma porque a Gonca salta todas),  agora sozinha resolvi ir cedo no Palácio. Tinha a informação que abria às 9h e fechava às 16h e só podia visitar através de passeio guiado. Nada disso! Cheguei às 8:50 (fui de táxi, muito tranquilo domingo pela manhã) e já estava aberto (desde 8:30h), quase ninguém na bilheteria e tem dois tipos de tíquete, sozinho ou tour guiado. Comprei para visitar por minha conta com direito ao áudio guia. No verão só fecha às segundas.

O Palácio Dolmabahçe é do século XIX em estilo europeu, em frente ao Bósforo, foi construído pelo Sultão Abdul Mejide. O primeiro Presidente da República da Turquia Mustafá Kemal Ataturk morreu aqui em 1938 e os relógios estão todos parados na hora da sua morte 9:05h. Possui 285 quartos, 43 salas e o Salão de Festas possui um lustre de cristal Bohemia de 4 toneladas, presente da Rainha Vitória do Reino Unido.

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A arquitetura do Palácio é linda, bem como o seu interior que possui 14 toneladas de ouro na ornamentação dos tetos. Mas, é uma construção em estilo europeu, ou seja, não tem nada a ver com o que a gente espera ver na Turquia. E não pode fotografar o seu interior (raiva!). Foto do site: http://www.dicasdaeuropa.com

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Os jardins são lindos e o portão de frente para o Bósforo um sonho!

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Na Torre do Relógio

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No complexo do Palácio também tem o Harém e o Museu dos Relógios.

Do Palácio pegamos outro táxi (tem um ponto em frente)  e fomos para o bairro de Beyoglu e percorremos o seu calçadão Istiklal Caddesi entre as praças Taksim e Tünel. Tem muitas lojas e restaurantes, a arquitetura é bonita e tem sempre muita gente passeando.

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Andamos até o final do calçadão e depois continuamos descendo a rua em frente a área pedonal para chegar na Torre Gálata, cartão postal de Istambul.

Gálata é uma torre medieval, construída pelos Genoveses em 1348, já serviu para defesa da cidade, observatório astronômico e prisão. O seu miradouro está a 51 metros de altura, no seu topo tem um restaurante e bar que dizem tem uma linda vista, imagino, mas não tive vontade de subir. Funciona das 9:00 às 20:00 horas, todos os dias.

Em 1630 Hezârfen Çelebi conhecido como aviador otomano, usando asas e com a força do vento saltou do alto da torre e conseguiu voar e aterrissar em segurança, um feito incrível.

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Por fim, no domingo, fizemos um passeio (cruzeiro) pelo Bósforo que junto com os restaurantes, o banho Turco e o Bazar das Especiarias que eu amei,  ficarão para um outro post. Istambul é uma cidade linda vista do Bósforo, mágica à noite e o banho turco é uma tradição que não se pode deixar de fazer!